Os mistérios da Deep Web

Ao longo do último ano, um numero enorme de leitores me sugeriu postar sobre a “deep web”.

Eu estava hesitante em fazer isso, porque temia que isso incentivasse as pessoas a se aventurar na deep web. Mas eu não sou o pai de ninguém aqui para dizer o que você pode ou não pode fazer. Minha função é disseminar a informação, e a informação é algo valioso, já que sem ela, a sua chance de fazer merda é maior. Por isso mudei de ideia quanto a publicar este post.

A deep web, é basicamente, uma parte obscura da internet. Partes obscuras na rede mundial de computadores não é uma novidade para os iniciados nos assuntos de internet, mas muita gente ainda ignora que essas misteriosas paragens existam. De uma certa forma, neste caso, como já dizia o ditado, “a ignorância é uma bênção”! Porque se uma pessoa com algum grau de ingenuidade tecnológica for dar uma volta lá, tem grandes chances de se estrepar. Pense na internet conhecida, isso é,m a internet que os sites linkam, que os motores de buscas como o google encontram, como um mundo. A Deep Web seria um tipo de submundo, onde só dá pra chegar, descendo num elevador malocado, que poucos conhecem. O problema da “deep web” é que diferente da internet que estávamos acostumados antigamente, onde você fazia uma pagina, deixava ela no servidor e o robozinho do google ia navegando aleatoriamente na internet até achar, é que ela é dinâmica.

Isso significa que a página não está lá, parada, esperando um visitante entrar. A pagina não existe. Quando o usuário faz a requisição, um mecanismo elaborado em programação constrói a página pra você, sob demanda. Se o site não existe, então é meio difícil dele ser encontrado, né? Podemos compreender melhor o que seria a tal da Deep web através da citação da wikipedia sobre o assunto:

Mike Bergman, fundador da BrightPlanet e autor da expressão, afirmou que a busca na Internet atualmente pode ser comparada com o arrastar de uma rede na superfície do oceano: pode-se pescar um peixe grande, mas há uma grande quantidade de informação que está no fundo, e, portanto, faltando. A maior parte da informação da Web está enterrada profundamente em sites gerados dinamicamente, a qual não é encontrada pelos mecanismos de busca padrão. Estes não conseguem “enxergar” ou obter o conteúdo na Deep Web – aquelas páginas não existem até serem criadas dinamicamente como resultado de uma busca específica. A Deep Web possui um tamanho muito superior ao da Surface Web.

De fato, quando dizemos que a deep web é grande, podemos pensar num iceberg. A parte que fica fora d´água pode ser enorme, mas o que fica debaixo da superfície é literalmente colossal. Saber o tamanho exato é quase impossível, já que estamos tratando de um organismo virtual que cresce sem parar, em taxas, possivelmente, superiores a da internet normal.  Segundo as estimativas  baseadas em extrapolações de um estudo feito na Universidade da Califórnia em Berkeley em 2001, a Deep Web possui 7.500 terabytes de informação. As estimativas feitas por He et al apontaram que em 2004, existiam cerca de 300.000 sites da deep web e, de acordo com Shestakov, cerca de 14.000 destes eram da parte russa da Web em 2006.

Em 2008, a web chamada “Deep Web” rep­re­sentava 70 a 75% do total, ou seja, cerca de um tril­hão de pági­nas não indexadas.

Você pode se espantar com o tamanho enorme de uma área da inetrnet em que os buscadores não acham. E pode estar com a pulga atrás a orelha sobre quais as razões de alguém querer criar uma pagina para não ser vista por qualquer um.

Segundo o pesquisador Frank Garcia:

“Seriam sites projetados propositalmente, mas que não se teve o interesse de registrá-lo em nenhum mecanismo de busca. Então, ninguém pode encontrá-los! Estão escondidos. Eu os chamo de Web Invisível.”

Há muitas possibilidades para alguém fazer isso, e a principal delas é que criminosos não querem ser pegos. Articuladores contra “o sistema” também não. Some esses aos hackers, comunidades pró-drogas, assassinos seriais, vendedores de armamento roubado, grupos de crime organizado, pedófilos, enfim, gente “melhor qualidade”.

