Meu amigo e leitor aqui do blog há anos, Andre Capella fez um game muito maneiro, daqueles de pancadaria.
Se você é fã de jogos arcade cheios de ação, nostalgia e trilhas sonoras marcantes, vai gostar desse projeto. Ele mistura uma narrativa sci-fi épica com a jogabilidade clássica dos anos 80 e 90!
Em um futuro distópico, a humanidade está à beira da extinção. Uma corporação ambiciosa desenvolve uma máquina revolucionária capaz de viajar entre realidades para encontrar uma solução. Mas, como toda boa história de ficção científica, algo dá errado. Durante os testes, a máquina causa uma catástrofe, fundindo quatro realidades distintas em um único caos. Os quatro núcleos da máquina, essenciais para restaurar a ordem, são espalhados pelos territórios mesclados. E agora? Quem reunir os núcleos em 72 horas poderá salvar sua própria realidade – mas isso significa sacrificar as demais.
É nesse cenário que conhecemos Fred e Jessy, dois lutadores carismáticos da realidade inspirada nos vibrantes anos 80/90. Com punhos rápidos e determinação inabalável, eles embarcam em uma missão frenética para coletar os núcleos e salvar seu lar. A narrativa é direta, sem rodeios, e te joga no meio da ação – exatamente como um bom arcade deve fazer!
Jogabilidade que Resgata a Essência dos Arcades
O jogo é um verdadeiro tributo aos clássicos beat ‘em up que dominavam os fliperamas. Aqui, a proposta é simples, mas viciante: jogabilidade clássica, fácil de aprender, mas difícil de dominar. Esqueça árvores de habilidades complicadas ou tutoriais intermináveis. Todos os movimentos e combos estão desbloqueados desde o início, permitindo que você se concentre no que realmente importa: socar, chutar e abrir caminho por hordas de inimigos em cenários vibrantes e caóticos.
Quer jogar com um amigo? O modo cooperativo local garante diversão em dobro, trazendo aquela sensação nostálgica de compartilhar o controle com alguém no sofá. E para completar a experiência, as trilhas sonoras originais capturam perfeitamente a energia dos anos 80/90, com batidas que vão fazer você querer continuar lutando sem parar.
Por que Você Vai Amar Este Jogo?
Direto ao ponto: Nada de textos longos ou cutscenes demoradas. O foco é na ação pura e simples.
Nostalgia garantida: Inspirado nos clássicos dos fliperamas, com visuais e sons que remetem à era de ouro dos videogames.
Jogue como quiser: Sozinho ou com um amigo, a escolha é sua!
Desafio na medida certa: A jogabilidade acessível convida novos jogadores, enquanto os combos e inimigos desafiadores mantêm os veteranos engajados.
Enfim, projeto maneiro pra caramba, Andre esta de parabéns bem como o time do game. A premissa sci-fi intrigante, personagens carismáticos e uma jogabilidade que resgata o melhor dos arcades, este beat ‘em up é uma carta de amor aos fãs do gênero.
Aproveite para descarregar o stress socando inimigos ao som de uma trilha sonora retrô!
Volta e meia eu escavo, encontro e trago para contar aqui casos sobre pessoas que realizaram proezas estranhas, intrigantes e misteriosas. De gente que pegou fogo do nada a gente que saiu voando por aí. Gente que comia até defunto e gente que vivia sem comer nada.
Então você já deve estar acostumado a ver coisas realmente intrigantes aparecendo por aqui no Mundo Gump, e não preciso falar muito para te apresentar a mais um membro desse tipo estranho de “clube dos X Men”. Mas aqui está um verdadeiro caso de “não vão acreditar em você na mesa do bar”.
Seu nome era Alexander Malcolm Jacob, e ao que parece só existe uma fotografia desse homem por aí:
Alexander Malcolm Jacob
Já sei, você pode achar que estou usando o velho recurso de usar sentido figurado, para atrair sua atenção e te fazer ler as minhas mal traçadas linhas, mas a verdade é que invisível aqui é literal mesmo! Não se trata de um cara discreto, ele conseguia desaparecer, no melhor estilo do “Mister M”, na frente das pessoas, chocando absolutamente todo mundo que presenciava o fenômeno.
Mas antes de chegar na parte que ele some, para terror de seus convidados, vamos saber um pouco mais sobre quem é este cara; e tentar imaginar: como diabos ele conseguiu aprender a fazer isso?
Origem misteriosa
Não se sabe com precisão de onde ele veio. Todos o conheciam apenas como Alexander Malcolm Jacob, mas muitos tinham certeza de que se tratava de um pseudônimo e embora ninguém saiba com certeza seu nome verdadeiro, muito se especulou sobre isso ao longo do tempo.
Pelas descrições e pela fotografia, sabemos que ele era um homem de aparência europeia, que falava inglês muito bem e passou quase toda a vida na Índia, então colônia britânica.
Alguns o consideravam polonês, outros o chamavam de judeu armênio, e a Wikipedia diz que ele devia ser um cristão Jacobita. Ele próprio, certa vez, declarou ser turco, nascido perto de Constantinopla. Segundo sua biografia, seu pai seria o primeiro fabricante de sabão no império otomano.
Acredita-se que o verdadeiro nome de Alexander era Iskandar Maliki bin Yaqub al-Birr.
Mas foi com o nome de Alexander Jacob que ele se tornaria conhecido. Tão conhecido, que suas histórias iriam fazer autores a criar peronsagens inspirados nele. O autor americano F. Marion Crawford escreveu o romance Mr. Isaacs sobre ele em 1882. O personagem Lurgan Sahib do romance Kim , de Rudyard Kipling, também foi baseado em Jacob.
Vendido como escravo
Segundo contou certa vez o própro Alexander, quando criança, seus pais eram muito pobres e literalmente o venderam como escravo a um rico paxá, para servi-lo como servo. Porém, o Paxá logo percebeu alguma coisa “diferente” naquele franzino garotinho. Não está claro se Alexander demonstrou algum poder paranormal diante do Paxá, ou apenas seu talento em conversar, e encantar as pessoas com sua fluência fez com que o Paxá lhe desse um tratamento distinto entre os seus servos. O fato é que isso lhe deu uma boa educação.
O paxá tratou Alexander como se fosse mais que um servo, e lhe ensinou não apenas literatura, línguas, filosofia e as sutilezas da cultura oriental, mas também o iluminou sobre o ocultismo – o que o ajudou muito em sua carreira futura.
Após a morte do paxá, o jovem com 21 anos foi primeiro a Meca (um indício de que ele era muçulmano) e de lá peregrinou até à Índia.
Logo que chegou na Índia, ele estava na completa miséria, seu mestre havia morrido, ele não tinha dinheiro nem fiadores. Alexander mudou-se para Bombaim, onde trabalhou como escriturário com base em seu conhecimento de árabe. Graças ao seu conhecimento, rapidamente conseguiu um emprego na corte de Ami-ul-Kabir, pai de Sir Kharsheedjah Bahadur; em Hуderabad e, dois anos depois, graças ao seu talento extraordinário para distinguir instantaneamente jóias falsas de verdadeiras, ele se viu em Calcutá, trabalhando para os joalheiros Charles Nephew and Co. Ele então trabalhou para o Nawab de Rampur e Dholpur por um curto período.
Agente secreto?
Alexander tinha tamanho talento que rapidamente enriqueceu no comércio de pedras preciosas. Seus clientes incluíam altos funcionários da Índia e da Grã-Bretanha, e foi provavelmente nessa época que surgiram rumores de que ele tinha virado nada menos que um… AGENTE SECRETO de sua majestade, um colega do James Bond!
Os rumores eram de que Alexander foi recrutado pela inteligência britânica para fazer espionagem. Não há retratos sobreviventes do Sr. Jacob (exceto por uma fotografia duvidosa de autenticidade obscura mostrada ali em cima) mas, de acordo com relatos de pessoas, ele era muito bonito de rosto e corpo, e também possuía algo como magnetismo natural, atraindo constantemente a atenção de todos. Esse poder de sedução e mistério o levaram a ser procurado para conversas e conselhos por vice-reis e príncipes
Jacob chegou a Simla na década de 1870 e fundou um negócio de comércio de pedras preciosas e curiosidades. O sucesso do negócio permitiu-lhe construir e manter uma casa de luxo, conhecida como Belvedere, em Simla.
O lugar era um sucesso! Era frequentemente visitado por multidões de nobres. Apesar de podre de rico, seus hábitos eram praticamente ascéticos — Alexander nunca bebia, não fumava, era celibatário, vegetariano rigoroso e, em vez de cavalos caros em seu estábulo, havia apenas um pônei peludo e feio, no qual ele gostava de cavalgar pela região.
Ocultismo e mistérios
Muitos que investigaram sua vida acreditam que ela foi toda permeada pelo ocultismo, pela filosofia oriental e por conhecimentos avançados da astrologia.
Ele não usou esse conhecimento para enganar os crédulos, mas viveu de acordo com seus princípios e ensinamentos. Em jantares, ele frequentemente impressionava os convidados com seus “milagres”.
Certa vez, em um de seus jantares, a popular médium e esotérica Helena Blavatskу estava presente e ela admitiu publicamente que ele era um mestre em “demonstrar fenômenos sobrenaturais à vontade”.
