lembranças de outra encarnação?

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Eu já estava indo desligar a minha maquina para fazer um rango quando me lembrei que já tem uns dias, estou com esse post entalado para escrever. Vou fazer ele em partes, pq tem muitos casos estranhos que podem indicar algum tipo de memória de uma encarnação passada. A questão que se coloca é:

A reencarnação existe?

Não me dou à prepotência de dizer nem que sim, nem que não. Cada um que forme seu pensamento conforme o que acha que é.

Pode haver muitas explicações possíveis para este fenômeno. Algumas até mais estranhas que a ideia de um espirito voltando ao mundo dos vivos.

Será a morte o fim de tudo ou de alguma maneira ainda desconhecida, parte de nossa consciência pode de alguma forma migrar para outro corpo? Pode haver inúmeras outras possibilidades, como algum tipo de sintonia transpessoal que conecte pessoas aleatórias, transmitindo certas lembranças? Uma espécie de memória coletiva onde, por alguma razão desconhecida, certas mentes podem obter dados?

Há muitas possibilidades e a ideia de reencarnar esbarra por um lado nos conhecimentos atuais da ciência estabelecida e por outro nas religiões e filosofias clássicas.

Não há uma resposta definitiva para a questão, e a cada dia, novas situações, algumas realmente tão esdrúxulas que causam arrepios, vão surgindo.

 

A menina com problemas de aprendizagem

Este é o caso de uma menina que quando ainda estava no jardim de infância, passou um momento difícil com as letrinhas.

O fato é que ela misturava as letras de um modo estranho. Ela trocava B com V e  H com N. A menina teimava que ela estava certa e o mundo, errado. A situação foi tão curiosa que a professora não sabia como essas letras poderiam confundir a criança. A professora chamou a mãe e explicou o caso, fez perguntas, mas nem mesmo a mãe dela sabia porque ela misturava tudo. Então, em uma certa noite, a mãe dela estava “brincando de ler” um livrinho.

“Ela ficava me perguntando o som das letrinhas. Ela não parava de dizer: “Eu não me lembro delas.”  Mostrei-lhe um H e perguntei a ela se  lembrava aquela. Ela balançou a cabeça e disse, com confiança, que sim. Para ela aquela letra fazia o som  de ‘N’.

Ao ver as letras do alfabeto, a menina disse que faltavam letras. A mãe achou aquilo estranho,  e perguntou a ela  o tipo de cartas que ela achava que havia e ela desenhou algumas:

letrinhas “Tem mais do que isso, também” – disse ela.

A mãe assustada, ao se deparar com a filha pequena escrevendo em cirílico perguntou onde ela aprendeu aquelas letrinhas.

– “Vlad me ensinou antes de desaparecer.” – Ela disse, lacônica como toda criança pequena.

A mãe então perguntou a ela  quem era Vlad.

A menina, para espanto da mãe, disse que ele era seu irmão. (nota: a garotinha não tinha irmão) Ela disse que Vlad ensinava ela a escrever. Mas então ele desapareceu.  “E no dia seguinte, um homem veio e matou a nossa família”.

Imagina o susto que essa mãe levou? Como explicar um caso desses?

Atualmente, na Universidade de Virgínia, uma das mais prestigiosas universidades públicas dos Estados Unidos,  pesquisadores da área de saúde mental dedicam-se (já há décadas) a investigar esse estranho fenômeno.  À frente da Divisão de Estudos da Personalidade está o mais famoso pesquisador sobre o assunto, o já octogenário Ian Stevenson. Seus livros e textos em publicações científicas descrevem casos de crianças que se recordariam de vidas passadas e de pessoas com marcas de nascença que teriam sido originadas por cicatrizes de existências anteriores.

Stevenson e sua equipe avaliam casos de reencarnação da forma que consideram a mais acurada possível. Fazem entrevistas, confrontam a versão narrada com documentações, comparam descrições com fatos que só familiares da pessoa morta poderiam saber. Por tudo isso, ele se tornou um dos maiores responsáveis por ajudar a deslocar – ainda que apenas um pouco – o conceito de reencarnação do campo da fé e do misticismo para o campo da ciência.

O professor Jim B. Tucker, da Divisão de Estudos da Personalidade do Departamento de Psiquiatria da Universidade da Virgínia, estuda e atende casos de depressão e outros distúrbios em crianças e adolescentes. Tem especial interesse por casos de crianças que alegam ter lembranças de vidas passadas. Ele mesmo alega ter visto (ao vivo) muitos casos, e tem cerca de 2500 casos já estudados e catalogados de lembranças de outras vidas.
Segundo ele, a mais forte evidência envolve declarações documentadas que alguma criança tenha feito e que se provaram verdadeiras em relação a uma pessoa que viveu a uma distância significativa. O dr. Jünger Keil (pesquisador da Universidade de Tasmânia, na Austrália) investigou um caso na Turquia no qual um garoto deu muitos detalhes sobre um homem que tinha vivido a 850 quilômetros e morrido 50 anos antes de o menino ter nascido.
Como ele poderia saber?

Eis o mistério.

A criança que reconheceu sua família inteira da vida anterior

Um dos casos mais classicos é o de Swarnlata Mishra, uma menina nascida em 1948 de uma rica família da Índia. A história é descrita em um dos livros de Stevenson, Twenty Cases Suggestive of Reincarnation (“Vinte Casos Sugestivos de Reencarnação”, sem versão brasileira), e se assemelha a outros registrados pelo mundo sobre lembranças reveladoras ocorridas, principalmente, na infância. Mas, ao contrário da maioria, não está relacionado a mortes violentas, confrontos ou traumas.
A história de Swarnlata é simples. Aos 3 anos de idade, viajava com seu pai quando, de repente, apontou uma estrada que levava à cidade de Katni e pediu ao motorista que seguisse por ela até onde estava o que chamou de “minha casa”. Lá, disse, poderiam tomar uma xícara de chá. Katni está localizada a mais de 160 quilômetros da cidade da menina, Pradesh. Logo em seguida, Swarnlata começou a descrever uma série de detalhes sobre sua suposta vida em Katni. Disse que lá seu nome fora Biya Pathak e que tivera dois filhos. Deu detalhes da casa e a localizou no distrito de Zhurkutia. O pai da menina passou a anotar as “memórias” da filha.
Sete anos depois, em 1959, ao ouvir esses relatos, um pesquisador de fenômenos paranormais, o indiano Sri H. N. Banerjee, visitou Katni. Pegou as anotações do pai de Swarnlata e as usou como guia para entrevistar a família Pathak. Tudo o que a menina havia falado sobre Biya (morta em 1939) batia. Até então, nenhuma das duas famílias havia ouvido falar uma da outra.
Naquele mesmo ano, o viúvo de Biya, um de seus filhos e seu irmão mais velho viajaram para a cidade de Chhatarpur, onde Swarnlata morava. Chegaram sem avisar. E, sem revelar suas identidades ou intenções aos moradores da cidade, pediram que nove deles os acompanhassem à casa dos Mishra. Stevenson relata que, imediatamente, a menina reconheceu e pronunciou os nomes dos três visitantes. Ao “irmão”, chamou pelo apelido.
Semanas depois, seu pai a levou para Katni para a casa onde ela dizia ter vivido e morrido. Swarnlata, conta Stevenson, tratou pelo nome cada um dos presentes, parentes e amigos da família. Lembrou-se de episódios domésticos e tratou os filhos de Biya (então na faixa dos 30 anos) com a intimidade de mãe. Swarnlata tinha apenas 11 anos.
As duas famílias se aproximaram e passaram a trocar visitas – aceitando o caso como reencarnação. O próprio Stevenson testemunhou um desses encontros, em 1961. Ao contrário de muitos casos de memórias relatadas como de vidas passadas, as da menina continuaram acompanhando-a na fase adulta – quando Swarnlata já estava casada e formada em Botânica.

Mãe, eu morri!

Uma mãe conta que estava perto de sua filha de 3 ou 4 anos de idade quando ela se virou para a mãe e disse essa frase assustadora.

É estranho isso sair da boca de uma criança. Mais incrível ainda foi a calma com que a mãe se abaixou e pediu para ela explicar direito como ela “morreu”.

A menina disse que suas irmãs e irmãos eram chamados  “Imp” e que ela dormia em uma cama dura e tomava banhos frios, que ela tinha um “pé engraçado” e que ela perdeu Maggie. Ela então passou a dizer:

“Os homens nos levaram para o quarto escuro e fui “bang- bang-bang”. Eu caí e minha cabeça doía, e então eu estava no céu com Nicky”.

A menina tinha memorias confusas, e  não disse muita coisa, exceto que Nicky era seu irmão mais velho. Certamente que o  bang, bang, bang, eram tiros de alguma arma. A mãe conta que hoje a menina já tem 16 anos e ainda fala sobre coisas como estas, mas em seu sono. “Certa vez, ela falou em russo fluentemente”.

