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Quem não sonhou em ter aquele skate que levita do Marty Mcfly? Eu sonhei, e hoje dando uma olhada num dos sites que eu leio, me deparei com o depoimento de um cara que realmente acreditou que aquele skate existia. Na verdade, ele apenas foi mais um dos milhões de meninos que realmente acreditaram naquela coisa. Para ajudar a vender o filme, Robert Zemekis nunca assumiu que o skate de McFly era um efeito especial. Ele sempre dizia que era um protótipo da Mattel que ainda não havia sido lançado, e que estava em desenvolvimento. Aquele papo furado que todo mundo engole.
Pra piorar, os caras liberaram (ainda no fim da década de 80) vídeos mostrando os “testes” com a tecnologia. Hoje eles são risíveis, mas naquele tempo, parecia realmente que ia acontecer. Isso ajudou a criar toda uma lenda urbana conspiratória sobre pessoas tentando impedir o lançamento do “brinquedo” por ele ter propriedades que desafiam a ciência conhecida até então – pelo menos na Terra.

E desde este video, muitas pessoas frustradas daquele tempo, começaram a pensar maneiras de fazer o sonho do Robert Zemekis virar realidade. 99,9% dessas pessoas acabaram tentando fazer a coisa usando colchões de ar. Assim, a idéia deles era criar mini-hovercrafts. Ou seja, algo caro, barulhento e feio.

A coisa parecia sem solução (e ainda está assim) até que eu me lembrei de uma conversa que tive com meu pai há alguns meses atrás. Estávamos batendo papo sobre o uso potencial da tecnologia de levitação lá do Maglev Cobra. A tecnologia de levitação por supercondutores ainda está na pré-história.  A cada ano, novidades interessantes são descobertas. Há muita coisa que acontece e que não sabemos ainda a explicação e esta tecnologia não é exclusiva para o transporte de passageiros e carga. O campo de aplicações da levitação é absurdo. Um exemplo disso é a montanha-russa lá do Felipe. Naquele dia surgiu uma aplicação potencial: Diversão. Puramente diversão.

Fazer o skate que levita existir.

O sistema, na verdade, é bem simples. Trata-se de um rinque, como aqueles rinques de patinação que são montados em shoppings. O Rinque pode ser gigantesco, pode ter o tamanho que o cara quiser (e puder pagar). Dá até para o sujeito construir uma espécie de cenário de cidade em cima dele.
A única característica desse rinque é que ele seja forrado com um piso fino e por baixo deste, milhões de placas de ímã de neodímio ferro boro.
Como eu já falei e repeti, este ímã é muito potente e ele é capaz de provocar o efeito Meissner, na levitação de um supercondutor quando este é resfriado a -199 graus.

A levitação é gratuita e passiva, ou seja, o cara não gasta nem um tostão para andar no skate que levita. Ele só precisa de:

1- Um shape de skate normal, onde é aplicado abaixo dois pequenos criostatos circulares com vácuo molecular e na parte interna, as placas cerâmicas supercondutora. Só. O resto é diversão.
A cada seis horas ou mais o skate tem que ser enchido com pequenas quantidades de nitrogênio líquido.

Infelizmente, esta idéia não permite que o cara saia por aí se agarrando em carros e fazendo loop em túneis, mas convenhamos, é o mais perto que a tecnologia de agora nos permite chegar do futuro vislumbrado nos anos 80.
Só basta alguém com coragem e grana para mandar fazer a pista de ímãs.
Uma boa idéia para parques temáticos.
Esta idéia também viabiliza o levitation blade. O que é isso?

Meu photoshop expirou. Imagine isso sem as rodas. No lugar delas, um criostato central.
Meu photoshop expirou. Imagine isso sem as rodas. No lugar delas, um criostato central.

É um patim, como aquele de gelo, só que… Sem nada em baixo! Ia ser legal, hein? Isso abriria novas possibilidades para manobras e diversões.

O problema maior seria conter o desmaio. Isso porque sem atrito com o piso, se a patinadora fizesse uma pirueta, ela poderia permanecer girando em seu próprio eixo por mais de uma hora.

