Tem um tempo que não faço um post sobre arte aqui então, lá vai mais um. Olha que legal esse trabalho:
Niall Shukla, um artista autodidata de Londres, transforma o ato de quebrar vidro em uma forma de arte impressionante. Com martelos e cinzéis, ele esculpe retratos detalhados em painéis de vidro laminado, criando imagens a partir de rachaduras cuidadosamente controladas. Essa técnica, que parece desafiar a lógica, exige precisão, paciência e uma dose de coragem, já que um único golpe mal calculado pode destruir horas de trabalho.
A arte de Shukla é tão fascinante quanto desafiadora. Cada golpe no vidro é planejado minuciosamente, considerando a força e o posicionamento. No entanto, o vidro laminado é imprevisível, e nem sempre o resultado sai como esperado. “Planejo cada movimento com cuidado, mas um erro pode significar começar tudo de novo com uma nova peça de vidro”, explicou Shukla em entrevista à Museum Weekly. Não é incomum que ele precise de várias tentativas, descartando pedaços de vidro até alcançar a imagem desejada.
De Hobby a Carreira de Sucesso
Embora seja formado em escrita e direção de cinema, Shukla encontrou na arte física uma forma de se expressar fora do seu trabalho principal. O que começou como um passatempo logo se transformou em uma carreira de destaque. Após compartilhar uma de suas criações nas redes sociais, ele viu sua obra viralizar, alcançando mais de 4 milhões de visualizações em apenas quatro dias. Em um ano, sua base de seguidores cresceu para mais de 100 mil, consolidando sua reputação como um artista inovador.
O Desafio da Arte em Vidro Rachado
A criação em vidro rachado é, por natureza, imprevisível. As rachaduras não podem ser totalmente controladas, o que torna o processo um equilíbrio entre planejamento e adaptação. “O vidro rachado é essencialmente monocromático, o que torna o sombreado um grande desafio”, revelou Shukla. “Você pode ter uma visão clara do que quer criar, mas o vidro nem sempre coopera. É preciso ajustar o plano constantemente e aceitar que tentativa e erro fazem parte do processo.”
Para alcançar o resultado final, Shukla testa diversas folhas de vidro, experimentando até encontrar uma que traduza sua visão artística. Essa abordagem meticulosa reflete sua dedicação em transformar um material frágil em obras-primas.
Um Nome de Destaque no Mundo da Arte
Hoje, Niall Shukla é reconhecido como um dos principais artistas de vidro rachado do mundo, ao lado de nomes como Simon Berger e Natnael Mekuria. Sua habilidade em transformar um material comum em retratos impressionantes conquistou admiradores globais. A combinação de técnica, criatividade e resiliência faz de Shukla um verdadeiro mestre dessa arte única.
O título parece com esses títulos de filmes do James Bond, mas nesse caso aqui é literal. Um carinha colocou um diamantão no lugar do olho.
Depois de perder completamente a visão do olho direito, o dono de uma joalheria do Alabama decidiu personalizar seu novo olho falso com um diamante incrustado nele.
Slater Jones, natural do Alabama, pode ter a prótese ocular mais cara do mundo. Após perder o olho direito em decorrência de uma doença terrível, o jovem dono de uma joalheria recorreu ao especialista em próteses oculares John Lim para criar um olho artificial personalizado que refletisse verdadeiramente sua identidade como designer de joias. Com um diamante de dois quilates no centro, seu “olho dediamante” único, brilha ao refletir a luz, tornando-se um assunto garantido para conversas por onde quer que Jones vá.
“Perdi meu olho, mas ele trouxe uma nova luz para minha vida”, disse Jones sobre seu acessório incomum, acrescentando que o gelo o tornou mais do que um simples dispositivo médico; o tornou uma obra de arte.
“Já fiz cerca de 10.000 olhos artificiais para bebês de seis semanas a 101 anos, mas esta é a prótese ocular mais valiosa em termos de materiais”, disse John Lim sobre a prótese exclusiva.
O olho de diamante de Slater Jones vem recebendo muita atenção nas redes sociais desde que ele o revelou ao público pela primeira vez, meses atrás, mas enquanto alguns elogiaram sua criatividade, outros expressaram preocupação com sua segurança devido ao perigo óbvio de andar por aí com um diamante genuíno na órbita ocular.
Você não deveria ter cuidado toda vez que sai de casa?”, perguntou uma pessoa.
