O mistério da Virgem de Guadalupe

O mundo é cheio de mistérios e nós sabemos disso. Um desses mistérios eu estou segurando um tempo, porque queria falar dele aqui e não queria escrever correndo. Trata-se do estranho mistério da Virgem de Guadalupe.

A Virgem de Guadalupe

Nossa Senhora de Guadalupe  é popularmente chamada de Virgem de Guadalupe. Ela é a padroeira do México e “Imperatriz da América”, venerada pela Igreja Católica. A Virgem de Guadalupe é representada por uma imagem da Virgem Maria, que teria aparecido ao índio da tribo Nahua, Juan Diego Cuauhtlatoatzin, em Tepeyac, noroeste da Cidade do México, no dia 9 de Dezembro de 1531.

Atualmente esta imagem está guardada no Santuário de Guadalupe, que anualmente é destino de peregrinações de milhões de devotos. A  Nossa Senhora de Guadalupe, além de padroeira do México, é também reverenciada como padroeira da Cidade do México desde 1737.

Segundo os relatos, essa misteriosa figura teria aparecido para um índio chamado Juan Diego, surgindo do nada, e disse a ele, que estava completamente petrificado pela visão espetacular que ela era “a mãe do verdadeiro Deus”.

Juan Diego era um Índio Asteca. Na língua asteca, o nome Guadalupe significa, Perfeitíssima Virgem que esmaga a deusa de pedra. Os Astecas adoravam a deusa Quetzalcoltl, uma monstruosa deusa, a quem eram oferecidas vidas humanas em holocausto.

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Talvez isso explique o nome, ou seja só uma coincidência, não sei. O que eu sei é que naquele mesmo ano de 1539, mais de 8 milhões de Astecas abraçaram a fé católica, convertendo-se. Foi questão de tempo até que Nossa Senhora de Guadalupe passasse a ser venerada não apenas no México, mas em todo o mundo.  Em parte isso se deve a seus mistérios, hoje plenamente verificados, investigados pesquisados com toda sorte de tecnologias, sem que o mistério se esclareça. Na verdade, quando a ciência se debruçou no caso, o mistério só aumentou, e MUITO!

A aparição de Nossa Senhora de Guadalupe

Estava o índio Juan Diego no campo. O Índio estava mal,  por causa de uma séria doença que havia cometido um tio, a quem ele muito amava. Juan rezava por seu tio quando diate dele surgiu uma luz resplandescente. Ali em meio à luz que quase o cegou, ele viu a figura uma mulher com seu manto todo reluzente. Ela o chamou por seu nome e disse em nauátle, a língua asteca:

Juan Diego, não deixe o seu coração perturbado. Eu não estou aqui? Não temas esta enfermidade ou angústia. Eu não sou sua Mãe? Você não esta sob minha proteção?

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A misteriosa mulher no meio da luz pediu, então, que o índio fosse revelar sua mensagem ao Bispo local. A mensagem dizia que ela iria acabar com a “serpente de pedra”, e que o povo do México deveria parar com os holocaustos e se converter a Jesus Cristo. Além disso, a mulher na luz ordenou que deveria ser construída uma Igreja no local das aparições.

Há uma outra versão detalhada do encontro, que você pode ver clicando aqui:

Outra versão do encontro com a Santa

Ao todo teriam ocorrido cinco aparições da mesma entidade sobrenatural. O índio Juan Diego, cujo nome asteca era Cuauhtlatohayc (ou Cuauhtlatoatzin ou Cuauhtlatóhuc), nasceu em 1471, perto da cidade do México, na aldeia de Cautitlán, pertencente aos índios Mazehuales. Naquele tempo, era então Arcebispo da cidade do México, Dom Juan de Zumárraga, franciscano basco. Ele era o segundo bispo da Nova Espanha.

(1ª Aparição) – Conforme a tradição, no Sábado, 9 de Dezembro de 1531, pelas 6 horas da manhã, quando o índio Juan Diego se dirigia de sua aldeia para a de Tolpetlac para assistir uma função religiosa na missão franciscana de Tratetolco, ao chegar ao cabeço de Tepeyac, às margens do lago Texcoco, viu uma jovem que aparentava uns 15 anos, e lhe ordenou para que ele fosse falar com o Bispo a fim de pedir-lhe que construísse um templo naquele mesmo local.

(2ª Aparição) – No mesmo dia, por volta das 5 horas da tarde, Juan Diego vê novamente a jovem, lhe relata a incredulidade do Bispo e pede que escolha outro mensageiro. Porém a jovem insiste na sua missão, para que ele vá novamente ter com o Bispo e peça a construção do templo.

(3ª Aparição) – No dia seguinte, Domingo 10 de Dezembro, às 3 horas da tarde, Juan Diego fala novamente com o Bispo, que ainda não acreditando, lhe pede algum sinal. Pela terceira vez a jovem lhe “aparece”  e ordena a Juan Diego que volte ao cabeço no dia seguinte para receber o sinal pedido pelo Bispo.

