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Guerra dos Mundos em Quito e Santiago

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Certamente você sabe do curioso caso do dia em que Orson Welles resolveu transmitir o livro do H.G Wells, “guerra dos mundos” no rádio nos EUA. O livro é ótimo e chegou a virar até filme. A transmissão tinha um aviso que se tratava de uma dramatização realista, mas muitas pessoas pegaram o programa pelo meio, causando uma enorme confusão. As linhas telefônicas congestionaram, um monte de gente correu em pânico para a delegacia, e teve famílias inteiras se escondendo no celeiro acreditando numa invasão hostil por seres de outro planeta.

 

Orson transmite a Guerra dos mundos em 1938 na rede CBS

O que pouca gente sabe é que isso não aconteceu só uma vez. Isso aconteceu mais de uma! Sendo a segunda com um pandemônio bem mais apocalíptico. Seis anos depois a confusão se repetiu no Chile e onze anos mais tarde da proeza de Orson Welles, algo semelhante ocorreu em Quito, Equador, com reações mais intensas.

A guerra do mundos em Santiago do Chile

Às 21h30 do dia 12 de novembro de 1944, várias cidades chilenas entraram em convulsão quando uma estação de rádio em Santiago apresentou sua própria versão localizada.

Parece provável que o instigador do pânico conhecesse Orson Welles pelo menos de reputação, já que o roteiro foi escrito por um americano chamado William Steele, que havia trabalhado em radiodifusão e na verdade havia escrito episódios de The Shadow, um programa que Welles havia escrito e estrelou por um período de tempo.

Steele e seu assistente Paul Zenteno fizeram exatamente como Howard Koch, escritor de Welles, e decidiram traçar a conquista do Chile usando nomes de lugares familiares. O local de pouso inicial onde se estabeleceram foi cerca de 24 quilômetros ao sul de Santiago, na cidade de Puente Alto.

O mesmo dispositivo de retransmitir a ação como uma série de notícias também foi empregado, com efeito devastador idêntico, de modo que, de acordo com uma reportagem da Newsweek da época (edição de 27 de novembro de 1944), um eletricista chamado José Villarroel, residente de Valparaíso (70 quilômetros a noroeste de Santiago) ficou tão assustado que morreu de ataque cardíaco.

Villarroel parece então ter conquistado a duvidosa honra de se tornar a primeira pessoa na Terra a ser morta em uma invasão alienígena, algo que nem mesmo os marcianos de Welles conseguiram fazer.

A transmissão continha referências realistas a organizações como a Cruz Vermelha e atores que se faziam passar por vozes conhecidas. Um deles foi o Ministro do Interior. O Centro Cívico de Santiago foi destruído, assim como as bases aéreas e os quartéis do exército. A peça foi transmitida para todo o país pela Rede Cooperativa Vitalícia e, tal como a peça relatava ficticiamente estradas congestionadas com refugiados, também na realidade, milhares de ouvintes aparentemente fugiram para as ruas ou barricaram-se nas suas casas. Diz-se mesmo que o governador de uma província telegrafou ao Ministro da Guerra para lhe dizer que tinha colocado as suas tropas e artilharia em alerta para repelir os invasores.

As emissoras notificaram suas intenções com semanas de antecedência e mencionaram a natureza ficcional da transmissão duas vezes durante seus procedimentos, mas é claro que o mesmo pânico cego que tomou conta dos Estados Unidos em 1938 tomou conta do Chile. Numa estranha coincidência, apenas um ano antes tinha sido aprovada uma lei no Chile que proibia a utilização de emissões de rádio incendiárias susceptíveis de causar perturbação aos ouvintes, mas para muitos dos que foram afetados, as multas impostas à estação não aliviaram de forma alguma o seu sofrimento.

Dado o caos, ninguém em sã consciência poderia imaginar que daria a confusão toda outra vez apenas cinco anos depois, num país vizinho.

A Guerra dos mundos em Quito

Na tranquila Quito, localizada aos pés do Monte Pichincha, a cidade parecia parada no tempo em alguns aspectos na década de 1940, mas não em comunicações. No coração da cidade, ao lado do Ministério das Comunicações, ficava o edifício de três andares do ‘El Comercio’, jornal respeitado em toda a América Latina, que compartilhava o espaço com a Rádio Quito, a mais popular da cidade.

Leonardo Paez

Em fevereiro de 1949, inspirados pelo programa de Orson Welles, Leonardo Paez e Eduardo Alcaraz (seu nome verdadeiro era Alfredo Vergara Morales) , da Rádio Quito, decidiram criar uma versão local da ‘Guerra dos Mundos’. Mas sem informar a direção da estação.

Um plano Cabuloso

Escrevendo no conceituado livro Ponzi Schemes, Invaders from Mars and other extraordinário Popular Delusions , Joseph Bulgatz foi mais longe, alegando que Páez havia plantado histórias sobre aterrissagens de OVNIs em vários jornais nos dias anteriores à transmissão, e chegou ao ponto de trancar as portas do estúdio para que os atores não fossem incomodados.

Assim, eles organizaram um roteiro e chamaram varios atores. No dia 12 de fevereiro, a ficção tomou as ondas do rádio, relatando uma invasão marciana devastadora.  Às 21h da noite os ouvintes ficaram entusiasmados com uma apresentação especial da popular dupla de cantores Luis Alberto ‘Potolo’ Valencia e Gonzalo Benítez.