Depois de fazer o xenomorfo, estou trabalhando nas horas vagas num predador em escala similar. Este é um artigo apenas para mostrar o andamento dessa escultura.
A peça está sendo modelada do zero. Eu já tinha feito o predador antes, mas como eu gosto muito de modelar, resolvi fazer do zero a partir de uma esfera.
Essa vai ser a carinha do garoto
Aqui está todo o corpo do meu predador:
Eu resolvi fazer também uma cabeça extra com a máscara, para trocar. Devo usar um pequeno ímã para acoplar na posição.
Agora meu próximo passo será cortar essa peça em partes e montar encaixes, para depois passar para a impressão.
No próximo artigo dessa sequência eu vou publicar como as partes saíram. A mão de pintar já tá até no aquecimento, hehehe
Curtiu? Quer que eu realize seu projeto ou modele sua escultura de personagem? Mande um email pra mim que a gente desenrola!
Nas profundezas das paisagens montanhosas de várias regiões do mundo, encontra-se uma visão bizarra: caixões pendurados precariamente em penhascos e paredões rochosos. Essas estruturas enigmáticas, resquícios de antigas práticas funerárias, cativaram arqueólogos, historiadores e exploradores.
Os caixões suspensos, também chamados de sepulturas em penhascos ou caixões pendurados, são uma prática funerária que desafia a lógica e fascina pela sua morbidez e engenhosidade. Encontrados em locais como China, Filipinas, Indonésia e até em regiões da América do Sul, esses caixões, pendurados em falésias íngremes ou cavernas elevadas, remontam a milhares de anos. Eles são um testemunho sombrio das crenças espirituais e da habilidade técnica de civilizações antigas, que viam na morte não apenas um fim, mas uma transição para algo além do terreno. Vamos explorar as origens, os significados espirituais, as façanhas de engenharia e os mistérios ainda não resolvidos dessa prática intrigante, com um toque de curiosidades macabras para alimentar a imaginação.
Para muitas culturas, suspender caixões em penhascos era mais do que uma escolha prática — era um ato profundamente espiritual. Acreditava-se que posicionar os mortos em locais elevados os conectava diretamente aos céus, facilitando a ascensão de suas almas para um plano superior. Na China, por exemplo, os povos Bo e Guyue viam os caixões suspensos como uma ponte para o divino, garantindo que os espíritos encontrassem paz eterna. A altura também servia como uma barreira contra forças malignas, sejam espíritos demoníacos ou animais selvagens que poderiam profaná-los. Curiosamente, em algumas comunidades das Filipinas, como os Igorot, acreditava-se que os mortos continuavam a “vigiá-los” do alto, quase como guardiões espectrais da comunidade viva.
Essa prática também reflete uma reverência quase obsessiva pela natureza. Os locais escolhidos — muitas vezes penhascos remotos ou cavernas isoladas — eram considerados sagrados, pontos de conexão entre o mundo dos vivos e dos mortos. Uma curiosidade mórbida: em algumas culturas, os corpos eram deixados para decompor naturalmente antes de serem colocados nos caixões, um processo que podia levar meses e era acompanhado de rituais intensos, reforçando o caráter sagrado e perturbador da prática.
Engenharia da Morte: Como os Caixões Desafiaram a Gravidade
A construção e colocação dos caixões suspensos são um feito de engenhosidade que deixa arqueólogos perplexos até hoje. Imagine transportar um caixão de madeira ou pedra, pesando centenas de quilos, até a face de um penhasco a dezenas de metros de altura, sem tecnologia moderna. As técnicas variavam: cordas robustas, sistemas de polias rudimentares e até escadas improvisadas eram usados para içar os caixões. Em alguns casos, como na província de Sichuan, na China, os caixões eram fixados com ganchos de madeira cravados diretamente na rocha, um processo tão perigoso que trabalhadores frequentemente morriam durante a instalação.
Os próprios caixões eram obras-primas. Esculpidos em madeira de lei ou, em casos mais raros, em pedra, muitos apresentavam entalhes intricados com símbolos espirituais ou cenas da vida do falecido. Um detalhe macabro: em certas regiões, os caixões eram projetados para se desgastar com o tempo, permitindo que os restos mortais caíssem no solo abaixo, como uma oferenda final à terra. Essa prática levanta questões sobre como essas culturas viam a decomposição — não como algo repulsivo, mas como parte de um ciclo natural.