(4ªAparição) – Entretanto, no dia seguinte, Juan Diego, não vai ao monte devido a doença de seu tio Juan Bernardino. Na madrugada do dia 12 de Dezembro, terça-feira, devido à gravidade da doença de seu tio, Juan Diego sai de sua aldeia para buscar um sacerdote, e rodeia o cume do monte para não encontrar a Virgem. Porém, mesmo assim Ela lhe “aparece”, fala que seu tio ficará curado, e pede que vá ao cume do monte buscar rosas, e que elas seriam o sinal pedido pelo Bispo.

(5ª Aparição) – No seu regresso, a Virgem diz: “Estas diferentes flores são a prova, o sinal que levarás ao Bispo. Diga-lhe que veja nelas Meu desejo, e com isso, execute Minha vontade”.

Ao mesmo tempo que Juan Diego encontra a jovem, ela “aparece” também a seu tio doente, cura instantaneamente suas enfermidades e manifesta seu nome: “Sempre Virgem Santa Maria de Guadalupe”.

No dia 12 de Dezembro, após a 4ª Aparição, Juan Diego leva em seu poncho, como prova, rosas frescas de Toledo (e isto em pleno inverno mexicano em que as rosas não florescem). Já na casa do Bispo, por volta do meio-dia, quando abriu o poncho (tilma ou ayate) onde estavam embrulhadas as flores, estava estampada a fenomenal imagem da Virgem de Tequatlaxopeuh. A mesma que hoje se venera na Basílica de Guadalupe.

No livro Nican Mopohua, pode-se ler:

O Nican Mopohua é considerada a “prova histórica primordial” da Aparição, porque está escrito na língua indígena nahuatl. Ele descreve o encontro em 1531 entre Juan Diego e a Virgem, em Tepeyac.

“Tinham passado dez anos desde que […] o México fora conquistado, quando Juan Diego, um viúvo convertido ao catolicismo romano, estava de caminho para atender às coisas divinas, quando, após ter chegado à colina de Tepeyac, o céu ficou iluminado e ele ouviu cânticos no cimo do morro, como as canções de várias aves preciosas. Ele parou, perguntando se ele estava em Xochitlalpan, uma expressão Nahuatl pré-conquista para o céu, ou um lugar de felicidade. No final do cântico, tendo ficado a olhar para o alto da colina, ouviu uma mulher chamando-o de lá. No topo da colina, viu uma moça cujas roupas eram como o sol. Ele prostrou-se diante dela, e ela lhe perguntou para onde estava indo. Ele respondeu que estava indo para a sua casa do México-Tlatelolco para ouvir os sermões dos frades. A mulher então se identificou como “A Sempre Virgem Santa Maria de Guadalupe”, a mãe da verdadeira divindade, Deus, o doador da vida, o criador do povo, sempre presente, o senhor do Céu e da Terra. Ela então pediu a Juan Diego que transmitisse ao bispo o seu desejo de que fosse construído um templo naquele mesmo local, onde “Iria assistir ao choro e tristezas de você e todo o povo desta terra, e dos diversos povos que me amam, a fim de sanar e curar todas as suas aflições diversas, misérias e tormentos”. Diz-se que a Virgem pediu a Juan Diego para colher rosas de Castela no topo da colina de Tepeyac, embrulhá-las no seu poncho, e para apresentá-las ao bispo Juan de Zumárraga, como prova de sua presença milagrosa. (Rosas de Castela não eram comuns no México, em 1531, e certamente não no pino do inverno.) Quando Juan Diego abriu o manto para mostrar as rosas ao Bispo, é dito que os homens ficaram espantados ao ver a imagem da Virgem estampada em seu tecido de cacto”.

A santa desapareceu tão subitamente quanto surgiu. O índio ainda amedrontado e apavorado com àquela visão, correu o mais rápido que podia para avisar ao Bispo, que havia “batido um papo com a Mãe de Jesus”.

É claro que você deve imaginar o que aconteceu. Aliás, o que não aconteceu:  O Bispo não acreditou no índio, achou que ele era só um maluco.

Eu não culpo o Bispo. Eu também pensaria o mesmo. Mas diante da insistência do Índio e pela reação praticamente desesperada do indígena, o Bispo resolveu “dar uma chance ao azar”. Mandou que Juan voltasse para o lugar onde vira a santa e pedisse uma PROVA à Senhora da luz, afim de dar a ele a certeza de que não era tudo um grande caô de um Índio dodói das ideias.

Contrariado, mas ainda resignado, o Índio retornou ao campo, onde para espanto de qualquer um que conhece essa história, reencontrou a Santa!

Assim que a santa reapareceu, naquele clarão de luz, o índio lhe contou sobre a desconfiança do Bispo, porque Maria tinha pedido que fosse construída também uma grande igreja naquele local.

Maria sorrindo, pediu a Juan Diego que subisse ao monte e enchesse sua capa com flores. Era inverno. A neve recobria os campos. Naquela época, não nasciam flores naquela região do México. Juan Diego sabia disso. Porém, mesmo assim obedeceu. Chegando ao alto do monte em meio à neve, ele achou uma grande quantidade de flores cheias de grande beleza. Ele apanhou muitas flores, encheu seu poncho e foi levá-las ao Bispo, seguindo cegamente a ordem da mulher no clarão de luz.

