Quero te convidar para dar uma escutadinha no meu novo album, chamado Heaven in Concert. Acho que á está disponivel em todos os streamings (no spotify eu tenho certeza).
Algumas musicas são puramente instrumentais e outras são cantadas, em latim, em linguas fictícias e fecha com um Pai nosso em aramaico. Tem uma pegada meio SaintPreux e uma delas meio Ray Coniff.
Em breve vem o Hell in concert, já está pronto aguardando a burocracia infinita dos streamings.
Me dá uma moralzinha aí e me segue lá?
Introdução ao Envelhecimento e à Ciência da Longevidade
O envelhecimento é uma parte inevitável da experiência humana, mas seus efeitos vão muito além de rugas e cabelos grisalhos. Com o passar dos anos, o corpo enfrenta uma série de desafios, incluindo o declínio de sistemas biológicos essenciais que mantêm nossa saúde e vitalidade. Um dos principais fatores por trás dessas mudanças é a deterioração da homeostase proteica, ou proteostase, que regula a qualidade e o funcionamento das proteínas em nossas células. Quando esse sistema falha, proteínas malformadas ou danificadas começam a se acumular, contribuindo para o surgimento de doenças crônicas e degenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
Será que chegaremos no dia em que envelhecer será algo opcional?
Nos últimos anos, cientistas de todo o mundo têm se dedicado a entender como o envelhecimento afeta os mecanismos celulares e, mais importante, como podemos intervir para retardar esses efeitos. Um estudo recente conduzido por uma equipe de pesquisadores da Chung-Ang University, na Coreia do Sul, trouxe novas perspectivas sobre esse tema, apontando para uma droga promissora chamada IU1. Este composto demonstrou a capacidade de melhorar a função de dois sistemas cruciais de controle de qualidade proteica: os proteassomas e a autofagia. Publicado em 15 de agosto de 2024 na revista Autophagy, o estudo abre portas para o desenvolvimento de terapias antienvelhecimento que podem melhorar a qualidade de vida e aumentar a longevidade.
O Papel da Proteostase no Envelhecimento
As células humanas possuem mecanismos altamente sofisticados para identificar e eliminar proteínas defeituosas, garantindo que o ambiente celular permaneça saudável. Esses sistemas de controle de qualidade proteica são essenciais para evitar o acúmulo de proteínas malformadas, que podem causar estresse celular e desencadear uma série de problemas de saúde. No entanto, à medida que envelhecemos, esses sistemas começam a perder eficiência, permitindo que proteínas danificadas se acumulem e contribuam para o desenvolvimento de doenças relacionadas à idade.
Dois sistemas principais trabalham em conjunto para manter a proteostase: os proteassomas e a autofagia. Os proteassomas são complexos proteicos que degradam proteínas defeituosas em pequenos fragmentos, chamados peptídeos. Já a autofagia é um processo mais amplo, no qual as células “limpam” estruturas maiores, incluindo agregados proteicos, por meio da formação de vesículas especializadas que reciclam esses componentes. Quando esses dois sistemas funcionam em harmonia, a saúde celular é preservada. No entanto, com o avanço da idade, sua eficiência diminui, o que pode levar a uma série de complicações.
A Descoberta da Droga IU1
A pesquisa conduzida pela equipe do Professor Seogang Hyun, da Chung-Ang University, teve como objetivo explorar como a droga IU1 poderia influenciar esses sistemas de controle de qualidade proteica. O interesse pelo IU1 surgiu após o Professor Hyun participar de uma conferência acadêmica, onde descobriu que esse composto era capaz de aumentar a atividade dos proteassomas. Intrigado com o potencial antienvelhecimento da droga, ele decidiu investigar seus efeitos em um modelo animal: as moscas-das-frutas (Drosophila melanogaster).
Drosophila melanogaster
As moscas-das-frutas são amplamente utilizadas em estudos sobre envelhecimento devido à sua curta expectativa de vida e à semelhança de seus processos de deterioração muscular com os observados em humanos. Além disso, sua simplicidade genética permite que os pesquisadores observem os efeitos de intervenções específicas com relativa facilidade. No estudo, a equipe administrou IU1 às moscas e avaliou uma série de parâmetros relacionados ao comportamento e à proteostase.
Resultados Promissores do Estudo
Os resultados do estudo foram extremamente animadores. A administração de IU1 revelou um efeito sinérgico impressionante: ao inibir a atividade da peptidase específica de ubiquitina 14 (USP14), um componente do complexo proteassomal, a droga não apenas aumentou a atividade dos proteassomas, mas também estimulou a autofagia. Essa dupla ação resultou em uma melhora significativa na saúde celular, com destaque para a redução da fraqueza muscular relacionada à idade e um aumento na longevidade das moscas.
Curiosamente, os pesquisadores também testaram o IU1 em células humanas e observaram resultados semelhantes, sugerindo que os benefícios da droga podem ser aplicáveis a humanos.
Esses achados são particularmente significativos, pois indicam que o IU1 pode atuar como um agente terapêutico capaz de combater os efeitos do envelhecimento em nível celular.
Implicações para Doenças Degenerativas
A deterioração da proteostase é uma característica central de várias doenças degenerativas, como Alzheimer, Parkinson e outras condições neurológicas associadas ao envelhecimento. Nessas doenças, o acúmulo de proteínas malformadas no cérebro leva à formação de placas e emaranhados que prejudicam a função neuronal, resultando em sintomas como perda de memória e dificuldades motoras.
Os resultados do estudo sugerem que o IU1, ao melhorar a função dos proteassomas e da autofagia, pode ajudar a prevenir ou retardar o progresso dessas doenças. “A redução da homeostase proteica é uma marca registrada de doenças degenerativas”, explica o Professor Hyun. “Nossos achados podem servir como base para o desenvolvimento de tratamentos para uma ampla gama de condições relacionadas à idade.”
O Futuro das Terapias Antienvelhecimento
A descoberta do potencial do IU1 abre novas possibilidades para o campo da medicina antienvelhecimento. Embora o estudo tenha sido conduzido em moscas-das-frutas e células humanas, os resultados são um passo importante na direção de terapias que podem melhorar a qualidade de vida dos idosos. Ao preservar a saúde celular e prevenir o acúmulo de proteínas danificadas, o IU1 pode oferecer uma abordagem inovadora para retardar o envelhecimento e combater doenças associadas.
No entanto, é importante ressaltar que mais pesquisas são necessárias antes que o IU1 possa ser utilizado em humanos. Estudos clínicos em larga escala serão essenciais para determinar a segurança e a eficácia da droga, bem como sua aplicabilidade em diferentes contextos clínicos. Além disso, os pesquisadores precisam explorar os possíveis efeitos colaterais e as interações do IU1 com outros sistemas biológicos.