Descobertas Arqueológicas: Relíquias do Além
As descobertas de caixões suspensos têm revelado segredos fascinantes e, por vezes, inquietantes. Na China, mais de 100 caixões foram encontrados na região de Wuyi, alguns contendo esqueletos preservados, ferramentas e ornamentos que sugerem rituais complexos. Nas Filipinas, os caixões de Sagada são famosos por ainda estarem em uso por comunidades indígenas, um raro exemplo de uma tradição antiga que sobrevive ao tempo. Esses achados oferecem uma janela para os costumes funerários, mas também para a vida cotidiana, como as roupas, armas e até alimentos deixados como oferendas.
A preservação desses locais é um desafio constante. Erosão, terremotos e saques ameaçam destruir esses relicários da morte. Curiosamente, alguns caixões encontrados em cavernas úmidas revelaram corpos mumificados naturalmente, com pele e cabelos ainda intactos, proporcionando um vislumbre assustadoramente vívido do passado. Esforços para proteger esses sítios envolvem desde patrulhas locais até tecnologias de mapeamento 3D, mas o isolamento de muitos locais torna a tarefa quase tão árdua quanto sua criação original.
Mistérios que Assombram: Perguntas sem Resposta
Os caixões suspensos continuam envoltos em mistério. Como as comunidades transportavam caixões tão pesados para locais quase inacessíveis? Alguns especulam que rituais envolvendo sacrifícios humanos ou jejuns prolongados eram realizados para garantir o sucesso da empreitada. Outra questão intrigante é a escolha dos locais: por que certos penhascos eram considerados sagrados? Em algumas regiões, como no vale do Yangtze, os caixões estão alinhados de forma que parecem formar padrões visíveis apenas do céu, sugerindo uma conexão com astronomia ou até com crenças em visitantes celestiais.
Um detalhe mórbido que intriga pesquisadores é a presença de caixões infantis em alguns locais, muitas vezes pendurados em posições mais altas que os de adultos, talvez indicando uma crença de que crianças precisavam de maior proteção espiritual. Essas perguntas, combinadas com a falta de registros escritos em muitas culturas, mantêm os caixões suspensos como um enigma arqueológico que continua a assombrar e fascinar.
Um Legado de Assombro e Reverência
Os caixões suspensos são mais do que meras tumbas; são cápsulas do tempo que encapsulam a genialidade, a espiritualidade e o respeito pela morte de nossos antepassados. Eles nos convidam a refletir sobre nossa própria relação com a mortalidade, enquanto nos maravilhamos com a ousadia de culturas que desafiaram a gravidade para honrar seus mortos. Cada caixão pendurado em um penhasco é um lembrete da fragilidade da vida e da busca eterna por conexão com o além. À medida que novas tecnologias, como drones e análises químicas, ajudam a desvendar esses mistérios, continuamos a honrar o legado dessas civilizações, mantendo viva a história dos caixões que desafiam o tempo.
O Grande Cinturão de Sargaços do Atlântico é uma massa surpreendentemente grande de algas marrons, com quase o dobro da largura do continente americano e claramente visível do espaço.
A primeira grande proliferação do Grande Cinturão de Sargaços do Atlântico foi observada por cientistas em 2011. Nos quase 15 anos que se passaram desde então, ele se expandiu até se tornar uma massa gigante que se estende por 8.850 km e pesa 37,5 milhões de toneladas. Ela se estende da África Ocidental até o Golfo do México, formando uma enorme faixa marrom visível do espaço sideral. Antes confinado apenas ao Mar dos Sargaços, o cinturão de sargaços foi liberado para o oceano aberto e continua a crescer devido ao aumento dos níveis de nitrogênio e fósforo na água.
O crescimento descontrolado do Grande Cinturão de Sargaços do Atlântico pode estar ligado à poluição proveniente da agricultura, esgoto e resíduos, que contribuem para os níveis já crescentes de nitrogênio e fósforo no Oceano Atlântico. Por outro lado, o crescimento do Cinturão de Sargaço Gigante proporciona um ecossistema diverso e complexo para muitas espécies marinhas, como peixes, caranguejos, camarões, enguias e tartarugas, mas também pode causar muitos danos.
O cinturão marrom, com 8.850 km de extensão, bloqueia a luz solar necessária para a fotossíntese nos recifes de corais, danifica enormes sumidouros de carbono e as algas em decomposição liberam sulfeto de hidrogênio, metano e outros gases de efeito estufa.