Há um interessante documentário que trata deste assunto, que gostaria de dividir com vocês:

É engraçado falar sobre isso, porque me lembro bem claramente de uma quantidade enorme de pesadelos que eu tinha quando era criança, que repetiam quase que como um filme. Eu estava correndo no meio do mato, as coisas acontecem como num jogo de FPS e eu estou com uma arma. Eu estou correndo ouvindo tiros e então eu caio num buraco e a última coisa que vejo antes de acordar são espetos de bambu findo na minha direção.

Eu contei isso para o meu pai quando eu era pequeno e ele foi quem me disse pela primeira vez que o sonho poderia não ser nada além da lembrança da morte de uma outra pessoa, já que esta era uma armadilha comum usada no Vietnã. Eu sei lá se é isso mesmo, mas depois de um tempo, lá pelos meus seis anos os sonhos com o buraco passaram e a vida seguiu normal.

Você conhece ou já teve alguma lembrança de vida passada? Conte aí pra nós. No próximo post sobre este assunto, vamos ver mais alguns casos estranhos e ver um ponto de vista cético para com esses fenômenos tão estranhos.
fonte fonte fonte

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170 respostas

  1. Quando eu era pequeno era muito comum eu falar durante o sono. E falar bastante. A minha mãe dizia que parecia russo e que eu ainda pronunciava bem as palavras. Mas eu não me lembro se eu sonhava alguma coisa quando eu falava dormindo. Agora parece que parou. Pelo menos minha esposa nunca reclamou que eu tivesse falado dormindo alguma vez…

    1. EU ainda sonho em inglês até hoje. Acho que não falo dormindo, mas sonhar em inglês é algo recorrente e no sonho eu FALO INGLÊS BEM PRA CARALHO. Quem me dera ter aquela fluência do sonho na vida real. Eu ja teria dado no pé.

      1. Oi Philipe, essa de falar Inglês no sonho também acontece muito comigo, é bem interessante. Sei lá, mas acho que isso se deve ao fato de a gente já ter estudado um bocado essa língua. Nas primeiras vezes que isso aconteceu fiquei bem impressionado, tipo “algo novo nos sonhos, algo incomum”, porém, pensando um pouco mais sobre o assunto, compreendi que não há nada de espetacular, pois nosso sonho, que é criação de nossa mente, pode usar qualquer idioma disponível em nossa mente, e se temos dois ou mais idiomas, nada impede de termos um sonho bilingue ou poliglota. Mesmo assim, é bacana.

        1. Sim, é como sonhar que esta dirigindo quando estamos na fase de aprender a dirigir. Concordo com vc. O que eu acho surpreendente é que nos meus sonhos meu inglês é muito (absurdamente mais) avançado que o que eu sei. Já teve casos de eu acordar com palavras na cabeça que eu nem sabia que existiam, ia no dicionario e estava lá. Então, minha unica aposta é que eu “não sabia que eu sabia”. Como eu vejo muito filme, isso pode estar acontecendo direto há décadas. Eu tenho consciência disso, porque consigo ter sonhos lúcidos. Eu sei que é sonho, sei que estou sonhando e tenho consciência (nem sempre, mas muitas vezes) dentro dos sonhos. Quando isso acontece, eu tento voar, hehe. Eu me lembro de varias vezes me pegar pensando: “nossa, como eu falo bem inglês aqui!”
          Por outro lado, eu ja sonhei que dava um cavalo de pau com o carro, eu fiz o procedimento no sonho, mas nunca fiz no mundo real e nem faço ideia exatamente de como que é. Então pode ser tudo parte de um mecanismo de informações gradadas no inconsciente.

          1. Uau, quando eu li essa sua narrativa, eu me lembrei aqui de uma de quando eu era criança, foi um sonho que eu tive quando devia ter entre 5 a 8 anos, mas até hoje ainda tenho flashes dele.
            No sonho eu estava num cavalo e eu lembro que eu estava respirando pesado, como se estivesse carregando peso, uma de minhas mãos segurava uma lança (uma lança que se usa em carga de cavalaria) e a outra segurava as rédeas do cavalo aonde eu estava. A visão também não era tão boa, provavelmente por conta do elmo, mas eu lembro de ter feito uma carícia no cavalo e outra coisa que notei e isso eu só fui entender quando adulto, é que eu estava numa formação para uma carga de cavalaria e tanto que meus joelhos praticamente tocavam os dos dois homens ao meu redor, que era como cargas eram feitas, com pouco espaço entre os cavaleiros. Outra coisa que eu notei no sonho era que eu não segurava o escudo, ele estava preso no meu ombro, algo que também fui aprender que existiam armaduras assim apenas quando mais velho.

            No sonho de repente começamos a cavalgar, numa velocidade de trote e eu nunca tinha cavalgado antes, mas eu sabia exatamente o que fazer e ainda mantínhamos a formação, fomos subindo uma pequena encosta e projéteis começaram a ser disparados, mas não conseguiam penetrar a armadura, apesar de que faziam um barulho estranho e dava para ouvir alguns gritos e relinchares, já que apesar dos cavalos terem armaduras, algumas acertavam nas aberturas. De repente paramos, nos movemos e começamos a cavalgar em velocidade em direção a um grupo de soldados, eu lembro da adrenalina subindo, de como no ultimo momento, eu segurei a lança com as duas mãos em vez de apenas com uma e eu acertei alguém com a lança, enquanto senti o impacto de o meu cavalo atropelando pessoas. O sonho acabou quando eu larguei a lança e saquei um tipo de maça..Eu fui acordado antes de chegar ao final do sonho, mas é algo que eu nunca me esqueci.

      2. Retire emediatamente essa matéria.
        Isso tudo é mentira da grossa que essas religiões vivem mentindo para conquistar novos adepitos.
        Eziste apenas o juízo final para a vida eterna para o povo de Esrael!.

        1. Tava demorando… “Retire emediatamente essa matéria.” – Que mal lhe pergunte, você tá achando que é quem para chegar aqui fazendo exigências? Não gostou, rala peito, direto para o mobral mais próximo!

      3. Ué Phillip, vc em se tudo!
        É uma lei natural meu amigo! Não há nada do que se preocupar!
        O corpo humano nada mais é que um aglomerado de átomos de hidrogênio, carbono, oxigênio, fósforo, etc…assim como as plantas!
        Mas pq as plantas não se mexem ou falam ou tem sentimentos e nós sim? Simples: Temos uma alma! E é ela que é seu verdadeiro EU!
        Philipe é apenas o nome da carcaça orgânica que vc “está vestindo”, ela não faz nada sem vc espírito.
        É como seu seu corpo fosse um marionete seu entende? Ele não é vc, ele é só parte de vc meu amigo!
        A alma, ou consciência como hoje em dia dizem os estudiosos, é o que se manifesta no corpo! Carbono, oxigênio condensados não têm capacidade para nada, é como plantas! Sem a consciência (alma ou espírito) vira um vegetal!
        Pelo seu relato, vc pode ter vivido os martírios na guerra do Vietnã e isso te traumatizou de tal forma que vc trouxe consigo essas lembranças!
        Enfim, não tenha medo disso, viva sua vida da melhor forma possível, não prejudique a ninguém, seja e faça os outros felizes!
        Vivendo assim meu amigo vc está indo pelo lado certo da vida!
        😉
        Abçs!

      4. Eu não sou da terra… hahaha!
        quando eu era criança, lá pelos meus 3 ou 4 anos… eu sempre dizia pra minha mãe e pro meu pai que eu tinha vindo de um planeta que só tinha crianças. Eu ainda sonho com este lugar. Ele tem duas luas e uma tecnologia avançada. Obs: eu fui uma criança bem estranha também… comecei a ler e a escrever com 5 anos, mesma época em que comecei a me interessar por assuntos paranormais. Sabe qual foi o primeiro livro que eu li? “O impossível acontece”, mais ou menos com essa idade. E eu também via fantasmas e extraterrestres. Sei que parece zoeira, mas é sério.
        Aprendi a ler na escola (entrei 1 ano mais cedo) mas quem me ajudou mesmo foi meu pai. De tanto que eu pedia pra ler aquele livro. rsrs

    2. Acho esse assunto fascinante e tenho que dizer que comigo e com meu irmão ocorrem coisas que nos faz pensar bastante, tenho uma mancha bem no meio dos seios, e pelo pouco que ja vi de marca de tiro ela é muito parecida, sou espirita e uma vez fui a uma palestra, que falavam de descendência da reencarnação, algo como marcas e doenças que você traz de suas vidas passadas, com certeza quem ja viu filmes de ação conhece aquele zumbido que dá no ouvido quando uma bomba explode não, por diversas vezes me dá no ouvido esquerdo esse mesmo zumbido, meu irmão que nasceu no mesmo dia que eu 10 anos depois de mim, tem o mesmo zumbido no mesmo ouvido, na palestra eu relatei isso e palestrante brincou comigo, dizendo que tinha uma veterana de guerra na sala, até hoje isso me faz pensar.
      E outra coisa, meu irmão tem 14 anos, fez apenas um semestre de Inglês fala fluentemente, assim como eu a unica diferença entre nós dois e que eu NUNCA fiz curso na minha vida so o basico da escola.

