Cada um tem o cilício que merece

Cilício é uma espécie de cinto metálico, tipo uma corrente com espetos parecidos com uma enforcadora de cão bravo que algumas pessoas usam no corpo para provocar dor.
Não acredita? Pois a verdade é que no século XXI, a era da tecnologia, instrumentos medievais de auto-flagelação estão em pleno uso. A parada transcorria na clandestinidade, como bem convém a estas maluquices de seitas, mas a revista ÉPOCA em sua recente edição jogou aquele holofote de Xênon bem no meião da Opus Dei e embasbacado com tamanha coragem de se “mortificar pela fé” descobri o cilício e a auto-flagelação católica.
Olha que eu sempre achei que algumas linhas pentecostais eram manifestações impressionantes da fé, com pessoas falando línguas malucas (prometo que em breve conto minha aventura na igreja dos meus sogros) usando paninhos na cabeça ou dançando em rituais vestidos de roupas que fariam a Elke Maravilha se envergonhar, como aquelas de Brasília. Mas eu nunca, nunca mesmo, imaginei que na Igreja católica ainda havia este tipo de medievalismo.
Quando se estuda Psicologia como eu fiz, entende-se que a auto-flagelação, a privação de sono, a privação de alimento, utilização de ervas alucinógenas e tantas outras privações são caminhos estratégicos para reduzir a censura psicológica e fragilizar a consciência ao ponto de provocar sensações de experiências místicas e assim estender o contato com a fé.
Acontece com o ser humano desde tempos imemoriais, e continuará acontecendo.
Discutir religião é algo complicado e perigoso. Não pretendo entrar nesta senda sem correr o risco de me machucar ou provocar ódio em pessoas que gosto e convivo.
É por isso que eu vou parar por aqui, mas antes, alguém que sabe mais de Bíblia e filosofias religiosas do que eu pode me dizer em que passagem JESUS MANDA que seus seguidores violem o próprio corpo? Ou Buda? Ou Maomé? Confúcio?

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