Um desses milagres foi sua repentina “dissolução” no ar, bem diante dos olhos de seus convidados.
Num segundo ele estava lá, sentado à mesa, como todos os outros, manejando habilmente uma faca e um garfo, e de repente, PUF! O vazio se instalou em seu lugar. Apenas a faca e o garfo se moviam, como antes, levitando sozinhos sobre o prato…
Isso causou um profundo impacto em Blavatsky e no resto dos comensais. Seria uma espécie de desmaterialização? Seja como for, (eu não estava lá pra ver) nem todo mundo parecia ficar chocado com os milagres. E aqui está um caso onde um coroa simplesmente fez pouco caso de Jacob.
O homem que não areditou nele
Certo dia, num jantar, um general não estava se sentindo muito satisfeito com tais “performances” e exigiu algo mais sofisticado.
Ele pediu a Jacob que mostrasse outros “truques”.
Ah Mermão… Aí o véio pisou no calo de Jacob, que visivelmente ofendido pela palavra “truque”, pediu ao general que lhe desse sua bengala.
A bengala era feita de uma videira velha. Alexander examinou a bengala e pediu que um serviçal trouxesse uma tirrina com água. Quando ele trouxe, Alexander mergulhou a bengala do general naquela tigela com água. Nada aconteceu.
Eles se entreolharam, os convidados esperando algo espantoso, mas nada aconteceu. Eu até posso imaginar que o General sorriu amarelo, se sentinto o “rei da noite”, mas depois de alguns minutos, todos viram, estupefatos, raízes sugindo na ponta da bengala.
Logo, na outra extremidade começaram a aparecer brotos. Rapidamente, as raízes estavam se espalhando e encheram toda a tigela. Alexander se levantou e segurou a bengala, murmurando algo praticamente inaudível.
Então, para choque de todos, galhos começaram a crescer da bengala, e em suas pontas se abriram folhas, e então surgiram pequenos cachos de uvas, que começaram a crescer!
Tudo isso aconteceu em literalmente 10 minutos.
E você acha que acabou?
Alexander pediu a um dos convidados que fechasse os olhos e imaginasse que estava no lá quarto de sua casa, que ficava a cerca de um quilômetro e meio de onde acontecia o jantar.
O convidado obedeceu. Fechou os olhos e, ao abri-los, ficou surpreso ao ver não a mesa de jantar e os convidados, mas era o seu quarto ao seu redor, com Alexander ao seu lado!
Alexander então pediu ao hóspede que fechasse os olhos novamente para que pudessem voltar para o jantar, mas agora, chocado, o hóspede recusou.
“Bem”, disse Jacob, “já que você não quer ir, eu vou sozinho. Tchau!” E ele desapareceu, deixando o hóspede em seu quarto.
E assim, ele voltou a aparecer no jantar. Esse episódio insano, parece ter saído da mente fertil de um editor do Notícias Populares, mas nos indica aque a viagem não foi hipnose. Alexander e seu convidado de alguma forma, se teletransportaram para a casa do hóspede.
Em 1896, um correspondente da revista espiritualista Borderland encontrou-se com Jacob e pediu-lhe que comentasse sobre todos esses e outros “milagres”. Jacob afirmou que não fizera “nada de anormal” e que todos esses “truques” poderiam ter sido realizados pelo próprio correspondente, se ele soubesse como fazê-los.
Quando o repórter perguntou sobre outro truque envolvendo andar sobre as águas, Jacob ignorou: “Ah, eu não andei sobre as águas, embora possa parecer que sim. Mas, na verdade, fui sustentado no ar pelo meu amigo, que é invisível para todos. Ele morreu há 150 anos e tem sido gentil o suficiente para se tornar meu guardião desde então”, respondeu Alexander.
Não ficou claro quem era o tal “amigo”.
Outro milagre registrado para a posteridade foi um “truque” em que ele tirou o lenço do pescoço e começou a agitá-lo. Assim que ele fez isso, um volume gigantesco de borboletas surgiu voando ao redor, seguindo o lenço e havia tantas delas “que não se via nenhum objeto no quarto, nem as paredes nem o teto”.
Mas bastou Alexander dizer uma certa palavra e todas as borboletas desapareceram, como se nunca tivessem existido ali.
Em outra ocasião, ele mostrou sua sala de estar a um hóspede, que ficou chocado ao ver um enorme incêndio; tudo na sala estava tomado pelas chamas. No entanto, essas chamas eram “fantasmagóricas”, e não emanavam nenhum calor.
John Lord conta sobre ele:
“Jacob era notório, de Simla ao elegante spa de Homburg, por seus poderes mágicos. Os crédulos atribuíam-lhe a capacidade de andar sobre as águas, e até os menos crédulos lhe concediam poderes de mesmerismo e telepatia. Britânicos e indianos acreditavam que ele praticava magia branca, e havia relatos variados de que ele era judeu, armênio, agente russo e agente britânico. Era óbvio para todos que ele era o mais importante negociante de joias e antiguidades da Índia, e poucos sabiam que ele havia, de fato, realizado missões para o Departamento Secreto do governo da Índia. Ele viajava de trem particular. Sua pequena loja em Simla era um pantécnico de riquezas, resplandecente de ouro e esfumaçada de incenso, e nela Jacob agachava-se, pálido e discreto, mantendo um diário repleto de segredos.”
A treta do diamante
Bem, como eu disse Jacob estava podre de rico, morando num tipo de palacio onde realizava façanhas de enlouquecer até mesmo um técnico de efeitos especiais de Hollywood, mas o que ele não sabia é que seu império poderoso estava prestes a ruir, graças a um diamante amaldiçoado, chamado “diamante Jacob”:
O famoso Diamante Jacob
Alexander Jacob é mais famoso pelo diamante que levou seu nome para sempre do que pelos estranhos milagres que realizou.
O Diamante Jacob , que é o sétimo maior diamante conhecido no mundo (anteriormente conhecido como Diamante Victoria, Diamante Imperial ou Grande Diamante Branco).
Esse diamante foi encontrado na àfrica do Sul, e depois de uma enorme história de contrabando e troca de mãos, veio parar na propriedade do Nizam (príncipe) de Hyderabad e atualmente é propriedade do Governo da Índia.
Mas voltando ao nosso amigo bigodudo misterioso, foi a venda do Diamante Jacob para Mir Mahbub Ali Khan , Nizam de Hyderabad, considerado um dos homens mais ricos na história do mundo, e que arruinou Jacob. E eu vou te contar esse podre, né?
Quem foi Mir Mahboob Ali Khan
Mir Mahboob Ali Khan, era o sexto Nizam de Hyderabad, que ascendeu ao trono do opulento e influente reino em 1869. Seu reinado foi marcado não apenas por sua riqueza, mas também por sua profunda benevolência e natureza compassiva. Seus atos de bondade foram tão significativos que ele foi carinhosamente chamado de “o rei amado” em Hyderabad, um testemunho da profundidade de seu caráter e do impacto que teve no reino.
Há muitas histórias sobre o Nizam, Mir Mahboob Ali Khan, vagando incógnito pela cidade, estendendo a mão aos necessitados. Sua generosidade era lendária, com a crença de que qualquer um que buscasse sua ajuda jamais seria rejeitado de mãos vazias. No entanto, ele também tinha um “gosto pelo luxo”, uma característica que coexistia com sua benevolência.
Ele podia se dar ao luxo de ser pródigo e caridoso sem diminuir suas vastas riquezas, um testemunho de seu caráter único. Além disso, o Nizam tinha um interesse particular em acumular diamantes, um fascínio que adicionava outra camada de intriga à sua persona.
O papel de assistente-chefe de Mahboob Ali Khan não era para ser encarado levianamente. Era ocupado por um armênio chamado Albert Abid. O estimado historiador DF Karaka, de Hyderabad, observou:
“Sempre que Mahboob Ali Pasha precisava de ajuda para desabotoar ou trocar de roupa, Abid estava ao seu lado. Sua presença não era apenas importante, mas indispensável para Sua Alteza”.
Como criado do Nizam, Abid tinha uma ampla gama de responsabilidades, desde gerenciar o guarda-roupa do Nizam até supervisionar seus pertences pessoais. Diz-se que Abid liderava uma equipe de 12 servos apenas para vestir o Nizam.
No entanto, a astúcia de Abid era incomparável. Sabendo que o Nizam nunca usava a mesma roupa duas vezes, Abid discretamente pegava as roupas e outros pertences de seu empregador, apenas para vendê-los de volta ao Nizam mais tarde. O governante, alheio ao fato de que já possuía esses itens, ja que ele comprava tanto treco quanto um Michael Jackson deprimido, os aceitava alegremente como novas compras!
A astúcia e a falsidade de Abid o levaram a acumular uma fortuna impressionante dando migué no principe.
Ele acabou abrindo uma grande loja em Hyderabad, administrada por sua esposa, que eles apropriadamente chamaram de “Abid’s”. A loja se tornou um símbolo de seu sucesso e, até hoje, toda a área onde a loja ficava é conhecida como “Abid’s”, um testemunho da riqueza que ele acumulou com sua astúcia.
