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Fofoca

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O povo vai falar!

Você não vai acreditar…
Pouca vergonha no arraial!
Sabe a Maria do Joá?
Traiu o Zeca do Bumba no paiol.

O pior você não sabe,
Já confessou pro padre,
Seu Zeca do Purcina
Se encantou duma menina
Uma tal de Isabel
Mas ela já era noiva de um coronel!

Cruzes!

E o coronel tá vindo aí,
Vai ser maior auê
Eu já me preparei na janela
Pra ver o fuzuê

Não diz que eu contei
Faz que não sabe de nada
Mas tem outra parada errada!

Ivanilda do barracão
A mulher do anão
esperou o marido viajar
Botou os homem da obra tudo pra entrar.

Sodoma e Gomorra!
Dizem que só se ouvia os gemido
Que delícia, digo que vergonha…
Uma festa do perdido
Ninguém é de ninguém.
Foi quando apareceu um bandido
Que resolveu assaltar?
Saiu até um homem pelado!
Correndo pra não morrer
Mas o bandido não quis nem saber!
Onde come sete come oito, mulher.

Ué, Bandido também quer molhar o biscoito.

Mas o pior não é isso,
O cabra era feio igual o catiço?
A Ivanilda encarou,
em total despudor.
Chamou até de meu amor!

No meio daquela zorra?

Sodoma e Gomorra, Sodoma e Gomorra!

Quando o marido voltou
Ivanilda não queria nem saber
Diante do problema
Disse que tava fazendo novena
Pra ele crescer

Foi dona Pombinha que contou
Aquela prima do delegado
Sobrinha de Nonô da padaria?
Aquela que reza de dia…

Mas de noite…
Ave Maria!

Quem vê a cara de pureza, não imagina o tanto de safadeza…
A mulher do barbeiro dá pro mundo inteiro
Não sei como que pode!
Casada com Seu Marcolino do Bigode
Que finge que não vê?
Diz que toma remédio pra dormir…
Depois ela sai por aí
de repente, ela dá expediente
toda sexta-feira
Lá na casa da luz vermelha

Pode ser.

De manhã já está em casa, fazendo café
Bigode acorda e ela já tá de pé
Ele não sabe de nada

O bigode da cabeça enfeitada
Mas quem já viu pelada
é que não pode esquecer.

Parece a professora Dita
Aquela bandida
Que teve caso com aluno. Tá lembrada?
Uma gorda assim, mal acabada.
Mesmo feia, pegou os moleque
Filhos do Seu Agenor

Ai, meu nosso Senhor!

Aula de bacanal.
Para que já tô passando mal.

A cidade virou um bordel.
Até a filha do coronel
Se agarrou com o sacristão
E eu soube de fonte segura
Que dona Isaura, vulgo “tanajura”
Tá grávida do Alemão
O alemão da oficina
Aquele que a filha morreu na piscina

Também antes que eu me esqueça
Clementina pirou da cabeça
O Zé parou de vender fiado
Diz que a venda vai falir
Tá todo mundo quebrado

Jocélia disse que Marluce contou pra sobrinha do Nicolau
Que o Zé vai botar fogo num jornal
E queimar a venda, te juro!
Pois é, Pra dar golpe no seguro!
Esconjuro! Êta povinho picareta!
Mas fica só entre nós.

Cala-te boca, não gosto de fofoca
O povo adora falar da vida alheia…
E falando em mulher feia…

Aliás, Juvelina tá namorando o Tomás.
O capatás?
Aquele que abandonou os filhos
da Luana, e quase foi em cana.

Ele que é pai do meu sobrinho.
Teve caso com a cunhada
Quando a mulher descobriu ficou irada!
Uma confusão como nunca se viu.
Eu fiquei passada…
Parecia primeiro de abril.

Fiquei sabendo de fonte segura
Que Raiane da floricultura
Se enfiou lá no mato
Diz que foi matar um gato
Pra fazer um tamborim
Mas isso nem é fato.
Raiane tava no matagal
era com o Juvenal
Diz que tá gravida do Aderbal
Mas o neném não é dele não!
Raiane parece até nome de guerra
Essa quenga dá mais que chuchu na serra!

E o filho dela é do anão!
Aquela viagem era pura sacanagem…

O povo aqui da cidade só sabe fofocar
Coisa horrível que a gente aguenta.
A gente aumenta, mas não inventa
Eu mesma odeio fofoca!
Mas a gente se choca.

O casal do troca-troca
resolveu se perdoar, estão falando até em casar…
Duvido é o padre aceitar!

Tá todo mundo falado,
Só falta mesmo o padre,
que também é meio chegado,
Resolver se assumir.

Vai chegar vestido
numa batina rosa com bordado azul anil
faz jus ao apelido
de padre Clodovil!

Essa cidade é louca.

Cala-te boca! Cala-te boca!

Desaparecimentos inexplicáveis

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Entre os diversos mistérios que se espalham pela face da Terra, os desaparecimentos humanos inexplicáveis são dos que mais me intrigam.
Desde sempre pessoas desaparecem, algumas vezes, bem diante dos olhos de testemunhas. Sem qualquer explicação. Num momento a pessoa está ali e no outro ela sumiu. Muitas vezes, para sempre. Mas em algumas vezes, elas voltam! 


Como isso é possível? Como isso pode acontecer, assim deliberadamente e não se tratar de um problema dos mais graves para a ciência?
Normalmente, o desaparecimento humano acaba sendo atribuído a fatores mundanos: Sequestros, tráfico de pessoas, assassinatos, fuga, doença mental, entre outros. Mas não estou me referindo a esses casos, que obviamente são o grosso da maioria dos desaparecimentos humanos, não há dúvida.

Casos efetivamente bizarros

No turbilhão dos acontecimentos do dia-a-dia não nos damos conta de muitos desses desaparecimentos, e eventualmente, nosso sistema de crenças/religião contribui de uma maneira prejudicial na investigação dos fatos. Alguns sumiços podem ser atribuídos a ação de anjos, demônios ou espíritos. Ideias como alienígenas ou universos, espaços liminares, realidades alternativas, como sete além, mundos paralelos também ocupam uma boa porcentagem das hipóteses mais “viajantes” para desaparecimentos estranhos.

Aí, muitas vezes, histórias ficcionais e creepypastas acabam ganhando uma dimensão de realidade deliberada (Não raro, por pura falta de caráter de influenciadores digitais do eixo mistério-paranormal – você possivelmente sabe de quem estou falando) sendo apresentados como verdades, eventualmente por ignorância, mas muitas vezes sabendo que se trata de mentira, mas conteúdo é conteúdo, gera engajamento e isso se reverte em dinheiro, então, “foda-se”. E seguem iludindo os jovens-místicos.

O fantástico caso do homem de Taured

O efeito do permanente estado de um copiando do outro, que se tornou a realidade da internet hoje, vai construindo toda uma aura de realidade, de tantas vezes que a mentira é repetida, as pessoas começam a pensar que são reais. Um bom exemplo disso é a história fictícia “o homem de Taured” um homem que supostamente veio de um universo paralelo e que aparece num voo com passaporte e até dinheiro de um país chamado Taured, que não existe na nossa realidade e fica perto do Japão.