Mas não é só isso. Na verdade, isso aí é mais o glamour da deep web. Além desses trilhão de páginas feitas intencionalmente, há um vasto manancial de dados ocultos: informações financeiras, catálogos comerciais, horários de vôos, pesquisas médicas e todos os tipos de outros materiais armazenados em bancos de dados que permanecem invisíveis para os motores de busca.

Segundo a Wikipedia, o sistema pelo qual essas paginas e conteúdo são produzidos para a deep web envolvem:

  • Conteúdo dinâmico: páginas dinâmicas que são retornadas em reposta à uma requisição ou através de um formulário.
  • Conteúdo isolado: páginas que não possuem referências ou ligações vindas de outras páginas, o que impede o acesso ao seu conteúdo através de web crawlers. Diz-se que essas páginas não possuem backlinks.
  • Web privada: sites que exigem um registro e um login (conteúdo protegido por senha).
  • Web contextual: páginas cujo conteúdo varia de acordo com o contexto de acesso (por exemplo, IP do cliente ou sequência de navegação anterior).
  • Conteúdo de acesso limitado: sites que limitam o acesso às suas páginas de modo técnico (usando CAPTCHAs por exemplo).
  • Conteúdo de scripts: páginas que são acessíveis apenas por links gerados por JavaScript, assim como o conteúdo baixado dinamicamente através de aplicações em Flash ou Ajax.
  • Conteúdo não-HTML/texto: conteúdo textual codificado em arquivos multimídia (imagem ou vídeo) ou formatos de arquivo específicos que não são manipulados pelos motores de busca.
  • Conteúdo que utiliza o protocolo Gopher ou hospedado em servidores FTP, por exemplo, não é indexado pela maioria dos mecanismos de busca. O Google, por exemplo, não indexa páginas fora dos protocolos HTTP ou HTTPS.

Sendo assim, é claro que você nunca vai achar a deep web usando o google. Então, como os caras do submundo conseguem isso?

Eles usam uma rede chamada TOR.

Tor é a sigla de “The Onion Route” ou “Rota da Cebola”.
É uma ideia genial: na rede convencional, você acessa diretamente os dados com outra máquina. Rápido.
Na Rede Tor, esses dados são passados entre vários computadores aleatórios, conectados na rede, até chegar ao destino. Por isso, quanto mais gente conectado, mais rápido fica.
A grande diferença é que, na Internet normal, que todos nós usamos, as informações são mantidas de maneira aberta. Um exemplo bem legal pra ser utilizado: vocês sabiam que todas (é isso mesmo, todas!) as buscas que fazemos no Google são vigiadas por órgãos governamentais? No TOR os dados trafegam criptografados.

O lance começou na China. Como sabemos, o governo totalitário Chinês impede uma série de coisas, das discussões mais banais sobre o regime à ver a sacanagem grátis (uma das grandes contribuições da internet para o mundo). Assim surgiu a proposta de suar próxis que permitissem navegar e trocar informações em sites que o governo – através de seu provedor – bloqueia. Quando surgiu o TOR, criado por Jacob Applebaum, e hoje conhecido como o mais avançado software de Proxy do mundo, isso começou a se tornar possível para as massas.

O The Onion Router, organização descentralizada criadora do TOR, é mantido por contribuições anônimas. Programadores voluntários de diversos lugares do mundo trabalham juntos para aperfeiçoar o software, que tinha um objetivo político no início, mas depois passou a ser adotado pela mafia, pelos grupos terroristas, os vendedores de drogas, psicopatas, essa gentinha “do barulho”. A ideia de múltiplas camadas de informação, como se fosse uma grande cebola,  já aparece escrachada no sufixo .onion das paginas.

Embora seja um software avançado, e sua rede, a rede TOR muito grande, ela apenas arranha a superfície da monstruosidade que é a Deep web. O TOR representa apenas 26% dela. Talvez menos. Ainda assim, 26% desse colossal manancial de coisas obscuras é troço bragarai!

A Deep Web entrou de vez no radar da polícia graças a um canibal.

