5 Bizarros desaparecimentos

Uma das coisas que mais me intrigam são os casos de pessoas que simplesmente evaporam no ar sem qualquer explicação plausível para seu sumiço. Há casos, evidentemente em que as pessoas se colocam em situações de estresse e sofrimento tão profundo que acabam encontrando como única saída “ir embora para nunca mais voltar”. Há também os que optam por cometer o pior dos crimes, o atentado contra a própria vida chamado suicídio. Outras estão envolvidas em quadrilhas, em grupos políticos e esquemas que podem fazer uma pessoa desaparecer, como na máfia ou em ditaduras.

Mas não me refiro a estes casos, embora eu concorde que muitos desaparecimentos podem estar relacionados a esses fatores. Mas há casos esquisitíssimos onde pessoas simplesmente sumiram sem qualquer indício de que tivessem algum problema. Para onde terão ido essas pessoas?

Dentro dessa pergunta, que deve ser das piores situações pra uma família viver, devem estar os sequestros. Mas ainda assim, são muitas as pessoas que somem no mundo diariamente. Seriam esses casos sequestros? Mas se fossem, para onde essas pessoas estão indo? Ainda pior é tentar imaginar o perfil do sequestrador.

Não raro, diante de tais circunstâncias inexplicáveis facilmente muitas vezes as especulações passam a incluir ideias como abduções por aliens, tráfico de órgãos, arrebatamento e até mesmo viagem interdimensional. Será? Não sei. O que eu sei é que há muitos casos estranhos de pessoas que sumiram. Neste post veremos algumas delas.

1- Indiozinhos: Uma história muito bizarra

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Já ouvi muitos “causos” na vida, mas um dos mais esquisitos foi contado em duas entrevistas que vi pelo famoso e respeitado indigenista Orlando Villas Boas. ele contou o mesmo caso em detalhes no Roda Viva e numa entrevista ao Roberto Dávila – Essa muito boa, mas que nunca mais encontrei.

Ele conta que num período que morou no Xingu com os índios, vivenciou esta história estranhíssima.

É uma história sobre duas crianças que desapareceram no Xingu, uma com sete anos e outra com nove.

Elas estavam com o pai, que estava com uma peneira, pegando peixinho e pondo em um caldeirãozinho de uma das meninas, que era a mais velha. E o pai entrava na lagoa, mas não deixava as filhas entrarem, porque ali tinha muita arraia. Aí uma hora ele voltou e não viu mais as crianças.

Gritou, e as crianças não responderam. E ele ficou aflito, correu para a aldeia, voltou com quarenta índios e começaram a procurar as crianças. Primeiro dia, segundo, terceiro dia, e no quarto dia de buscas havia mais ou menos uns duzentos índios procurando as duas crianças.

O posto onde Orlando estava, era do outro lado do rio; eles tinham um avião teco-teco. O avião permitia uma busca aérea de três a quatro minutos. Os índios foram avisar os sertanistas, e eles mandaram para lá o piloto. Eles constaram e verificaram que as crianças tinham desaparecido.

E os pajés começaram a chegar, reuniram 12 pajés num rancho enorme, fumando, entrando em transe, rolando pelo chão.

Uns diziam que as crianças estavam mortas, outros diziam que elas tinham fugido, e aquela coisa toda. Foi quando Orlando aconselhou ao pai da criança que chamasse um índio chamado Tacumã, que era o grande pajé do Xingu. E o Tacumã foi com quatro assistentes. O pai das crianças ficou apavorado, porque o Tacumã era um “índio caro”. Mas Orlando o acalmou dizendo que ele ajudaria a pagar o Tacumã com espécies e coisas.

O tal Tacumã entrou na dança dos pajés. No primeiro dia em que ele entrou em transe, ele gritou que as crianças iam aparecer na roça no período da tarde, mas nada disso aconteceu. Foram mais de quinhentos índios para a roça, e voltaram numa frustração incrível, porque as crianças não tinham aparecido.

Houve um certo riso por parte dos primeiros pajés, que não queriam aceitar o Tacumã, e aceitaram por causa da insistência de Orlando. Graças ao certo ar de riso dos demais pajés, o Tacumã ficou aborrecido e quis ir embora.

Orlando conta que já considerava as crianças mortas. Tantos dias na floresta e sem comida nem abrigo seriam inviáveis até para índios experientes. Orlando apostava na morte das duas porque ele já tinha composto uma expedição com oito índios, Juruna, Caiabi e Txucarramãe, em busca das meninas e notou que os índios foram longe demais no rastro das crianças.  Depois eles constataram de teco-teco, que os índios haviam percorrido mais de cem km na busca.