Essa é uma história puramente fictícia, mas que ainda hoje circula em livros e artigos como a pura realidade. Assim também ocorre com casos de viajantes do tempo e etc.
(estranhamente, não consegui localizar no mundo gump meu post onde desminto detalhadamente a história do Homem de Taured) Esse blog está ficando tão lotado de informação que pesquisar nele, virou um inferno.

Tendo isso em vista o fato de que essas histórias muito espetaculares podem ser casos como “homem de taured” que surgiu num pequeno conto de ficção científica, ou casos como o do bebê diabo, criados apenas para causar, as fronteiras entre as certezas e as incertezas vai se tornando tênue. Isso contribui para atrapalhar a investigação e estudo do fenômeno dos desaparecimentos bizarros.

Mas ainda assim, há casos estranhos demais para serem  descartados. E alguns são tão antigos e misteriosos que acabaram entrando para a história.

As primeiras menções ao desaparecimento misterioso de pessoas remontam a séculos atrás. Por exemplo, nos anais chineses é descrito que em 295 d.C., durante a dinastia Jin, desapareceu um importante oficial:

Mal ele saiu para a rua para pegar sua carruagem, ele se dissolveu no ar diante dos olhos atônitos dos presentes.

Um incidente semelhante ocorreu em 301 d.C. na Roma Antiga, quando um jovem do círculo íntimo do imperador desapareceu misteriosamente: ele pegou as rédeas de um cavalo e de repente desapareceu no ar. O mais estranho é que ele sumiu, mas o cavalo, não!

O cavalo, assustado, relinchou e ficou em pé sobre as patas traseiras, demonstrando extremo medo.

Existe uma versão de que o principal oponente de Genghis Khan, Khwarezmshah Jalal ad-Din, em 1231 d.C., não foi morto por gananciosos curdos, mas desapareceu misteriosamente da vista dos guerreiros mongóis que o perseguiam.

Entretanto, esse desaparecimento histórico em especial pode ser questionado como uma tentativa de justificação moral, Se o comandante desapareceu, ele não foi morto pelo inimigo. Funcionaria como um apelo ao sobrenatural para manter a moral das tropas.

Seja como for, um grande impacto nos espectadores foi causado quando uma história de desaparecimento estranho veio a público em 1787 na França:

Em um instante, em uma loja, três pessoas começaram a perder suas formas nítidas e rapidamente se dissolveram no ar.
De uma só vez. Assim, na baciada!

Em 1809, um diplomata britânico, voltando para casa com um amigo, parou em uma pousada para jantar. Quando estavam prontos para continuar a viagem, os homens se aproximaram dos cavalos e o diplomata estendeu a mão para acariciar um dos animais. Nesse momento, ele desapareceu no ar diante dos olhos do amigo. Novamente, só ele sumiu. O cavalo continuou lá.

Mas nem todos os casos estranhos chegam no nível desse aqui:

Em 1867, um caso de desaparecimento repentino ocorreu na França. Um paciente, Lucien Bousier, foi ao médico, tirou a roupa e deitou-se na maca. O médico se virou por um momento para pegar um instrumento e, quando olhou novamente, o paciente não estava mais lá, embora suas roupas ainda estivessem na maca.

Ele evaporou na frente do médico, deitado na maca.

Como isso pode ser possível? Por que alguns somem com suas roupas e outros não?

Existirá algum tipo de síndrome da desmaterialização, algo raro e desconhecido, que afeta pessoas aleatórias, sem aviso, como parece ocorrer com a combustão humana espontânea? Nesse caso, haverá algum sintoma, uma sensação ou algo que precede o fenômeno? O caso a seguir indica que talvez sim:

Em 1894, em Barcelona, o espanhol Hugo Martinez, sentado à mesa de festa, de repente se levantou, desculpou-se com os amigos dizendo que se sentia estranho e foi para uma sala ao lado. Nunca mais foi visto.

Desaparecimentos coletivos

A hipótese de uma síndrome misteriosa de desmolecularização em cadeia tem um empecilho: Ela deveria afetar apenas uma pessoa, como a combustão humana espontânea. Mas há evidências de desaparecimentos coletivos. E talvez isso indique mais de uma causa para sumiços repentinos.

Na primeira metade do século XX, o chamado Triângulo de Bennington, no estado de Vermont, EUA, ganhou ampla notoriedade, onde de 1920 a 1950 desapareceram misteriosamente 19 pessoas.

Por exemplo, em 1928, um destino trágico recaiu sobre o pequeno Paul Jackson, de cinco anos. A criança brincava pacificamente no quintal sob a supervisão da mãe. Em volta havia uma cerca alta e os portões estavam bem fechados. A mãe entrou em casa por um minuto e, quando voltou, não encontrou mais o filho. Em 1945, um idoso, Sr. Gatford, desapareceu em um ônibus de linha regular. Ao entrar em Bennington, os passageiros se lembravam de que ele estava sentado no fundo do ônibus perto da janela. Mas, vinte minutos depois, quando o ônibus parou, o homem tinha evaporado no ar. No assento, apenas um jornal do estado vizinho e os óculos dele foram encontrados, confirmando que ele estivera no ônibus.

Locais problemáticos

Uma floresta no parque nacional da Califórnia recebeu, em 1955, o sinistro nome de “Floresta das Crianças Perdidas“. Ao longo dos anos, centenas de pessoas desapareceram lá, principalmente crianças e jovens. Por exemplo, em agosto de 1957, um menino de oito anos, Tommy Bowman, desapareceu na trilha da floresta. Ele desapareceu em segundos, sem um som ou vestígio.

Um desaparecimento misterioso ocorreu em 1971 perto de Stonehenge. Um grupo de sete jovens decidiu acampar entre as pedras do monumento megalítico. Durante a noite, uma patrulha policial passou pelo acampamento barulhento e viu as enormes pedras subitamente iluminadas por uma luz azul brilhante. O carro da polícia se dirigiu imediatamente para o local, mas encontrou apenas pertences, tendas e nenhum sinal das pessoas. Sete pessoas desapareceram sem deixar rastro, de uma só vez.

Nos Estados Unidos, em 1997, uma família de quatro pessoas – marido, esposa e dois filhos – desapareceu misteriosamente. Enquanto viajavam, pararam em um café no estado do Novo México. Enquanto o pai terminava sua refeição, a mãe e os filhos decidiram dar uma volta pela área. Nunca mais foram vistos.

O século XXI não libertou a humanidade desse fenômeno misterioso. Em 2002, na cidade de Davenport, Iowa, EUA, uma jovem chamada Emily David desapareceu misteriosamente enquanto fazia compras em um supermercado.

A história conhece muitos casos em que não só indivíduos desapareceram misteriosamente, mas grandes grupos de pessoas e até todos os habitantes de vilas inteiras.