Saiba mais sobre supercondutores aqui

De volta para o futuro e o skate levitador

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Quem não sonhou em ter aquele skate que levita do Marty Mcfly? Eu sonhei, e hoje dando uma olhada num dos sites que eu leio, me deparei com o depoimento de um cara que realmente acreditou que aquele skate existia. Na verdade, ele apenas foi mais um dos milhões de meninos que realmente acreditaram naquela coisa. Para ajudar a vender o filme, Robert Zemekis nunca assumiu que o skate de McFly era um efeito especial. Ele sempre dizia que era um protótipo da Mattel que ainda não havia sido lançado, e que estava em desenvolvimento. Aquele papo furado que todo mundo engole.
Pra piorar, os caras liberaram (ainda no fim da década de 80) vídeos mostrando os “testes” com a tecnologia. Hoje eles são risíveis, mas naquele tempo, parecia realmente que ia acontecer. Isso ajudou a criar toda uma lenda urbana conspiratória sobre pessoas tentando impedir o lançamento do “brinquedo” por ele ter propriedades que desafiam a ciência conhecida até então – pelo menos na Terra.

E desde este video, muitas pessoas frustradas daquele tempo, começaram a pensar maneiras de fazer o sonho do Robert Zemekis virar realidade. 99,9% dessas pessoas acabaram tentando fazer a coisa usando colchões de ar. Assim, a idéia deles era criar mini-hovercrafts. Ou seja, algo caro, barulhento e feio.

A coisa parecia sem solução (e ainda está assim) até que eu me lembrei de uma conversa que tive com meu pai há alguns meses atrás. Estávamos batendo papo sobre o uso potencial da tecnologia de levitação lá do Maglev Cobra. A tecnologia de levitação por supercondutores ainda está na pré-história.  A cada ano, novidades interessantes são descobertas. Há muita coisa que acontece e que não sabemos ainda a explicação e esta tecnologia não é exclusiva para o transporte de passageiros e carga. O campo de aplicações da levitação é absurdo. Um exemplo disso é a montanha-russa lá do Felipe. Naquele dia surgiu uma aplicação potencial: Diversão. Puramente diversão.

Fazer o skate que levita existir.

O sistema, na verdade, é bem simples. Trata-se de um rinque, como aqueles rinques de patinação que são montados em shoppings. O Rinque pode ser gigantesco, pode ter o tamanho que o cara quiser (e puder pagar). Dá até para o sujeito construir uma espécie de cenário de cidade em cima dele.
A única característica desse rinque é que ele seja forrado com um piso fino e por baixo deste, milhões de placas de ímã de neodímio ferro boro.
Como eu já falei e repeti, este ímã é muito potente e ele é capaz de provocar o efeito Meissner, na levitação de um supercondutor quando este é resfriado a -199 graus.

A levitação é gratuita e passiva, ou seja, o cara não gasta nem um tostão para andar no skate que levita. Ele só precisa de:

1- Um shape de skate normal, onde é aplicado abaixo dois pequenos criostatos circulares com vácuo molecular e na parte interna, as placas cerâmicas supercondutora. Só. O resto é diversão.
A cada seis horas ou mais o skate tem que ser enchido com pequenas quantidades de nitrogênio líquido.

Infelizmente, esta idéia não permite que o cara saia por aí se agarrando em carros e fazendo loop em túneis, mas convenhamos, é o mais perto que a tecnologia de agora nos permite chegar do futuro vislumbrado nos anos 80.
Só basta alguém com coragem e grana para mandar fazer a pista de ímãs.
Uma boa idéia para parques temáticos.
Esta idéia também viabiliza o levitation blade. O que é isso?

Meu photoshop expirou. Imagine isso sem as rodas. No lugar delas, um criostato central.
Meu photoshop expirou. Imagine isso sem as rodas. No lugar delas, um criostato central.

É um patim, como aquele de gelo, só que… Sem nada em baixo! Ia ser legal, hein? Isso abriria novas possibilidades para manobras e diversões.

O problema maior seria conter o desmaio. Isso porque sem atrito com o piso, se a patinadora fizesse uma pirueta, ela poderia permanecer girando em seu próprio eixo por mais de uma hora.

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