Em 2003 um caso chocou a Alemanha e foi noticia no mundo todo. Um canibal confessou em um tribunal ter matado e comido uma pessoa a pedido da própria vítima. O “Canibal de Rotenburg”, como ficou conhecido, diz ter conhecido a vitima e combinado como tudo seria feito através da internet. Uma investigação da policia levou a uma rede de fóruns de canibalismo escondidos na Deep Net. “Cannibal Cafe”, “Guy Cannibals” e “Torturenet” eram páginas usadas pelos canibais para marcar encontros e selecionar vitimas para a prática de canibalismo.

Logico que por ser uma rede anônima, há muitos loucos que são atraídos para ela como cupins voadores para uma lâmpada, mas nem tudo é lixo. Existem realmente muitos sites bons, como o próprio Wikileaks, pra quem curte download de filmes, séries e música, também é ótimo, e livros então! Pra se ter uma ideia, até pessoas de alto escalão do governo utilizam o Tor pra divulgar informações secretas!

alexandria

A biblioteca Alexandria te dá links para praticamente qualquer livro disponível no mercado, “digratis”. Há outras paginas úteis, como o Intute, um site que concentra centenas de links para estudos e pesquisas que abrangem todas as áreas do conhecimento humano. E há sites que tratam de assuntos controversos, mas não ilegais ou depravados, onde as pessoas podem opinar sem serem pré-julgadas por isso.

Por falar em opinar, há chats para quem quer trocar figurinhas com outros usuários específicos, mas uma regra comum entre os usuarios da deep web é:

 

Veja o que quiser, mas não fale com ninguém.

 

Dentro de redes como o TOR, existem diversos fóruns e sites de discussões que os próprios usuários chineses criavam para interagir fora dos olhos do governo, mas com o passar do tempo e a popularização de um “playground subversivo”, começaram a surgir fóruns, sites de compartilhamento e portais dos mais diversos assuntos.

Venda de órgãos, pedofilia, assassinatos, necrofilia, esquartejamento, mutilação, satanismo, sequestro, prostituição infantil, tráfego humano, órgãos, drogas entorpecentes, armamentos, dados bancários e muito além do que podemos imaginar estão lá, malocados na escuridão do abismo. Na Deep Web, sabendo procurar, você encontra toneladas de snuff films (filmes de assassinatos feitos pelo o assassino, filmados por diversão – tipo aquele dos garotos ucranianos – que é, com certeza, são os piores e mais revoltantes materiais que você pode encontrar na Internet)

Hoje, a criminalidade é tanta que surge a dúvida se realmente é vantajoso o acesso à rede clandestina. Num ambiente tão contaminado, entrar lá sem saber exatamente o que está fazendo te dá risco de pegar uma “hepatite virtual”. Tem uma quantidade absurda de sites sobre religiões obscuras, como canibalismo e o próprio satanismo com sacrifícios humanos.

Com toda sorte de malucos espalhando-se pelo mundo e se unindo em agrupamentos que potencializam sua maluquice, era de se esperar que a Deep Web atraísse essa galera. Que tal lhe parece um forum de canibalismo? Detalhe, não só com quem come, mas com gente que está ali para agendar o dia que serão comidos! Coisa de filme? Então leia mais…

Hoje fóruns dedicados apenas ao esquartejamento humano, canibalismo e muitos outros trecos que te deixariam sem conseguir sorrir por mais de um ano ploriferam lá. É onde os maníacos exibem suas “artes” e marcam encontros. Há inclusive alguns fóruns restritos, onde para entrar você tem que provar que matou e esquartejou algum infeliz!
Há foruns de automutilação em que para ser aceito como membro, você deve estar sem membro (perdão pelo trocadilho Casseta & Planeta). Nesse caso, os candidatos cortam seus bingulins e enviam fotografias para que as pessoas possam ver e aprovar sua participação no “clube”.

Coisa bizarra de se ver, que nos faz perder imediatamente a fé na raça humana. Uma pagina famosa no TOR que envolve os atos de canibalismo e mutilação é a página “Penis Panic!” em que é possível encontrar imagens de mutilação genital. Ali temos pessoas mostrando como cozinhar pintos decepados e mulheres peladas posando com cacetes necrosados, roxos, sem falar é claro, dos diversos “passo-a-passo remova seu pirú”.

uma parada tipo isso, mas esse é um prop de filme

uma parada tipo isso, mas esse é um prop de filme

É pra quem tem estômago de legista.