Em 1589, centenas de colonos – homens, mulheres e crianças – da colônia de Roanoke desapareceram misteriosamente. Soldados que entraram na vila viram que as velas ainda estavam acesas nas casas, a comida estava nas mesas, mas os moradores haviam desaparecido. Inicialmente, pensou-se que os nativos os haviam matado, mas não foram encontrados sinais de violência, sangue ou corpos. Apenas uma inscrição apressada, intrigante e incompleta foi encontrada em uma árvore perto da casa do sacerdote:

“Não é o que parece…”.

Em 2001, todos os 47 habitantes de uma pequena vila no Zaire desapareceram. Seus pertences estavam intocados, as mesas postas. Parecia que os moradores estavam prestes a almoçar quando desapareceram. Em 1930, foi registrado o desaparecimento de uma vila inteira de esquimós às margens do lago Anjikuni, no Canadá. Um caçador encontrou a vila completamente vazia, mas todos os pertences e roupas quentes estavam no lugar, embora fosse inverno. Não havia pegadas na neve ao redor da vila.
Se não me engano, nesse caso até os mortos enterrados sob terra congelada e praticamente inacessível tinham sumido também – o que deu um ar ainda mais bizarro a tudo, já que o enterro dos mortos é tabu e jamais se mexe num morto naquela cultura.

Em março de 1931, um evento misterioso ocorreu perto da vila de Lyada, na região de Pskov, quando várias dezenas de camponeses exilados, juntamente com suas famílias, desapareceram sem deixar vestígios.

Em 1916, perto da vila francesa de Amiens, uma companhia de soldados alemães inteira desapareceu misteriosamente. Os ingleses, que atacavam as posições alemãs, ficaram surpresos ao encontrar as trincheiras inimigas vazias, ainda com armas carregadas, roupas secando ao lado do fogo e até uma sopa fervendo nas panelas.

Na noite de dezembro de 1937, três mil soldados chineses tomaram posição perto de Nankin. Na manhã seguinte, a comunicação foi perdida e a patrulha enviada não encontrou vestígios dos soldados.

Em 1991, a KGB desclassificou informações sobre o desaparecimento de um avião AN-2 perto de Sverdlovsk, 30 anos antes. O avião foi encontrado destruído na floresta, mas nenhum corpo foi encontrado, não havia ossos nem tecidos, nada. Apenas um círculo queimado de origem desconhecida, com 30 metros de diâmetro, foi descoberto perto do avião, o que estimulou a hipótese extraterrestre.

Em 1939, durante a construção de um dos campos de trabalho, um grupo de prisioneiros desapareceu misteriosamente junto com a unidade de soldados do NKVD que os guardava.

Isso ocorreu 150 quilômetros ao norte de Krasnoyarsk, em uma área pantanosa conhecida como “Colina do Diabo”. Durante a investigação, não foram encontradas evidências que indicassem fuga. Apenas chapéus foram encontrados, correspondendo ao número exato de pessoas desaparecidas.

Esse negócio dos chapéus é extremamente intrigante. Onde quer que tivessem ido, por que todos deixariam os chapéus ara trás?  Isso é um elemento de simetria no desaparecimento. E simetria parece não estar ligada a algo de origem natural-caótica.

Em novembro de 1945, a 12ª companhia do NKVD da URSS, composta por 100 homens, desapareceu. Eles partiram da cidade em direção a uma estação ferroviária e não retornaram. As buscas revelaram apenas uma fogueira apagada e tendas montadas para descanso, e nada mais.

Em 12 de agosto de 1915, na península turca de Gallipoli, 250 soldados e oficiais do Regimento de Norfolk inglês entraram em uma faixa de névoa branca e não saíram mais.

Companheiros de armas que permaneceram nas posições testemunharam que, naquele dia, seis a oito nuvens densas e perfeitamente circulares pairavam sobre a altura. Apesar do vento, as nuvens não se moviam e não mudavam de forma. Outra nuvem desceu ao solo e cobriu o leito seco de um rio. Os soldados do regimento entraram nessa nuvem e nenhum deles saiu. Logo a nuvem subiu e se juntou às outras, movendo-se em direção à Bulgária e desaparecendo de vista. Este evento foi oficialmente classificado por cinquenta anos. Os soldados desaparecidos foram procurados por muito tempo, mas nenhum deles foi encontrado, nem entre os mortos, nem entre os prisioneiros libertados pelos turcos após o fim da guerra e está relacionado com a hipótese extraterrestre também.

Em junho de 1936, perto de Krasnoyarsk, na aldeia de Elizavetino, um pequeno grupo de geólogos se estabeleceu. Certo dia, os cientistas saíram em uma expedição de alguns dias. Ao retornarem, experimentaram um verdadeiro horror: os pertences nas casas estavam no lugar, duas bicicletas estavam no meio da rua principal. Só não havia pessoas. Os moradores foram procurados sem sucesso pelos funcionários do NKVD. Testemunhas foram obrigadas a assinar um acordo de confidencialidade para não semear pânico.

Raifuku Maru

Em 15 de fevereiro de 1924. Nesse dia, o navio cargueiro japonês “Raifuku Maru” enviou uma mensagem aterrorizante enquanto estava em algum lugar entre as Bahamas e Cuba. As últimas palavras do rádio foram:

“Perigo incrivelmente grande. Venham rápido. Não podemos escapar.”

Ninguém jamais soube qual era o perigo. Mais intrigante ainda, o navio que se apressou em socorrer o “Raifuku Maru”, ao chegar à área indicada, não encontrou nada: nem destroços, nem corpos.

Embora na ampla maioria dos casos as pessoas simplesmente sumam, há pelo menos um que parece indicar que essa “passagem” é traumática.

Em 31 de dezembro de 1909, na véspera do Ano Novo, Oliver Thomas, um garoto de 11 anos de Gales, saiu para buscar água. De repente, seus parentes ouviram seu grito desesperado. Todos correram para ajudar, mas Oliver já tinha desaparecido.

As pegadas na neve estavam claramente visíveis, mas terminavam abruptamente antes de chegar ao poço. O menino desapareceu para sempre.

Há também um outro caso que é surpreendente, porque a pessoa que sumiu não podia andar e desvaneceu bem diante de duas testemunhas:

Em 26 de junho de 1763, na Inglaterra, na presença de sua irmã e enfermeira, um velho marinheiro paralisado desapareceu de sua cadeira de rodas na varanda de sua casa.

Em agosto de 1840, perto da capital das Bahamas, Nassau, foi encontrado o navio francês “Rosalie”, à deriva no mar com as velas içadas, mas sem tripulação. Não havia danos no navio, a carga estava intacta, e parecia que as pessoas tinham acabado de sair do navio. Como resultado, o navio foi apelidado de “fantasma” e comparado ao “Holandês Voador”.

Em 21 de agosto de 1845 uma expedição polar americana desapareceu misteriosamente. Podem ter sido congelados e cobertos pelo gelo? Talvez.

Perto da vila de Lyada, na região de Pskov, em um lugar anômalo conhecido como “Ravina do Diabo”, em agosto de 1974, um grupo de coletores de cogumelos de São Petersburgo também desapareceu sem deixar vestígios.

No início de março de 2011, a bordo do luxuoso navio de cruzeiro “Disney Wonder”, realizando um cruzeiro dos EUA ao México, desapareceu misteriosamente a britânica de 24 anos Rebecca Coriam. As buscas não levaram a nenhum resultado.

