Os Emos e o alimento da alma

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Segundo a dica do Vinícius, saiu no Ig uma matéria sobre uma lei russa que quer impedir emos de circularem no país. Saca só:

Uma nova lei pode acabar com a onda emo na Rússia. A legislação que está sendo preparada deve tornar ilegal o uso de roupas e acessórios emo nas escolas e prédios públicos do país e pretende controlar os websites ligados ao estilo.

Na base da formulação da lei está o medo das autoridades russas de que a moda atue como incentivo a um comportamento anti-social, à depressão e ao suicídio entre adolescentes. “Este é o primeiro passo para o debate público”, declarou Alexander Grishunin, um dos nomes envolvidos neste projeto.

O texto da lei descreve emos como adolescentes de 12 a 16 anos que vestem roupas pretas e pink, cintos com peças de metal, pintam as unhas, têm piercings nas orelhas e sobrancelhas e cabelos pretos com franjas que cobrem metade do rosto.

O combate à onda emo, iniciado no Reino Unido, ganhou força há dois meses quando o casal inglês Heather e Raymond Bond culpou o estilo pelo suícidio de sua filha. A garota de 13 anos era fã de My Chemical Romance e se enforcou em seu quarto.

Fonte

Pessoalmente, eu acho isso uma besteira inócua. Até porque raramente um emo se assume emo. Note que eu não estou aqui querendo desqualificar os emos ou seu comportamento, seu jeitinho bissexunhenhenhé de ser ou suas roupas que parecem fantasias de carnaval.
Eu acho que os emos tem tanto direito de existir, mesmo considerando esta existência algo medíocre e despersonalizada, quanto qualquer outro movimento. Quando falo de movimento, estou me referindo a grupos como os Carecas do Brasil, Skinheads, punks, pitboys, góticos, rappers, darks, grunges e similares. Óbvio que todo seguidor de movimento, seja ele qual for, irá discordar disso alegendo que seu movimento é o melhor, evocará as bases históricas e filosóficas que justificam sua existência. Dirão que seu som é o melhor e ignorarão o fato de que são manipulados por um sistema ardiloso que visa fazê-los consumir mais e mais, comprando, vestindo-se e agindo pensando como mais interessar ao capital.
Eu entendo que o maciço dos ataques aos emos tem como razão de ser um preconceito sexual velado. Isso porque os emos, fãs do som emocore que se assumem como tal, ostentam com orgulho uma pretensa fragilidade emocional que vai de encontro ao senso global que dita o comportamento humano.

Passamos a vida ouvindo que devemos ser fortes. “Homem não chora”, coisas deste naipe.

Cultuamos líderes e mártires que são ícones da força e da coragem. O mundo é frio duro e escuro. Nossos heróis são fortes, sérios com voz de quem precisa de uma pastilha Valda, como o Batman. Este é um mundo sem espaço para os seres emocionais.
Eu acho que estou ficando velho, porque já passei por uma fase, lá pela quarta-série onde tudo que um garoto como eu queria era ser um PLAYBOY. Sim, acredite ou não, quando eu estava na quarta-série, ser playboy era algo desejado. Eu morava num prédio onde havia um playboy. Não era qualquer um. Era o LEGÍTIMO PLAYBOY PURO-SANGUE!

Era um cara adulto, fortão, que tinha uma tatuagem no ombro. Ele vivia andando sem camisa com uma moto super legal e colecionava bonequinhos de star wars. E eventualmente, enchia a mulher dele de porrada. Eu não falava com este sujeito, apenas o observava à distância, porque crianças não falam com playboys. Aliás, até falam. O vice-versa é que não acontece de jeito algum. Mas eu lembro que aquele cara era um exemplo do que eu ambicionava ser quando crescesse.