Com dificuldade e após grande insistência, o pobre ìndio leva-e-traz Juan Diego foi finalmente recebido pelo Bispo.

Ele agora tinha seu poncho ou sua Tilma, dobrado cheio de rosas. Então, ele abriu a tilma e as flores caíram no chão. Quando o Bispo viu, ainda não acreditou. Então, para espanto de todos os que estavam na sala, no poncho do índio estava estampada a bela imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, como o índio tinha revelado ao Bispo. Foi após ver a imagem, que todos na sala acreditaram, inclusive o bispo. Desse momento em diante, tudo mudou.

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O fato causou grande comoção em todo o povo mexicano. Logo foi construída uma grande Igreja no local indicado por Nossa Senhora e o poncho de Juan Diego com a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe impressa foi levado para ser venerado. Guadalupe se tornou o grande Santuário do México, e a devoção a Nossa Senhora de Guadalupe se estendeu por toda América Latina. Em 1979, o Papa João Paulo II consagrou Nossa Senhora de Guadalupe, como Padroeira da América Latina.

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Uma capa que não deteriora

Juan foi instruído pela “santa”, a dizer ao bispo que construísse um templo naquele lugar, e como uma “prova” do que o Índio deveria levar à autoridade religiosa, a figura misteriosa envolta em poderosa luminosidade, deixou sua própria imagem impressa em seu “tilma”. O Tilma é uma espécie de capa, feito com um tecido de baixíssima qualidade feito a partir das fibras de um cacto.

Aqui começam efetivamente os grandes mistérios físicos desse caso, pois o Tilma existe até hoje, contrariando todas as possibilidades, uma vez que se trata de uma fibra mal tratada, que em geral se deteriora em apenas 20 anos. No entanto, o manto do Índio continua com a gravação da imagem sobre ele, impecável desde 1531!

 

O tramado da tecelagem é tão separado e tão imperfeito (comprovado cientificamente em 1751) que olhando por detrás do poncho, pode-se ver através, como se fosse uma peneira, podendo, sem que o tecido atrapalhe, ver os objetos perfeitamente. Esta experiência foi realizada várias vezes, conforme testemunho de Cabrera.

Durante 116 anos, de 1531 a 1647, a pintura esteve desprotegida e exibida em várias procissões solenes. A veneração popular levou piedosos e doentes a que beijassem as mãos e a face da pintura ou que fosse tocada com objetos cujo material deveria ter deteriorado ou destruído o tecido e a pintura. No entanto, isso não aconteceu.

Carlos Maria Bustamante conta que em 1791, quando os peritos estavam limpando o ouro que enquadra a imagem, foi derramado sem querer um vidro de ácido nítrico, de extraordinário poder corrosivo. Bustamante questionou em suas memórias o episódio que nunca conseguiu explicar:

“Onde está a força corrosiva do ácido que derramado de alto a baixo no poncho, deixou apenas um vestígio como testemunho do prodígio para a posteridade?”

Hoje percebe-se, de perto, uma leve mancha como de água, no lado esquerdo da jovem e salpiques em vários outros lugares. A análise química confirmou: é do ácido nítrico.

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O mistério da não deterioração da capa é tão estupefaciente, que um estudo foi realizado pelo Instituto de Biologia da Universidade Nacional Autônoma do México, em 1946, comprovando que de fato, aquelas fibras do tecido correspondem às fibras de agave, e estudos com amostras indicaram que tais fibras não duram mais do que vinte anos. Mas até hoje a capa está inteirona, e resistente até ao ácido nítrico.

A imagem misteriosa

É evidente que um tecido de material precário sobreviver quase cinco centenas de anos é impressionante, mas nesse caso, algo que chama realmente a atenção não é o substrato apenas, mas a imagem que foi “pintada” sobre a capa do índio.

Estudos realizados sobre o poncho do índio Juan Diego, revelam que a pintura não foi feita por materiais existentes na natureza e nem fabricados pelo homem.

Richard Kuhn, prêmio Nobel de química, descobriu que a imagem não tem corantes e que após 470 anos continuam com seu brilho. Análise de miscroscopia e varreduras no tecido parecem apontar para um estranho fenômeno onde a “imagem” não está colada nem aderida às fibras mas parece estar em algum ponto acima delas, como que “flutuando”. Esse estudo permitiu determinar com grande certeza que o que forma essa imagem de Nossa Senhora naquele material rudimentar não é uma pintura.

A fibra do ayate, um cacto, não suporta as tintas existentes na época. Além disso, não existe esboço ou marca de pincel. Não há deposição de material que constitui a “tinta” em si, o que é praticamente um paradoxo físico.

Mauel Garibi, um perseverante examinador da pintura, resume assim a estranheza dos investigadores, principalmente quanto ao dourado que aparece nos perfis do vestido, nas quarenta e seis estrelas, nos arabescos e nos 129 raios de sol:

“O dourado é transparente e sob este se vêem os fios do poncho. E como não exista nenhum material que seja transparente, nem sequer o cobre e o ouro, elementos indispensáveis para que o homem possa executar um dourado. Esse dourado, dotado de transparência, não pode ser obra humana”.