Perto do litoral, pode afetar negativamente o turismo, a pesca e até mesmo usinas nucleares.
Com os oceanos ficando mais quentes a cada ano, os cientistas acreditam que a maré marrom que é o Grande Cinturão de Sargaços do Atlântico continuará a crescer em ritmo acelerado, com efeitos imprevisíveis para o futuro.
Olhando para a foto acima sem saber de quem se trata a mulher de roupa listrada diante da forca onde o direito à própria vida será tirado dela, é possível até sentir algum remorso. Mas isso vai até a página dois, como se diz. Porque essa dona é Elisabeth Volkenrath, um monstro nazista.
No vasto e sombrio panorama do Holocausto, as figuras femininas que atuaram como supervisoras nos campos de concentração nazistas representam um capítulo particularmente perturbador. Entre elas, Elisabeth Volkenrath se destaca como uma das mais notórias, cuja ascensão no sistema de terror do Terceiro Reich ilustra a banalidade do mal descrita por Hannah Arendt. Nascida em uma família humilde na Alemanha, Volkenrath transformou-se em uma das responsáveis pela morte de milhares de prisioneiros em Auschwitz e Bergen-Belsen.
Os Primeiros Anos: De uma Vida Simples à Escolha pelo Horror
Elisabeth Mühlau, como era conhecida antes do casamento, nasceu em 5 de setembro de 1919, em Schönau an der Katzbach, uma pequena localidade na Silésia (atual Polônia). Filha de Josef Mühlau, um trabalhador florestal, e de sua esposa, ela era a sexta dos seis filhos da família de origens modestas. Treinada como cabeleireira, Volkenrath não possuía qualificação formal superior, o que a classificava como uma ungelernte Hilfskraft (trabalhadora não qualificada) no jargão nazista.
Em um contexto de crise econômica pós-Primeira Guerra Mundial e ascensão do nazismo, muitas mulheres jovens como ela foram atraídas pelo serviço em campos de concentração, que prometia estabilidade e um senso de poder em uma sociedade patriarcal. Em outubro de 1941, aos 22 anos, Volkenrath se voluntariou para trabalhar em Ravensbrück, o principal campo de concentração para mulheres na Alemanha. Lá, sob a tutela da sádica supervisora Dorothea Binz, ela iniciou sua formação como Aufseherin (guarda feminina), aprendendo as rotinas brutais de vigilância e punição.
A Transferência para Auschwitz: Ascensão no Inferno de Birkenau
Poucos meses após sua chegada a Ravensbrück, em março de 1942, Volkenrath foi transferida para o recém-criado setor feminino do campo de Auschwitz-Birkenau, na Polônia ocupada. Esse movimento marcou o início de sua transformação em uma figura central no extermínio em massa. Inicialmente designada para supervisionar a oficina de costura em Auschwitz I (o campo principal), ela rapidamente se adaptou ao ambiente de horror sistemático.
Em Auschwitz, Volkenrath não era uma mera observadora: ela participava ativamente das Selektionen – as seleções diárias de prisioneiros para as câmaras de gás. Sob o comando de médicos SS como Josef Mengele, prisioneiros considerados “inúteis” para o trabalho forçado eram separados de suas famílias e enviados diretamente para a morte. Volkenrath, com sua presença fria e eficiente, ajudava a coordenar esses processos, garantindo que o fluxo de vítimas para os crematórios nunca parasse. Em dezembro de 1942, após uma breve licença por doença, ela assumiu o cargo na agência de correios de Birkenau, onde controlava a comunicação dos prisioneiros – uma posição que lhe permitia interceptar mensagens de esperança ou resistência.
Sua promoção veio em novembro de 1944, quando foi elevada a Oberaufseherin (supervisora-chefe) de todos os setores femininos em Auschwitz. Nesse posto, ela supervisionava centenas de guardas e milhares de prisioneiras, incluindo judeus, poloneses, ciganos e prisioneiros de guerra soviéticos. Relatos de sobreviventes, como o da húngara Cibi Meller (narrado no romance Three Sisters, de Heather Morris, baseado em fatos reais), descrevem Volkenrath como uma figura de autoridade implacável. Meller, que trabalhou sob suas ordens na agência de correios, destacou como Volkenrath tinha “tanto sangue nas mãos quanto qualquer oficial em Birkenau”, mesmo em tarefas administrativas aparentemente “inofensivas”.