  2. A unica coisa que lembro quando criança é sobre uma EQM. Eu tinha uns 6 anos, e comia a bala como toda criança quando me engasgei e me vi sobre meu corpo, e também observava minha mãe e minha vó me socorrendo.
    Por muito tempo eu não dava importancia para o acontecimento, passei a lembrar quando estava projeção astral.
    Não é pertinente ao tópico, mas abrange ao tema de “existe vida depois da morte”. Achei interessante postar.

    Belo blog Phelipe, tem muita gente ai se aproveitando de menes e vivendo de blogs sem conteúdo.
    Parabéns.

    1. Valeu Renan! As experiências EQM me fascinam! Há casos MUITO LOUCOS de EQM, também nessa mesma seara de inexplicabilidade como o caso de um senhor que teve uma parada cardíaca no hospital e se viu levitando sobre o corpo na maca, assistindo a equipe tentando trazê-lo de volta. Ele conta que estava tão acima do corpo que pôde ler a marca do fabricante da luminária cirúrgica do hospital, algo que só podia ser feito de cima. Quando ele voltou, acordou contando isso, e os médicos quase caíram pra trás de susto.

      1. Philipe, casos de EQM são tão bem “documentados” quanto os de reencarnação. Primeiro, seria necessário esclarecer em que momento exato se dá a morte, clinicamente falando, algo que a medicina atual ainda não consegue. Somente assim se podria afirmar que alguém chegou “quase” lá. Mas sem saber exatamente onde é o lá, a pessoa pode ter chegado a quilômetros, ou centímetros, da linha que separa a vida da morte, sem que possamos afirmar alguma coisa.
        Também é digno de nota que os relatos de EQM são, quase sempre, parecidos, com túneis (a chamada do post), pessoas, normalmente próximas, luz branca, e por aí vai. Isso sugere fortemente que temos um “conceito” de quase morte que foi “criado” por alguém e os demais “aceitam” como verdadeiro.
        Semelhança grande com as descrições de OVNIs e ETs (grays, por exemplo).
        Todos os relatos estão no campo da especulação, até porquê não conheço nenhum relato, ou estudo sério a respeito. Se souber, me diga onde posso pesquisar a respeito.
        Então, enquanto não definirem a linha que separa a vida da morte, “experiências” de EQM serão… apenas conceitos pessoais de alguém que passou por uma situação muito difícil, ou mesmo crítica. Mas apenas isso.
        Sem desmerecer as opiniões em contrário, claro.

        1. Acho que tem estudos sim. Me lembro de ter lido uns artigos sobre isso na ápoca da faculdade. Não confirmando, mas desconstruindo a EQM, embora um percentual significativo seja ainda bem inexplicável.
          Claro que nenhum cientista vai escrever que o cara “morreu e voltou” até pq, como vc disse, não é algo instrumentalizável com o que temos no momento. Os caras se limitam a descrever em detalhes os procedimentos médicos realizados, as reações numa escala de tempo e o retorno da consciência. O resto são relatos, mas cientificamente sabemos (a velha discussão de sempre, tão pertinente) que relatos anedóticos não contam como prova científica, apenas como evidências circunstanciais.

    2. Me lembro de quando eu tinha uns 6 anos e afundei em uma piscina, então vi minha mãe me puxando, o engraçado que eu observei de cima e não de dentro da água hahaha

    3. Poxa, então acho que tive uma EQM também. Uma vez na praia, minha mãe me puxava numa boiazinha que tinha corda, já na água isso. Eu devia ter uns 6 anos. Aí do nada a bóia virou e só lembro que eu via eu mesmo de ponta cabeça, na água. Minha mãe diz que nesse dia ela olhou pra trás e não me viu direito. Mas viu umas pernas de ponta cabeça um pouco mais atrás. Quando virou, era eu!

      1. Oi,eu sou nova no site. Eu ja tive uma EQM. Foi o seguinte,eu ia de van para escola (aquela que uma pessoa compra um carro grande e leva as crianças para a escola) enfim,um dia a moça que dirigia o carro saiu do carro e deixou eu com mais 2 colegas meus. O carro estava em uma ladeira,e ela esqueceu de puxar o freio de mão,enfim,eu estava conversando com meus amigos quando eu senti o carro andar,e dai ele começou a correr sozinho em direção a parede no fim da ladeira,ele estava muito mas muitoooo rápido, então um cara entrou no carro e puxou o freio de mão. O mais engraçado,é que quando o carro corria em direção da minha morte e dos meus amigos,eu não pensei nada,apenas gritei.
        Eu não sei se eu teria morrido ja que eu estava no meio do carro,(era um dublô) mas sei lá,sempre que eu lembro eu me sinto estranha.

        E sobre as reencarnações,eu não sei se tem muito haver mas eu tenho muitos sonhos,mas eu não consigo lembrar da maioria. Eu sonho que sou raptada,sonho com vidas paralelas,sonho que sou mãe (eu tenho 14 anos ) ,ja sonhei com vidas diversas,mas a maioria eu não lembro,e como a maioria ai em cima disse nos meus sonhos eu ja falei francês e inglês,e tipo fluentemente,nos sonhos apenas hahahaah. E outra coisa que eu queria relatar,minha mãe é apaixonada por coisas antigas,e ama coisas do Egito e pá,uma amiga dela mexe com cartas de reencarnação (ou algo assim,me perdoem pela minha ignorancia) ,enfim,e essas cartas relataram que minha mãe ja teve uma vida no Egito. Eu acredito em reencarnações,não é possivel que TODAS AS VIDAS comecem do zero,mas eu não sei,as probabilidades são muito poucos.

  3. Eu sempre tive desde criança um sonho que se repete ainda. Eu não lembro bem, pq sempre é nebuloso, eu só lembro que tem uma tv e que na tv ta passando o lançamento de um foguete espacial, tipo anos 60 ou 70…..e então eu sinto que to muito atrasado pra alguma coisa, envolvendo a minha família, saio correndo, entro no carro vou bem rápido, ai tudo fica turvo e eu acordo com uma angústia dos diabos e muito medo….esse sonho sempre me foi recorrente.

  4. Cara que doidera ler o seu relato porque o meu tem uma certa semelhança:

    Desde que eu tinha la pelos meus 3, 4 anos de idade ( e continua até hoje do MESMO jeito porem com menos frequencia) rola um sonho recorrente que hoje eu consigo identificar mas na epoca nao tinha nem ideia, Eu em uma trincheira ouvindo um apito e levantando da trincheira e disparando a correr com o fuzil na mao, eu enfiava a baioneta em um soldado de azul ( que hoje identifico como frances) e logo em seguida algo me acertava no peito ( nao sei se foi tiro ou estilhaço) e logo depois eu tomava uma baionetada do lado direito.

    O engraçado são os detalhes, eu reconheço a lingua falada no sonho hoje em dia como sendo alemão e a guerra como sendo a primeira guerra mundial

  5. O garoto, com poucos anos de idade conseguia descrever sistemas planetários e inclusive ele falou de um planeta que só veio a ser descoberto há pouco tempo. Foi um caso que ganhou bastante fama.
    Realmente bem interessante o caso dele.

    1. È uma boa questão. Mas há casos que desmentem isso, como o de Cameron Macaulay. Desde que aprendeu a falar, Cameron Macaulay começou a citar a sua antiga família, com a qual ele viveu na sua vida anterior. Conversando com a sua mãe, a criança sempre citava uma casa branca com vista para o mar, sendo que ele tinha o costume de observar aviões da sua janela — a situação era tema recorrente em seus desenhos.

      A princípio, a mãe do garoto estranhou a ideia e achou que fosse imaginação dele, mas eles nunca haviam estado na Ilha de Barra (Escócia), local em que ele afirmava que a antiga família viveu. Como Cameron estava ficando cada vez mais triste por conta da saudade dos seus parentes de antigamente, sua mãe começou a pesquisar sobre o assunto. Depois de requisitar ajuda de uma psicóloga infantil, ela viajou para Barra. Com isso, após algumas pesquisas baseadas apenas na memória do garoto, foi possível identificar uma casa com a descrição exata feita pela criança, sendo que ela conseguiu achar a passagem secreta que sempre disse existir e contou até mesmo número correto de banheiros.

      Contudo, a antiga família que deveria ser a da vida passada de Cameron se mudou e não estava mais ali há algum tempo — apenas uma pessoa foi encontrada, mas ela não se lembrava da pessoa descrita por Cameron. Apesar disso, depois da viagem, o garoto se aquietou e não ficou mais triste de saudade.

    2. É que a lembrança remonta a um passado tão distante, que os escritórios ainda não tinham sido inventados… e quanto mais nebulosa for essa época, melhor… as possíveis falhas acabam sendo apontadas como sinais de “certeza” do ocorrido.

      1. Isso é viés cognitivo seu. Assim como a população se tornou maior de 1800 para cá, a maioria das regressões de passa a partir desse período.

    3. Não é verdade. Comece a ler sobre dezenas ou centenas de casos e verá que a maioria das encarnações é de pessoas comuns, muitas vezes escravos, mendigos, camponeses, soldados de baixa patente etc. como o mundo real.

