O cartão negro – Parte 4

Paulo colocava o cartão do Inspetor Farias na pasta de cartões profissionais enquanto respondia as perguntas do investigador.
Farias quer saber quem ele é, o que faz da vida, etc. O jovem estranha o súbito interesse do policial. Reluta, mas continua a dar detalhes sobre sua vida.
-Trabalha onde?
-Na SegCorp.
-Faz o que?
-Redijo e analiso contratos.
-Trabalha lá a quanto tempo?
-Quatro anos.
-Sempre morou aqui na cidade?
-Sim.
-Estudou onde?
-Me desculpe perguntar, inspetor, mas qual o sentido dessas perguntas todas?
O policial diz que tem uma coisa a mostrar. Saca um gravador do bolso e toca a mensagem que ele gravou na secretaria eletrônica da construtora. O jovem se espanta.

-Entendeu agora, senhor Paulo?
-…
-O que o senhor me diz? Essa ligação tem alguma explicação?
-Bem… Sim senhor. Obviamente que tenho… Mas o problema é que eu acho que o senhor não vai acreditar.
-Bom, isso de acreditar ou não, deixa comigo. Eu quero saber a sua versão dos fatos, já que aparentemente você tem uma bola de cristal. -Disse o policial sorrindo.

Paulo ficou estupefato. Estava parado, quase catatônico.
-E então? Vai falar ou não, meu jovem? – Pressionou Farias.
-Sim, claro. É que… Pelo que o senhor diz…
-Ele morreu.
-Caralho! Caralho!
-Estou sentindo um tom de comemoração aí? – Questionou Farias, levantando uma única sobrancelha.
-Não, não. Não senhor. É que…
-Vamos direto ao assunto, meu filho. Já tá quase na minha hora. Eu tenho um monte de coisa pra fazer. Me explica como que pode você deixar este recado aí numa secretária eletrônica e logo em seguida o homem morrer. A hora da ligação não é compatível com a hora da morte.
-Como foi que ele morreu? -Perguntou Paulo.
-O homem de fato morreu, mas duas horas depois da sua ligação. O laudo necropsial diz que a causa mortis foi parada cardíaca decorrente de infarto agudo do miocárdio. Mas a polícia discorda. Ele vinha sofrendo ameaças de morte. E então, com sua ligação, você tá entendendo a questão, né?
-Eu sou suspeito de assassinato?
-Sim. Precisamente.
-Mas… Inspetor, eu não fiz nada.
-Ah, não vai me dizer que foi um espírito que te contou. Eu quero saber a verdade. Não tenta ser escroto comigo ou eu serei forçado a ser escroto com você, tá entendendo? -Disse ele, colocando a pistola 765 sobre a mesa da sala.
Paulo engoliu em seco.
O jovem conta tudo. Fala sobre o cartão, o site e tudo mais. O policial pede para ver o site. Paulo e o policial vão até o escritório. Eles ligam o computador e acessam o site. Não há nada. Apenas a tela preta.
O policial anota o endereço num pequeno bloco que traz consigo.
-Mas não tem nada aí. -Diz o inspetor.
-Pois é. Mas é assim conforme eu contei. A tela fica preta o tempo todo. Mas quando menos se espera, um nome surge, pra logo depois sumir. O nome que surge é de alguém que vai morrer. – Enquanto contava, Paulo se deu conta de como falar aquilo em voz alta fazia tudo parecer extremamente ridículo.
O jovem explica que na outra noite foi assim.
-É, senhor Paulo. Pelo visto o senhor não está disposto a colaborar… -Disse o inspetor, levantando da cadeira e se dirigindo para a sala. -Você me mostra um site todo preto e diz que o nome do morto aparece aí. Mas o que me garante que o senhor não é o autor do site? -Questionou o experiente investigador.
Paulo continuou a negar.

-Muito bem, senhor Paulo. Esta foi só uma visita preliminar da investigação. -Disse Farias, guardando a arma no coldre, por baixo do paletó.
O policial diz que ele será intimado a comparecer na delegacia para averiguações muito em breve. Antes de sair, Farias proibiu o jovem de viajar sem notificar a polícia. Paulo Motta concordou de pronto. Farias cumprimentou Paulo e foi embora.
Paulo se viu sozinho na casa. Sentou no sofá novo e pensou: “Caralho! Que merda que eu fiz!”