Abid, em sua posição única e vantajosa, era a chave para os comerciantes que buscavam acesso ao Nizam, que era um gastador compulsivo. O costume era simples, porém decisivo — o Nizam pronunciava uma única palavra, “Passand” (aprovado) ou “Na Passand” (desaprovado), determinando o destino dos itens. O primeiro seria adquirido a qualquer custo, enquanto o segundo seria rejeitado, graças à influência de Abid. (guarda esse detalhe que é importante ali na frente!)
Em meio aos acontecimentos em Hyderabad, uma figura misteriosa surgiu em Shimla, a capital britânica durante o verão. Era ele, o nosso amigo bigodudo, Alexander Malcolm Jacob.
A intriga e a influência de Jacob iam além de sua personalidade enigmática. Ele era um importante fornecedor de antiguidades e joias para os marajás e figuras britânicas influentes. Através de sua ligação com o Abid, ele estabeleceu um relacionamento próximo com Mahboob Ali Khan. Essa relação se mostrou lucrativa, pois Jacob vendeu inúmeras jóias ao príncipe a preços exorbitantes, uma prova de sua capacidade de lucrar com o príncipe facilmente influenciável.
Em 1891, Jacob se preparava para fechar a transação mais significativa de sua vida.
Ele havia elaborado um plano para adquirir o diamante “Imperial” de 184,75 quilates, recentemente descoberto na África do Sul, de um grupo em Londres por 21 lakhs de rúpias, com a intenção de vendê-lo depois ao Nizam por 50 lakhs de rúpias.
Nessa época, o Diamante Jacob era chamado de “diamante imperial”
Ele também havia se comprometido a pagar uma comissão de 5 lakhs de rúpias a Abid se o negócio fosse fechado com sucesso.
Auxiliado por Abid, Jacob conheceu o Nizam, que manifestou a sua disposição em comprar o diamante, naquele momento, em Londres. No entanto, havia uma condição:
O Nizam se reservaria o direito de decidir se desejava ou não a gema e poderia declarar “Passand ou Na Passand”.
Posteriormente, Nizam transferiu 23 lakhs de rúpias a Jacob para facilitar o transporte do diamante para a Índia. Logo, a notícia do interesse de Nizam em adquirir o diamante chegou ao governo britânico por meio de informantes no palácio de Nizam. Preocupado com os hábitos extravagantes do Nizam, o governo britânico o dissuadiu de adquirir o caro diamante. Além disso, o primeiro-ministro de Nizam também se opôs ao negócio.
Quando Jacob apresentou o diamante ao Nizam em julho de 1891, ficou consternado quando este declarou “Na Passand” após inspecioná-lo.
(Posteriormente, houve ambiguidade em torno do negócio. Jacob enviou um telegrama ao seu banco solicitando a transferência de fundos para Londres, alegando que o Nizam havia de fato concordado em comprar o diamante. Alegadamente, o Nizam havia informado Jacob, por meio de Abid, que sua rejeição era apenas uma “manobra para enganar os britânicos” e que ele realmente desejava adquirir a pedra.)
No entanto, o Nizam reverteu sua decisão e solicitou o reembolso do depósito. Mas aí Jacob recusou, insistindo que o acordo fosse finalizado, o que levou a uma prolongada batalha judicial pelo dinheiro. Contratando os principais representantes legais da Índia Britânica, Alexander Jacob se defendeu no tribunal contra ninguém menos que o Nizam! O caso atraiu atenção significativa em toda a Índia e internacionalmente, com uma comissão especial enviada a Hyderabad para coletar o depoimento de Nizam.
O episódio marcou um acontecimento inédito, com um príncipe indiano enfrentando um tribunal britânico, causando um gigantesco constrangimento.
Dentro de um sapato e peso de papel
O “diamante Jacob”, como ficou conhecido, ganhou a reputação de ser “masculino” ou “azarado” em Hyderabad. Apesar de ter sido absolvido das acusações de fraude, Jacob nunca recebeu o pagamento pendente. Após a disputa judicial, Mahboob Ali Khan se distanciou do diamante “masculino” Jacob, guardando-o sem supervisão em um sapato velho embrulhado em um pano imundo no fundo de uma gaveta.
Mahboob Ali Khan, pai de Mir Osman Ali Khan, o último Nizam de Hyderabad, teria encontrado o diamante Jacob no sapato do pai. Apesar do tamanho e do valor, Mir Osman Ali Khan o usou como peso de papel, causando constrangimento à família.
Décadas depois, o diamante foi transferido para um fundo e adquirido pelo Governo da Índia em 1995. Atualmente, ele está guardado nos cofres do Reserve Bank of India, em Mumbai.
Enfim, esssa foi a treta do diamante, que abalou o mundo na época. A história também envolve Albert Abid, que ganhou rios de dinheiro enganando seu mestre e se estabeleceu na Inglaterra, e Alexander Jacob, que perdeu dinheiro e reputação no caso dos diamantes, levando a uma vida errante. A história intrigante do diamante Jacob e os personagens que o cercam o tornam um dos diamantes mais fascinantes do mundo.
Sobre a treta, John Lord descreve o caso da seguinte forma:
Jacob concordou em comprar para o Nizam um famoso diamante guardado na Inglaterra, então chamado de ‘Imperial’ (e mais tarde batizado em homenagem a ele de ‘Jacob’), pela soma de trezentas mil libras, metade das quais Sua Alteza havia pago como depósito. Jacob entregou o diamante pessoalmente, tendo apenas o criado do Nizam como testemunha. Ele partiu, com o Nizam ainda devendo metade do preço de compra. Sem que Jacob soubesse, o residente ouvira falar da transação. Um homem digno e prolixo, cuja paixão eram as questões legais e a propriedade, o residente procurou salvar o governo quase falido do Nizam da loucura de comprar mais uma bugiganga. O Nizam congelou. Não lhe foi permitido pagar o restante do dinheiro e ele também não quis devolver o diamante. Enrolou-o em um pano manchado de tinta e o jogou em uma gaveta. Jacob foi forçado a defender seu investimento processando um tribunal de Calcutá; embora tenha vencido o caso, estava financeiramente arruinado. Suas despesas legais eram grandes. Nenhum príncipe na Índia negociou com ele novamente e ele morreu na penúria, mesmo com sua magia. passou, em Bombaim.”
A controvérsia sobre a venda custou a Jacob praticamente todos os seus clientes. As custas das despesas judiciais de processar o príncipe usando os maiors escritorios do país, e a consequente inadimplência de outros príncipes que viram o fato dele ter ousado processar um principe como algo de “mau-tom”, o levaram à falência.
Em total desgosto pela situação, apesar de absolvido, ele decidiu ir embora de Simla para Bombaim no final de 1901.
Jacob perdeu a visão e, após quatorze anos de cegueira, foi curado pela caridade de um amigo cirurgião. Seus últimos anos foram passados em um modesto quarto no Anexo de Watson, uma propriedade que se localizava de frente para o Iate Clube de Bombaim onde passou a vender porcelana, aderindo mais à sua filosofia de uma vida sem luxos e acreditando na imortalidade da alma. Não tinha família nem filhos. Ninguém jamais soube os segredos de seus milagres ou quem ele realmente era.
As últimas palavras de Jacob (para Alice Dracott) foram: “Dê lembranças a Simla”.
Ele morreu em 1921 e seu obituário no The Times de 21 de janeiro de 1921 afirma que Jacob “afirmava ser turco… nascido perto de Constantinopla”.
Lembro da primeira vez que eu vi uma fotografia polaroid. Estava com a familia num passeio quando vi um homem tirar uma foto e magicamente a câmera dele cuspir um papel, que lentamnete virou a foto, diante dos nossos olhos.
Era como testemunhar um milagre, já que com dizia Artur Clark, “tecnologia suficientemente avançada é inistinguível de magia”.
E é essa memória que nos leva a Foto Gump do dia:
Howard Rogers e seus experimentos. Qual desses será que foi o de sucesso?
Em 1963, essa fotografia histórica registrou o químico-chefe da Polaroid, Howard G. Rogers, orgulhosamente posando com sua equipe de pesquisa diante de uma impressionante exibição de 5.000 frascos químicos. Cada recipiente representava um experimento único — uma tentativa diferente de decifrar a fórmula para a fotografia instantânea em cores. Era um retrato visual de anos de dedicação científica, tentativa e erro meticulosos, e do espírito de invenção.
O desafio era monumental. Ao contrário da fotografia colorida tradicional, que exigia revelação cuidadosa em câmaras escuras, a Polaroid pretendia condensar todo esse processo em uma única folha de filme — e em questão de minutos. Rogers e sua equipe precisaram inventar novos corantes, camadas de temporização e reações químicas que funcionassem de forma coordenada e instantânea. Cada frasco naquele laboratório era uma peça do quebra-cabeça científico — alguns com descobertas, outros com fracassos — mas todos contribuindo para um avanço maior.
No final de 1963, o esforço foi recompensado com o lançamento do Polacolor — o primeiro filme instantâneo colorido bem-sucedido. Mais do que um lançamento de produto, foi um marco cultural. De repente, famílias, artistas e viajantes podiam ver suas memórias ganharem vida em cores vibrantes, em questão de minutos. A equipe de Rogers não apenas transformou a fotografia — transformou a maneira como as pessoas lembram suas vidas.
O legado desse trabalho vive não só em álbuns de fotos nostálgicos, mas também no amor contínuo pela fotografia instantânea, hoje celebrada tanto como forma de arte quanto como experiência social.