  6. Já tive um sonho estranho, no qual eu saía correndo de uma construção semelhante a uma indústria, enquanto ouvia explosões ensurdecedoras se aproximando, como se fossem mísseis caindo. Não sei o que era, apenas ouvia!! Em outro sonho, me jogavam dentro de uma cela, enquanto eu gritava desesperado. Quando criança, eu morria de medo de ficar preso em um quarto, tinha medo de a polícia me prender, tive até pesadelos. KKKKKKK

  7. “A reencarnação existe?” Questão antiga, controversa e bastante surrada, até. E o fato de não se ter chegado, até hoje, a um consenso, indica que dificilmente se chegará a uma (ou mais) “provas” definitivas. E os “espíritos” parecem concordar com isso.
    Após a primeira dificuldade (existe ou não), esbarramos em outra, não menos espinhosa: para existir, temos que “aceitar” a existência de “espíritos” (ou energia, como querem alguns) que transitam entre “corpos”, quase como fazemos quando trocamos de roupa… quase, claro.
    E a existência de espíritos implica em demonstrar, sem falsas “paixões” ou “interesses”, o que eles são. Se são seres de outro “plano”, como podem interagir com esta nossa “realidade”? Enquanto espírito, não poderia (ou deveria) se manifestar neste mundo (ou versão dele), pois não sendo matéria, como a conhecemos, não poderia ser visível. Se puder ser visto, deixou de ser “energia” para se tornar matéria, logo deixou de ser espírito.
    Ah, dirão alguns, mas o relâmpago também é energia, e podemos vê-lo, assim como a luz. Claro, simples… mas a existência tanto do relâmpago, como da energia luminosa, já foi testada, demonstrada e comprovada várias vezes, por diversos pesquisadores, em diversos momentos. Alguém já fez isso com um “espírito”??? que eu saiba, no meu limitado conhecimento, ainda não.
    As lembranças de “vidas passadas”; a “poliglotia”, ou habilidade de falar outros idiomas; o fato de escrever em línguas antigas, todos estes fatores são apontados como “provas” da existência de uma vida passada, onde o espírito manifesta parte de sua natureza na pessoa do presente não basta para comprovar sua existência. E fraudes aconteceram ao longo da história, e acontecem até hoje!
    Sempre é bom lembrar que, na maioria das vezes, a pessoa que “recebe” o espírito não se lembra de nada a respeito de quem ele era, onde viveu, como morreu. Seria como ver uma pessoa compondo sinfonias sem saber que está com “Mozart” encarnado… suspeito… para não dizer conveniente. O fato de não se saber muita coisa a respeito da “energia” que se manifesta impede de se comprovar que trata-se realmente de uma “vida passada” ou fatores como conhecimento prévio de língua; adquirido de alguma forma, ou mesmo a velha e boa “fraude”, conforme já foi amplamente demonstrado, e nem valeria a pena ficar elencando aqui.
    Uma manifestação pública de um espírito genuíno, que não fosse em locais reservados, e que se submetesse a uma série de perguntas e experimentos poria fim na questão. Seria simples, mas; ao que parece, até mesmo o pessoal “do outro lado” tem algum benefício em manter a confusão e a dúvida. Bem ao estilo da “área 51” dos EUA.
    No final das contas, no eterno embate entre crentes e não crentes, fica uma certeza: até o momento, não se pode nem afirmar; nem negar a existência de ambos, espíritos e reencarnação.
    Resta às pessoas – como sempre – escolher se acreditam, ou não. Se acreditar que existem espíritos, que eles podem “voltar” e se comunicar com os vivos, e trazer algum conforto te faz feliz, tudo bem. Pode ser o seu “cabide psicológico”. Mas cuide bem da sua carteira.
    Por mim, nem acredito, nem nego. Prefiro esperar algo de mais concreto e convincente surgir.

    1. EU tb estou nessa, não acredito e nem nego a existência ou mesmo a possibilidade. O que eu realmente acredito – mas sem provas – é que as pessoas estão interligadas por algo num nível muito sutil, talvez até em nível quântico. É por este prisma que eu entenderia coisas como a telepatia, que é algo que eu já cansei de testemunhar, e talvez até essa questão que hoje é atribuída a vidas passadas, mas pode apenas ser um eco existencial de alguém, uma espécie de snapshot que por alguma razão pode ser acessada por crianças pequenas, que ainda estão pouco influenciadas religiosamente e culturalmente.

      1. Alguns pesquisadores – não sei até onde vai a credibilidade deles – sutentam que todos temos uma “memória ancestral” que atuaria em nível genético.
        Ou seja, em nossos genes estariam “codificadas” as memórias e experiências de nossos antepassados, que nos são passados, meio a meio, por nossos pais. Isso integraria uma “memória genética universal” da espécie humana…
        Bom, a coisa fica mais para “twilight zone” do que pesquisa científica séria. Mas é uma possibilidade.E assim caminha a humanidade…

        1. Quando a coisa entra no grau da Filosofia, tudo fica mais complexo de se medir e encontrar a verdade. A Filosofia permite muitas verdades simultâneas para uma unica questão. Esse tipo de coisa é algo com o qual o Sheldon não pode lidar.

        2. Memória genética não existe. Seria preciso armazenar muito mais TB de imagens, sons, cheiros etc. do que um conjunto de 46 cromossomos suportaria, ainda tendo que produzir todas as proteínas e autorregulações já descobertas pela Genética.

    2. O argumento do “não foi provado até hoje” poderia ser usado para o Bóson de Higgs até o ano passado, por exemplo. E os raios eram inexplicáveis até 1700.

    3. Vários espíritos materializados já foram vistos em público por dezenas de pessoas. E a Área 51 foi confirmada este ano pelo governo dos EUA.

  8. Philipe, eis aqui um caso no mínimo esquisito… rs Sua amiga Mme. Danica aprendeu a ler e escrever sozinha aos 3 anos de idade. Todos se surpreenderam quando perceberam isso, e minha mãe conta que ela me perguntava como eu tinha aprendido e eu falava “na escola”, mas eu nunca tinha ido à escola! Nunca pensei que isso pudesse ser uma lembrança de outra vida. Será?!

    1. Dani, por “ler e escrever” é preciso entender que isso implica na capacidade de interpretar e conceituar aquilo que se escreve, ou que se lê. Existem verdadeiras “crianças-prodígio” que muito precocemente manifestam capacidade de formular e verbalizar idéias e conceitos. Nada tão elaborado como um tratado científico, mas ainda assim acima da média.
      Você pode ser uma delas. O “talento” se desenvolveu… ou ainda “tá lento”???? Rssss

      1. Sim, não estou afirmando que, necessariamente, é algum indício de reencarnação, mas é no mínimo estranho.
        Como já afirmei algumas vezes aqui, fui criada na igreja católica, mas sempre estudei o kardecismo, e conheço histórias muito mais significativas e curiosas do que o fato de aprender a ler e escrever sem auxílio.

        1. É engraçado, que este conceito da reencarnação é muito visto (nas pesquisas que fiz para o post vi isso em praticamente todos os sites) como algo da natureza do espiritismo, quando na verdade o espiritismo apenas se apropriou – ou referenciou (soa melhor) desse conceito que é algo que é um preceito basico do Hinduísmo.

          1. Isso aí! Penso que deve ser por que, pelo menos no Brasil, o espiritismo é mais popular do que o hinduísmo. As pessoas acabam não ligando uma coisa a outra.

          2. Philipe,

            Na verdade o Espiritismo não se apropriou do conceito de reencarnação, apenas trata de explicá-lo da maneira mais racional e científica possível (tratando-se do método científico da época de sua fundação).

            Se tens curiosidade, leia O Livro dos Espíritos, é uma ótima leitura. Ao final do livro, muitas dúvidas terão sido respondidas. Todos os livros do Allan Kardec são deveras esclarecedores, mas comece pelo primeiro para entender melhor os outros.

            Abração!

            PS: dê um pulinho no meu blog, lá debato esses temas.

          3. Eu já li! Não quis dizer que o espiritismo roubou o conceito, ele apenas, como vc disse, explicou e incluiu o mesmo na doutrina. Mas é um conceito muito antigo, talvez até anterior ao Hinduísmo, né? Curiosamente, existem tribos isoladas, (faz tempo que estudei antropologia e não lembro mais de onde era) que haviam desenvolvido seu próprio conceito de reencarnação. No conceito desta tribo, você é sempre o seu tataravô. E por isso lá os nomes se sucedem igualmente a cada geração (se não me engano, inclusive os bens). Muito louco o conceito dos carinhas lá.

          4. Sim Philipe.

            Na verdade todas as culturas antigas acreditavam na reencarnação (de maneira diferentes, mas no geral todas acreditavam). Isso entre os Hindus, Celtas, Shamans, e tantas outras culturas bem antigas.

            Quem matou o conceito foi a igreja católica, se não me engano na época de constantino.

            Como tu leu o livro dos espíritos, sabe que até mesmo Jesus falava da reencarnação.

            Abração!

