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Olá Philipe,
Gosto muito do seu blog. Estou escrevendo esse email para contar sobre uma coisa muito estranha que aconteceu, mas antes que eu possa explicar, caso queira publicar o meu relato, sinta-se à vontade. As fotos seguem no anexo.
Meu nome é José M. de Alcântara (pode publicar meu nome). Trabalho numa empresa de engenharia como supervisor de vistoria de edificações. Recentemente eu estive numa obra que vem sendo realizada na cidade de Petrópolis, no RJ. Estive nessa obra na companhia de um amigo da Verton que havia me chamado tarde da noite do dia anterior. Esse meu amigo, um ex-parceiro de trabalho com quem já fiz diversos projetos, está alocado numa obra de escavação da prefeitura que está bastante atrasada (sabe como são essas coisas) e eles estão virando noite.

Nessa escavação, um peão encontrou os pedaços de um antigo baú, tipo caixa, que havia se destruído quase completamente. Estava em péssimo estado. Logo, chamaram o encarregado e meu amigo mandou que os empregados removessem a caixa. Dentro dela, havia uma segunda caixa de ferro, bem mais preservada, contendo uma série de livros em bom estado. A maioria deles em latim. Havia moedas antigas, do tempo do segundo império, alguns cristais diversos e fragmentos de tecido e louças. Há uma meia duzia de papéis cujo texto não foi possível entender, mas parecem indicar o nome do imperador como destinatário. A caixa seguiu pelos trâmites legais, como sempre ocorre em caso de obra que encontra algum sítio arqueológico ou de interesse histórico. Mas o elemento mais intrigante encontrado nessa caixa meu amigo manteve em posse dele.  O objeto não está à venda, não será leiloado e nem exposto ao público, dada sua completa estranheza.

Trata-se de uma espécie de garrafa de cristal contendo os restos mortais de um diminuto ser, de cerca de doze centímetros apenas. Essa criatura está mumificada e traz às costas um par de asas! Sim, ASAS! Confirme nas fotos.

O pequeno ser, que não sabemos o sexo ainda, chamamos de “fada-múmia”. Ela está com uma fina coroa de ouro trançada, e parece ter ressecado no sol.  O ser tem um finíssimo cabelo branco emaranhado, na espessura do fio de uma aranha. Além de duas antenas, mas uma delas se partiu com a movimentação da garrafa. Tentamos abrir, mas parece lacrada na base de ferro.
Acreditamos que possa ser um item do Imperador Dom Pedro II. A razão disso, é que o gabinete de curiosidades do monarca, era destinado às ciências, à antiguidade, à diferentes civilizações.

Pelo que eu pesquisei, tudo começou com a união do Gabinete de Mineralogia, Numismática e de um Herbário, todos herdados da Imperatriz Leopoldina, sua mãe. Durante a metade do século XIX, D. Pedro II foi acrescentando à coleção muitos objetos armazenados e recebidos dos distintos visitantes, desde viajantes, chefes de estados a naturalistas, além de peças trazidas de suas viagens. Seus objetos ilustravam a diversidade dos povos, fauna e flora dos diferentes continentes, conhecido por alguns naturalistas estrangeiros como um espaço das ciências, assim o imperador passou a chamar este espaço como “muzeu”.

Dom Pedro II chegou a ter uma múmia egípcia, que data da XII dinastia – 750 a.C. que foi enviada ao Brasil pelo vice-rei egípcio Ismail Paxá, por ocasião de sua segunda visita ao Oriente. Ele também tinha uma Torah distribuída em nove rolos de couro contendo textos bíblicos incompletos, escritos em hebraico.  D. Pedro II recebeu doações de particulares, como foi o caso do conjunto mumificado de corpos indígenas, descoberto na Cidade de Rio Novo, no interior de Minas Gerais.
Naquele tempo era comum presentear monarcas com itens estranhos e insólitos de cunho etnogáfico e científico. Por alguma razão, esse item foi separado da coleção do imperador. Nossa suspeita, é que a caixa pode ter se perdido numa das viagens para o Rio, quando uma mula carregada de objetos do imperador escorregou num barranco e desceu um morro rolando.
A questão que estamos debatendo agora é: Se fadas e gnomos não existem, o que seria essa criatura? A hipótese do meu amigo é que pode se tratar de uma fraude criada com pequenos ossos de peixes ou filhotes de macaco e asas de inseto, para vender ao monarca.

Espero que goste das fotos. Fiz o meu melhor para registrar em detalhes esse misterioso item de Petrópolis.
Um grande abraço;
J.M.A.

Isso é uma obra ficcional.