Em julho de 1978, em Sverdlovsk (agora Ekaterimburgo), um residente da cidade, Andrey Fedoseev, desapareceu misteriosamente. Ele tentava alcançar alguns garotos que haviam feito uma travessura contra ele e, de repente, desapareceu para sempre.

Há pelo menos um caso em que uma poderosa descarga elétrica está envolvida e ocorreu diante de dezenas de testemunhas oculares. É o caso a seguir:

Nos arquivos do Departamento de Assuntos Internos do Comitê Executivo Regional de Sverdlovsk, há um caso criminal curioso ocorrido em setembro de 1972, em um ônibus que transitava pela rua em Nizhny Tagil, um homem de meia-idade desapareceu à vista de várias dezenas de passageiros. Durante um forte raio que caiu próximo ao ônibus, ouviu-se um leve estalo no salão, seguido pelo desaparecimento do homem, que literalmente se dissolveu no ar.

Nem com buscas envolvendo grandes somas de recursos e nem mesmo com recompensas polpudas algumas pessoas são encontradas.  Um exemplo é o caso Macmillan. De acordo com o jornal “Daily Chronicle”, em 30 de julho de 1889, o Sr. Macmillan, membro da família proprietária da famosa editora “Macmillan”, subiu ao topo do Monte Olimpo, na Grécia, acenou para seus amigos e então, “puf!” desapareceu. Apesar das buscas meticulosas e da recompensa oferecida, ele nunca foi encontrado.

FENÔMENO INTRIGANTE

O fenômeno do desaparecimento de pessoas hoje é um fato amplamente reconhecido. As pessoas desaparecem, saem do campo de visão de parentes, conhecidos, colegas de trabalho. Existem muitas causas naturais para esse fenômeno, que pode afetar a vida de qualquer pessoa. Mas aqui estamos falando de casos específicos de desaparecimento de pessoas. Gente que desaparece instantaneamente e para sempre não pode ser algo a ser entendido dentro do que convencionamos “normalidade”.

Existem muitos exemplos de pessoas que literalmente se dissolveram no ar na frente de testemunhas atônitas. Não é possível compreender logicamente tais desaparecimentos misteriosos, assim como não é possível explicá-los do ponto de vista da ciência moderna. O número astronômico de tais casos leva à conclusão de que isso é um problema verdadeiramente global, e há um fator misterioso contribuindo para o desaparecimento enigmático de pessoas.

O fenômeno do desaparecimento misterioso de pessoas acompanha a humanidade desde a sua existência. O estudo desse fenômeno foi entregue a pesquisadores independentes. Estes, por sua vez, interpretam essa questão complexa e misteriosa de diferentes maneiras. Alguns tentam explicar o fenômeno através da teoria dos “buracos negros”, argumentando que essas formações minúsculas, mas de enorme densidade, simplesmente absorvem a carne humana. Outros falam da natureza extraterrestre do fenômeno: supostamente, uma inteligência alienígena sequestra pessoas, perseguindo objetivos além da compreensão humana. Outros ainda afirmam que a causa de tudo são mundos paralelos: de tempos em tempos, portais ligando outra realidade à terrena surgem em nossa realidade. A pessoa que se encontra no epicentro dessa formação cai em outra dimensão, onde permanece para sempre. No entanto, nenhuma dessas teorias é capaz de explicar todos os casos conhecidos de desaparecimentos misteriosos de pessoas como uma causa única.
O mistério persiste, para nosso infortúnio e angústia.

Se você chegou até aqui, meus agradecimentos.
A fonte para a elaboração desse post é um artigo científico russo que tenta estabelecer uma conexão entre alinhamentos planetários e um tipo de interferência de natureza cósmico-vibracional cíclica, que interferiria na nossa realidade. O artigo está aqui: Космофизическая природа явления таинственного исчезновения людей

 

Mulher processa empresa por estar há 20 anos sem dar nada pra ela fazer

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Sim, meu amigo, tem gente que processa a empresa até por não dar serviço pra ela, apesar de estar pagando seu salario em dia faz duas décadas!

Laurence Van Wassenhove foi contratada como funcionária pública pela France Telecom em 1993, antes da empresa ser adquirida pela Orange.

Seu empregador original sabia que ela era hemiplégica – paralisia parcial do rosto e membros – desde o nascimento e sofria de epilepsia, e lhe ofereceu um cargo adaptado às suas condições médicas.

Ela trabalhou como secretária e no departamento de RH até 2002, quando pediu para ser transferida para outra região da França. Seu pedido foi aprovado, mas o novo local de trabalho não era adequado às suas necessidades, e um relatório de medicina do trabalho confirmou que o cargo não era adequado para ela. Apesar disso, a Orange supostamente não fez ajustes em seu trabalho, preferindo pagar seu salário integral pelos próximos 20 anos, sem lhe dar nada para fazer.

Apesar dos esforços da Orange para ignorar Van Wassenhove, a mulher com deficiência fez o possível para relatar a situação ao governo e à Alta Autoridade de Luta contra a Discriminação.

Em 2015, um mediador nomeado pela Orange foi designado para resolver a situação, mas nada melhorou, pois a empresa continuou a pagá-la sem lhe atribuir tarefas. Seus advogados alegam que a gigante das telecomunicações estava tentando coagi-la a pedir demissão.

“Eles preferem pagar a fazê-la trabalhar”, disse o advogado de Laurence, acrescentando que a mulher entrou com uma queixa contra a empresa e quatro de seus gerentes por “assédio moral e discriminação no trabalho vinculados à sua condição de saúde”.

“Trabalho para uma pessoa com deficiência significa ter um lugar na sociedade, reconhecimento, laços sociais que são criados”, disse o advogado da mulher. Neste caso, Laurence Van Wassenhove foi privada de tudo isso por “ser colocada de lado” por 20 anos na esperança de que ela desistisse.

O jornal francês La Dépêche entrou em contato com a Orange sobre o caso de Van Wassenhove, e a empresa disse que fez de tudo para garantir que a mulher trabalhasse nas melhores condições possíveis.

A empresa também afirmou ter levado em consideração a “situação social pessoal” da mulher e pagado seu salário integralmente, além de várias ajudas não reembolsáveis. “Um retorno ao trabalho em cargos adaptados” também foi planejado, mas nunca se concretizou porque a funcionária estava regularmente de licença médica.

 

Brasileira filma Ufo triangular em São Paulo

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Olha que intrigante esse video. A dentista Alessandra Souza estava no carro, voltando de Campinas no sentido São Paulo quando viu um feixe poderoso de luz descer verticalmente do céu.
Depois, desceram em alta velocidade três pontos e luz e na sequencia eles subiram de novo em alta velocidade, mas uma delas ficou estacionária no ar tempo suficiente para que ela conseguisse ativar a câmera e filmar o objeto.
Dá pra ver que de fato se trata de um objeto triangular com luzes nas pontas exatamente similar aos objetos da famosa onda da Bélgica nos anos 90.
A filmagem é muito boa e as imagens permitem ver claramente as luzes. Podemos ver também que não se trata de um reflexo interno no vidro do carro, pois felizmente objetos da estrada obliteram a luz do objeto conforme o carro da testemunha se desloca.
Em resumo, um dos grandes registros de ufos desse ano.