O PLAYBOY E O ITALIANO

Eu me lembro que um dia, eu havia acabado de comprar um italiano na cantina da escola e me preparava para mordê-lo com toda vontade, quando um daqueles garotos que eu odiava, surgiu na minha frente e disse:
-Me dá uma mordida aí, playboy?
Eu entreguei ao cara todo o meu precioso italiano. Não precisava mais daquilo, já que o “playboy” ao final da frase funcionou como uma plavra mágica que alimentou meu espírito. Eu me senti o foda dos fodas e mesmo vendo o garoto comer TODO o meu lanche, aquilo não impotava. Nada importava. Ele havia me chamado de playboy.
Naquele tempo, eu tinha um amigo chamado Arturo. O Arturo escreveu com liquid paper na mochila emborrachada da Company dele, uma frase emblemática: “Arturo é playboy” e andava hostentando aquela merda como se aquilo de fato o transformasse num almejado playboy. Eu secretamente me sentia superior, já que havia sido considerado um playboy de verdade pelos meus pares. E isso soava como algo mais importante do que uma auto-proclamação como a do Arturo.
Então o tempo passou e lá pela sexta-série, ser playboy virou algo detestável. Isso aconteceu de uma hora para outra e não sei dizer exatamente como, eu passei a odiar os playboys. O legal agora era sacanear as pessoas que se julgavam playboys. E Arturo deu o azar daquele liquid paper não sair da mochila dele. resultado, Arturo comeu o pão que o diabo amassou porque a mãe dele se recusou a comprar outra mochila pra ele e o obrigou a ir mais um ano inteiro com aquela frase maldita nas costas dele. A moral agora era ser surfista.
As meninas tinham um papel importante nisso porque na minha escola, elas funcionavam como antenas que detectavam as tendências da juventude. Se meninas gostassem de playboys, ser playboy era tudo que um cara como eu desejaria ser. Mas se elas resolvessem eleger um surfista como “o cara”. Os playboys eram imediatamente relegados ao plano da desgraça e o quente era ser um surfista.
Daí veio a era do metal. Surgiram as primeiras meninas que curtiam usar camiseta preta com bandas e falavam sobre coisas satânicas, ou pretensamente satânicas, como o Slayer, Pantera, Sxxon, Iron Maiden. E elas fumavam escondido. Eu não fumava mas confesso que sentia uma certa atração por garotas que faziam isso, porque elas tinham um elã de transgressoras, de liberadas. E bastava isso para imaginar que essas meninas davam. Meninas que “davam” me atraíam para suas órbitas como buracos negros.

Nesta época eu juntei meses de mesada e troco de padaria sonegados da minha mãe para poder comprar uma luva cheia de pinos numa loja escura e sombria que vivia tocando um metal pesado. Eu tinha medo de entrar nesta loja, porque na minha cabeça todos os metaleiros andavam em Harley Davidsons com caveiras no lugar dos faróis e nas horas vagas, esquertejavam moleques como eu a golpes de correntadas. E isso acontecia nos fundos de bares de subúrbio e becos infectos.
Mas ainda assim, mesmo com um cagaço enorme, eu adentrava aquele templo escuro de musica que mais parecia uma nave Klingon para olhar as capas dos discos. Eu não conhecia muito de Metal, mas amava olhar as capas com caveiras flamejantes apontando seus dedos ameaçadoramente, dragões no alto de montanhas, e principalmente as capas do Iron, com o morto vivo Eddie, que eu me esforçava para registrar na memória e depois passava horas tentando redesenhá-lo nos meus cadernos durante as aulas de Matemática. Os fãs que me desculpem, mas no dia que eu ouvi o som do Iron Maiden, fiquei decepcionado, porque imaginava que uma banda que tinha o eddie como figura registrada deveria ter um som muito melhor.
Mas o lance era usar as camisetas, tirar uma onda. E ficar ligado nas rádios que tocavam essas coisas.
O tempo foi passando e eu fazia tudo que estava ao meu alcance para negar o fato de que eu era um nerd. Para tal, usava como argumento minhas baixas notas de Matemática. Nerds são bons alunos…
O problema é que eu andava com os nerds. Meus amigos eram nerds e eu era considerado um nerd. Isso piorou quando na sétima série comecei a usar óculos. Enquanto a luva com espetos da sexta série funcionou como um atestado de metaleiro (só na minha cabeça), os malditos óculos me coroaram um nerd.
Eram os tempos difíceis do pré-ginasial, quando se você não é surfista, não é playboy, não é metaleiro, nem punk nem esportista, então você não é nada. E nada não é convidado para festinhas, não recebe cumprimentos no pátio e muito menos beija na boca. Esta época é terrível, porque você começa a ver um movimento de meninas distribuindo convite de festas de 15 anos e você, o nerd de merda, o pária, não é convidado.
Eu odiei meus óculos do fundo do coração, porque na sétima série, ser nerd era ainda pior que ser playboy. Já não adiantava manter segredo sobre minha vida oculta de jogador de RPG e colecionador de bonequinhos de chumbo. Os óculos eram um atestado do meu status social colado à minha cara.