Os cantores se apresentam, já sabendo que seriam interrompidos pela bombástica notícia do fim do mundo

No meio da música For me your memory , os ouvintes foram subitamente alertados para uma notícia urgente de que marcianos teriam pousado a cerca de 32 quilômetros de Quito e que os alienígenas estavam avançando sobre a capital na forma de uma grande nuvem.

Multidões correram para as ruas e, na atmosfera intensificada de excitação, imaginações agitadas transformaram nuvens comuns neste objeto sinistro. A base aérea de Mariscal Sucre seria a próxima a ser varrida pelos marcianos, juntamente com uma paróquia no noroeste de Quito, perto do aeroporto, chamada Cotocallao.

O repórter (interpretado por Páez) foi então ouvido desmaiar quando o gás varreu sua posição. Vozes familiares (representadas por atores) aumentaram o pânico.

O Ministro do Interior pediu calma e o suposto prefeito de Quito anunciou:

“povo de Quito, vamos defender nossa cidade. Nossas mulheres e crianças devem sair para as alturas circundantes para deixar os homens livres para a ação e o combate”.

Ouviu-se um padre pedindo perdão divino enquanto os sinos da igreja dobravam e então do topo da torre La Previsora ​​(o ponto mais alto de Quito) veio uma descrição aterrorizante de um monstro engolfado por nuvens de fogo e fumaça que avançava do norte.

Num estranho paralelo com a transmissão de 1938, quando os ouvintes pensavam que os invasores eram na verdade alemães, muitas pessoas no Equador pensavam que o vizinho Peru era o verdadeiro agressor. Isto era compreensível, uma vez que havia muita inimizade entre os dois países devido a disputas fronteiriças. Mas independentemente de quem os ouvintes pensavam que eram os invasores, o pânico agora estava tomando conta de Quito e das áreas vizinhas de forma crescente e avassaladora.

As igrejas abriram as suas portas à população aterrorizada que saía das suas casas em trajes de dormir e corria pelas ruas aterrorizada. Diz-se que um padre conduziu uma absolvição em massa de pecados ao ar livre, tal era o número esmagador de suplicantes que desejavam fazer as pazes com seu Deus antes da morte certa.

Finalmente o pessoal da estação percebeu o que estava acontecendo nas ruas. Uma admissão tardia e um pedido de calma foi transmitido informando que era tudo uma dramatização, e foi aí que as coisas ficaram realmente sérias.

Teve efeito inverso. Muitos começaram a achar que a estação estava mentindo para acalmar as pessoas e permitir que as autoridades fugissem mais facilmente. Quando finalmente a população caiu em si, aí que o bicho pegou!

Até este momento, ninguém parecia ter ficado gravemente ferido, mas agora muitas pessoas em Quito tinham plena consciência de que tinham sido enganadas e procuravam algo ou alguém em quem desabafar a sua fúria.

El Comercio, o maior e mais respeitado jornal do país, era dono da rádio Quito e a emissora ficava no mesmo prédio do jornal. Foi para este local que a multidão avançou e, no que poderia ter parecido um acto irónico da multidão, incendiou exemplares do jornal El Comercio e atirou estes (e outros objectos) contra o edifício. A entrada principal foi bloqueada e um incêndio começou rapidamente.

O prédio arde em chamas

Alguns dos 100 funcionários sitiados escaparam por uma saída traseira, mas muitos ficaram presos nos andares superiores e foram forçados, em alguns casos desesperadores, a pular das janelas. Outros tentaram formar correntes humanas no chão, mas muitos caíram. Os números relatados para o eventual número de mortos variam entre cerca de 6 e 20, sendo o primeiro considerado o número mais realista, mas independentemente de quantos morreram ou ficaram feridos, foi claramente uma noite aterrorizante com alguns atos desprezíveis relatados. Diz-se que a multidão espancou os policiais que chegaram ao local e retirou os hidrantes para frustrar os esforços de extinção do incêndio.

A confusão aumenta ainda mais

Enquanto o prédio pegava fogo, unidades do Exército conduziram tanques pelas ruas e dispararam gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, mas a ajuda chegou tarde, pois na reviravolta mais mortal da noite, muitos dos serviços de emergência da cidade foram enviados para Cotocallao para junte-se à batalha contra os marcianos. Eventualmente, a ordem foi restaurada, mas o edifício El Comercio foi severamente danificado, com uma conta de reparos estimada em cerca de US$ 350.000. Juntamente com a perda de vidas, grande parte do equipamento da estação e das prensas do jornal foram destruídos.

Na sequência, o ministro da Defesa foi encarregado de conduzir a investigação e, nos dias seguintes, foram feitas 21 prisões, tanto de manifestantes como de funcionários da estação.

Páez e Alcaraz estavam entre os indiciados, mas é aqui que a história toma um rumo estranho e sombrio, para grande desconforto dos familiares sobreviventes de Páez. De acordo com a história aceita deste evento no mundo de língua inglesa, Páez realmente planejou criar o pânico. Ele não apenas trancou as portas da estação, mas também gostou do pânico e da perturbação que causou. Tendo completado a sua missão diabólica, afirma-se dramaticamente que ele foi visto pela última vez no telhado do edifício El Comercio, antes de desaparecer das páginas da história, um fugitivo procurado e insultado.

Isto certamente contribui para uma história emocionante, mas há um outro lado da história. Ao que parece, Páez não desapareceu para sempre naquela noite. Em vez disso, ele sensatamente ficou quieto por vários meses até poder apresentar seu caso a um juiz. Tendo tido o bom senso de conservar uma cópia do contrato entre Alcaraz e a estação, conseguiu provar conclusivamente que a estação tinha pleno conhecimento da peça e do seu conteúdo e, como tal, não poderia ser responsabilizado pela reação popular.

