Se eu te perguntar quem é o criador do ursinho Pooh, que ilustra meigamente nosso post, você com 99% de chance dirá:
Walt Disney
Afinal, Disney era mesmo genial. Um cara capaz de criar o Mickey mouse, o Pateta, o Pato Donald, Pluto e tantos outros personagens tem que ter a nossa admiração. Minha admiração pessoal por Walt está mais em sua habilidade de fabricar um império com um rato do que na sua habilidade como desenhista.
O problema é que: Walt não criou Pooh.
O ursinho Pooh, na verdade Winnie the Pooh, é o nome de um personagem de histórias infantis, escrito por A. A. Milne.
A história do ursinho odiado por seu criador e como ele chegou no ponto de render UM BILHÃO DE DÓLARES POR ANO para a Disney – tanto quanto o Mickey! – com a venda de bichinhos de pelúcia, fitas de video, livrinhos, camisetas, canecas, bonés e quinquilharias mil é interessante.
O Ursinho Puff – nome que tinha antes da política global da Disney de uniformizar o nome do personagem em todos os países, passando para Pooh começa quando Milne, sentado em sua poltrona observa o filho Cristopher Robin brincando com seu ursinho de pelúcia. Esta cena aqui:
Milne sente-se inspirado e na mesa de café escreve o poema “Vespers”. Milne mostrou então o poema para sua esposa e ela gostou muito. Milne não ligou tanto para o que acabara de fazer, mas a sua esposa Daphne, vendo no poema algo tocante, tentou vendê-lo para a revista Vanity Fair. Milne não achava que o poema seria vendido e até disse para Daphne que se ela conseguisse vendê-lo poderia ficar com a grana pra ela.
O poema foi vendido de imediato, e obteve sucesso inesperado. Em pouco tempo, outras revistas enviaram cartas solicitando a Milne que escrevesse mais poemas infantis.
Milne mandou ver, afinal, quem não gosta de dinheiro? Os poemas de Milne giravam sobre Christopher Robin e seu ursinho. O nome original do bicho era Edward Bear ( o nome certo do ursinho Teddy, que é o sinônimo de urso de pelúcia em inglês).
Momento cultura inútil:
O urso de pelúcia chama-se ursinho Teddy porque durante uma caçada o então presidente dos Estados Unidos, Teddy Turner recusou-se a matar um urso. Desde então, uma empresa de brinquedos começou a fabricar um urso com o nome do presidente. O brinquedo ficou famoso e o nome Teddy bear “pegou”.
Embora o nome inicial do bichinho fosse Edward Bear, Milne mudou o nome para Winnie, em homenagem a um urso que havia chegado de Winnipeg no Canadá para o Zoológico de Londres.
Em 1924 os poemas foram finalmente publicados na forma de um livro chamado When We Were very Young tornando-se um best seller. O êxito fez com que Milne publicasse mais um livro de contos, desta vez, intitulado Winnie The Pooh, em 1926.
O livro vendeu mais de 150 mil cópias antes do fim do ano só nos Estados Unidos. O livro estava sendo tão bem sucedido que o sucesso – é intrigante este tipo de coisa, veja só – começou a incomodar Milne.
Quando Milne se deu conta de que o Ursinho abobadinho estava ganhando proporções grandes demais, Milne resolveu eliminá-lo em seu último livro chamado The House at pooh Corner. Na últiam cena do livro, Milne faz Chris Robin explicar ao ursinho que estava crescendo e que não voltaria a brincar com ele.
Claro que isso não funcionou e só fez aumentar as vendas do Pooh.
Alan Milne escreveu posteriormente peças, ensaios e até romances, mas nuinca conseguiu livrar-se do ursinho, que se colou a ele como que com Superbonder.
Milne passou a detestar sua criação. Seu filho, o verdadeiro Christopher Robin, também se ressentia do sucesso de seu alter ego. Durante toda sua vida seus colegas de escola o perturbaram sem piedade por ser o parceiro do Ursinho Puff.
Colégio é fogo, vocês sabem. Basta se destacar em alguma coisa pra apanhar do brutamontes e ser considerado um pária.