Sobre a Chung-Ang University
A Chung-Ang University, localizada em Seul, Coreia do Sul, é uma instituição de pesquisa renomada, conhecida por sua excelência acadêmica e contribuições científicas. Fundada como um jardim de infância em 1916, a universidade alcançou o status de instituição de ensino superior em 1953 e hoje é reconhecida pelo Ministério da Educação da Coreia. Com o lema “Justiça e Verdade”, a universidade se dedica a formar líderes globais e criativos, oferecendo programas de graduação, pós-graduação e doutorado em diversas áreas, incluindo direito, administração e medicina.
O Professor Seogang Hyun
O Professor Seogang Hyun é um pesquisador destacado no Departamento de Ciências da Vida da Chung-Ang University. Desde 2010, seu grupo de pesquisa tem explorado temas como metabolismo nutricional, genética do desenvolvimento e mecanismos de envelhecimento, utilizando modelos como a Drosophila melanogaster. Com um doutorado pelo Korea Advanced Institute of Science & Technology (KAIST), o Professor Hyun publicou cerca de 240 artigos científicos e possui um índice h de 20, refletindo o impacto de suas contribuições no campo da biologia.
Conclusão
O estudo conduzido pela equipe da Chung-Ang University representa um marco importante na pesquisa sobre envelhecimento. Ao demonstrar que a droga IU1 pode melhorar a função dos sistemas de proteostase, os pesquisadores abriram um novo caminho para o desenvolvimento de terapias que não apenas prolongam a vida, mas também melhoram sua qualidade. Embora ainda haja um longo caminho a percorrer antes que essas descobertas cheguem aos pacientes, os resultados oferecem esperança para um futuro em que o envelhecimento seja enfrentado com soluções científicas inovadoras.
Tem mais ou menos uns dez dias que eu sigo intrigado com um misterioso fenômeno ocorrido aqui mesmo na minha casa.
Eu não acho que seja algo sobrenatural, mas é tão esquisito, que parece a cascata mais deslavada.
Basicamente, o meu carro saiu pra dar um rolê sozinho. Ele não é um carro eletrônico como o Tesla, que dirige sozinho, é um Renault Duster manual, então é estranho.
A história foi o seguinte, eu desci para levar meu filho na escola como faço todo santo dia, às cinco pras sete da manhã quando ao olhar para o carro, que fica numa vaga na frente do meu bloco no condominio onde eu moro, o carro não tava mais lá.
“Porra roubaram meu possante dentro do condomínio?” — pensei.
Em seguida, vi meu carro parado em outra vaga, cerca de uns dez metros atrás da minha vaga original, onde eu havia deixado o carro.
Ué. Como assim?
Eu me lembrava perfeitamente que estacionei o carro na minha vaga, que é sempre a mesma a cada ano. Cheguei com o Davi da escola e parei como sempre fazia, e fui pra casa. Dez e meia da noite, quando a Nivea voltou do trabalho, ela passou pelo nosso carro, que fica bem na porta do bloco. Ela viu o carro na vaga. Então, como que de manhã ele estava em outra?
Ninguém saiu de casa, Nivea não dirige e o Davi estava gripado, fora que só tem 13 anos e nunca mexeria no carro.
Eu fui lá onde o carro estava e olhei. Ele estava estacionado direitinho, dentro do quadrado pintado no chão, respeitando a distância do carro da vaga de trás.
“Alguém estacionou essa merda.”
Mas como, se a chave estava na minha casa?
Olhei e o freio de mão estava puxado. O carro estava perfeitamente estacionado numa vaga lá do outro bloco.
Intrigado, imaginei a única explicação plausível pra mim naquele momento: Eu devia ter puxado pouco o freio de mão, e o carro escorregou da vaga, parou no meio da pista, e algum funcionáario da limpeza do condomínio ou mesmo um morador solícito, viu o carro ali (concluiu que eu cheguei bêbado da rua) e empurrou para a vaga onde ele achava que devia ser.
Parecia a solução mais simples, e como sabemos, normalmente, a solução mais simples é a mais correta…
Porém, com o carro fechado, como o cara puxou o freio de mão?
Aí fiquei intrigado. A Nivea então solicitou ao funcionario da administração que ele verificasse o video das câmeras de segurança daquela noite para vermos quem entrou no carro.
E foi aí que toda a racionalidade lógica foi pra casa do chapéu: Segundo o Robson, o funcionario aqui do condominio, o meu carro estava paradão na vaga, como sempre esteve até o relógio bater meia noite e meia. Quando deu meia noite e meia em ponto, o carro deliberadamente saiu andando da vaga dele e foi lentamente, sozinho, até a outra vaga e estacionou lá.
Assustado, o funcionario se certificou que ninguém entrou no carro, e realmente, pelo video, é isso: o carro do nada, sai andando sozinho e vai estacionar em outra vaga. Infelizmente, o condomínio não libera as imagens de segurança por norma interna e não posso mostrar meu carro dando um rolê sem piloto.
Ok, então o que temos: Um carro sai da vaga e vai sozinho para outra. Há uma leve inclinação na minha vaga, para que a água da chuva não se acumule. Então, pela lógica, a gravidade puxou o carro, que desceu e perdeu energia cinética e por acaso parou dentro da outra vaga, (que por sorte estava vazia) sem sequer encostar no carro de trás.
Mas aqui tem um porém: Por que o carro fez isso meia noite e meia? A gravidade é igual em qualquer hora do dia, de modo que o mais logico seria o carro descer assim que eu saí do veículo no dia anterior ao trazer meu filho da escola. Não faz sentido o carro esperar ficar de madrugada para ninguém ver, hehehe.
Outro detalhe interessante, o piso não é liso, ao contráro, é feito de bloquetes de concreto, o que impede a hipótese do escorregamento, mais possível num chão liso como os de estacionamento de shoppings. Outro detalhe que verifiquei: o carro não estava com os pneus excessivamente calibrados, na verdade, estavam até precisando calibrar, o que aumentava a área de contato do pneu com o solo e assim, subia o atrito.
Aí eu botei o meu chapéu de Myth-Buster e fui fazer testes. Entrei o carro puxei pouco o freio de mão e deixei ele em ponto morto. Desliguei e fiquei olhando. De fato, o carro desce, mas ele anda meio metro e para.
