O próximo boneco do Mundo Gump

O próximo boneco do Mundo Gump

Hoje acordei com vontade de esculpir. Após alguns minutos retorcendo arame de um lado para o outro, uma criatura começou a se materializar na minha frente. Ainda nem comecei direito, mas como sei que muita gente que frequenta o blog também curte, já vou anunciar o próximo boneco do Mundo Gump:

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Monstros maneiros – parte 1

Monstros maneiros - parte 1

Eu sei que é estranho dizer isso, mas eu adoro monstros.

Não perco um filme com monstros e coisas gosmentas, preferencialmente aqueles que comem gente. Não sei o que dá na minha cabeça para fazer post com essas coisas, mas suspeito que talvez mais alguém aí também curta o visual grotesco de certos monstros. Eu tenho uma singela coleção de uns 4000 desenhos de monstros de todos os tipos e formas. Então mergulhar nas minhas pastas de monstros para fazer uma lista com meus preferidos é uma coisa praticamente impossível, já que ao chegar nos mil eu já esqueci dos cem primeiros que vi e fico sem poder de comparação. Mas seja como for, os monstros são um aspecto muito interessante da mente humana. Eles permeiam as pinturas rupestres nas paredes das cavernas, vão da cultura clássica a cultura pop, refletindo nossos medos mais profundos. Estão em filmes, games, quadrinhos, brinquedos…

Note que todo e qualquer grupo étnico humano constrói sua mitologia estabelecendo seus próprios monstros. Quando ocorre o choque de civilizações, alguns desses monstros perecem, e outros ganham força, deuses, demônios e seres lúgubres se misturam, se fundem e novos mitos são criados.  Poucas coisas no mundo podem nos ensinar tanto sobre certos aspectos complexos da mente humana quanto a mitologia, e nela, os monstros ocupam a parte mais sombria.

rancor Monstros maneiros   parte 1

Como este post tem muitas imagens, aqui está o pulo.

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O maior caranguejo do mundo

Olha só para o tamanho desta monstruosidade! Apelidado de “Crabzilla”, este enorme caranguejo real espanta a todos com o tamanho descomunal de suas patas.   O mais bizarro é que este animal pode viver até 100 anos, o que nos dá uma idéia da dimensão de Kraken que ele poderá atingir se viver até lá. Atualmente …

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Aqua Rex – Parte final

Aqua Rex - Parte final

Finalmente. Chegamos na parte final do Aqua Rex. Quero começar agradecendo a paciência dos leitores em esperar esta última parte ser colocada no ar. A coisa toda demorou porque eu nunca tinha tentado fazer um boneco complexo em plena mudança. (Experiência que eu veementemente não recomendo a ninguém, hehehe)
Bom, se você está curioso para ver tudo desde o início, aqui estão os links para as partes conceito, 1, 2, 3 e 4.

Na parte final, nós vamos trabalhar a base do monstro. Embora eu tenha finalizado a pintura do monstro na parte 4, a parte 5 é fundamental, porque eu não queria ter apenas um boneco do monstro sobre uma base lisa. Eu queria criar um micro ambiente para ele, afinal o Aqua Rex é um animal altamente adaptado a um meio natural específico. Assim, me dediquei a pensar num ambiente lacustre, uma coisa que oscilasse entre uma praia de mangue e uma beirada de açude. Um tipo de ambiente que remetesse a pântanos e coisas do tipo.
O objetivo da peça era mostrar o monstro saindo da água, avançando sobre uma presa com a boca arreganhada. O grande desafio desta peça seria a construção de uma cena de ação, usando água artificial e ambientação minimamente realista para combinar com o alto grau de detalhamento do monstro.

O primeiro passo é escolher uma base de madeira que sirva bem e tenha espaço suficiente não só para o monstro, como também para a ambientação. Escolhi uma base oval, de modo que eu pudesse posicionar o corpo do monstro em ângulo, criando duas posições básicas de “leitura” da peça: Lado A e lado B.