          5. Verdade, Raphael. A idéia do espiritismo é mostrar que a reencarnação é tão natural quanto dormir e acordar; que deveria ser um conhecimento realmente básico para todos..
            E que, realmente, já foi bem melhor compreendido que agora.

  9. Embora não tenha nenhuma experiência como a de vocês, gosto de acreditar que a consciência existe independente do corpo físico. Tem até uma abordagem recente à luz da física quântica.

    Seria um desperdício morrer e desaparecer depois de uma(s) existência(s) e tudo que passamos.

  10. Cara, que assunto delicado! Parabéns por enfrentar o tema… Por isso sou leitor assíduo!

    Vou falar de uma forma MUITO superficial, já que seria necessário um (ou vários) livros para que possamos começar a compreender como tudo funciona.

    A questão da reencarnação é muito complicada. Eu acredito nela, mas tive uma ou outra experiência neste sentido. Uma delas foi na minha lua-de-mel. Fui viajar para Lisboa com minha esposa e, numa tarde enquanto dormíamos no hotel, ela sonhou com a nossa vida passada, filhos, com seus avós (portugueses) que, se não me engano, estavam muito feliz com nossa ida para lá. Ela é espírita e acordou convicta de que não foi um sonho, mas um contato. A experiência não foi diretamente comigo, mas me envolveu.

    A reencarnação é um processo de evolução do espírito. Nosso espírito é imortal e passível de falhas enquanto estamos encarnados (embora já nascemos com um objetivo traçado, Deus nos deu o Livre Arbítrio para tomarmos as decisões neste plano – daí as falhas, pois muitas vezes não conseguimos enxergar o que se deve fazer). Muitas vezes, reencarnamos para reparar esses “erros passados” e permitir que nosso espírito siga evoluindo. Outras, o reencarnado é tão evoluído que vem ao plano terrestre com uma grandiosa missão. Exemplo disso é a última reencarnação de Chico Xavier e Kardec.

    Antes de estudar o assunto, muitas vezes me deparava com pessoas portadoras de necessidades especiais. Isso sempre me entristeceu, até quando tomei conhecimento que, muitas vezes, o espírito deseja reencarnar desta forma para “encurtar” o processo de reparação de erros da vida passada, acelerando sua recuperação. Passei a enxergá-los como espíritos extremamente corajosos e vitoriosos…

    Há alguns anos atrás, tivemos um acidente bem famoso em São Paulo: um avião derrapou no aeroporto de Congonhas e se chocou com o prédio de uma companhia aérea. Centenas de pessoas morreram. Tempos depois, li um livro explicando as causas deste acidente: em vidas passadas, a tripulação e os passageiros haviam sido soldados romanos cruéis. Castigo? Não. Aprendizado! Através deste sofrimento terreno, alguns cumpriram o que faltava para poderem evoluir. No espiritismo não há castigo; apenas aprendizado.

    Enfim, o assunto é muito extenso e complexo (e confesso que não tenho a pretensão de esgotá-lo aqui). De toda forma, parabéns mais uma vez por abordar o tema.

    Abraços!

    1. Fábio, alguns pontos do seu comentário:

      – A reencarnação é um processo de evolução do espírito. ——–Assumindo que ela exista, de verdade. Já fiz uma referência acima.

      – Nosso espírito é imortal e passível de falhas enquanto estamos encarnados (embora já nascemos com um objetivo traçado, Deus nos deu o Livre Arbítrio para tomarmos as decisões neste plano – daí as falhas, pois muitas vezes não conseguimos enxergar o que se deve fazer). —————–Para uma energia que integraria o “todo” universa, isso muito “terrestre”. Imagine outras formas de vida, que sequer concebemos, passando por essas sucessivas “voltas”… Soa estranho..

      Muitas vezes, reencarnamos para reparar esses “erros passados” e permitir que nosso espírito siga evoluindo. ———-Já mencionei em outra postagem: seria o mesmo que um aluno repetisse de ano e voltasse, no ano seguinte, sem se lembrar de nada do que aprendeu. Aprendizado pressupõe acúmulo de experiências. Se as deixamos para trás, correremos o risco de repetir os mesmos erros indefinidamente. Não faz sentido algum!

      Outras, o reencarnado é tão evoluído que vem ao plano terrestre com uma grandiosa missão. Exemplo disso é a última reencarnação de Chico Xavier e Kardec.————Respeitando as duas figuras, há quem defenda que Chico Xavier era uma fraude, e que tinha transtornos de personalidade, beirando o autismo. Não sei até que ponto procedem as alegações, mas é algo a ser considerado, ao traçarmos o perfil do “médium”. Kardec lançou as bases de uma doutrina que se tornou conhecida, porém, mesmo assim, não mais válida. É preciso acreditar. E as pessoas, às vezes, acreditam no que é errado, apenas pela necessidade de acreditar em algo.

      1. 393 Como o homem pode ser responsável por atos e reparar faltas das quais não tem consciência? Como pode aproveitar a experiência adquirida em existências caídas no esquecimento? Poderia se conceber que as adversidades da vida fossem para ele uma lição ao se lembrar do que as originou; mas, a partir do momento que não se lembra, cada existência é para ele como a primeira e está, assim, sempre recomeçando. Como conciliar isso com a justiça de Deus?

        – A cada nova existência o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem do mal. Onde estaria o mérito, ao se lembrar de todo o passado? Quando o Espírito volta à sua vida primitiva (a vida espírita), toda sua vida passada se desenrola diante dele; vê as faltas que cometeu e que são a causa de seu sofrimento e o que poderia impedi-lo de cometê-las. Compreende que a posição que lhe foi dada foi justa e procura então uma nova existência em que poderia reparar aquela que acabou. Escolhe provas parecidas com as que passou ou as lutas que acredita serem úteis para o seu adiantamento, e pede a Espíritos Superiores para ajudá-lo nessa nova tarefa que empreende, porque sabe que o Espírito que lhe será dado por guia nessa nova existência procurará fazê-lo reparar suas faltas, dando-lhe uma espécie de intuição das que cometeu. Essa mesma intuição é o pensamento, o desejo maldoso que freqüentemente vos aparece e ao qual resistis instintivamente, atribuindo a maior parte das vezes essa resistência aos princípios recebidos de vossos pais, enquanto é a voz da consciência que vos fala. Essa voz é a lembrança do passado, que vos adverte para não recair nas faltas que já cometestes. O Espírito, ao entrar nessa nova existência, se suporta essas provas com coragem e resiste, eleva-se e sobe na hierarquia dos Espíritos, quando volta para o meio deles.

        ? Se não temos, durante a vida corporal, uma lembrança precisa do que fomos e do que fizemos de bem ou mal em existências anteriores, temos a intuição disso, e nossas tendências instintivas são uma lembrança do nosso passado, às quais nossa consciência, que é o desejo que concebemos de não mais cometer as mesmas faltas, nos adverte para resistir.

      2. John Doe (ótimo pseudônimo btw), esse é um dos questionamentos mais clássicos de quem não tem um conhecimento básico sobre o processo reencarnatorio. A questão do esquecimento é explicada de forma muito satisfatória por qualquer tradição religiosa/ocultista/espiritual, mas em síntese, esquecemos porque seria difícil lidar com a necessidade de evolução e reparação de erros de forma neutra, se lembrassemos de nossas vidas anteriores. E se teu irmão atual fosse teu assassino na vida passada? É fácil conviver com essa informação sem que ela afete a atual relação? Obviamente não é, senão não veríamos tantos problemas entre casais divorciados ou amigos que não se suportam por causa de um passado desastroso nessa vida. E também é possível recobrar as memórias de outras encarnações, só se precisa adentrar a espiritualidade, há várias formas para isso é a religião não é a única delas. É uma escalada na Árvore da Vida que além de comprometimento, necessita merecimento.

    2. Em tempo, Fábio: se os “acidentes” que ocorrem são para “educar” espíritos “rebeldes” que não “evoluem”, a julgar pelo que anda acontecendo no Japão, lá deve estar lotado de “espíritos repetentes”… sem fazer piada com coisa séria, mas apenas tentando dar a real dimensão da coisa.

      1. Olá, John…

        Interessantes suas colocações… Servem para aprimorar ainda mais meu estudo.

        Comecei a estudar o assunto a pouco menos de um ano, pois fui meio que “empurrado” para a espiritualidade, conforme foram acontecendo fatos na minha vida ligados à ela. Confesso que ainda tenho mais dúvidas do que respostas…rs. Aos poucos chego lá..rsrsrs.

        Até onde eu estudei, a reencarnação não é uma penalidade imposta. É um aprendizado, feito por escolha do próprio espírito. Mas não para a vida terrena; para a vida espiritual. Nosso aprendizado fica gravado em nosso espírito e não na matéria. Por isso, segundo a doutrina espírita, esquecemos das nossas vidas passadas, enquanto estamos encarnados, mas, ao desencarnarmos, continuamos a nossa evolução, registrando estes acontecimentos e evoluindo com eles. Este esquecimento é providencial, mas as ligações espirituais, não.

        Mas achei muito legal suas colocações. Vou tentar buscar as respostas…

        Abraços!