Observando o deslocamento, meu carro andou mais de dez metros naquela madrugada e entrou certinho na vaga. O fato dele estar tão bem estacionado, com precisão cirúrgica no quadrado da vaga é outro fato extremamente impressionante. Teria que ser uma enorme, gigantesca coincidência exatamente naquele dia que não puxei o freio de mão até o fim — como faço todo santo dia — eu deixar as rodas com o alinhamento preciso para que o carro não se desviasse um grauzinho sequer em seu “passeio”.
Como o Duster tem direção eléetrica, a direção é dura pra caceta, e precisaria ser um Ronny Coleman para virar esse volante. Com o carro desligado, ela quase não vira.
Até o momento, não desvendei o mistério do carro que anda sozinho. Uma idéia que já me ocorreu é que isso pode ter algo a ver com a umidade do ar. Não sei como ainda, mas talvez, a umidade do ar na madrugada tenha criado alguma condensação, algo que atuou como um lubrificante e deixou o carro dar seu macabro passeio na escuridão.
Um carro que sai andando sozinho…. É no minimo curioso, hehe.
Hahahaha tem umas notícias tão estranhas, cara. Olha só essa história;
A Associação dos Bêbados de Gana emitiu um ultimato de três semanas ao governo do país, exigindo a redução dos preços de bebidas alcoólicas para comerciantes e consumidores.
Os cachaceiros de Gana estão revoltados e prometem uma revolta
Embora o Nome da Associação de Consumidores de Bebidas Alcoólicas de Gana possa parecer uma brincadeira para atrair a atenção, a organização é uma das mais conhecidas no setor informal do país, contando com mais de 6,6 milhões de membros em todo o território ganês. Em um post que viralizou no X (Twitter) no último fim de semana, o presidente da associação dos bêbados, Moses Onyah, conhecido como “Osso Seco”, criticou a escalada constante dos preços das bebidas alcoólicas, impulsionada pela valorização inesperada da moeda local, o cedi.
Membros do grupo, indignados, realizaram uma marcha na capital, Acra, exigindo que o governo tome medidas para baratear o custo das bebidas.
“Atualmente, os preços das bebidas alcoólicas não param de subir. Ao comprar uma bebida, você enfrenta um aumento de cerca de 15%, o que impacta diretamente os vendedores”, afirmou Osso Seco. “Notamos que, com a valorização do cedi, o preço de alguns produtos foi reduzido, mas o custo do álcool permanece elevado.”
A associação fez um apelo ao ex-presidente de Gana, John Dramani Mahama, e ao Ministro do Comércio e Indústria, solicitando uma solução em até três semanas, enquanto seus membros discutem formas de protestar contra o aumento dos preços. Onyah alertou que, caso o governo não aja, a organização planeja realizar protestos em massa por todo o país. Mas não se sabe ainda o que os bêbados pretendem fazer.
“Não somos apenas consumidores de bebidas, somos cidadãos conscientes que exigem tratamento justo e preços acessíveis para o álcool”, declarou Osso Seco durante a marcha em Acra. Ele destacou que o encarecimento das bebidas está dificultando o momento de lazer dos ganenses, especialmente em meio aos desafios econômicos atuais.
Apesar do nome sugestivo, a Associação de Consumidores de Bebidas Alcoólicas de Gana defende o consumo responsável e já promoveu diversas iniciativas para alertar sobre os riscos de dirigir sob efeito de álcool.
Talvez a solução para agradar aos bêbados de Gana esteja bem distante dali, numa ideia igualmente Gump, de um bar na China:
O bar onde o valor do goró flutua como se fosse uma ação na bolsa
Imagine um lugar onde o preço da sua cerveja favorita sobe e desce como ações em uma bolsa de valores, tudo isso enquanto você aproveita o momento com amigos. Bem-vindo à Qingdao Beer Exchange, um bar inovador em Qingdao, a cidade chinesa famosa por suas cervejarias, que transforma o simples ato de pedir uma cerveja em uma experiência dinâmica e interativa.
Inspirado no frenesi de mercados financeiros como Wall Street, este bar único faz os preços das cervejas flutuarem em tempo real, guiados pela demanda dos próprios clientes. Um impressionante painel circular, suspenso acima do amplo salão, exibe os preços e as vendas ao vivo, com números em vermelho sinalizando cervejas populares com preços em alta e em azul indicando aquelas menos pedidas, com descontos atraentes. Para manter o jogo justo, os preços variam apenas 10% ao dia, retornando ao valor base toda manhã. Semanalmente, com base nas vendas, o bar avalia reduzir preços base ou expandir a flutuação para até 20%, trazendo ainda mais emoção ao “mercado cervejeiro”.
Li Chao, o criador da Qingdao Beer Exchange explica:
“É como uma bolsa de valores, mas com cerveja. As cervejas mais pedidas sobem de preço, enquanto as menos populares ficam mais baratas. Você pega seu copo, escaneia o QR code, serve sua bebida e vê o mercado reagir em tempo real. É como se tornar um investidor de cervejas!”
A ideia nasceu da vontade de Li Chao de tornar as populares torneiras de autosserviço de cerveja, comuns em outras cidades chinesas, mais envolventes. O resultado é uma atmosfera vibrante, onde os clientes se sentem parte de um pregão animado, influenciando o mercado enquanto saboreiam suas bebidas. Desde sua abertura em maio, a Qingdao Beer Exchange atraiu multidões, com centenas de milhares de visitantes mergulhando nessa experiência única.
O bar oferece 30 torneiras com 10 variedades de cervejas, desde os clássicos chopes Tsingtao até opções exóticas com infusão de lichia, pêssego e maracujá. Entre 31 de maio e 2 de junho, o local recebeu mais de 10 mil visitantes por dia, com vendas impressionantes de mais de 1,2 milhão de mililitros de cerveja diariamente.
Se você é apaixonado por cerveja e adora uma dose de adrenalina, a Qingdao Beer Exchange é o lugar perfeito para brindar, negociar e vivenciar o mercado de uma forma totalmente nova. Achei a ideia muito criativa. Mas lembre-se, o importante é saber beber com consciência.
Cheers!
Você já imaginou um carro tão estreito que parece desafiar as leis da física? O mecânico italiano e YouTuber Andrea Marazzi transformou essa ideia em realidade ao criar o Fiat Flat, uma versão incrivelmente modificada de um Fiat Panda 1993, que agora é conhecido como o carro mais fino do mundo.
Este projeto inovador, que viralizou nas redes sociais, combina criatividade, engenhosidade e um toque de loucura automotiva.
Neste artigo, exploramos como o Fiat Flat foi construído, suas especificações únicas e por que ele está chamando tanta atenção. Se você é fã de carros, especialmente do clássico Fiat Uno, continue lendo para descobrir essa história fascinante!