As histórias de que ele trancou a porta da estação, gostou da perturbação causada pela transmissão e plantou histórias de OVNIs foram posteriormente refutadas por sua filha. Páez não tinha autoridade para publicar histórias no jornal El Comercio e nunca teria se rebaixado a esse subterfúgio, mesmo que pudesse. Ele esperava boas críticas nos jornais do dia seguinte, mas nunca imaginou que as pessoas reagiriam daquela forma. Assim exonerado em tribunal, Páez ficou livre para retomar a sua vida normal, trabalhando sem qualquer estigma para outras estações de rádio e jornais no Equador.

Seis anos depois mudou-se para a Venezuela, onde continuou a trabalhar em rádio e jornais por mais algumas décadas. Ele faleceu em 1991 enquanto ainda morava na Venezuela, deixando para trás uma obra altamente conceituada que incluía um livro sobre a transmissão da Guerra dos Mundos em Quito chamado Los que siembran el viento , (Aqueles que semeiam o vento) e mais de 20 musicas populares, incluindo La Tuna Quiteña (A festa de Quito), que se tornou uma eterna favorita nacional.

Em 1985, ele recebeu as chaves da cidade de Quito, o que não é o tipo de elogio dado rotineiramente a um homem considerado culpado de um engano monstruoso e da morte de seis de seus compatriotas.

Reconstrução e Reflexão

No dia seguinte, as equipes do El Comercio e da Rádio Quito começaram a recolher os cacos, exceto Paez e Alcaraz, que foram indiciados. Outros jornais de Quito e Guayaquil ofereceram suas impressoras para que o jornal pudesse continuar imprimindo. Aos poucos, o jornal e a rádio foram reconstruídos e recuperaram sua posição de meio de comunicação mais respeitado de Quito.

No rescaldo, enquanto o ‘El Comercio’ e a Rádio Quito reconstruíam, não houve menções a esse evento memorável nos anais da emissora, especialmente no artigo de 1980 sobre o 40º aniversário da Rádio Quito. Hoje, a Rádio Quito opera sem dramas de ficção científica, focando-se em notícias e esportes. Uma lição aprendida da forma mais difícil sobre o poder da mídia e a credibilidade das notícias.

Este episódio, um dos mais dramáticos na história do rádio, serve como um lembrete do impacto que a mídia pode ter na percepção pública e a importância da responsabilidade no jornalismo.

 

Quem Nikola Tesla ouviu?

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Nikola Tesla foi um imigrante sérvio-americano inventor, engenheiro elétrico , engenheiro mecânico e futurista. Suas credenciais dispensam apresentações, e ele é conhecido por suas contribuições para o projeto do moderno sistema de fornecimento de eletricidade de corrente alternada (CA) usando no mundo.

Fora isso, ele fez um monte (um montão mesmo) de contribuições e invenções de todos os tipos, algumas bem avançadas para seu tempo. Segundo conta sua biografia, antes do Tesla começar a “endoidar” ele foi ficando com um monte de manias como o passar dos anos, com TOCs  variados, como tudo ser divisível por três. Por exemplo, ele contava os passos para ir de seu hotel a um restaurante. Se por ventura o numero de passos não fosse divisível por três ele daria uma volta inteira no quarteirão até que o numero total de passos para entrar no restaurante pudesse ser divisível por três.

Mas muito antes disso coisas estranhas já aconteciam com ele. Por exemplo, era comum que ele trabalhasse num ritmo frenético até a exaustão completa e desmaiasse no meio de projetos. (o fato de nunca dormir mais de duas horas por noite e trabalhar todos os dias até as três horas da manhã devem ter contribuído muito). testemunhas viram-no em  certa ocasião em seu laboratório, trabalhando por um período de 84 horas sem descanso.

Em seu auge, quando estava rico (um monte de gente gosta de dizer que o Tesla era pobre, mas ele ficou ricaço, ao vender suas patentes para a Westinghouse) ele montou um laboratório de ponta em Nova York.

Lá ele trabalhou duro na tentativa de desenvolver invenções que pudesse patentear e comercializar. Tesla conduziu uma série de experimentos com osciladores /geradores mecânicos, tubos de descarga elétrica e primeiras imagens de raios X. Nessa mesma época, ele também construiu um barco controlado sem fio, um dos primeiros já exibidos.

Tesla tornou-se conhecido como inventor e demonstrou suas realizações para celebridades e clientes ricos em seu laboratório, e foi celebrado por seu carisma em palestras públicas.
Em 1893, ele fez pronunciamentos sobre a possibilidade de comunicação sem fio com seus dispositivos. Tesla tentou colocar essas ideias em prática em seu projeto inacabado da Torre Wardenclyffe, um transmissor de energia e comunicação sem fio intercontinental, mas ficou sem financiamento antes que pudesse concluí-lo.

Gradualmente, ele foi torrando toda a grana e acabou se mudando de hotéis caros para hotéis cada vez mais vagabundos porque a grana foi ficando curta.
Mesmo assim ele seguia criando.

Tesla obteve cerca de 300 patentes em todo o mundo para suas invenções. Algumas das patentes de Tesla não são contabilizadas, e várias fontes descobriram algumas que estavam escondidas em arquivos de patentes. Há um mínimo de 278 patentes conhecidas emitidas para Tesla em 26 países. Muitas das patentes de Tesla estavam nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá , mas muitas outras patentes foram aprovadas em países ao redor do mundo. Muitas invenções desenvolvidas por Tesla não foram protegidas por patente e há uma teoria da conspiração muito repetida, mas pouco provada sobre agentes do Governo dos EUA  terem roubado um baú inteiro de projetos do quarto dele após sua morte.