Para dar alguma ordem à confusão, uma das mais conhecidas páginas por indexar todos os links da Deep Web é a famosa “The Hidden Wiki”, chamada assim por ser uma enciclopédia da rede TOR, nos moldes da Wikipedia, e que contém informações de sites que estão em funcionamento na rede e, além de explicar certas coisas, como termos específicos, gírias internas e tal, exibe as notícias dos principais acontecimentos.

Claro que o comércio eletrônico não ia ficar de fora de um lugar tão peculiar. Na Deep web dá pra comprar coisas bem específicas, como qualquer tipo imaginável de droga. As drogas parecem fazer grande sucesso na deep web. Tanto que existem listas de vendedores recomendados, de acordo com a confiabilidade de cada um. Mas o comércio de armas também corre solto, assim como o de contas do PayPal e de produtos roubados. A deep Web não se restringe a só compras, como também é possível contratar serviços. Um serviço que faz sucesso por lá é o “matador de aluguel”.

 

3 (1)

 

Os assassinos virtuais criam seus websites ONION para divulgarem sua atividades. É chocante para pessoas “de bem” a frieza dos caras ao descreverem suas ações, preços e tal. Vende-se a morte como quem vende banana. Os preços variam de acordo com a importância da vítima e, depende do assassino, pois cada um tem a sua tabela. Alguns usam frases de impacto marketeiro, como “Sempre procuramos ser flexíveis quanto ao nosso cliente”.
Por exemplo, na cotação de hoje, eliminar um paparazzo sai por 50.000 euros e um jornalista 100.000 euros. Já um executivo pode ser algo entre 20 a 200.000 euros. Os matadores do agreste que matam por um prato de comida até são mais baratos, é verdade, mas temos que lembrar que esses caras da deep web atuam globalmente. Não são matadores lambões que vemos aparecer no jornal diariamente.

Muitos grupos que oferecem o “serviço” são formados por equipes altamente treinadas de matadores de aluguel, alguns com treinamento militar, atuando também como soldados mercenários.
Para evitar que os “fornecedores” de produtos e serviços da deep web sejam pegos, convencionou-se criar uma moeda “segura”, chamada Bitcoin. O Bitcoin é hoje uma forma de pagamento 100% confidencial, que não deixa rastros. E é assim que esse povo ganha dindim.

Cibercriminosos e espiões oferecem seus serviços, e tem gente que garante fazer trabalhos acadêmicos sobre qualquer assunto, sem copiar de lugar algum. Sites promovem turismo sexual e, por menos de US$ 1 mil, prometem buscar o comprador no aeroporto.

Se você está enojado o suficiente, espere até ver os demais serviços… Um deles (na moda) é o “tráfico de gente”. Nesse lugar, você só precisa ir até a pagina dos caras e “solicitar” quem te venda uma pessoa. Não demora, aparece. Aliás, você pode escolher entre as várias OFERTAS de gente disponível lá. De crianças a jovens virgens. Tem de tudo.

2i6yjoh

Outra coisa muito louca que rola lá, e que deixa qualquer ser humano normal enjoado é a pedofilia. Em muitos sites lá dentro, alguns com títulos como “Onion Pedo Video Arhive” os caras exibem seus atos obscenos com crianças de tudo que é idade. É coisa que te faz vomitar as tripas e querer arrancar os olhos. São centenas, incontáveis conglomerados de pedófilos unindo-se para praticar seus crimes horríveis e exibindo-se uns aos outros. Mas tem coisa pior, acredite em mim!
Segundo o site Isso é bizarro:

Se já não basta sites como estes onde podemos encontrar imagens de crianças sofrendo abusos sexuais, encontramos também outros sites usando crianças contendo rituais e fetiches muito bizarros, por exemplo, temos como exemplo um grupo de pedófilos que sentem prazer em engravidar garotinhas com a idade entre 4 a 6 anos, para posteriormente acompanhar a morte destas crianças, que não tem capacidade de aguentar um parto. Para que este ato seja possível, os psicopatas utilizam um medicamento para iniciar a puberdade mais cedo nestas crianças. Acredite, essa desgraça é possível. Veja a galeria abaixo e se choque: crianca-gravida-4-150x150

crianca-gravida2-150x150

 