O registro foi feito dia 14/06/2024 , aparição às 18:01 em ponto, coordenadas de GPS: 23,04270° S, 47,06220°

Podemos ver também nesse frame (infelizmente em desfoque) que havia a presença da clássica luz vermelha, que é típica nos ufos tipo triângulo, aparecendo num MONTE de casos, fotos e videos, muito associado à aeronave “TR3B”.
O caso ganha pontos de credibilidade em função da testemunha se apresentar de cara limpa sem ocultar identidade nem nada. Segundo ela, houve outras testemunhas.
Parece ser um caso de grande potencial de investigação. Não sei se algum grupo ufológico da região já está correndo atrás, mas possivelmente sim.

Colar de prata salva homem da morte por tiro

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Tem gente que dá realmente muita sorte mesmo. Esse cara foi um que nasceu de novo quando a bala que provavelmente o mataria ficou agarrada em seu colar.

Sorte extraordinária

Recentemente, o Departamento de Polícia de Commerce City, Colorado, divulgou em sua página do Facebook imagens de um colar manchado de sangue com um fragmento metálico incrustado em seus elos. O colar pertencia a um homem local que se viu em uma discussão intensa e acabou sendo alvo de um disparo. Segundo a publicação, que rapidamente se tornou viral, a bala poderia ter atravessado o pescoço do homem se não fosse interceptada pela corrente de prata, que transformou um possível ferimento fatal em apenas um arranhão superficial.

“A bala calibre .22, disparada durante o confronto, teria atingido o pescoço da vítima se não tivesse sido barrada pela corrente que ele usava”, relatou a polícia. “Felizmente, o impacto resultou apenas em uma perfuração superficial.”

Os policiais descreveram a sorte do homem como “simplesmente incrível”, e alguns usuários do Facebook até mencionaram a possibilidade de uma intervenção divina. Independentemente das crenças, é inegável que o homem teve uma nova chance de vida após o incidente.

Quanto à corrente, inicialmente descrita como de prata, a Polícia de Commerce City esclareceu que provavelmente é feita de uma liga mais resistente. Isso se deve ao fato de que a prata pura é relativamente macia e seria facilmente perfurada pela bala. “Investigamos e confirmamos que a prata é um metal macio”, esclareceu a polícia na postagem.

Certamente devia ser um colar de aço imitando prata, e assim podemos inferir que o cara só escapou porque estava usando um produto falsificado.

Esse caso me lembrou aquele que o cara não morreu porque a bala pegou numa moeda que ele trazia no bolso. 

O carrinho de mão mais rápido do mundo

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Dylan Phillips, um mecânico de Pembrokeshire, Inglaterra, provou que quem tem limite é município, e conquistou recentemente o título do Guinness para o carrinho de mão mais rápido do mundo, atingindo incríveis 84 km/h com seu invento.

A ideia para um carrinho de mão motorizado e veloz surgiu durante uma conversa descontraída em um bar, após algumas bebidas. Motivado pelo desafio, Dylan, que sempre foi habilidoso com consertos, resolveu embarcar nessa aventura. Aos 38 anos, ele iniciou o projeto em seu galpão em Crymych, Pembrokeshire, e rapidamente obteve um protótipo funcional. Em um teste inicial, ele alcançou 59 km/h e decidiu então buscar o recorde mundial, que na época era de 75 km/h.

“Construí o carrinho mais por diversão. Em um treino descompromissado, atingi 60 km/h e alguém me perguntou se existia um recorde mundial para tal velocidade”, comentou Phillips em entrevista à BBC. “Foi então que descobri sobre o recorde e resolvi levar a sério essa ideia maluca que eu tinha desenvolvido.”

Após ajustes e melhorias, Dylan estava pronto para desafiar o recorde no evento Straightliners Speed Week 2024, realizado no Elvington Airfield, em Yorkshire. Realizando duas corridas monitoradas por radar em um circuito de 100 metros, ele superou o recorde anterior de 74 km/h, alcançando impressionantes 84 km/h.

Embora a velocidade possa não parecer tão alta comparada a de carros ou motocicletas, é excepcionalmente alta e perigosa para um carrinho de mão, que não possui suspensão e conta apenas com freios nas rodas dianteiras.

“É uma experiência desconfortável e assustadora”,admitiu Phillips. “O maior problema é desacelerar, pois ele só tem freios na frente. Até agora, não tive acidentes, mas é muito desconfortável. Você fica todo dolorido após algumas corridas porque não há suspensão e tudo vibra intensamente.”

O novo recorde de Dylan foi oficialmente reconhecido pelo Guinness Records em maio, mas até o momento, detalhes técnicos sobre a construção do carrinho de mão motorizado ainda não foram amplamente divulgados.

Lembrei daquele veículo do velhinho doido apaixonado pela velocidade. 

Guerra dos Mundos em Quito e Santiago

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Certamente você sabe do curioso caso do dia em que Orson Welles resolveu transmitir o livro do H.G Wells, “guerra dos mundos” no rádio nos EUA. O livro é ótimo e chegou a virar até filme. A transmissão tinha um aviso que se tratava de uma dramatização realista, mas muitas pessoas pegaram o programa pelo meio, causando uma enorme confusão. As linhas telefônicas congestionaram, um monte de gente correu em pânico para a delegacia, e teve famílias inteiras se escondendo no celeiro acreditando numa invasão hostil por seres de outro planeta.

 

Orson transmite a Guerra dos mundos em 1938 na rede CBS

O que pouca gente sabe é que isso não aconteceu só uma vez. Isso aconteceu mais de uma! Sendo a segunda com um pandemônio bem mais apocalíptico. Seis anos depois a confusão se repetiu no Chile e onze anos mais tarde da proeza de Orson Welles, algo semelhante ocorreu em Quito, Equador, com reações mais intensas.

A guerra do mundos em Santiago do Chile

Às 21h30 do dia 12 de novembro de 1944, várias cidades chilenas entraram em convulsão quando uma estação de rádio em Santiago apresentou sua própria versão localizada.

Parece provável que o instigador do pânico conhecesse Orson Welles pelo menos de reputação, já que o roteiro foi escrito por um americano chamado William Steele, que havia trabalhado em radiodifusão e na verdade havia escrito episódios de The Shadow, um programa que Welles havia escrito e estrelou por um período de tempo.

Steele e seu assistente Paul Zenteno fizeram exatamente como Howard Koch, escritor de Welles, e decidiram traçar a conquista do Chile usando nomes de lugares familiares. O local de pouso inicial onde se estabeleceram foi cerca de 24 quilômetros ao sul de Santiago, na cidade de Puente Alto.

O mesmo dispositivo de retransmitir a ação como uma série de notícias também foi empregado, com efeito devastador idêntico, de modo que, de acordo com uma reportagem da Newsweek da época (edição de 27 de novembro de 1944), um eletricista chamado José Villarroel, residente de Valparaíso (70 quilômetros a noroeste de Santiago) ficou tão assustado que morreu de ataque cardíaco.