        1. è intrigante esse aspecto da coisa. Se os espíritos esquecem como parte do seu processo evolutivo, o certo seria ninguém lembrar de vida passada a menos que passasse por algum procedimento, como a hipnose de regressão. Porém, como pode ser essas crianças lembrando espontaneamente? Será um defeito do processo de esquecimento? Será que esse mecanismo das crianças que lembram pode ser explorado para que em algum momento todos se lembrem?

          1. Olá, Philipe!

            Creio que de certa forma, a lembrança não é espontânea, mas proposital e provocada por outros espíritos. O porquê disso, eu não sei te responder.

            A doutrina espírita diz que o esquecimento é proposital: já pensou se você descobre que foi assassinado em alguma vida passada e o assassino é, nesta encarnação, um parente próximo? Qual seria a sua reação? Será que você conseguiria perdoar? Este é o “exemplo clássico” para justificar o esquecimento de vidas passadas.

            Mas, mesmo encarnados, nossas ligações espirituais com aqueles que ainda se encontram desencarnados permanecem. Isso ocorre, na maioria da vezes, durante o sono. Geralmente, nosso contato é feito com espíritos amigos e ligados à nós por alguma afinidade. Parentes, amigos, amor etc. Pode acontecer enquanto encarnados, com alguém com quem já tivemos problemas também. Esse é o caso daquela sensação de que “nosso santo não bate com alguém e não sabemos explicar o motivo.” Além disso, todos nós, segundo a doutrina espírita, possuímos um Mentor Espiritual, que é um espírito mais evoluído e similar ao que chamamos de Anjo da Guarda. Segundo esta doutrina, este espírito nos inspira em nossas atitudes para que possamos prosseguir com a evolução. Certa vez, fui pesquisar sobre o assunto e outro “exemplo clássico” utilizado para sua existência é o fato de que, muitas vezes, pretendemos agir de uma determinada forma, mas, no dia seguinte, temos uma “inspiração” e agimos diferente do que pretendíamos.

            Lembrando que isso vai da crença de cada um. Pode ser que para uns faça todo sentido do mundo, enquanto para outros, isso soe como uma tremenda babaquice…rs.

            Sinceramente, eu não sei se é uma boa lembrarmos de nossas vidas passadas… Acho que isso pode afetar a encarnação atual, seja para o bem ou não. Imagine que fui morto e que meu assassino é próximo a mim… Não sei como reagiria.

            Mas, foi como eu disse ao John Doe: ainda sou um aprendiz… Muitas vezes, tenho mais perguntas do que respostas…rs. Há pouco tempo atrás não acreditava nem em espíritos!!!

            Tem uma frase do Arquivo X que eu gosto muito: “Acredite para entender”. Nesse caso, ela me caiu como uma luva.

            Abraços e parabéns pelo blog!

          2. Valeu Fábio. Muitas vezes é até mais fácil perdoar os outros do que a si mesmo. Eu tinha um conto planejado que acabei nem escrevendo que é a história de um carinha super gente boa que faz uma regressão e descobre que ele foi o Hitler. E então ele começa a ter um puta dum sofrimento nesta vida por conta do que foi na outra. Será justo? Este era o mote da história.

  11. Eu particularmente não creio que seja uma vida passada em si, mas tive um sonho recorrente que me assustava sempre. Eu via pessoas ao meu redor, eram amigos, pois eu mencionava algo para eles. Éramos soldados, provavelmente, e um a um eles iam caindo atingidos. Via um veículo, que parecia um tanque, vindo em minha direção e corria até um homem inimigo, que me parecia ser superior. Eu lembro de tudo muito claro a partir desse momento. Eu agarrei ele e o usei como escudo. Minha respiração era ofegante, tinha o frio gelando meu corpo, minhas pernas tremiam, o cara do qual eu segurava, lembro do suor em seu pescoço, do esforço pra se soltar.
    Aí senti um baque e uma dor contínua na lateral do corpo, soltei o homem, comecei a cair. Eu lembro até hoje do rosto que vi no sonho, um homem magro, olhos fundos, rindo depois de ter me acertado um tiro. O homem que eu segurava então, virava e chutava meu rosto. Lembro do gosto do sangue e depois sentia uma calma. Acho que eu era morto em seguida.

    Esse sonho era muito claro pra mim, sensitivo mesmo, consigo lembrar das sensações. Outra vez, assistindo ao History Channel, vi um local na Romênia que era bem parecido com o do meu sonho. Senti um mal estar na hora, e juro que tive que mudar de canal. O programa era sobre o avanço do Exército Soviético.

    Engraçado como muitas pessoas que se lembram do sonho, geralmente são ligados a situações de pavor, como guerras, momentos de tragédia e acontecimentos históricos.

    Lembro também de um programa da NatGeo, onde um menino também comentava com a mãe sobre seu avião, a queda dele, os amigos de tropa, a unidade que servia e tudo mais, e ele só tinha 4 anos. E os dados batiam com um piloto que foi derrubado no oceano pacífico.

    É no mínimo, estranho tudo isso.

  12. e se essas lembranças que surgem do philipe for na verdade lembranças de um outro philipe em outra dimenssão paralela a nossa em que a mesma se passa algum tempo antes ou depois do nosso tempo? ‘-‘
    e por algum motivo a afinidade dessas dimensões faz com que se colida em algum momento as memorias do philipe das duas dimensões?!

    e se nessa outra dimensão o philipe for o batman?!

    então você pode estar tendo memorias do batman em sua mente philipe!

    ok, admito que ainda n li o texto e vou ler daqui a pouco, porém deu uma vontade de escrever isso :3 (lendo o resto do post em 3,2,1…)

  13. Caramba, bem interessante esse assunto.Eu me lembro que desde bem pequena eu tinha pânico da palavra aborto,eu nem sabia o que significava mas só de ouvir alguém falando eu já me sentia muito mal. Quando eu tinha uns 12 anos teve uma apresentação de trabalho na escola sobre aborto, eu surtei, comecei a chorar sem parar, eu lembro que todo mundo tentava me acalmar mas eu eu não conseguia me controlar, a apresentação teve que ser interrompida e levou bastante tempo pra eu parar de chorar, eu me sentia suja,culpada, como se aquilo tudo (a apresentação do trabalho sobre aberto ,que nem era nada demais) estivesse sendo dito diretamente pra mim.Uns anos depois eu tive uma hamster q deu cria e comeu os filhotes, eu vi tudo e surtei de novo.Quem já viu filhote de hamster sabe que são extremamente parecidos com fetos, e era só nisso que eu pensava, em fetos sendo abortados. Só estávamos eu e minha irmã de 11anos em casa, ela ligou desesperada pro meu pai que teve que sair do trabalho pra me levar no hospital, eu não conseguia parar de chorar, e era um choro histérico, de novo eu me sentia suja e culpada. Eu nunca pensei nisso como uma lembrança de vidas passadas até começar a frequentar o centro espírita assiduamente. Teve uma palestra sobre traumas trazidos de vidas passadas, que explicava como as vezes a gente tem medo, culpa, por alguma situação que aparentemente não tem nada a ver com a nossa vida, mas que muito provavelmente tem ligação com algo vivido em outra encarnação.Eu não sei o que aconteceu comigo em vidas passadas em relação ao aborto, mas seja o que for, eu tenho trauma disso até hoje, agora mesmo escrevendo isso aqui meu coração dispara só de tocar nesse assunto.

  14. oi, bem interessante esse post!
    reencarnação e um assunto complicado de ser abordado, principalmente porque muitas pessoas não levam a serio esse assunto, acham que e apenas uma questão de misticismo envolvido…
    lembro que quando criança eu falava muito enquanto dormia, também era sonanbula, me falavam que eu assustava qualquer um que dormisse perto de mim rsrsrsrs
    bem eu não me lembro de nada, so sei que quando era criança eu tinha sempre um mesmo sonho em que eu caia de varias escadas, e isso desde bem pequena, detalhe que não haviam escadas na minha casa, até hoje eu tenho medo de descer escadas devido a isso, claro que não tanto do que quando eu era criança eu tinha verdadeiro horror a descer de escadas, lembro que uma vez eu fiquei empacada no shopping sem conseguir descer a escada rolante, não tinha quem me fizesse descer rsrsrsrs
    e teve outro sonho também isso quando eu era adulta já nesse sonho um homem de branco aparecia pra mim e me levava para uma sala que parecia uma sala de arquivos, como uma biblioteca, então ele apontou de longe pra mim uma mulher de costas e falou que aquela era eu, que meu nome era Anita, eu me lembro de insistir com ele e falar que meu nome não era Anita mais ele insistiu e falou que esse era meu nome então eu caminhei até a mulher de costas e eu me lembro com bastante detalhes ela estava arrumando os livros em uma estante tinha o cabelo preto e liso bem longo e estava com um sueter azul, eu me lembro de tudo com bastante detalhes, normalmente meus sonhos são bem loucos e confusos mais desse eu me lembro bem…
    logo parecia que eu me unia com ela e eu via atravez dos seus olhos…
    bem eu não sei se isso tem algo a ver com vidas passadas mais esse sonho ficou bem marcado pra mim!
    parabens pelo blog!