Há foruns para pessoas que gostam de COMER COCÔ

Há foruns para pessoas que gostam de COMER COCÔ

Há também a clonagem, que você paga facilmente. A clonagem, nesse caso, é de documentos, informações. Isso é usado por estelionatários que sempre tem seis, sete identidades falsas paralelas. Também serve para agentes secretos, mas convenhamos, quem vai ali ta mais para 171 do que para 007.
Não duvido que em algum lugar tenha um laboratório clandestino oferecendo também a clonagem humana, já que parece ter de tudo naquela merda. A pirataria come solta. De programas (warez) a replicas de sites completos, scripts que emulam sites de bancos para roubar grana… Isso é mato por lá. Tem pirataria até de produtos, e sites como o Pirate Cove oferecem toda a sorte deles em grande quantidade para lojistas, tudo na tradicional forma anônima. Há também locais específicos para a lavagem de dinheiro.
A Deep web é também um berçário de projetos e ideias que seriam fortemente reprimidas se surgissem na internet aberta, da superfície. Um bom exemplo é o Wikileaks, do Julian Assange, que surgiu lá na deep web e o grupo Anonymous.

A deep web é também o paraíso da venda de informações, como cartões de credito. Ali fraudadores e estelionatários compram dados de cartão, como no CC paradise, que vende dados de cartões de credito válidos e com limite de 2000 euros por meros 50 dólares. Há também os vendedores de isumos, que vendem o chupacabras e os cartões brancos, para serem gravados com dados clonados.

Vendedor-Cartao-de-Credito

Mercado-Negro-Maquina-cartao
Até passaporte nego ta vendendo lá.
A estrutura da deep web é controversa. Acredita-se que ela se estruture assim:

Berigie Web: A famosa Deep Web, onde se utiliza a TOR para ter acesso, dividida em duas partes: sites comuns como Hiddem Wiki e HackBB e sites restritos e de grupos fechados

Marianas Web: O divisor de águas entre a Deep Web conhecida e a Deep Web mais anônima e oculta, onde se encontram as pessoas com um conhecimento mais avançado em computação, os verdadeiros hackers, crackers, bankers e etc. A partir desse ponto a coisa fica mais tensa, e essa parte pode ser dividida em três subníveis, que seriam:

Level 1: vídeos e documentos governamentais, sendo uma rede fortemente criptografada e segura;
Level 2: poder monetário em jogo, onde se negociam bilhões de dólares
Level 3: controle tecnológico global, documentos relacionados a computação quântica, elites de hackers, onde se conquista poder e dinheiro.
Há teorias que dizem que a Deep pode ter de 8 a 10 níveis, mas não se sabe exatamente por falta de acesso, e é muito possível que isso seja apenas mais uma daquelas coisas que muita gente fala, mas ninguém prova.

Achar os conteúdos mais bizarros é tarefa para doido ou para iniciado em doidice. Isso porque a grande maioria das paginas vai aparecer estranha à primeira vista. São inúmerias as URLs intermináveis que, ao serem carregadas, revelam nada mais do que uma imagem estática, ou uma porção de códigos ininteligíveis, ou, então, nada. Às vezes recarregam o endereço e a página simplesmente não existe mais. Há muito disso na deep web, principalmente quando se trata de conteúdo inapropriado – É assim para proteger tanto quem publica, quanto quem foi parar ali por acaso. Dependendo das pessoas que você conhece na cena underground, a coisa fica mais fácil de localizar. Há por exemplo, “os clubes da luta”, que se diferenciam um pouco dos grupos do filme homônimo, porque nesses, nego apanha até morrer. Dois entram, um sai. – No melhor estilo Mad Max.

Há, sim, links que chegam facilmente a conteúdo pouco usual, mas a maioria do material está bem escondida por esse esquema de camadas. Quando você se depara com uma página aparentemente sem sentido, provavelmente há algo a mais para ser mostrado, mas que só pode ser acessado com a chave certa – que pode ser, por exemplo, uma letra ou um número diferente na URL. E nem sempre basta passar da primeira camada para chegar ao conteúdo; há quem diga que existem sites com até oito páginas falsas na frente.