Em 1979, Philip Callahan e Jody B. Smith, dos EUA, estudaram a gravação com raios infravermelhos e não encontraram nenhum vestígio de tinta ou de tratamentos químicos no tecido.

A “pintura”, termo hoje usado por falta de palavra melhor,  resistiu à humidade e ao salitre, muito abundante e muito corrosivo naquela região, antes de ter sido secado o lago Texcoco. Quadros de contextura mais firme, perderam a cor e se danificaram em poucos anos.

Poderíamos supor que talvez o cientista, mesmo sendo um ganhador de prêmio Nobel, estaria “roubando” nas pesquisas em favor da Santa por fé? Acho difícil na medida em que ele é um Judeu.

O mistério só aumenta

Não obstante a uma imagem impressionantemente bem produzida criada na roupa tosca de um Índio sem dons artísticos ou habilidades conhecidas, por um processo inteiramente desconhecido e investigado sem sucesso por um ganhador de prêmio Nobel, que não derreteu com ácido, o estudo da imagem em si apenas aumentou o intrigante grau de mistério desse caso.

Nos olhos de Maria, dentro da Iris e da pupila, foi possível aos pesquisadores ver a cena em que o índio abre sua tilma na sala do bispo, com todas as pessoas presentes na sala conforme foi descrito em documentos posteriores!

Tem uma família de um lado, o índio e o Bispo do outro. O olho reflete a luz como o olho humano!

Em janeiro de 2001, o engenheiro peruano, José Aste Tonsmman, revelou o resultado da pesquisa de 20 anos, com a ajuda da NASA. Os olhos da imagem ampliados 2,500 vezes, mostram ao todo, 13 pessoas, entre crianças, mulheres, o Bispo e o próprio índio Juan Diego, no momento da entrega do poncho ao Bispo.

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No ano de 1929, o fotógrafo Alfonso Marené Gonzáles, enquanto realizava o exame de uns negativos fotográficos, muito ampliados, descobriu uma figura refletida nos olhos da jovem de Tequatlaxopeuh. Naquele tempo, as autoridades eclesiásticas pediram-lhe prudentemente que não publicasse suas observações até obter uma comprovação científica.

Em 1951, Carlos Salinas fez uma descoberta semelhante e o Arcebispo do México, Dom Luis Maria Martinez, nomeou uma comissão para estudar o fenômeno.

O primeiro cientista chamado foi Javier Torroella Bueno, chefe da Clínica de Propedêutica na Escola Nacional de Medicina (1949-1952) e da Cátedra de Oftalmologia (1953-1960), na Universidade Nacional Autônoma do México. Trabalhou com o eminente oftalmólogo e cirurgião Rafael Torija Lavoignet.

Foi o Dr. Lavoignet em julho de 1956, após oito meses consecutivos de trabalhos, quem descobriu na tilma, nos olhos da Virgem de Guadalupe, o fenômeno ótico da “tripla imagem de Purkinje-Samson”.
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A “tripla imagem de Purkinje-Samson” leva o nome de seus descobridores, o polonês Purkinje e o francês Samson que, separadamente, constataram que no olho humano formam-se três reflexos que estão vendo: um reflexo na superfície da córnea; outro, em um plano mais profundo, na superfície anterior do cristalino; e o terceiro que se apresenta invertido, na superfície posterior do cristalino.

Com uma lupa, ele viu nos dois olhos da Imagem de Guadalupe a figura do “homem com a mão na barba”. E com oftalmoscópio, jogando luz sobre o olho direito, viu os três reflexos correspondentes à lei ótica da “tripla imagem”.

Numa tela plana e grosseira como a tilma, seria impossível produzir esses reflexos, garantiam os médicos e os pintores. E como é que um pintor do século XVI reproduziria a “tripla imagem”, descoberta apenas no final do século XIX?

Os dois especialistas mexicanos fizeram seus relatórios e depois uma análise conjunta dos olhos, da qual resultou um documento firmado em 10 de maio de 1957: A tripla “imagem acha-se na córnea de ambos os olhos (…) E de acordo com as leis da ótica, já que se encontra na parte interna do Íris do olho direito e na parte externa do Íris no olho esquerdo”.
Choveram os cientistas internacionais para examinar também os olhos da Imagem na tilma. Para analisar os olhos, é claro, foi retirado o cristal que protege sempre a Imagem.

Os cientistas, como diziam, “deixaram sua fé na porta da Basílica” (Inclusive um dos oftalmologistas declarara-se, antes, ateu convicto).

Havia uma constante nos depoimentos deles: quando para observar o misterioso personagem (do “Homem com a mão na barba”) eram utilizados aparelhos ópticos, os olhos da Imagem refletiam a luz como se fossem um espelho. Mais ainda: ganhavam brilho e profundidade como se fossem vivos! O que observaram não pode ser feito em pinturas ou em fotografias, nem mesmo em olhos humanos que não estejam vivos!

