A proprietária

Naquele tempo… (parece até início de liturgia da missa, hehehe)
…Eu namorava a Nivea – minha mulher – havia pouco tempo. O aniversário dela já se aproximava e eu estava naquele clássico dilema de não imaginar uma porra dum presente minimamente decente pra dar a ela. Sabe como é, namoro recente, tudo melindra a mulher, né?
Por exemplo, se você dá uma de ousado e dá logo uma calcinha preta com cinta-liga, ela pode pensar que você é um maníaco-sexual-pervertido-ninfomaníaco. Ok, você é, mas ela terá a hora certa de saber. Também não dá pra ir tão direto ao assunto assim.

Mas se por outro lado você opta por dar uma de bom moço e dá um Cd… “É bicha” – ela vai pensar. E ainda trepudiará na sua desgraça: “É bicha e bicha sem criatividade”. Pior é quando você erra feio, dando uma música daquele conjunto que ela detesta.
Mas se for esperto como eu e sondou antes que música ela gosta, corre o sério e dramático risco de dar um cd que ela já tem e ta cansada de ouvir. Então Cd é furada.

Jóia, você pensa, correndo pelo shopping desvairado em direção a H.Stern, mas os preços de cara te colocam em seu devido lugar de oprimido pela burguesia perdulária.
Você é um duro. E sabe como é. Se dá uma jóiazinha de merda, ela vai fazer aquela clássica cara de cú piedoso e comentará assim discretamente: “Minha mãe vende Romannel…”

Não, você não precisa passar por tamanha humilhação profunda que deixará marcas por toda sua vida. Sua alma já terá a esta altura cicatrizes suficientes para agüentar um “minha mãe vende Romannel” quando você gastou cara centavo do seu dinheirinho sofrido.

