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bizarro, Curiosidades

A fotografia mais antiga de um yeti morto

Será que mataram o Pé Grande nos tempos do Imperador? Confira aí.

Escrito por Philipe Kling David · 6 Minutos de leitura >

Existem relatos de que caçadores atiraram no Pé Grande em 1894 quando trabalhavam para a Hudson’s Bay Company, a primeira empresa comercial do Canadá, fundada em 1670. Uma intrigante fotografia parece confirmar o macabro incidente.

Há alguns anos, uma fotografia incrível apareceu na rede, afirmando ser um registro autentico do que seria um Yeti morto. Milhares de pessoas na América do norte acreditam, na existência desse bizarro criptídeo, e os relatos dessas criaturas, envolve todo tipo de pessoa, entre civis e militares até especialistas, como caçadores e guardas florestais. Especialistas forenses em papiloscopia já chegaram a  autenticar pegadas com base em minucias digitais que não correspondiam com as digitais humanas ou mesmo de gorilas. Relatados desde a colonização da América por diversas tribos, o Yeti se tornou parte da cultura norte-americana. Essas estranhas aparições já foram também registradas em fotografias e videos, e a cada dia, à medida em que as cidades vão invadindo mais e mais as áreas de reservas naturais na America do Norte, novos registros vão surgindo. Em contrapartida, os céticos possuem bons argumentos contra a potencial existência de pés grandes.
Também chamados de Pé grande, Skunk-ape, sasquatch entre outros nomes, os seres peludos enormes que lembram um misto de macaco gigante e humano, poderiam existir? Muitos céticos alegam que o Yeti não deve existir, pois nunca se encontrou uma ossada deles. De fato, as únicas provas ósseas de um símio gigante de 3 metros estão nos museus e pertencem a um tipo de primata ancestral que habitou essa mesma área num passado remoto. Mas se  por um lado pessoas estão dizendo que podem ver essas criaturas, seria possível que elas acabarão cedo ou tarde capturadas ou mesmo assassinadas? Alguns estados norte americanos preocupados com essa possibilidade já criaram projetos legislativos para tentar impedir que aventureiros  tentem caçar o Yeti.
Do mesmo jeito que há quem queira proibir, há quem queira criar a temporada de caça ao pé grande. 
Mas e se eu te disser que é possível que no passado isso ja tenha ocorrido? Saca só:

 

Acredita-se que o caso tenha ocorrido em 1894 em algum lugar nas florestas do Canadá. A imagem supostamente retrata um yeti morto – Assassinado por caçadores de peles .

Desde então, essa imagem se tornou conhecida como a “Foto do Pé-Grande Mais Antiga”.

A imagem intrigante foi originalmente enviada ao criptozoologista americano Tom Biscardi por um certo Lyle Billett de Victoria, Canadá. Esta imagem foi posteriormente publicada no popular site criptozoológico Cryptomundo, e também apareceu em uma versão atualizada do Bigfoot Casebook de Colin e Janet Board.

A foto, para dizer o mínimo, não é da melhor qualidade, mas quem viu a foto original afirma que realmente se parece com uma foto muito velha, rachada e quase desbotada de pelo menos um século atrás.

O yeti morto jaz meio caído na neve, de bruços, os braços estendidos ao longo do corpo, neles são visíveis os vestígios das cordas, pelo que aparentemente foi arrastado por quem o matou.

Foi relatado que esta criatura teria sido encontrada na floresta por um grupo de caçadores, quando o bicho vagou perto de sua cabana de caça, provavelmente atraída pelo cheiro de comida sendo preparada. As pessoas imediatamente atiraram naquilo e depois tiraram uma foto. Não vou duvidar se neguinho jantou esse pobre ser logo depois da foto. No inverno, nos países do norte, costuma valer a regra de “tudo que pode se mexer, também pode ser comido”.

No verso da foto havia anotações a lápis:

“1894. Rio Yalikom perto de Lilliott, British Columbia. Forestry-Hudsonbay Co. Eles tiraram uma foto, e o cara da foto então roubou esta foto dos registros da empresa (hudsonbay co.). Acho que é o sobrenome dele era Holiday (primeiro nome desconhecido). Não tinha todas as fotos (apenas uma) das fotos tiradas em uma placa de vidro. “

Esta é uma informação muito interessante, confirmando o que alguns suspeitaram ao longo dos anos: haveria uma espécie de encobrimento da existência do Pé Grande.

 

O quadro pintado pelas informações da fotografia antiga diz que  havia não apenas aquela, mas sim todo um conjunto de fotografias e alguém chamado Holiday obviamente estava de posse de uma ou mais delas. Ele se voltou para os registros florestais da Hudson’s Bay Company, onde teria “afanado” uma das fotos – o número total de as fotos tiradas do Pé Grande morto até então, é desconhecido.

Pode-se presumir que se tratava de quatro ou cinco fotografias originais em uma placa de vidro.

Acontece que alguns dos caçadores atiraram no Pé Grande em 1894, quando aparentemente trabalharam para a Hudson’s Bay Company, a primeira empresa comercial do Canadá, fundada em 1670. A Hudson’s Bay Company é uma empresa incomum; ela foi literalmente o governo em grande parte da América do Norte antes que os Estados europeus ou os Estados Unidos pudessem reivindicar áreas nesta vasta região.

A Hudson’s Bay Company foi tão influente em 1894 que continua sendo uma parte importante da economia canadense até hoje, pois é proprietária de muitas cadeias de varejo canadenses, como The Bay, Zellers, Fields e Home Outfitters. A empresa também possui arquivos localizados em Winnipeg, Manitoba, que dizem ser uma coleção de registros e mapas antigos da empresa… Será possível que o resto da sequencia de fotografias em lamina de vidro do Pé Grande morto ainda estejam lá?

