A abdução de Herbert Schirmer

Normalmente, quando alguém relata ter sido abduzido por aliens, as autoridades descartam tais alegações como obra de fraudadores. Mas o que acontece se o Abduzido FOR um oficial?

O policial Herbert Schirmer, de 22 anos, saiu para seu trabalho de patrulha sem saber a estranha e inusitada experiência que aquela noite implicaria. Era 3 de dezembro de 1976.

Embora tivesse apenas 22 anos na época, Schirmer era tão respeitado em Ashland que foi nomeado Chefe de Polícia pouco tempo depois. Ele já havia servido na Marinha e era filho de um oficial de carreira da Força Aérea – não o tipo de homem que fica obcecado por OVNIs.

“Fiz uma verificação de rádio com o gabinete do xerife de Wahoo e informei-os de que tudo estava seguro”, disse Schirmer num relatório que escreveu após as sessões hipnóticas. “Eram 2h20 da manhã. Entrei na State Highway 6 em direção ao oeste.”

Ao fazer suas rondas normais de patrulha em Ashland, Nebraska, ele viu o que pareciam ser as luzes de freio de um grande caminhão, que teria saído da estrada. Ele havia verificado locais ao longo da Rodovia 6 e acabava de chegar ao cruzamento de duas rodovias, 6 e 63, quando notou aquela luminosidade avermelhada. Ele então, decidiu ver mais de perto, imaginando estar diante de um acidente.

Um objeto metálico de formato oval

Ao seguir pela Rodovia 63, ele parou e direcionou os faróis para o objeto com luz vermelha. Ele soube imediatamente que o objeto não era um caminhão. As luzes vermelhas passavam pelo que Schirmer descreveu como “vigias”. Ele podia ver claramente um OVNI metálico em forma de disco que pairava a cerca de dois metros e meio do chão.

Ele tentou ligar para o gabinete do xerife, mas seu rádio estava mudo. “A nave estava se movendo pela rodovia ao norte, a cerca de 12 metros de altura.

O objeto de alumínio polido tinha uma espécie de passarela em sua circunferência. Ele também podia ver o que pensava serem pernas abaixo do objeto.

Desenhos do sargento. Herbert Schirmer de Nebraska detalhando sua abdução por alienígenas em 3 de dezembro de 1967?.

“Acredite ou não!”

O OVNI começou a enviar chamas abaixo dele, enquanto subia no ar. Schirmer podia ouvir o som de uma sirene vindo do objeto à medida que ele subia cada vez mais. O OVNI então passou diretamente sobre seu carro de polícia e desapareceu de vista. Schirmer voltou correndo para a delegacia, anotando que eram mais de 3h da manhã. Isto o chocou, porque ele sabia que estava em patrulha há muito mais tempo do os 10 minutos que ele realmente se lembrava.

Schirmer fez a seguinte anotação em seu diário de bordo:

“Vi um disco voador no cruzamento das rodovias 6 e 63. Acredite ou não!”

Schirmer começou a ter alguns problemas físicos logo após ser avistado. Ele sofria de dores de cabeça, passava mal e tinha um vergão vermelho no pescoço.

A Comissão do relatório Condon*, localizada na Universidade do Colorado, e na época investigando avistamentos de OVNIs, ouviu falar do avistamento de Schirmer e solicitou que ele fosse a Boulder, Colorado.

 

* Relatório Condon, foi um estudo científico sobre o fenômeno dos objetos voadores não identificados (OVNI), fruto de um contrato entre a Universidade do Colorado e a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) que criou o University of Colorado UFO Project (Projeto OVNI Universidade do Colorado), também chamado de Comitê Condon. O diretor do projeto foi Edward Condon, um físico distinto e influente. O relatório final recebeu o título de Scientific Study of Unidentified Flying Objects (Estudo Cientifico dos Objetos Voadores Não Identificados). De acordo com uma análise do Relatório Condon por Peter A. Sturrock,em 1987, esse estudo, de que porém aponta várias falhas, “tem sido e continua a ser o documento público mais influente no que diz respeito à posição científica sobre o problema”.

O Relatório é acusado de falhas metodológicas deliberadas e graves, a serviço intencional de tornar o fenômeno Ufo algo puramente da natureza psicossocial, estando dentro do universo do folclore moderno. A ampla maioria das alegações do relatório, que escolheu a dedo os casos para investigar selecionando alguns que já haviam sido explicados por programas anteriores, como o Blue Book e etc, entre outros casos simples e facilmente explicados, deixando de lado centenas de casos com melhores evidências e mais complexos, despertou a desconfiança global que o Painel representava uma “jogada” da Força aérea para agregar uma aura de cientificismo no que eles internamente consideravam conveniente para entregar ao público.