Há de se ter uma outra maneira de surpreender. Surpreender… Talvez um daqueles carros do “Mensagem pra você” que param na porta da sua casa com fogos e um enorme “Aparece aí na janela fulana…” Enquanto você reluta, mais e mais pessoas e vizinhos são animados com aquela execração pública de seu nome, e se sentindo o pior cocô da face da terra você surge puto na janela pra ouvir ao som de Kenny G uma poesia quase tão mal lida quanto escrita.
Podre. Você não quer arruinar suas chances e precisa dar um presente que impressione a ponto da mulher casar com você!
ok, ok, isso pode não acontecer, mas impressionar é necessário.
Sem opções nem grandes idéias, Depois de pensar em:
Flores – Não porque é comum, e também porque elas morrem. Nada mais monstruoso e grotesco que rosas pretas, murchas que ela teme jogar fora pra não ferir seus sentimentos e aquela água pálida verde com uma nata branca de bactérias fedorentas irá perfumar a cozinha dela por uns seis anos.
Vestido – Não porque ela não usa e você nem sabe se vai dar o numero certo. Se dá o grande pra se garantir ela pensa que você tá dizendo que ela tá gorda. Se dá o pequeno, ela vai achar que é mensagem cifrada pra ela emagrecer.
Bombons – Engordam. Pra dar direito tem que ser de alguma chocolaterie e isso significa; Caro como os olhos da sua cara banhados a ouro e cravejados com brilhantes africanos. Pra dar bombom merda, tipo garoto, lacta – ou pior, Diziolli – é a mesma coisa que dizer: Olha, eu sou fudido.
Maquiagem tipo batom, hidratantes, etc – Furada. Ela vai reclamar do cheiro. Vai dar alergia nela e ela vai passar a vida toda reclamando que aquela coisa verde peluda que deu no braço dela e nunca mais sumiu é culpa sua. Se ela for alérgica, esqueça.
Bichinho – Bichinho é foda. A chance é de 50% de se fuder muito. Mas tem uma minúscula chance de dar certo e o bichinho virar mais um inquilino na caminha de solteira dela, acumulando ácaros e poeiras, que causarão noites alérgicas eternas. Isso se for bichinho de pelúcia. Se você é demente o suficiente pra dar um ANIMAL, puts. Animal é você. Primeiro: Ela vai odiar, mas fingirá que gostou. Você vai perceber e fingirá que não percebeu nada. Vai rir amarelo… Tão amarelo quando o mijo que o bichinho do capeta vai fazer na sua perna ou pior, no sofá da mãe dela. Como você a essa altura é o ameaçador galalau que quer comer a filha dela, arrumará um qüiproquó sem precedentes com a sua sobra. Vai ferrar tudo, meu. Morte certa. E a porra do bichinho vai uivar de noite feito um chupacabras, vai comer feito um catiço e se você foi ainda mais retardado para gastar os tubos numa porra de labrador com pedigree… Ah. Aí ferrou ao cubo, porque a cada rabada do animal bisonho, uma coisa vai quebrar, e a cada merda que ele fizer – e tenha certeza, ele fará pelos próximos dez anos – sua sogra e ela irão se lembrar de você aquele “viado”, “puto”, “cafajeste”, “cretino” e outras coisinhas mais…
Esquece essa de dar bichinho. Pense em:
Sapato – Outra furada enorme. Não tem como dar certo, meu. Se for de salto, ela vai dizer que é alto demais, que é de puta, vai dizer qualquer merda. Mas vai dizer alguma. Se for baixo ela vai fazer cara de cú piedoso e dizer que tem vinte iguais a aquele. E ainda te acusará de NUNCA TER REPARADO NELA. Ferrou. Pense, pense…
Saia – ela vai dizer que parece uma cortina de banheiro. Vai questionar seu gosto, coisa que no fundo me parece uma auto-zoação, mas tudo bem. Lei de Murphy. A mais bonita da loja é a mais cara e a mais cara é a que ela menos vai gostar. Ela vai trocar com você e vai escolher a porra mais escrotamente barata e feia que você já viu na sua vida. Esquece.
Perfume – Perfume é a opção dos fracos. Você fica desesperado pensando em algo que caiba no seu bolso, então passa na Tv o comercial redentor do Boticário e você pensa imediatamente: “É isso!” Perfume pode até funcionar em 10% das vezes. Mas nos 90% restantes, você toma na cabeça. Ela pode pensar que o perfume que você deu é igual o da sua ex. isso te coloca na situação crítica numero um. Fuja disso. Ou pior, ela pode ter aquele tipo de crendice babaca que você nunca entenderá sobre ganhar perfume e se separar. (por mais estranho que pareça, muita mulher acha que ganhar perfume de namorado acaba com o namoro) Sim, eu também fiz essa cara de “que porra é “essa?”
Seja real ou não (se não for ela fará ser o que te leva à situação crítica numero um novamente) dar perfume é algo que tem muita chance de dar errado, porque ela pode gostar de perfume masculino, ela pode não gostar daquele perfume e não trocar pra não te magoar, o que fará com que ela use apenas uma única vez na vida aquela merda cara pra caralho ou ainda pior, usar sempre e muito – para acabar logo – virando um sachê de gaveta gigante do teu lado. Pode ser ainda pior – sempre pode – e você acabar com uma série de trocas e reclamações sucessivas. Também, dar perfume de Boticário é foda. Nada contra, até acho bom, mas tem mulher que entende que você está definindo a” atitude dela “com o presente. E perfume do mais barato estaria qualificando ela como uma mulher mais barata. ·Pior sós aqueles de farmácia. Pra dar legal e impactar teria que ser francês, mas perfume francês custa igual aos seus bagos folheados em ouro mais os dois olhos da cara em cristal alemão numa caixa de ouro”. Esquece.
Poesia – Poesia… Poesia funciona mesmo meu. Mas aí tem um, porém, ela tem que ser canceriana e tem que ser romântica, tem que amar poesia, amar você e estar apaixonada. Ela tem que saber que você tem criatividade para tal. Se um desses raros fatores não ocorrer, tudo vai por água abaixo. Ela pensará que você copiou. Ou então pensará que você pediu pra alguém fazer. Ou pensará que você fez aquilo porque não tinha dinheiro, o que te coloca na situação de duro. Ainda pior será se a garota não tiver sensibilidade ou letramento suficiente pra absorver em profundidade e nas dimensões necessárias toda a verve poética que você arrancou da mais longínqua e distante ilha do teu coração. O que significa que:…No brilho do mais bonito luar, onde o vento surge no infinito com brilho perdido, você estará fodido.
Bolsa – Essa não tem erro. Você sempre vai comprar a que ela não gosta. O mundo feminino se divide basicamente em dois tipos: As que gostam das bolsas pequenas e as que gostam de bolsas grandes. Saber qual a sua garota é fácil. Ela sempre é a que você acha que não é. Além de caro é furada, ou você acha que alguma mulher da terra gosta mesmo de bolsas de courinho ou aquelas imitações baratas de bolsas caras?
As opções começam a acabar e você pensa em apelar e dar a ela um livro. Mas:
Livro – è furada também, porque ela já leu. Se não leu é porque não gosta. Claro que tem sempre aquele livro que ela sempre quis ler e você só o descobre quando algum outro parente qualquer que não seja você dá a ela. Ela sempre vai gostar daquele livro de nome estranho e autor obscuro onde você tem que ler três vezes o parágrafo para entender. E este livro sempre está atrás da penúltima prateleira de um grande magazine, soterrado por trocentos bilhões de livretos de “como gozar muitas vezes”, “o guia prático do sexo dos tatuís”, “quem mexeu no meu dinheiro?”, “O assassinato do falecido” e coisas desse tipo.
Se você dá o tipo de livro cabeça, estilo cem anos de solidão, pode descobrir que ela é uma retardada que não sabe ler direito. Pra evitar surpresas, você poderia optar por dar a ela um Kamasutra ilustrado. Mas você incorre no mesmo problema de dar a ela a cinta-liga e calcinha fio-dental microscópico com rabinho, e você não quer isso.
Dar a ela um livro do Stephen King pode causar uma síndrome de medo. Mas livro ainda que você acerte está errado, porque ela vai ficar gamada na porra do livro e vai esquecer de você. Mais ou menos como você fará com ela dali a uns oito anos quando comprar um joguinho de computador novo, como o GTA.