Surgiu na mente dele uma súbita urgência de contar o acontecido ao amigo Clóvis. Sacou o telefone do bolso e discou apressado.
-Alô?
Atendeu uma voz de mulher. Uma voz curiosamente familiar.
-Malucão? Alô?
-… Paulo? – Era a voz de Michelle.
Paulo ficou mudo. Havia sem querer ligado para a ex-namorada.
-Paulo, é você? -Ela continuou.
-Sou.
-O que você quer?
-Bom… Eu… Estou com saudade. Liguei pra…
Paulo tentava justificar a ligação. Seu coração sangrava de paixão e ouvir a voz da mulher que ele amava só fez aumentar a sensação de solidão. Do outro lado da linha, Michelle começou a rir.
-Alô? Alô? -Paulo tentava entender o que se passava. Do outro lado ele ouviu outra voz familiar. Dessa vez, detestavelmente familiar. Era Cardoso, fazendo uma voz tati-bitati com a ex namorada dele. Paulo imaginou a cena na cabeça. Cardoso provavelmente estava de cueca, na cama dela, fazendo cócegas na Michelle.
-Larga isso, mimi. -Ele ouviu Cardoso falando ao fundo. Mimi foi duro. Foi terrível. Ele sentiu uma pontada no peito que quase o fez vomitar com o “mimi”…
-Olha, Paulo… Não temos nada mais a falar… Passe bem. – Disse Michelle entre risinhos infantis, e em seguida, desligou o celular.

Ódio. Ódio supremo preenchia cada espaço disponível no coração dele. Tudo na vida de Paulo estava dando errado. Ele não suportava mais. Precisava esquecer, acabar com aquilo dentro dele.
Paulo foi até o banheiro do quarto da mãe dele. Abriu o armário e pegou o vidro de tranquilizantes. Ingeriu dois comprimidos com um copo d´água. Ligou a Tv no History Channel. Em menos de dez minutos estava dormindo o mais profundo dos sonos. Nesta noite não ocorreu pesadelo, nem sonho algum.

No dia seguinte, ele chegou e sentou em silêncio no posto de trabalho. Os comprimidos haviam cumprido sua função muito bem. Ele dormiu tão profundamente que acordou se sentindo melhor. Mais forte, revigorado. Malucão chegou logo em seguida. Passou na baia do amigo. Queria saber se a tela mostrou mais alguma coisa.
O jovem disse que não sabia. Que não quis olhar.
Malucão disse que tentou em casa. Digitou o endereço, mas a pagina ainda estava preta.

Paulo contou sobre o policial. Explicou a situação de ter tentado impedir a morte do empresário, sobre o recado na secretaria e a visita do investigador do dpt. de homicídios. Malucão se assustou. Disse que aquilo estava ficando perigoso.
Clóvis Malucão ficou perplexo ao saber que o homem havia realmente morrido.
Disse que pesquisou sobre o nome Azrael. Ele descobriu que Azrael é o nome de um demônio que está presente tanto no cristianismo quanto no islamismo. Azrael seria uma espécie de anjo ancestral da morte. Malucão descobre na Wikipedia que Azrael subiu aos céus sem realmente morrer.