Tudo começou no ferro-velho de Andrea Marazzi, onde ele decidiu transformar um Fiat Panda 1993 em algo nunca visto antes: o carro mais estreito do mundo. Com apenas 50 centímetros de largura, o Fiat Flat é uma obra-prima de engenharia artesanal. Marazzi passou 12 meses trabalhando manualmente no projeto, utilizando 99% das peças originais do Fiat Panda, incluindo suas quatro rodas, mas adaptando-as para uma estrutura ultrafina que comporta apenas um motorista.
“Um ano de cortes, soldas, erros e risadas. Um ano buscando algo que ninguém jamais havia feito: o Panda mais estreito do mundo.” – Andrea Marazzi
Essa citação de Marazzi reflete o espírito do projeto: uma combinação de imaginação, paciência e trabalho árduo. Embora o Fiat Flat não seja um Fiat Uno clássico, ele compartilha a mesma essência de inovação que tornou o Uno um ícone entre os carros compactos. O carro resultante dessa intrigante experiência desbancou o Tango que ate então era o carro mais fino do mundo.
Especificações do Fiat Flat: Compacto e Elétrico
O Fiat Flat não é apenas estreito; ele também é surpreendentemente leve e funcional, mesmo com suas limitações. Confira suas especificações:
Largura: 50 cm (o suficiente para apenas um motorista)
Altura: 145 cm
Comprimento: 340 cm
Peso: 264 kg
Velocidade máxima: 15 km/h
Autonomia: 25 km com uma única carga
Características: Totalmente elétrico, com um único farol para iluminação noturna
Embora o Fiat Flat não seja projetado para as ruas – ele não é legalizado para circulação –, seu propósito vai além da funcionalidade. Marazzi criou o carro como um projeto promocional para seu negócio de ferro-velho, e o resultado foi um sucesso estrondoso. O veículo, com sua aparência quase surreal, parece algo gerado por inteligência artificial, mas é 100% real!
Por Que o Fiat Flat Viralizou?
O Fiat Flat conquistou o mundo por sua originalidade e pelo feito técnico de Marazzi. A ideia de transformar um carro compacto como o Fiat Panda em algo tão extremo é um testemunho da criatividade humana. Além disso, o projeto ressoa com os fãs de carros como o Fiat Uno, que sempre foi celebrado por sua versatilidade e design compacto. O Fiat Uno, assim como o Panda, é um símbolo de acessibilidade e inovação, e o Fiat Flat leva esses conceitos a um novo patamar.
O vídeo de Marazzi mostrando o Fiat Flat em ação acumulou milhares de visualizações, e agora ele busca um lugar no Guinness World Record como o carro mais estreito já construído. Esse reconhecimento oficial pode consolidar ainda mais sua criação como um marco na história automotiva.
O Legado do Fiat Uno e a Inovação Automotiva
Embora o Fiat Flat seja baseado no Fiat Panda, ele traz à tona a mesma energia inovadora que tornou o Fiat Uno um carro tão amado. Lançado na década de 1980, o Uno conquistou o mercado com seu design compacto, eficiência e preço acessível. A transformação do Panda em algo tão único como o Fiat Flat mostra como os carros da Fiat continuam inspirando modificações criativas e projetos ousados.
Se você é um entusiasta do Fiat Uno ou apenas alguém fascinado por inovações automotivas, o Fiat Flat é um lembrete de que, com imaginação e habilidade, é possível redefinir o que um carro pode ser.
O Fiat Flat de Andrea Marazzi é mais do que um carro; é uma declaração de criatividade e paixão por automóveis. Embora não seja um veículo para o dia a dia, ele captura a essência de inovação que define modelos como o Fiat Uno. Enquanto Marazzi aguarda a validação do Guinness World Record, o Fiat Flat continua a inspirar motoristas e entusiastas em todo o mundo.
Você já pensou em personalizar seu próprio Fiat Uno ou Panda? Aqui no Brasil o Detran não legaliza uma porra dessa nem a pau!
Um novo video do que parece ser o Yeti ou o “Pé grande” chegou na internet e despertou polêmicas, devido a sua alta qualidade. Filmado coma caâmera de um Smatrtphone em seu zokm maximo, podemos ver o que parece ser um claro pé-grande com sua famosa cabeça cônica e peluda, se movendo entre as árvores.
Imediatamente o video caiu naquele mecanismo conhecido da ufologia, onde que se é bom demais na qualidade, só pode ser é fraude.
De fato parece ser um video real e consistente, mas será um Yeti ou alguém fantasiado agindo de modo estranho?
Há quem veja no video “movimentos muito humanos”, mas quanto a isso fica a questão: A pessoa já viu ou estudou a biomecânica de um Yeti para saber se seus movimentos são dioferentes dos de um homo sapiens?
Confira o video:
A Colorado River Expeditions, uma empresa de rafting, publicou o vídeo em sua conta do YouTube, insistindo que não era uma farsa nem foi gerado por computador. A filmagem foi gravada em 24 de maio de 2025.
O autor do vídeo estava inicialmente filmando uma margem de rio argilosa e levemente inclinada, coberta por abetos e pinheiros, mas então notou algo marrom e vivo escondido entre os arbustos. Então, a criatura se afasta e desaparece entre os arbustos. Os críticos dizem que os movimentos da criatura são “muito humanos” e, em determinado momento, ela parece até pressionar um dedo nos lábios, como se dissesse: “Shh, quieto”.
Muitos dos “futuros distópicos” que a literatura, quadrinhos e cinema trazem para nos assustar e tirar o sono nas madrugadas compartilham de certos elementos em comum. Um deles é o poder desmedido que deveria ser uma prerrogativa de um Estado ser usado por um grande e poderoso fidalgo, com motivações nem sempre das mais boazinhas.
Em um mundo onde bilionários fundam empresas aeroespaciais como quem abre padarias, e onde a lógica da privatização alcança até mesmo o uso da força armada, estamos presenciando o nascimento de um futuro tenebroso? Talvez sim. Seria a era das milícias paramilitares corporativas como atores globais. Um cenário onde o monopólio da violência, antes prerrogativa do Estado soberano, vai lentamente escorrendo pelas rachaduras do capitalismo selvagem e se alojando nas mãos de quem pode pagar.
Depois do poder economico, do poder de influenciar as decisões direta (via lobby) ou indiretamente (via redes sociais, exercitos de bots e etc e tal, Né Mark?) restará o que? O poder da violência? Talvez.