Como Funciona a Fotografia Polaroid
A magia da fotografia Polaroid reside em sua capacidade de capturar, revelar e imprimir uma imagem em poucos minutos, tudo isso em um processo químico compactado dentro da própria câmera. Ao contrário da fotografia analógica tradicional, que exigia um laboratório para revelação, a Polaroid integra todas as etapas em um único filme instantâneo.
O Processo Químico
Quando o obturador de uma câmera Polaroid é acionado, a luz que entra pela lente atinge um filme especial composto por várias camadas químicas. Essas camadas incluem:
Camada de Emulsão Sensível à Luz: Contém partículas de prata sensíveis às cores vermelho, verde e azul, que capturam a luz refletida pela cena.
Camadas de Corante: Cada uma correspondente a uma cor primária, essas camadas liberam corantes durante a revelação.
Camada de Revelador: Um agente químico que, ao ser ativado, inicia o processo de revelação.
Camada Temporizadora e Ácida: Controla o tempo de revelação e neutraliza os químicos para estabilizar a imagem.
Camada de Imagem: Onde a fotografia final é formada.
Quando a foto é tirada, o filme é ejetado da câmera, passando por roletes que rompem um compartimento selado contendo reagentes químicos. Esses reagentes são espalhados pelo filme, desencadeando reações que transferem a imagem capturada para a camada de imagem, formando a fotografia visível em cerca de 60 a 90 segundos. Esse processo, conhecido como DTR (Diffusion Transfer Reversal), foi patenteado pelo químico húngaro Rott Andor em 1939 e depois aprimorado pela Polaroid Corporation.
O Charme do Resultado
As fotos Polaroid têm uma estética única, com cores suaves, bordas brancas características e, muitas vezes, um toque “imperfeito” que adiciona personalidade. A borda branca, além de estética, é funcional, pois abriga os reagentes químicos antes de serem espalhados. Essa combinação de praticidade e estilo tornou a Polaroid um ícone cultural, especialmente em décadas como os anos 1970 e 1980.
A Invenção da Câmera Polaroid
A câmera polaroid de 1959
A história da Polaroid começa com uma pergunta simples feita por uma criança. Em 1943, durante férias em família, Jennifer Land, uma garotinha de apenas três anos, perguntou ao seu pai, Edwin H. Land, por que não podia ver imediatamente as fotos que ele tirava. Fascinado pela luz e pela polarização, Land já era um inventor renomado, fundador da Polaroid Corporation em 1937, que inicialmente produzia lentes polarizadas para óculos e aplicações científicas já ia dizer que “era impossível”, quando parou por um segundo e pensou na pergunta da criança. A curiosidade da filha inspirou Land a desenvolver uma tecnologia que estava prestes a revolucionar a fotografia.
O Desenvolvimento da Tecnologia
Após três anos de pesquisa intensa, Land apresentou o primeiro filme instantâneo em 1947, seguido pela comercialização da Polaroid Land Model 95 em 1948. Vendida por US$ 89,50 na loja de departamentos Jordan Marshall (atual Macy’s), a câmera foi um sucesso imediato, esgotando estoques rapidamente. O segredo estava no filme instantâneo, que integrava todos os químicos necessários para revelar a imagem diretamente na câmera, eliminando a necessidade de um laboratório escuro.
A inovação de Land não apenas respondeu à pergunta de sua filha, mas também introduziu o conceito de “gratificação imediata” na fotografia, um precursor espiritual da era digital. A Polaroid Model 95 produzia fotos em cerca de 60 segundos, algo revolucionário para uma época em que a revelação de filmes podia levar dias.
O Impacto da Câmera Polaroid no Mundo Moderno
A Polaroid não foi apenas uma inovação tecnológica; ela transformou a cultura, a ciência e a sociedade, pavimentando o caminho para o mundo digital.
Democratização da Fotografia
Antes da Polaroid, tirar e revelar fotos era um processo caro, demorado e inacessível para muitos. A Polaroid tornou a fotografia instantânea acessível a milhões, permitindo que pessoas comuns capturassem e guardassem momentos imediatamente. Nos anos 1950 e 1960, a Polaroid vendeu milhões de câmeras em 45 países, tornando-se um símbolo de modernidade e liberdade criativa.
Influência Cultural
A Polaroid se tornou um ícone cultural, especialmente nas décadas de 1970 e 1980. Artistas como Andy Warhol usaram câmeras Polaroid para criar instantâneos que inspiravam pinturas e gravuras, enquanto famílias capturavam momentos em festas e viagens. A estética única das fotos Polaroid, com suas bordas brancas e tons suaves, influenciou a arte, a moda e até a decoração, com murais e álbuns de recortes ganhando popularidade.
Fotos de fantasmas? A curiosidade mais Bizarra da Polaroid
Pode parecer estranho, e de fato é: Ao que parece, uma das formulas usadas na produção de um papel especial da polaroid, que depois acabou descontinuado, era capaz de registrar mais do que apenas os nossos olhos conseguiam enxergar. Um tipo de entidade sobrenatural tirou proveito desse fenômeno, e passou a se comunicar através de fotos. O caso nunca foi debunkado, apesar de tentativas empenhadas de programas de Tv. Eu fiz um post detalhado, contando como isso se deu. Ele está aqui.
O filme Polaroid desbota?
Após tirar uma foto Polaroid, a vida útil da imagem depende muito de como ela é armazenada e manuseada. O filme Polaroid é suscetível a desbotamento e deterioração com o tempo, especialmente se exposto à luz solar direta, umidade ou temperaturas extremas. A cor e a qualidade da imagem também podem mudar com o tempo devido a reações químicas no filme. Portanto, é recomendável armazenar as fotos Polaroid em um local fresco e seco, longe da luz e da umidade, para prolongar sua vida útil. Com armazenamento e manuseio adequados, as fotos Polaroid podem durar muitos anos e permanecer como uma lembrança preciosa de um momento.
O filme Polaroid estraga?
O armazenamento adequado do filme Polaroid antes de ser fotografado é essencial para garantir a qualidade ideal da imagem. O filme deve ser armazenado em local fresco e seco, longe da luz solar direta e de fontes de calor. A temperatura ideal de armazenamento para o filme Polaroid é entre 13 e 21 °C. Também é importante evitar armazenar o filme em ambientes úmidos, pois a umidade pode danificá-lo e afetar a qualidade da imagem. Para manter o filme nas melhores condições possíveis, ele deve ser armazenado em sua embalagem original até o momento do uso. Além disso, é recomendável usar o filme dentro da data de validade para obter os melhores resultados. Seguindo estas diretrizes de armazenamento, você pode ajudar a garantir que seu filme Polaroid produza imagens de alta qualidade e duradouras.
Avanços Científicos
Na ciência, as câmeras Polaroid foram ferramentas valiosas. Em laboratórios, elas eram usadas para registrar imagens de osciloscópios, como no estudo de movimentos oculares, permitindo análises rápidas sem a espera pela revelação tradicional. A Polaroid também contribuiu para a fotografia em 3D e até para tecnologias militares, como câmeras para aviões espiões.
Ponte para a Era Digital
A Polaroid foi um elo crucial entre a fotografia analógica e a digital. Ao introduzir a visualização imediata da imagem, ela preparou o público para a instantaneidade das câmeras digitais e smartphones. Edwin Land repensou a fotografia como um ato de sobreposição entre captura e visualização, uma ideia que ecoa na lógica do “aqui e agora” da fotografia digital moderna.
A Polaroid e o Futuro
Embora a ascensão da fotografia digital tenha levado a Polaroid a declarar falência em 2001 e 2008, a marca renasceu com modelos modernos que combinam o charme analógico com inovações digitais, como conectividade Bluetooth e funções como dupla exposição. A Fujifilm, com sua linha Instax, também capitalizou o fim das patentes da Polaroid, mantendo viva a fotografia instantânea.
Hoje, a Polaroid continua relevante, especialmente entre jovens que valorizam a nostalgia e a tangibilidade das fotos impressas. Modelos como a Polaroid Now I-Type e a Fujifilm Instax Mini 11 oferecem recursos modernos, como foco automático e temporizadores, mantendo a essência da fotografia instantânea.
A linha de produtos Polaroid expandiu-se significativamente nos últimos anos, introduzindo inovações como o PolaroidLab , que transforma imagens digitais em fotos instantâneas – sem precisar fotografar! Esta opção é perfeita para quem está sempre em movimento ou para quem deseja explorar novas possibilidades criativas com Polaroids.
Comparação: Fotografias Instantâneas vs. Celulares
A fotografia instantânea da Polaroid e a fotografia digital dos celulares compartilham a promessa de gratificação imediata, mas diferem em escala, propósito e experiência.
Volume de Fotografias
Fotografias Instantâneas: Estima-se que, em 2023, cerca de 10 milhões de filmes instantâneos (como Polaroid I-Type e Fujifilm Instax) foram vendidos globalmente, com cada pacote contendo 8 a 10 fotos. Isso sugere um volume de aproximadamente 80 a 100 milhões de fotos instantâneas por ano. Embora significativo, esse número é pequeno comparado à fotografia digital.