Os índios da busca eram diretos: “Lá não tem sinal de criança nenhuma, nem de rastro de gente”.

Assim, Orlando perdeu a esperança e passou a aceitar que as crianças estavam realmente perdidas. Mas mesmo assim, diante da tragédia grega que se desenhava, com as índias rolando no chão e forçando o vômito, ele insistiu com o Tacumã, até porque, experiente, Orlando temia que o conflito produzisse uma rixa entre as aldeias.

O Tacumã era um índio da nação Camaiurá, e o índio pai das crianças desaparecidas era Kalapalo. Estavam junto com os Matipu, com os Nafuquá, com Aipatse e com o Kuikuro, que eram parentes. Orlando convenceu Tacumã a ficar mais um dia, e ele ficou. E, nesse dia, ele começou a fumar de madrugada, e quando chegou dez horas da manhã… Estava loucaço.

Ele fumava uma folha de caité com fumo nativo. E eles entraram em transe, caíram, rolaram, e aí o Tacumã começou a gritar que fechassem a aldeia, que não deixassem ninguém fora. Todas as casas deveriam ser fechadas. Só aquela em que estavam os pajés é que ficaria aberta. Era uma casa enorme.

O índio começou a gritar e chorar, gritar, gritar, e disse que as crianças, ao meio-dia, iam entrar na casa. E quando foi meio-dia…

as duas crianças entraram na casa.

Orlando conta que aquilo o assombrou de modo indelével e que ele nunca encontrou explicação. O piloto, que estava com o teco-teco em uma linha reta até a aldeia – era um velho muito sistemático… E ele estava lá, lendo, e quando ele viu aquela balbúrdia, aquela gritaria na aldeia, as portas se abriam e os índios saíram todos correndo pelo pátio. temendo que fosse um início de guerra, o piloto correu para lá, pegou as duas crianças e trouxe para casa.

As duas crianças haviam simplesmente entrado na aldeia, vindos da floresta. Não se lembravam de nada além de terem dito que estavam na floresta e que havia chovido muito (o que era estranho, já que no período todo do desaparecimento não havia chovido na área) e eles estavam com frio. Então, um enorme animal com grandes chifres, que pela descrição seria um alce (o que é duplamente estranho já que este animal pertence ao hemisfério norte da América), parou sobre eles e seu chifre funcionou como um guarda-chuva. As crianças não tinham uma memória clara sobre o que havia se passado e tudo que elas informavam indicavam um efeito de missing time, que é conhecido na ufologia, quando a percepção de tempo do que desapareceu, ao retornar é discrepante em relação ao tempo no local do desaparecimento. fonte

2- O sumiço bizarro de Brandon Swanson

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Brandon Swanson tinha 19 anos e estava voltando para sua cidade natal de Marshall, Minnesota, na noite de 14 de maio de 2008, quando, enquanto dirigia numa estrada de terra, ele bateu seu carro em uma vala. Brandon ligou para seus pais pelo celular e pediu-lhes para vir buscá-lo. Eles foram à procura de Brandon, mas não conseguiram encontrá-lo.

O pai de Brandon telefonou para ele, e Brandon atendeu. Brandon disse que iria tentar seguir a pé em direção à cidade vizinha de Lynd. No  meio de sua conversa com seu pai, Brandon emitiu um estranho suspiro e a ligação foi cortada abruptamente.

Achando aquilo muito estranho, o pai de Brandon tentou ligar para ele novamente, mas não conseguiu. Ele ligou insistentemente mas ele nunca mais atendeu.  Depois que a polícia foi notificada, eles encontraram o carro de Brandon, mas não foram capazes de localizá-lo, ou mesmo seu telefone celular. Uma hipótese levantada nas investigações  é que ele poderia ter acidentalmente tropeçado em um rio próximo e se afogou, mas em todas as áreas potenciais pesquisadas não havia nenhum traço de seu corpo. Ninguém sabe o que motivou Brandon a suspirar durante o telefonema, e aquela foi a última vez que alguém falou com ele.

3- O desaparecimento do pai do cinema

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Louis Le Prince foi um inventor francês que se tornou conhecido por ter feito as primeiras imagens em movimento do mundo em filme. Estranhamente, “O Pai de Cinematografia” também é conhecido po9r ser o pivô de um misteriosíssimo caso de desaparecimento. Um dos mais intrigantes desaparecimentos da história, aliás.O sumiço do cara se deu em 16 de setembro de 1890, quando Le Prince foi visitar seu irmão em Dijon, na França antes de embarcar em um trem para Paris. Quando o trem chegou ao seu destino, cade o maluco?