Possível? Não sei. Pode até ser, já que a preocupação com aquelas coisas como “o raio da morte” cair em maus erradas poderia ser um motivador.

Comunicações de alienígenas

Como dito, Nikola Tesla é um personagem muito interessante e uma mente que talvez nunca mais vejamos de novo por aqui.

Com o advento do rádio, e a invenção do rádio sendo atribuída a Guglielmo Marconi por alguns, (há quem diga que Marconi roubou as notas de Tesla sobre o rádio) e isso o ajudou  a produzir sua própria invenção. Aliás, havia um longo processo de outros inventores que disputaram com ele a patente do rádio.
O fato que interessa, é que tanto Tesla quanto Marconi relataram ter interceptado uma transmissão estranha enquanto trabalhavam em suas invenções de rádio, e que  pra eles aquilo pareciam vir do espaço.

De fato, parece extremamente instigante essa ideia. Imagine que você está acabando de inventar o rádio, ninguém usa, porque não existe até aquele momento… Então você liga seu dispositivo e… Capta pessoas falando no rádio.  Então, das duas uma: Ou sua invenção chegou tarde, ou “há algo lá fora”.

Em um artigo intitulado “Talking With Planets” publicado em 1901, Tesla relatou que enquanto conduzia experimentos em Colorado Springs em 1899, Tesla interceptou uma mensagem misteriosa.

Tesla disse sobre a mensagem:

Nunca poderei esquecer as primeiras sensações que experimentei quando me dei conta de que havia observado algo possivelmente de consequências incalculáveis ​​para a humanidade. Senti-me como se estivesse presente no nascimento de um novo conhecimento ou na revelação de uma grande verdade. Mesmo agora, às vezes, consigo recordar vividamente o incidente e ver meu aparelho como se ele estivesse realmente diante de mim. Minhas primeiras observações me aterrorizaram positivamente, pois nelas havia algo misterioso, para não dizer sobrenatural, e eu ficava sozinho em meu laboratório à noite; mas naquela época a ideia de que essas perturbações eram sinais controlados de forma inteligente ainda não se apresentava a mim.

As mudanças que observei ocorriam periodicamente e com uma sugestão tão clara de número e ordem que não eram atribuíveis a nenhuma causa então conhecida por mim. Eu estava familiarizado, é claro, com os distúrbios elétricos produzidos pelo Sol, pela Aurora Boreal e pelas correntes terrestres, e tinha a maior certeza possível de que essas variações não se deviam a nenhuma dessas causas. A natureza das minhas experiências excluiu a possibilidade de as mudanças serem produzidas por perturbações atmosféricas, como foi precipitadamente afirmado por alguns. Algum tempo depois, surgiu-me na mente o pensamento de que as perturbações que observara poderiam ser devidas a um controle inteligente. Embora eu não conseguisse decifrar o seu significado, era-me impossível pensar neles como tendo sido inteiramente acidentais. Cresce constantemente em mim a sensação de que fui o primeiro a ouvir a saudação de um planeta a outro. Um propósito estava por trás desses sinais elétricos; e foi com esta convicção que anunciei à Cruz Vermelha, quando esta me pediu para indicar uma das grandes conquistas possíveis dos próximos cem anos, que provavelmente seria a confirmação e interpretação deste desafio planetário para nós.

No final do século XIX e início do século XX, a ideia e o desenvolvimento da telegrafia sem fio, enviando e recebendo ondas eletromagnéticas pelo ar, ofereceram um novo método de busca de comunicações a partir do espaço. Em 1901, o engenheiro Nicola Tesla fez a surpreendente afirmação de que estava recebendo comunicações de rádio de Marte. Sua história foi divulgada e amplamente divulgada na imprensa.

Em 1907, Tesla acreditava fortemente que os sinais eram de origem planetária. Após reflexão e estudo maduros, ele concluiu que eles haviam emanado de Marte e manteve sua postura nos anos seguintes. O cientista acreditava que era um código numérico que os marcianos usavam para se comunicar, mas foi ridicularizado por várias pessoas da comunidade científica por acreditarem que os sinais eram da Terra porque tais sinais não podiam entrar na ionosfera do nosso planeta, conforme IFL Ciência.

Tesla teria ouvido uma transmissão alienígena no rádio? Eu não sei, mas acho improvável. Há outras hipóteses, como a possibilidade de que tesla tivesse esbarrado sem querer numa TCI – transcomunicação Instrumental – ou seja, ele estivesse ouvindo pessoas mortas como no caso do professor Raudive. 

Outra hipótese seria que Tesla estivesse captando algum tipo de frequência espacial de verdade. Não necessariamente alien, mas emissões de radio vindas do espaço.
Acontece que eu parei para pensar nisso outro dia, após escutar esse podcast muito interessante sobre a Operação Prato. Em um certo momento, o entrevistado conta algo que eu não sabia ou se sabia, já não me lembrava sobre a Operação Prato. Uirangê Hollanda teria descoberto que havia uma frequência de rádio específica que eles conseguiam captar uma transmissão de vozes, parecendo com o idioma oriental, mas desconhecida, e isso sempre ocorria antes de uma espaçonave aparecer.

