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Tecnologia

Robô aranha

Escrito por Philipe Kling David · 6 Minutos de leitura >

[box type=”shadow”]Automatonofobia = aversão mórbida irracional, desproporcional persistente e repugnante dos bonecos, dos robôs, dos ventríloquos, das estátuas de cera, das criaturas animadas, tudo o que represente um ser vivo.[/box]

[box type=”shadow”]Aracnofobia = aversão e medo mórbido irracional, desproporcional e persistente de aranha.[/box]

Some um Automatonofobia com aracnofobia e você vai poder imaginar o mal que poderá assolar o mundo nos anos a porvir. Isso porque a cada dia novos robôs cheios de perninhas vão surgindo e se aperfeiçoando. Olha só isso e tente não conter sua vontade de berrar “cruzes” aos 50 segundos!

Este incrível robô hexápode pode ser comprado aqui por cerca de 1.199 dólares.

Alguns robôs chegam a uma incrível similaridade com os aracnídeos, como este aqui, que tem até uma forma pós-moderna de mandíbula e abdômen.

A ideia de robôs que imitam insetos surgiu recentemente. Desde que o ser humano começou a criar autômatos, os pais da robótica moderna, o sonho do engenho humano era produzir uma replica humana perfeita, capaz de agir e se mover como um humano. Isso levou quase um século para se tornar uma realidade, e só se tornou possível graças a capacidade da miniaturização dos circuitos e o avanço sem precedentes na tecnologia da motorização, com o advento do motor de passo e a invenção do transistor.

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A História dos Robôs

A ideia de pessoas artificiais data de épocas como a da lenda de Cadmus, que semeou os dentes de um dragão que se transformaram em soldados, e do mito do Pigmalião, no qual a estátua de Galatéia se torna viva. Na mitologia clássica, o deus deformado da metalurgia (Vulcano ou Hefesto) criou serventes mecânicos, variando de serventes douradas inteligentes a mesas utilitárias de três pernas que poderiam se mover por força própria. As lendas Judias se referem ao Golem, uma estátua de argila animada através de mágica Cabalística. Similarmente, o Younger Edda, da Mitologia escandinava conta que um gigante de argila, Mökkurkálfi ou Mistcalf, foi construído para auxiliar o troll Hrungnir em um duelo com Thor, o Deus do Trovão.
O escritor checo Karel ?apek introduziu a palavra “Robô” em sua peça “R.U.R” (Rossum’s Universal Robots), encenada em 1921. O termo “robô” realmente não foi criado por Karel ?apek, mas por seu irmão Josef, outro respeitado escritor checo. O termo “Robô” vem da palavra checa “robota”, que significa “trabalho forçado”. Dentre as idéias mais antigas que se conhecem sobre dispositivos automáticos, ou autômatos, data de 350 A.C., a criada pelo matemático grego Arquitas de Tarento, amigo de Platão. Ele criou um pássaro de madeira que batizou de “O Pombo”. O pássaro era propulsionado por vapor e jatos de ar comprimido tendo, para muitos, mais méritos de ter sido a primeira máquina a vapor do que a inventada por James Watt.
O primeiro projeto documentado de um autômato humanoide foi feito por Leonardo da Vinci por volta do ano de 1495. As notas de Da Vinci, redescobertas nos anos 50, continham desenhos detalhados de um cavaleiro mecânico que era aparentemente capaz de sentar-se, mexer seus braços, mover sua cabeça e o maxilar. O projeto foi baseado em sua pesquisa anatômica documentada no Homem Vitruviano. Não é conhecido se ele tentou ou não construir o mecanismo

Datado do ano 1490, um estudo das proporções humanas baseado no tratado recém-redescoberto do arquiteto romano Vitruvius. Leonardo debruçou-se sobre o que foi chamado o Homem Vitruviano, o que acabou se tornando um dos seus trabalhos mais famosos e um símbolo do espírito renascentista. O desenho reproduz a anatomia humana conduzindo eventualmente ao desígnio do primeiro robô conhecido na história que veio a ser chamado de O Robô de Leonardo.