O garoto Chistopher tomou tamanho ódio do Urso e seus poemas que só aceitou o dinheiro dos direitos autorais do pai depois que este morreu porque sua filha, Clare, nasceu com retardamento mental, e precisaria do dinheiro dos livros para se sustentar depois que ele morresse.
O primeiro negócio envolvendo Pooh se deu em 1930 quando ainda vivo, A. A. Milne vendeu para o agente literário Stephen Slesinger os direitos de imagem e licenciamento de Pooh e sua turma nos Estados Unidos e Canadá por mil dólares inteirinhos.
Que fortuna, né?
Dois anos depois, o autor também cedeu para o agente, por nenhum custo adicional, os direitos sobre performances usando seus personagens em rádio, televisão e qualquer outro meio de reprodução que viesse a ser criado no futuro; Milne e sua família ganhariam dois terços desses rendimentos, e Slesinger ficaria com o resto.
Não chega a surpreender então que Roy Disney, irmão de Walt, tenha ficado furioso quando, ao abordar Milne em 1937 com a intenção de fazer filmes animados com seus personagens, descobriu que eles já tinham outro dono. Desde o começo o Reino Encantado já compreendia a quantidade de dinheiro que poderia ser feita vendendo produtos estampados com seus personagens, e conseqüentemente não tinha a menor intenção de investir numa figura cujos lucros iriam para outrem. Stephen Slesinger queria que os lucros de merchandising fossem repartidos meio a meio com a Disney, o que esta considerou inconcebível. As negociações se estenderam até 1961, quando A. A. Milne e Stephen Slesinger já tinham morrido, e a esposa de Slesinger, Shirley, fechou um acordo no qual ela receberia 4% dos lucros, a família de Milne, 2,5%, e Disney ficaria com o resto.
Em 1966 o primeiro filme de Winnie the Pooh, Winnie the Pooh and the Honey Tree, com 25 minutos, foi lançado. O segundo, Winnie the Pooh and the Blustery Day, saiu pouco depois. Se já eram populares antes, depois de entrarem no mundo da animação esses personagens tornaram-se uma coqueluche. A alegria de crianças e adultos do mundo inteiro, no entanto, haveria de ser a dor de cabeça de seus produtores.
Em 1980 a filha de Stephen e Shirley Slesinger, Pati, reclamou com a Disney querendo receber porcentagens sobre os lucros com a venda de bichos de pelúcia, brinquedos e revistinhas feitas com Puff, que não estavam previstos no contrato de 1961. O conflito durou até 1983, quando a Disney pagou 1,1 milhão de dólares à Stephen Slesinger Inc. para resolver a questão e reformular o contrato. Nele, a porcentagem que cabia aos Slesingers foi reduzida a 2%. Mas esta paz durou pouco.
Nos anos 80 a venda de fitas de vídeo cresceu espantosamente, de US$ 396 milhões por ano para US$8,3 bilhões. As fitas do Puff viviam na lista dos mais vendidos. A Disney pagou por algum tempo às Slesingers o dinheiro sobre os vídeos, depois parou. Disse que não devia nada às duas e que os pagamentos iniciais haviam sido um engano. Elas reclamaram, eles disseram que não, e assim começou uma luta judicial que já dura onze anos.
Caso as duas ganhem o processo, a Disney terá que pagar mais de US$ 1 bilhão sobre o valor bruto de mercadorias vendidas desde 1983. Obviamente Mickey não quer pagar isso, e usa todas as artimanhas possíveis para tentar evitá-lo. Logo no começo do processo, Pati Slesinger afirmou que Vince Jefferds, o executivo que assinou o novo contrato em 1983, tinha afirmado numa carta que concordava que deveria pagar uma porcentagem sobre todos os produtos com a cara do Puff. Mas ninguém sabia onde o tal contrato estava, e Jefferds já havia morrido, portanto não podia confirmar nem desmentir o fato. Muito suspeito da parte de Pati, com certeza. Em 1999, no entanto, a Disney revelou que havia queimado quarenta caixas de papéis pessoais de Jefferds três anos depois que o processo começou, mas não havia nada relevante lá. O tiro saiu pela culatra: depois de saber disso, o juiz proibiu que se coloque em dúvida as afirmações de Pati sobre as cartas de Jefferds.