Presentear a mulher amada é a coisa mais difícil do mundo quando seu relacionamento está naquele frágil momento onde cada passo errado representa o abismo da inexorável solidão. E quanto mais amada ela for, aumentará exponencialmente sua dificuldade em encontrar algo inédito, inovador e difícil ou cara suficiente para fazer dela uma mulher única como ela merece.

Naquele dia eu estive pensando sobre tudo isso e resolvi perguntar a Nivea o que ela realmente queria.
– Amor o que você gostaria de ganhar de aniversário?
– Nada só um beijo.
– Ah, fala sério. (beijo) diz (beijo) aí (beijo)…
– (beijo – longo)
– Ah… – diz ela seguindo-se de um certo silêncio. Você pode imaginar que ela pensa em milhões de coisas, como a matrix ela gera milhares de cenários em apenas um segundo. Em cada um deles você estará mais e mais fodido sem opções. E ela vai escolher com cuidado a pior de todas para te colocar na situação mais dramaticamente embaraçosa de toda sua escrota vida. E não dá outra.
– Eu quero… – Mais um silêncio. Ela olha para o céu. Você já ta impaciente.
-…Pode ser o que eu quiser? – Ela pergunta. Com um calafrio a te comer os ossos você acena que sim, se sentindo assinando a sentença de morte da relação.
– Eu quero o sol. – Ah, não… Putaquipariu caralho! Ela quer a merda do sol. Que tipo de resposta é essa? Papo esquizofrênico, só pode ser. Você tem vontade de dar uma zoada nela, mas mantém a pose. Como convém ao gostosão que você quer que ela pense que você é.
– Quer o sol?
– É. – Ela diz sorrindo. A crueldade feminina impressiona.

Você sai dali e começa a pensar sobre este tipo de resposta lacônico o suficiente pra te deixar numa fria. Sem apontar nenhum caminho ela pede algo que sabe ser impossível. Ela te detona antes de te dar uma chance.