Eu só consegui algum tipo de diferenciação social quando comecei a trabalhar duro para me destacar na escola, formando uma nova classe só pra mim, que era a de “maluco”. Ou artista.
Ser maluco era fazer coisas como escrever uma redação suficientemente legal para ser lida de mão em mão na minha sala, todo santo dia. Era desenhar bem, pintar e esculpir.
Então, estávamos chegando na era da internet e dos computadores. O Windows virou o que virou, fazendo do titio Bill o cara mais rico do mundo. Isso inverteu a polaridade do jogo dos grupos sociais na escola. Bill Gates pode não ter consciência do bem que ele me fez, mas o fato é que seus milhões de dólares no bolso foram a redenção pra mim e para milhões de psiconerds, que viram o respeito crescer na proporção direta em que nos apropriávamos da tecnologia e da informática.
Hoje, vejo pessoas que não são nerds querendo dizer que são. Ou fazendo um jogo ainda pior, que é o de dizer que não são, para você pensar que são, sem perceber que o que eles querem é justamente que você pense isso deles. Nerdice virou sinônimo de inteligência low profile.
Eu já estava na oitava série e era aquela fase que antecede o temível vestibular. O purgatório escolar.
E neste tempo surgiram os punks, surgiram os góticos, e uma galera estranha. Surgiram os caras da fumaça, do cigarrinho do capeta, surgiram os primeiros caras com carros (os playboys, que quase sempre, eram ricos e mimados) e as meninas que realmente davam.
Então, foram surgindo grupos e mais grupos, estilos e mais estilos. Sempre foi assim. Sempre será.
Veja por exemplo o conflito entre os fãs de Rebelde (RBD) e os fãs de High School Musical (HSM). Este conflito já está em decadência agora, mas esteve forte até o fim de 2007 em todas as salas de aula da primeira à quinta séries.
Este papo todo é pra mostrar um fato simples. Esses rótulos sociais sempre existiram. Sempre existirão. Acabando um, surge outro. São parte da necessidade humana de se agrupar. A ação hostil contra um ou outro grupo é um ingrediente que alimenta o mesmo. Tal qual o garoto que comeu meu pãozinho no recreio da escola, apenas me chamando do que ele sabia que eu desejava ser, as autoridades que reconhecem os Emos enquanto grupo dão a eles o que eles mais querem. Um atestado de existência. E isso basta. Isso alimenta a alma.

Comments

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27 respostas

  1. Olááá Mr. Gump.
    Primeira vez que comento aqui e já vou abusando: por favor, posta alguma coisa do Tomas Beatie, o homem grávido! Haha!
    A história é TOTALMENTE Gump!

    Abraços! :lol2:

  2. È mesmo , mas com o passar do tempo, de certa forma esses “ grupos , tribus” seja la como hj é chamado , não muda, só fica cm uma “ roupagem “ nova e todos nós cm seus mais de 20 e poucos anos passamos as mesmas coisas, isso não muda, só os personagens e mesmo nos grupos e tribos vc mesmo podia ver que tinha um “playboy” uma patricinha jogando la o RPG e ficava na dela, ou um punk que gosta de escutar um jazz escondido, hj são poucos cm ideias e pensamentos firmes e próprios e mesmo assim não ser taxado ou taxativo , com medo de repressão , e isso quando vc é novo ainda é mais sensível do que quando estamos mais velhos. Mudando de assunto e a nova escultura quando sai?? Um abraço king philp

  3. [quote comment=”25917″]Mudando de assunto e a nova escultura quando sai?? Um abraço king philp[/quote]

    Cara não sei. Tô pensando ainda no que vai ser. Talvez algo meio clássico. Andei pensando num bruxo, num mago ou até mesmo num monge.

  4. King Kling, sensacional o texto, acho que a Russia teve uma leve queda e acha que o Socialismo da antiga URSS voltou a tona, como assim proibir o estilo emo(não que eu seja adepto)?
    Total falta do que fazer, na minha pequena opinião pelo menos.