-Sabe o que eu acho? Eu acho que o cara que fez este site é uma espécie de psicopata, cara. Ele pensa que é a morte. Ele coloca o nome da vítima no site e depois mata. -Disse Malucão.
-Mas e o numero?
-Sei lá, porra. Psicopata é tudo assim, né? Tem fixação em números, em símbolos. Lembra daquele psicopata gringo que ninguém nunca pegou? O Zodíaco?
-Pode crer. Pode ser também que o numero é a quantidade de gente que ele pretende matar, né?
-Com certeza. Se for, a polícia vai ter muito trabalho.
-Mas cara… Como só eu vi?
-Não sei. Talvez seja alguém que sabe o seu Ip. É possível mostrar uma página para cada pessoa pelo Ip dela. Não é muito difícil de fazer isso…
-Mas… Tipo, o policial me disse que o cara morreu de infarto, Malucão. Como que alguém mata o outro de infarto?
-Ah… Essa é a pergunta que não quer calar, meu amigo… Sabe de uma coisa? Eu li numa revista uma vez que a CIA trabalhou num composto que foi usado por agentes infiltrados na Rússia durante a Guerra Fria. Basta uma pequena agulhada do troço e ocorre uma parada cardíaca em poucos segundos. É feito para simular um infarte. A ação do veneno dura menos de dez segundos e não deixa sinal, a menos que você use um composto específico para detectar o veneno. Como aqui é Brasil, ninguém está esperando que um maníaco mate com este requinte de sofisticação.
-O que nos leva a crer que estamos lidando com um profissional.
-Sem a menor sombra de dúvida.
-Sei lá, cara. Só te digo uma coisa, eu estou fodido. O policial acha que eu que criei o site. Vi na cara dele isso. Ele está desconfiado que eu tenho ligação com a morte do dono da construtora. Ele falou que o cara recebia ameaças. O pior é que tudo que eu falei dá a entender que era eu.
-É, meu velho. O bicho tá pegando, cara. Eu passei a noite inteira pensando sobre isso. Se o lance não acontece na sua cabeça como eu estava supondo, pode ser que a pessoa por trás do site esteja justamente querendo te incriminar de alguma forma. Já pensou nisso?
-Hummm. Não.
Clovis começa a sussurrar, como se estivesse contando um segredo.
-Já pensou que pode ser alguém que saiba da sua tara por cartões, e que plantou o cartão no seu caminho?
– Caralho, estou ficando arrepiado, cara.
-Já pensou que ele pode estar vigiando cada passo seu? Ele pode estar no controle. Para isso ele teria que te conhecer, e saber detalhes da sua vida. Mas quem poderia querer isso?
Nisso entra na baia o Cardoso.
-Fazendo fofoquinha Paulo? Ui… Conversinha de comadres! – Diz desmunhecando, fingindo uma voz de falsete. Em seguida, recupera seu tom áspero e mal humorado de sempre. Aos gritos dá novas ordens:
-Acabou apalhaçada. Todo mundo trabalhando! Isso aqui não é salão de beleza não, porra! Clóvis, vai pra sua baia!
Em seguida sai.
-Sim senhor, doutor Cardoso. – Diz Clóvis, envergonhado. Ele sai da baia sob os olhares dos demais funcionários do setor.
-E você, senhor Paulo… Abre teu olho. Sua batata tá assando!

Paulo não responde. Dá as costas a Cardoso e concentra-se no trabalho.
Após várias horas de trabalho ele dá uma pausa. Vai até o corredor e toma um gole de café. Sem o Cardoso na sala a coisa fica bem mais tranquila. Paulo volta para sua baia. Olha para os lados, e digita a pagina misteriosa no navegador. Pagina preta.
Paulo toma outro gole de café. Dá reload. Pagina preta. Outro reload. Pagina preta. Outro reload…

“Carlos Amaro da Conceição”
“Karina dos Santos Figueiredo”