Essa é uma ideia bem interessante, porque de fato, eu me recordo de ter conversado certa vez com um senhor que eu conheci na Rosa Cruz, que me contou que anos antes, enquanto estava usando um radioamador, captou uma transmissão completamente estranha numa faixa incomum do dial, onde ela escutou muito claramente uma conversa entre duas pessoas numa língua absolutamente desconhecida e que pra ele era taxativo: “não era gente”.

Na ocasião, perguntei se não poderia estar captando um sinal de ondas curtas, SW, que viaja pela ionosfera e pode trazer rádios da China, da Rússia, e dos maiores rincões imagináveis da Terra, mas a pessoa me disse que não, pois essa transmissão estava numa faixa totalmente fora do padrão. Ela também tinha um grande conhecimento técnico, e já estava no radioamadorismo fazia muitos anos, conhecendo muito bem a comunicação humana e suas características, que embora possam estar em outra língua, acabam sendo bem peculiares. Mas ele falou duas coisas que achei interessantes: O sinal estava limpo, e era muito potente. Brutalmente forte. Então ele concluiu que não podia ser lá do outro lado do mundo. E ele acha que não vem do espaço, mas de algum disco voador perto. – que é mais ou menos na linha do que parece que rolou na OP prato.

Aquela comunicação nunca mais voltou a ocorrer, de modo que é algo bem estranho. Outro caso envolvendo comunicações via radio aparece num caso chileno, que é tema do documentário “A ilha alienígena” disponível no Netflix e parece estar em sinergia com outro caso ufológico intrigante ocorrido na Itália, o caso Amicizia. Saiba mais desse caso no canal do meu amigo Milho. 

 

O caso da abdução de um policial (fotos reais)

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Existem muitos casos de abdução, como já sabemos. Muitos deles parecem se concentrar num mesmo perfil de pessoa, como mulheres, donas de casa, pessoas do campo, e pessoas que deram o azar de estar no luar e hora errados, como pescadores, campistas e etc.

Mas aqui está um caso bastante curioso, conhecido como caso Puchetta. Trata-se de uma possível abdução de um policial, ocorrida na Argentina em 2006.  Essa terrível história aconteceu na Argentina, próximo à cidade de General Pico, em março de 2006, e tem como personagem principal o policial Luis Sergio Puchetta, na época, com 28 anos e que já ostentava a patente de cabo.

LS Puchetta

Numa certa noite de quinta-feira, Puchetta, que estava em uma patrulha de rotina no interior, ligou para sua delegacia e disse que precisava urgentemente de reforços. Ele estava nervoso, mas conseguiu dizer onde estava e em seguida, desmaiou.

Logo um destacamento foi enviado em seu auxílio. Quando outros policiais chegaram ao local mencionado perto da estrada, encontraram a motocicleta abandonada de Puchetta, seu capacete, walkie-talkie, arma de serviço e até algumas partes de seu uniforme espalhados pelo chão.

Mas o próprio Puchetta não foi encontrado em lugar nenhum. Ele parecia ter evaporado.

 

Buscas

Uma busca de emergência foi organizada com o envolvimento de policiais de áreas vizinhas. Foi quando algo estranho ocorreu. Após 18 horas, o policial foi encontrado a aproximadamente 20 km de onde sua motocicleta permanecia.

Ele foi descoberto acidentalmente por um fazendeiro local quando passou por uma vala em um campo. Puchetta sentou-se na vala, encolhido em posição fetal, não reagia às palavras do fazendeiro.

Na internet é possível encontrar fotos dos pertences abandonados do policial, dos campos onde ele foi encontrado e do local imediato onde Puchetta foi encontrado.

As fotos mostram outro policial (chamado Quique Mario) dando tapinhas na cabeça de Puchetta, confortando-o e perguntando o que aconteceu.

“Conversei com ele, tentando fazê-lo reagir. Disse-lhe que o chefe da Segunda Direcção Regional estava ao seu lado e que o deveria ajudar. Depois sugeri que relaxasse com um simples exercício respiratório, fazendo-o inspirando pelo nariz e expirando pela boca.  Aos poucos, Puchetta começou a relaxar e pude examinar suas mãos sem detectar nenhuma anormalidade. A mesma coisa aconteceu com sua cabeça, embora eu não conseguisse ver seu rosto. Ele disse que seus olhos ardiam e ele cobria constantemente o rosto. Ao estender os membros inferiores, ele começou a falar abruptamente, afirmando: “Fui vigiado a noite toda”. Para a pergunta “quem?” ele respondeu que “eram dois… tinham olhos vermelhos…”

Puchetta no momento que foi atendido pelos colegas

Ele começou a contar uma história intrigante aos demais policiais:

“Eles pareciam transparentes… e tinham olhos vermelhos… com olhos que me davam dor de cabeça… Eles me disseram o que eu deveria fazer… me ligaram… disseram que hoje à noite viriam me procurar…”, conta Quique Mário.

Puchetta foi levado ao Hospital Centeno, onde se descobriu que, além de grave sofrimento emocional, não apresentava sinais de abuso físico.  Gradualmente, Puchetta recobrou o juízo e logo apareceu um artigo sensacionalista no jornal local, no qual ele contava uma história extremamente incomum.

A rotina de Pucheta tomou um rumo inesperado quando lhe pediram para cobrir parte da jurisdição de seu companheiro em seu dia de folga. A patrulha começou às 19h30, com Pucheta percorrendo cerca de 80 quilômetros até chegar a um local conhecido como “El cruce de las Cañas”.