Surge a pergunta: se esta foto é genuína, por que não foi publicada há muitos anos e incluída em todos os livros sobre o assunto desde 1894? Afinal, aqui temos o que parece ser uma evidência bastante convincente da existência do yeti, exatamente o que a comunidade científica vem procurando há muito tempo.

Na verdade, essas pessoas da Hudson’s Bay Company não tinham apenas algumas fotos do Pé Grande morto, mas também o corpo do próprio Pé Grande! É difícil acreditar que os caçadores simplesmente deixariam essa carcaça na floresta. Ninguém ia empalhar? Nem pra mandar para um museu, como os museus de bizarrices típicos da época? Não seria enviado para um gabinete de curiosidades de algum lorde, como nosso próprio Dom Pedro II, (sempre interessado em assuntos exóticos)?

Como a Hudson’s Bay Company na época era especializada em carne de caça e peles, alguém poderia pensar que este estranho animal – seja lá o que fosse – não foi deixado para apodrecer, mas foi transportado para algum lugar, onde foi esfolado e guardado. Talvez até alguém tenha feito um troféu de caça com a cabeça deste Yeti e prendido na parede, como fazem com as cabeças de veado. Será? Não duvido que esse pedaço gump da História possa estar empoeirado esquecido, oculto da luz e dos olhares curiosos num sótão qualquer do Canadá.

Parece improvável hoje, mas talvez em 1894 ostentar a cabeça de um animal exótico na parede de troféus de caça era um marcador da importância de um aristocrata canadense. Afinal, naquela época, até as cabeças dos gorilas às vezes ficavam penduradas na parede, como “enfeite”.

Mas o que realmente aconteceu? Obviamente, mesmo para caçadores canadenses, essa era uma criatura muito estranha e, em condições normais, a Hudson’s Bay Company poderia facilmente publicar essas fotos em um jornal local ou colocar um espantalho em um museu e multidões seriam jogadas lá, dando dinheiro para visualização. Mas isso não aconteceu. Alguém proibiu e mandou esconder tudo com cuidado?

É possível que a promoção gerada pela descoberta da criatura viesse a atrapalhar os negócios rentáveis da companhia. Se essa possibilidade foi conjecturada, faz sentido “varrer a sujeira para debaixo do tapete”.

Aliás, para tirar uma série dessas fotos em uma placa de vidro, naquela época era necessário chamar especialmente um fotógrafo profissional da cidade grande. A fotografia, até recentemente, era uma coisa cara e rara; exigia fotógrafos profissionais com equipamentos pesados ​​caros. Não fariam isso para registrar uma carcaça de urso corriqueira. Até porque, o negócio deles era JUSTAMENTE de peles, e eles sabiam do que se tratava.

Tirar uma fotografia em 1894 era uma atividade laboriosa e cara, pois fotografar em uma placa de vidro demorava muito para cada fotografia individual. Tirar fotos como essa num lugar inóspito, seria ainda mais difícil. E, no entanto, o pessoal da Hudson’s Bay Company ao que parece, se deu ao trabalho por isso.

A minha opinião

Pessoalmente sou neutro com relação a hipótese do yeti, mas sou um pouco incrédulo com o que está registrado na tal foto do yeti morto. Eu vou explicar o porque:

Acredito que é possível que essa imagem seja uma mera pareidolia. O que pode parecer um macaco peludo morto na neve, poderia ser um grande felino, como o leão da montanha, morto deitado. Veja meu esboço por cima da foto.

Pareidolia é quando nossa mente cria uma “peça”, reconhecendo num conjunto de padrões uma forma que não corresponde realmente ao que é. Por exemplo, roupas num cabide no seu quarto de noite podem parecer uma figura sombria te olhando dormir, ou uma mancha na janela pode ser vista por um religioso como o retrato da Virgem Maria… E por aí vai.

Se observarmos a “mão” do yeti, você verá bolinhas nela. Não faz sentido bolinas no dorso da mão, mas onde existem bolinhas, é na parte de baixo da pata de um cão ou felino, como o lince. O lince é um animal da área, que era caçado pela sua pele e possui uma pata enorme para andar na neve.

Note também que o Rabinho mixuruca do lince canadense parece correto com a ideia da pareidolia.

A única coisa difícil de justificar na hipótese da pareidolia do lince é que esse é um animal completamente corriqueiro para caçadores de peles. Para importar o aparato fotográfico em mil oitocentos e bolinha, deveria haver um bom motivo e acho forçada a ideia de que um lince seria algo assim, digno de registro. A menos que fosse um lince fora do normal, muito grande ou com alguma peculiaridade, e a foto se perdeu ou foi mal interpretada no caminho e derivou para a hipótese do pé-grande.

E aí? Qual sua opinião? Um Yeti assassinado ou um simples animal do Canadá numa fotografia antiga?

Escrito por Philipe Kling David
Designer, blogueiro, escritor e escultor. Seu passatempo preferido é procurar coisas interessantes e curiosas para colocar neste espaço aqui. Tem uma grande atração por assuntos que envolvam mistérios, desconhecido e tecnologia. Gosta de conversar sobre qualquer coisa e sempre tem um caso bizarro e engraçado para contar. Saiba mais... Profile

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Uma resposta para “A fotografia mais antiga de um yeti morto”

  1. História muito interessante, realmente!

    Me parece mesmo pareidolia. A questão de ser antigo já nos desarma um pouco do ceticismo, por isso é um recurso bastante usado por falsificadores. Vale lembrar das famosas fotos antigas dos Thunderbirds.

    (Philipe, arruma a foto de sobreposição. Está escrito “trazeira”, com z)

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