Fotografias com Celulares: Em 2023, cerca de 1,5 trilhão de fotos foram tiradas globalmente, com mais de 90% capturadas por smartphones. Com bilhões de dispositivos móveis em uso, a fotografia digital domina pela acessibilidade, armazenamento ilimitado e capacidade de edição instantânea.
Diferenças Qualitativas
Polaroid: Oferece uma experiência tátil e única, com fotos físicas que não dependem de telas. Cada foto é um objeto singular, com um charme retrô que incentiva a criatividade, como em colagens ou álbuns de recortes. No entanto, o custo por foto (cerca de US$ 1 a US$ 2 por filme) e a limitação de 8 a 10 fotos por pacote restringem seu uso em grande escala.
Celulares: Proporcionam alta resolução, edição avançada e compartilhamento instantâneo via redes sociais. A fotografia móvel é praticamente ilimitada, mas carece da tangibilidade e da estética única da Polaroid. Além disso, a abundância de fotos digitais pode levar a uma menor apreciação de cada imagem, com muitas nunca sendo impressas ou revisitadas.
Impacto Cultural Atual
Enquanto os celulares dominam a quantidade, as câmeras instantâneas como a Polaroid mantêm um nicho vibrante, especialmente entre entusiastas da fotografia e jovens em busca de autenticidade. A Polaroid inspira práticas criativas, como murais decorativos e scrapbooks, e promove um consumo mais consciente de imagens, contrastando com a efemeridade da fotografia digital.
Um legado importante
A Polaroid não apenas respondeu à curiosidade de uma criança, mas também transformou a fotografia em uma experiência imediata, acessível e culturalmente rica. Desde sua invenção por Edwin Land em 1948 até sua reinvenção na era digital, a câmera Polaroid moldou o mundo moderno ao democratizar a fotografia, inspirar a arte e preparar o terreno para a instantaneidade da era digital. Embora os celulares tenham levado a instantaneidade a outro nível, com trilhões de fotos tiradas anualmente, a Polaroid mantém seu lugar como um símbolo de nostalgia, criatividade e conexão tangível com os momentos capturados. Em um mundo dominado por telas, a Polaroid nos lembra do valor de segurar uma memória nas mãos.
Eu vi esse artigo sobre o envelhecimento tem um tempo, mas como era uma notícia do tipo boa demais pra ser verdade, esperei pra ver se não era nenhuma alegação fake, mas parece que já saiu ate na CNN.
Finalmente o sonho de muitos está prestes a se tornar realidade: O rejuvenescimento genético!
O envelhecimento sempre foi visto como uma parte inevitável da vida, mas avanços científicos recentes estão desafiando essa ideia. Essa incrível pesquisa sobre a longevidade está apontando um caminho empolgante e não menos preocupante, explorando se realmente podemos desacelerar ou até reverter completamente o processo de envelhecimento.
A Ciência por Trás do Envelhecimento
Envelhecer é mais do que apenas rugas e cabelos grisalhos — é um processo biológico complexo impulsionado por mudanças celulares ao longo do tempo. Cientistas identificaram fatores-chave, como danos ao DNA, encurtamento dos telômeros e inflamação crônica, que contribuem para o envelhecimento. Mas e se pudéssemos intervir nesses processos? Pesquisas inovadoras estão começando a sugerir que isso pode ser possível.
Há quem sugira que o rejuvenescimento (como o produzido pela famosa “fonte da juventude”) ou a imortalidade é pura ficção, uma esperança motivada pelo medo da morte, mas de fato, sabemos que existe pelo menos um animal na face da terra que é de verdade, imortal. Aqui está ele.
Avanços na Pesquisa de Longevidade
O artigo da CNN destaca esforços para combater o envelhecimento em nível celular. Por exemplo, cientistas estão explorando:
Senolíticos: Medicamentos que eliminam células senescentes — aquelas que param de se dividir e contribuem para doenças relacionadas à idade.
Reprogramação Celular: Técnicas que “reiniciam” células para um estado mais jovem, como as pesquisas do biólogo David Sinclair, que utiliza moléculas como o NMN para aumentar os níveis de NAD+, uma substância essencial para a saúde celular.
Terapias Genéticas: Edição de genes para reparar danos no DNA ou melhorar a resiliência celular.
Essas abordagens não visam apenas prolongar a vida, mas melhorar a qualidade de vida, permitindo que as pessoas vivam mais saudáveis e ativas por mais tempo.
O envelhecimento está com os dias contados?
Estilo de Vida e Longevidade
Embora a ciência de ponta seja empolgante, o artigo também enfatiza que escolhas de estilo de vida desempenham um papel crucial na longevidade. Fatores como:
Dieta: Uma alimentação rica em nutrientes, como a dieta mediterrânea, pode reduzir a inflamação e apoiar a saúde celular.
Exercício: Atividade física regular melhora a saúde cardiovascular e pode até estimular a regeneração celular.
Sono: Um sono de qualidade é essencial para a reparação do corpo e a manutenção da saúde cognitiva.
Gerenciamento de Estresse: Técnicas como meditação podem reduzir o impacto do estresse crônico, que acelera o envelhecimento.
O Futuro da Longevidade
A ideia de reverter o envelhecimento ainda está em seus estágios iniciais, mas os avanços são promissores. Empresas como a Calico (apoiada pelo Google) e pesquisadores de universidades de ponta estão investindo bilhões para desvendar os segredos da longevidade. No entanto, o artigo alerta que essas intervenções ainda não estão prontas para o uso generalizado e requerem mais testes para garantir segurança e eficácia até se tornarem um remédio que estanca seu envelhecimento e talvez até o reverta. Já pensou? Cabelos brancos sumindo, força voltando… Não seria nada mal.
Mas muitos internautas acreditam que se algo assim surgir será tão, mas tão caro que somente uma elite se beneficiará disso e essa poderá ser uma cisão épica que se pararaá dois tipos de seres humanos, mais ou menos como H.G. Wells previu em seu livro “A maquina do tempo”.
Camundongos rejuvenescidos
A pesquisa de Sinclair se baseou no uso de proteínas capazes de transformar uma célula adulta em uma célula-tronco. Sinclair e sua equipe restauraram células envelhecidas em camundongos para versões anteriores de si mesmas. Na primeira descoberta de sua equipe, publicada no final de 2020, camundongos idosos com problemas de visão e retinas danificadas puderam, de repente, voltar a enxergar, com uma visão que, por vezes, rivalizava com a de seus descendentes. Impressionante, mas a pesquisa foi além!
Imagine dois irmãos camundongos: um cheio de vitalidade, outro frágil e envelhecido. Ambos nasceram da mesma ninhada, mas um deles foi geneticamente modificado para envelhecer mais rápido. Essa foi a experiência intrigante, onde a pergunta que motivou os cientistas foi: se é possível acelerar o envelhecimento, seria também viável revertê-lo?
A inspiração veio do trabalho revolucionário do cientista japonês Dr. Shinya Yamanaka, ganhador do Prêmio Nobel, que em 2007 conseguiu reprogramar células adultas humanas para um estado pluripotente, ou seja, capazes de se transformar em qualquer célula do corpo. Essas células ficaram conhecidas como “fatores de Yamanaka”. No entanto, havia um obstáculo: ao regredir completamente, as células perdiam sua identidade original, tornando o processo ineficaz para aplicações terapêuticas de rejuvenescimento.
Em 2016, pesquisadores do Instituto Salk mostraram que a exposição temporária aos fatores de Yamanaka poderia rejuvenescer camundongos sem apagar a identidade celular. Porém, em alguns casos, isso vinha com um preço alto: o rejuvenescimento causava tumores.
Em busca de uma solução mais segura, o geneticista Yuancheng Lu utilizou três desses fatores e os introduziu por meio de um vírus inofensivo nas células da retina de camundongos idosos. O resultado foi surpreendente: os neurônios danificados se regeneraram, inclusive recriando projeções do olho para o cérebro.
Desde então, o Laboratório Sinclair ampliou os experimentos, aplicando o método aos músculos e ao cérebro dos camundongos, e agora trabalha na reversão do envelhecimento de todo o corpo. A equipe acredita que as células mantêm uma “cópia de segurança” da juventude e que é possível ativar essa memória genética.
David Sinclair chama essa descoberta de “a teoria da informação do envelhecimento”, onde as células envelhecem por perderem informações sobre como funcionam. A reinicialização genética permitiria que elas voltassem a agir como quando eram jovens. O processo não impede o envelhecimento futuro, mas possibilita que ele seja revertido repetidamente.
Enquanto os testes em humanos estão em estágios iniciais e levarão anos para conclusão, Sinclair afirma que já podemos adotar medidas eficazes para desacelerar o envelhecimento, a maioria a gente ja conhece:
Prefira uma dieta baseada em vegetais
Coma com menos frequência
Pratique exercícios intensos três vezes por semana
Durma bem
Mantenha relações sociais saudáveis
Controle o estresse
Todos esses fatores impactam diretamente o epigenoma, um sistema que regula quais genes devem ser ativados ou desativados. O epigenoma pode ser influenciado por comportamentos saudáveis, como dieta e estilo de vida. Por exemplo, mesmo quem tem predisposição genética a doenças como diabetes pode não desenvolvê-las se adotar hábitos saudáveis.