Le Prince tinha desaparecido completamente.

Durante a investigação, apurou-se que a última vez que alguém viu Le Prince, ele estava entrando em sua cabine depois de ter verificado a sua bagagem em um compartimento separado. Nem Le Prince nem sua bagagem nunca mais foram vistos. Não houve sinais de roubo, violência, ou qualquer coisa suspeita durante a viagem. Curiosamente,  ninguém se lembrava de ver Le Prince de fora de sua cabine.

As janelas da cabine estavam trancadas por dentro, de modo que isso sugeriu que ele não havia pulado para fora do trem, além do que, o suicídio parecia ser uma opção pouco provável uma vez que Le Prince estava planejando viajar para a América para obter patentes para os seus inventos. Curiosamente, uma vez que Le Prince sumiu e foi incapaz de obter essas patentes, Thomas Edison levou o crédito pela invenção do cinema. Quanto Le Prince, seu destino final ainda permanece um mistério até hoje.

4- O caso Barbara Bolick:  Um sumiço nas montanhas

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Em 18 de julho de 2007, Barbara Bolick, uma mulher de 55 anos de idade, natural de Corvallis, Montana, estava fazendo uma caminhada nas montanhas com seu amigo, Jim Ramaker, que tinha vindo da Califórinia para a visitar. Os dois estavam indo em direção a Bear Creek Overlook quando Jim parou para dar ma olhada na vista do alto da montanha. Jim conta que neste momento estava entre seis e nove metros de Barbara, que vinha atrás dele. Assim que Jim se virou para falar com a amiga… Cadê?

Ela tinha desaparecido completamente.

Desesperado, Jim procurou, berrou, berrou, andou pelo mato na área. Nada. Nem sinal dela. Depois que as autoridades foram notificadas, uma extensa pesquisa da área foi realizada incluindo cães treinados. Não apareceu nenhum vestígio de Bárbara.

O mais louco, é que para qualquer um, a história de Jim Ramaker soa bastante inacreditável. No entanto, ele foi tão cooperativo com as autoridades e passou por tantos investigadores contando a história sem nunca reatear, que a polícia não o considerou suspeito de ter feito qualquer coisa com ela. Segundo a polícia, parecia muito pouco provável que uma pessoa culpada tentasse inventar uma história tão inverossímil quanto a de que ela “simplesmente desaparecer no ar”.

O caso foi investigado exaustivamente por seis anos e as autoridades não encontraram qualquer vestígio de crime ou qualquer dica do que pode ter acontecido com Barbara Bolick naquele dia. Num minuto ela estava lá e no outro… Puf! Sumiu para nunca mais voltar.

5- Brian Shaffer: Como alguém some diante de câmeras?

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Um outro caso super Gump de desaparecimento se deu com um sujeito chamado Brian Shaffer, que tinha 27 anos e era estudante de medicina na Universidade Estadual de Ohio. Shafer tinha ido a um bar chamado Ugly Tuna Saloona na noite de 02 abril de 2006.

Entre 01:30 da manhã e 2h, ele desapareceu misteriosamente.

Shaffer tinha bebido muito naquela noite e, depois de falar com uma amiga em seu telefone celular, foi visto pela última vez falando com duas mulheres jovens no bar. No entanto, ninguém que estava no bar lembra de ter visto Shaffer depois disso. O cara simplesmente evaporou.

Ele poderia ter sido raptado? É possível, mas o problema é justamente como Brian saiu do bar. O pub tinha um eficiente sistema de monitoramento por câmeras, que inclusive mostraram claramente ele chegar, mas não há absolutamente nenhuma filmagem dele saindo do estabelecimento. Como isso é possível? Ninguém sabe.  Nenhum de seus amigos ou família acreditava que ele desaparecera por conta própria. Amigos sabiam que ele andava meio chateado com a morte de sua mãe três semanas antes, mas por outro lado, ele estava indo bem nos estudos e tinha feito planos de sair de férias com sua namorada. Se Brian foi raptado ou assassinado, como é que o autor do crime conseguiu tirar o cara do bar diante de diversas testemunhas mais as câmeras de segurança sem ser visto?

Vou ficando por aqui. Há muitos outros casos misteriosos e esquisitos de pessoas que desaparecem sem deixar vestígios (como o dessa familia inteira). Mas esses cinco casos já me parecem bastante estranhos, né?

