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Nossa, o meu dia hoje foi punk, meu. Nem deu pra postar nada. Só consegui ver o email depois das sete da noite. Tô com dois trabalhos para entregar e isso me atrapalhou a postar hoje. Mas a boa notícia é que avançamos com o roteiro do Zumbi. Montei um grupo de trabalho com o meu irmão e o Rafael (também conhecido como Gus). Eu queria que o Rafa fizesse uma participação zumbiesca no filme, mas tenho medo de misturar as estações com o “Relato”. Então eu ainda nem comentei isso com ele. Mas está sendo muito proveitosa nossa interação. O papo é muito louco e parece conversa de psicopata. Tipo:

-Como vai ser a machadada na cabeça?
-Eu quero que seja em câmera lenta, com o machado afundando o crânio, enquanto uma série de fissuras estouram e vemos sair aquele creme gosmento, do tipo que sai da barata quando a gente esmaga.
-Noooooossa!
-E então voa aquela coisa, tipo uma gema de ovo, sabe? Um colóide, que se espalha em filamentos pelo ar. Simultaneamente o morto solta uma golfada de sangue preto antes de cair com a porrada.
-E se o olho sair pra fora?
-Sei não. Talvez fique engraçado. Mas eu queria que fosse nojento e macabro, não engraçado.

Ainda temos muita coisa para discutir no roteiro do curta. Ele esta sendo pensado em vários níveis, porque dessa vez não é só um conto. O papel aceita tudo. O papel é o melhor amigo do maluco. O foda é fazer, então eu tenho que ir bolando o curta tendo em mente que á uma chance grande de eu não ganhar este concurso aí, porque a despeito da audiência daqui (no mês passado, chegamos a audiência recorde de um milhão de acessos) não cheguei nem aos mil votos lá. Então eu já contemplo a chance real de não ganhar, mas agora ferrou! Já era! Essa febre de fazer meu próprio filme de zumbi se tornou uma obsessão de cara e não sei se me livrarei dessa vontade macabra se não for tentando.

Então em todos os momentos de ócio, meus miolos já estão trabalhando no filme. Enquanto eu tomava banho, tive uma ideia doida de misturar uns componentes químicos que eu tenho aqui e algumas cargas para fazer uma “pele”. Se isso der certo, e eu tenho esperança que dará, mas ainda não testei, terei um material que se assemelha bastante ao silicone de maquiagem, mas com uma fração do custo (e zero durabilidade, mas isso não me parece problema num zumbi que morre de machadada) e com uma consistência perfeita para fazer “carne”.
Tenho pensado nisso porque eu percebi que para algumas cenas, sobretudo de câmera lenta, como a da machadada, não adianta apenas fazer uma maquiagem “Ok”, já que borracha é borracha. Eu quero algo que reaja fisicamente como uma pele, e que a gente possa ver a coisa sendo rasgada, as camadas de gordura e tripas, cada coisa com sua consistência volume e textura próprios. Eu não sei se vai funcionar, mas a parte legal é: Eu tenho tudo aqui. Não preciso gastar uma fábula para testar isso e se der, eu vou fazer uns testes em video amanhã.

Também estou discutindo aqui em que tipo de locação da pra fazer as cenas com menos problemas, mas sem sacrificar a qualidade. Também quero fazer (não sei quando dará) um teste misturando maquiagem real e maquiagem em CGI. Mas isso já é mais complicado, porque vai envolver alguma composição e tracking.
Bom amanhã eu posto o teste da ferida. Se der errado eu posto assim mesmo.

Como trata-se do mesmo apocalipse de Walking Dead, não quero que a maquiagem fique discrepante. Não sei vai ficar bom, mas eu vou levar isso a sério em respeito aos zumbis.

Trabalhando no filme do zumbi

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Nossa, o meu dia hoje foi punk, meu. Nem deu pra postar nada. Só consegui ver o email depois das sete da noite. Tô com dois trabalhos para entregar e isso me atrapalhou a postar hoje. Mas a boa notícia é que avançamos com o roteiro do Zumbi. Montei um grupo de trabalho com o meu irmão e o Rafael (também conhecido como Gus). Eu queria que o Rafa fizesse uma participação zumbiesca no filme, mas tenho medo de misturar as estações com o “Relato”. Então eu ainda nem comentei isso com ele. Mas está sendo muito proveitosa nossa interação. O papo é muito louco e parece conversa de psicopata. Tipo:

-Como vai ser a machadada na cabeça?
-Eu quero que seja em câmera lenta, com o machado afundando o crânio, enquanto uma série de fissuras estouram e vemos sair aquele creme gosmento, do tipo que sai da barata quando a gente esmaga.
-Noooooossa!
-E então voa aquela coisa, tipo uma gema de ovo, sabe? Um colóide, que se espalha em filamentos pelo ar. Simultaneamente o morto solta uma golfada de sangue preto antes de cair com a porrada.
-E se o olho sair pra fora?
-Sei não. Talvez fique engraçado. Mas eu queria que fosse nojento e macabro, não engraçado.

Ainda temos muita coisa para discutir no roteiro do curta. Ele esta sendo pensado em vários níveis, porque dessa vez não é só um conto. O papel aceita tudo. O papel é o melhor amigo do maluco. O foda é fazer, então eu tenho que ir bolando o curta tendo em mente que á uma chance grande de eu não ganhar este concurso aí, porque a despeito da audiência daqui (no mês passado, chegamos a audiência recorde de um milhão de acessos) não cheguei nem aos mil votos lá. Então eu já contemplo a chance real de não ganhar, mas agora ferrou! Já era! Essa febre de fazer meu próprio filme de zumbi se tornou uma obsessão de cara e não sei se me livrarei dessa vontade macabra se não for tentando.

Então em todos os momentos de ócio, meus miolos já estão trabalhando no filme. Enquanto eu tomava banho, tive uma ideia doida de misturar uns componentes químicos que eu tenho aqui e algumas cargas para fazer uma “pele”. Se isso der certo, e eu tenho esperança que dará, mas ainda não testei, terei um material que se assemelha bastante ao silicone de maquiagem, mas com uma fração do custo (e zero durabilidade, mas isso não me parece problema num zumbi que morre de machadada) e com uma consistência perfeita para fazer “carne”.
Tenho pensado nisso porque eu percebi que para algumas cenas, sobretudo de câmera lenta, como a da machadada, não adianta apenas fazer uma maquiagem “Ok”, já que borracha é borracha. Eu quero algo que reaja fisicamente como uma pele, e que a gente possa ver a coisa sendo rasgada, as camadas de gordura e tripas, cada coisa com sua consistência volume e textura próprios. Eu não sei se vai funcionar, mas a parte legal é: Eu tenho tudo aqui. Não preciso gastar uma fábula para testar isso e se der, eu vou fazer uns testes em video amanhã.

Também estou discutindo aqui em que tipo de locação da pra fazer as cenas com menos problemas, mas sem sacrificar a qualidade. Também quero fazer (não sei quando dará) um teste misturando maquiagem real e maquiagem em CGI. Mas isso já é mais complicado, porque vai envolver alguma composição e tracking.
Bom amanhã eu posto o teste da ferida. Se der errado eu posto assim mesmo.

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Com 15 anos de sangue suor e lágrimas, eu me esforcei para fazer um dos blogs mais antigos e legais do Brasil. Mis de 5000 artigos, mais de 100.000 comentários, mais de 20 livros, canal, programa de rádio, esculturas... Manter isso, você pode imaginar, não é barato. Talvez você considere me apoiar no Patreon e ajudar o Mundo Gump a não sair do ar.
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