Eu passei um tempo pensando em solucionar aquilo. Foi quando eu tive a idéia. A idéia que salvou a pátria.
Pintei um sol enorme em uma camiseta pra ela. Mas isso seria só a isca. O verdadeiro presente iria ser complicado. E inovador, como convém a um cara bizarro que usa dois relógios cada um com um monstrinho dentro e nenhum deles marca a hora.
Sai pra rua com toda disposição. Cheguei no primeiro cartório que encontrei e perguntei pro moço como que faz um documento de doação.
– Doação de que? – Perguntou ele.
– Eh… – Engasguei, afinal eu não iria parecer um mongol bem ali as nove da manhã. Mas então eu falei: – De um terreno, de qualquer coisa. Só pra saber mesmo.
– Ah, você pega os dados do que vai doar e faz o documento descritivo… Anexa um termo de doação com cláusulas se for o caso e registra aqui. Só isso.
– Só?
– Isso.
– Valeu. – Saí todo feliz dali direto pra a biblioteca da Uff. Pesquisei a tarde toda sobre o sol. E com minha pesquisa em livros de astronomia descobri o peso, o tamanho, a capacidade luminosa, etc. Do sol.
Fiz o documento e voltei lá no cartório:
– Moço, eu trouxe o documento de doação.
– Ah, tá. Deixa-me ver. – Ele pegou e começou a ler. Logo nos primeiros dez segundos ele tava em pé. Aí sentou. Tirou os óculos e foi lendo… De vez em quando parava e olhava pra minha cara. Aí voltava a ler.
Então ele chegou no final e virou lá pra dentro chamando um outro:
– Carlos, vem ver só o que o garoto vai doar! – Virei a sensação do cartório. Algo relativamente fácil, uma vez que os trabalhos nos cartórios parecem ser trabalhos bem chatos e monótonos.
Os caros por incrível que possa parecer fizeram o registro de doação e reconheci firma em cima e tudo.
Voltei com o registro do sol pra casa. No dia do aniversário, eu dei a camisa pintada e ela adorou. Mas aí eu falei que aquilo não era o que ela queria. Ela queria o sol e então eu saquei o envelope e entreguei pra ela. Quando ela leu, não acreditou. Ela era a dona do sol.

Deu certo. Eu até casei com ela. A proprietária.


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49 comentários em “A proprietária”

  1. Caramba Philipe, mesmo neurótico como é… você reconhecidamente, é o maior romântico da Terra, você conseguiu dar o Sol… sinto inveja de você!

  2. http://predador-design.blogspot.com/2006/09/romantismo-portuguesa.html

    Aí Philipe, muito show, manifestei lá porque aqui não tinha espaço!
    Lembro que vc me contou isso na Azimut até… Tu é o cara… queria ter esse feeeling de fazer algo do tipo… mas sou portuga demais!

  3. Putz!!!
    Eu presenciei isso!!! Eu lembro!!! King Kling, todo orgulhoso, mostrou essa maravilhosa idéia criativa pra todo mundo e todo mundo morreu de inveja de não ter pensado nisso antes e sapateou de alegria de ter um amigo tão impressionantemente inteligente como ele. Isso que eu chamo acertar a mega-sena acumulada!
    Abração, Philipe! Dê um beijo na Nívea por mim!
    Márcio

  4. Caraca phillipe eu adoro teus posts cara mooooooooorro de rir aqui lendo :P. Uma das melhores partes é: “Putaquipariu caralho! Ela quer a merda do sol. Que tipo de resposta é essa? Papo esquizofrênico, só pode ser.”

  5. Sempre leio o blog, mas esse tinha que comentar, superou quase todas as histórias do blog, genial, simplesmente!!!

    mas.. sobre o labrador, você chegou a dar um pra alguma ex-namorada sua?
    Me pareceu muito auto-biográfico.

  6. Philipe, historia digna d vc neh, quem t conhece sabe rsrs..queria fazer um pedio: posta ai qualquer dia desses as coordenadas do google earth dos carros voadores e etc. Quebra essa pra mim ai?!Abraço

  7. Caraca, quanto post.
    Vamos lá, um por um:
    Fred, eu não sou neurótico. Faço parecer pra ficar mais engraçado. ( mas pensando bem, será que um neurótico assumiria sua neurose?) Valeu pelo comentário, mas o link que vc mandou não abriu aqui. Deu file not found.

    Iuri-o pirata valeu mesmo. Eu não acho que tenha sido um dos melhores. Pra mim não é nem um dos bons. Talvez um meia boca apenas. Leia aquele do meu primeiro porre e o do dia que descobri uma solitária de 6 metros no meu intestino que eu acho bem mais legais. Mas mesmo assim, obrigadaço aí.

    Guilherme Valeu mesmo, cara. Como dizem por aí, botei o bambolê no dedo, hehehe.

    Marcio você faz parte da minha vida, cara. Não tem como contar histórias que você não irá lembrar. A gente passava o tempo todo contando essas aventuras na faculdade. Mas deixa que eu dou o beijo sim… (risos sacanas)

    Cafofo Net porra isso muito me alegra, cara. Na verdade mesmo eu escrevo essas paradas rindo pra caramba também. Valeu.

