Aventuras

Minha vida de Joseph Climber: Como eu me ferrei com meu estudio de arte

Então eu estava super animado, porque finalmente eu tinha o estúdio que eu queria, do jeito que eu queria, no lugar que eu nem imaginava que um dia encontraria, cercado de pessoas sensacionais, a começar pelas três sócias que me acolheram: A Martha a Helô e a Flavia.
Caraca estava dando tudo certo, incrível isso. Até comentei com a Nivea: “Ta dando tudo tão certo que eu estou com medo, pq o normal comigo não é isso…”

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O nazismo da decepção

Um dia eu estava saindo da escola e mudei meu trajeto. Sempre que eu mudava meu trajeto, dava alguma merda, mas por outro lado, era divertido porque eu não sabia bem o que esperar. 
Então nesse dia…

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Aventuras

A menina do ônibus e o estupro existencial

Hoje acordei cedo. Precisava ir a Icaraí para uma consulta médica. Em vez de pegar meu carro, optei por ir de ônibus, uma vez que o bairro de Niterói tem mais densidade populacional que o Japão, e segundo dizem (verificado in loco) a prefeitura vem apurando seu rendimento com uma máquina municipal de rebocar carros como nunca se viu.

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Aventuras

Quando minha casa ficou mal assombrada

A sensação que eu já não tinha fazia tempo, de uma presença me olhando voltou com força total. Eu sentia a coisa me olhando no escritório. Vultos da visão periférica começaram a ficar mais e mais comuns. Eu até já estava me acostumando, mas a coisa foi num crescendo.
As portas batiam sem vento, livros caíam da estante do nada, coisas trocavam de lugar. A noite eu ouvia copos se arrastando pela pia. Um dia, um copo explodiu sem razão.
Luzes passaram a acender ou apagar sozinhas, eram coisas que se quebravam e apareciam quebradas misteriosamente.
Parece até zoação, mas até meu computador começou a agir estranho daquele dia em diante. E o telefone tocava mas não era ninguém. Começou logo depois que ela foi la em casa e ficou chamando o velho. O telefone tocava, eu atendia e nada… Só um ruído estranho de fundo. No inicio achei que era trote, mas depois comecei a desconfiar que aquela porra tinha relação. às vezes tocava, eu ia atender e parava.
Foi quando começaram os vultos mais densos. Primeiro no corredor, onde ela beijou as paredes, e depois no banheiro, no quarto e na área de serviço. Era vulto toda hora. Eu comecei a ficar com cagaço de ficar sozinho naquele apartamento. E o pior é que eu ficava porque a Nivea começou a dar aulas na pós graduação e viajava nos finais de semana. Eu ficava muito tempo sozinho em casa e aí o fantasma fazia a festa. Havia um lugar atrás da parede da cozinha, que era tipo um porão. Uma portinha pequena, de um metro, onde ficava o botijão de gás. Era um espaço pequeno, apertado, comprido. E lá no fundo tinham umas caixas, com coisas do velho (umas revistas, umas caixas, ferramentas). Eu mudei às pressas e nunca tinha jogado nada daquilo fora, porque eu não curtia entrar naquela porra lá, talvez porque mais parecia um túmulo.
E inúmeras vezes ouvi barulhos vindo de lá, como se alguém estivesse ali dentro cochichando. Volta e meia aquela portinha dava uma sonora porrada. O espaço era fechado, sem janelas, não tinha como aquela porta bater, até porque ela era meio emperrada, porque a madeira estufou com as lavagens da cozinha. Aquilo era algo que me dava um medo da porra, porque eu sabia que não era natural.
Aí a casa começou a dar umas coisas estranhas, tipo ela esquentava, esfriava…

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