O Experimento Carlson parte 15

Já devia faltar pouco para o amanhecer quando Carlson conseguiu descer a enorme colina de rochas afiadas. A sede torturava-lhe  a alma. Cada passo parecia um suplício.
A cidade estava em ru√≠nas. Logo, Morten observou que a colina de pedras escuras que havia acabado de descer n√£o eram rochas afloradas pela atividade vulc√Ęnica do planeta, mas sim destro√ßos das constru√ß√Ķes.

O Experimento Carlson parte 14

O frio era crescente. Carlson tentou desesperadamente reiniciar o computador do traje, sem sucesso. Seria necessário retirar o traje, desmontá-lo para encontrar a razão do problema. Os sistemas auxiliares também estavam inoperantes, o que parecia indicar uma falha profunda no modulo de aquecimento. Pra piorar essa falha comprometera a eficiência do sistema de geração de água na mochila.

O experimento Carlson – parte 12

Morten não entendeu nada do que a mulher disse, mas ele notou que ela estava fazendo perguntas e parecia aflita.  Pensou em responder, mas o que diria? Não sabia uma palavra sequer em chinês. Nem mesmo sabia onde devia apertar na tela do dispositivo,  para se comunicar com a mulher.

O experimento Carlson – Parte 9

Morten Carlson tentava se agarrar da forma que podia, mas foi in√ļtil. Seu corpo deslizou com as rochas soltas at√© a beira do precip√≠cio. Ele sabia que uma queda de pelo menos cem metros de altura o aguardava.

O experimento Carlson – Parte 8

Quando o dia amanheceu, Carlson estava com os braços dormentes. A posição ingrata em que dormira estava cobrando um preço alto. Seus dedos formigavam. As juntas pareciam ranger.
O desejo de um banho havia crescido de tal maneira que Morten passava mais tempo relembrando de como era feliz e n√£o sabia no tempo em que podia tomar um banho quente, do que pensando em para onde estava indo no pedregoso caminho.

O experimento Carlson – Parte 6

Morten Carlson acordou com um estrondo. Arregalou os olhos e saltou do melhor jeito que deu, para fora da fenda. A montanha estava desabando. Areia e pedras caíam em profusão sobre ele. Não se via nada, pois ainda estava escuro e havia uma nuvem densa de poeira no ar que mesmo que fosse o meio dia não permitiria ver nada.