Essa realidade não é mais distópica — ela já é presente. O aprofundamento desse fenômeno pode ser observado a partir da análise minuciosa do estudo militar brasileiro MO 6512 – DIEGO Antonio Zborowski Simi. A obra traz uma investigação robusta sobre o crescimento exponencial das chamadas Empresas Militares Privadas (EMP), especialmente a partir dos atentados de 11 de setembro de 2001. Em paralelo, o artigo da BBC, “Os planos da Rússia e dos EUA para a guerra fora da Terra”, mostra como a corrida armamentista, agora extraplanetária, é impulsionada não apenas por Estados, mas por corporações.
Segundo a doutrina clássica de Max Weber, o Estado moderno é definido como a entidade que detém o monopólio legítimo do uso da força. Mas o que acontece quando essa força é terceirizada? O relatório de Simi revela como os EUA, ao iniciarem a chamada “Global War on Terror” (GWOT), contrataram massivamente empresas como Blackwater, DynaCorp e Aegis Defense Services para operar ao lado — ou no lugar — de suas forças armadas regulares no Iraque e no Afeganistão.
Em determinado momento, o número de contratados por EMP ultrapassou o de soldados norte-americanos regulares. Em 2007, havia mais de 180 mil contratados civis atuando no teatro de guerra do Oriente Médio. Estas empresas realizavam funções como segurança de comboios, proteção de embaixadas e até interrogatórios de prisioneiros, como no infame caso de Abu Ghraib. Com isso, o uso da força se torna um bem mercantilizável — e sua aplicação, uma questão de quem tem recursos para contratá-la.
Paralelo com as milícias urbanas
No Brasil, a palavra “milícia” está frequentemente associada a grupos armados clandestinos, compostos por ex-policiais, militares e civis, que impõem sua ordem sobre comunidades inteiras por meio da coação e da exploração econômica. No entanto, como mostra o estudo, essas milícias fazem parte de um espectro mais amplo de atores não estatais armados, que inclui também insurgentes, senhores da guerra e empresas privadas de segurança.
Todas essas formas têm algo em comum: emergem da falência — ou ausência — da infuência do Estado. Onde o Estado não chega, surgem estruturas paralelas de poder, com forte apelo ao controle territorial e lucro. Na prática, tanto no Iraque como na favela carioca, a lógica é a mesma: impor regras, explorar recursos e oferecer “segurança” mediante pagamento. O que muda é o verniz legal e a escala da operação.
A privatização da guerra: negócio bilionário
De acordo com o estudo de Simi, entre 1994 e 2002, o Departamento de Defesa dos EUA firmou contratos de mais de 300 bilhões de dólares com EMPs. Já em 2013, o setor movimentava cerca de 200 bilhões de dólares anuais. Empresas como a Halliburton, que prestava serviços logísticos no Iraque, tornaram-se gigantescas corporações multinacionais de guerra.
A guerra, nesse novo paradigma, deixa de ser uma prerrogativa de soberania para se tornar um serviço. E quem oferece esse serviço não é mais um Exército nacional com soldos baixos, mas sim empresas com capital aberto, ações na bolsa e executivos com bônus milionários. Guerra se torna negócio — e, como todo negócio, sua perpetuação passa a ser desejável.
O Monstro que se Vira Contra o Criador: Putin, o Wagner e a Tragédia de Prigozhin
Prigozhin – um carinha que só uma mãe poderia amar.
Se há um exemplo contemporâneo que ilustra com precisão os riscos envolvidos no uso de exércitos paramilitares fora da estrutura estatal tradicional, ele se encontra na Rússia de Vladimir Putin. Em 2022, o mundo assistiu, estarrecido, à invasão da Ucrânia. Mas o que poucos esperavam é que, em meio ao esforço de guerra, o Kremlin quase fosse destruído por dentro — não por seus inimigos externos, mas por um aliado armado até os dentes: o Grupo Wagner.
Fundado por Yevgeny Prigozhin, empresário próximo de Putin, o Grupo Wagner operava como uma força militar paralela ao Exército russo. Apesar de sua fachada como “empresa de segurança privada”, sua atuação era, na prática, militar. Era um verdadeiro exército, com tanques, drones, artilharia pesada e milhares de combatentes, muitos deles recrutados em presídios.
Pacto com o capiroto
Putin sempre cultivou uma relação ambígua com Prigozhin. De um lado, o utilizava como executor de tarefas sujas e missões sensíveis fora da alçada da burocracia militar tradicional. O Grupo Wagner combateu na Síria, na Líbia, na República Centro-Africana e, com força brutal, na Ucrânia, especialmente na batalha por Bakhmut.
De outro lado, essa força paralela servia como contrapeso ao poder do Ministério da Defesa russo, muitas vezes atravessando ordens diretas do comando militar. Essa estrutura permitia a Putin agir com flexibilidade — mas plantava, silenciosamente, uma bomba-relógio.
Rebelião à vista
Em junho de 2023, o impensável aconteceu. Após meses de tensões com o alto comando militar, Prigozhin lançou uma revolta armada. Com milhares de mercenários, marchou em direção a Moscou, tomando cidades russas ao longo do caminho. A população ficou atônita. Pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, uma força armada interna avançava rumo à capital.
Putin, visivelmente abalado, (leia com-o-cu-na-mão) classificou o ato como traição. Mas, em vez de esmagar a rebelião, negociou um acordo improvisado por meio do presidente bielorrusso Aleksandr Lukashenko. Prigozhin recuou. Temporariamente. Foi seu erro. Ele já devia ser maduro o suficiente para saber que Putin, o ex-espião da KGB, não brinca em serviço.
O fim inevitável
Em agosto de 2023, o avião de Prigozhin caiu em “circunstâncias misteriosas”. Não houve sobreviventes. Era o fim anunciado de uma relação construída sobre conveniências táticas e lealdades voláteis.
O caso da Wagner mostrou ao mundo os riscos de empoderar demais uma força militar não institucional. O que começou como ferramenta estratégica tornou-se ameaça existencial ao próprio regime que a criou. É o velho dilema de todo imperador que confia em gladiadores: quando os aplausos cessam, eles podem se voltar contra a tribuna.
O espelho da distopia
Se até um Estado autoritário e centralizador como a Rússia passou aperto com uma empresa de guerra particular — ainda que informal —, o que dizer de democracias frágeis e economias permeadas por milícias armadas, como o Brasil?
Bilionários armados e a era da guerra privada espacial
É difícil não sentir que “vai dar bosta isso aí”
O artigo da BBC alerta para um novo tipo de militarização: a do espaço. E não são apenas os Estados-nação que estão investindo nisso. Elon Musk, com sua SpaceX, e Jeff Bezos, com a Blue Origin, estão liderando uma corrida privada pelo domínio do além-terra — e não apenas para exploração científica ou turística. A lógica da defesa também está em jogo.