Preocupado, agora o Reino Encantado está tentando vencer por outro lado.
Agora vem a pooh-taria:
Em novembro de 2006 a Disney entrou com um processo no qual o último descendente de A. A. Milne quer desfazer o contrato que o autor fez com Slesinger e recuperar os direitos sobre Pooh.
Só que o último descendente é Clare, a filha de Christopher Robin, que, como está escrito alguns parágrafos acima, tem paralisia cerebral. Depois de recuperar os direitos, ela os venderia à companhia por uma quantia não revelada. Tudo indica que ela não entende muito bem o que está acontecendo e não consegue diferenciar US$ 1 mil de US$ 1 milhão. O caso continua rolando, e não deve acabar tão cedo. Até lá, as crianças continuarão comendo tranqüilamente seus McLanches Felizes com a cara de Winnie the Pooh na caixinha, a maioria sem sequer imaginar que existe um livro que originou tudo isso. E mais e mais dinheiro vai rolar para os cofres da Disney. Leitão, o Filme, deve sair daqui a alguns meses.
Mas até aqui não havia ainda (que eu me lembre) uma história sobre um cientista e seu invento que o levou diretamente ao que seria o “povo lagarto do interior da Terra”. – Não confunda com os Reptilianos, que é outra parada.
Tudo começou em 1933, quando o engenheiro de minas George Warren Shufelt , de Los Angeles, Califórnia, EUA, afirmou que havia inventado um “novo dispositivo revolucionário” para explorar depósitos subterrâneos de petróleo, ouro e outros recursos valiosos. Parecia uma maquina interessante com enorme potencial para deixá-lo multibilionário. Ocorre que o engenho não só achava ouro e commodities importantes e valiosas, como podia detectar “vazios subterrâneos” similares a sistemas de cavernas.
George Warren Shufelt – O homem e sua criação
George chamou essa coisa de “máquina de raios X”, embora parecesse um pêndulo suspenso por um fio de cobre em uma caixa de vidro cilíndrica colocada em uma caixa preta em três suportes. Tudo indica que era mais como uma ferramenta de radiestesia aprimorada.
Schufelt disse que sua máquina poderia usar “raios-X” para analisar as propriedades químicas, elétricas e físicas da matéria em grandes profundidades, até vários quilômetros. Para isso, foi usado um certo processo misterioso, cujos detalhes Schufelt realmente não explicou a ninguém, possivelmente com medo que lhe roubassem a ideia, mas garantiu que este era um “princípio científico recentemente descoberto”.
Parece papo de 171, eu sei. Mas vamos em frente.
Shufelt então começou a usar seu misterioso dispositivo em Los Angeles em busca de ouro e outros materiais valiosos. Um dia, quando ele estava trabalhando bem no centro da cidade, seu aparelho forneceu dados mostrando que havia, sob seus pés, um extenso sistema de túneis subterrâneos.
Schufelt disse que esses túneis sinuosos pareciam descer do topo do Monte Washington e supostamente passariam sob a Baía de Santa Monica (adendo curioso: Esta é justamente a região onde estão surgindo os relatos oficiais do Pentágono com os UAPI) – E segundo a análise do equipamento, Shufelt observou que não eram apenas passagens cavadas no chão. Shufelt assegurou que se tratava de um labirinto competente e estruturado, criado com salas e câmaras de vários tamanhos.
A rede de tuneis e câmaras parecia se estender de maneira totalmente não natural, e era de uma escala tão grande que, segundo as estimativas de Schufelt, pelo menos 5 mil pessoas poderiam facilmente ser acomodadas ali. Mas… Por que?
Ainda mais surpreendentes foram suas palavras de que não apenas havia detectado vazios, perturbadores, mas também grandes reservas de ouro estavam sendo acusadas pela maquina, o que indicava que muito ouro ou um metal similar, estariam armazenados em salas e túneis subterrâneos. Logo Shufelt fez inúmeras incursões a campo levando seu dispositivos de um lado para outro, ao ponto de que que finalmente, após exaustivas varreduras, gerou um mapa aproximado desta “cidade” subterrânea.