    Erika Não sei se foi criatividade ou foi uma cagada mesmo. Acho que foi cagada. Mas funcionou e isso que vale. Por sorte ela escolheu o sol. Se tivesse escolhido Plutão agora o bicho tava pegando, hehehe.

    Anônimo, cara eu nunca dei nada além de um peixinho beta pra nivea. O peixinho morreu com poucos dias de vida. Me senti um verme para com a mãe natureza. MAs eu nunca dei labrador não. Inventei essa do labrador pra encher linguiça mesmo, hehehe.

    Fernando ,cara, você não pede. Aqui no mundo Gump você não faz pedido. Aqui você manda. Manda e já tá lá. OLha só. Show, hein? Mas não vai mandar nada além disso não, hein? Hahaha. Abração.

  8. Philipe,
    Eu como uma mae romantica devo dizer que no dia em que voce me disse que ia dar o sol pra Nivea eu pensei…Ah essa menina nao vai escapar…Ela so podia amar um cara feito voce .Beijos para os dois.

  9. Ai ai… amei toda a sua preocupação em querer dar O presente ideal, é dificíl achar um homem como vc… Continue assim!!!
    A Nívea tem uma sorte e tanto…
    Felicidades…
    =^.^=

  10. Philipe posso ser seu discípulo??

    Cara vc é um mestre Jedi.

    Agora só me explica essa citação:

    “E inovador, como convém a um cara bizarro que usa dois relógios cada um com um monstrinho dentro e nenhum deles marca a hora.”

  11. Takeso, quando eu conheci a Nivea eu era uma figura. Eu era tão figura que um dia uma amiga da mãe dela me viu na rua e contou pra minha sogra que o namorado da filha dela era – NO MÍNIMO – traficante.

    Eu andava com umas calças pintadas à mão. Eram umas pinturas bem bacanas. Uma que eu gostava muito tinha uma imagem do LOBO, aquele herói psicótico extraterrestre pintado fumando um charutão. Uma imagem do Simon Bizley que eu reproduzi na calça. ( acho que a velha lá achou que eu era maconhgeiro por causa disso, hahahaha)
    Era uma nova moda própria que eu inventei. Eu usava também o colete que meu avô usou no dia do casamento dele. Eu adorava aquele colete e usei o quanto pude quando eu era magrelo e ele cabia.
    Uma das coisas dessa moda bizarra eram os meus dois relógios com monstrinhos dentro. nessa época, eu fabricava miniaturas e resolvi inventar uma moda de relógios com miniaturas dentro. Então o relógio só era a carcaça. A máquina eu usava para fazer robôs em miniatura e a caixa era usada para aprisionar o monstrinho.
    Eu gostava de comentar para meus amigos da escola sobre os monstrinhos. Havia todo um ritual de aprisionamento de um gênio em cada um. Usando dois eu tinha tripla proteção. (essa tem que pensar um pouco pra entender)
    O lance é que nesta época eu era discípulo de magia. Fazia coisas que até Deus duvida. Os monstrinhos tinham sua parte nisso.
    Só parei quando finalmente consegui fazer uma merda bem grande e quase me ferrei de verde e amarelo. ( em breve na lista dos casos gump) Aí larguei esse lance de magia. Aquela idéia de me vestir de preto com roupas pintadas ficou para trás. Hoje eu pareço um cara normal.
    Quem só vê a embalagem nem imagina que o miolo ainda tá podre.

  12. Eae philipe
    cara parabens pelas suas historia sao muito beim contadas e sempre tendo um tom hironico quer qual seja o assunto parabens,essa entao foi uma otima historia muito criativo vc.
    obs: ja trabalhei no cartorio nunca foi nada assim la nao so terreno daki mesmo xD
    bom trabalho cara

  13. Rs acho que agora vejo melhor o estresse do homem em dar um presente para a namorada, sei que meu namorado passa um mal tremendo no meu aniversário. O interessante na sua história, é que achou uma solução para aquilo que ela disse simplesmente pq também não sabia o que pedir e não uma solução qualquer e sim uma solução muito criativa. Do meu ponto de vista o presente não foi só legal por ser criativo, mas achei bonito o modo de sua preocupação em querer dar algo que fosse significativo, acho que muito mais importante do que dar algo, é dar algo com carinho, com preocupação, algo escolhido simplesmente para ela.
    Essas pequenas coisas podem fazer uma mulher muito feliz ^^