Foi em Auschwitz que Elisabeth Mühlau encontrou seu futuro marido: o SS-Rottenführer Heinz Volkenrath, um oficial que atuava como Blockführer (chefe de bloco) desde 1941. O casal se casou em 1943, em uma cerimônia que contrastava grotescamente com o sofrimento ao redor. Essa união fortaleceu sua lealdade ao regime, mas também a expôs a acusações de favoritismo e crueldade seletiva.
De Auschwitz a Bergen-Belsen: O Fim da Linha
Com o avanço soviético no leste da Europa, Auschwitz foi evacuado em janeiro de 1945. Volkenrath, junto com milhares de prisioneiros em uma das Marchas mortais, foi transferida para Bergen-Belsen, no norte da Alemanha. Lá, ela continuou como supervisora, agora lidando com o caos de um campo superlotado e faminto. Bergen-Belsen, famoso por abrigar Anne Frank, havia se tornado um depósito de doentes e moribundos, com epidemias de tifo dizimando os internos. Volkenrath era responsável por kommandos de trabalho externo, garantindo que os prisioneiros exaustos cumprissem suas tarefas sem fugas – uma tarefa que envolvia chicotadas, fome forçada e execuções sumárias.
A libertação de Bergen-Belsen pelas forças britânicas em 15 de abril de 1945 expôs o horror: pilhas de corpos não enterrados e sobreviventes esqueléticos. Volkenrath foi presa no local, junto com outras supervisoras como Irma Grese e Juana Bormann.
O Julgamento de Bergen-Belsen: Negação e Condenação
O destino de Volkenrath foi selado no primeiro Julgamento de Bergen-Belsen, realizado de 17 de setembro a 17 de novembro de 1945, em Lüneburg, pela corte militar britânica. Acusada de crimes de guerra, incluindo assassinatos, maus-tratos e cumplicidade em genocídio, ela se defendeu com veemência. Volkenrath negou conhecimento das gaseificações em Auschwitz, alegando que sua função era puramente administrativa e que nunca havia abusado fisicamente de prisioneiros. Junto com Grese, ela insistiu que o Bloco 25 – um pavilhão de “espera” para as câmaras de gás – era apenas um local de quarentena.
No entanto, testemunhos de sobreviventes e evidências documentais pintaram um quadro diferente. Prisioneiras descreveram sua crueldade sádica, como o uso de cães para aterrorizar internos e a seleção arbitrária para punições. O tribunal a considerou culpada em todas as acusações. Em 17 de novembro de 1945, Volkenrath, então com 26 anos, foi sentenciada à forca, ao lado de 10 outros réus, incluindo Grese (apelidada de “Anjo de Auschwitz”). A execução ocorreu em 13 de dezembro de 1945, na prisão de Hameln. Seu corpo foi inicialmente enterrado no terreno da prisão e, em 1954, exumado e transferido para o Cemitério Am Wehl, em Hameln.
Legado: Um Símbolo do Mal Cotidiano
A história de Elisabeth Volkenrath transcende o indivíduo para ilustrar como pessoas comuns podem se tornar engrenagens em uma máquina de destruição. Sua rápida ascensão – de guarda iniciante a supervisora-chefe – reflete o recrutamento nazista de mulheres para o aparato de terror, onde o sadismo era recompensado com promoções. Historiadores como Nikolaus Wachsmann, em KL: A History of the Nazi Concentration Camps, destacam como supervisoras como ela personificavam a “normalidade” do mal: não eram monstros inatos, mas indivíduos que escolheram o caminho da obediência cega.
Hoje, Volkenrath é lembrada em museus como o de Auschwitz-Birkenau e em narrativas de sobreviventes, servindo como alerta contra o fanatismo e a desumanização. Seu julgamento, um dos primeiros pós-guerra, pavimentou o caminho para os Processos de Nuremberg por crimes contra a humanidade.
Em um mundo ainda marcado por negacionismos e extremismos, a memória de figuras como Volkenrath nos obriga a questionar: como permitimos que o ordinário se torne extraordinariamente cruel? Que sua história nos impulsione a defender a dignidade humana, para que o silêncio de Auschwitz nunca mais ecoe.
