“A vida √© uma caixinha de surpresas”… A continua√ß√£o da saga de Joseph Climber

Eis que ent√£o, como eu vinha contando… Pera, n√£o sabe o que eu estava contando? Comece daqui pra entender. Mas eis que ent√£o, eu estava como se diz popularmente, “no mato sem cachorro“. Eu precisava me mudar, e tinha pouco tempo pra isso, mas antes, era necess√°rio o fundamental, saber “pra onde”. Felizmente, o caminho …

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Minha vida de Joseph Climber: Como eu me ferrei com meu estudio de arte

Ent√£o eu estava super animado, porque finalmente eu tinha o est√ļdio que eu queria, do jeito que eu queria, no lugar que eu nem imaginava que um dia encontraria, cercado de pessoas sensacionais, a come√ßar pelas tr√™s s√≥cias que me acolheram: A Martha a Hel√ī e a Flavia.
Caraca estava dando tudo certo, incr√≠vel isso. At√© comentei com a Nivea: “Ta dando tudo t√£o certo que eu estou com medo, pq o normal comigo n√£o √© isso…”

Azar ou sorte? O dia que perdi dinheiro na porta do banco

S√≥ quem ja achou dinheiro no ch√£o sabe como √© gostoso. Voc√™ olha em volta pra ver se algu√©m deixou cair, e ent√£o, n√£o tem ningu√©m. “Ser√° Deus me presenteando? ” voc√™ talvez pense, j√° contabilizando a bufunfa em seu bolso.¬†
Pois hoje eu estive do outro lado dessa história.

O nazismo da decepção

Um dia eu estava saindo da escola e mudei meu trajeto. Sempre que eu mudava meu trajeto, dava alguma merda, mas por outro lado, era divertido porque eu não sabia bem o que esperar. 
Ent√£o nesse dia…

A menina do √īnibus e o estupro existencial

Hoje acordei cedo. Precisava ir a Icara√≠ para uma consulta m√©dica. Em vez de pegar meu carro, optei por ir de √īnibus, uma vez que o bairro de Niter√≥i tem mais densidade populacional que o Jap√£o, e segundo dizem (verificado in loco) a prefeitura vem apurando seu rendimento com uma m√°quina municipal de rebocar carros como nunca se viu.

Quando minha casa ficou mal assombrada

A sensação que eu já não tinha fazia tempo, de uma presença me olhando voltou com força total. Eu sentia a coisa me olhando no escritório. Vultos da visão periférica começaram a ficar mais e mais comuns. Eu até já estava me acostumando, mas a coisa foi num crescendo.
As portas batiam sem vento, livros caíam da estante do nada, coisas trocavam de lugar. A noite eu ouvia copos se arrastando pela pia. Um dia, um copo explodiu sem razão.
Luzes passaram a acender ou apagar sozinhas, eram coisas que se quebravam e apareciam quebradas misteriosamente.
Parece at√© zoa√ß√£o, mas at√© meu computador come√ßou a agir estranho daquele dia em diante. E o telefone tocava mas n√£o era ningu√©m. Come√ßou logo depois que ela foi la em casa e ficou chamando o velho. O telefone tocava, eu atendia e nada… S√≥ um ru√≠do estranho de fundo. No inicio achei que era trote, mas depois comecei a desconfiar que aquela porra tinha rela√ß√£o. √†s vezes tocava, eu ia atender e parava.
Foi quando come√ßaram os vultos mais densos. Primeiro no corredor, onde ela beijou as paredes, e depois no banheiro, no quarto e na √°rea de servi√ßo. Era vulto toda hora. Eu comecei a ficar com caga√ßo de ficar sozinho naquele apartamento. E o pior √© que eu ficava porque a Nivea come√ßou a dar aulas na p√≥s gradua√ß√£o e viajava nos finais de semana. Eu ficava muito tempo sozinho em casa e a√≠ o fantasma fazia a festa. Havia um lugar atr√°s da parede da cozinha, que era tipo um por√£o. Uma portinha pequena, de um metro, onde ficava o botij√£o de g√°s. Era um espa√ßo pequeno, apertado, comprido. E l√° no fundo tinham umas caixas, com coisas do velho (umas revistas, umas caixas, ferramentas). Eu mudei √†s pressas e nunca tinha jogado nada daquilo fora, porque eu n√£o curtia entrar naquela porra l√°, talvez porque mais parecia um t√ļmulo.
E in√ļmeras vezes ouvi barulhos vindo de l√°, como se algu√©m estivesse ali dentro cochichando. Volta e meia aquela portinha dava uma sonora porrada. O espa√ßo era fechado, sem janelas, n√£o tinha como aquela porta bater, at√© porque ela era meio emperrada, porque a madeira estufou com as lavagens da cozinha. Aquilo era algo que me dava um medo da porra, porque eu sabia que n√£o era natural.
A√≠ a casa come√ßou a dar umas coisas estranhas, tipo ela esquentava, esfriava…

Exposição de 93

Dava para sentir o alvoroço nas pessoas da minha idade, que começava na parte da tarde e ia gradualmente aumentando, aumentando, até que chegava ao clímax mais ou menos à meia-noite.
Eu devia ter por a√≠ uns dezessete anos e estava tomando banho na casa da minha av√≥. O Klaucinho, meu primo e companheiro das baladas, j√° tinha se arrumado e tomado o seu cl√°ssico banho de perfume, muito provavelmente um Azzaro falsificado do Paraguai, mas tamb√©m podia ser qualquer um da cole√ß√£o de perfumes do meu av√ī, que adorava um perfume, embora n√£o tivesse olfato.
Sei que soa estranho algu√©m que n√£o tenha olfato colecionar perfumes. Meu av√ī foi perdendo o olfato gradualmente e chegava a passar perfume no nariz para tentar sentir um “cheirinho”.

Já eram quase nove e meia da noite quando finalmente saímos. Nosso destino: A Exposição Agropecuária de Paraíba do Sul.

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