Embora ainda não estejamos vendo EMPs operando em Marte, já temos uma demonstração clara rolando na baixa porbita da Terra. Grupos privados estão colocando satelites ao seu bel-prazer. Elon Musk pretende lotar o ceu com seus satelits de comunicação. Mas será só isso? Eu duvido. Uma hora o céu será “pequeno demais para todo mundo”.
Imagine um futuro onde empresas privadas não apenas explorem minérios em asteroides, mas também mantenham forças armadas privadas para defendê-los. Nesse cenário, quem controlará o uso da força? Um tratado internacional? Ou o conselho de acionistas de uma empresa listada na NASDAQ?
Grupos de paramilitares vêm ser organizando nos EUA desde 1990
Segundo Mark Pitcavage, pesquisador do Centro de Extremismo da Liga Antidifamação dos Estados Unidos:
“O movimento das milícias, como é conhecido, são grupos extremistas antigoverno que começaram a ganhar força nos anos 1990. Sua ideologia está baseada em teorias da conspiração globais sobre ameaças à paz e à estabilidade, e eles acreditam que o governo federal está colaborando com estas conspirações.”
Segundo Pitcavage, estes militantes “dizem que o governo está tentando tirar suas armas, privar-lhes de seus direitos e libertades e que eles precisam lutar contra isso.” fonte
Dinheiro compra exércitos
Jeremy Scahill, jornalista citado no estudo de Simi, argumenta que, com as EMPs, governos já não precisam de aliados — basta que tenham recursos para “alugar soldados”. Em sua obra sobre a Blackwater, ele mostra como essa empresa — envolvida em diversos abusos no Iraque — operava com quase total impunidade.
Ao que parece, a violência se tornou uma commodity.
Esse modelo é perigosamente escalável. Hoje, os Estados contratam EMPs. Amanhã, grandes corporações podem contratar suas próprias forças para proteger ativos estratégicos — minas de lítio, usinas nucleares, laboratórios de biotecnologia. E depois de amanhã? Talvez um magnata decida criar sua própria “força de defesa” para garantir os interesses de seu conglomerado na Antártida, no fundo do mar ou em órbita da Terra?
E se um ricaço decide que vai minerar ouro em terras da União, em áreas de reservas indígenas e “quem não gostar que fique na frente das minhas metralhadoras”?
É um passo perigoso na direção da barbárie, onde a lei do forte impera. Ainda mais num estado corrupto e cleptocrata, onde as três instânicas dos poderes da republica estão mais interessados em jetons, vantagens, décimo quinto salário, auxílios diversos, aumento do teto salarial, vinhos premiados na licitação do restaurante, filé de qualidade e tapinhas nas costas recíprocos.
Longe dos palacios e gabinetes decorados, longe das casas nas margens do lago, nababescamente decoradas com marmore, granito, tapetes persas e vidro, o pipoco come. “É onde o filho chora e a mãe não vê”.
Um novo feudalismo?
Estamos, na prática, retornando a uma lógica pré-estatal. No lugar de um Leviatã centralizador, temos múltiplos centros de poder armados. As EMPs podem ser vistas como os novos “exércitos de vassalos”, leais não a um soberano, mas a quem pagar mais. Isso configura o que alguns autores já chamam de “neo-feudalismo corporativo”.
A fragmentação do poder de fogo e a ausência de controle social ou parlamentar sobre essas forças privadas resultam numa ameaça clara à democracia. O cidadão comum perde o controle sobre a guerra. Já não se trata mais de um parlamento votando por uma intervenção militar, mas de um CEO assinando um contrato.
Segundo este artigo da Veja, para o diretor do FBI, Christopher Wray, o extremismo da direita radical americana alcançou o patamar de “ameaça nacional prioritária”, sendo responsável por cerca de 1000 atos terroristas por ano.
Muitos são ataques dos chamados “lobos solitários”, sem relação com qualquer tipo de grupo ativista, mas a ação de alguns bandos vem se sobressaindo à medida que se aproxima o 3 de novembro. Calcula-se que existam espalhados pelo país entre 15 000 e 20 000 milicianos ativos em mais de 300 organizações. Ao menos 25% deles são veteranos das Forças Armadas, treinados no uso de armas pesadas — coletes, camuflagem e fuzis são marcas registradas.
A legitimação do terror como ferramenta de negócios
O terrorismo, originalmente usado por atores não estatais, agora também é combatido por outros atores não estatais — pagos para isso. Mas, como denuncia o estudo, as EMPs frequentemente atuam num “vácuo jurídico”, e seus abusos raramente são punidos. Isso cria um cenário onde a distinção entre guerra legítima e violência contratada se dissolve.
As EMPs operam num território ético cinzento: não estão sujeitas à mesma regulação que as forças armadas, tampouco à fiscalização pública. São empresas, com metas de lucro, e não instituições de Estado com compromissos constitucionais. Isso significa que o uso da força pode ser determinado não pela necessidade de paz ou defesa, mas por metas trimestrais de faturamento.
Entre os países com mais grupos paramilitares de exportação estão a Russia e os Estados Unidos. Mas muitos outros países possuem grandes grupos fortemente armados.
O modelo exportado: Wagner na África
Paralelamente à crise interna, a Rússia consolidou o uso de forças paramilitares no exterior. Um exemplo emblemático é o caso de Mali. Em 2021, o governo interino do país negociou a contratação de cerca de 1.000 mercenários da Wagner por aproximadamente US$ 10,8 milhões mensais, para treinar o exército maliano e proteger autoridades-chave.
Para o Pentágono, o risco era grande:
“Qualquer papel para mercenários russos no Mali deverá exacerbar uma situação já frágil” — disse Cindi King, porta-voz do Pentágonovoanews.com.
Além disso, o comandante do Comando dos EUA na África, General Stephen Townsend, confirmou presença de “algumas centenas” desses mercenários em 2022, chegando por apoio logístico da Força Aérea Russa.
Reações e consequências
A comunidade internacional reagiu rapidamente. EUA, União Europeia e França ordenaram sanções, alertaram sobre instabilidade e destacaram que as milícias russas não seguem normas reconhecidas e podem desestabilizar ainda mais o Sahel .
Na prática, a presença da Wagner no Mali trouxe abusos nos direitos humanos, como acusações de execuções extrajudiciais, e enfraqueceu o exército regular maliano, desviando recursos que poderiam fortalecer a própria defesa nacional .