A Quina é uma das modalidades de loteria mais tradicionais no Brasil, operada pela Caixa desde 1994. Para apostar, você escolhe de 5 a até 15 números dentre 80, e os sorteios acontecem seis vezes por semana (de segunda a sábado). Embora muitas pessoas encarem a Quina como um jogo de sorte puro, há formas de buscar economia por meio de promoções, cupons e descontos oferecidos por plataformas on-line que intermediam apostas.
A seguir, vamos detalhar o que há de concreto a respeito desses “incentivos” e como você pode usá-los a seu favor. Mas antes de entrar nas promoções, vale lembrar: ao apostar diretamente nos pontos físicos da lotérica, com bilhetes oficiais da Caixa, não há descontos ou promoções oficiais.
O valor mínimo da aposta simples é fixado e corresponde ao que chamamos de o preço da Quina, definido pela própria Caixa. As regras de premiação (percentuais das faixas e acúmulo) também são determinadas oficialmente. Logo, qualquer “desconto” ou promoção só aparece em plataformas digitais que façam intermediação ou ofereçam benefícios extras aos apostadores.
Diversas plataformas de apostas online costumam oferecer cupons promocionais,
descontos e benefícios especiais para atrair novos usuários e incentivar apostas em concursos da Quina. Essas ações podem incluir redução de preço em bolões, créditos de retorno ou ofertas temporárias em datas específicas, como o sorteio especial da Quina de São João.
Em campanhas anteriores, já houve promoções vinculadas ao uso do PIX como forma de pagamento, nas quais o apostador recebia um desconto percentual ao realizar o pagamento por esse meio dentro do período promocional. Essas ações geralmente têm tempo limitado e exigem o uso de códigos de cupom no momento da aposta.
Também é comum encontrar cupons de desconto em sites especializados em promoções, que reúnem códigos ativos para diferentes plataformas de apostas. Esses cupons podem oferecer reduções entre 10 % e 30 % no valor de apostas simples ou bolões, mas é importante verificar sempre as condições de uso, validade e restrições aplicáveis a cada oferta.
Além disso, algumas plataformas disponibilizam programas de cashback, nos quais parte do valor gasto retorna ao usuário em forma de créditos para futuras apostas. Esse tipo de promoção ajuda a reduzir o custo efetivo da aposta e incentiva a participação contínua de quem aposta com frequência.
Quando essas promoções ocorrem?
Essas ofertas costumam surgir em momentos estratégicos, como concursos especiais (a Quina de São João, por exemplo) ou datas comemorativas ligadas ao universo de loterias. Também ocorrem parcerias entre plataformas e aplicativos de pagamento (ex: PIX) ou métodos alternativos de pagamento, onde usar aquele canal específico garante o desconto. Os descontos costumam ser temporários — valendo apenas em janela limitada — e dependem de uso de cupons ou escolha de forma de pagamento elegível.
Vantagens e cuidados ao usar promoções
Vantagens:
Reduz o custo da aposta ou do bolão, aumentando o número de combinações que você pode fazer com o mesmo dinheiro.
Permite testar uma plataforma digital com menor risco.
O cashback pode gerar crédito extra para novas apostas, ampliando a “margem de jogo”.
Cuidados:
Verifique sempre o regulamento do cupom ou promoção — alguns exigem valor mínimo de aposta, ou só valem para bolões selecionados.
Confira a data de validade e o período ativado da promoção.
Leia as “letras miúdas”: em muitos casos, o desconto só é aplicado se o pagamento for por um canal específico (ex: PIX) ou dentro de um prazo.
Certifique-se de que a plataforma atua legalmente como intermediária de apostas da Quina oficial, operada pela Caixa, e de que o recebimento de eventuais prêmios segue as regras oficiais.
Dicas para economizar e apostar melhor
Aposte em bolões: dividir apostas em um bolão com outras pessoas permite fazer mais combinações pagando menos individualmente. Quando bolões entram em promoção (como 50 % de desconto), vale ainda mais investir nessa estratégia.
Use cupons oportunos: acompanhe sites de cupom e compare códigos disponíveis antes de apostar.
Aproveite métodos de pagamento parceiros: se uma plataforma oferece desconto ao pagar via determinado aplicativo (ex: PIX), use esse canal quando possível durante a promoção.
Combine promoções com apostas múltiplas ou “sistemáticas”: apostar mais números (6 a 15) aumenta o custo por aposta, mas quando combinada com desconto, o “prêmio potencial por real investido” pode ficar mais atraente.