    E sua juventude foi barra mesmo, mas não deixa de ser engraçada e totalmente Gump. Parabens king kling!!!!!!!!!!

  5. Tomara que esse estilo de vida rupreste vire uma febre mundial, então teremos uma mortandade de indivíduos que não deviam nem ter nascido, em outras palavras teríamos uma “limpeza” populacional de escala planetária.

  6. Philipe,
    Cara eu respeito o seu Blog, até porque a sua proposta com ele me fascina (Mistério, Bizarro, ETs, OVNI oui seja Gump) mas sinceramente … com todo o respeito o melhor do seu Blog não é nada disso …

    O melhor do seu Blog, é quando você senta na cadeira e resolve contar uma história sua antiga….

    Eu me indentifico fudido com situações como essa … e o mais engraçado, eu era exatamente esse cara, Nerd, ruim de notas, sem banda preferida … e que tinha um pseudo-dom artístico para desenhar … que inteligentemente eu adaptei a caricaturas das garotas da classe….

    Legal o Post … manda mais umas dessas!
    Abratz

  7. “Eu acho que os emos tem tanto direito de existir, mesmo considerando esta existência algo medíocre e despersonalizada, quanto qualquer outro movimento. Quando falo de movimento, estou me referindo a grupos como os Carecas do Brasil, Skinheads,(…)”

    Como assim? Movimentos racistas e preconceituosos não devem ser combatidos? :shocked:

  8. “Eram os tempos difíceis do pré-ginasial, quando se você não é surfista, não é playboy, não é metaleiro, nem punk nem esportista, então você não é nada. E nada não é convidado para festinhas, não recebe cumprimentos no pátio e muito menos beija na boca. Esta época é terrível, porque você começa a ver um movimento de meninas distribuindo convite de festas de 15 anos e você, o nerd de merda, o pária, não é convidado.”

    Cara, confesso q fikei com pena de vc :worry: , imaginei agora um garoto triste e excluído, sentado de cabeça baixa e tal-caraka q barra hein! – :shocked:

  9. [quote comment=”25988″]”Eu acho que os emos tem tanto direito de existir, mesmo considerando esta existência algo medíocre e despersonalizada, quanto qualquer outro movimento. Quando falo de movimento, estou me referindo a grupos como os Carecas do Brasil, Skinheads,(…)”

    Como assim? Movimentos racistas e preconceituosos não devem ser combatidos? :shocked:[/quote]

    O preconceito sim, mas eu acho que é possível separar um movimento de grupo social da questão do preconceito. Um exemplo disso é a Klu Klux Klan, que hoje tem um negro entre as lideranças.
    Eu sei que parece meio paradoxal, mas o mundo é gump.

  10. [quote comment=”26029″]Vc comeu um italiano? Como assim? Aqui em Sampa city a gente não sabe o que é isso. Seria um parente do “joelho”?[/quote]

    Sim, “italiano” é como chamamos o salgado “joelho” em Niterói.

  11. [quote comment=”26080″]”Eram os tempos difíceis do pré-ginasial, quando se você não é surfista, não é playboy, não é metaleiro, nem punk nem esportista, então você não é nada. E nada não é convidado para festinhas, não recebe cumprimentos no pátio e muito menos beija na boca. Esta época é terrível, porque você começa a ver um movimento de meninas distribuindo convite de festas de 15 anos e você, o nerd de merda, o pária, não é convidado.”

    Cara, confesso q fikei com pena de vc :worry: , imaginei agora um garoto triste e excluído, sentado de cabeça baixa e tal-caraka q barra hein! – :shocked:[/quote]
    Mais ou menos. Também não é tanto assim. Eu era mesmo um cara meio deslocado, mas mais porque eu estava pensando em coisas do outro mundo mesmo. Na maioria das vezes, eu que me isolava. Mas de fato, não fui a nenhum aniversário de 15 anos. Tenho que fazer terapia para resolver isso dentro do meu ser, hahaha.

  12. “O preconceito sim, mas eu acho que é possível separar um movimento de grupo social da questão do preconceito. Um exemplo disso é a Klu Klux Klan, que hoje tem um negro entre as lideranças.
    Eu sei que parece meio paradoxal, mas o mundo é gump.”