Sabe-se que um dos objetivos claros do painel Condom era arrumar uma desculpa para segurar a pesquisa do Blue Book, porque o Dr. Hayneck de um cético total no inicio do programa, havia mudado radicalmente de opinião ao estudar o fenômeno mais de perto. O Bluebook assim estava ficando “perigoso”. Não por acaso o painel Condom surge com a sugestão nas conclusões e recomendações da Seção I: Entre outras coisas, “Não haveria necessidade de manutenção do Projeto Livro Azul.” e “Que os casos de OVNI investigados não apresentaram qualquer prova que implicasse em risco a segurança nacional” e que “Estudos mais aprofundados do fenômeno provavelmente não se justificariam.”

Em 13 de fevereiro de 1968, Schirmer seria submetido a hipnose regressiva, administrada pelo psicólogo Dr. Leo Sprinkle, da Universidade de Wyoming.

No dia seguinte após a experiência, ainda ouvindo um estranho zumbido dentro de sua cabeça, o policial foi ao local onde viu a nave e encontrou um pedaço de metal estranho que foi enviada para análise posteriormente. (isso parece ter sido omitido propositalmente no painel Condon)

A análise do metal indicou que era um material compósito, feito de ferro e silício.

As dores de cabeça persistiriam pelas semanas seguintes, afetando também sua capacidade de concentração.

Seres Amigáveis

As sessões de regressão revelariam muitos detalhes novos que Schirmer não sabia.

Ao se aproximar do OVNI, o motor da viatura policial falhou e seu rádio desligou.  A nave desceu perto de seu carro.

Schirmer viu um brilho vermelho-alaranjado na parte inferior da nave e uma escotilha aberta.

“Foi então que a forma de um homem apareceu e caminhou até a frente do carro patrulha. Então um segundo homem saiu da nave e caminhou até o carro. O primeiro homem ficou na frente do carro patrulha e , segurando um pequeno objeto parecido com uma caixa, pressionou algo. Uma névoa verde saiu, espalhando-se por todo o carro patrulha. “O outro homem caminhou até o lado do motorista do carro patrulha e, alcançando dentro, pressionou um objeto prateado contra meu pescoço , diretamente sob minha orelha esquerda. Senti um formigamento percorrer todo o meu corpo.”

O ser perguntou: Você é o vigia desta cidade?

Ele disse: Sim senhor, sou…

Ele fez uma nova pergunta:

“Você atiraria em uma nave espacial?”

“Não, senhor”, disse Schirmer.

“Vigilante, venha comigo.” – Disse o ser. E fez sinal para que ele subisse a bordo da nave.

Outros fatos lembrados pelo patrulheiro foram que os seres da nave eram amigáveis, com 1,5m de altura.

Os seres eram amigáveis, e tinham cabeças mais estreitas e mais altas do que os seres humanos. Seu rosto tinha aspectos diferentes do humano, sendo o nariz chato, boca em forma de fenda, que não eram utilizadas, olhos oblíquos, não muito grandes e que não piscavam. Sua pele tinha um tom acinzentado. Todos vestiam um uniforme inteiriço, de tom acinzentado, que cobria dos pés à cabeça, ficando apenas o rosto de fora.

No lado esquerdo havia uma pequena antena, na altura da orelha, e uma insígnia de uma serpente alada dentro de um triângulo na altura do peito esquerdo.

Schirmer relata que permaneceu aproximadamente 50 minutos a bordo do objeto. Durante este tempo, ao longo das comunicações, os tripulantes apresentaram vários dos compartimentos de sua nave, que segundo eles era usada para vigilância. Ele se lembra de ter visto um aparelho menor menor estacionado a bordo. Disseram-lhe que era usado para vigilância. Disseram-lhe que esses seres observavam a raça humana há muito tempo e estavam envolvidos no que ele chamou de “programa de análise reprodutiva”. 

…E que por enquanto nos manteriam confusos até que estejamos prontos para aceitar sua presença entre nós. Disseram-lhe que ele não se lembraria da maior parte do que aconteceu durante o encontro e que o visitariam novamente.

Ao final do contato, segundo Schirmer, os tripulantes disseram que ele não se lembraria do que aconteceu a bordo da nave, mas que no próximo encontro entre eles ele conheceria o universo.

Apenas dois meses depois de se tornar chefe de polícia, ele renunciou à força. Ele disse que não conseguia tirar da cabeça o encontro com o OVNI. Ele estava sentindo dores de cabeça terríveis e achava difícil se concentrar no trabalho. Além do mais, toda a publicidade entorno de seu encontro com o UFO tornou as pessoas do lugarejo bastante hostis para com ele. Alguns moradores chegaram a vandalizar a viatura, para intimidá-lo. Alguém chegou a jogar DINAMITE na viatura.  (isso me leva a especular se não era na verdade uma espécie de ofensiva por ter ido a público)

 

O Tour pela nave

O homem de pele cinzenta contou a Schirmer como a nave funcionava, mostrou-lhe a fonte de energia e os computadores e respondeu a perguntas sobre o propósito da visita da nave. Foi o tipo de contato “palestrinha”, que ja falamos aqui neste post. 