Claro, que ao olhar assim, parece uma balburdia insana, onde qualquer um faz o que quiser. Isso é parte da fama da deep web, mas temos que lembrar que um lugar assim atrai “peixes de todos os tamanhos”, e onde existem peixes, é pra lá que se dirigem os pescadores.
Autoridades do mundo inteiro estão neste exato minuto, na deep web observando os passos de quem está lá dentro, talvez até com agentes se passando por usuários para obter informações e tentar antecipar ações ou desmascarar criminosos. É muito mais difícil encontrar os diretórios e identificar os internautas por lá, em função dos nós de acesso criados pelo Tor e dos serviços de hospedagem e armazenamento invisíveis da rede Onion. Mas nada é impossível, tanto que o Anonymous já expôs dados de milhares de pedófilos que usavam a DW.

Por mais que as coisas ali soem bizarras demais para o internauta comum, o especialista em segurança Jaime Orts Y Lago lembra que nada do que consta na rede alternativa está longe de ser encontrado nas ruas, cabe à pessoa decidir o caminho que lhe interessa.

É óbvio que não precisa ser muito inteligente para perceber que muita coisa que parece “interessante”, pode ser apenas honeypots (honeypots são “íscas” para pegar trouxas. Assim, vamos dizer que o FBI se aproveite da Deep Web e eles mesmos criam um site de matadores de aluguel. O otário contrata um matador, paga o serviço e minutos depois uns homens de terno batem na porta dele.

Como em tudo na vida, há coisas uteis, inúteis, perigosas, criminosas, horrendas. Você destrói uma parte de sua alma ao se dar conta do quão sinistro o ser humano pode ser. As barbaridades que alguém pode fazer com outro por puro prazer doentio… E o pior é saber que, por mais extremo que seja, um filme como “August Underground” (Que está na lista dos 25 mais perturbadores da história) acontece na vida real e é registrado para o deleite de loucos na DeepWeb.

Ao fim do meu post, eu devo deixar uma coisa clara, a DEEP WEB NÃO SE RESUME A BIZARRICES. Há um sensacionalismo enorme e uma mítica – que ainda estou investigando se é proposital. Em muitos casos, eu acho que sim. – relacionada a deep web.

Para a ampla maioria dos usuarios, apenas ver caras cortando o pinto e comendo cocô/vômito já será suficiente. Acho que muito disso está lá para atuar como um filtro de recepção, oferecendo a experiência de bizarro imediata, desmotivando a busca às camadas mais profundas, onde segredos de fato estão. E que segredos? Novamente, coisas que interessam a poucos. A grande maioria dos que se metem a investigar o oculto, o fazem pela vaidade de dizerem e arrotarem aos seus pares que conseguem vislumbrar o submundo. Mas muitas vezes, essas pessoas não se dão conta que só vêem o que outras querem que elas vejam, numa ilusão de autonomia.  Hoje, me parece haver um certo sensacionalismo pairando sobre a deep web ( ou seira NoobWeb? ) e seus meandros, mas embora isso possa ser um elemento factual, não podemos esquecer que o ser humano muitas fezes tem facetas que gostaríamos de varrer para debaixo do tapete. Talvez mostrar isso tão claramente seja o maior mérito da deep web.

ATENÇÃO: NÃO recomendo que acessem a Deep Web, isso pode acabar trazendo problemas pra vc e seu PC pode acabar cheio de vírus. Mas você deve seguir sua cabeça, não a minha. Se achar que deve entrar, arrume um bom antivirus, um firewall de qualidade (pago) e vá fundo.