    Não sei não ein… Veja, esses três grupos anteriormente citados, até onde sei, surgiram tendo como um de seus fundamentos mais basilares o preconceito a algum outro grupo aos quais eles julgavam inferiores ou responsáveis por seja lá o que for. Pra mim é extremamente difícil, paradoxal mesmo, separar o grupo, pelo menos estes movimentos em especifico, de um de seus principais fundamentos, porque vejo isto como sendo o motivo do grupo existir. Se você tirar isso, porque teria este “movimento de grupo social” existido?
    Quanto ao exemplo dado, me lembrou o caso dos “nazis” no Brasil onde também tem vários integrantes negros. Até hoje, tinha levado isso como sendo resultado da extrema estupidez dos indivíduos que fazem parte desses grupos racistas… Mas não estou por dentro dos novos arranjos pelos quais esses grupos têm passado. Mas me pergunto: quem agora eles estão culpando? Se, no caso da Klu Klux Klan, já não são os negros, quais foram os eleitos da vez? Porque ainda acho que seja o preconceito a alguém, ou grupo, que os une.

  13. Muito bom este texto,o ruim que fui bem pior,nunca tive amigos nerds e sim normais e por isso eu pensava que ser desenhista tinha amigos, pq foi só piorando e arrajnado encrenca por causa das zoações das chrages que eu fazia até que um dia começei a usar oculos na 6° o que ferrou de vez com minha vida,pq num podia brigar ppor causa dos oculos.Aí comecei fazer um curso de informatica e que tava lá? a garota mais gostosa da turma esse foi o único ano em que me dei bem, pena que essa garota não me “deu” (por causa de uma amiga gordinha fdp.)até que a 8° foi um blz.
    É o que dizem dê tempo ao tempo e no ensino medio(1°e 2° ano os piores anos de minha vida) descobri aqueles quem eram aqueles amigos de verdade.
    Vlw!

  14. [quote comment=”26199″]
    Não sei não ein… Veja, esses três grupos anteriormente citados, até onde sei, surgiram tendo como um de seus fundamentos mais basilares o preconceito a algum outro grupo aos quais eles julgavam inferiores ou responsáveis por seja lá o que for. Pra mim é extremamente difícil, paradoxal mesmo, separar o grupo, pelo menos estes movimentos em especifico, de um de seus principais fundamentos, porque vejo isto como sendo o motivo do grupo existir. Se você tirar isso, porque teria este “movimento de grupo social” existido?
    Quanto ao exemplo dado, me lembrou o caso dos “nazis” no Brasil onde também tem vários integrantes negros. Até hoje, tinha levado isso como sendo resultado da extrema estupidez dos indivíduos que fazem parte desses grupos racistas… Mas não estou por dentro dos novos arranjos pelos quais esses grupos têm passado. Mas me pergunto: quem agora eles estão culpando? Se, no caso da Klu Klux Klan, já não são os negros, quais foram os eleitos da vez? Porque ainda acho que seja o preconceito a alguém, ou grupo, que os une.[/quote]

    Então, talvez você esteja com a razão. Eu só acho que seria possível rever as bases de por de influência dentro desses grupos sociais que usam o preconceito como matriz. O modo de se vestir, o dialeto grupal, as musicas, tudo isso pode existir sem a necessidade de matar pessoas ou dar porrada em pessoas diferentes do que eles consideram perfeitas.

  15. x_x O_o bom eu axo acho ki tipo todos tem o sua forma de viver seja emo punk etc…
    mas achei muito errado essa lei pois nao vai ser isso qui ira
    deixar de existir emo i tal existe muito mais pirigosos como os punks ki batem em pessoas inocentes
    i que nao vai ser uma lei qualquer ki ira mudar o suposto estillo ”emo”
    gostei do seu texto
    vc falow realmente o que eles lá da russia deveriam escutar mas nao podemos fazer mas nada bjs

  16. Pô, Philipe, esse post me fez lembrar de quando ia com os outros em lojas de discos e, por não ter condições de ter um toca-discos em casa, ficava olhando a arte das capas de Metal – daí o motivo de sempre gostar de Rock e odiar música infantil.

    Mas tenho que perguntar: o que é um italiano (da cantina)?

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