Ao observar um brilho estranho na mata, inicialmente suspeitando de caçadores furtivos, Pucheta investigou. Momentos depois, duas luzes vermelhas apareceram, deslumbrando-o e paralisando-o imediatamente. Apesar da experiência e preparo físico, Pucheta se viu desarmado e incapaz de reagir.

Ele disse que foi contatado por duas criaturas humanóides baixas de olhos vermelhos que lhe deram ordens por telepatia. Depois disso, ele ligou para a delegacia.

Mas ele se lembrou com grande dificuldade do que aconteceu a seguir. Ele disse que estava tentando escapar dessas criaturas e, quando deu por si, estava numa vala a 20 km do local anterior.

E ele estava terrivelmente assustado. A polícia tentou investigar Puchetta e rapidamente encontrou seus rastros vindos da motocicleta. Mas depois de cerca de quatro quilômetros os rastros desapareciam.

Ainda não está claro se Puchetta desapareceu no ar ou se ele virou abruptamente para o campo gramado mais próximo, fazendo com que seus rastros se perdessem.  Ao mesmo tempo, sabia-se que Puchetta sempre se distinguiu pelo comportamento impecável e não apresentava problemas mentais. E foi revelado que poucos dias antes de seu desaparecimento, ele relatou ter visto luzes estranhas no céu na mesma área.

Puchetta finalmente chegou à conclusão de que os alienígenas que encontrou o haviam abduzido e, enquanto estava em cativeiro, ele sofreu algum tipo de experiência traumática terrível que afetou sua condição psicológica. Ele estava com bloqueio de memórias, algo bastante comum na literatura ufológica no que tange às abduções.

No entanto, ele se lembrou de algo:

“Senti como se estivesse dentro da barriga da minha mãe e aí comecei a lembrar de coisas da minha infância. Era como se fosse a minha vida em câmera lenta, não sei quanto tempo durou.”

Então teve a sensação de ter acordado de um sonho, e foi então que percebeu a presença de um grande bloco preto próximo, cuja altura era de aproximadamente 3 por 3 metros.

“Fiquei com muito medo”, diz Puchetta, lembrando que “o bloco levitou” e quando tentou se aproximar, desapareceu.

“Uma luz se acendeu acima da minha cabeça e eu senti como se estivesse deitado sobre algo quente que estava fazendo meus pés doerem. Uma voz me disse para me acalmar e disse que eu ia encontrar minha filha… e então eles me mostraram minha filha que ainda não tinha nascido.”

Durante a investigação, muitas coisas estranhas foram descobertas. Uma delas foi que durante todas essas 18 horas enquanto o procuravam, Puchetta não comeu nem bebeu nada, isso foi descoberto no hospital. Mas por algum motivo, seu corpo não apresentava sinais de desidratação. Outra coisa estranha foi a chuva. Quando Puchetta foi encontrado, suas roupas estavam completamente secas e nem sujas, mas havia chovido forte na região duas horas antes, de modo que seria impossível que ele estivesse seco, a menos que estivesse abrigado da tempestade em algum lugar.

Há poucas informações sobre o que aconteceu a seguir com Puchetta. O que se sabe é que ele ficou tão gravemente ferido que não conseguiu se recuperar totalmente e não pôde mais trabalhar como policial. Em 2013, ele decidiu se aposentar.

As circunstâncias que rodearam o seu desaparecimento, as luzes estranhas e os seus encontros relatados geraram discussões sobre a possibilidade de envolvimento extraterrestre.

Pucheta, até hoje é assombrado pela experiência, continua relutante em retornar à região. “Nunca mais quero passar pela mesma coisa”, afirma.

 

KLING AI: Fizeram uma nova IA de video, com meu nome!

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As IAs generativas estão bombando e são o assunto do momento. Das que fazem imagens, às que ajudam a criar musica, passando pelas que criam animações e até vídeos completos, o céu é o limite para o avanço da tecnologia, que vem galopante!
Tempos atrás a internet ficou completamente chocada quando os criadores do Chat GPT mostraram ao mundo seu mais novo brinquedinho, chamado SORA.

Essa IA permitirá criar imagens em movimento, algumas realmente incríveis… E parecia que ali estava o ápice da tecnologia parecer magia… Até essa semana, quando Kling  AI entrou em ação.

Agradeço de coração pela homenagem. Tocante.

Não eu, mas essa IA generativa, que leva meu sobrenome. Ela é de uma empresa que pertence ao grupo chinês, dono do Kwai. (eles podiam dar um patrociniozinho aqui pro blog, já que muito provavelmente sou o único Kling humano que faz animação com AI)

As demonstrações dessa IA abalam profundamente qualquer um que entenda um mínimo de IA generativa, porque eles atingiram um nível de persistência, estabilidade gráfica, e homogeneidade nas imagens que beira o ridículo!

Pode parecer mentira, mas o cara apenas escreveu algo como “Um japonês comendo um macarrão” e ela fez isso. Não é filmagem. O KLING pensou, e desenhou cada frame.
Você pode pedir qualquer coisa que o Kling cria pra você, com qualidade fotorreal! É um poder sem precedentes.

Um bom exemplo pode ser notado no video abaixo, numa animação contínua, de absurdos três minutos onde a IA gerou diversas paisagens vistas da janela num passeio de trem. Até o Kling aparecer as animações eram de poucos segundos apenas.
É ASSUSTADOR o poder do negócio.

Onde isso pode nos levar? Pode levar a um novo mundo onde pequenos criadores de conteúdo, como este que vos escreve poderá usar essa tecnologia que está pertinho do que parece magia para trazer ao mundo minhas ideias em animações e filmes. Sim, meu amigo, FILMES! Eu disse FILMEEEEES!