O padrão global
O que acontece no Mali é parte de um padrão global de exportação de “milícias estatais não-estatais”. A Rússia, usando a Wagner como instrumento de política externa, foi capaz de semear o caos em regiões instáveis — mas ao fazer isso, também semeou risco de dependência, colapso institucional e reação internacional.
O modelo funciona assim:
Instabilidade local – países sem garantias estáveis contratam mercenários para conter insurgências.
Interesses corporativos – a Wagner exige concessões, infraestrutura e exploração de recursos (como mineração).
Violência descontrolada – sem supervisão estatal, essas forças agem com brutalidade e impunidade.
Crise de soberania – o país cliente perde controle sobre seu exército e sobressai a influência de atores estrangeiros armados.
Esse mesmo padrão está sendo seguido em outros países africanos, como a República Centro-Africana, Líbia e Moçambique .
Conexão com a crise russa
Há um vínculo direto entre o uso interno na Ucrânia e a exportação externa: o reforço paramilitar em zonas de conflito fortaleceu Wagner e tornou visível sua autonomia operacional — um combustível para a rebelião interna.
O exemplo russo mostra: exércitos paralelos, se bem-sucedidos e sem limites, não apenas fragilizam inimigos externos, mas também podem voltar-se contra seu arquiteto, ou prolongar crises em locais já frágeis — como é o caso no Mali.
Desde a administração Obama os grupos paramilitares de orientação à direita, explodiram em número
E o Brasil?
O estudo de Simi levanta, ao final, um alerta para as Forças Armadas brasileiras. O uso crescente de EMPs em conflitos internacionais pode influenciar a doutrina militar nacional. Pior: num país onde milícias armadas já dominam territórios urbanos inteiros, o risco de surgirem empresas paramilitares legalizadas, atuando sob demanda de políticos, empresas ou grandes fazendeiros, é um fato perigosamente real, eu diria até certo de acontecer.
Já há empresas de segurança armada atuando em áreas rurais com equipamentos de padrão militar. E, como mostrou a CPI das Milícias, ex-policiais e militares atuam com frequência como “consultores” de segurança de políticos e empresários. A linha entre EMP, milícia e exército paralelo é tênue. Hoje uma força preocupante é a dos grupos de religiosos fanáticos. Some isso com exercitos de encomenda e temos a receita do desastre.
Eu ja tinha falado sobre o risco das ditaduras evangélicas neste post.
O fim do contrato social?
Se continuarmos nessa trajetória, o contrato social rousseauniano — Estado protege o povo em troca da submissão à lei — estará em frangalhos.
Em seu lugar, uma lógica mercantilista onde a segurança é um privilégio de quem pode pagar. Os demais ficarão à mercê de milícias, criminosos ou exércitos corporativos com interesses próprios.
E, nesse cenário, o poder deixa de ser exercido pelo povo, por meio de representantes eleitos, para ser decidido em reuniões de diretoria, com base no ROI (retorno sobre investimento).
A distopia armada em construção
A ascensão das EMPs, milícias corporativas e bilionários espaciais armados revela o embrião de um futuro distópico, onde a guerra é um serviço como qualquer outro, e onde a força é privatizada como se fosse banda larga.
Se o Estado abdica do seu papel de regulador e guardião da paz, abre espaço para que o mercado da violência floresça. E nesse mercado, o cliente tem sempre razão — mesmo que ela esteja armada até os dentes.
Imagine descobrir, já adulto, que você tem irmãos gêmeos idênticos dos quais nunca soube. Agora, imagine que essa revelação não apenas transforma sua vida, mas também expõe um experimento secreto que desafia a ética. Essa é a história real e fascinante de três irmãos gêmeos idênticos que, após um reencontro inesperado, se tornaram celebridades instantâneas – até que um segredo sombrio veio à tona.
Aviso: este artigo contém spoilers do documentário Três Estranhos Idênticos (Three Identical Strangers), que deve ter na locadora do Paulo Coelho, hehe
Tudo começou em 1980, quando Robert Shafran, ou simplesmente Bobby, então com 19 anos, pisou pela primeira vez no campus da Sullivan Community College, em Nova York. Como calouro, ele esperava um dia comum, mas foi surpreendido por cumprimentos calorosos de estranhos. Colegas lhe davam tapinhas nas costas, e até garotas que ele nunca vira o abraçavam como se o conhecessem.
“Ninguém é tão popular no primeiro dia de aula”, pensou Bobby, confuso.
A resposta para o mistério veio quando Michael Domnitz, um colega de campus, bateu à sua porta. Ao ver Bobby, Michael ficou perplexo: ele era idêntico a Eddy Galland, um estudante do ano anterior que não estava mais na faculdade. Intrigado, Michael levou Bobby a uma cabine telefônica, e eles ligaram para Eddy. A conversa confirmou algo extraordinário: Bobby e Eddy nasceram no mesmo dia, 12 de julho de 1961, e foram adotados pela mesma agência, a Louise Wise Services. Sem perder tempo, Bobby e Michael percorreram 160 km até Long Island para encontrar Eddy. Quando os dois se viram, foi como olhar no espelho – os mesmos trejeitos, o mesmo jeito de falar, até o mesmo sorriso.
A história tomou um rumo ainda mais surpreendente quando David Kellman, ao ver a foto dos irmãos gêmeos em um jornal, percebeu que também era idêntico a eles. Assim, os três gêmeos idênticos – Bobby, Eddy e David – se reuniram, desencadeando uma onda de alegria e espanto. A mídia logo abraçou a história, e os irmãos se tornaram celebridades da noite para o dia.
Fama Instantânea e Semelhanças Impressionantes
O reencontro dos gêmeos foi apenas o começo. A vida dos três entrou em uma montanha-russa de entrevistas, participações em programas de TV e até uma aparição no filme Procurando Susan Desesperadamente, com Madonna. Apesar de terem sido criados em ambientes distintos – Bobby em uma família de classe média-alta, Eddy em um lar de classe média e David em uma família mais humilde –, os gêmeos compartilhavam características impressionantes.
Eles riam da mesma forma, fumavam cigarros Marlboro, gostavam de luta livre e até tinham preferência por mulheres mais velhas. Juntos, abriram um restaurante chamado Triplets (Trigêmeos, em inglês) e aproveitaram a fama, vivendo momentos de pura felicidade.
