Vivendo no cemitério

A gente acha isso estranho, porque estamos acostumados a pensar em cemitérios como locais onde quem mora, está morto. Mas em Manila, nas Filipinas, tem um cemitério que é lar de cerca de 10.000 famílias!
O lugar, claro, é uma bagunça. As pessoas, adultos jovens e crianças vivem andando entre ossos e até pedaços de gente. É uma coisa impressionante! Veja as fotos:

Vivendo no cemitério

A maioria dos jovens passa o tempo brincando de jogar bola entre os ossos e fazendo Parkour sobre sepulturas. Neguinho chega a fazer gol a gol com crânios!

Vivendo no cemitério

O próprio cemitério é extremamente bagunçado. Eventualmente os jovens detonam uma ou outra sepultura para prender sua tabela e basquete.

Vivendo no cemitério

 

Lógico que depois do almoço, rola aquela lombeira, e nada como uma dormidinha no adar de cima do defunto. Dentro do cemitério rola até comércio ambulante.

Vivendo no cemitério

É normal ver cães comendo restos humanos e criancinhas brincando com ossinhos recolhidos do chão.

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A favela foi construída exatamente em cima dos túmulos, o que deixa o lugar bem Gump mesmo.

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Vivendo no cemitério

A explosão populacional de vivos no cemitério de Manila só aumenta. Há moradores que vivem lá há mais de 70 anos. Entre as lápides e criptas encontra-se carrinhos de comida, crianças brincando sobre túmulos com mais de 150 anos, e até EMPRESAS já funcionam dentro de mausoléus.

Vivendo no cemitério

 

Vivendo no cemitério

 

Se liga no videokê entre duas sepulturas:

Vivendo no cemitério

Originalmente as casas eram para os empregados do cemitério mais pobres, que viviam lá para ajudar na limpeza e trabalho de coveiros. Essas pessoas começaram a atrair outras, e à medida em que as pessoas pobres que não podiam mais pagar o aluguel, se mudavam com a família para as criptas, muitas vezes dividindo espaço com os restos de pais e avós já falecidos.

Vivendo no cemitério

O cemitério tem sido o lar de filipinos pobres por tato tempo que há pessoas de 60 anos que nasceram e viveram toda a sua vida ali dentro do cemitério.

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Esse cemitério de Manila é uma cidade oculta e próspera, onde os moradores desenvolveram uma espécie de relação simbiótica com os mortos. Para ganhar dinheiro, as crianças carregam caixões (há uma crença local que isso traz boa sorte) por 50 centavos, e recolhem a sujeira, enquanto seus pais trabalham para limpar as criptas das áreas mais ricas, ou cavar sepulturas.

Vivendo no cemitério

Ninguém parece deprimido vivendo entre os mortos, mas o cemitério não é um lugar fácil para se viver. Sem água quente, eletricidade, e qualquer tipo de sistema de esgoto funcional.
Recentemente, surgiram rumores que a bandidagem se instalou na favela abrindo buracos em túmulos para fazer pequenas bocas de fumo. Isso trouxe mais problemas para o povo que vive no cemitério, que tem agora que conviver com ladrões e viciados em drogas que estão roubando as sepulturas.

Vivendo no cemitério
Esses são os verdadeiros fantasmas.
Em 2007, o prefeito ameaçou expulsar toda a a comunidade do cemitério, alegando que ali não é lugar de favela. As pessoas ficaram preocupadas, pois não tem para onde ir e eles esperavam que o cemitério fosse sua morada definitiva. (sem trocadilhos)

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Vivendo no cemitério

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Vivendo no cemitério
Vivendo no cemitério

O povo do cemitério está entre os habitantes mais pobres entre os pobres de Manila, uma capital, onde cerca de 43% dos 13 milhões de moradores vivem em assentamentos informais como este, segundo o relatório de 2011 feito pelo Banco Asiático de Desenvolvimento. As Filipinas são um país católico com um dos mais impressionantemente rápidos crescimentos populacionais, o que acentua dramaticamente o enorme déficit habitacional – o que significa que os pobres urbanos de lá devem normalmente encontrar, construir ou remendar qualquer espaço que venha a servir de habitação: debaixo das pontes, ao longo das estradas, em becos, empoleirado no topo de canais de inundação, e até, como é o caso aqui, entre os mortos.

Vivendo no cemitério

Ninguém sabe exatamente quando o cemitério se tornou uma aldeia viva.O coveiro Steve Esbacos, de 52 anos, um homem musculoso que usa óculos, nasceu e foi criado no mesmo mausoléu onde agora cria seus quatro filhos.
“Às vezes eu não gosto de viver aqui, porque é sujo e cheira mal”, diz ele, antes de admitir que ele nunca sequer cogitou morar em outro lugar. “Meu pai está enterrado logo ali e eu não sei para onde eu iria.”

