O homem que enriqueceu 6 BILHÕES DE DÓLARES num único dia

Ganhar dinheiro é muito bom, mas imagina só ganhar um milhão num único dia? E cem milhões? E um milhão de milhões? E seis BILHÕES?

Impossível? Delírio? Mentira? E se eu disser que ele ganhou isso tudo e praticamente nem notou? Aí fica Gump de vez!

Pois foi o que aconteceu com o já multibilionário do vale do silício, que acordou com a notícia deliciosa que havia bombado seu patrimônio em MAIS SEIS BILHÕES DE DOLARES num só dia.

Larry Ellison acordou 6 Bilhões de dólares mais rico nessa segunda feira. Nada mal. Mas é café pequeno perto do que ele já tinha.

 

Segundo esta matéria da Exame, o fundador da Oracle Larry Ellison é o mais novo quarto colocado entre as pessoas mais ricas do mundo. De acordo com o ranking de bilionários da Bloomberg, o executivo é dono de uma fortuna avaliada em US$ 130 bilhões, algo em torno de 631 bilhões de reais.

A DEFINIÇÃO DE “PODRE DE RICO”

Esses rankings de bilionários é uma das coisas mais ridículas do mundo, mas o fato é que o valor coloca Ellison US$ 1 bilhão à frente, pela primeira vez, de Bill Gates – o cofundador da Microsoft caiu para a quinta posição. Para chegar ao pódio dos três maiores bilionários do mundo, o fundador da Oracle precisará bater Jeff Bezos, da Amazon, hoje com patrimônio estimado em US$ 150 bilhões.

A conquista do novo posto veio nesta segunda, 14, após o patrimônio do executivo ter um aumento de quase US$ 6 bilhões em um único dia.

Mas o que efetivamente ocorreu para esse cara engordar tão rápido assim o bolso?  A resposta é Inteligência Artificial.
A alta foi impulsionada pelo ânimo dos investidores com os resultados financeiros apresentados pela big tech com expansão de 17% nas receitas. E ainda com a indicação de que a Oracle está bem posicionada para este momento em que há uma corrida por ferramentas que potencializem o uso de inteligência artificial generativa.

“O Gen2 Cloud da Oracle rapidamente se tornou a escolha número 1 para executar cargas de trabalho de IA generativa”, afirmou Ellison, também diretor-executivo da companhia. “A Oracle tem a tecnologia de cluster GPU de maior desempenho e custo mais baixo do mundo. A própria NVIDIA está usando nossos clusters, incluindo um com mais de 4.000 GPUs, para sua infraestrutura de IA”.

Segundo o artigo, desde o começo do ano, as ações da empresa sobem cerca de 40%, em linha com os avanços que outras companhias de tecnologia têm experimentado ao longo dos últimos meses de hype da AI generativa. Isso puxou fortemente a  fortuna Ellison, que  avançou em mais de US$ 38 bilhões no período. A Oracle é a origem da maior parte da riqueza do executivo, que detém 42,4% de participação no negócio, de acordo com dados de mercado.

A expansão na riqueza está entre as maiores, segundo a Bloomberg, ficando atrás apenas de pessoas como:

  • Elon Musk – US$ 88,1 bilhões
  • Mark Zuckerberg – US$ 53,2 bilhões
  • Jeff Bezos – US$ 43,5 bilhões

Essa acumulação de capital em níveis sem precedentes é um das faces mais bizarras do capitalismo. Ao mesmo tempo que temos pessoas acumulando volumes de capital que dificilmente poderiam ser gastos por elas numa só vida, temos milhões de pessoas comendo lixo e bebendo agua suja para sobreviver. Por outro lado é um pensamento tacanho e simplório acusar os superbilionários como culpados pelas mazelas do mundo. Tanto um quanto outro são pontas de uma só corrente, que permite essas distorções trágicas.

Culpar a existência dos super ricos pela existência dos super pobres é errado?