Ao Dr. Enrique Graue, um dos especialistas mais competentes da América, toda essa história parecia insustentável. Assim ele chegou lá disposto a refutar tais alegações. Mas logo, de início, ficou estarrecido ao verificar a conservação, após quatrocentos e cinqüenta anos, da tilma e da Imagem.
E comprovou mais uma vez que a figura humana nos olhos Dela apareciam perfeitamente enfocadas no olho direito e desfocadas no esquerdo, fato normal para as leis da óptica.  Confirmou também a “tripla imagem” e a luminosidade das pupilas. Pareciam realmente as de uma pessoa viva.

Foi somente em 1955 que o México soube pela rádio a notícia de que nos olhos da Virgem de Guadalupe aparecia uma pessoa espelhada, a exemplo do que acontece com os olhos vivos de uma pessoa. É um fenômeno muitocomum no mecanismo normal da visão humana. Não se produz apenas um reflexo das figuras que vemos, mas três diferentes e sobrepostas. Esta tríplice imagem leva o nome de seus descobridores: Sanson (Oftalmologista de Paris) e Purkinje (médico de Breslau – Alemanha).

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Estudos feitos em épocas diferentes e posteriormente confrontados e formando uma só teoria, foram cientificamente comprovados e admitidos por todas as escolas de oftalmologia.

Essa é bizarra hein?

 

Acredite se puder, diversos oftalmologistas examinaram os olhos da “Virgem de Guadalupe”.  O Dr. Rafael Torrija Lavagnet disse:

“Utilizei um Oftalmoscópio como fonte luminosa e lente de aumento, que me permitiu uma percepção mais perfeita dos detalhes. Certifico: -que o reflexo de um busto humano é observado no olho direito da imagem.

-Que o reflexo desse busto humano se encontra na córnea.

-Que a distorção do mesmo corresponde à curvatura normal da córnea.

-Que além do busto humano, observam-se no dito olho dois reflexos luminosos correspondentes às imagens de sanson-Purkinje, que esses reflexos luminosos tornam-se brilhantes ao refletir a luz que é enviada diretamente, que os reflexos luminosos mencionados demonstram que o busto humano é uma imagem refletida na córnea e não uma ilusão de ótica, causada pela textura do poncho, que na córnea do olho esquerdo da imagem se percebe, com suficiente claridade, o reflexo correspondente do citado busto humano. É impossível obter esse reflexo numa superfície plana e escura.”

Além dele, o Dr. Torroella Bueno, o Dr. Guillermo Silva Rivera, o Dr. Ismael Ugalde Nieto, o Dr. Jayme Palacios, o Dr. Charles J. Wahlig e o Dr. Joseph P. Gallagher, todos oftalmologistas, após terem feito exames separadamente, também chegaram às mesmas conclusões.

Uma ampliação de 25 a 30 vezes do olho da imagem permite ver com maior clareza a figura de um homem com barba.

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A presença de uma figura humana nos olhos da Imagem do poncho asteca e a descoberta do brilho e profundidade deles, deixaram os oftalmologistas assombrados.

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O Dr. José Aste Tonsmann, especialista em engenharia de sistemas ambientais pela Universidade de Cornell (EUA), em fevereiro de 1979 iniciou a trabalhosa e minuciosa pesquisa no Centro Científico da IBM.

Não podendo os computadores trabalhar sobre uma superfície rústica e sinuosa como a do poncho, o Dr Aste tirou muitas fotografias. O estudo dele concentrou-se em fotografias das íris dos olhos da imagem de Guadalupe. Ampliou as fotografias dos olhos a diversos tamanhos: de 2 a 5 milímetros de altura por 3 a 7 milímetros de comprimento. O computador dividiu cada milímetro quadrado entre 1.600 até 27.778 pixels, e depois ampliou cada pixel em interpolações entre 30 até 2000 vezes.

Começou pelo olho esquerdo. Os computadores trabalharam e forneceram a primeira ampliação, na extremidade direita do olho, uma figura de pouco mais de 1 milímetro de largura e 4 milímetros de altura: um índio sentado sobre as pernas; sandálias de couro, calção, dorso descoberto, cabelos raspados até o meio da testa segundo o costume da época, ampliando a fronte, recolhidos na nuca, brincos em forma de aro…brilhantes!

 

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A segunda figura que aparece no computador foi a do esperado homem de barba descoberto em 1929, na parte da menina ocular mais próxima do nariz. Um espanhol com uma mão na barba, a outra na espada, com a boca aberta como extasiado pelo que olhava, virado para o poncho de Juan Diego. Em tripla imagem, em relevo, em cores. E no olho direito aparece com maior clareza do que no esquerdo, como já haviam percebido e explicado os oftalmologistas.

 

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A terceira figura, de um velho, vestido de franciscano, com lágrimas escorrendo pelo nariz! Pareceu-lhe de alguém conhecido. Não conseguia lembrar-se (o Dr. José Aste Tonsmann). Procurou nos museus, pinturas, livros, algum rosto semelhante. Um dia ocorreu-lhe um famoso quadro do pintor Miguel Cabrera, do século XVIII, no qual o bispo Juan de Zumárraga, ajoelhado, admirava a Imagem no poncho do índio Juan Diego. Aquela figura no computador assemelhava-se demais com a pintura do velho bispo: seus olhos eram fundos, como também as bochechas, o nariz típico dos bascos, a barba, a calva grande e reluzente, com algum cabelo com o corte clássico dos franciscansos da época, isto é, uma franja ao redor da cabeça. Era o bispo Dom Juan de Zamárraga.