“Percebi que estava acima de um labirinto de túneis e observei o curso desses túneis, a localização das grandes salas espalhadas ao longo da rota do túnel e a localização dos depósitos de ouro. Mas não consegui entender o significado disso. Minhas fotos de “raio-X” dos túneis e salas, que são vazios subterrâneos, e fotos douradas com ângulos, lados e extremidades perfeitos, são uma prova científica de sua existência.”
Em busca de mais respostas para a rede misteriosa de tuneis, Shufelt foi até um antigo chefe dos índios Hopi locais, conhecido como Chefe Little Greenleaf, que parecia estar bem ciente do antigo sistema de túneis que existia na área e lhe contou uma lenda bastante bizarra:
De acordo com Little Greenleaf, milhares de anos atrás, uma raça de pessoas viveu na área onde hoje está Los Angeles, eles eram os ancestrais dos índios maias, a quem ele chamou de “O Povo Lagarto”, porque eles adoravam lagartos como um símbolo de vida longa. Essa civilização supostamente extinta, era extremamente avançada tecnologicamente e intelectualmente muito além de seu tempo, possuía muitas invenções e mecanismos, além de muito ouro.
Segundo as lendas dos índios, o povo lagarto enfrentou seu fim quando uma enorme chuva de meteoros caiu sobre eles, cerca de 5.000 anos atrás.
Poucos sobreviveram a essa catástrofe e foram salvos apenas recuando para abrigos subterrâneos. Eles então construíram uma cidade inteira no subsolo, trabalhando a pedra com uma misteriosa solução química que poderia amolecer a rocha, quase que como se a derretesse. E eles reforçaram os túneis e as salas com um material desconhecido mas que o índio acredita que seja uma versão do concreto.
Muitos quartos foram criados como depósitos, mas ainda mais como depósitos de ouro. O “Povo Lagarto” estava com tanto medo de voltar à superfície que construíram mais duas cidades no subsolo – uma estava na área do Monte Shasta, na Califórnia (agora um local de grande atividade de OVNIs), e a localização da segunda ainda é desconhecida. Esta cidade desconhecida foi a maior das três e se tornou o centro de uma civilização subterrânea.
Nos túneis abaixo de Los Angeles, Schufelt também descobriu o que chamou de “A Sala das Chaves”, que, segundo as lendas Hopi, continha 37 enormes placas de ouro que continham registros completos das origens da raça humana.
“Meu rádio de raios-X revelou a localização de uma das três cidades perdidas na costa do Pacífico. A cidade local foi desenterrada pelo Povo Lagarto após uma grande catástrofe que ocorreu há cerca de 5.000 anos. Essa catástrofe lendária foi na forma de uma enorme língua de fogo que saiu do sudoeste, destruindo toda a vida em seu caminho, e tinha várias centenas de quilômetros de largura.
Shufelt acreditava fortemente que essa cidade foi escavada no subsolo para evitar futuros incêndios. Em grandes salas nas cúpulas das colinas acima da cidade dos labirintos, 1000 famílias teriam sido alojadas, e estoques imperecíveis de várias ervas foram armazenados para fornecer alimento para o povo por muito tempo.
O engenheiro então começou a fazer planos para começar a escavar a cidade subterrânea. Ele conseguiu permissão do conselho de revisão do condado para perfurar o solo até 300 metros de profundidade e, em fevereiro de 1934, iniciou as escavações em um terreno baldio na North Hill Street, logo acima de onde o equipamento mostrava que estava localizado um grande “cofre de ouro“.
Shufelt argumentou que seu trato deixava claro que quando o tesouro fosse encontrado, as autoridades da cidade poderiam receber a metade do achado. Não é preciso dizer que logo a notícia vazou e a mídia espalhou com entusiasmo suas histórias sobre o ouro de uma civilização extinta, e o local da escavação logo se transformou em um verdadeiro “circo” com grandes multidões de pessoas observando os trabalhadores.