Há também o problema com a máfia. Os pobres são obrigados a pagar taxas até quatro vezes maiores que as normais de eletricidade e de água em seus barracos porque os mafiosos os obrigam.

O governo vigente destinou US$ 1,2 bilhão para limpar Manila, o que poderá mudar este panorama horrível em breve. Dados oficiais recentes mostram 104.000 famílias vivendo precariamente, em áreas perigosas, como cemitérios e até leitos de rios. A cidade planeja mudar 550 mil dos moradores mais vulneráveis e reassentá-los em destinos mais seguros. Alguns serão moradores de Manila Norte, mas ninguém no cemitério parece pronto – ou querendo – ir.

Vivendo no cemitério

“Muitas vezes penso, o que teria acontecido se eu tivesse terminado a escola”, questiona um morador do cemitério, diante da “varanda” de sua casa, um barraco precariamente pendurado sobre uma montanha de jazigos. “Eu só estudei até a terceira série. Talvez eu tivesse um emprego melhor para poder viver em outro lugar.”
Então, ele bate nas paredes sólidas do mausoléu e diz: “Mas esta é a melhor casa que eu já morei, a mais forte, mais segura, com a melhor vista”.

Vivendo no cemitério

E a vida segue assim, em meio à morte.

fonte fonte fonte fonte

 

 

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19 comentários em “Vivendo no cemitério”

  1. A gente se surpreende com o tipo de vida adotada por certas pessoas nesse mundo. Nossa cultura nos condicionou a ficarmos assustados com as favelas no Brasil, ai de repente aparece um povo com esse estilo de vida. Incacreditavel que essas pessoas, no fim, gostem de morar ali. O mundo é Gump!

  2. vééi o trem anda realmente mórbido aqui no mundo gump ultimamente, hehehe
    mas sério, é uma situação realmente triste, o governo de la deveria intervir de alguma forma, desde fornecimento de moradia a um trabalho de controle de natalidade, pra tentar frear o aumento populacional.

  3. Provavelmente as piadas de morto devem ser populares neste lugar.
    O cara encontra alguem caminhando a noite e pergunta: ei voce nao tem medo de caminhar sozinho por aqui? – eu tinha esse medo quando era vivo, agora nao tenho mais. lol.

  4. Caraca… e eu que pensava que o pior foi a história da India, com seus crematórios à beira do rio. Mas, como dizem, tudo pode piorar… e vai!
    Situação triste, mesmo. Sem crítica a este ou aquele País, sistema de governo ou povo.
    Trata-se de miséria explícita mesmo, que pode acontecer em qualquer lugar, se reunidas as condições necessárias. Fico imaginando se essa gente já ouviu falar de “direitos humanos”….

  5. Existe no Cairo também cemitérios habitados.

    O que me deixa impressionado é o sujeito que deu entrevista, que diz não gostar do lugar e que gostaria de sair dali, mas tem 4 filhos e precisa sustentá-los, então se torna impossível sair dali.

    É como reclamar que a cidade é suja, mas joga lixo no chão.

  6. Trabalho no cemitério da minha cidade, passo o dia todo lá, às vezes durmo em cima dos túmulos, mas nunca passou pela minha cabeça morar em um lugar desses.

  7. ” As pessoas ficaram preocupadas, pois não tem para onde ir e eles esperavam que o cemitério fosse sua morada definitiva. (sem trocadilhos)” uhsauhauh…eu ri disso kra…e me arrependi no mesmo momento de rir disso…mas foi inevitável…

  8. Vão me criticar, mas se os pais tivessem um mínimo de altruísmo e amor ao próximo evitariam ter filhos. E não vem com “desejo” e blábláblá, até cachorro evita.

  9. Concordo com esse povo, morreu morreu, tem que queimar e deixar o espaço para os vivos, pois é uma hipocrisia dizer que respeita os mortos, mas quando a pessoa estava viva a maltratava. Hipócritas

  10. E onde está a ONU uma hora dessas, ou qualquer outro órgão q diz se importar com as populações mais necessitadas do mundo??? Vendo isso a gente percebe o quão grande é a desigualdade o descaso q existe no mundo… Philipe, você já fez algum post sobre Gunkanjima?? Uma ilha fantasma q fica em algum lugar do mundo, acho q daria um excelente post aqui no blog, ouvi tbm q aqui no Brasil existem algumas cidades fantasmas mas não achei nada relevante… Sabe de alguma coisa?? Poderia falar sobre isso no Gumpcast né??
    Valeu e o teu blog é mto irado!!!

    • Caraeu falei sobre umas ilhas bem bizarras neste post aqui: http://www.mundogump.com.br/5-ilhas-curiosas-que-quase-ninguem-imagina-que-existam/
      Não lembro se ela esta nele. Mas eu acho que ja escrevi sobre ela num post só dela.

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