Villarroel parece então ter conquistado a duvidosa honra de se tornar a primeira pessoa na Terra a ser morta em uma invasão alienígena, algo que nem mesmo os marcianos de Welles conseguiram fazer.

A transmissão continha referências realistas a organizações como a Cruz Vermelha e atores que se faziam passar por vozes conhecidas. Um deles foi o Ministro do Interior. O Centro Cívico de Santiago foi destruído, assim como as bases aéreas e os quartéis do exército. A peça foi transmitida para todo o país pela Rede Cooperativa Vitalícia e, tal como a peça relatava ficticiamente estradas congestionadas com refugiados, também na realidade, milhares de ouvintes aparentemente fugiram para as ruas ou barricaram-se nas suas casas. Diz-se mesmo que o governador de uma província telegrafou ao Ministro da Guerra para lhe dizer que tinha colocado as suas tropas e artilharia em alerta para repelir os invasores.

As emissoras notificaram suas intenções com semanas de antecedência e mencionaram a natureza ficcional da transmissão duas vezes durante seus procedimentos, mas é claro que o mesmo pânico cego que tomou conta dos Estados Unidos em 1938 tomou conta do Chile. Numa estranha coincidência, apenas um ano antes tinha sido aprovada uma lei no Chile que proibia a utilização de emissões de rádio incendiárias susceptíveis de causar perturbação aos ouvintes, mas para muitos dos que foram afetados, as multas impostas à estação não aliviaram de forma alguma o seu sofrimento.

Dado o caos, ninguém em sã consciência poderia imaginar que daria a confusão toda outra vez apenas cinco anos depois, num país vizinho.

A Guerra dos mundos em Quito

Na tranquila Quito, localizada aos pés do Monte Pichincha, a cidade parecia parada no tempo em alguns aspectos na década de 1940, mas não em comunicações. No coração da cidade, ao lado do Ministério das Comunicações, ficava o edifício de três andares do ‘El Comercio’, jornal respeitado em toda a América Latina, que compartilhava o espaço com a Rádio Quito, a mais popular da cidade.

Leonardo Paez

Em fevereiro de 1949, inspirados pelo programa de Orson Welles, Leonardo Paez e Eduardo Alcaraz (seu nome verdadeiro era Alfredo Vergara Morales) , da Rádio Quito, decidiram criar uma versão local da ‘Guerra dos Mundos’. Mas sem informar a direção da estação.

Um plano Cabuloso

Escrevendo no conceituado livro Ponzi Schemes, Invaders from Mars and other extraordinário Popular Delusions , Joseph Bulgatz foi mais longe, alegando que Páez havia plantado histórias sobre aterrissagens de OVNIs em vários jornais nos dias anteriores à transmissão, e chegou ao ponto de trancar as portas do estúdio para que os atores não fossem incomodados.

Assim, eles organizaram um roteiro e chamaram varios atores. No dia 12 de fevereiro, a ficção tomou as ondas do rádio, relatando uma invasão marciana devastadora.  Às 21h da noite os ouvintes ficaram entusiasmados com uma apresentação especial da popular dupla de cantores Luis Alberto ‘Potolo’ Valencia e Gonzalo Benítez.

Os cantores se apresentam, já sabendo que seriam interrompidos pela bombástica notícia do fim do mundo

No meio da música For me your memory , os ouvintes foram subitamente alertados para uma notícia urgente de que marcianos teriam pousado a cerca de 32 quilômetros de Quito e que os alienígenas estavam avançando sobre a capital na forma de uma grande nuvem.

Multidões correram para as ruas e, na atmosfera intensificada de excitação, imaginações agitadas transformaram nuvens comuns neste objeto sinistro. A base aérea de Mariscal Sucre seria a próxima a ser varrida pelos marcianos, juntamente com uma paróquia no noroeste de Quito, perto do aeroporto, chamada Cotocallao.

O repórter (interpretado por Páez) foi então ouvido desmaiar quando o gás varreu sua posição. Vozes familiares (representadas por atores) aumentaram o pânico.

O Ministro do Interior pediu calma e o suposto prefeito de Quito anunciou:

“povo de Quito, vamos defender nossa cidade. Nossas mulheres e crianças devem sair para as alturas circundantes para deixar os homens livres para a ação e o combate”.

Ouviu-se um padre pedindo perdão divino enquanto os sinos da igreja dobravam e então do topo da torre La Previsora ​​(o ponto mais alto de Quito) veio uma descrição aterrorizante de um monstro engolfado por nuvens de fogo e fumaça que avançava do norte.

Num estranho paralelo com a transmissão de 1938, quando os ouvintes pensavam que os invasores eram na verdade alemães, muitas pessoas no Equador pensavam que o vizinho Peru era o verdadeiro agressor. Isto era compreensível, uma vez que havia muita inimizade entre os dois países devido a disputas fronteiriças. Mas independentemente de quem os ouvintes pensavam que eram os invasores, o pânico agora estava tomando conta de Quito e das áreas vizinhas de forma crescente e avassaladora.

As igrejas abriram as suas portas à população aterrorizada que saía das suas casas em trajes de dormir e corria pelas ruas aterrorizada. Diz-se que um padre conduziu uma absolvição em massa de pecados ao ar livre, tal era o número esmagador de suplicantes que desejavam fazer as pazes com seu Deus antes da morte certa.

Finalmente o pessoal da estação percebeu o que estava acontecendo nas ruas. Uma admissão tardia e um pedido de calma foi transmitido informando que era tudo uma dramatização, e foi aí que as coisas ficaram realmente sérias.

Teve efeito inverso. Muitos começaram a achar que a estação estava mentindo para acalmar as pessoas e permitir que as autoridades fugissem mais facilmente. Quando finalmente a população caiu em si, aí que o bicho pegou!

Até este momento, ninguém parecia ter ficado gravemente ferido, mas agora muitas pessoas em Quito tinham plena consciência de que tinham sido enganadas e procuravam algo ou alguém em quem desabafar a sua fúria.

El Comercio, o maior e mais respeitado jornal do país, era dono da rádio Quito e a emissora ficava no mesmo prédio do jornal. Foi para este local que a multidão avançou e, no que poderia ter parecido um acto irónico da multidão, incendiou exemplares do jornal El Comercio e atirou estes (e outros objectos) contra o edifício. A entrada principal foi bloqueada e um incêndio começou rapidamente.

O prédio arde em chamas

Alguns dos 100 funcionários sitiados escaparam por uma saída traseira, mas muitos ficaram presos nos andares superiores e foram forçados, em alguns casos desesperadores, a pular das janelas. Outros tentaram formar correntes humanas no chão, mas muitos caíram. Os números relatados para o eventual número de mortos variam entre cerca de 6 e 20, sendo o primeiro considerado o número mais realista, mas independentemente de quantos morreram ou ficaram feridos, foi claramente uma noite aterrorizante com alguns atos desprezíveis relatados. Diz-se que a multidão espancou os policiais que chegaram ao local e retirou os hidrantes para frustrar os esforços de extinção do incêndio.