Por vários dias, os homens cavaram o solo, mas quando o trabalho atingiu a profundidade de 91 metros eles se viram com um problema: Encontraram abundantes camadas de lodo das águas subterrâneas, e isso atrapalhou terrivelmente a prospecção, uma vez que o buraco cavado estava em permanente risco de colapso.
Com uma estrutura de escavação ficando cada vez mais complexa e cara (isso me lembra muito as escavações na ilha do tesouro em Oak Island) , o trabalho gradualmente minou toda a verba e força de vontade de Shufelt. O trabalho diminuiu e o ouro nunca foi visto. O interesse do público e da imprensa diminuiu rápido e então Shufelt ficou sem dinheiro para continuar as escavações. Nos anos seguintes, nada mudou, Shufelt caiu na obscuridade e, em 1957, ao que parece, morreu na pobreza.
Sua misteriosa “máquina de raios-X” desapareceu em algum lugar e até hoje não foi encontrada.
A história de uma civilização primitiva escavando túneis e escondendo muito ouro lá me lembra bastante as histórias do Padre Crespi.
Uma caverna repleta de tesouros incríveis
O Museu do Padre Crespi tem sua origem em meados da década de 1920, quando um padre salesiano vindo de Turim (Itália) percorreu longos trechos de alguns rios equatorianos, como Yaupi, Morona e Mansceriche a fim de catequizar os índios dessas regiões. Como era extremamente bondoso e caridoso, o padre Crespi recebi diversos “presentes” desses índios. Entre os presentes havia objetos de ouro maciço. O padre que era caridoso mas não era burro, logo quis saber a origem daquilo. Os índios admitiram que os retiravam das centenas de cavernas da região.
Esses presentes se mostraram mais ricos e misteriosos do que se imaginava e logo chegariam mais: placas de ouro ou de prata com inscrições misteriosas, com imagens de elefantes, pirâmides, símbolos que parecem egípcios, babilônios, seres fantásticos etc.
Padre Crespi segurando uma placa de ouro coberta de ideogramas desconhecidos.Uma das esculturas que mais chama a atenção é este ser alado, que é a exata representação de uma divindade da Mesopotâmia.Eram placas de ouro de diversos tamanhos.
Essas impressionantes relíquias foram acumuladas nos porões da igreja coordenada pelo padre Crespi, mas infelizmente a maior parte delas já foi roubada ou os próprios índios trataram de oculta-las novamente a fim de impedir que essas placas de valor incalculável chegassem a mãos inescrupulosas. Segundo relatos dos estudiosos que viram as peças de Crespi, tratava-se na verdade de uma verdadeira biblioteca na forma de placas de ouro e prata que contava a história (conhecida e desconhecida) da raça humana.
Expedição nos moldes do Indiana Jones
De acordo com investigações anteriores feitas pela Ancient Origins , em 1960, Crespi já havia acumulado mais de 50.000 peças. Assim, pediu ao Vaticano permissão para criar um “museu” como parte da missão salesiana, o que foi concedido (claro, hehe). No entanto, o museu de Crespi não era muito mais do que um armazém em ruínas, desprovido de qualquer tipo de disciplina científica no que diz respeito à categorização ou exposição de objetos. Além disso, por negligência ou por outros motivos, o armazém de artefatos sofreu dois incêndios devastadores e suspeitos, um em 1962 e outro em 1974. Glen Chapman, investigador de Tayos Caves, atribui esses incêndios a criminosos. De acordo com outras fontes, muitos artefatos foram roubados da instalação de armazenamento mal curada.
Então os rumores da investigação desses tesouros parece apontar que muita coisa foi roubada e muita coisa foi deliberadamente levada para o Vaticano. Provar isso, obviamente é bem mais difícil que falar, como sabemos.
Mas o que sabemos é que DE FATO, concretamente, os índios Jivaro (que são aqueles que encolhem as cabeças dos inimigos) venderam muita coisa para pessoas que apareceram lá procurando artefatos. Até teve gente que morreu assassinada procurando pela caverna guardada pelos índios. O Governo do Equador conseguiu algumas poucas peças que são evidências do tesouro, como placas de ouro com ligas de cobre:
Fragmento de liga de ouro e cobre – Museu Jacinto Jijón y Caamaño – Pontifícia Universidade Católica do Equador (PUCE).