Outro fator interessante é a restrição calórica, prática cientificamente conhecida por prolongar a vida em diversos organismos. Camundongos alimentados com menos calorias chegaram a viver mais do que o dobro do normal. Em humanos, os resultados ainda são inconclusivos, mas Sinclair relata que reduziu significativamente sua idade biológica ao adotar uma única refeição por dia.
Combinando a ciência do rejuvenescimento celular com hábitos saudáveis, a esperança de uma vida mais longa e com qualidade está cada vez mais próxima da realidade. O futuro da longevidade está sendo escrito agora, nas bancadas dos laboratórios e nas escolhas que fazemos todos os dias.
“A pesquisa dele mostra que é possível mudar o envelhecimento para tornar a vida mais jovem por mais tempo. Agora, ele quer mudar o mundo e transformar o envelhecimento em uma doença”, disse Whitney Casey, investidora que está em parceria com a Sinclair para criar um teste biológico de idade do tipo “faça você mesmo”.
Embora a medicina moderna trate a doença, ela não trata a causa subjacente, “que, para a maioria das doenças, é o próprio envelhecimento”, disse Sinclair.
“Sabemos que, quando revertemos a idade de um órgão, como o cérebro de um camundongo, as doenças do envelhecimento desaparecem. A memória retorna; não há mais demência.”
“Acredito que, no futuro, retardar e reverter o envelhecimento será a melhor maneira de tratar as doenças que afligem a maioria de nós.”
Embora ainda não tenhamos a “fonte da juventude”, a ciência está nos aproximando de um futuro onde envelhecer com saúde e vitalidade pode ser a norma.
Combinar avanços científicos com escolhas de estilo de vida saudáveis pode ser a chave para viver mais e melhor.
Sinclair te certeza e faz afirmações bombasticas de que muito embreve o processo de envelhecer e sua inexoravel degradação física será algo superado. Sinclair disse para uma polateia estupefata:
Este é o mundo que está chegando. É literalmente uma questão de quando e, para a maioria de nós, isso vai acontecer durante nossas vidas!
A questão é se o mundo com oito bilhões de pessoas está reparado para isso.
Rapaz, se me contassem isso eu não acreditaria. Existe uma dona que tem um linguão impressionante, de fazer o Gene Simmons, do Kiss, chorar em posição fetal, humilhado.
Há algum tempo atrás ela viralizou nas redes sociais, deixando os espectadores absolutamente surpresos e até “gritando” após revelar o comprimento extraordinário de sua língua.
O Guinness World Records lista atualmente Chanel Tapper como a pessoa com a língua mais longa do mundo, medindo incríveis 9,75 cm (3,8 polegadas) da ponta ao centro do lábio.
Chanel Tapper
Mas essa dona chegou para mudar tudo! Crédito da imagem: charlenaaquino_gnc/instagramEla é Charlena Aquino, uma sensação da internet que está chocando os fãs no TikTok com sua língua extraordinariamente longa, que chega aos olhos.
Enquanto alguns fãs ficaram impressionados, outros ficaram incrédulos e até aterrorizados com seu talento incomum. Um usuário expressou seu choque comentando: “Fiquei literalmente de queixo caído”, enquanto outro disse: “Gritei quando vi!”
Outros adotaram uma abordagem mais humorística, sugerindo que Charlena poderia usar a língua como “limpador de para-brisas” para os olhos ou que ela não precisaria de uma colher para limpar um pote de Nutella.
Mas quais são os benefícios práticos de ter uma língua tão longa? Charlena não é a única com uma língua famosa. Nick Stoeberl, detentor do Recorde Mundial do Guinness para a língua mais longa, com 9,9 cm, tem algumas ideias únicas.
Nick Stoeberl
Nick revelou que sua língua alongada tem sido útil para tudo, desde lamber pirulitos e tomar sorvete até terminar o último pedaço de pudim em um copo. Aliás, seu irmão também tem uma língua anormalmente longa, o que o levou a muitas competições divertidas enquanto crescia.
Além dos usos práticos, e usos não-bíblicos, Nick também desenvolveu um lado artístico, usando a língua para pintar, envolvendo-a em filme plástico, mergulhando-a em tinta acrílica e pressionando-a sobre uma tela. “É uma maneira única de me expressar”, disse ele.
Com a ascensão de Charlena à fama nas redes sociais, parece que o fascínio do mundo por línguas anormalmente longas está longe de acabar.
Vou te falar que eu detesto esses videos de gente comendo sem parar, volumes colossais de comida (prática chamada de Mukbang). Acho idiota e também um pouco de desserviço. Mas estranhamente (ou não) as pessoas gostam de ver gente fazendo bizarrice e Tzuyang é a Youtuber mais famosa da Coreia. E ela só faz comer. Comer pra caramba! Os videos dela são so ela comendo volumes COLOSSAIS de tudo que voce puder imaginar.
No início do video:
Algum tempo depois:
Aqui está o video:
https://youtu.be/gE6KJbIpj2k?si=ws-N3x7dLumroZBm
Filé de borboleta, mas que come como um elefante
O físico de Tzuyang, de 28 anos, tem sido tema de debates online e teorias da conspiração há muito tempo. Os streamers de mukbang são frequentemente acusados de “comer falsamente”, acelerando seus vídeos ou cortando certas partes deles, e, claro, óvio, evitende e ululante: de vomitar a maior parte da comida que ingerem para dar a ilusão de uma capacidade estomacal impossivelmente grande.
Acredite se quiser, tem gente que nega. Supostamente eles devem ter um buraco negro na barriga para onde todo esse material é sugado, só pode ser.
Os defensores dela dizem que “não existem evidências de que Tzuyang tenha se envolvido em tais práticas obscuras”.
Ah, tá. So falta agora convencer o Isaac Newton, poque a física newtoniana é clara sobre “dois corpos não podem ocupar o mesmo lugar no espaço”.
O fato é que algumas pessoas especulam que ela sofre de um transtorno alimentar, mas ela sempre pareceu muito saudável e nunca houve qualquer evidência que sugerisse qualquer problema. UMa coisa intrigante é que realmente, os videos dela são lives. Ela transmite ao vivo a maioria de suas sessões de mukbang de vários restaurantes e quase nunca faz pausas para ir ao banheiro ou sai das câmeras, consumindo dezenas de porções de uma só vez, às vezes mais de uma vez por dia.
Então, estamos diante de um misterio intrigante, mesmo que ela “chamasse o raul” no fim do episódio, para onde está indo todo esse rango que alimentaria um time de basquete inteiro enquanto ela está tramsitindo online?
E outra, como ela consegue comer mais de 10.000 calorias por dia sem ganhar peso? O volume que essa mina come é uma coisa chocante.
Pra você ter uma ideia do que eu tô falando, se liga aí. Durante uma de suas transmissões de mukbang , a “YouTuber mais famosa da Coreia” comeu:
20 hambúrgueres
20 cumbucas de macarrões ramen
3 kg de carne
240 pedaços de sushi
16 m de linguiça
Em outra ocasião, ela devorou:
10 metros de bolinhos de arroz coreanos enfileirados,
100 camarões
200 ostras
140 espetos de cordeiro grelhado de uma só vez.
Esses tipos de feitos lhe renderam milhões de fãs leais em várias redes sociais, mas também muitas críticas por promover o desperdício de alimentos e pintar a ilusão de que ela pode comer o quanto quiser sem engordar.
Tzuyang sempre afirmou que tinha um apetite saudável e que era capaz de manter seu peso constante de 50 kg sem nem mesmo se exercitar.
Isso fez muito pouco para apaziguar seus críticos, que continuaram a acusá-la de enganar seu público, mas a jovem streamer recentemente postou um vídeo de uma clínica onde ela passou por uma gastroscopia e uma colonoscopia para descobrir os “segredos de seu estômago incrível”.
“Como profissional, posso dizer que o volume do seu estômago é ligeiramente maior do que a média. Parece ser de 30 a 40 por cento maior. Isso provavelmente significa que suas capacidades de absorção, digestão e eliminação são mais eficientes do que a maioria. Eu também fiquei surpreso. Seu índice de massa corporal é de 17,5, o que a classifica como abaixo do peso, mas seu estômago é maior do que o da maioria dos homens adultos. Seu cólon também estava limpo — sem pólipos, sem inflamação. Pessoas que precisam comer grandes quantidades de alimentos geralmente têm níveis elevados de açúcar no sangue, mas sua média de seis meses foi de apenas 5,2%. Isso significa que você está se exercitando o suficiente para controlar seu açúcar no sangue ou seu pâncreas está produzindo insulina suficiente para regulá-lo após compulsão alimentar. É realmente excelente.”
OK, então foi comprovado que ela tem uma super pança para segurar bastante comida, mas veja, o mistério persiste. O exame mostrou que o estômago dela é 40% maior que o de um homem adulto. Isso é bizarro, mas o problema é que o volume do que ela come é muito mais do que os 40% extras que ela tem de espaço. Como isso pode ser explicado?
Durante anos, muitos espectadores de Tzuyang especularam sobre o revestimento do intestino delgado impedindo-a de absorver a maior parte da comida ingerida e empurrando-a para o cólon muito rapidamente, e a maioria dessas teorias foi confirmada pelo Dr. Seo Jae Gul, especialista em saúde pública em Seul.