A confusão aumenta ainda mais

Enquanto o prédio pegava fogo, unidades do Exército conduziram tanques pelas ruas e dispararam gás lacrimogêneo para dispersar a multidão, mas a ajuda chegou tarde, pois na reviravolta mais mortal da noite, muitos dos serviços de emergência da cidade foram enviados para Cotocallao para junte-se à batalha contra os marcianos. Eventualmente, a ordem foi restaurada, mas o edifício El Comercio foi severamente danificado, com uma conta de reparos estimada em cerca de US$ 350.000. Juntamente com a perda de vidas, grande parte do equipamento da estação e das prensas do jornal foram destruídos.

Na sequência, o ministro da Defesa foi encarregado de conduzir a investigação e, nos dias seguintes, foram feitas 21 prisões, tanto de manifestantes como de funcionários da estação.

Páez e Alcaraz estavam entre os indiciados, mas é aqui que a história toma um rumo estranho e sombrio, para grande desconforto dos familiares sobreviventes de Páez. De acordo com a história aceita deste evento no mundo de língua inglesa, Páez realmente planejou criar o pânico. Ele não apenas trancou as portas da estação, mas também gostou do pânico e da perturbação que causou. Tendo completado a sua missão diabólica, afirma-se dramaticamente que ele foi visto pela última vez no telhado do edifício El Comercio, antes de desaparecer das páginas da história, um fugitivo procurado e insultado.

Isto certamente contribui para uma história emocionante, mas há um outro lado da história. Ao que parece, Páez não desapareceu para sempre naquela noite. Em vez disso, ele sensatamente ficou quieto por vários meses até poder apresentar seu caso a um juiz. Tendo tido o bom senso de conservar uma cópia do contrato entre Alcaraz e a estação, conseguiu provar conclusivamente que a estação tinha pleno conhecimento da peça e do seu conteúdo e, como tal, não poderia ser responsabilizado pela reação popular.

As histórias de que ele trancou a porta da estação, gostou da perturbação causada pela transmissão e plantou histórias de OVNIs foram posteriormente refutadas por sua filha. Páez não tinha autoridade para publicar histórias no jornal El Comercio e nunca teria se rebaixado a esse subterfúgio, mesmo que pudesse. Ele esperava boas críticas nos jornais do dia seguinte, mas nunca imaginou que as pessoas reagiriam daquela forma. Assim exonerado em tribunal, Páez ficou livre para retomar a sua vida normal, trabalhando sem qualquer estigma para outras estações de rádio e jornais no Equador.

Seis anos depois mudou-se para a Venezuela, onde continuou a trabalhar em rádio e jornais por mais algumas décadas. Ele faleceu em 1991 enquanto ainda morava na Venezuela, deixando para trás uma obra altamente conceituada que incluía um livro sobre a transmissão da Guerra dos Mundos em Quito chamado Los que siembran el viento , (Aqueles que semeiam o vento) e mais de 20 musicas populares, incluindo La Tuna Quiteña (A festa de Quito), que se tornou uma eterna favorita nacional.

Em 1985, ele recebeu as chaves da cidade de Quito, o que não é o tipo de elogio dado rotineiramente a um homem considerado culpado de um engano monstruoso e da morte de seis de seus compatriotas.

Reconstrução e Reflexão

No dia seguinte, as equipes do El Comercio e da Rádio Quito começaram a recolher os cacos, exceto Paez e Alcaraz, que foram indiciados. Outros jornais de Quito e Guayaquil ofereceram suas impressoras para que o jornal pudesse continuar imprimindo. Aos poucos, o jornal e a rádio foram reconstruídos e recuperaram sua posição de meio de comunicação mais respeitado de Quito.

No rescaldo, enquanto o ‘El Comercio’ e a Rádio Quito reconstruíam, não houve menções a esse evento memorável nos anais da emissora, especialmente no artigo de 1980 sobre o 40º aniversário da Rádio Quito. Hoje, a Rádio Quito opera sem dramas de ficção científica, focando-se em notícias e esportes. Uma lição aprendida da forma mais difícil sobre o poder da mídia e a credibilidade das notícias.

Este episódio, um dos mais dramáticos na história do rádio, serve como um lembrete do impacto que a mídia pode ter na percepção pública e a importância da responsabilidade no jornalismo.

 

Quem Nikola Tesla ouviu?

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Nikola Tesla foi um imigrante sérvio-americano inventor, engenheiro elétrico , engenheiro mecânico e futurista. Suas credenciais dispensam apresentações, e ele é conhecido por suas contribuições para o projeto do moderno sistema de fornecimento de eletricidade de corrente alternada (CA) usando no mundo.

Fora isso, ele fez um monte (um montão mesmo) de contribuições e invenções de todos os tipos, algumas bem avançadas para seu tempo. Segundo conta sua biografia, antes do Tesla começar a “endoidar” ele foi ficando com um monte de manias como o passar dos anos, com TOCs  variados, como tudo ser divisível por três. Por exemplo, ele contava os passos para ir de seu hotel a um restaurante. Se por ventura o numero de passos não fosse divisível por três ele daria uma volta inteira no quarteirão até que o numero total de passos para entrar no restaurante pudesse ser divisível por três.

Mas muito antes disso coisas estranhas já aconteciam com ele. Por exemplo, era comum que ele trabalhasse num ritmo frenético até a exaustão completa e desmaiasse no meio de projetos. (o fato de nunca dormir mais de duas horas por noite e trabalhar todos os dias até as três horas da manhã devem ter contribuído muito). testemunhas viram-no em  certa ocasião em seu laboratório, trabalhando por um período de 84 horas sem descanso.

Em seu auge, quando estava rico (um monte de gente gosta de dizer que o Tesla era pobre, mas ele ficou ricaço, ao vender suas patentes para a Westinghouse) ele montou um laboratório de ponta em Nova York.

Lá ele trabalhou duro na tentativa de desenvolver invenções que pudesse patentear e comercializar. Tesla conduziu uma série de experimentos com osciladores /geradores mecânicos, tubos de descarga elétrica e primeiras imagens de raios X. Nessa mesma época, ele também construiu um barco controlado sem fio, um dos primeiros já exibidos.

Tesla tornou-se conhecido como inventor e demonstrou suas realizações para celebridades e clientes ricos em seu laboratório, e foi celebrado por seu carisma em palestras públicas.
Em 1893, ele fez pronunciamentos sobre a possibilidade de comunicação sem fio com seus dispositivos. Tesla tentou colocar essas ideias em prática em seu projeto inacabado da Torre Wardenclyffe, um transmissor de energia e comunicação sem fio intercontinental, mas ficou sem financiamento antes que pudesse concluí-lo.

Gradualmente, ele foi torrando toda a grana e acabou se mudando de hotéis caros para hotéis cada vez mais vagabundos porque a grana foi ficando curta.
Mesmo assim ele seguia criando.

