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Preciso começar este post com um desabafo. Estou puto. Não é pouco puto não, estou putaço-aço-aço. Eis que estava tirando o molde do meu lobisomem quando a porra do silicone deu um defeito maluco e em vez de virar um borrachão como deveria ser, virou uma meleca que está entre a meleca (literal) e um pudim. E Toooome prejuízo. Véio, tu não tem noção do que é ficar horas e horas esculpindo aquela porra ultra detalhada para vir uma bosta dum produto químico cagado e destruir sua peça:
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E aí eu me ferro durante horas e horas para limpar o molde, e a peça maldita cheia de reentrâncias… Meu, falando sério se eu cobrasse adicional nas esculturas por aporrinhação e imprevistos escrotos, cada uma não saia por menos de três mil reais!

Mas foda-se. Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de tecpix? Não, vamos falar de merda na Índia (porque falar de merda no Brasil ninguém aguenta mais).

A espuma de poluição na Índia

País em desenvolvimento é foda. Outro dia foi o Tietê que vomitou uma espumona preta digna da gosma alien de Arquivos X. Mas essas desgraças ambientais acontecem no mundo todo, sobretudo nos nossos amigos do BRIC, sobretudo China e Índia. Se liga só no espumão. Lembra até aquelas boates cheias de sacanagem que rolavam nos anos 90, tipo a Cool Ibiza:
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A cidade de Bangalore, no sul da Índia tem ganhado atenção nos últimos dias, graças a essa espuma tóxica de um lago que está absurdamente poluído.

Bellandur é o nome desse lago, que é o maior da cidade, e também o mais poluído. Décadas de resíduos químicos não tratados e de esgoto jogados in natura no lago se agitaram gerando uma mal cheirosa espuma branca que é tão espessa como a espuma de barbear. E isso se repete TODA VEZ que chove. Esta espuma contém efluentes como graxa, óleo e detergentes que, por vezes, chegam a pegar fogo, formando uma cena super bizarra: um lago de fogo.

Muitos moradores locais estão nervosos com o “fenômeno natural”.

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Toda vez que chove e os fluxos de água aumentam, a espuma sobe, invade as ruas e dirigir nestes trechos torna-se algo especialmente arriscado. Os carros e motos que passam nesta área ficam cobertos de espuma.

E para Mohammed Attaulla Khan, que cresceu às margens do lago, vê-lo queimando em maio deste ano foi inesquecível. “Não é todo dia que um lago pega fogo”, disse ele. “Isso deve fazer as pessoas acordarem e perceberem que temos um problema sério aqui.”

T.V. Ramachandra, um dos principais cientistas ambientais da cidade, apresentou um relatório às autoridades em junho, após o incêndio bizarro que fez o lago pegar fogo. Seu relatório explicou como o “fluxo contínuo de esgoto não tratado e efluentes” estavam produzindo essa espuma quando sob ação de chuvas fortes e ventos. E ele descreveu que algo pequeno como um cigarro aceso jogado no lago poderia fazer a espuma pegar fogo.

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Infelizmente, as autoridades locais não demonstram muito interesse em resolver o problema. Com a população crescendo a taxas impressionantes, (quase duplicando para 10 milhões nas últimas duas décadas), as agências locais não têm sido capazes de gerir a poluição que veio junto com o crescimento populacional.

“Durante os últimos quatro décadas, estamos pagando o preço do descaso.” – Diz Ramachandra.

Bangalore, uma vez aclamada como a “Cidade dos Mil Lagos”, está agora sendo chamada “uma terra de mil esgotos”. E como desgraça pouca é bobagem, o lago Bellandur  encontra-se no extremo sul de uma cadeia de lagos. Ele recebe cerca de 130 milhões de litros de esgoto não tratado ou parcialmente tratado de casas e indústrias por toda a cidade, por dia!

A espuma no lago nesta monção foi considerada mais espessa e mais fedorenta que nos anos anteriores. Quando os ventos sopraram a espuma para as ruas, obstruindo a visibilidade e o fluxo de tráfego isso provocou bolsões de caos na cidade.

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A espuma também está afetando a saúde das pessoas que entram em contato com ela. Quando Ramachandra e seus alunos do Instituto Indiano de Ciências, foram à campo para colher amostras de espuma, eles ficaram com erupções cutâneas graves. Os moradores que vivem perto relata dores de cabeça, tontura e doenças do estômago – doenças que podem ser rastreadas até as águas poluídas do lago.

fonte

A espuma de poluição da Índia que é tão tóxica que pode até pegar fogo

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5 ideias sobre “A espuma de poluição da Índia que é tão tóxica que pode até pegar fogo

  • 9 de outubro de 2015 em 14:21
    Permalink

    Desgraça pouco é bobagem! Se existe um povo nogento são “esses” indianos. Acho que só ficam atráz dos chineses, por que os coreanos também ganham de goleada!

    Resposta
  • 9 de outubro de 2015 em 21:44
    Permalink

    Philipe, o que você acha que pode ter acontecido com o silicone? Catalisador vencido, pouca quantidade? E pra limpar o original, como fez?

    Resposta
    • 11 de outubro de 2015 em 21:08
      Permalink

      Cara ainda não sei. Nunca vi essa consistência. Ja vi catalizador não funcionar, mas fazer o silicone virar um pudim ao invés de borracha foi primeira vez em mais de vinte anos que mecho nessa porra. A sensação é de uma contaminação quimica, que é bem comum de ocorrer na linha de slicone de cura à base de platina. Só que o RTV é à base de estanho, de modo que isso não faz sentido. Mais estranho ainda é que:
      1- o silicone não era velho
      2- O catalizador era novo também
      3- O silicone foi bem misturado antes de ser catalizado
      4- Depois comprei outro balde do MESMO LOTE e fabricante e o seguinte funcionou.
      Para revazer o molde eu esperei um tempo até que o silicone estranho firmasse um pouco e cortei um lado do molde com a faca. Felizmente o desmondante funcionou bem e ele descolou do outro lado sem problemas. Daí foi só derramar e refazer a metade da forma. Mas fica o registro de uma ocorrência gump.

      Resposta

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