Após concluir seu check-up, Tzuyang declarou estar “faminta” e corrigiu a situação comprando pão em uma padaria e, em seguida, sentando se para mais uma refeição farta que daria para uma familia inteira em um restaurante chinês.
Hoje descobri um negócio que achei muito louco. Existem buquês de noivas que são comestíveis!
Os buquês de noiva são muito mais do que um simples acessório no dia do casamento. Eles simbolizam amor, beleza e a essência única de cada noiva. Tradicionalmente feitos de flores frescas, como rosas, peônias ou lírios, esses arranjos agora estão ganhando uma nova interpretação com os buquês comestíveis, uma tendência inovadora que une estética e sabor. Neste artigo, vamos explorar o universo dos buquês de noiva, com destaque para a revolução dos buquês comestíveis, como os impressionantes arranjos de cupcakes criados pela australiana Macey Nemer. Prepare-se para se inspirar com ideias que vão encantar os olhos e o paladar no seu grande dia!
O Encanto dos Buquês de Noiva: Tradição e Simbolismo
Os buquês de noiva têm uma história rica e fascinante. Na Idade Média, as noivas carregavam ervas aromáticas, como alecrim e tomilho, para atrair boa sorte e proteger contra energias negativas. Com o passar dos séculos, as flores passaram a dominar os arranjos, cada uma com seu significado especial. Rosas vermelhas representam paixão, orquídeas simbolizam elegância, e margaridas evocam pureza. Hoje, os buquês são uma expressão da personalidade da noiva, combinando cores, texturas e estilos que refletem o tema do casamento.
Mas e se, além de belos, os buquês fossem deliciosos? Essa é a proposta dos buquês comestíveis, uma tendência que está transformando casamentos ao redor do mundo. Feitos de cupcakes, chocolates, macarons ou até frutas frescas, esses arranjos unem o visual encantador de um buquê floral com o prazer gastronômico, surpreendendo convidados e criando momentos memoráveis.
Macey Nemer: A Pioneira dos Buquês Comestíveis de Cupcakes
No coração dessa revolução está Macey Nemer, uma talentosa confeiteira australiana de Sydney que criou o primeiro buquê de cupcakes em pé do mundo. Fundadora da Baked Bouquet, Macey transformou sua paixão por arte e gastronomia em uma inovação que conquistou noivas, aniversariantes e organizadores de eventos. Sem formação formal em confeitaria, ela apostou na experimentação e na dedicação para desenvolver arranjos que parecem flores de verdade, mas são inteiramente comestíveis.
Como Tudo Começou
A jornada de Macey começou durante a pandemia, quando o isolamento proporcionou tempo extra para explorar sua criatividade. “Com o mundo em pausa, eu me vi com mais liberdade para mergulhar na minha paixão por confeitaria”, contou ela em entrevista ao Mail Online. Armanda-se de bicos de confeitar e muita curiosidade, Macey começou a testar técnicas de decoração em cupcakes, descobrindo que o processo era não apenas criativo, mas também terapêutico. “Foi um alívio em meio ao caos daqueles tempos”, revelou.
Após incontáveis horas refinando receitas de cupcakes, coberturas e designs florais, Macey teve a ideia de montar seus cupcakes em arranjos que imitassem buquês de flores. O resultado? Bouquets deslumbrantes que parecem feitos de pétalas, mas são, na verdade, deliciosos bolinhos decorados com buttercream ou fondant. Esses buquês comestíveis rapidamente se tornaram a sensação em casamentos, chás de noiva e outros eventos especiais.
O Processo Criativo por Trás dos Buquês
Criar um buquê comestível não é tarefa simples. Macey explica que o segredo está na combinação de uma receita de cupcake perfeitamente equilibrada, uma cobertura com a consistência ideal e técnicas de decoração que reproduzem a delicadeza das flores. “Passei horas pesquisando e testando diferentes receitas, técnicas de buttercream e estilos de decoração”, conta a confeiteira. Cada cupcake é cuidadosamente moldado para imitar flores como rosas, peônias ou hortênsias, e depois disposto em uma estrutura que mantém o buquê em pé, pronto para ser admirado e saboreado.
O diferencial dos buquês da Baked Bouquet está no equilíbrio entre estética e sabor. Disponíveis em sabores como baunilha, chocolate, red velvet e limão, os cupcakes podem ser personalizados para combinar com a paleta de cores do casamento ou com as preferências da noiva. Além disso, Macey trabalha com marcas e agências para eventos promocionais, mas seu foco principal são celebrações pessoais, como casamentos e aniversários.
Por Que Escolher um Buquê Comestível para o Seu Casamento?
Os buquês comestíveis oferecem uma série de vantagens que os tornam uma escolha irresistível para noivas modernas. Aqui estão alguns motivos para considerar essa tendência:
Originalidade e Personalização: Um buquê comestível é uma maneira única de destacar sua personalidade. Você pode escolher sabores, cores e designs que reflitam o estilo do seu casamento, desde um arranjo rústico com cupcakes de lavanda até um buquê sofisticado com detalhes dourados.
Sustentabilidade: Diferentemente dos buquês de flores, que murcham após o evento, os buquês comestíveis são 100% aproveitáveis. Eles podem ser compartilhados com os convidados, reduzindo o desperdício e criando uma experiência interativa.
Surpresa para os Convidados: Imagine a reação dos seus convidados ao descobrir que o buquê da noiva é, na verdade, um conjunto de cupcakes deliciosos! É uma surpresa divertida que torna o momento ainda mais especial.
Versatilidade: Além de casamentos, os buquês comestíveis são perfeitos para chás de noiva, despedidas de solteira, aniversários e até eventos corporativos. Eles também podem complementar a mesa de doces ou servir como lembrancinhas.
Acessibilidade: Com a crescente popularidade dessa tendência, confeiteiros locais em todo o mundo estão adotando a ideia, tornando os buquês comestíveis mais acessíveis do que nunca.
Macey Nemer, ciadora dos buques comestiveis foi tema de um artigo no Daily Mail – Print Screen
Como Incorporar Buquês Comestíveis no Seu Casamento
Se você está apaixonada pela ideia de um buquê de noiva comestível, aqui estão algumas dicas para integrá-lo ao seu grande dia:
1. Escolha o Estilo Certo
Os buquês comestíveis podem variar de delicados a extravagantes. Para um casamento boho, opte por cupcakes com tons pastéis e decoração rústica. Para uma cerimônia clássica, escolha arranjos com detalhes elegantes, como pérolas comestíveis ou flores de açúcar. Converse com seu confeiteiro para garantir que o buquê combine com o vestido, a decoração e o tema do evento.
2. Combine com Outros Elementos do Casamento
Para uma experiência coesa, coordene o buquê comestível com outros doces do casamento, como o bolo ou os macarons da mesa de sobremesas. Por exemplo, um buquê de cupcakes de red velvet pode ser complementado por um bolo de casamento no mesmo sabor. A propósito, se você está buscando inspiração para bolos de casamento incríveis, confira este artigo sobre bolos de noiva no Mundo Gump, que traz ideias criativas e surpreendentes!
3. Planeje a Logística
Embora os buquês comestíveis sejam resistentes, eles requerem cuidados especiais, especialmente em casamentos ao ar livre ou em climas quentes. Certifique-se de que o buquê seja armazenado em local fresco até o momento da cerimônia e discuta com o confeiteiro opções como coberturas que não derretam facilmente.
4. Crie um Momento Especial
Tradicionalmente, as noivas jogam o buquê para as convidadas solteiras. Com um buquê comestível, você pode inovar! Que tal distribuir os cupcakes entre as amigas ou oferecer o buquê como sobremesa para os padrinhos? Outra ideia é usar um buquê de flores tradicional para o arremesso e reservar o comestível para fotos e degustação.
Além dos Cupcakes: Outras Opções de Buquês Comestíveis
Embora os buquês de cupcakes sejam os mais populares, há outras opções criativas para noivas que querem explorar o conceito de buquês comestíveis:
Buquês de Macarons: Delicados e coloridos, os macarons podem ser dispostos em arranjos sofisticados, perfeitos para casamentos elegantes. Sabores como framboesa, pistache e caramelo salgado adicionam um toque gourmet.
Buquês de Chocolates: Para as amantes de chocolate, um buquê feito de trufas, bombons ou barras artesanais é uma escolha decadente. Adicione detalhes como laços comestíveis para um visual ainda mais charmoso.
Buquês de Frutas: Ideais para casamentos ao ar livre ou tropicais, esses buquês combinam frutas frescas, como morangos, uvas e physalis, com folhagens comestíveis. São refrescantes e sustentáveis!
Buquês de Biscoitos: Biscoitos decorados com glacê real podem ser moldados em formas florais, criando arranjos personalizados e crocantes.
Inspirações de Outros Artistas
Macey Nemer não é a única a revolucionar o mundo dos doces comestíveis. Outras confeiteiras também estão elevando a arte da confeitaria a novos patamares:
Michelle Nguyen: Conhecida por suas flores de açúcar hiper-realistas, Michelle cria arranjos que desafiam a percepção. Suas criações são perfeitas para noivas que querem um toque de sofisticação na mesa de doces.
Luciana Gonzalez: Especialista em confeitaria floral, Luciana combina técnicas tradicionais com designs modernos, criando bolos e doces que parecem obras de arte.
