Azul linhas aéreas comete uma idiotice épica

De vez em quando eu me deparo com certas coisas que chega a dar pena das pessoas que se julgam espertas e não o são. Como já dizia meu pai, “nada é tão perigoso quanto um esperto se fingindo de bobo; mas nada é tão patético quanto um bobo que tenta dar uma de esperto”. E foi justamente esta a postura da companhia Azul Linhas Aéreas ao inventar um concurso chamado “sua arte lá em cima”.

Eu resolvi falar sobre este assunto, não apenas para os meus milhares de leitores, mas  também para deixar registrado o caso, afinal temos muitos designers, ilustradores e artistas em geral que visitam este site. Fica como um caso clássico e bem documentado de como pode ser obtusa a visão de certas pessoas jurídicas no trato de sua própria imagem corporativa. Dessa forma, espero que os leitores hajam como disseminadores desta impressão de que algumas pessoas e empresas agem de uma forma estúpida, achando que em termos de imagem, “qualquer coisa serve”.

Tudo começa com uma ideia que se resume a criar um “concurso cultural”, chamado Sua arte lá em cima.

O concurso acontece de 15 a 30 de junho de 2011. Basta ler e aceitar o regulamento e fazer o download do desenho do Embraer 195, que faz parte da frota da companhia. Utilize o programa que desejar para fazer os desenhos (Photoshop e afins). Uma comissão julgadora analisará todos os projetos de acordo com a originalidade, criatividade, beleza, coerência e adequação ao regulamento.

Azul linhas aéreas comete uma idiotice épica

Aqui está o regulamento do concurso cultural

Trocando em miúdos, o que nós vemos aqui é uma empresa oferecer um espaço em suas próprias aeronaves, ou seja, um espaço dedicado ao branding para um concurso que oferece aos participantes a possibilidade de ter uma ilustração usada pela empresa como bem entender. E o prêmio? O prêmio está descrito no regulamento. Segure o riso se puder:

O autor do melhor trabalho receberá como prêmio uma maquete com a pintura escolhida e a empresa promotora fará uma aeronave verdadeira, pintada com o motivo enviado pelo vencedor, reservando-se a promotora o direito a ajustes necessários para adequar à comunicação da empresa.

É isso mesmo. Você fará uma arte para uma companhia milionária, doará gratuitamente seu trabalho para a empresa, que é dona de uma frota de aeronaves que custam caríssimo, que tem uma folha de pagamentos gigantescas, fez um investimento da ordem de R$ 2,9 bilhões na compra de 39 aeronaves,  é apontada como um líder no segmento dela, e ela vai te pagar com… Um aviãozinho de maquete.

Na minha terra, isso chama “proposta caracu”, onde a Azul entra com a cara, obviamente. Aliás, se você é ilustrador, não perca este post sobre as dez mentiras mais comuns usadas para iludir ilustradores e designers inexperientes.

Evidentemente que se olharmos pelo viés da empresa, não hpá nada demais. Ela faz o concurso cultural de “bom coração”.

Não precisa ser muito inteligente para perceber que “de boas intenções o inferno está cheio”. É cristalino que a Azul Linhas aéreas não está preocupada com o resultado da obra em si, e sim em economizar a grana em uma ação promocional, e em troca disso, almeja obter um status corporativo de empresa que  apoia a cultura. Para obter os trouxas, digo, os participantes do concurso cultural, a empresa acena com uma ilusão de visibilidade e numa cláusula questionável sob todos os princípios normativos da ética, obriga a quem participar de efetuar uma doação compulsória dos direitos sobre a própria criação.

Pode parecer um bom negócio para um executivo que não conhece bem o mercado, não entende que toda ação tem resultado, bom ou mau para a marca da empresa. O problema é que os prejuízos na reputação de uma companhia que tenta colocar um chapéu de burro nas pessoas custa bem mais caro que toda e qualquer economia que ela poderia fazer com um “concurso cultural” desse naipe.

Obviamente que quando as pessoas param para pensar sobre o assunto, ainda mais aqui no Brasil, conta-se nos dedos de uma mão sem dedos os que acreditam que uma empresa poderia querer fazer um concurso cultural sem fins lucrativos. Amigos, isso como já dizia o Padre Quevedo:

Azul linhas aéreas comete uma idiotice épica

Este concurso TEM FINS LUCRATIVOS para a companhia aérea Azul. E a empresa disfarça isso com um verniz esferrapado de  “concurso cultural, que objetiva promover jovens talentos”.

Tudo que as pessoas que gastam dinheiro com a empresa desejam é: Profissionalismo.

Mas como a saída pelo amadorismo é mais fácil, ela faz como o Santander, a Revista Piaui e muitas outras marcas, que  já se utilizaram dessa técnica de engambelamento dos participantes, todos com resultados negativos pra as marcas.

O que a Azul quer? Propaganda barata, repercussão, e de quebra um desenho bem bacana para colocar nos caríssimos aviões dela sem pagar NADA. Ou melhor, pagando um aviãozinho de brinquedo.

É óbvio que qualquer pessoa mais racional vai olhar e pensar: Mas e daí? Participa quem quer.

Óbvio que participa quem quer. Mas isso não atenua a hipocrisia da companhia de selecionar artes e mais artes (porque sempre vai ter um inocente desesperado para aparecer) se tornar dona de tudo, usar a que achar mais adequada, e não pagar por elas. Participa quem quer e mete o malho quem se acha ultrajado de ser considerado idiota com o papo furado da empresa, que é o meu caso. Como empresário do ramo de design, dono de uma empresa que também vende ilustração, eu acho muito cretina esta postura da empresa.

Esta postura, já vista e discutida em inúmeros “Cases” de repercussão negativa, o vulgo “queimação de filme” é bastante comum e conhecido dos artistas e ilustradores em geral. Os empresários quando confrontados agarram-se ao discurso hipócrita de querer ajudar a divulgar os nomes de jovens talentos ou então metem os pés pelas mãos de uma só vez, alegando ” mas é só um desenho”

Dizer este tipo de coisa é o pior de todos os argumentos, pois não apenas agrava a discussão, como também dixa claro a todos que a imagem da empresa pode ser feita por qualquer um com qualquer coisa.

Está muito claro que a logica por trás deste tipo de artimanha marketeira é conseguir algum bobo o suficiente para oferecer de graça um bom trabalho, preferencialmente de qualidade profissional gratuitamente.Como disse, o ilustrador Montalvo Machado:

A atitude da Azul, ao promover uma concorrência comercial travestida de concurso fere diretamente aos profissionais da área, não pelo temor que algum moleque mal saído das fraldas venha a fazer algo que possa ser comparável ao trabalho de um escritório de design, com pessoas qualificadas, com estudos e projetos fundamentados no histórico da empresa e de seus clientes, com sustentação acadêmica, adequação ao público alvo, gestalt, consistência em relação a imagem corporativa e ao design prévio da empresa, uma estética adequada aos planos de curto, médio e longo prazo ao projeto de design da Azul, e todas as questões que envolvem um projeto de design como a decoração de uma aeronave.   Estamos falando de trabalho, meu caro. Trabalho especializado, expertise caro, planejamento e execução de um serviço de gente grande, não de crianças talentosas, ou será que a Azul agora vai se tornar uma grande creche?

 

Ao usar amadores para fazer gratuitamente o trabalho de um profissional qualificado, a Azul abre o espaço para que pensemos se a empresa também não está fazendo este tipo de economia na manutenção das aeronaves, na limpeza, na contratação de pessoal… Você voaria numa companhia aérea que faz “economia a qualquer preço”? Nem eu.

Enfim, é triste ver que um dos grandes problemas do Brasil continua a ser o amadorismo. A Azul vai dar um aviãozinho de plastico em troca de um trabalho certamente de qualidade profissional, o golpe vai repercutir mal para a empresa, manchando a reputação dela a longo prazo. Tudo isso por amadorismo da própria empresa que não sabe criar um concurso minimamente decente.

“Ao vencedor, as batatas!”

Machado de Assis

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77 comentários em “Azul linhas aéreas comete uma idiotice épica”

    • Nesse caso aí, tem prêmios de 40.000, 15.000 reais e tal. Perto de pagar uma consultoria, realmente é um “bão negócio” mas ainda é mais profissional que dar um aviãozinho de plastico tipo da Azul. Porra, meu, nem sequer passagem aérea os caras lá dão. E olha que passagem pra eles é mato.

  1. Putz, Felipe, p isso gosto de você… você pensa como eu na maioria das coisas, e tem a ferramenta para poder expor para todos!

    Eu também tenho uma empresa de publicidade há 5 anos. Sinceramente, acho isso uma canalhice sem tamanho! Infelizmente, pessoas “espertas” iludem jovens designers que muitas vezes acham que ganhando um concurso desses vão ficar mega famosos, o que não acontece.

    Não faço isso para ninguém! Gosto de produzir trabalhos legais, criativos, modernos, mas também gosto de ganhar dinheiro. E como gosto! Minha origem Árabe/Turca não nega! kkkkkkkkk

    Estou encaminhando este post para mais de 1000 contatos e clientes de toda a minha lista neste momento!

    Parabéns mais uma vez!

  2. Po.. mas pelo menos no lance da escolha do nome o premio nem era de todo ruim… viajar de graça pela azul pelo resto da vida! +100 (ou mil, não lembro) outras pessoas que sugeriram o mesmo nome AZUL ganhariam uma passagem com acompanhante pra qualquer lugar atendido pela empresa. Essa foi uma das únicas promoções que eu ganhei na vida (não o premio máximo… o outro… 🙂

    Levando em conta que DESDE O INÍCIO da concepção da empresa o nome obviamente seria azul (devido a “matriz” se chamar JetBlue) até que eu achei justo.

    Agora, levar uma maquete (que deve ser um modelo da Uruguaiana decalcado) como prêmio é sacanagem.

    • Ihhhh, meu amigo. Nesse concurso ai da Azul o buraco é bem mais embaixo….

      Eles vieram com o lema que o brasileiro é que ia escolher o nome, mas o nome AZUL já estava decidido por ele bem antes de rolar o concurso.

      Na época, 2008, Depois que saiu o resultado dizendo “VOCÊ BRASILEIRO ESCOLHEU AZUL”…. eu entrei no site http://registro.br/ pra ver quando o domínio VOEAZUL.COM.BR tinha sido registrado, e já fazia uns 6 meses… Se pesquisarem no google verão que várias pessoas fizeram como eu… Muitas se revoltaram.

      A Azul é a maior trambiqueira… 

  3. Não se pode esquecer que, concomitantemente, a Tam está fazendo um concurso cujo prêmio é uma viagem de volta ao mundo com tudo pago, o que deixa a coisa ainda mais horrenda para a Azul.

    • Acho que seria mais divertido ainda se eles colocassem como bônus… uma miniatura com seu desenho estampado! Tipo, pra não deixar de atender aos interesses dos caras que entraram no concurso da Azul especialmente por causa da oportunidade de ganhar uma miniatura de avião! Não, melhor ainda, a miniatura seria o prêmio principal e a viagem é que seria o bônus!

  4. Na boa? Acho que isso se resolve sozinho. Nem mesmo um amador com uma vontade bem grande de ser reconhecido, se não como profissional, pelo menos como artista, vai achar que esse “prêmio” valha nem que seja o tempo gasto esperando o Photoshop carregar.  Vai chover desenho de giz de cera no colo deles. Vai ver a proposta era essa, eles é que não deixaram claro, tinham que vir com o vekho argumento de “oportunidade única de visibilidade para seu trabalho”. Qualquer rede social gratuita te dá espaço suficiente pra vc divulgar
    seu trabalho do jeito que vc quiser, com a segurança que vc quiser.
    Teve um concurso desses com a lata da Sprite esses tempos tb, não? Não sei quais eram os prêmios, mas parece que eram umas coisas mais substanciosas. E tem uma estamparia/camisetaria, não sei qual é o nome, que funciona basicamente nesse esquema, vc faz uma estampa e ganha uma camiseta com seu desenho. Um profissional ganha mais pagando pra fazer um workshop de silk-screen. Sei lá, nesse caso acho que é mais voltado mesmo pro cara que trata a ilustração como hobby…

    • Eu cheguei a pensar nisso, mas eles vetam a participação de funcionários, parentes de funcionários, pessoas ligadas a Azul e a DPZ… Se é pra aceitar qualquer coisa, por que não limitar a produção das artes aos filhos dos funcionários? Me parece uma manobra de marketing barateira. Por mais que o objetivo seja colocar um desenho de lápis de cera de uma menina de oito anos na cauda do avião, a própria metodologia envolvendo os softwares indicados, já é suspeito.

    • Hoje o que parece ter virado moda é o tipo de contratação estilo “quem baixar mais as calças ganha”. O foco passa a ser a grana, não o resultado. Este tipo de coisa pode até funcionar quando o objeto “licitado” é um viaduto, uma passarela. Mas arte? Comprar arte a preço de banana? Isso realmente acontece, eu mesmo parei de ilustrar para varias revistas por causa disso.

  5. Cara, já pensou se alguém só de sacanagem manda um trabalho com direitos autorais de terceiros, e esse trabalho é escolhido? Sei que ia acabar sobrando pro cara que enviou também, mas seria bacana vendo a Azul tentando se explicar.

    • Ou então fazer a estratégia Constantine: Mandar o mesmo trabalho, um trampo bem foda, pras duas empresas ao mesmo tempo, e se divertir vendo os advogados se morderem pra ver pra quem exatamente os direitos autorais foram integralmente e gentilmente cedidos. Mas uma história assim já seria fantasia…

  6. A Azul é aquela mesma empresa que promoveu um “concurso” na internet para escolha do nome da companhia, sendo que a opção mais votada – SAMBA – não ganhou. O nome escolhido foi aquele que David Neeleman já tinha em mente desde o início: AZUL (pela similaridade com jetBlue, companhia que ele tinha criado nos EUA e da qual foi destituído da presidência após o vexame no Valentine’s Day de 2007).

  7. se eles realmente quisessem dar chance para os novatos, fariam o concurso com um premio pago em dinheiro, equivalente ao custo de mercado de um projeto profissional. Os concursos de arquitetura geralmente são assim, né?

  8. Philipe, isso fes me lembrar um episodio que me ocorreu  na 5ª serie,  a professora de ingles propos aos alunos para participar de um passeio ciclistico como equipe dinamica, na qual os alunos forneceriam a camiseta para ser pintada (pagariam pela pintura para cunhada da professora) com um numero que nao me lembro.
    o detalhe sordido é que o numero era o de candidato a vereador do marido da professora,
    como eu era repetente, percebi a manobra e levantei a lebre, ela ficou indignada e se fez de
    vitima , como eu era muito amigo do irmao dela acabei ficando quieto;  

  9. mimimi de designer é fogo.

    Amigo, o concurso participa quem quer, e é ÓBVIO que o prêmio não é ter uma maquete, e sim ter um avião estampado com uma arte sua. Isso para qualquer designer iniciante é de extremo valor.

    Tenho certeza que em qualquer processo de seleção chamaria atenção no currículo já ter feito designer de um avião, não?!

    Eu trabalho na área financeira, se me oferecessem a oportunidade de escrever um relatório para ser usado e publicado pelo Credit Suisse, ou qualquer grande banco do mundo, eu não exitaria em tentar criar um relatório para esse concurso.

    Se me oferecessem a oportunidade de trabalhar no Goldman Sachs de graça, ou até pagando, eu trabalharia vários meses lá.

    Tem certas remunerações não-monetárias que valem mais do que muitas monetárias. Ter feito um trabalho para alguma grande empresa é uma delas.

    Agora é ÓBVIO que se você é um profissional que já está além disso, se você já trabalhou em grandes bancos mundiais no caso do mercado financeiro, ou se já faz design pra grandes empresas, um concurso desses não acrescentaria nada para o seu currículo e você nunca aceitaria a proposta.

    • A questão aqui é a empresa alegar que o concurso “cultural” tem como objetivo justamente isso que você engoliu. Oferecer o valor ao trabalho que estampou a cauda de um avião. Mas na pratica é apenas um desenho, que será comparado com outros e estampado lá. Tecnicamente a empresa está tirando proveito do trabalho vencedor, economizando em cima do trouxa novato, que vai fazer de tudo para arrumar um espaço no mercado. Quer dar a visibilidade? Ótimo. Quer dar aviãozinho? Ótimo. Mas dê um premio minimamente decente, porra.
      Nota-se que você não é da área.
      Em termos de portfolio de design/ilustração, o que vai contar não é o desenho do cara ter sido selecionado para estampar um pedaço de uma aeronave, porque o que importa nestes casos é a arte que o cara faz e não o suporte onde ela aparece. Capa de livro, capa de revista, capô de automóvel, outdoor, isso é tudo suporte. Que diretamente, influi muito pouco com o processo criativo da solução projetada. Só os iniciantes muito desesperados caem numa dessa.

      A sua comparação não é das melhores, pois você diz: “Se me oferecessem a oportunidade de trabalhar no Goldman Sachs de graça ou até pagando, eu trabalharia vários meses lá”.

      Você compara uma oportunidade real, que nem mesmo é de “trabalho” – pois trabalho prevê remuneração. É de um estágio-aprendiz, mas ainda assim é uma oportunidade, com um concurso-caracu. Para ter a ver com a questão debatida neste post, sua comparação devia ser:

      “Se o Goldamn Sachs me mandasse fazer de graça, um relatório sobre a conjuntura macroeconômica da sociedade de consumo oriental sob o ponto de vista do endividamento privado, e após ler o meu e o de dois mil outros caras, escolhesse um único relatório, com o qual iria ficar ainda mais rico, em troca de uma caneta esferográfica, e o banco teria o direito de ficar com sua ideia pra ele e não te dar NADA e nem mesmo citar que o projeto ganhador é meu, eu faria”.

      E então eu te chamaria de burro.

    • Acreditar que o cara que acaba de entrar no mercado tem que aceitar qualquer merda porque ele é um novato é o pior tipo de escarnecimento do talento alheio. Não existe nenhuma razão para um novato sair aceitando qualquer bosta. Se você é um novato e está lendo isso, presta atenção. A valorização do seu trabalho é dada por VOCÊ, não pelo cliente. Se não aparece grandes oportunidades, faça como todo mundo que cresceu na área, crie trabalhos ficcionais, coloque claramente isso para os caras que avaliarão seu portfolio, mas não trabalhe por esmola.
      O mercado de trabalho dos designers é muito parecido com o das putas. Tem puta que cobra dois reais. Tem puta que cobra dez mil.

      Imagine que você é uma puta recém chegada na zona. Surge um motumbo e te propõe a fazer uma chupeta nele. Se – e somente se – ele gostar, ele te paga 50 centavos. Mas ele propõe isso a todas as putas do seu beco. Só uma vai ganhar os 0,50, mas todas vão chupar.

      Conhece alguma puta que tope uma proposta dessas? Este tipo de coisa, nem puta rampeira dessas de beco topa. Por que um designer novato toparia?

      Tem gente, como o Bruno Aguiar que pensa que este tipo de coisa é natural. Eu não. Proposta caracu? Tô fora. Já perdi as contas de quantos clientes safados eu chutei quando tentaram jogar um laço no meu pescoço. Mas eles continuam. Afinal, como dizia Pt Barnum, a cada minuto nasce um otário!

      • Eu acho que uma pessoa que teve seu trabalho escolhido por uma grande empresa pra pintar seu avião é muito mais gabaritado que uma pessoa que nunca fez trabalho pra ninguém.

        Você parece se revolver poque é uma grande empresa, mas que tal invertermos os papeis?

        A Intel e depois fabricantes de hadwares dão DE GRAÇA seus processadores e lançamentos para sites como clubedohardware.com.br.

        “ISSO É UM ABSURDO INTEL, clubedohardware  entra com a cara, vai ficar com seu processador, fruto do desenvolvimento que custa milhões, e a INTEL entra com o cu.”

        No 1º caso, o clube do hardware serve de ‘entidade certificadora para a qualidade do produto’, que vai dizer que o processador é bom mesmo, e como o clube do hardware tem uma reputação perante a sociedade, vai comprar processadores Intel.

        Voltemos para o caso da Azul, o designer é a Intel, e quer um ‘certificado de qualidade’, esse certificado é ter seu trabalho aceito por essa empresa, e como a Azul tem uma reputação perante a sociedade, a sociedade vai passar a reconhecer o trabalho do designer, pois ele foi ‘certificado’ pela Azul.

        • Eu só me pergunto se nada prestar, a empresa vai fazer o que?
          Mas isso é improvável, já que certamente milhares pensarão como você e darão o sangue para fazer seus melhores trabalhos e os darão de graça para a empresa usufruir deles como desejar, usando onde quiser.
          Só fico com pena do cara que fizer um trabalho foda e ganhar, já que a moral que ele vai acrescentar ao histórico profissional dele de ter ilustrado a cauda de um avião é tão somente proporcional a qualidade do trabalho que ele fez. Não sou contra o infeliz que acha que só terá esta oportunidade de mostrar o talento dele. Eu sou contra dar só um avião de plastico em troca de um trabalho. Mas cada um tem que saber de si. É como usar droga, eu não faço, mas tem quem faça.
          Só acho que os caras iludem os inocentes com mundos e fundos, promessas de exposição, sucesso e o caramba a quatro. Usam o trabalho e depois descartam como lixo.
          E nem vou mencionar a clausula leonina de cessão total de direitos autorais que desrespeita a lei.

    • Xi Brunão… quer dizer que você caiu nessa… entendi.
      Agora, é capaz que você ganhe.
      Trabalhando na área financeira (?) você entende tudo de design né.
      Por isso está emitindo um parecer com tanta propriedade!

  10. Concordo com o Bruno Aguiar, sempre curti o blog e concordava com muitos posts tratando de opiniões, politicas e etc. Mas esse foi meio decepcionante, até tosco. É ÓBVIO que a empresa visa o lucro proprio na forma de imagem, nesse caso a Azul como sendo uma patrocinadora cultural com incentivos. Concordo que podia ter pelo menos uma passagem com acompanhante pra qualquer lugar dentro do Brasil, mas não cabe a mim decidir.
    E como o Bruno disse, faz quem quer, se o designer novato recém-saido de uma faculdade/curso quer ter a imagem dele estampada no site de uma empresa como a Azul, deixe-o. Se vc tem experiencia o bastante a ponto de não aceitar esse tipo de coisa, é algo seu, privado, não da pra generalizar dessa forma.
    Qualquer mané sabe que empresa nenhuma faz qualquer coisa sem que haja um retorno, seja em dinheiro, em publicidade ou em imagem. Mesmo que a Azul tenha boas intenções com o concurso, é claro que eles vão tirar uma fatia do bolo pelo fato de ganharem uma estampa de graça em troca de uma maquete.

    • Enquanto você acha natural uma empresa agir de forma calhorda, eu me revolto. Isso não é tosco, isso é o meu direito. É o dela de fazer a tosqueira e o meu de meter o malho.

      • Mas é assim que funciona bixo, tem varios casos desses diariamente, muitos deles piores e mais hipór itas do que esse caso da azul.
        Eu concordo sim que o premio é tosco, principalmente vindo de uma empresa de porte, mas ainda não entendi pq vc está tão revoltado/chocado.

        • Pareceu que eu estou muito chocado? Na verdade estou mais que acostumado com isso. Mas fazer algum barulho ajuda a espalhar a percepção que este tipo de promoção é uma furada pro cara que participa e pra empresa que organiza. Eu só fiquei bolado com a cara de pau da empresa de se limitar a dar um aviãozinho de plastico e nem ao menos oferecer uma viagem gratis ao ganhador.

  11. ATENÇÃO!
    estou abrindo um concurso cultural para ver qual a melhor empresa de aviação do mundo, as companhias aéreas interessadas devem oferecer um ciruito de voos pela Europa pra toda minha família, no fim nos vamos escolher a empresa que ofereceu os melhores serviços e premiar o presidente da empresa com belos cartões postais comprados em legitimas bancas de revistas europeias durante as viagens, nao perca chance de ter essa bela coleção emoldurada na parede seu escritório.

    • Se você fosse uma pessoa com credibilidade nesse mercado, você poderia fazer isso.

      Pessoas que são especialistas em alguma área do conhecimento recebem muitas amostras gratis de empresas dessa área para poder usar, e não recebem nenhum dinheiro por dar essas amostras, que empresas otárias!

  12. Sinceramente acho mimimi de designer também.

    Esse concurso certamente é voltado pra adolescentes que estão coçando o saco numa tarde de domingo, e que gostam de desenhar, criarem uma arte. De cada 100, 99 é ruim, mas 1 pode ser bom e a empresa sair ganhando.

    Grafiteiros saem pintando paredes por aí, pura e simplesmente pra ver a arte deles em “público”. Muita gente gostaria de ver sua arte pintada num avião sem precisar ser pago por isso. Simples.

    E o principal. A Azul não é o Governo Federal, e portanto, participa do concurso quem quer. Se ela vai estar tirando a oportunidade de algum designer cobrar 5 digitos por um desenho feito em 30 minutos, o problema não é dela, e sim do designer que acha que é engenheiro civil e que precisa assinar toda obra que é feita.

    • Não creio que a empresa agindo assim esteja tirando um trabalho de escritório de ilustração e/ou design, porque tem muito mercado, mas acho que ela tá queimando o filme dela. Dá a sensação que ela quer qualquer merdinha na cauda do avião dela, na marca da empresa, que é (deveria ser) uma coisa sagrada.
      Se você dissesse, ” Ah, mas é uma locadora de cidade pequena, que não tem grana” eu até entenderia, mas esta é uma empresa milionária. Uma companhia de aviação, e o porte da promoção mostra que eles estão pouco se lixando para o que vai aparecer (ao contrario do que alegam). Se o premio fosse bom, vamos dizer, uma coisa que é merda pra uma empresa dessas, um carro zero. Mesmo que popular… Isso triplicaria o numero de caras bons tentando ganhar, o que significaria uma melhora substancial na qualidade dos trabalhos concorrendo e resultaria muito provavelmente numa arte que poderia estampar não só uma aeronave, mas todas as aeronaves da empresa. E então, seria uma coisa boa para os dois lados. Do jeito que está, acho mal feito.
      Mas aí mesmo assim, um monte de dedilhador de bolsa escrotal irão mandar trabalho. Se ninguém mandasse, a empresa ainda pararia para pensar: “Pô, não deu certo porque talvez o premio seja mixuruca”. E então, num próximo concurso, talvez ela colocasse prêmios melhores, e todos sairiam felizes.

    • Graffiteiros pintam paredes por aí para verem sua arte em “publico”, atuando sempre no espaço publico. Já o avião é privado. Pra isso se cobra.
      A questão é bem simples, este concurso é, de fato, exploratório. Seu regulamento deixa isso evidente. Participa quem quer e prostitui o trabalho quem quer. Mas isso não anula o fato da Azul ter criado um concurso exploratório.

  13. Obviamente o famoso e manjado “participa quem quer” ainda é usado como argumento. Mas a questão levantada é a da situação do mercado como um todo. Como foi dito aqui, já é comum esse tipo de proposta na área de design. Está se tornando normal e corriqueiro e sendo abafado sempre porque os questionamentos são chamados de “mimimi de designer”. E isto não deve ser assim, pois se trata de uma questão trabalhista séria. Tenho para mim que os designers devem começar a se enxergar como uma classe e parar com essa história de cada um por si pra sobreviver no meio da selva. No final das contas, fica a máxima:

    “Só existe trabalho explorador porque existe trabalhador que aceita ser explorado”.

    • Engraçado que basta meter o pau em alguma coisa que surge um sujeito alegando que é “mimimi”.
      Ora, isso aqui é a sacrossanta casa do mimimi, gente! Lógico que tem que ter mimimi. O Sergio Cabral diz que as reivindicações dos Bombeiros é mimimi. O Lula diz que o Mensalão é mimimi da oposição. No Brasil de hoje, a lógica é “tudo que não é de acordo com a minha opinião, é mimimi”.

  14. Oi Vinicius,

    Você foi perfeito em sua colocação.
    Eu até entendo quando um leigo acha que um concurso desses é uma boa pedida.

    Agora… Ver gente que se diz “designer” apoiando um concurso desses é de doer.
    Só a cláusula ABUSIVA, onde diz que a simples participação já transfere os direitos autorais patrimoniais, já deveria ser suficiente para causar uma tremenda indignação em qualquer profissional com um pingo de discernimento.

    Os designers vão viver na base da ‘falsa esperteza do cada um por si’ até quando?

    Um abraço,

    Mônica

  15. Rsssss. Tive que perder alguns minutos do meu tempo postando um comentário, não tive escolha.
    Sou Design trabalho a 10 anos na área e digo que: O consurso e aberto, “participa quem quer”, RSSS, eu não participei porque não é do meu interesse, mas se fosse um estagiario, ou recem formado que precisasse de portifólio seria uma boa. Todos nós, torno a dizer, TODOS nós um dia trabalhamos de graça, é assim que se cresce. A grande diferença está em  trabalhar de graça para o “Bar do zé” e trabalhar de graça para a “AZUL Linhas aereas”. Agora na minha opnião, torno a dizer, na MINHA opnião os pensamentos dos Sres, acima e do Sr.  Philipe é Utopica. – Pense galera, o mundo por si já é uma exploração, seja coerente, imagine os trabalhos que um novato poderia fechar apresentando um portifólio com a AZUL como cliente”

    • Aproveitando o ensejo, eu que sou DESIGNER nunca trabalho de graça, Nem quando estava começando. Nunca, NEVER. Já levei muito calote, isso sim, mas trabalhar de graça por opção? Isso não é ser profissional. Se o cliente gosta do meu trabalho e o quer, é porque considera que tem algum valor, e se tem valor, se eu dou de graça ele está se dando bem em cima de mim.

      Não é uma relação de amor, nem de amizade. São negócios. Negócios bons são aqueles que são bons para os dois lados.
      Qualquer pessoa que discorde que um profissional que faz um trabalho sério não deva ser remunerado por ele, ou é louco ou é burro. A escravidão neste país acabou em 1888, amigo “Design”.

    • Só mais um pequeno detalhe, caro Eder. Se o cara disser que tem a azul como cliente poderá levar um processo dela, porque ela NÃO É CLIENTE DO CARA, na medida em que NÂO pagou o serviço, não contratou o serviço e tudo se resume a ganhar um concurso. NA medida em que a Azul (tá no regulamento) se tornará DONA dos direitos autorais, ele nem mesmo poderá colocar a peça no portifolio sem que ela autorize.

      • Acabei
        de deletar a minha resposta para o Sr. Philipe pelo motivo que em 2
        linhas o Sr. Thiago Spolito resumi tudo. Talvez juntamente pudesse citar
        que alem de “DESIGNER” (como o Sr. Phelipe fez a gentileza de me
        corrigir) Mordido, sinto “cheiro” mercenário, com o mesmo nivel da nossa queria AZUL. Por sinal ambus são oportunistas ao extremo.

        sobre os DIREITOS AUTORAIS – como a palavra diz, ter o direitos autorais
        não à torna autora, sendo assim eu posso e tenho total direito de
        colocar tal obra em meu protifólio. Eu não posso aponta-la como cliente
        pq o produto em si não esteve a venda, nisso vc tem razão (mais um ponto
        para você).
        PS. Phelipe não fica mordido não cara, relaxa. Vc é um designer razoavel, esquenta não.

        • Eder, fico feliz que você reconheça que eu sou mercenário.
          Você sabe a diferença entre mercenário e profissional?

          Mercenário (do latim mercenariu, de merce = comércio) é o nome pelo qual é chamado aquele que trabalha por soldo ou pagamento

          Ou seja, mercenário é um profissional. Coisa que eu sou mesmo. Com contratos, clientela, nota fiscal, Pis Cofins, ISS e tudo mais.

          • Grande Phelipe, eu acho que vc deveria repensar sua posição de ser MERCENÁRIO amigo.

            VOCÊ não fez nada alem de dizer o significado da palavra. Mas caso informações mas caso o Sr. não tenha informações mais detalhadas sobre ser MERCENÁRIO posso lhe dizer.

            MERCENÁRIO: Significado: Soldado que trabalha em troca de soldos(pagamentos) sem ligações patrioticas, ideais ou fidelidade. Diz se do profissional que trabalha visando o lucro, sem se importar com
            as regras, ética ou principíos impostos pela profissão que escolheu. Sinta-se a vontade para pesquizar mais a respeito.

            Ou seja Phelipe vc acabo de assumir que você so trabalha visando lucro, independente de regras que nossa profissão impõe, sem ÈTICA PROFISSIONAL. O fato de vc trabalhar com  contratos, clientela, nota fiscal, Pis Cofins, ISS e tudo mais, só lhe torna um exelente contribuinte. Meus parabêns vc faz minimo que qualquer empresário descente faria (isso não te torna um super profissional).

            E Mil desculpas caro Sr. Phelipe eu jamais serei mercenário como o sr. se intitulou em um país que precisa de ajuda como o BRASIL. Acabei de elaborar uma campanha gratuitamente para arrecadação de agasalhos em minha região. Fui super elogiado e reconhecido, tudo isso sem cobrar nada, sem fins lucrativos. Espero profundamente que o Sr. reconsidere sua posição de ser mercenário, pois como diz o comercial da coca-cola “Os bons são maioria” e desejo que o Sr. com um blog tão importante como este, esteja do nosso lado em prol de um mundo melhor.

            Cordialmente.

          • Caro Eder, minha posição de mercenário é de cobrar por algo de valor que agrego para meus clientes. Isso não é falta de ética, muito pelo contrário, meu camarada. Em momento algum eu disse que sou um super profissional, apenas disse que faço a minha parte, pago os impostos, trabalho com contrato, com prazos definidos, o mais correto possível.
            Sinceramente, eu não entendo o tipo de distorção no assunto que você pretendeu ao contar sua bela história sobre como você trabalhou de graça para uma boa causa. Eu por acaso disse que isso é errado? Que isso é falta de profissionalismo? Eu acho que não.
            Talvez você tenha entendido errado alguma coisa que eu falei.
            O que eu disse – e torno a repetir sempre, é que uma empresa que pode pagar pelo seu trabalho e exige de você que o faça de graça para que ela aumente seus lucros, ela está sendo canalha, e o cara que aceita isso está deixando o profissionalismo de lado, acreditando em promessas e conversas fiadas que TODO ANO MILHARES DE ILUSTRADORES, DESIGNERS, WEBMASTERS e etc escutam.
            Isso é ser BURRO.
            Ninguém deve trabalhar de graça. Isso é diferente de doar o seu trabalho para uma instituição filantrópica, uma ong ou qualquer outro tipo de atividade que resulte no benefício humanitário. Aí vai da consciência de cada um. Algumas pessoas contribuem com causas humanitárias de um jeito, outras de outro. Algumas pessoas alimentam os pobres, outras doam seu tempo, outras financiam dando dinheiro.
            Caso queira continuar com esta discussão sobre as armadilhas comerciais que fodem pessoas de bom coração, estou totalmente dispostos a continuar minha catequese-mimimi em prol da melhoria das condições de trabalho das pessoas na minha área profissional.
            Mas caso seu objetivo seja desvirtuar o assunto assumindo idiotices sem pé nem cabeça como visar o lucro ser algo contra a ética profissional, minha paciência termina aqui.

          • certo Phelipe vc venceu. Vamos encerrar esse assunto. minha opnião final é que, participa dessa M%$# quem quer, quem não quer….. fica quieto. Ja que vc citou que gosta de defender as condições trabalhistas do pessoal da nossa area, vamos ver até que ponto vai sua atitude em relação a esse post. Espero ver AQUI o resultado desse concurso, espero ver AQUI oque mais vc fez em prol dos nossos semelhantes. Acho que vc se irritou comigo, rsss, desculpe, ok? a intenção era essa mesmo, rssss, mas tudo na base da cordialidade. Minhas sinceras desculpas. E não ache que eu vou me calar não heim,,,,,apartir de agora vou pegar no seu pé (de um modo bom, – se é que existe um modo bom),,,vc é um cara que vale a pena discutir. ganhamos com isso. Tudo bem que essa tomo uns rumos estranhos, mas foi interessante,,,vamos discutir denovo quando sair o resultado…ou se vc tiver mais novidades a respeito. Té mais.

  16. Colegas estou acompanhando a discussão e minha opinião, como a de um ser fora da área, é a seguinte: Muitos estão comentando que o real prêmio seria a exposição do cidadão mas, uma vez que os direitos autorais são assumidos pela cia e , a mesma tem o direito de alterar o que bem entender antes da versão final, eu me pergunto: Será que esta exposição vai realmente acontecer? Eu acredito quase nada. Reconhecimento quase nulo. Ou por acaso vai haver um voo de inauguração da arte com o artista? ou então uma conferência de imprensa com o ganhador? Ou então eventos que exponham o ganhador? Acho que não. 

    Já que o pessoal gosta bastante de citar exemplos então eu vou citar um: Certa vez conheci uma pessoa que precisava entregar um trabalho de computação no colegio. Essa pessoa entrou na internet achou um trabalho pronto de um autor, aplicou o “ctrl c + ctrl v”, alterou algumas coisas colocou seu nome e… voilá! saiu um novo trabalho, a pessoa tirou nota e passou de ano. Eu lembro da pessoa mas nao lembro do autor original. Este foi só um exemplo descontraído de um trabalho de colegio. No caso real as coisas são , ou deveriam ser, mais sérias. 

    Abraços. 

  17. Isso pra mim é discurso de Designer mordido. Muita gente gostaria de ter seu trabalho em uma aeronave da azul mesmo que isso nada custasse. De fato participa quem quer, e reclama quem quer aparecer.

  18. Infeliz seu post.. a maldade, as vezes, esta nos lhos de quem ve!!  Espero que vc acompanhe o final deste concurso e nos mostre o vencedor, a ideia dele no avião.. quem sabe vamos todos nos surpreender!! Ah, percebi uma pontinha de inveja nas suas linhas. 

    • Eu gostaria muito de acreditar em que ” a maldade está nos olhos de quem vê”. Seria melhor pensar que estou maldando uma coisa boa de uma empresa multimilionária que propõe que pessoas trabalhem para ela de graça em troca de um aviãozinho de plastico.
      Curiosamente, em outros concursos “culturais” como os de fazer frase, a Azul deu viagens, hospedagens e etc. Mas em troca de ilustração ela só dá aviãozinho de plastico e olhe lá.
      E ainda tem gente que defenda isso como algo puro.
      Sei lá, com mais de dez anos de praia, á vi tanta sacanagem contra ilustradores, designers, quadrinistas e artistas em geral que fiquei escaldado.

  19. Um pouco radical esse post.
    Além disso, creio que cada um tem o designer que merece. Esse negócio de “proteger” mercado não resolve e nunca resolveu nada (exceto talvez para médicos etal… rs)
    E mais, tenho certeza de que muitos ilustradores com toda essa bagagem que você mencionou participaram. Outros tantos, com bagagem e tal, não têm talento suficiente para fazer um trabalho desses, nem muito menos, nem mesmo ganhando uma fortuna.

    • Me mostre onde que eu disse qualquer coisa sobre “proteger mercado”. O assunto nem mesmo se trata de uma questão mercantil aqui.
      A questão é: A empresa faz uma promoção calhorda onde ela se dá bem e quem participa ganha um aviãozinho de plastico.
      Eu disse no texto: Participa quem quer.
      As pessoas tem direito de baixar as calças quando acham que é uma boa. O meu ponto de vista é que eu não faria isso, mas eu não faria tatuagem no olho e tem gente que faz.
      Defender uma opinião não é radicalismo.
      O que eu disse e reitero é que enquanto as pessoas aceitarem passivamente receber avião de plastico como premio por um ótimo trabalho, (já que dificilmente o executivo optará pelo trabalho mais medíocre) elas estão trabalhando culposamente para perpetuar a percepção geral de que artista tem que aceitar qualquer migalha por uma “chance”.

      • Philipe, relaxa. Eu até concordo com você. Mas o próprio mercado se incumbe de regular essas coisas. Não adianta termos uma classe de designers engajados e conscientes, mas que não ganham nada ou, pior, que são incompetentes.  E você deve concordar que há muitos deles nas duas situações. Quando o bolso aperta, os pudores ficam em segundo plano.
        Quanto ao radicalismo, esse lance de forçar a barra com termos do tipo “calhorda”, “baixar as calcas” não ajuda a defender a razão, pelo contrário. Mas não precisa nem se defender, foi apenas uma opinião.

  20. Sim, isso é tirar proveito a baixo custo. Pelo menos tenho mais fé que cumpram o combinado, sendo ou não justo. Mas que tal a Anatel, que fez algo muito parecido lá por 1996 e sumiu com uma obra que submeti à avaliação dentre umas 6 ou 7. Esta que sumiu era muuuuito parecida em conceito com o logo atual da Anatel. Interessantemente, os primeiros colocados eram quase todos de Brasília. Hmmm… Dá o que pensar, não? Sumiram com uma coincidência infeliz? Copiaram e melhoraram uma idéia boa? Ou foi puro acaso mesmo? Nunca saberei… E não é uma empresa privada, mas o nosso amado estado.

  21. Que idiota, se vc tivesse um trabalho numa mega companhia como a azul você teria uma visibilidade enorme no mercado.. Ganharia credibilidade e faria propaganda própria, imbecil.

  22. Eu não entendi a indignação… As regras foram colocadas antes. Participa quem quer e conhecendo as regras. Outra coisa a frase que seu pai lhe disse é de Napoleaõ Bonaparte e é o contrário. “nada é mais perigoso que um idiota tentando pssar por inteligente. Temos que rir é de quem leu as regras e quiz participar…

  23. Philipe..sem ofender…com todo respeito vc criticou o concurso do caras fazerem isso, mas posta um texto de péssima qualidade sobre ” como beijar bem” e coloca um banner de site de relacionamento logo abaixo pra ganhar dinheiro… não diferiu muito deles..

    • POdemos debater indefinidamente a questão do que é “um texto de péssima qualidade”. Isso aos olhos seus ou aos das dezenas de pré-adolescentes que escrevem agradecendo e pedindo dicas?
      Uma coisa é uma empresa capitalista, que cria um “concurso” fajuto onde na verdade pretende tirar proveito a baixo custo do trabalho alheio, outra é um website, como este, onde eu, o autor escreve o que lhe vem na telha, as pessoas entram sem pagar, lêem o que acham que melhor lhe convém, saem quando acham que devem, não me mandam nada, não lhes obrigo a nada, não lhes peço absolutamente nada. Há banners de publicidade? Há. Há adsense? Há. Pedir cliques é contra as regras de uso, e eu nunca fiz isso. A publicidade funciona independentemente do meu conteúdo e é gerida pelo Google, que usa um mecanismo contextual que “lê” o post e determina, num leilão interno a propaganda mais adequada para aquele assunto, e que paga mais pelo clique. Nem eu e nem o google exigimos que as pessoas cliquem. Assim, quem clica é quem acredita que tem interesse naquela publicidade. EU ganho uma parcela de cerca de 20% do valor do clique, porque estou alugando o espaço para o google colocar a publicidade dele. E ele leva 80% do clique. Dito isso, me explique agora que tipo de pensamento torto foi este onde voc~e me compara com uma empresa que pede para as pessoas mandarem desenhos gratuitos para ela se tornar dona sem precisar pagar direitos.

      • É a velha cultura idiota de que dinheiro é “coisa suja”.
        Quem não gosta de dinheiro que mande para mim. Meu trabalho é honesto não enrolo ninguém.
        O pior é que vc está escrevendo, até certo ponto, de graça, ajudando o pessoal, e ainda tem de ouvir esse tipo de bizarrice.
        Que horror o nível de raciocínio da turma aí!

  24. Estava esperando ver nos comentarios alguns ‘causos’ e conselhos de pessoas q ja passaram por isso…

    Mas nao da pra acreditar q tem tanto idiota q nao nem sequer entende o argumento do Philipe, (q aliás eh professor! E usa sua linguagem coloquial bem-humorada p propositalmente atingir a tds, inclusive os idiotas)!

    Da ate impressao q tem dedo de funcionario da azul ae… Lamentavel

    Soi designER c mestrado e passo por isso, tenho casos p contar… mas na boa.. deixa p proxima. (a proposito… isso nao eh mimimi… alias nao ouço esse termo desde a 8a)

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