O primeiro autômato funcional foi criado em 1738 por Jacques de Vaucanson, que fez um andróide que tocava flauta, assim como um pato mecânico que comia e defecava. A história “The Sandman” de E.T.A. Hoffmann traz uma mulher mecânica semelhante a uma boneca, e “Steam Man of the Prairies”, de Edward S. Ellis (1865) expressa a fascinação americana com a industrialização. Uma onda de histórias sobre autômatos humanoides culminou com a obra “Electric Man” (Homem Elétrico), de Luis Senarens (1885).
Uma vez que a tecnologia avançou a ponto de as pessoas preverem o uso das criaturas mecânicas como força de trabalho, as respostas literárias ao conceito dos autômatos (robôs) refletiu o medo dos seres humanos, de serem substituídos por suas próprias criações. Frankenstein (1818), de Mary Shelley, muitas vezes considerado o primeiro romance de ficção científica, se tornou sinônimo deste tema. Quando a peça de ?apek RUR (1921) introduziu o conceito de uma linha de montagem que utilizava robôs para tentar construir mais robôs, o tema recebeu uma conotação econômica e filosófica, posteriormente propagada pelo filme clássico de Fritz Lang Metropolis (1927). Porém, na década de 1940, o engenheiro químico Isaac Asimov começou a escrever diversas obras sobre robôs domésticos educados e fieis ao ser humano, onde grande parte do temor do domínio das máquinas (mecânicas) foi afastado parcialmente. Mas, os populares Blade Runner (1982) e The Terminator (1984) são ícones deste temor. No século XXI, com os robôs se tornando mais reais e perspectiva do surgimento de robôs inteligentes, uma melhor compreensão das interações entre os robôs e o homens é abordada em filmes modernos como A.I. (2001) de Spielberg e Eu, Robô (2004) de Proyas.
Muitos consideram o primeiro robô, segundo as definições modernas, como sendo o barco teleoperado, similar a um ROV moderno, inventado por Nikola Tesla e demonstrado em uma exibição no ano de 1898 no Madison Square Garden. Baseado em sua patente 613 809 para o “teleautomation”, Tesla desejava desenvolver o “torpedo sem fio” para se tornar um sistema de armas para a marinha estadunidense.
Nos anos 30, a Westinghouse fez um robô humanóide conhecido como Elektro. Ele foi exibido no World’s Fair de 1939 e 1940.
O primeiro robô autônomo eletrônico foi criado por Grey Walter na Universidade de Bristol, na Inglaterra, no ano de 1948.  fonte [/box]

Posteriormente aos robôs humanóides, que eram muito mais inspirados na ficção do que nas questões científicas, outros tipos de robôs surgiram, como :

  • Manipuladores ou braços robóticos;
  • Móveis com rodas;
  • Móveis com pernas;
  • Humanóides

 

Os robôs hexapodes, que significa “seis pernas” surgiram quando os pesquisadores de robótica perceberam que os robôs mais eficientes do nosso planeta são insetos. Os insetos são seres vivos, é verdade, mas se pararmos para pensar, seu funcionamento, e esqueleto externo, sua logica de comportamento, movimentos e etc pareciam suficientemente adequados e também simples o bastante para serem aplicados em maquinas. Baixando bastante o patamar do desafio, fazer um robô inseto era especialmente mais fácil do que tentar de cara construir um robô baseado nas complexas características humanas.

Andar sobre duas pernas envolvia uma complexidade incrível, atuadores, sensores e o escambau, o que tornava o custo da construção de um robô baseado em inseto infinitamente mais acessível. Se pararmos para pensar, os insetos estão por aí desde antes dos dinossauros, e podemos creditar a eles um troféu de sucesso incontestável da evolução no planeta Terra.
Os insetos são tão bem sucedidos, que eles habitam praticamente todos os ambientes da Terra, são adaptados para andar rápido, devagar, alguns voam, outros saltam… Enfim, os insetos sempre tiveram muito a nos ensinar.

