Como se comunicar com aliens

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Claro que preciso fazer um parêntesis aqui para dizer que esse estudo pode – ou não – se tratar de uma obra ficcional. E claro, ele parte de uma série de pressupostos básicos, onde:

  • Aliens existem
  • Aliens conseguem vir até nosso planeta
  • Aliens tem interesse em comunicar-se com humanos
  • Aliens tem uma estrutura de pensamento compatível com a nossa ao ponto de haver compatibilidade linguística em algum grau

Claro que todos esses pressupostos básicos podem estar em algum grau equivocados ou completamente errados. Dessa forma, torna-se um exercício de criatividade conceder uma “licença poética” para desfrutar das elocubrações do autor.

Antes de passar ao link propriamente dito, é importante dizer que este não é um texto -pelo menos não me parece ao nível de profundidade de minha pesquisa inicial para este post – cínico. Trata-se de um homem que acredita realmente que tem um contato direto com um ser de outro planeta, físico, completamente similar a um humano, de modo que este ser passa despercebido de qualquer um. Essa “pessoa” cósmica, teria dado a ele uma série de informações importantes sobre o mundo, mas como a área do cara é a linguagem, ele centrou seus estudos na compreensão semiótica da comunicação entre espécies assemelhadas mas com origens distintas.

Eu descobri este texto através da indicação de uma amiga. Logo que li “contatado”, já quis descartar logo, afinal, eu não nego, tenho preconceito com pessoas contatadas e acho ainda mais detestável as que se dizem contatadas. Mas isso é um erro e uma postura anti-investigativa da minha parte. Por mais que a grande massa das pessoas que se dizem contatadas sejam na verdade delirantes, pessoas com problemas mentais em busca de atenção e /ou malandros querendo fundar sociedades  alternativas ou mesmo seitas fundamentando-se como líder “escolhido” dos deuses, anjos (ou aliens, que no caso, estão circunscritos ao mesmo arquétipo de nosso inconsciente coletivo) se eu partir do princípio que haja uma espécie não humana inteligente em ação aqui, e se essa espécie estabelece uma relação -seja ela qual for – de contato com um nativo terreno, isso tornará essa pessoa uma contatada querendo ela ou não.

Ainda assim, se eu não posso provar que essas histórias de contatados são uma falácia, seria estupidez virar as costas para o que essas pessoas tem a dizer sem ao menos considerar sua validade. Ouvir não significa acreditar. O pesquisador, -pelo menos num plano idealizado – deveria ouvir como um delegado escuta um depoimento num inquérito. Ele não sabe qual a verdade. E por isso se cerca de versões. Não raro, todas as versões são falsas. Mas para o investigador policial, até mesmo versões falsas podem fazer avançar uma investigação.

Deixando o lero-lero de lado e partindo para as vias de fato, temos aqui o caso de um homem distinto, um professor, autor e personalidade conhecida e respeitada em Portugal, ao ponto de ter até verbete na wikipedia sobre ele.

Pedro Barbosa (Porto, 1948) é um escritor, professor e pesquisador português.

É conhecido sobretudo por seu trabalho de criação e teorização na área da literatura eletrônica e ciberliteratura. Licenciado em Filologia e Literaturas Modernas (Universidade de Coimbra), mestre em Estética Informacional (Universidade de Estrasburgo) e doutor em Ciências da Comunicação (Universidade de Lisboa). Lecionou e fez investigação em Portugal, França, Itália e Brasil. Fundou em 1996 o CETIC, Centro de Estudos de Texto Informático e Ciberliteratura na Universidade Fernando Pessoa, e integra ainda como investigador os seguintes Centros: Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (CECL) da Universidade Nova de Lisboa, Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência (CTEC) na UFP, Núcleo de Pesquisas em Hipermídia (NuPH) na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Brasil) e o Centre de Recherches sur les Textes Électroniques Littéraires (CERTEL), na Universidade de Artois (França).

Não é o “Zé das couves” que bebe pinga na esquina. O fato de ser um acadêmico, e imagino, alguém com talvez mais a perder do que a ganhar com a existência de sua amiga alienígena, metamorfa, de uma espécie chamada Antariana, deixa a coisa mais interessante e atrativa.

Dito isso, veja aqui o PDF  Comunicação com Seres Alienígenas: uma abordagem exo-semiótica

Como se comunicar com aliens

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