    1. Yhad, eu levo esse – e outros assuntos – bem a sério, tanto é que emprego parte do meu tempo a tecer comentários e formular opiniões a respeito.
      Apenas não encontrei ainda motivos – ou razões – que me tornem um “crente convicto”, uma vez que existem lacunas não explicáveis na doutrina espírita, e os que acreditam insistem em “torcer ainda mais o rabo do porco (ditado interiorano)” para tentar fazer parecer “crível”.
      Já comentei que a maioria das “filosofias” religiosas possuem um ponto comum: dependem de fé em vários momentos, notadamente quando alguma coisa não faz o mínimo sentido lógico. Outro ponto comum entre essas “filosofias” – estou tentando ser o mais abrangente possível – está na figura do “intermediário”. Seja o Deus dos católicos; seja Alá dos muçulmanos; sejam espíritos do “outro lado”, nenhum – repito NUNHUM – deles parece gostar de interagir diretamente com nós, meros mortais – e pouco crentes!!!
      Eu tenho minhas crenças, mas certas verdades são difíceis de negar: uma apareição pública e incontestável dessas “entidades” acabaria com a discussão e séculos de dúvidas… mas nenhum deles parece se interessar em esclarecer nossas dúvidas…

      1. Jesus fez demonstrações públicas de coisas extraordinárias, curas, manipulação da matéria de formas nunca vistas antes e o que aconteceu? Ainda assim, muitos não acreditaram e o acusaram de fraude e o mataram..
        (O que não sofreria, então, Chico Xavier??)
        Mas, ainda assim, há algumas manifestações bem acessíveis, como as cartas de pessoas desencarnadas psicografadas, assunto tratado no filme “As Mães de Chico Xavier” ou em um centro espírita, pessoalmente.

  15. Aprecio estas “coincidências” ao meu ver. São belos objetos de estudo onde ainda faltam muitas luzes a serem lançadas. São relatos interessantes e fora do comum. Mas eu pergunto para aqueles que acreditam neste tipo de evento: os dinossauros serviram pra que? Quem foi a primeira geração e como ela chegou aqui ou nasceu aqui? Partindo pra um ponto de vista menos comum: se a “encarnação” “espírito” “alma” e tudo o que compõe este cenário é real de alguma forma, por que só veio a tona com o Allan Kardeck? Acredito que à medida em que o tempo passa e as sociedades mudam, as historias para manter o rebanho no lugar comum, ganham novas roupagens, personagens e enredo. Tudo é evasivo e romantizado, tudo é racionalizado a menor de forma a manter a cabeça baixa e aceitar tudo, por que isto é reflexo ou resultado de uma vida passada. Nunca vi experiências espíritas sérias, à luz do dia, sob a ótica científica. Quero acreditar que exista algo além dessa miséria humana, mas pelo visto, quem está ainda ganhando é o James Randi. Infelizmente. Muito bom post. Abraço, Kling.

    1. O conceito de reencarnação é Hindu, mas dá até pra achar outros conceitos similares em culturas distantes do hinduísmo. O kardecismo concluiu que ele estava certo e seguiu por outro caminho com ele.

    2. Kamper,
      Sequer compreendemos qual seria o elemento chave de um processo de reencarnação, tão pouco temos ciência das pormenoridades do funcionamento de nossa própria mente, da mais primordial estrutura por detrás de seu complexo funcionamento. O que nos dá consciência, afinal, só tem este caráter absoluto aos nossos olhos pelo simples fato que é a esfera maior pela qual compreendemos toda a nossa existência. Além disso nada sabemos, pois estamos adstritos a observar o mundo na exata limitação de nossos sentidos e de nossa composição física. O que nós somos afinal? Qual é a menor partícula de ser humano que assim o possa definir? Não nos é possível determinar.
      É como tentar entender uma forma geométrica quadridimensional. A pesar de possível em teoria, nossa mente baseia-se completamente em uma construção tridimensional de mundo. É impossível para nós mentalizar um cubo em 4D, por exemplo, no qual se pode tocar seu interior sem tocar em suas paredes, assim como nos é impossível idealizar de forma satisfatória uma realidade supraexistencial quando apenas compreendemos, por limitação orgânica, a realidade existencial.
      Se sequer podemos entender o que seriam estas experiências e lembranças e como elas foram parar nos indivíduos que as apresentam, como poderíamos delinear sua autenticidade baseando-nos em regras as quais se aplicam tão somente a realidade tangível à nossa compreensão, baseada em experimentação, observação e reprodução?
      Concordo que esta linha que sugiro é mais ou menos a mesma linha do bule de chá de Russell (ou bule celestial), de que somente pelo fato de não podermos provar que algo não é, não significa que ele o é. Apenas creio que, a esta altura de compreensão do fenômeno, qualquer questionamento aparentemente racional ignora premissas das quais não temos conhecimentos e que são tão incertas quanto as próprias divagações afirmativas. A princípio só nos caberia ficar com o fenômeno da observação e estudá-lo dentro do nosso limitado conhecimento da mente humana.
      Assim, quanto ao seu questionamento: “os dinossauros serviram pra que? Quem foi a primeira geração e como ela chegou aqui ou nasceu aqui?”. Não temos subsídios para estabelecer uma sistemática lógica entre os elementos apontados, porém tal questionamento não é capaz de infirmar os fatos observados, pois são autopoiéticos.
      Quanto ao Allan Kardek, o Philipe já respondeu e peço vênia para apresentar dados controvertidos: existem registros datados da idade do ferro (apróx. 1200 a.C) que sugerem crenças em reencarnação, assim como os gregos pré-socráticos e até os celtas tinham apego a esta ideia em momento ou outro; não podemos mensurar a força desta ideia em momentos anteriores até mesmo em razão da (in)capacidade dos povos primitivos de imprimir registros de seus costumes e crenças e da sobrevivência de tais registros até os dias atuais. Claro que todo este panorama se influencia e se modifica na exata medida em que a religião passa a exercer importante ferramenta de controle social, desvirtuando a doutrina religiosa pura e miscigenando-a em doutrina política de menor ou maior grau (exemplo mais escancarado é a Igreja Católica da idade média).
      Quanto a sua tese de que novas roupagens e ideias se alteram em conformidade com o andar da carruagem para manter o rebanho no lugar, discordo. O controle das massas sempre existiu em maior ou menor grau, mas é de se notar que certos elementos da filosofia existencial se reproduzem há milênios mantendo basicamente a mesma essência e denotando registros distintos e independentes nas mais diversas culturas e povos surgidos neste planeta. Quer exemplo de valor perpétuo e praticamente impossível de traçar quanto a origem? O equilíbrio das coisas. É elemento que existem em praticamente todas as culturas, em todos os povos, em todas as idades.

      1. Caro Sinatra, obrigado pelo comentário. Sempre me pego em algum ou outro pensamento sobre estas questões. Entendo perfeitamente o que quer dizer. Resta-nos, conforme, baixar a fronte e ficar com a observação e um véu contínuo, a querer advinhar o impossível dentro do limitado (4D), sabe-se lá por que.

        Agradeço da mesma forma a contribuição.

    3. Não faz sentido perguntar pra que serve algum ser natural, mas pode-se dizer que eles serviram como ancestrais das aves. A primeira geração de humanos se desenvolveu a partir de outros símios. O conceito de reencarnação provavelmente é tão antigo quanto o pensamento metafísico, talvez de dezenas de milhares de anos atrás, Kardec apenas registrou (codificou) respostas de espíritos sobre várias questões para formular a Doutrina Espírita. Não existe rebanho no Espiritismo, até pq não há líderes, e há fé raciocinada justamente pra ninguém ter que baixar a cabeça e aceitar algo sem raciocinar sobre isso antes. Procure as experiência de Rhine, Aksakoff, Willian Crooks, Brian Weiss etc. Randi é um desonesto que colocou regras propositalmente de forma que nem o maior dos médiuns conseguiria passar no teste.

      1. Herminio, o exemplo dos dinossauros foi para suscitar a controvérsia e pescar aqui do meu lado, contribuições de outros que lancem alguma informação nova às que eu já tenho comigo. Quando citei Kardeck, quis dizer que para mim, ele foi o difusor ocidental da doutrina. Não que ele tenha sido o criador da mesma. A respeito das respostas dos espíritos e do Randi, particularmente também não gosto dele, mas o fato de se colocar à prova, algo que é tido como “real”, não pode ser encarado como desonestidade. Nunca vi, como falei antes, nenhuma atividade tida como espiritual à luz do dia, em local aberto, com testemunhas idôneas. Lembre-se que não estou definindo nada aqui: é uma questão de acreditar, “aceitar” ou não. O teste dele não seria para os médiuns e sim, para o mundo que se diz estar por trás ou paralelo a este. Obrigado pro sua contribuição.

        1. Cara me parece que essa verificação aí foi obtida na Russia com a Anna Kulova. As demonstrações de psicocinésia dela eram até registradas em filme, feitas em salas lacradas, até mesmo dentro de aquários e tudo mais. Só que ela já morreu faz tempo.