Entre as respostas: A nave tinha descido para roubar energia de uma linha de transmissão hidrelétrica próxima.

‘Ele disse: Olha vigia.

“E eu vi um raio de luz azul. através de um orifício de bombordo. Era como um feixe e atingiu o transformador em um poste de energia a aproximadamente 60 metros da nave. Houve um clarão de fogo e o raio azul voltou para a nave”.

“Então o homem disse que uma das razões pelas quais eles pousaram foi para roubar eletricidade das usinas. Ele também disse que eles nos observam há muito tempo”.

Isso aqui eu acho bem estranho. Fazer uma nave que precisa extrair energia de linhas elétricas seria uma má ideia.

Um dos homens também disse ao patrulheiro que a espaçonave o visitaria novamente duas vezes durante sua vida.

Uma mensagem Exatamente igual foi dado no caso da abduzida de Niterói.

“Se eu fosse algum tipo de maluco diria que tive uma visita na semana passada, mas não é verdade. Nunca mais vi nada.”

Sob hipnose, Schirmer desenhou esboços detalhados da usina de energia da nave, que o astronauta disse ser baseada em “eletromagnetismo reversível”.

Ele viu uma sala cercada por objetos em forma de lata, com fios conectando-os. No meio da sala havia um objeto brilhando em vermelho, como uma bola de futebol girando.

Schirmer disse que foi transportado, por um elevador de vidro, para outro nível da nave e viu uma tela semelhante a uma TV que o astronauta manipulou. Ele mostrou a Schirmer como era seu próprio sistema solar “em uma galáxia próxima à sua” e viu fotos da nave-mãe da nave na tela.

Esta seria a relação entre a nave que ele estava e a nave-mãe que foi mostrada a ele.
O interior da espaçonave estava separado em dois andares.

Perto da tela, disse ele, havia um mapa de um sol com seis planetas “com escrita ao lado de cada planeta. A linguagem era uma que eu não conseguia ler”.

Entre aqueles que conversaram com Schirmer estava o Dr. R. Leo Sprinkle, atualmente diretor de aconselhamento e testes da Universidade de Wyoming.

O Dr. Sprinkle disse ao The Province que durante as entrevistas Schirmer parecia “sincero e dizendo a verdade como a via”.

“Ele estava ciente de uma experiência de perda de tempo (os 25 minutos faltantes em seu registro de rádio) e disse que sentiu alguém vindo em sua direção. Naquele momento, ele não se lembrava de ter sido levado a bordo.”

Um detalhe interessante que sempre passa batido desse caso é o seguinte. O policial conta que ele mesmo ficou desconfiado sobre algumas coisas que o alien disse a ele, como virem de Vênus. Ele achou que talvez aquelas informações estivessem sendo passadas como um tipo de distração de contra-inteligência. Schirmer  manteve a sensação de que os seres procuram nos confundir, mas ficou quieto.

Mais tarde, Schirmer foi colocado sob hipnose para investigar o “missing time“. Ron Katz, do departamento de anestesiologia da Universidade da Califórnia (Los Angeles), disse ao The Province que Schirmer havia se submetido a uma série de transes hipnóticos e desenhou esboços do que viu enquanto estava em transe. Os desenhos foram feitos em 1974.

O Dr. Katz disse que embora pudesse confirmar que as sessões de transe ocorreram, ele não poderia falar sobre elas porque se tratava de uma relação médico-paciente.

Algumas observações céticas sobre o caso

Eu não posso deixar de trazer algumas observações céticas desse caso. Alguns elementos que chamam a minha atenção: O design do uniforme do alien possui anteninha. A ideia dessa anteninha no uniforme está muito dentro do visual futurista-retrô do período.
A nave rouba energia. – Realmente, há um MONTE de casos de naves surgindo com blecautes e coisas assim, o Spielberg até incluiu um apagão como mote para o encontro imediato que desencadeia a sucessão de eventos que culmina na grande Nave mãe descendo em contatos imediatos do 3. grau.
Mas por que uma espaçonave de grande sofisticação precisa roubar energia? Faz muito pouco sentido isso.
O alien dizer que vem de vênus parece de acordo com a ideia do período de que Vênus era um tipo de Terra 2. Ainda não se sabia popularmente que vênus era uma bola de pedra inóspita com atmosfera ácida e pressão absurda.  Claro que sendo um povo extraterrestre e tendo sua tecnologia incrível, eles podem ter bases onde bem desejarem, mas tendo a Terra logo do ladinho de vênus, com condições BEM melhores, qual seria o sentido de botar base lá?
Por que um alien vai ter uma insígnia com uma cobra com asas? Isso me parece um elemento EXTREMAMENTE mundano.