Muitas pessoas estão chateadas e inconformadas porque os designers, sob ordens da Amazon, retiraram as pistolas dos posteres de chamada do famoso espião 007 em seus posteres.
Tirar a pistola do 007 é algo tão estranho e inesperado até mesmo para o mais birrento defensor da cultura woke, porque é como um pistoleiro de filme de faroeste sem revóver na capa.
A famosa arma Walter PPK ficou umbilicalmente associada ao personagem, cujo código 007, significa exatamente que ele tem a “licença para matar”.
Ao que parece, o Amazon Prime Video silenciosamente removeu as armas das artes de James Bond após receber “reações negativas online de fãs” que notaram que a arma de 007 havia sido retocada.
Na semana passada, a arte da franquia foi publicada no site do Prime Video UK, na qual, em cada imagem do filme em que uma arma havia sido exibida anteriormente, Bond havia sido efetivamente desarmado digitalmente. Em vários casos, como em “Dr. No” e “Goldeneye”, a icônica Walther PPK havia sido editada e removida de sua mão, enquanto em outros ela havia sido cortada. No caso de “Na Mira dos Assassinos”, os braços de Roger Moore pareciam ter sido alongados, separando sua arma do quadro.
Pessoalmente acho isso duma frescuragem sem tamanho. Pagaram uma fábula de dinheiro absurda pela franquia para ISSO?
Após o “Dia do James Bond”, em 5 de outubro, e a crescente reação negativa online, a Prime Video UK — furtivamente, assim como o próprio superespião — removeu completamente as controversas ilustrações e as substituiu por fotos de cada filme. No entanto, foi notado online que nenhuma das fotos mostra Bond portando sua arma. A Prime Video se recusou a comentar o assunto.
Para muitos fãs de 007 que comentaram online, a situação das artes pode ter sido um panorama preocupante para o futuro de James Bond, especialmente com um novo filme em preparação e Denis Villeneuve na cadeira de diretor. No entanto, a controvérsia pode ter sido simplesmente resultado de um agente desonesto no departamento de conformidade.
Bom, seja como for, eu espero um pouco mais de respeito pelo personagem de Ian Fleming.
A propostito do “dia do James Bond” eu trabalhei justamente nesse dia numa musica para o incônico personagem, a partir de um pedacinho da introdução da música “Desabafo” que sempre ssou muito trilha do “James bond”.
Como os filmes do James Bond sempre têm esses nomes instigantes, como “os diamantes são eternos”, “Você só vive duas vezes” e etc. Assim resolvi colocar “O mundo nunca saberá” e a partir desse título, construí a música.
Espero que ninguém me processe. Essa música foi feita apenas como estudo e diversão e não tem intuito comercial. O personagem 007 pertence aos seus respectivos proprietários.
Aqui está minha musica:
Falando em James Bond, aqui estão algumas curiosidades fascinantes sobre o famoso Agente 007:
James Bond, o icônico espião britânico conhecido como 007, é um dos personagens mais famosos da cultura pop. Criado pelo escritor Ian Fleming em 1953, Bond transcendeu os livros para se tornar uma franquia cinematográfica bilionária, com mais de 25 filmes oficiais. Com sua licença para matar, gadgets high-tech e charme irresistível, ele cativou gerações. Mas você sabia que por trás da imagem de superespião há uma série de fatos curiosos e surpreendentes?
Ian Fleming escolheu o nome “James Bond” porque queria algo simples e esquecível, contrastando com a vida agitada do personagem. A inspiração veio de um ornitólogo (especialista em pássaros) norte-americano chamado James Bond, cujo livro sobre aves Fleming encontrou em uma livraria em Londres. “Era o nome mais chato que eu poderia pensar”, disse o autor. Quem diria que um nome tão banal se tornaria sinônimo de aventura e sedução?
2. Inspirado em Espiões Reais e na Vida de Fleming
Bond não é puramente fictício. Fleming, que trabalhou na inteligência naval britânica durante a Segunda Guerra Mundial, baseou o agente em figuras reais como o espião russo-britânico Sidney Reilly e o agente duplo sérvio Duško Popov (cujo codinome era “Tricycle”). Além disso, hábitos de Bond, como fumar 70 cigarros por dia e beber vodca martini, espelham os próprios vícios de Fleming, que era um fumante inveterado e apreciador de luxos.