Logo depois, a tela fica preta.
Paulo quase engasga com o café. Puxa o bloco e anota correndo os nomes que acabou de ler.
-Caralho! Dois nomes. -Paulo não se contém e fala em voz alta.
-Hã? – Diz Clóvis, colocando a cara na porta. – O que?
-A página cara! A página! Acabou de acontecer. E agora são dois nomes, olha. Carlos Amaro da Conceição e Karina dos Santos Figueiredo!
-Tem certeza cara?
-Absoluta.
-Dá licença aí. – Diz Malucão puxando a cadeira.
Clóvis assume o computador e joga os nomes no Google. Nada.
-Cara! A tem que achar esses dois antes deles morrerem. – Diz Paulo.
-Ah. Já sei. Vem cá. – Diz Clóvis puxando Paulo pelo braço até a baia dele.
Clóvis pega numa prateleira uma lista telefônica. Entrega para Paulo. Ele pega outra.
-Tu procura o cara e eu procuro a mina. Como que é o nome mesmo?
-Karina dos Santos figueiredo.
-Tá. Figueiras… -Diz passando as páginas. – Figueiroa… Não! É pra trás. – Diz passando as páginas ao contrário. – Figueiredo… Tá aqui. Achei! Karina dos Santos Figueiredo!
-Cadê?
-Aqui ó.
-É mesmo. É ela. Aqui o endereço ó. Anota aí, vai.
Paulo tenta ligar para o telefone da lista, mas há uma mensagem dizendo que o telefone não está recebendo chamadas.
-Acho que a mulher não pagou a conta. -Ri Malucão.
Clóvis pega a jaqueta e o capacete.
-Calma aí. Onde que você vai? E o cara? Eu não tô achando o cara.
-Corrigindo: Nós vamos! E o cara vai ficar pra depois. A gente ajuda quem a gente pode, meu brother.
-Hã?
-Sim senhor. Vem.
-Mas Malucão, tá no meio do expediente, cara. O Cardoso…
-Cara, o Cardoso que se foda!
-… É pode crer. Bora.
Os dois correm pelo corredor da empresa. Descem pelas escadas, pois o elevador está demorando.
Ao chegar no térreo os amigos montam na motocicleta de Malucão e aceleram em direção ao bairro de Karina.
Malucão faz loucuras com a moto, avançando sinais e saltando sobre calçadas.
-Caralho! Dirige direito essa porra, Malucão!
-Não dá, cara. Cada segundo pode ser vital, brother! Segura firme.
Paulo só pensava na morte do pai, em um acidente envolvendo uma lambreta e um caminhão. Tinha medo de acabar do mesmo jeito. Passou a vida toda ouvindo da mãe que moto é o caminho mais rápido para o hospital ou o cemitério. Agora se via ali, na garupa de um corredor de motocross, fazendo loucuras no trânsito já caótico da cidade.
Malucão dirigia bem, mas de um jeito absolutamente agressivo e perigoso.
Em poucos minutos eles chegaram ao bairro de Karina. Era um bairro residencial, cheio de casas, formado por dezenas de ruas que formavam uma série sem fim de quarteirões. Quase todos iguais.
-Fudeu, cara. Como que a gente vai achar ela aqui?
-O número. Que numero que era? -Gritou Malucão de dentro do capacete.
-Rua Bororós numero 67.
Com a moto eles foram avançando de quadra em quadra, em busca da tal rua Bororós.
De longe Paulo viu o nome na plaquinha.
-É aquela lá. – Disse, apontando.
-Segura firme. – Berrou Malucão, acelerando a moto até ela empinar.
-Caraaaaaaaaaaalho! – Gritou Paulo com medo de morrer.
Eles chegaram na tal rua. Paulo deu um cavalo de pau com a moto e desceu a rua.
-É aquela casa lá. – Gritou.
Era uma casa amarela. Da casa estava saindo um carro preto com vidro fumê.
-Será o assassino? – Perguntou Paulo.
-Bora. Se segura! -Gritou Malucão.
O motociclista deu uma acelerada firme na moto. Eles se aproximam do carro. Paulo faz sinal com a mão para a pessoa reduzir o carro. Mas a pessoa acelerou.
Clovis emparelhou a moto.
O motorista do carro, percebendo a proximidade da moto, acelerou ainda mais o veículo.
-É ele.
-Ele ta fuguindo! – Gritou Paulo.
Começou uma incrível perseguição. O carro preto começou a entrar em varias ruas, atravessou o sinal vermelho em diversos cruzamentos. Malucão era forçado a usar toda a sua habilidade de piloto de motocross para se aproximar do veículo.
O carro preto ganha uma dianteira de 50 metros. Dessa vez é Paulo a gritar.
-Acelera mais essa merda, cara.
-Tô tentando, tô tentando.
Nisso o carro ultrapassa um sinal vermelho e se choca violentamente com um caminhão de cimento. O caminhão atropela o carro, que capota, gira duas vezes no ar e se choca de cheio com um poste, dobrando ao meio. A maioria dos carros ao redor freia, é um festival de cantadas de pneu. As pessoas nas ruas correm com medo. Buzinas ecoam para todos os lados.
-Puta que pariu! – Geme Paulo na garupa da moto.
Malucão dá um golpe no guidão da motocicleta e sobe na calçada. Eles se aproximam rapidamente da multidão que corre na direção do carro.
Os dois param a moto e se entreolham estupefatos.
Malucão está bolado. Através de um buraco no vidro todo partido e colado na película escura, eles podem ver dois corpos ensanguentados.
-Acho que estão mortos. – Diz Malucão.
-Será que o assassino tava levando ela pra matar?
as pessoas ao redor choram. Mulheres tapam a vista das crianças. Várias pessoas ligam dos celulares para os bombeiros. O motorista do caminhão está sentado na calçada, atordoado. Ele também se feriu levemente na testa.
Mais e mais pessoas da vizinhança surgem para ver o acidente. Uma multidão se forma ao redor do carro. Paulo tenta se aproximar para ver melhor, mas as pessoas empurram umas as outras. A maioria são curiosos, mas existem varias pessoas preocupadas, que pedem para as outras se afastarem. Ao longe, eles escutam uma sirene.
O carro dos bombeiros vem. A ambulância de resgate também. Os dois ali, vendo tudo. Quando os bombeiros resgatam os corpos, ambos estão mortos. O bombeiro checa os documentos. Paulo desce da moto e se embrenha na multidão. Ele vê a mulher loura na sendo estendida numa padiola. O bombeiro mexe em alguns documentos.
-Essa é a motorista? – Pergunta Paulo a um dos bombeiros que tenta conter a multidão.
-É sim.
-Acho que conheço ela. Pode ver o nome com ele ali pra mim? – Pergunta ao bombeiro, apontando para o outro, com os documentos.
O soldado dos bombeiros grita para o colega:
-Teixeira? Aqui, o rapaz acha que conhece a moça. Fala o nome da vítima aí.
-É… Karina. Karina dos Santos Figueiredo. Positivo? – Responde o bombeiro.
-É sua amiga, moço?
-Não… Não senhor. E o rapaz? Sabe o nome dele?
O jovem pergunta ao bombeiro se ele sabe identificar o carona. O rosto está esfacelado. O bombeiro mexe no corpo, tira a carteira. Da multidão o outro bombeiro pergunta:
-Teixeira? E o nome do carona?
-Tem que ver aqui. Calmaí. -Diz o soldado, mexendo na carteira do homem. Em seguida, retira uma identidade. Vira-se para os dois e diz: – Carlos Amaro da Conceição, positivo?