Filmeeeeeeesssss!!!!

Isso pode ajudar a levar pequenas produções de orçamento semi-inexistente a outro patamar, mas é claro que isso vai espantar todo um ecossistema que vive de trabalhar fazendo essas coisas. Ta na cara que logo vão adaptar isso e Hollywood vai jogar um porradão de gente dos SFX na rua. Quem nãos e adaptar correndo está botando o pescocinho na guilhotina. E esse chororô de “ain, AI rouba artista, nhénhénhé… quero regulação…”

Esse bagulho è na China, bro! Esquece regulação. Já era. Eles querem grana.

Claro, eu tenho pena dessa galera que vai tomar na tarraqueta, como já tomaram os donos de loja de revelação de filme fotográfico, e os acendedores de luz de poste e os fabricantes das maquinas de escrever e os caixas de banco e tantos e tantos outros…

Eu vou cair, mas eu vou cair lutando. Em vez de chorar, vou aprender essas porra tudo e usar da melhor maneira que der. Meu lema é:

 “mim dê a ferramenta papai, mim dê, e eu vou fazer coisas para chocar o mundo!”

 

Você não vai acreditar no que este restaurante serviu aos clientes

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O lugar se chama (não por acaso) Gordos, e é um restaurante popular em Holon, Israel. O lugar tem recebido muita atenção online por causa de sua sobremesa mais recente – um verdadeiro vaso sanitário cheio de sorvete de chocolate que parece… Bem… Uma imagem vale por mil palavras.

two girls, one toilet seat

 

Sorvete ou cocô?

Existem mil e uma formas de servir um sorvete de chocolate e não sei se essa é a melhor delas.
Não importa o quanto você goste de sorvete de chocolate, não pode me dizer que não acha a “Terceira Casa da Merda”, a polêmica sobremesa disponível no Gordos, um pouco desanimadora. O vaso sanitário manchado e o formato do sorvete de chocolate, definitivamente não é a sobremesa mais apetitosa que já mostrei por aqui. Mas acho que o fator surpresa é mais importante, e até agora a sobremesa incomum tem recebido muita atenção nas redes sociais, então do ponto de vista do velho truque de “chocar pra aparecer”, funcionou.

Não está claro se Gordos estava se esforçando para gerar polêmica ou se as mentes brilhantes que criaram o nome “Merda da Terceira Casa” estavam tentando ser nervosas, mas uma coisa é certa – eles irritaram muita gente. A julgar pelos comentários na postagem viral do restaurante no Instagram , as pessoas se importam menos com a aparência nojenta da sobremesa e mais com o nome.

Caso você não esteja familiarizado com a religião judaica, a Terceira Casa ou Terceiro Templo é um conceito muito importante que se refere a um hipotético templo reconstruído em Jerusalém. Zombar disso para chamar a atenção não agradou a muitas pessoas, e muitas delas expressaram sua desaprovação nos comentários.

“É Chocante. Tamanha falta de respeito pelo lado religioso que representa mais de 50 por cento da população do país”, escreveu uma pessoa.

Bem, seja como for, o bom gosto passou bem longe aí. Eu também não sei o preço dessa iguaria, mas falando em preço, não sei se você já viu meu post sobre um sorvete, nesse caso, um Sundae, que é o mais caro do mundo. Mil dólares a brincadeira.
Por esse preço, devia vir com ouro, né?. E vem.

 

Conheça a cidade que tem uma estátua homenageando um reptiliano

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A primeira vez que eu vi a foto, pensei que era só mais uma arte de IA, mas aí por acaso acabei procurando e qual não foi minha surpresa de saber que era real.
Uma estátua em homenagem a um reptiliano, pra valer!

A história que circula sobre essa estátua é que os indígenas locais, os mochicas consideravam o “Homem Iguana” como um personagem poderoso que ajudava a descer os mortos e a ser o mediador entre o mundo dos vivos e dos mortos, Morrop (o deus iguana) menciona-se que até convivia com o ser humano e este habitava no subsolo em cavernas, e não só isso porque disse ser fornece ajuda e conhecimento seus para que a humanidade daquela região melhorasse sua sociedade.

Ela fica em Chiclayo, uma província ao norte do Peru.  A estátua é uma homenagem a um “deus iguana” da mitologia indígena local, os Moche. Essa divindade tem o nome de Morrop na mitologia deles.

A civilização moche começou entre os séculos I e VII, ocupando um território que se configura hoje na costa norte do Peru, abrangendo o que se tornaria na área costeira dos departamentos de AncashLambayeque e La Libertad. Esta civilização chegar a um amplo conhecimento da engenharia hidráulica, que se refletiu na construção de canais, onde foi possível tirar proveito de águas de rios para irrigação de suas terras.

Isto permitiu-lhes ter excedentes agrícolas e uma forte economia para o desenvolvimento. A civilização moche também caracterizou-se por um uso intensivo de cobre na fabricação de objetos decorativos, ferramentas e armas, e foram considerados os melhores ceramistas do antigo Peru graças ao trabalho bem elaborado feito em suas cerâmicas.

Elas representavam divindades, homens, animais e cenas significativas referidas a temas cerimoniais e mitos que refletiam seu mundo. São famosos por seus retratos conservados em museus ao redor do país, com destaque para a expressividade, perfeição e realismo com o qual estão dotados.

As últimas descobertas permitem estabelecer que esta civilização desapareceu como um resultado das catástrofes causadas pelo fenômeno do El Niño.
A estátua do ser reptiliano é um indício que seres reptilianos existem?