Do meu ponto de vista de um classe média baixa de país de terceiro mundo mal governado para caralho desde que o Dom Pedro II foi chutado daqui, seria cômodo culpar esses caras, mas temos que considerar outros fatores.

  1. Responsabilidade pessoal vs. sistema econômico: Embora algumas pessoas argumentem que os super bilionários têm uma responsabilidade moral em ajudar a resolver os problemas da pobreza, outros argumentam com razão que a pobreza é um resultado de um sistema econômico mais amplo e complexo. Culpar exclusivamente os super bilionários pode não levar em conta as estruturas econômicas, políticas e sociais que contribuem para a pobreza.
  2. Filantropia e impacto social: Muitos super bilionários têm se envolvido em atividades filantrópicas e dedicado parte de sua riqueza para causas sociais. Eles estabelecem fundações, fazem doações significativas e financiam projetos que buscam abordar desafios sociais, incluindo- mas não se limitando – ao combate da pobreza. Argumenta-se que sua riqueza pode ter um impacto positivo na sociedade por meio dessas iniciativas.
  3. Contribuições para crescimento econômico: Os super bilionários frequentemente possuem e dirigem grandes empresas que criam empregos e impulsionam o crescimento econômico. Isso pode beneficiar as comunidades locais e até mesmo países inteiros, ajudando a reduzir a pobreza ao fornecer oportunidades de emprego e renda.
  4. Complexidade das causas da pobreza: A pobreza é um problema multidimensional, influenciado por fatores como desigualdade de renda, acesso limitado a serviços básicos, falta de educação, conflitos, instabilidade política, entre outros. Culpar exclusivamente os super bilionários pode obscurecer a complexidade dessas causas e a necessidade de uma abordagem holística para enfrentar a pobreza.

Numa boa, eu penso que  a questão de culpar os super bilionários pelas mazelas da pobreza no mundo é cômodo para governante merda.  Isso envolve uma análise cuidadosa e uma compreensão mais ampla dos sistemas econômicos e sociais. É importante reconhecer que a solução para a pobreza requer esforços coletivos, incluindo governos, setor privado, organizações da sociedade civil e indivíduos em todos os níveis da sociedade.

Sem um país se organizar para construir medidas efetivas de construção de riqueza para os mais fragilizados, não adianta jogar baldes de dinheiro nos pobres que o dinheiro volta como magica para a mão desses caras. Por que? Porque eles dominam o mercado de consumo. O pobre precisa de tudo, e ao ter a mínima chance o que ele faz é converter dinheiro em bens e serviços, e assim o dinheiro migra de volta para a mão dos donos das grandes fortunas mundiais.

A título ilustrativo, observe o gráfico abaixo. Ele mostra como cerca de somente dez empresas, são as donas de praticamente tudo que está para vender nos supermercados.  Isso não é muito diferente do resto do mercado mundial, com empresas e Holdings comprando ações de outras empresas. É por isso que o dinheiro, não raro, volta, como um pombo treinado para o local de onde ele saiu.

 

As principais multinacionais alimentícias e como elas dominam o ecossistema

 

Sem educação de qualidade esta merda não se resolve. Não adianta pintar o elefante de bolinhas que ele não vira um cachorro. Nenhum país saiu da merda da pobreza sem DÉCADAS de trabalho sério e investimento educacional. Mas aqui continuamos num pensamento mágico de uma grande jogada que vai fazer milagre, uma administração após a outra.

A pior de todas as mazelas do Brasil, se chama interrupção de política pública. O gestor público brasileiro é míope. Não raro, a cada 4 anos se destrói o q foi feito antes e é implementado todo um novo projeto, ambicioso, que já nasce destinado a ser destruído dali a 4 anos.

E assim seguimos, botando a culpa dos problemas nos ricos – para felicidade dos governantes que só pensam no imposto enquanto o povo tá aí, eternamente se guardando para quando o carnaval chegar.

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Philipe Kling David
Philipe Kling Davidhttps://www.philipekling.com
Artista, escritor, formado em Psicologia e interessado em assuntos estranhos e curiosos.

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