Há dúvidas se Crespi entrou nas cavernas de Tayos, embora várias fontes sugiram que ele localizou uma das entradas enquanto filmava seu documentário em 1927. (o tal documentário, dizem, era uma artimanha para localizar a fonte do tesouro e informar ao Vaticano. Parece uma possibilidade concreta, pelo menos mais concreta que um padre velhinho resolvendo “virar cineasta nos 45 do segundo tempo”, certo?)
De qualquer maneira parece uma verdade irrefutável que Crespi “colecionou” valiosos artefatos arqueológicos, e que muitos deles esses artefatos foram saqueados de túmulos indígenas regionais e outros repositórios. Neste momento, é impossível determinar quantos desses artefatos eram feitos de ouro e outros metais preciosos.
Obviamente que não fiaria por isso mesmo e logo surgiriam pelo menos três grandes expedições para procurar esse tesouro na rede de cavernas de Tayos. Uma delas, a mais famosa, talvez, tenha sido a de Stanley Hall, que foi um explorador britânico que organizou a famosa expedição britânico-equatoriana de 1975 que incluiu o astronauta Neil Armstrong.
Aqui a história vai ficando cada vez mais estranha e confusa. Embora a expedição com o mais famoso astronauta da História supostamente não tenha dado em nada, há rumores que na realidade deu. E muito. Algumas das pessoas escolhidas a dedo para a tal “aventura” estavam intimamente ligadas a grupos de mineradoras multinacionais. Fazia sentido, uma vez que se havia muito ouro e itens esculpidos por indígenas, a logica é que deveria haver uma jazida em algum lugar. E segundo esse telex de um membro da expedição, tinha. Um volume colossal.
Cabo TELEX datado de 4 de novembro de 1962 enviado ao Stanley Hall por Juan Móricz. Crédito da foto: Stanley Hall.
Então, vieram novas expedições na área, sendo uma delas, foi solicitada a presença ilustre de ninguém menos que o PRESEIDENTE do país.
Goyén relata, via Aguirre (p. 90), que durante o período de 1968, Móricz sugeriu que os dois companheiros exploradores retornassem a Quito para preparar “uma reclamação oficial para os objetos nas cavernas, e que providenciassem um helicóptero , convidam o presidente junto com uma escolta militar (porque o presidente tem seu próprio helicóptero), e depois retornar à caverna e desvendar seu conteúdo.”
Novamente seguindo Aguirre, durante a expedição militar de 1969, Móricz e Goyén encontram figuras humanas feitas de ouro maciço. Goyén faz uma estimativa improvisada de que cada estatueta pesa entre 100 e 400 kg (220,46-440,92 lbs). Quanto aos veios de ouro, eles encontram o ouro em folhas empilhadas umas sobre as outras como se fossem livros . Cada folha mede 30 por 40 cm (11,81-15,75 polegadas) de largura e 0,2 mm de profundidade. Goyén estima que existam 3.000 dessas veias de ouro. Existem, além disso, outros veios isolados, talvez às centenas ou mesmo aos milhares. Segundo o coronel argentino Carlos María Zavallas, Móricz e Goyén decidem enviar algumas dessas folhas de ouro para Buenos Aires.
É curioso que haja tanta história sobre estatuas de ouro maciço, folhas enormes de ouro e tudo mais, e a expedição com Neil Armstrong, armada como uma grande presepada midiática por Erich von Däniken não tenha trazido nenhum ouro concreto.
Aliás, a história é confusa e muita gente nem gosta de falar disso, justamente porque Erich von Däniken afirmou em O ouro dos deuses (1972) conter uma vasta biblioteca de livros de metal inscritos com os escritos de uma civilização alienígena. Von Däniken afirmou em Goldter visitado pessoalmente esta biblioteca de metal, mas foi forçado a admitir que havia fabricado seu relato da caverna depois que seu suposto descobridor, Juan Moricz, afirmou que nunca havia levado von Däniken para a caverna. Ou seja cascata ufófila de sempre pra vender livro, mas que continua aí, fazendo a cabeça da galera lá do programa History, o “Alieígenas do Passado” .