    4. A missão do espiritismo segue a seguinte linha:
      Moisés trouxe ao mundo a revelação da existência de Deus (apesar de isso já ser uma consciência inata presente em todas as culturas) e sua Justiça (e essa justiça ainda teve que ser distorcida por que estava um pouco além da capacidade de entendimento da época);
      Jesus veio para mostrar o Amor de Deus e, então, as pessoas puderam, também, compreender melhor a Justiça Divina.
      O espiritismo traz uma revelação de todo o mecanismo dessa justiça e se pode entender o quanto Ele é realmente amoroso e justo.

      Assim como era improdutivo tentar explicar o Amor à epoca de Moisés, devido à brutalidade das pesssoas da época, Jesus também deixou outros ensinamentos para serem apresentados posteriormente, já que não poderiam ser perfeitamente compreendidos à sua época, devido ao pouco avanço da Ciência e ao sentimento de Amor ainda não muito desenvolvido nas pessoas.

      Diria que, assim como em um momento passado esteve fora de cogitação ou de pauta a Terra ser redonda (ou quase) e girar em torno do Sol, hoje ainda se acha absurdo a idéia da reencarnação e de todos os processos e energias envolvidos.

      Tudo a seu tempo!! Chegará o momento em que a Ciência evoluirá o suficiente para ratificar o Espiritismo, pois este anda de mãos dadas com aquela..

  16. Pois é, Philipe, eu até cheguei a mencionar pra você sobre o livro que estava lendo do Dr. Ian Stevenson: 20 Casos (inclusive existe um no Brasil que foi investigado por ele e catalogado sugestivamente no livro).

    Outra história interessante é essa: http://www.youtube.com/watch?v=tFArD1dPpKA

    Esse livro eu tenho também, muito bom! Enfim… apesar de eu ser espírita e estar convicto com aquilo que acredito ser ou existir, analiso veementemente pelo ponto de vista racional e lógico, também. Assim como são minhas leituras científicas sobre reencarnação – entre outras.

  17. Minha mãe passava por regressões espontâneas desde criança, e na adolescência se tornou espírita. Nos anos 70 fez regressão hipnótica no Centro de Pesquisas Psicobiofísicas de Recife.
    Com 4 anos, em 1990, eu estava com ela no carro depois da escolinha e disse “Mãe, você lembra daquela outra época em que eu vivia com os dedos sujos de tinta, você era minha filha, e você morreu cuspindo sangue?”. Ela diz que ficou com as pernas tremendo enquanto dirigia, pois o que viu na regressão no Centro de Pesquisas foi justamente que ela era uma jovem francesa na época da Revolução que era filha de um pintor de afrescos e morreu de tuberculose após ser presa como amante de um nobre.
    Aos 12 eu tive uma regressão espontânea que ocorreu durante uma espécie de transe no qual entrei automaticamente sem querer, e no qual passaram rapidamente cenas de várias vidas passadas de uma vez.
    Aos 15 li “A Cura Através da Terapia de Vidas Passadas”, do Brian Weiss, e fiz autor-regressão hipnótica pelo método que ele descreve no livro.
    Continuei fazendo isso por muitos anos e cheguei a descobrir cerca de 22 encarnações, inclusive comprovei alguns detalhes históricos depois, como a forma de sepultamento dos nobres mayas, a existência de uma colônia minóica na ilha de Anticítera, e a forma tradicional de dar nomes aos bebês no Antigo Egito.
    Ainda pesquiso até hoje pra ver se encontro algumas estruturas arquitetônicas em áreas específicas, como a mulher do vídeo.

    1. Eu sempre achei interessante essas coisas de vidas passadas,e depois que li seu comentário estou intrigada,vou pesquisar mais,me interessei muito nisso. Mas qualquer pessoa pode se voluntarias para participar das pesquisas?
      Ah e ,nossa fiquei MAIS chocada com o nivel excelente dos comentários,me senti uma ignorante lendo as teorias e discussões,vivendo e evoluindo não é?

      1. OI Stephanie. Esse blog sempre foi marcado por discussões de alto nível. Claro que de vez em quando rolam umas brigas aqui, mas na média, a contribuição dos leitores é de excelente qualidade.
        Creio que nada impede que você pesquise mais sobre este assunto, que é vasto e complexo. Há muitas formas possíveis de começar este estudo e as duas que me vem a cabeça de imediato é através da observação científica, e outro através de um approach religioso, porque muitas religiões (não só o espiritismo, que nem se considera uma religião) se ocupam da questão reencarnatória, existência da alma e finalidade do espírito. O assunto se estende (pode-se ver isso pelos comentários) por uma miríade de sub temas que envolvem desde a questão quântica da consciência até universos paralelos e viagem astral.

  18. Eu acredito em reencarnação e em vida pós morte, com convicção. Não acreditava na primeira e tinha minhas dúvidas da segunda, que se dissiparam depois de algumas experiências. Já fui kardecista, hoje não sou mais, me considero espiritualista, e acredito que a religião do futuro, quando ciência e religião convergirem novamente, depois de séculos de brigas, será menos intolerante e dogmática. Não sei se reencarnamos para evoluir, aceito o fato que acontece e isso me basta.
    Raramente sonho, e normalmente quando sonho são pesadelos. Havia um que se repetia na minha infância e muito: um estranho me sufocando em minha própria cama. Esse sonho sempre foi estranhamente real e desesperador e me levou a uma insônia crônica na adolescência. Eu tinha medo de dormir. Esse sonho foi rareando conforme eu crescia, e sumiu durante anos, depois de uma experiência num centro kardecista que eu prefiro não comentar. Há pouco mais de algumas semanas, tive o mesmo sonho de novo, mas agora sei lidar melhor com ele, e consigo até me forçar a acordar quando ele vem. Só posso dizer que eu tenho certeza que uma outra vida que tive, com certeza acabou dessa forma traumática, e no momento em que eu aceitei isso como verdade, eu perdi o medo da morte e o trauma da sufocação.

    1. Aline, respeitando as convicções de cada um, creio que no futuro, “religiões” não… terão futuro. Não haverá lugar para alguma coisa que tenta explicar uma “coisa” que o senso comum não consegue, naquele momento.
      A medida que o tempo passa e compreendemos melhor esse nosso cantinho de mundo, e o que mais está além dele, menos espaço sobra para explicações mirabolantes, fantasiosas.
      Claro, sempre haverá aquele que acredita em qualquer coisa, desque que não precise pensar muito sobre isso. Acreditam em políticos honestos, seres fantásticos e por aí vai.
      Mas para aqueles que ainda possuírem massa cinzenta funcionando, explicações simplistas, e/ou fantasiosas, não bastarão.
      Mas até lá, “religiões” deverão aumentar em número, e muito. Na minha opinião, prova maior do fato de que nenhuma delas está com a razão, ou seja “mais correta” do que qualquer outra. A população cresce; os fiéi$$ contribuinte$$$ aumentam; os vigaristas prosperam em cima disso… e assim se arrasta a humanidade, rumo a um futuro incerto.

      1. Na verdade, não me refiro a uma religião formalmente constituída, Doe, mas algo mais como uma consciência do que nos cerca e uma compreensão do que existe e do porque estamos aqui.
        Eu sempre acho que iremos melhorar enquanto espécie, e por mais tolo ou ingênuo que pareça, acho que isso envolve necessariamente uma convergência entre física e metafísica, sempre com mais tolerância em relação ás diferenças.

        1. Também tenho um amigo que quase teve um ataque cardíaco quando eu expliquei pra ele que no espiritismo não há nenhum tipo de contribuição financeira, apenas voluntariado..

      2. Prezado John Doe.
        Estou de pleno acordo com a Aline no que refere à convergencia entre a ciência e religião.
        O Espiritismo nos esclarece sobre a relação entre o mundo material e espiritual e, caso queira estudar o assunto, verá que o mundo material é um complemento do mundo espiritual. Todos os dois são regidos por leis. A diferença é de que as leis que regem os fenômenos ditos “espirituais” ainda são desonhecidos pela “ciência”.
        Como comentou o pesquisador no documentário de que não sabia explicar, mas que deveria ter uma esplicação.
        Um dia a ciência vai entender, como já fez com outros fenômenos, que as manifestações espirituais são tão naturais como a chuva.

  19. A idéia da ‘memoria coletiva’ eu acho bem válido. Tem até um termo que algumas escolas filosóficas usam e que parece vir do próprio hinduismo, eles chamam de Registros akáshicos (http://pt.wikipedia.org/wiki/Registros_ak%C3%A1shicos).

    O que pode explicar essa questão de “Ah, todo mundo teve uma outra encarnação extraordinária” seria que certos fatos ou episódios da vida de alguém teria uma carga emocional muito forte..e isso deixaria a cena ‘gravada’ com mais força nesse ‘tecido de memoria’. Aí quando alguém consegue se conectar sem querer ou por algum tipo de meditação acabaria captando esses sinais que estão mais fortes.

    O que na minha opinião não anula o a teoria da reencarnação