Rangão profissa: Tubarão podre

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O tubarão podre cru é um prato tradicional da Islândia. Um prato tão tradicional que até os Vikings comiam em seu tempo.

Basicamente, trata-se de uma carcaça de um peixe morto que vai parar nas rochas e nas praias. O tubarão morto, em avançado estado de decomposição  é então cortado em grandes nacos e guardado em caixas de madeira, onde os efeitos da decomposição irão se acelerar. Bactérias irão penetrar na carne, e um “suco” nauseabundo irá minar daquele monte de carne podre. Depois de seis meses no escuro, empilhados em caixas, os pedaços de tubarão podre irão estar repletos de amônia, um subproduto do processo de decomposição dos tecidos do animal. Esses pedaços então são levados para fora e pendurados em um tipo de “paiol”, onde passam mais um bom tempo, pingando e minando seu “suco”, até ressecarem um pouco. Isso dá uma certa firmeza à carne, que é comida crua!

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O sabor é de amônia. O que eles gostam é do perfume de podridão que o prato exala. É como comer um defunto. Quer dizer, “é como” não. Trata-se de comer um um defunto mesmo!

Parece nojento, mas os caras adoram essa joça. Veja o video:

 

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14 respostas

  1. Olha…eu comeria. Ao ler a descrição que você fez e juntando-a com o começo do vídeo eu digo que não teria essa reação de imediato.

    Mas depois que vi no vídeo que a carne fica branquinha, num aspecto de isopor ou coisa assim…eu até fiquei com vontade de comer. Deve ser parecido com os processos de fermentação daqueles variados tipos de queijo (Lática, Acética…), eles não fazem mal -a não ser pro bolso do sujeito que for comprar, se não for rico, né.

    E me valendo da máxima de um dos meus mestres, o Bear Grylls: “Não importa, tem proteínas”
    AUHEAUHUEAUEAHUEAHAUHU

  2. E o poir é que quanto mais envelhecido, conservado e com cheiro de podre, “MELHOR”. e mais caro, o que é um contra-censo, não é verdade?
    Mas nem sempre foi assim. Lembro que conheci um pessoal nordestino que vieram trabalhar nas lavoras aqui no sul, deixando o restante dos familiares la no nordeste. Quando chegaram aqui ficaram maravilhados e boquiabertos com os preços de alguns alimentos que para eles de lá isso era luxo. Então após ganhar algum dinheiro, compravam vário fardos (15 a 20 kg.) de carne seca e mandavam para os parentes desnutridos que haviam deixado pra tras. Tanto foi o consumo de carne seca enviados pelos parentes que os “danados” dominaram a tecnica e passaram a produzir a hoje tão famosa “carne-de-sol”, bem salgada para conservar e sol é o que não falta por lá.
    Nessa época coisas como carne-seca, defumados, bacalhau, e outras iguarias secas e ou conservadas eram bem mais acessiveis e o preço “alto” ficava por conta dos produtos frescos. aliàs, como deveria ser e continuar sendo hoje em dia também, né? Mas esse mercantilismo….
    Mas ese “treco aí, eu dispenso…ARRRRRRG!

  3. Um dia, um amigo meu assistindo esses programas de viagem, em que esses ‘degustadores’ gourmet se aventuram pelo mundo para experimentar comidas típicas.

    Então o cara deu aquele azar básico de ir parar na Islândia, e comeu um pedaço desse tubarão, diz meu amigo que ele virou para a câmera e disse:

    “Essa é de longe a PIOR coisa que eu já comi na minha vida!”

    Mais tarde, quando ele foi experimentar uma bebida típica, eles ofereceram o tubarão novamente ahahahah e o cara ficou com aquela cara de dilema: “ou eu recuso e desrespeito a cultura, ou eu como e peço arrego novamente”

    Ele comeu… hahahahaha

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