Os pais adotivos, no entanto, ficaram intrigados com a separação dos irmãos. Ao confrontar a agência Louise Wise Services, receberam uma explicação vaga: os gêmeos foram separados para facilitar a adoção, já que encontrar uma família para três crianças seria mais difícil. Mas algo parecia errado. Um dos pais, ao voltar à agência para buscar um item esquecido, flagrou funcionários celebrando com champanhe, como se “aliviados” por terem evitado problemas maiores. Aí deu ruim.
Um Segredo Sombrio
Seus pais adotivos relataram como as crianças costumavam bater a cabeça contra as barras do berço. David teve muitos problemas emocionais e passou um longo período se consultando com um psicólogo. Bobby estava em liberdade condicional após confessar ter se envolvido em um assalto que terminou com a morte de uma mulher em 1978. Eddy, por outro lado, desenvolveu um transtorno mental que culminaria com seu suicídio, em 1995, atirando contra a própria cabeça.
Bobby já estava se afastara do trio devido a episódios de obsessão pela família por parte de Eddy. Mas a tristeza que se seguiu ao falecimento de Eddy acabou afastando ainda mais os dois irmão restantes.
Foi quando o grande segredo foi revelado. Naquele mesmo ano, o jornalista e escritor, premiado com o Pulitzer, Lawrence Wright, pesquisando material para seu livro sobre irmãos gêmeos, se depara com um artigo nos anos 1990, que fazia referência a um estudo secreto sobre irmãos gêmeos que foram separados. Era um artigo de 1986 publicado no The Psychoanalytic Study of the Child e forneceu a pista para se descobrir que os jovens eram parte de um experimento social arquitetado secretamente.
“Na década de 1960, uma agência de adoção se viu envolvida com a colocação de vários conjuntos de gêmeos idênticos e, guiada por uma variedade de influências, escolheu separar os membros de cada conjunto. Das influências orientadoras, as considerações clínicas foram centrais. A literatura científica prevalecente da época (promovida por Bernard) vinha descobrindo características sobre gêmeos que atraíam a atenção de qualquer profissional sério no campo da saúde mental. Essas características incluíam o seguinte:
1-a paternidadede de gêmeos era onerosa, de modo que cuidar frequentemente ficava comprometido
2-as crianças invariavelmente enfrentavam riscos específicos de desenvolvimento que pareciam diretamente atribuíveis à gravidez de gêmeos;
3-eles também pareciam mais vulneráveis a uma ampla variedade de distúrbios patológicos.
Uma vez que as colocações foram feitas, por razões éticas, a agência não poderia dizer nem aos pais adotivos nem aos filhos da existência de um gêmeo, para que esse conhecimento não prejudicasse o vínculo família-criança que se esperava que evoluísse e é reconhecida como necessária para o crescimento e o desenvolvimento.”
Trecho do artigo de Samuel Abrams. Um colega e um frequente co-author com Neubauer
Esse estudo, liderado pelo psiquiatra Peter Neubauer em parceria com o Child Development Center (posteriormente integrado à Jewish Board), usou os gêmeos como cobaias em um experimento de “natureza versus criação”. A agência Louise Wise Services separou intencionalmente os irmãos, colocando cada um em uma família diferente, sem informar os pais adotivos ou as crianças sobre a existência dos outros.
Os gêmeos eram monitorados regularmente por pesquisadores que se apresentavam como representantes do governo, realizando testes psicológicos sem revelar o verdadeiro propósito. Esse acompanhamento continuou até a adolescência, quando as visitas diminuíram. Bobby e David, ao acessarem registros do estudo arquivados na Universidade de Yale, descobriram que não eram os únicos: outros pares de gêmeos haviam sido separados para o mesmo experimento. Neubauer, um sobrevivente do Holocausto que trabalhou com Anna Freud e coeditou o The Psychoanalytic Study of the Child, nunca publicou os resultados, temendo a reação pública. Os arquivos completos permanecem lacrados em Yale até 2065, embora cerca de 10.000 páginas editadas tenham sido liberadas em 2018.
ELES NÃO FORAM SEPARADOS PARA FINS DE PESQUISA. ELES (LOUISE WISE SERVICES) DECIDIRAM FAZER ISSO E ENTÃO VIERAM ATÉ MIM. QUANDO FICAMOS SABENDO DA POLÍTICA, DECIDIMOS QUE ELA OFERECia UMA OPORTUNIDADE EXTRAORDINÁRIA PARA A PESQUISA.”
A separação dos gêmeos deixou marcas profundas. Os pais adotivos relataram que, quando bebês, os três batiam a cabeça nas grades do berço, um possível sinal de trauma. David enfrentou problemas emocionais e precisou de terapia por anos. Bobby, antes do reencontro, esteve envolvido em um assalto em 1978 que resultou na morte de uma mulher, o que o levou à liberdade condicional. Eddy, por sua vez, lutou contra um transtorno mental que o levou ao suicídio em 1995, um evento que abalou profundamente os irmãos sobreviventes.
As diferenças nos estilos de criação também influenciaram suas vidas. O pai de David, um imigrante descontraído, acolheu os três de braços abertos. O pai de Bobby, um médico bem-sucedido, era mais distante. Já o pai de Eddy, um professor rígido, impunha disciplina militar. Essas dinâmicas, combinadas com o trauma da separação, moldaram os desafios que cada um enfrentou.
Ética em Questão
Neubauer
O experimento de Neubauer levanta sérias questões éticas. Na década de 1960, a agência justificava a separação de gêmeos alegando que a criação conjunta poderia comprometer o desenvolvimento das crianças, com base em estudos da época. No entanto, ocultar a existência de irmãos e usá-los como cobaias sem consentimento viola princípios éticos modernos. Embora a Louise Wise Services não tenha infringido leis da época, hoje a legislação exige que gêmeos sejam adotados juntos.
Na conclusão do estudo em 1980, Neubauer temia que a opinião pública fosse contra o estudo e se recusou a publicá-lo.
Após a morte de Neubauer em 2008, algumas vítimas do estudo buscaram reparação junto à Jewish Board, que herdou os registros. Pelo menos três participantes do experimento, incluindo Eddy, morreram por suicídio, evidenciando o impacto devastador da separação.
Uma História Ainda em Aberto
A jornada de Bobby, Eddy e David é uma mistura de alegria, tragédia e indignação, por serem parte de um dos vários experientos psicológicos cruéis. O documentário Três Estranhos Idênticos não apenas conta a história desses gêmeos idênticos, mas também provoca reflexões sobre ética na pesquisa e o impacto de decisões que alteram vidas. Embora os irmãos tenham vivido momentos de fama e conexão, o peso do experimento secreto mudou suas trajetórias para sempre. Até hoje, a história permanece inacabada, com respostas trancadas nos arquivos de Yale.