 

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24 comentários em “5 Bizarros desaparecimentos”

  1. O caso dos Indiozinhos é mega-gump mesmo, até arrepiou.
    Para os outros parece haver explicação, tirando o cara que tava com o pai no telefone que foi bem estranho mesmo, este ultimo entrou no bar e bem pode ter saído com outra roupa ou um disfarce, duvido que a policia tenha apurado todos que entraram e saíram, aposto que saiu alguém que não entrou e bingo, era o cara travestido, sei lá. O da mulher parece bem suspeito que o cara a tenha matado até sem querer, vai saber, e inventou essa historia maluca e acabou impune.
    O caso mais safado é o do cara do trem, todos sabem que esse Thomas Edison era safadinho mesmo, o filha da mãe levou o credito por muitas invenções que não eram dele, chupador das ideias de Tesla. Bem pode ele ter armado alguma pro coitado do Louis Le Prince pra ficar com os créditos do cara também, não duvido. E se o Nick Tesla recebia informações tecnológicas de uma raça superior, bem que o Thomas podia também ser patrocinado por uma raça inimiga da de Tesla, também não duvido não!

  2. Esse post me lembrou o desaparecimento de Joyce Carol Vincent (1965 – 2003) que é uma história que por si só vale um post. A história
    dela é contada no documentário Dreams of a Life. O desaparecimento dela não foi notado por amigos, vizinhos nem familiares por mais de dois anos até que seu corpo foi encontrado num apartamento já em avançado estado de decomposição em meio a presentes de natal que nunca foram entregues e diante de um aparelho de tv que ainda estava ligado a mais de 2 anos.
    O mais bizarro é que ela não era uma mulher idosa, solitária e isolada. Era uma pessoa cheia de amigos e com uma vida agitada que de repente desapareceu. É uma história triste. Faz parecer que hoje em dia é fácil desaparecer sem ser notado.

    • Eu vi essa história e realmente fiquei impressionado como ninguém foi procurar no apartamento dela. O que não me sai da cabeça é como uma televisão fica ligada esse tempo todo. A empresa que fornece energia não corta por falta de pagamento?

      • No caso dela, se não me engano, não cortaram porque ela vivia sob abrigo e parece que o governo pagava as contas dela tipo no automático. Ela vivia fugida de um ex violento, se não me engano.

      • É! Até por que, é meio impossível de não ter havido nenhuma queda de energia nesse tempo todo, e como se sabe os aparelhos de televisão não se religam sozinhos a não ser que tenham sido programados para isso, exetos os aparelhos mais modernos, que me parece não ser ocaso desse aí

  3. Essa matéria me lembrou um caso muito famoso aqui do Rio Grande do Sul, de uma idosa que sumiu sem deixar vestígios em uma romaria a Aparecida – SP, em 2012. Ela simplesmente evaporou! Imaginem só, três anos e nada… ( http://www.jornalnh.com.br/_conteudo/2014/10/noticias/regiao/95313-dois-anos-apos-familia-espera-pela-volta-de-beatriz-winck.html)

  4. Nossa muito tenso o caso das indiazinhas e o caso da mulher da floresta. Deve ser horrível para os familiares ter algm desaparecido, tipo vc não sabe se morreu, se tah num universo paralelo, se foi abduzido, se virou escravo sexual.. eu hein coisa horrivel.

  5. Minha mãe conta a história de uma mulher que trabalhava na casa de uma família, não sei se em NIterói ou outra cidade do RJ, que ia embora pq já era cinco da tarde. Ela disse pra todo mundo da família que só ia no banheiro antes, deu cinco minutos, dez, meia hora e nada na mulher sair daquele banheirinho de empregada, que só tinha uma janelinha basculante. Chegaram lá e a porta do banheiro estava aberta, e nada da moça. ELa não saiu pela porta pq estava todo mundo na sala, e não havia outra saída do apartamento. A mulher sumiu, não voltou pra casa, nem pra trabalhar no dia seguinte e nunca mais foi vista.

  6. Sempre me questionei sobre desaparecimentos, a quantidade de pessoas que somem é muito grande. No começo achava que poderia ser tráfico de órgãos ou de pessoas, mas de uns tempos pra cá acho que Serial Killers também contribuem muito para a estatística, eu acho que poucos são pegos e devem ter muitos por aí cometendo crimes sem ninguém ter ideia. Agora realmente esses casos que você listou é outro nível de desaparecimento.

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