De volta as cavernas do povo lagarto
De volta a história da investigação da caverna do tal povo lagarto, nunca efetivamente se provou grandes coisas, muito embora, uma ou outra coisa estranha veio surgindo com o tempo em cavernas nos EUA.
Em 1982, acidentalmente, Russell Burrows descobriu em cavernas perto do rio Little Wabash, estranhas relíquias, como placas de pedra e de ouro. O estranho de tudo é que nessas placas há inscrições e desenhos – pasme – egípcios:
Segundo relatos, foi retirada dessas cavernas uma quantidade de ouro que equivaleria a cerca de US$ 15 milhões. Será que os egípcios mantinham contatos com os nativos americanos num período em que o Novo e o Velho Mundos se conectavam?
Haveria alguma conexão dessa descoberta de Russel Burrows e o tal ouro dos homens lagarto? Talvez nunca saibamos ao certo, uma vez que as escavações em Los Angeles pararam em 90 metros (segundo alguns 70) enquanto “especialistas” alegaram que a escavação precisava chegar aos 300 metros de profundidade. O mais triste é imaginar um “E se?” esse cara estivesse certo?
Uma hipótese bastante plausível para o caso de George Warren Shufelt é que tudo poderia ter sido um simples golpe. Nos campos das invenções alternativas se vê muito de um tipo de golpe específico que consiste em algum cientista obscuro inventar algo incrível em seu quintal, algo que revolucionaria o mundo e que o deixaria podre de milionário (como o tal carro movido a água, o moto continuo a energia de ponto zero e etc.) e então esse cientista não busca a patente. Não, porque segundo ele, vão negar essa patente porque interesses poderosos se apoderaram dos sistemas de registro de inovações em odo o mundo e há toda uma conspiração arraigada no projeto que impedirá – quiçá com atentados deliberados – impedir o registro da patente, e é por isso que esses cientistas de barracão ou garagem buscam investidores de alto risco para apoiar suas alegações. Foi assim com o cara da pílula da gasolina, lembra?
Então o que esses “associados” fazem é tentar encontrar alguém que seja suficientemente endinheirado e suficientemente inocente para dar crédito às alegações baseado apenas em sua observação falha (afinal nós somos enganados diariamente em shows de mágica) e acreditado piamente no fantástico, se lance investindo mundos e fundos para financiar o inventor. Em algum momento, é claro que a história se resumirá a casa cair, mas até lá, o grupo de associados terá drenado altas somas para apresentar o invento e criar versões cada vez mais aperfeiçoadas, que acabarão desaparecendo, serão roubadas ou sabotadas. E no fim, todos somem, e fica apenas o mistério, as alegações, as teorias da conspiração e um gosto amargo na boca, enquanto nossa mente sempre volta para um mesmo pensamento:
…”E se?”
…com uma misteriosa solução química que poderia amolecer a rocha, quase que como se a derretesse.
Tem uma lenda parecida aqui na américa do sul sobre isso.
Sobre o “cientista”, como ele pode ter criado tanta história e fatos com apenas uma aparelho de “raio x” ?
Sim, se não me engano eu falei dessa lenda num post da cidade perdida. Aquela Tatunca Nara contava que os índios descobriram isso com uma ave que fazia ninho em paredão rochoso. A ave pegava uma certa folha de planta com o bico, voava e esfregava as folhas na pedra depois bicava no mesmo lugar e ia escavando a pedra.
…com uma misteriosa solução química que poderia amolecer a rocha, quase que como se a derretesse.
Tem uma lenda parecida aqui na américa do sul sobre isso.
Sobre o “cientista”, como ele pode ter criado tanta história e fatos com apenas uma aparelho de “raio x” ?
Sim, se não me engano eu falei dessa lenda num post da cidade perdida. Aquela Tatunca Nara contava que os índios descobriram isso com uma ave que fazia ninho em paredão rochoso. A ave pegava uma certa folha de planta com o bico, voava e esfregava as folhas na pedra depois bicava no mesmo lugar e ia escavando a pedra.
Por falar em maquina estranha, algum veridito sobre o keppe motor?