fontefontefontefonte

95 Comentários

  1. jackie 25 de fevereiro de 2013
  2. Carlos Dente 25 de fevereiro de 2013
  3. Carlos Dente 25 de fevereiro de 2013
  4. verena 25 de fevereiro de 2013
  5. Wilson 25 de fevereiro de 2013
  6. carlos 25 de fevereiro de 2013
    • Philipe 26 de fevereiro de 2013
  7. Kowabunga!!! 25 de fevereiro de 2013
  8. André Cappela 25 de fevereiro de 2013
    • Philipe 26 de fevereiro de 2013
  9. Vitor 25 de fevereiro de 2013
    • Philipe 26 de fevereiro de 2013
    • Victor 30 de junho de 2013
  10. Guilherme 25 de fevereiro de 2013
  11. lordtux 25 de fevereiro de 2013
  12. Henrique 26 de fevereiro de 2013
    • Philipe 26 de fevereiro de 2013
  13. Raul 26 de fevereiro de 2013
    • Philipe 26 de fevereiro de 2013
  14. Henrique 26 de fevereiro de 2013
    • Philipe 26 de fevereiro de 2013
      • Rafael Trilhadovento 26 de fevereiro de 2013
  15. José Manuel 26 de fevereiro de 2013
  16. ze pintinho 26 de fevereiro de 2013
  17. marcelo 26 de fevereiro de 2013
    • Philipe 26 de fevereiro de 2013
  18. BEZALEL 26 de fevereiro de 2013
    • Carlos Dente 26 de fevereiro de 2013
  19. Rubia Costa 26 de fevereiro de 2013
  20. Pedro Carneiro (Gafanhoto) 26 de fevereiro de 2013
  21. Boni 26 de fevereiro de 2013
    • Carlos Dente 26 de fevereiro de 2013
    • Mel 9 de março de 2013
  22. Koji 26 de fevereiro de 2013
  23. Carlos Ricci 26 de fevereiro de 2013
  24. Danilo 26 de fevereiro de 2013
    • Carlos Dente 27 de fevereiro de 2013
  25. Fabio 26 de fevereiro de 2013
    • Philipe 27 de fevereiro de 2013
  26. Paulo 26 de fevereiro de 2013
  27. Marcos 26 de fevereiro de 2013
    • Philipe 27 de fevereiro de 2013
      • Carlos Dente 27 de fevereiro de 2013
      • Rogério 27 de fevereiro de 2013
        • Philipe 27 de fevereiro de 2013
          • Marcos 2 de março de 2013
      • Moll 3 de março de 2013
  28. Kiki 27 de fevereiro de 2013
  29. Victor Heuer 27 de fevereiro de 2013
  30. Márcio 27 de fevereiro de 2013
  31. Mme. Danica 27 de fevereiro de 2013
  32. Melina 27 de fevereiro de 2013
    • Carolina Moraes 6 de março de 2013
  33. Ana 27 de fevereiro de 2013
  34. frema 28 de fevereiro de 2013
    • Moll 3 de março de 2013
    • Moll 3 de março de 2013
      • Philipe 4 de março de 2013
        • Du 7 de março de 2013
  35. jr 1 de março de 2013
    • Philipe 1 de março de 2013
  36. Hermínio 1 de março de 2013
  37. BEZALEL 2 de março de 2013
  38. Caio 3 de março de 2013
  39. Moll 3 de março de 2013
  40. Bernardo 5 de março de 2013
  41. Marchiano 6 de março de 2013
  42. Carolina Moraes 6 de março de 2013
  43. BEZALEL 9 de março de 2013
  44. BEZALEL 11 de março de 2013
  45. Derpington 20 de março de 2013
  46. Bruno 28 de maio de 2013
  47. Anonymous 11 de junho de 2013
  48. O GATO QUE A CURIOSIDADE MATOU 10 de julho de 2013
  49. Talia 24 de julho de 2013
  50. Michel 11 de outubro de 2013
  51. Dan 17 de outubro de 2013
  52. Fidler 31 de outubro de 2013
  53. Legendarios 17 de novembro de 2013
  54. Pedro 28 de dezembro de 2013
  55. ruben 15 de fevereiro de 2014
  56. Bruno De Oliveira 12 de março de 2014
  57. Junior Guimaraes 19 de abril de 2014
  58. Felipe Castilho Moraes 13 de maio de 2014
  59. Carlos Andrew 21 de maio de 2014
  60. Kevin 7 de julho de 2014
  61. Julio Cesar 9 de julho de 2014
  62. Thiago Gunner 10 de agosto de 2014
  63. Carlos Alberto Teixeira 15 de outubro de 2014
  64. Flavio 20 de novembro de 2014
  65. LuhGub 27 de novembro de 2014


Deixe seu comnetário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *