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Eu confesso que fiquei um bom tempo refletindo sobre colocar ou não textos ficcionais meus nesse blog. Por incrível que pareça, até agora não teve nenhum texto inventado nessa joça. Só casos reais dos mais escabrosos.
Mas o que seria da vida sem uma pitada de ficção? Meu medo é o leitor achar que este é um blog de ficção. Mais um. O mote aqui é justamente outro, mostrar que o mundo É uma ficção e que a realidade é uma brincadeira sórdida de anõezinhos malignos de uma outra dimensão.
Então vou confiar na capacidade dos leitoes de perceberem quando é inventado e quando é real. Mas como sou legal, eu geralmente dou uma dica, dizendo claramente no texto que é um caso real. (salvo posts ilegais, como aquele do dia em que roubei um cadáver, quando a possibilidade de ficção me rende uma serta guarita dos homens da lei)

Vou começar com um texto-hambúrguer. O texto tem este nome porque eu escrevi justamente com apenas uma mão, comendo um hambúrguer. Escrevi no Orkut, na época da Ignis, quando eu trabalhava feito louco, e trabalhava até almoçando. Nesse dia eu resolvi largar a tablet e escrevi enquanto saboreava o SUPERTRANSA – um hambúrguer gigante do TRANSASUCO. Senta aí que vai começar o delírio, hehe:

O último encontro

22/07/2004 12:19

Ron sabia que aquela era a última vez que eles se encontravam. Depois de muitas noites juntos, onde compartilharam a mesma cama, já haviam feito sexo de formas completamente diferentes. Selvagem, carinhoso, inocente, infantil, perverso, dominador, perdidos, bêbado, etc.
Ron entrou na pequena sala onde viu Semaj pela primeira vez.
Bem, não era necessáriamente a primeira vez aquela, mas era como se fosse. Ron era praticamente o dono de Semaj desde que a ganhou num sujo jogo de Zen8 com amigos de amigos seus que ele não conhecia direito.
Semaj era mais uma daquelas garotas modernas de onde você não sabe direito de onde saiu, e embora sua aparência ainda fosse agradável ao olhar, seu sexo tão bom quanto o das outras mulheres, ela ainda era fria. Sim, era fria.
Era fria mas estava disponível. Ron não precisava gastar dinheiro, levar presentes ou conhecer a família. Semaj servia bem fosse qual fosse o humor do homem que estivesse com ela. Ela fazia sua parte.
Semaj era uma profissional do sexo. Talvez “profissional” não fosse bem o tema correto para designá-la. Nelson Rodrigues dizia que prostituição é vocacional.
Ela havia sida criada, concebida para o sexo.
Olhando assim, rapidamente, era uma mulher bem gostosa. peitões, quadris perfeitos, cabelo macio. A pele também macia. Ouvia-se pouco a voz dela, é verdade. Voz baixa, movimentos contidos. O som da voz dela só aumentava quando em suspiros parecia gozar abundantemente.
Mas voz para quê? Ela serivia apenas para gemer mesmo…
Bem, Ron estava ali, pela última vez na frente de Semaj e mesmo que ela ignorasse isso completamente, ele sabia que sentiria alguma falta dela.
Ron estava de partida. A corporação o intimara a viajar a trabalho para um lugar muito distante e ela não poderia ir com ele.
Com carinho Ron pegou Semaj pela mão e levou-a lentamente até a cama.
Sentando-a no leito, levou os lábios até os dela e por uma fração de segundo, lembrou-se de todas as vezes que beijara aqueles lábios. Semaj, inclinou-se para trás, sem roupas (ela sempre encontrava Ron já sem as roupas. Ron não gostava de perder tempo…) Com uma mão, Ron acariciou-lhe os seios e sentiu Semaj emitir um fraco gemido, aquele tipo de gemido que ele já conhecia de cor.
Levou a outra mão na nuca se Semaj e pressionou com delicadeza.
O painel trazeiro se abriu e rapidamente, antes que ela tivesse alguma reação de proteção, Ron ativou-lhe o botão de reset.
Os protocolos de relação se Semaj foram deletados, sua memória extirpada, seu desejo silenciado e suas atitudes formatadas.
No instante seguinte ela era apenas uma boneca sexual comum, já defasada, sem energia, um mero robô desligado.
Ron levantou-se da cama. Olhou-a mais uma vez.
Semaj jazia estática. Os olhos abertos, vidrados. Um manequim frio e sem vida.
Ron abriu a porta e saiu fechando-a atrás de si.

Fim
O texto-hambúrguer

Comments

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3 ideias sobre “O texto-hambúrguer

  • 27 de junho de 2006 em 1:41
    Permalink

    hehehehehe

    Pois eu misturo tudo, ficção, realidade, poesia, etc e deixo mesmo por conta dos meus parcos leitores a tarefa da saber qual é qual.

    Geralmente, pego UM único fato ocorrido no dia e transformo numa história, na qual, geralmente, me incluo, ou como discreto personagem ou como a atriz principal.

    Raríssimos são meus posts realistas. Posso dizer que 90% deles é pura adaptação. :o)

    Confissões de Nikita Gump no Mundo Gump! hehehehehe

    Resposta
  • 27 de junho de 2006 em 1:43
    Permalink

    Pô, 90% É ficou mal… é que gravei aquele ézão que vc colocou no meio do texto.

    retificando… 90% SÃO!

    Resposta
  • 17 de março de 2009 em 8:14
    Permalink

    ;] :$ 😛 😛 😛 😛 =D :happy: :curious: 😎

    Resposta

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