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Descobriu um outro índio, com um chapéu típico em forma de cone, e com uma tilma amarrada no pescoço. Seu braço direito estendia-se sobre o poncho, e os lábios pareciam entreabertos. Muito provavelmente era  Juan Diego.

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Atrás de Juan Diego, surgiu uma mulher negra que parecia observar atentamente. Negros no México no século XVI? O engenheiro ficou depois sabendo que o conquistador Hernán Cortez recebera e entregara ao bispo Zumárraga e que este concedera liberdade a escrava negra, que o servia como empregada. Era também a história sendo recuperada.

 À direita do “ancião”, os computadores indicaram a figura de um jovem franciscano que olhava quase de frente. Comprovou-se depois que provavelmente era o intérprete frei Juan González.

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Mas havia mais gente no olhar de Nossa Senhora de Guadalupe. Precisamente do centro de ambas as pupilas, os computadores resgataram um “grupo familiar indígena”. Era constituído por uma jovem índia, de perfil, finas feições, brincos em forma de aro, também brilhando, um adorno de madeira atravessando o penteado. Levava um bebé amarrado nas costas. Havia um homem com chapéu também em forma de cone, uma criança em pé junto e na frente da mulher, e outro casal que apreciava a cena.

 

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Todas as privilegiadas personagens estavam em ambos os olhos. Diferindo apenas tamanho, ângulo e luminosidade, o que se encaixava perfeitamente no fenômeno da visão estereoscópica. Os alongamentos de algumas das imagens correspondem à reflexão das mesmas numa superfície convexa como é o olho humano.

Será a farra da pareidolia?

A pareidolia é a capacidade inata do cérebro humano de reconhecer imagens previamente definidas em padrões aleatórios. Seriam essas figuras nos olhos da imagem apenas produto da pareidolia?  Essa é uma boa pergunta, de natureza científica e só poderia ser definida corretamente através de um método científico que transcendesse a questão do reconhecimento visual de padrões. Felizmente, isso foi possível!

Dr. Aste Tonsmann argumenta que uma das evidências mais fortes da existência das figuras nos olhos da imagem da Virgem de Guadalupe, é precisamente a sua presença em ambos os olhos e ao fato de que eles ocupam as mesmas posições relativas, isto é, aparecer no lugar correspondente aos reflexos nas córneas de uma pessoa viva. O resultado surpreendente por si mesmo, elimina a possibilidade de fraude.

Os processos utilizados para a verificação das imagens encontradas no quadro da Virgem de Guadalupe e da verificação de sua existência em outras fotos de si mesma são consistentes com o método científico. Os processos mais importantes são os seguintes:

1) O “mapping”, que consiste em tomar as coordenadas de pares de pontos equivalentes à superfície de ambos os olhos, e, por regressão linear, encontrar duas funções matemáticas para calcular as coordenadas “x” e “y” de cada ponto equivalente, um olho do outro. A coincidência das imagens encontradas por este método é impressionante.

2) A série “transição”. Através do processo de metamorfose (morphing) Dr. Aste encontrou uma série de imagens que mostram uma sequência de transição entre a face descoberta em uma das córneas e seu equivalente na outra.

 

 

Todo o estudo sobre as figuras refletidas nos olhos da imagem só apontam para uma única pergunta: Como poderia um índio com sua tecnologia primitiva dos tempos medievais produzir imagens que só podem ser vistas num microscópio? Assim, se não foi o Índio, como aquela imagem pode ser explicada?

Eu não sei. O que eu sei é que tem mais mistério ainda! Olha isso!

Estrelas misteriosas

Como se não fosse o bastante todos os mistérios desse intrigante caso, a coisa ficou ainda mais impressionante quando alguém resolveu analisar as ESTRELAS do manto da figura.

De acordo com o Doutor Juan Homero Hernández Illescaz,  se comprova, com impressionante exatidão, que no manto da virgem de Guadalupe, está reproduzido o céu do dia 12 de dezembro: a manhã do solstício do inverno de 1531.

No manto estão representadas as estrelas mais brilhantes das principais constelações visíveis do Vale de Anáhuac do dia 12 de Dezembro de 1531. Ali, estão as constelações completas, comprimidas. A extraordinária distribuição das estrelas não pode ser produto do acaso ou coincidência, pois nenhuma distribuição ao acaso pode representar com exatidão, e em sua totalidade, as constelações de estrelas de um momento determinado.

Para os indígenas, o solstício de inverno era o dia mais importante em seu calendário religioso. O sol vencia as trevas e ressurgia vitorioso. Por isso, não é casual que precisamente neste dia ocorreu tão grandioso milagre.