Para conhecer mais sobre o trabalho de Macey, visite o Instagram da Baked Bouquet, onde ela compartilha seus buquês de cupcakes mais recentes. As fotos são de tirar o fôlego e certamente vão inspirar seu próximo evento!
Dicas para Escolher o Confeiteiro Perfeito
Se você decidiu incluir um buquê comestível no seu casamento, encontrar o confeiteiro certo é essencial. Aqui estão algumas dicas:
Pesquise Portfólios: Verifique o Instagram ou o site do confeiteiro para avaliar a qualidade e o estilo dos buquês. Procure por arranjos que combinem com sua visão.
Agende uma Degustação: Prove os sabores disponíveis para garantir que o sabor seja tão bom quanto a aparência.
Discuta Personalização: Um bom confeiteiro deve ser capaz de adaptar o buquê às suas preferências, desde o design até os ingredientes.
Confira Avaliações: Leia depoimentos de outros clientes para garantir que o profissional seja confiável e entregue no prazo.
Considere o Orçamento: Buquês comestíveis podem variar de preço dependendo da complexidade e dos materiais. Estabeleça um orçamento claro desde o início.
Buquês Comestíveis: Uma Escolha Sustentável e Inesquecível
Os buquês de noiva comestíveis são a perfeita harmonia entre o clássico e o contemporâneo. Eles oferecem às noivas a oportunidade de apresentar ao mundo sua originalidade, encantar os convidados com uma surpresa deliciosa e promover um casamento mais ecológico. Seja com cupcakes decorados, macarons coloridos ou chocolates artesanais, esses buquês transformam o grande dia em uma experiência única e memorável.
Se você está em busca de ideias para um buquê que fuja do comum ou deseja planejar um casamento repleto de toques personalizados, os buquês comestíveis são uma tendência que veio para conquistar. Para complementar seu evento com outras inspirações, confira as ideias criativas de flores de açúcar que vão te chocar. (Eu garanto!)
Agora claro nem tudo são flores (desculpa aí o trocadilho que eu não resisti)… Com um buquê de flores coestiveis, o casamento perderá um ponto alto da festa que são as tiazona encalhadas, todas encachaçadas passando aquela vergonha para agrrar as flores no ar, tipo um misto de vale tudo com o Taffarel no final da Copa de 94.
Delicie-se aí:
Um Toque Doce no Seu Grande Dia
Os buquês de noiva sempre serão um símbolo de amor e celebração, mas os buquês comestíveis elevam essa tradição a um novo nível. Com a habilidade de combinar beleza, sabor e sustentabilidade, eles são a escolha perfeita para noivas que querem deixar uma impressão duradoura. Inspirada por pioneiras como Macey Nemer, da Baked Bouquet, essa tendência está transformando casamentos em experiências inesquecíveis.
Se você está planejando seu casamento, considere adicionar um buquê comestível ao seu grande dia. E para mais ideias criativas, não deixe de conferir o artigo do Mundo Gump sobre bolos de casamento incríveis, que pode inspirar outros elementos do seu evento. Que seu casamento seja tão doce quanto o buquê que você escolher!
Na casa do meu primo guilherme, lá no quarto dele tinha um quadrop que me fscinava. Era o famoso quadro do “dinossauro da rodovia”. Este é um post em homenagem a esta obra magnífica que trago para você contemplar em todo seu esplendor:
Para um bacuri da geração Z, ou mesmo um usuario afeito às imagens impressionantes e dramáticas da Inteligência Artificial, que trouxeram o impossível para o mundo real, pode não parecer grande coisa, mas isso nos anos oitenta era o suprassumo da parada maneira!
Me afetou e ja afeitou muita gente. Eu ja passei horas da vida olhando ese quadro e viajando em seus detalhes. Imaginando a cena, a confusão, a vaquinha… as usinas nucleares la no fundo e teorizando: Um portal trouxe o dinossauro para o presente? Seria uma experiência genética-nuclear? Será que alguém do carro capotado se machucou?
A origem do quadro bizarro diossauro da estrada
O quadro se chama (popularmente) de “dinossauro na rodovia” (do original em alemão Dinosaurier auf der Autobahn). Esse quadro foi pintado em 1980 pelo artista suíço Giuseppe Reichmuth para atender uma encomenda do amigo Albert Ernst que era dono de uma galeria de arte em Zurique. Ele pretendia expor a obra na exposição “Green 80”, na cidade de Basileia sob sua curadoria e queria uma obra inédita e pitoresca de Reichmuth. O quadro (tela original medindo 90 x 120 cm) que foi pintado em estilo hiper-realista, mostra um Brontossauro atravessando majestoso uma rodovia nas proximidades de Basileia, enquanto os veículos tombam, espatifando-se ao longo da mesma. As cópias dessa pintura se tornaram uma febre no Brasil e em especial na região Nordeste nos anos 90. No estado do Maranhão, por exemplo, eram vendidas nas feiras populares ou pelos caixeiros viajantes que percorriam longos caminhos até os mais remotos lugarejos, carregando consigo além de quadros, redes, espelhos, pratos, panelas etc. Nas paredes de taipa ou alvenaria sem reboco, o dinossauro na rodovia aprisionava olhares ostentando sua enigmática e assombrosa beleza ao lado da última ceia de Leonardo da Vinci e de outras imagens sacras barrocas ou renascentistas.
O dinossauro na rodovia fez tanto sucesso que ganhou três versões brasileiras também muito inusitadas: dinossauro na praia, dinossauro fórmula 1 e dinossauro no outdoor. As pinturas brasileiras são de autoria do pintor carioca Valentim Keppt e foram encomendadas pela estamparia paulistana Martinelli, fundada em 1935, que pretendia diversificar sua produção, até então voltada para temas religiosos, como aqueles ilustrados nos folhetos distribuídos pelas testemunhas de Jeová.
A popularidade desses quadros cresceu por causa do preço acessível e da pirataria. Era comum encontrá-los em feiras, praças e lojas de produtos importados, muitas vezes vindos do Paraguai, que dominavam o mercado na época (hoje substituídos majoritariamente por produtos chineses). Nos anos 1990, itens como o famoso “guarda-chuva da Madonna“, quadros de motos e caminhões em chamas no deserto, além de papéis de carta infantis, eram febre. Ter essas imagens em casa, inspiradas na pop-art, era sinal de status ou tendência.
A M.a.r.t.i.n.e.l.l.i., fundada em São Paulo em 1935, começou como uma empresa de estampas religiosas. Quem nunca viu aquelas imagens de leões e pessoas vivendo em harmonia em um paraíso, típicas de panfletos das Testemunhas de Jeová? Pois é, muitas delas são da Martinelli. A partir de 1953, a empresa expandiu sua atuação para camisetas, quadros e embalagens.
Em 1995, os irmãos sócios decidiram encerrar as atividades gráficas, criando a Estamparia Martinelli Ltda., com sede no bairro da Aclimação, em São Paulo. A empresa passou a produzir estampas religiosas, bíblicas, paisagens e santinhos, além de trabalhar com transfer serigráfico, fotolito e materiais para artesanato, como decoupage e scrapbook.
Em 2004, surgiu a Martinelli Art, com uma linha de prints e pôsteres voltada para distribuição nacional e exportação. Em 2007, a empresa lançou a Enquadr’Art, com pôsteres para fabricantes de quadros. Já em 2014, foi criada a Martinelli Quadros, oferecendo produtos em canvas digital para diversos ambientes, em formatos grandes. No acervo da empresa, há milhares de imagens em alta qualidade disponíveis para compra.
Mas embora os quadros super coloridos da Martinelli tenham feito algum sucesso, eles não se comparavam ao original em fama e adesão afetiva criados por Giuseppe Reichmuth .
Formado na conceituada Kunstgewerbeschule Zürich, a Escola de Artes Aplicadas de Zurique, curiosamente teve os grandes sucessos em sua trajetória em excessões na sua técnica.
Os dois quadros que lançaram Reichmuth para todo o planeta são hiper-realistas – uma prática que ele não voltaria a visitar em sua obra, que prossegue na ativa até hoje.
O primeiro foi Zurich Ice Age, de 1975, uma belíssima paisagem que trouxe um ousado e maravilhoso resultado final – e que se transformou em populares cartões postais à época.
O proprio artista contou como lhe ocorreu a ideia de botar um doinossauro numa estrada moderna em seu site e se lembra que embora tivesse sido encomendada para um evento, a obra levou tempo para ser concluída:
“Na verdade, o pôster só ficou pronto depois que o ‘Green 80’ já tinha acabado”
Já que era uma encomenda, entregou a arte para o cartaz e cobrou 4 mil francos. Tanto que o nome de Reichmuth sequer aparece assinado. “Alguns anos depois, as pessoas dos EUA voltaram e disseram que tinham acabado de ver o dinossauro como em cartazes, mas também em camisetas”.
Ou seja, a década seguinte seria simplesmente tomada pelos dinossauros na rodovia – mas a grana dessa explosão, infelizmente, não chegaria aos bolsos de Reichmuth. Mas, como é possível notar em entrevistas e perfis com o artista, não é algo que ele carregue como uma grande mágoa ou drama.
Ainda hoje, o dinossauro na rodovia é uma memoria afetiva de muita gente.