Não. A estátua não tem nada a ver com a conspiração reptiliana, mas um monte desses canais caça-níqueis de galerinha alternativa estão usando isso como uma “evidência”.

O deus egípcio Horus

Bem, você pode acreditar nisso se for adepto das idéias abiloladas do Erich von Däniken, onde toda e qualquer coisa se explica com “aliens”, mas o fato concreto que temos é que povos em todo o mundo cultuaram seres antropozoomórficos e isso não precisa de alien para acontecer. Pode ser só uma característica humana.  Até porque, seria muito improvável que um alien tenha as mesmas característica dos animais da Terra – só na cabeça, e num corpo de gente.
Os exemplos mais conhecidos são os deuses do Egito e da Babilônia.
Mas esse lagartão aí não deixa de ser gump.
As pessoas são livres para erguer estátuas do que quiserem.

Sim, são estátuas de cocô.

Rock do Chupacabra

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Esse é um post apenas para avisar que atendendo a pedidos fiz um daqueles rocks com o tema do chupacabras. Coloquei um metal sinfônico com aqueles gritos de coral para dar um drama no negocim.
Aqui está. Em homenagem ao meu amigo Machado, coloquei o nome do livro dele como refrão: “Olhos de dragão”.

eu também já fiz o do Caso Varginha e da Operação Prato

Lamentável: A Rã Golias vai dizer adeus para sempre

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A rã Golias, reconhecida como a maior rã viva do planeta, enfrenta uma crise de extinção com uma redução alarmante de 50% no tamanho de sua população nas últimas três gerações. Este declínio, atribuído principalmente às atividades humanas, tem colocado esta espécie incrível sob uma ameaça severa de desaparecimento.

Um Gigante entre os Anfíbios

Também chamado (erroneamente) de “Sapo Golias”, essa rã faz jus ao nome mitológico que carrega. Este anfíbio pode atingir até 32 cm de comprimento do focinho à cloaca e pesar até 3,25 kg, tornando-se não apenas um espetáculo natural devido ao seu tamanho, mas também um alvo para atividades humanas predatórias. Encontrada nos habitats limitados dos Camarões e Guiné Equatorial, na África, a rã Golias vive em uma área de extensão surpreendentemente pequena, tornando-a particularmente vulnerável a ameaças como a destruição de habitat.

A Luta pela Sobrevivência

A rã Golias, uma criatura arisca por natureza, tende a evitar o contato humano. Contudo, as armadilhas cada vez mais sofisticadas e a destruição contínua de seu habitat têm contribuído drasticamente para o declínio de sua população. Durante o pico da temporada de caça, entre novembro e abril, estima-se que pelo menos 20.000 sapos Golias são capturados, principalmente porque são considerados uma iguaria em algumas comunidades do sudoeste dos Camarões. Um único sapo gigante Golias pode ser vendido por até US$ 15 — uma quantia significativa em países como Camarões e Guiné Equatorial.

Esforços de Conservação

Após anos de negligência governamental, a pressão contínua de ONGs conservacionistas resultou na criação do Santuário Herpeto-ornitológico de Muanenguba. Este santuário serve como um refúgio seguro para várias espécies ameaçadas de extinção, incluindo a rã Golias. No entanto, mesmo dentro das fronteiras protegidas do santuário, os caçadores furtivos ainda tentam lucrar, invadindo o local em busca de presas valiosas. A esperança reside na iniciativa de enviar guardas ecológicos para proteger estes animais vulneráveis.

Comportamento e Reprodução Incomuns

A natureza esquiva da rã Golias torna difícil para os cientistas estudar seus hábitos em detalhes. No entanto, em uma expedição recente, uma equipe de biólogos descobriu peculiaridades fascinantes sobre o comportamento reprodutivo destes anfíbios. Ao observar os locais de desova da rã Golias, os pesquisadores encontraram estruturas que sugerem uma habilidade notável desses animais de usar seu tamanho e força muscular para moldar seu ambiente de maneira única.

Num estudo pioneiro de 2019, foi revelado que as rãs Golias escavam buracos nas margens de cascalho dos rios e os cercam com pedras e rochas grandes, criando pequenos lagos. Estes lagos não apenas protegem os girinos contra predadores como peixes e camarões, mas também ajudam a manter estáveis os níveis de água, um fator crucial para a sobrevivência dos girinos.

Um Legado Pré-histórico e um Futuro Incerto

Estima-se que as rãs Golias tenham perambulado pela Terra há 250 milhões de anos, testemunhando eras geológicas e sobrevivendo a mudanças climáticas massivas. No entanto, apesar de sua longevidade histórica, sabemos surpreendentemente pouco sobre estas criaturas fascinantes. Se medidas urgentes não forem tomadas para proteger seu habitat e restringir a caça, a rã Golias pode se extinguir em poucos anos.

Este artigo busca não apenas informar sobre a condição precária da rã Golias, mas também incitar uma reflexão sobre nosso papel na preservação das maravilhas naturais do nosso planeta. A conservação desta espécie não é apenas uma questão de salvar um sapo gigante; é uma questão de manter a integridade de ecossistemas inteiros que dependem da existência desses predadores naturais para manter seu equilíbrio. Como habitantes conscientes da Terra, cabe a nós garantir que futuras gerações possam também maravilhar-se com a existência da rã Golias e outras maravilhas da biodiversidade mundial.

*Sabemos que a Rã golias não é um sapo, mas estou tentando ranquear esse post em “sapo gigante” no mecanismo de busca.