Tesla obteve cerca de 300 patentes em todo o mundo para suas invenções. Algumas das patentes de Tesla não são contabilizadas, e várias fontes descobriram algumas que estavam escondidas em arquivos de patentes. Há um mínimo de 278 patentes conhecidas emitidas para Tesla em 26 países. Muitas das patentes de Tesla estavam nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá , mas muitas outras patentes foram aprovadas em países ao redor do mundo. Muitas invenções desenvolvidas por Tesla não foram protegidas por patente e há uma teoria da conspiração muito repetida, mas pouco provada sobre agentes do Governo dos EUA  terem roubado um baú inteiro de projetos do quarto dele após sua morte.

Possível? Não sei. Pode até ser, já que a preocupação com aquelas coisas como “o raio da morte” cair em maus erradas poderia ser um motivador.

Comunicações de alienígenas

Como dito, Nikola Tesla é um personagem muito interessante e uma mente que talvez nunca mais vejamos de novo por aqui.

Com o advento do rádio, e a invenção do rádio sendo atribuída a Guglielmo Marconi por alguns, (há quem diga que Marconi roubou as notas de Tesla sobre o rádio) e isso o ajudou  a produzir sua própria invenção. Aliás, havia um longo processo de outros inventores que disputaram com ele a patente do rádio.
O fato que interessa, é que tanto Tesla quanto Marconi relataram ter interceptado uma transmissão estranha enquanto trabalhavam em suas invenções de rádio, e que  pra eles aquilo pareciam vir do espaço.

De fato, parece extremamente instigante essa ideia. Imagine que você está acabando de inventar o rádio, ninguém usa, porque não existe até aquele momento… Então você liga seu dispositivo e… Capta pessoas falando no rádio.  Então, das duas uma: Ou sua invenção chegou tarde, ou “há algo lá fora”.

Em um artigo intitulado “Talking With Planets” publicado em 1901, Tesla relatou que enquanto conduzia experimentos em Colorado Springs em 1899, Tesla interceptou uma mensagem misteriosa.

Tesla disse sobre a mensagem:

Nunca poderei esquecer as primeiras sensações que experimentei quando me dei conta de que havia observado algo possivelmente de consequências incalculáveis ​​para a humanidade. Senti-me como se estivesse presente no nascimento de um novo conhecimento ou na revelação de uma grande verdade. Mesmo agora, às vezes, consigo recordar vividamente o incidente e ver meu aparelho como se ele estivesse realmente diante de mim. Minhas primeiras observações me aterrorizaram positivamente, pois nelas havia algo misterioso, para não dizer sobrenatural, e eu ficava sozinho em meu laboratório à noite; mas naquela época a ideia de que essas perturbações eram sinais controlados de forma inteligente ainda não se apresentava a mim.

As mudanças que observei ocorriam periodicamente e com uma sugestão tão clara de número e ordem que não eram atribuíveis a nenhuma causa então conhecida por mim. Eu estava familiarizado, é claro, com os distúrbios elétricos produzidos pelo Sol, pela Aurora Boreal e pelas correntes terrestres, e tinha a maior certeza possível de que essas variações não se deviam a nenhuma dessas causas. A natureza das minhas experiências excluiu a possibilidade de as mudanças serem produzidas por perturbações atmosféricas, como foi precipitadamente afirmado por alguns. Algum tempo depois, surgiu-me na mente o pensamento de que as perturbações que observara poderiam ser devidas a um controle inteligente. Embora eu não conseguisse decifrar o seu significado, era-me impossível pensar neles como tendo sido inteiramente acidentais. Cresce constantemente em mim a sensação de que fui o primeiro a ouvir a saudação de um planeta a outro. Um propósito estava por trás desses sinais elétricos; e foi com esta convicção que anunciei à Cruz Vermelha, quando esta me pediu para indicar uma das grandes conquistas possíveis dos próximos cem anos, que provavelmente seria a confirmação e interpretação deste desafio planetário para nós.

No final do século XIX e início do século XX, a ideia e o desenvolvimento da telegrafia sem fio, enviando e recebendo ondas eletromagnéticas pelo ar, ofereceram um novo método de busca de comunicações a partir do espaço. Em 1901, o engenheiro Nicola Tesla fez a surpreendente afirmação de que estava recebendo comunicações de rádio de Marte. Sua história foi divulgada e amplamente divulgada na imprensa.

Em 1907, Tesla acreditava fortemente que os sinais eram de origem planetária. Após reflexão e estudo maduros, ele concluiu que eles haviam emanado de Marte e manteve sua postura nos anos seguintes. O cientista acreditava que era um código numérico que os marcianos usavam para se comunicar, mas foi ridicularizado por várias pessoas da comunidade científica por acreditarem que os sinais eram da Terra porque tais sinais não podiam entrar na ionosfera do nosso planeta, conforme IFL Ciência.

Tesla teria ouvido uma transmissão alienígena no rádio? Eu não sei, mas acho improvável. Há outras hipóteses, como a possibilidade de que tesla tivesse esbarrado sem querer numa TCI – transcomunicação Instrumental – ou seja, ele estivesse ouvindo pessoas mortas como no caso do professor Raudive. 

Outra hipótese seria que Tesla estivesse captando algum tipo de frequência espacial de verdade. Não necessariamente alien, mas emissões de radio vindas do espaço.
Acontece que eu parei para pensar nisso outro dia, após escutar esse podcast muito interessante sobre a Operação Prato. Em um certo momento, o entrevistado conta algo que eu não sabia ou se sabia, já não me lembrava sobre a Operação Prato. Uirangê Hollanda teria descoberto que havia uma frequência de rádio específica que eles conseguiam captar uma transmissão de vozes, parecendo com o idioma oriental, mas desconhecida, e isso sempre ocorria antes de uma espaçonave aparecer.

Essa é uma ideia bem interessante, porque de fato, eu me recordo de ter conversado certa vez com um senhor que eu conheci na Rosa Cruz, que me contou que anos antes, enquanto estava usando um radioamador, captou uma transmissão completamente estranha numa faixa incomum do dial, onde ela escutou muito claramente uma conversa entre duas pessoas numa língua absolutamente desconhecida e que pra ele era taxativo: “não era gente”.

Na ocasião, perguntei se não poderia estar captando um sinal de ondas curtas, SW, que viaja pela ionosfera e pode trazer rádios da China, da Rússia, e dos maiores rincões imagináveis da Terra, mas a pessoa me disse que não, pois essa transmissão estava numa faixa totalmente fora do padrão. Ela também tinha um grande conhecimento técnico, e já estava no radioamadorismo fazia muitos anos, conhecendo muito bem a comunicação humana e suas características, que embora possam estar em outra língua, acabam sendo bem peculiares. Mas ele falou duas coisas que achei interessantes: O sinal estava limpo, e era muito potente. Brutalmente forte. Então ele concluiu que não podia ser lá do outro lado do mundo. E ele acha que não vem do espaço, mas de algum disco voador perto. – que é mais ou menos na linha do que parece que rolou na OP prato.

Aquela comunicação nunca mais voltou a ocorrer, de modo que é algo bem estranho. Outro caso envolvendo comunicações via radio aparece num caso chileno, que é tema do documentário “A ilha alienígena” disponível no Netflix e parece estar em sinergia com outro caso ufológico intrigante ocorrido na Itália, o caso Amicizia. Saiba mais desse caso no canal do meu amigo Milho.