3. O Primeiro Livro Foi Escrito em Apenas Duas Semanas
“Casino Royale”, o romance de estreia de Bond publicado em 1953, foi escrito por Fleming durante uma férias nas Ilhas Turks e Caicos. Ele batizou o processo de “The Golden Eye” (referência à sua casa de praia na Jamaica). O livro vendeu mais de 14 milhões de cópias e lançou a série, que totaliza 12 romances e duas coletâneas de contos escritos por Fleming antes de sua morte em 1964.
4. Sean Connery: O Bond “Não Britânico” que Conquistou o Mundo
O escocês Sean Connery foi o primeiro ator a interpretar Bond no cinema, em “Dr. No” (1962). Curiosamente, ele não era o favorito de Fleming, que o achava “não sofisticado o suficiente”. Connery interpretou o agente em seis filmes e recusou o papel em mais dois, mas sua performance definiu o personagem. Uma piada interna: Connery ganhou um Oscar honorário em 2006, mas nunca foi indicado por Bond – irônico para um ícone de Hollywood.
5. As “Bond Girls”: Nomes que Viraram Lendas
As mulheres de Bond, apelidadas de “Bond girls”, sempre têm nomes duplos sugestivos e cheios de trocadilhos. Exemplos clássicos incluem Pussy Galore (“Dr. No”), Holly Goodhead (“Moonraker”) e Xenia Onatopp (“GoldenEye”). Mas nem todas são “garotas”: Honey Ryder (Ursula Andress em “Dr. No”) foi a primeira, e nomes como Moneypenny (a secretária fiel) adicionam camadas de humor erótico. No total, mais de 70 atrizes interpretaram essas personagens sedutoras.
6. Gadgets e Carros: O Sonho de Todo Nerd
O departamento Q, responsável pelos gadgets de Bond, é uma das partes mais divertidas da franquia. O Aston Martin DB5, com metralhadoras e ejetor de assentos, apareceu em “Goldfinger” (1964) e se tornou o carro assinatura de Bond – vale milhões em leilões hoje. Curiosidade: Muitos gadgets foram inspirados em invenções reais da era da Guerra Fria, como relógios que explodem ou canetas-espiãs. No total, Bond destruiu mais de 20 carros nos filmes!
7. Bond é Canhoto nos Livros, mas Destro nos Filmes
Nos romances de Fleming, James Bond é descrito como canhoto – ele segura o cigarro e atira com a mão esquerda. Nos filmes, porém, os atores o retratam como destro, provavelmente por conveniência de filmagem. Outra diferença: nos livros, Bond é mais introspectivo e melancólico, enquanto no cinema ele é mais brincalhão e invencível.
8. O Martini “Shaken, Not Stirred” e Outros Hábitos Cult
A frase “Vodka martini, shaken, not stirred” foi dita pela primeira vez por Connery em “Goldfinger”. Na vida real, Fleming preferia gim ao invés de vodca. Bond consome cerca de 100 drinks nos livros, incluindo o Vesper Martini (criado especialmente para ele em “Casino Royale”: três medidas de Gordon’s, uma de vodca, meia de Kina Lillet). E os vilões? Bond matou mais de 350 inimigos nos 25 filmes oficiais!
9. A Franquia Mais Longeva do Cinema
Com 25 filmes produzidos pela Eon Productions (de 1962 a 2021), James Bond é a série de espionagem mais duradoura da história. O último, “No Time to Die” (com Daniel Craig), arrecadou mais de US$ 770 milhões. Curiosidade: O tema musical de Bond, composto por Monty Norman em 1962, é um dos mais reconhecidos do mundo – e foi inspirado em uma melodia flamenca chamada “Badinerie”.
10. Futuro Incerto: Quem Será o Próximo 007?
Após Craig, que interpretou Bond de 2006 a 2021 (o mais velho a estrear no papel, aos 38 anos), a franquia pausou. Rumores apontam para Idris Elba ou Tom Hardy, mas a Amazon (dona da MGM) planeja reiniciar. Uma tradição: cada novo Bond recebe uma Walther PPK personalizada, o revólver assinatura do agente.
James Bond não é apenas um espião; ele é um fenômeno cultural que reflete as ansiedades e aspirações de cada era. De suas origens literárias aos blockbusters modernos, 007 continua a fascinar.
Fontes: Baseado em biografias de Ian Fleming, livros oficiais da franquia e dados da Eon Productions. Para mais detalhes, confira “The James Bond Dossier” de Kingsley Amis.