Insetos foram escolhidos como modelos, porque o seu sistema nervoso é mais simples do que o de outras espécies animais. Além disso, os comportamentos complexos poderiam ser atribuída a apenas alguns neurônios e o percurso entre a entrada sensorial e a saída do motor é relativamente mais curto. O comportamento de insetos andando e arquitetura neural são usados para melhorar a locomoção do robô. Como alternativa, os biólogos podem usar robôs Hexapodes para testar diferentes hipóteses.
Os robôs hexápodes biologicamente inspirados dependem em grande parte dos insetos utilizados como modelo. A barata e o bicho-pau são as duas espécies de insetos mais comumente usados, ambos foram neurofisiologicamente estudados de maneira extensiva. Atualmente, como ainda não conhecemos na totalidade o funcionamento do sistema nervoso dos insetos, os modelos robóticos são limitados, geralmente combinando diferentes espécies de insetos em um tipo de “Mix”.
Basicamente, podemos dizer que existem duas linhas de abordagem: a centralizadas e as arquiteturas de controle descentralizadas. Controladores centralizados diretamente especificam transições de todas as pernas, como se fosse um cérebro central, enquanto que em arquiteturas descentralizadas, cada um dos nós (pernas) são conectados em uma rede paralela. O andar surge pela interação e “negociação” entre as pernas vizinhas.

Hoje existem inúmeras empresas que desenvolvem tecnologias de robótica aplicada a robôs hexápodes. Muitos acreditam que os robôs de muitas pernas serão uteis na exploração de outros planetas no futuro, justamente por suas características de acessar todo tipo de terreno. Se ele perde uma perna, deve conseguir se locomover sem ela, tal qual um inseto. Procurando na internet, dá pra encontrar até alguns robôs que são controlados remotamente usando o controle do playstation 3:

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Ignorando a definição oficial da RIA (Robotics Industries Association), um robô seria um dispositivo automático que possui conexões de realimentação (feedback) entre seus sensores, atuadores e o ambiente, dispensando a ação do controle humano direto para realizar determinadas tarefas, podendo também haver robôs parcial ou totalmente controlados por pessoas. O grau de automatização de um robô pode atingir o nível de aprendizado automático, dependendo dos algoritmos utilizados – ainda que com muitas limitações, devido às óbvias dificuldades de simular a realidade em nível computacional. Wikipedia

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Logicamente que existe alguma controvérsia se robôs controlados por humanos são de fato robôs. Pessoalmente eu acredito que sim, já que são maquinas capazes de realizar tarefas, mesmo que pela ação direta do homem. Eu acho besteira pensar que somente sejam robôs maquinas que realizam tarefas por ação indireta do homem. Pra mim o importante é que ele realize uma tarefa. Se for sozinho, ótimo, se for um script gravado, ótimo, se for pela ação de um controle externo, ótimo. Eu não acho que seja a origem da tomada de decisão que torne uma máquina um robô, pois se levarmos essa filosofia ao pé da letra, os robôs de verdade serão apenas organismos digitais, baseados em inteligência artificial.[/one_half_last]

Se muitas perninhas te causam nervoso, que tal este aqui que anda sem pernas?

Escrito por Philipe Kling David
Designer, blogueiro, escritor e escultor. Seu passatempo preferido é procurar coisas interessantes e curiosas para colocar neste espaço aqui. Tem uma grande atração por assuntos que envolvam mistérios, desconhecido e tecnologia. Gosta de conversar sobre qualquer coisa e sempre tem um caso bizarro e engraçado para contar. Saiba mais... Profile

4 respostas para “Robô aranha”

  1. coloca uma capa de pelucia nesses robos para que fiquem parecidos com uma caranguejeira e solta no meio da multidão. Imagina o desespero do povo.

    Mas na boa, se fizerem um deses maiores dá pra usar no resgate de feridos em acidentes com escombros. E dá para usar os pequenos para andar nos vãos dos escombros e descobrir onde tem sobreviventes.

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