O dia do milagre – Terça-feira, 12 de Dezembro de 1531, de acordo com o calendário Juliano ou 22 de Dezembro do calendário astronômico que usavam os indígenas, ocorreu a aparição santa imagem da Virgem de Guadalupe no  poncho que usava o índio Juan Diego. Neste mesmo dia, pela manhã, ocorreu o solstício de inverno, que para as culturas pré-hispânicas significava que o sol enfraquecido recobrava o vigor, o retorno da vida. O solistício é o nome dado ao ponto nos quais a Terra se encontra mais distante do sol em sua órbita. Época em que o Sol passa pela sua maior declinação boreal ou austral, e durante a qual cessa de afastar-se do equador.

 

Solstício de inverno

Na imagem abaixo, estão as estrelas mais brilhantes das principais constelações visíveis do Vale de Anáhuac do dia 12 de Dezembro de 1531.

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Nesta foto verificamos as constelações, comprimidas e mantidas as proporções, sobrepostas à imagem da virgem de Guadalupe. A exatidão da localização e proporção das estrelas presentes no manto da virgem com as estrelas mais brilhantes das constelações é impressionante, afastando toda e qualquer possibilidade de acaso.

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Assim, isso nos leva a mais uma vez concluir que caso isso seja uma fraude, tem um gênio foda pra caralho nível Jedi da zoeira suprema cósmica aqui.

Após posicionar as estrelas e ver que elas se encaixavam com as do manto, intrigantes correspondências surgiram:

 

As constelações que apareciam sobrepostas no corpo da imagem pareciam também trazer significados, como a Coroa Boreal – Esta constelação, pela sua posição na imagem, indica a coroação de Nossa Senhora de Guadalupe como Rainha e mãe de Deus.

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A constelação de Leão – A civilização pré-hispânica no México chamavam a constelação de Leão de “Nahui Ollin”, que era o centro do universo físico e religioso das culturas meso-americanas. Eis que essa constelação cai justamente no ventre da santa, que se caracteriza justamente por trazer em seu ventre, Jesus, também chamado de “Leão de Judá”.

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Uma questão interessante se reflete na cultura do povo asteca com relação ao posicionamento dos astros. A sua roupa está retratado o céu com a posição das estrelas do dia em que ela apareceu. Uma vez que os astecas sabiam reconhecer estes sinais e isso foi decisivo para que a conversão daqueles povos acontecesse em massa?

No manto, ao lado esquerdo da Virgem (à direita de quem a vê de frente) estão impressas as constelações do Sul:

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Quatro estrelas que fazem parte da Constelação de Ophiucus. Abaixo se observa Libra e à direita, o que parece ser a ponta de uma flecha, correspondente ao início de Scorpius. Ao meio estão assinaladas duas estrelas da constelação de Lupus e ao extremo de Hydra. Abaixo se evidencia Crux, e à sua esquerda aparece o quadrado ligeiramente inclinado da constelação de Centaurus. Na parte inferior, solitária, resplandece Sirius. No manto, ao lado direito da Virgem encontram-se as constelações do Norte:

 

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No ombro, um fragmento das estrelas da constelação de Bootes; abaixo e à esquerda vem a constelação da Ursa Maior. Ao seu redor estão, à direita acima, os cabelos de Coma Berenices, à direita abaixo, Canes Venatici, è esquerda Thuban, que é a estrela mais brilhante da constelação de Draco. Abaixo de duas estrelas que formam a Ursa Maior, é possível ver outro par de estrelas da constelação de Auriga e ao oeste, abaixo, três estrelas de Taurus. Outras constatações aumentam ainda mais a relevância do Manto da Virgem de Guadalupe.

Proporção áurea

Outra pesquisa que me pareceu muito interessante, diz respeito a análise das proporções em segmento áureo (se pareceu que eu estou falando algo incompreensível, é porque você que é burro, basta dar uma lida neste artigo aqui que explica).

Basicamente TODAS as medidas da imagem obedecem à proporção áurea. Essa proporção, chamada também de “proporção dourada” é formada por um quadrado que se junta a um retângulo, para formar um espaço onde o lado menor corresponde ao maior numa relação de 1 a 1,6118 denominado “número áureo”. A proporção dourada se encontra em todas as manifestações de arte desde a Mesopotâmia, Egito, Grécia, Roma até nossos dias. É usada na escultura, na arquitetura e na pintura. É também observada nas diferentes partes do ser humano, nos animais, plantas e fósseis. Também pode ser observada no microcosmos (nas formas em que se agrupam os átomos) e no macrocosmo ( como nas galáxias).

A proporção dourada é um padrão universal e intemporal de perfeição, equilíbrio, balanço, elegância, delicadeza e beleza. Ao analisar a imagem original da Virgem de Guadalupe, encontramos o quadrado da proporção dourada. A partir deste, aparecem mais quadriláteros e retângulos em toda a figura, assim como formas verticais e horizontais simétricas. O mais interessante desse estudo é que a análise das linhas, forma  justamente no ventre da virgem,  com base no teorema de Pitágoras e em muitos outros símbolos derivados da proporção áurea, a “Nahui Ollín”, uma flor (náhuatl) de quatro pétalas, que para as antigas culturas mesoamericanas representava a presença de Deus, o centro do espaço e do tempo.