Um detalhe interessante desse caso é o mapa com planetas. Isso vai se repetir em casos do período inicial das abduções, como o caso Betty-Barney Hill e o caso da mulher de Niterói e o caso Baependi (aquele do embornal) onde foi mostrado um tipo de mapa espacial animado em 3d para a testemunha, que não entendeu nada.

O alien tem uma certa didática, e na mesma linha de um vilão de filme infantil, revela em detalhes seus planos inclusive o de nos “manter confusos”.

O alien diz ao policial que eles provém de outro sistema solar em OUTRA GALÁXIA.  Essa informação é peculiar, porque falar em outra galáxia coloca uma capacidade de viagem espacial num outro nivel. Não me espanta que o alien seja de outra galáxia, (a mais perto seria Andrômeda) mas sim o básico: Como eles acharam a Terra?

É extremamente improvável do ponto de vista estatístico um alien de outra galáxia acertar o nosso planeta. Porque nosso planeta é NADA em termos espaciais, numa perspectiva galáctica é nada elevado a sei lá o quê. Nosso sol é um sol medíocre demais, não chama atenção. Seria como chegar num grão de areia específico dentro de piscina cheia de areia.  São mais ou menos  400 bilhões de estrelas só na Via Láctea. Por que os aliens sairiam de Andrômeda para vir na Via Láctea?

Veja, para que isso fosse uma boa, seria preciso conhecer bem a galáxia original. Só que andrômeda é MUITO maior que a Via láctea. Sua população estelar atinge aproximadamente 1 trilhão de estrelas enquanto a Via Láctea conta com algo entre 200 a 400 bilhões de estrelas.

A Terra é medíocre demais para justificar uma incursão vinda de 2,54 milhões de anos-luz de distância pra cá para roubar a energia do poste.  Então o lance da outra galáxia, é uma história esquisita demais.

 

O Comitê Condon

O Comitê Condon concluiu que: “A avaliação dos testes de avaliação psicológica, a falta de qualquer evidência e as entrevistas com o patrulheiro deixaram a equipe do projeto sem confiança de que a experiência OVNI relatada pelo soldado fosse fisicamente real”.

O psicólogo Dr. Sprinkle, entretanto, achava que Schirmer “acreditava na realidade dos eventos que descreveu”.

Enfim, um caso bastante curioso, que marcou a vida do policial para sempre.

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Philipe Kling David
Philipe Kling Davidhttps://www.philipekling.com
Artista, escritor, formado em Psicologia e interessado em assuntos estranhos e curiosos.

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Comentários

    • Muitos membros e ex-membros dos serviços secretos dizem que existem bases subterrâneas pela Terra. Eu acho que ja fiz ate um post sobre casos assim, de pessoas que surgem usando roupas estranhas aos pés de montanhas, tem uns casos assim no Chile.
      Antigamente se considerava que a terra era solida abaixo da superfície, mas hoje se sabe que ela é repleta de grandes bolhas vazias, existem grandes aquíferos e tudo mais. Eu penso que se eles tiverem um jeito de perfurar seria um bom lugar para uma base. Existem lendas sobre uma cidade subterrânea chamada Agartha, que pode estar diretamente relacionado com isso.

  1. Sim. Se as descobertas mais recentes sobre as camadas abaixo da superfície não chegam a ser evidências, ao menos são fortes indícios de que os seres que muitos se acostumaram a chamar de ETs poderiam ser habitantes ocultos da Terra – nesse caso, habitantes literais da terra. Ou seres das profundezas submarinas. Ou ainda as duas possibilidades.

  2. objeto brilhando em vermelho.. Esse trecho me lembra de um artigo que diz que o mercúrio é um dos componentes do motor de um UFO. Seria isso?

  3. E se nossa premissa de que a Terra é uma esfera perdida em um Universo irracionalmente grande estiver errada? Já pensou na hipótese? Mundo plano, cercado por gelo, com civilizações desenvolvidas ao longo dessa barreira. Pode ser loucura… ou não

    • Um mundo plano é impossível, porque no espaço a gravidade atua em todas as direções, atraindo a massa igualmente. Assim, toda a massa se agrupa uniformemente ao redor de um núcleo de acareação. Se fosse possível planetas serem discos, veríamos planetas assim no espaço e isso não acontece. Além disso, dá pra saber que a Terra é redonda apenas e tão somente pegando um avião. Existe um voo que vai pra Austrália passando sobre o polo sul, que seria impossível de existir na ideia da Terra plana.

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