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Saber falar bonito é uma arte. A linguagem pode ser o mais intransponível obstáculo cultural numa sociedade. Os políticos que sabem muito bem disso, se arvoram em desfiar discursos recheados de termos complexos e herméticos. Nada mais útil a um político safado do que enfiar palavras complicadas em seu discurso com o objetivo claro de confundir seus interlocutores.
É a tática da confusão e fuga, usada na natureza. Das listras da zebra e do tigre, às cores vibrantes de certos animais, confundir e fugir é uma tética comprovadamente funcional. Fernando Collor de Mello usou e ainda usa destes estratagemas com os descamisados. Sarney e Maluf também.
Hoje, o linguajar complicado virou meio que um padrão até -mas não somente – para o político “podrão”. Mesmo em certas situações onde o cara é um notório analfabeto, falar difícil se faz necessário. É o que o povo espera do seu representante. Que ele roube, que ele vegete drenando o erário público, mas que ao menos faça isso falando bonito com o peito inflado.

Assim, nada melhor que abrir um dicionário e catar palavras complicadas que soem sonoramente eruditas e assim fazer valer o voto de cabresto que os colocou lá no púlpito.
Aqui está um pequeno trecho de rádio onde um deputado que tem a alcunha pitoresca de “carro velho” envia mensagens a seus eleitores.

Realmente, é uma beleza saber o elevado nível de cultura de nossos políticos.

Sem mais para o momento, Volens Nolens, cumpre-me a tarefa de encerrar o vestuto dito, que sem hesitação, aplico nesta missiva.
Insuflado de regozijo malgrado fugaz o ensejo, colho-os para apetecer alvíssaras e enviar um amplexo a todos vós.

Falando bonito

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Saber falar bonito é uma arte. A linguagem pode ser o mais intransponível obstáculo cultural numa sociedade. Os políticos que sabem muito bem disso, se arvoram em desfiar discursos recheados de termos complexos e herméticos. Nada mais útil a um político safado do que enfiar palavras complicadas em seu discurso com o objetivo claro de confundir seus interlocutores.
É a tática da confusão e fuga, usada na natureza. Das listras da zebra e do tigre, às cores vibrantes de certos animais, confundir e fugir é uma tética comprovadamente funcional. Fernando Collor de Mello usou e ainda usa destes estratagemas com os descamisados. Sarney e Maluf também.
Hoje, o linguajar complicado virou meio que um padrão até -mas não somente – para o político “podrão”. Mesmo em certas situações onde o cara é um notório analfabeto, falar difícil se faz necessário. É o que o povo espera do seu representante. Que ele roube, que ele vegete drenando o erário público, mas que ao menos faça isso falando bonito com o peito inflado.

Assim, nada melhor que abrir um dicionário e catar palavras complicadas que soem sonoramente eruditas e assim fazer valer o voto de cabresto que os colocou lá no púlpito.
Aqui está um pequeno trecho de rádio onde um deputado que tem a alcunha pitoresca de “carro velho” envia mensagens a seus eleitores.

Realmente, é uma beleza saber o elevado nível de cultura de nossos políticos.

Sem mais para o momento, Volens Nolens, cumpre-me a tarefa de encerrar o vestuto dito, que sem hesitação, aplico nesta missiva.
Insuflado de regozijo malgrado fugaz o ensejo, colho-os para apetecer alvíssaras e enviar um amplexo a todos vós.

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