Um Desaparecimento Misterioso na Base Aérea

Desaparecimento de U-Tapao: O Mistério que Persegue um Oficial da Força Aérea dos EUA

O desaparecimento misterioso de um soldado na frente de outro é um dos casos mais intrigantes que você vai ler hoje:

O desaparecimento misterioso de um oficial da Força Aérea

“Eu ainda não consigo explicar até hoje,” começa Thomas W., um oficial da Força Aérea dos Estados Unidos que esteve de serviço de 1968 a 1976.

“Ainda me arrepia pensar nisso 47 anos depois.”

Em 1970, Thomas estava destacado na Base Aérea Real Tailandesa de U-Tapao, no Golfo da Tailândia. Ele morava com mais de 150 outros soldados em um alojamento de três andares.

“O alojamento corria na direção leste e oeste,” ele lembra, “com um longo corredor percorrendo o comprimento da sala. Na extremidade oeste do corredor estava a porta dos banheiros. Na extremidade leste, a saída do alojamento.”

A passagem que dividia a sala parecia ter o comprimento de um campo de futebol, e Thomas tem memórias vívidas sobre o constante barulho criado por centenas de homens vivendo em espaços tão apertados. O alojamento estava agitado do nascer ao pôr do sol, com homens entrando e saindo a todas as horas da noite.

“Havia pessoas bebendo e jogando cartas, rádios tocando sem parar, faxineiros limpando e portas de armários abrindo e batendo. Apenas um barulho constante. Alguns dos rapazes tentavam ter um pouco de privacidade organizando armários em cubículos para dois ou quatro homens. Não havia portas para a câmara improvisada, mas dava pelo menos uma sensação de privacidade aos soldados.”

Numa manhã específica, Thomas voltou ao alojamento de uma consulta com o dentista por volta das 9h. Sua cama ficava na extremidade oeste da sala, e depois de atravessar a sala para pegar sua mochila, ele chegou cerca de um terço do caminho de volta em direção à saída.

“Eu olhei para um cubículo aleatório e vi um dos homens da minha unidade sentado em uma cadeira fumando um cigarro. Chamar-nos de amigos seria exagero, mas eu o via frequentemente no trabalho e ocasionalmente conversava com ele.”

Thomas lembra que o soldado não estava vestido com as fardas típicas, mas sim com um dos uniformes cáqui, camisas de algodão de manga curta e calças conhecidas como 1505, destinadas aos soldados da Força Aérea durante esse período.

“Ele está sentado em uma cadeira, vestindo o uniforme 1505 e tragando um cigarro, com uma bolsa de viagem ao pé. Eu parei e perguntei como ele estava, e ele disse, ‘Estou indo bem agora, mas eles vão me levar hoje.'”

No meio da conversa, Thomas percebeu um som que não ouvia há meses. Eram os sons incomuns do silêncio. O alojamento estava totalmente silencioso.

“Não havia outros soldados na baía, nenhum movimento, nenhum barulho, nenhum rádio, nenhuma pessoa. Éramos apenas nós dois.”

Thomas respondeu que não sabia que o tempo de serviço de seu colega havia acabado. O soldado respondeu:

“Bem, na verdade, não acabou, ainda tenho alguns meses pela frente. Mas meu tempo acabou.”

Confuso, Thomas desejou boa sorte ao companheiro e recuou em direção à saída. Ao se aproximar da porta, ele percebeu que havia esquecido seu crachá de área restrita de volta no seu armário. Ele voltou rapidamente para pegar o crachá, e no caminho de volta, percebeu que o colega militar havia desaparecido. Era como se tivesse se dissolvido no ar.

“Ele tinha sumido. Ele e sua bolsa. Nada restava para mostrar que ele estava lá, exceto um cigarro ainda queimando em um cinzeiro apoiado no braço da cadeira.”

O soldado não teria tempo de chegar até o final do corredor para sair sem que Thomas o visse, e os dois teriam se cruzado se ele tivesse ido em direção aos banheiros. Nâo havia mais lugar para onde ir.

“Lembro-me claramente de ficar olhando para a fumaça subindo do cigarro, e um arrepio súbito percorreu meu corpo.”

Thomas nunca mais viu o soldado.

“Até hoje eu ainda não consigo encontrar uma explicação.”

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Philipe Kling David
Philipe Kling Davidhttps://www.philipekling.com
Artista, escritor, formado em Psicologia e interessado em assuntos estranhos e curiosos.

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