  14. Cheguei a pensar que fosse coloca-la em um icinerador, mas foi muito original sua idéia e digamos um negócio da china também…conta sobre sua história de mago que quase deu perda total… :wow:

  15. taí uma das coisas q eu nunca acertei foi dar presentes pra namorada
    nem idéia eu tinha rsrsrs
    pô… essa história do sol foi a melhor, parabéns
    muito criativo mesmo!!!!!!!!!!!!

  16. Caraca! Confesso que já faz um tempinho que eu estou aqui lendo suas aventuras, mas essa… não poderia ficar sem um comentário! HAHA
    Achei sua idéia extremamente criativa e achei legal a sua preocupação em dar um presente que realmente agradasse!
    Parabéns aí, não é por nada que casaram, né? HAHAHA
    Beijos, boa sorte com o blog, que é muito bom, e com o casamento… E que venha a Lua! :$

  17. Oi.. philipe… eu gosto muito das suas historias.. mais tenho uma critica, suas histórias são cheias de palavrões… isso dificulta pelo menos pra mim uma leitura mais saudavel :$ . espero que entenda a minha colocação. 🙂

    • Entender eu entendo. Mas… O que é um palavrão?
      O palavrão é uma palavra que convencionou-se considerar de baixo calão. Na verdade elas são vocábulos que pertencem à categoria das gíria e, dentro destas, apresentam cunho chulo, impróprio, ofensivo, rude, obsceno, agressivo ou imoral sob o ponto-de-vista de algumas religiões ou estilos de vida.
      O palavrão é também, marcado pelo tempo. Quer um exemplo? Antigamente termos como “diacho”, “vá para o Inferno” ou “desgraçado” eram extremamente ofensivos pois, numa época muito religiosa, ir ao Inferno ou perder a graça de Deus era terrível. Palavras como coitado (“pessoa que sofreu coito, violência sexual”) e chato (“desagradável como piolho do púbis”) também perderam seu significado pejorativo e impacto ofensivo.
      Se olharmos semanticamente para muita coisa que se considera palavrão, iremos achar graça. Por exemplo: “CARALHO”. Enquanto a maior parte das pessoas imagina que CARALHO seja pênis, na verdade ele é apenas a pequena cesta no alto dos mastros das caravelas.
      Outra expressão curiosa é “Filho da puta”. Chega a ser curioso a compreensão do porque uma prostituta não poderia gerar filhos, uma vez que é mulher.
      Sob este ponto de vista, um filho da puta é tão palavrão quanto um “filho da advogada” ou “Filho da médica”.
      Dentro do contexto de que os palavrões são gírias, que por sua vez, é empregada por jovens e adultos de diferentes classes sociais, observa-se que seu uso cresce entre os meios de comunicação de massa. Trata-se de um fenômeno sociolingüístico cujo uso no meu texto, tem a função de ancorar o mesmo nos moldes da realidade e do tempo do leitor, aproximando-o e inserindo-o.

  18. Que lindo! Namorei durante seis anos um FDP que nunca me deu um presente de aniversário, acredita?! rs
    O máximo que o energúmeno fez, foi me dar um perfume horrível em um Natal e uma bolsa tão, tão, tão grande, que se eu não conseguisse mais pagar o meu aluguel, eu poderia morar nela sem problemas! :*(

  19. Rapaz… não sei nem o que comentar e nem tão pouco posso dizer “só vc mesmo” pois não lhe conheço… mas algo assim eu nunca vi relatos, mas foi inovador e deu tão certo que resultou em casamento… parabéns mais uma vez Philipe, e obg por agora dividir conosco uma passagem de sua vida, que por sinal muito legal este fato, muito interessante e engraçado, diga-se de passagem… euaheuhauhe
    Adorei rsrsrs
    Parabéns Philipe, mais uma bela história de modo que somente você sabe contar!!!

  20. nossa, isso foi a coisa mais romântica e linda que vi alguém fazer para a pessoa amada! Parabéns pelo blog, e parabéns por estar com a pessoa que vc ama 🙂

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