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Com a “Nahui Ollín” em seu ventre, a figura da Virgem de Guadalupe seria uma poderosa ferramenta cristocêntrica? Tudo indica que sim.

Símbolos

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Lua – A Virgem de Guadalupe está pisando no meio da lua; e não é casual que as raízes da palavra México  “Metz-xic-co” ( em Náuhatl ) significam “no centro da lua”. A lua também é símbolo de fecundidade, nascimento, poder feminino e vida.

Quem fez essa arte sabia desse “paranauê”. Outro paranauê oculto nessa figura, é indigena:

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Flor – A flor de quatro pétalas, a “Nahui Ollín” é o símbolo principal na imagem. É o símbolo máximo na cultura náuhatl e representa a presença de Deus, a plenitude, o centro do espaço e do tempo. A imagem representa a Virgem de Guadalupe como a Mãe de Deus e a flor marca o lugar onde se encontra Jesus em seu ventre.

 

Indestrutível?

Um dos fenômenos mais estranhos que esse curioso pedaço de tecido já demonstrou foi, como eu disse antes, a sua resistência ao ácido, mas houve outro episódio impressionante: No início do século XX, um homem colocou uma bomba de alta potência dentro de um arranjo floral aos pés do poncho. A explosão destruiu tudo ao redor, incluindo objetos da igreja, menos o poncho permaneceu inexplicavelmente intacto. O atentado foi causado no dia 14 de Novembro de 1921, quando Luciano Pérez, um anarquista espanhol, cometeu um atentado com explosivos dentro da igreja. A violenta explosão destruiu o altar de mármore, todos os vasos e castiçais, os vidros da basílica e de prédios vizinhos. Um pesado Crucifixo de bronze, que estava diante da Imagem, conserva-se exposto: quebrado e entortado. Ele estava perto do manto, que se manteve intacto.

Mistérios intrigantes

Enfim, até hoje se debate muito sobre a natureza dos fenômenos que marcam essa aparição e suas “provas” oferecidas para o escrutínio da Ciência. É realmente curioso pensar que quem quer que tenha feito essa obra de arte na roupa do índio, provavelmente não foi ele. E quem foi, sabia muita coisa sobe astronomia, óptica, materiais e simbologias e etimologias complexas, em pleno século dezesseis.

Milagre ou genialidade? Seja lá o que for, uma certeza nós podemos ter: Se há uma interseção entre a genialidade e os mistérios da fé, esse lugar é aqui.

 

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9 comentários em “O mistério da Virgem de Guadalupe”

  1. Ainda não li… só vim pra manifestar minha alegria ao ver aquele “tempo de leitura: 35 minutos”.

    Continue assim, Philipe!!

    Jajá eu volto pra dar minha opinião sobre o texto… hehe

  2. A parada das estrelas achei meio forçado. O negocio nos olhos é realmente sinistro, trabalho de gênio dos gênios ou mesmo milagre, vai saber.
    Agora essa lua parece mais um chifrão nervoso que o anjinho que sustenta o resto da imagem tem na cabeça.

    A propósito, ninguém analisou a íris do anjo? Vai que tá refletida ali a criação toda?

  3. Com certeza mais uma vez comprovada a famosa citação de William Shakespeare ” existem mais mistérios entre o céu e a terra do que julga nossa vã filosofia”!
    Em tempo: li tudo p a u s a d a m e n t e! MMMMMUito bem explicadinho. Parabéns!

  4. Estória interessante tipo “Gugu Liberato” hehehehe. Mas sinto dizer que todas as “teorias” que explicam o fato foram refutadas. Não existe prova científica de nada. E a igreja nunca permitiu um estudo independente do fato. Os que fizeram os tais testes apesar de as vezes nem serem católicos, podem ser comprados com algo mais valioso que a fé, o dinheiro. João Paulo II era conhecido como Papa Pop e fazia de tudo para faturar uns fies para a igreja, inclusive canonizar um índio que não se tinha nem prova que já existiu, nem um ossinho dele sequer para contar a estória. O bispo Juan na época assumiu publicamente que não existiam milagres na era moderna e a divulgação da imagem e da estória só aconteceu depois da sua morte. Primeiramente a imagem foi atribuída a uma divindade asteca até “virar” uma santa católica por influência do clero. Outra, não existe tecnologia eficiente para detectar imagens da formam que eles afirmam, nem em fotos de alta resolução isso é possível, eles se valem da pareidolia para iludir os crentes. Na imagem maior pode-se ver que a dita imagem de um homem é formada pelo próprio tecido. Quanto a técnica é totalmente normal e comum na pintura usar a regra de ouro, isso é o beabá dos designers desde o Egito antigo. Essa arte de “fazer santos” com feições indígenas é comum em toda a América colonial espanhola. Eu mesmo já testemunhei obras de arte desse tipo em igrejas seculares do Peru. Todas elas muito restritas pela igreja, onde não se permitem fotos e luz artificial. O mais interessante desse imagem e que ninguém percebe é que o anjinho tem asas de arara kkkk muito criativo. Abraços.

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