Os dois jovens se entreolham apavorados.

CONTINUA EM BREVE

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20 comentários em “O cartão negro – Parte 4”

  1. Tenho uma desconfiança (meio obvia ate): pra mim o Cardoso ta por tras de tudo… mas se for, o cara eh ninja, porque se ele colocou os tais nomes na pagina preta deve ter imaginado que os dois iam tentar localizar as futuras vitimas e CAUSAR indiretamente a morte dos dois, e nao salva-los (uma baita suposiçao dele)… de qqer forma, muito boa a historia, rola ate um curta… COLOCA LOGO O FINAL! 😛

    Ah, quanto a Matrix, acho que ta mais pra Efeito Borboleta hein…

  2. bem que podia aprecer o nome do chefe dele ai ele ia la salvar o cara i ele dava o trablho devolta pro paulo
    ai ele ficaria com os devidos creditos,mas meu lado ruim ta flando pra aprecer o nome do chefe da namorada e do amigo,
    sim o amigo
    nada mais e do que o dono do site e ta matando as pessoas viu como ele deu a ideia dos infartos?
    pois e pra min morreria os tres
    ou a vida dele acabaria de vez e o nome dele aparece na tal tela preta entao ele ia la e se matava sem dó nem piedade.
    UAHAUHAUAHUAHAU

  3. Ta aih uma boa: o nome do cara aparecer na tela a ele se matar depois… bem down, eu sei, mas nao deixa de ser um final.

    Nao sei se vai rolar postar aqui nos comments, mas tambem escrevi uns contos algum tempo atras; nao tive nem tempo de atualizar a pagina ainda (web 1.0 sux), mas quem tiver interesse e paciencia da uma olhada aqui , sao os 3 contos que aparecem no topo.

    Valeu!

  4. Ta aih uma boa: o nome do cara aparecer na tela a ele se matar depois… bem down, eu sei, mas nao deixa de ser um final.

    Escrevi uns contos algum tempo atras; nao tive saco de atualizar a pagina ainda (web 1.0 sux), mas quem tiver interesse e paciencia clica no link do meu nome logo ali em cima.

    Valeu!

  5. PS:
    Eu tava vendo os contos do fábio que postou coments acima e me lembrei – pq tambem sou Fa dos Grandes Antigos do velho necronomican. – de algo da qual eu gostaria de sua opniao (perdao + as vezes fico sem acentuacao aqui):

    Os recentes terremotos pelo mundo (incluindo almento da atividade cismica no norte do Brasil – reportagem do Jornal Nacional dia 21 de Abril se nao me engano). Voca acha que sao pura coincidencia? acha que os nosso Lideres e cientistas sabem de algo significativo e estao escondendo?

    Lembrei disso porque depois da tsunami em 2005/2006 eu redigi um conto sobre Cthulu que havia despertado nas profundezas da terra no pacifico.

  6. Constante de Kaprekar :lol2:
    1- Pegue qualquer número de 4 dígitos com no mínimo 2 dígitos diferentes
    Ex.: 1423
    2- Organize os dígitos de forma decrescente e crescente
    Ex.: 4321 e 1234
    3- Faça a subtração
    Ex.: 4321 – 1234 = 3087
    4- Repita o passo 2 e 3
    Ex.: 8730 – 0378 = 8352
    Ex.: 8532 – 2358 = 6174
    5- Faça isso com qualquer número que em até 7 subtrações você encontrará o 6174

  7. Philip voce é demais, rs. Eu por curiosidade entrei no site, e nao é que ele existe mesmo. Muito boa sua ideia, pensou em tudo.

    hoje tem continuação?

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