CIMG0867 Aqua Rex   Parte final

Este post tem MUITAS IMAGENS!

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Aqua Rex parte 2 – Cobrindo com massa

Aqua Rex parte 2 - Cobrindo com massa

Dando continuidade ao Aqua Rex, ( se você ainda não viu os posts anteriores, aqui está o conceito e aqui está o esqueleto) chegou a hora de começar a meter massa em cima da estrutura. Minha massa estava velha, parada por muito tempo e me deu um certo trabalho ter que marretar ela até que ela ficasse mole novamente. Começo a parte de massa com a cabeça do monstro. A cabeça é crucial para qualquer peça. Não adianta ter um boneco com ótimo corpo e cabeça tosca. Se eu tivesse que dividir o peso de importância de partes do boneco, eu diria que o corpo tem peso 6 enquanto a cabeça e as mãos tem peso dez. Mas isso não é nada científico é só uma opinião minha mesmo, baseada na pratica com miniaturas de chumbo de  25mm.Começo a cabeça com uma bola de super sculpey. Com as mãos eu vou ajustando a forma dela, apertando dos lados, na frente, em cima e embaixo, até ela pegar a forma da cabeça do monstro. Nesta fase , é  importante ficar de olho na referência para não ficar muito diferente. Mas é fato que igual, igualznho, tipo xerox é mais complicado. Como esta peça não é comissionada nem nada me obriga a fazer exatamente idêntico ao conceito, me sinto mais relax para fazer do meu jeito.

CIMG0487 Aqua Rex parte 2   Cobrindo com massa

CIMG0488 Aqua Rex parte 2   Cobrindo com massa

Eu marquei a área dos dentes com um corte na massa. Nesta peça resolvi inovar e não modelei os dentes separados. Eu cortei eles entalhando na príopria massa. O resultado pratico disso são dentes mais firmes, mais aderidos à estrutura, pois são parte dela e bem mais tempo esculpindo, hehe.

CIMG0489 Aqua Rex parte 2   Cobrindo com massa

Aqui eu marquei a área de cada dente e começo o lento trabalho de modelar cada um deles, e depois fazer a gengiva. Esta parte é muito trabalhosa, mas é gostoso, não nego.

CIMG0490 Aqua Rex parte 2   Cobrindo com massa

CIMG0491 Aqua Rex parte 2   Cobrindo com massa

Alguns minutos de diversão depois, já estava assim. Faltava ainda a parte debaixo. Tentei encontrar uma referência de dentes que fosse uma forma intermediária entre os dentes da baleia (que não é baleia) orca e os de um Trex original. Então saiu estes dentes que são cônicos, levemente inclinados para trás, porém, mais curtos.

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Aqua Rex – Parte 1 – Esqueleto

Aqua Rex - Parte 1 - Esqueleto

Aqui está o concept do monstro.

Bom, a primeira coisa que eu faço antes de começar a esculpir é imprimir o desenho e catar referências diversas de dinossauros, lagartos, cobras, etc. Muitas dessas referências eu nem uso, mas funcionam me colocando no “clima” da peça.

O primeiro passo na escultura propriamente dita, é escolher uma base. Neste caso foi fácil, porque eu tinha um monte de base de mdf aqui em casa. Óbvio que a base deve ter um tamanho apropriado para a escultura, de modo que firme bem. Esta base que eu uso para esculpir não é a base final, que será escolhida lá no fim do trabalho.

Eu uso dois tipos de arame diferentes. Um fino, e outro mais grosso. Não uso nada grossão, porque dá mais trabalho, tudo fica mais difícil e a maioria das minhas esculturas não são grandes, porque eu tenho amor ao dinheiro e falta de espaço físico. O que eu faço é torcer o arame deste jeito aqui.

Ao torcer, o arame fica mais rígido e tenso. É fundamental torcer nas áreas estruturais da peça, que são as pernas, porque elas concentrarão todo no peso não somente do esqueleto, como também das camadas de massa.

CIMG0468 Aqua Rex   Parte 1   Esqueleto

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