Eu que fiz essa fada-múmia. Está à venda (sob encomenda) na www.obscura.art.br

O misterioso item de Petrópolis

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Olá Philipe,
Gosto muito do seu blog. Estou escrevendo esse email para contar sobre uma coisa muito estranha que aconteceu, mas antes que eu possa explicar, caso queira publicar o meu relato, sinta-se à vontade. As fotos seguem no anexo.
Meu nome é José M. de Alcântara (pode publicar meu nome). Trabalho numa empresa de engenharia como supervisor de vistoria de edificações. Recentemente eu estive numa obra que vem sendo realizada na cidade de Petrópolis, no RJ. Estive nessa obra na companhia de um amigo da Verton que havia me chamado tarde da noite do dia anterior. Esse meu amigo, um ex-parceiro de trabalho com quem já fiz diversos projetos, está alocado numa obra de escavação da prefeitura que está bastante atrasada (sabe como são essas coisas) e eles estão virando noite.

Nessa escavação, um peão encontrou os pedaços de um antigo baú, tipo caixa, que havia se destruído quase completamente. Estava em péssimo estado. Logo, chamaram o encarregado e meu amigo mandou que os empregados removessem a caixa. Dentro dela, havia uma segunda caixa de ferro, bem mais preservada, contendo uma série de livros em bom estado. A maioria deles em latim. Havia moedas antigas, do tempo do segundo império, alguns cristais diversos e fragmentos de tecido e louças. Há uma meia duzia de papéis cujo texto não foi possível entender, mas parecem indicar o nome do imperador como destinatário. A caixa seguiu pelos trâmites legais, como sempre ocorre em caso de obra que encontra algum sítio arqueológico ou de interesse histórico. Mas o elemento mais intrigante encontrado nessa caixa meu amigo manteve em posse dele.  O objeto não está à venda, não será leiloado e nem exposto ao público, dada sua completa estranheza.

Trata-se de uma espécie de garrafa de cristal contendo os restos mortais de um diminuto ser, de cerca de doze centímetros apenas. Essa criatura está mumificada e traz às costas um par de asas! Sim, ASAS! Confirme nas fotos.

O pequeno ser, que não sabemos o sexo ainda, chamamos de “fada-múmia”. Ela está com uma fina coroa de ouro trançada, e parece ter ressecado no sol.  O ser tem um finíssimo cabelo branco emaranhado, na espessura do fio de uma aranha. Além de duas antenas, mas uma delas se partiu com a movimentação da garrafa. Tentamos abrir, mas parece lacrada na base de ferro.
Acreditamos que possa ser um item do Imperador Dom Pedro II. A razão disso, é que o gabinete de curiosidades do monarca, era destinado às ciências, à antiguidade, à diferentes civilizações.

Pelo que eu pesquisei, tudo começou com a união do Gabinete de Mineralogia, Numismática e de um Herbário, todos herdados da Imperatriz Leopoldina, sua mãe. Durante a metade do século XIX, D. Pedro II foi acrescentando à coleção muitos objetos armazenados e recebidos dos distintos visitantes, desde viajantes, chefes de estados a naturalistas, além de peças trazidas de suas viagens. Seus objetos ilustravam a diversidade dos povos, fauna e flora dos diferentes continentes, conhecido por alguns naturalistas estrangeiros como um espaço das ciências, assim o imperador passou a chamar este espaço como “muzeu”.

Dom Pedro II chegou a ter uma múmia egípcia, que data da XII dinastia – 750 a.C. que foi enviada ao Brasil pelo vice-rei egípcio Ismail Paxá, por ocasião de sua segunda visita ao Oriente. Ele também tinha uma Torah distribuída em nove rolos de couro contendo textos bíblicos incompletos, escritos em hebraico.  D. Pedro II recebeu doações de particulares, como foi o caso do conjunto mumificado de corpos indígenas, descoberto na Cidade de Rio Novo, no interior de Minas Gerais.
Naquele tempo era comum presentear monarcas com itens estranhos e insólitos de cunho etnogáfico e científico. Por alguma razão, esse item foi separado da coleção do imperador. Nossa suspeita, é que a caixa pode ter se perdido numa das viagens para o Rio, quando uma mula carregada de objetos do imperador escorregou num barranco e desceu um morro rolando.
A questão que estamos debatendo agora é: Se fadas e gnomos não existem, o que seria essa criatura? A hipótese do meu amigo é que pode se tratar de uma fraude criada com pequenos ossos de peixes ou filhotes de macaco e asas de inseto, para vender ao monarca.

Espero que goste das fotos. Fiz o meu melhor para registrar em detalhes esse misterioso item de Petrópolis.
Um grande abraço;
J.M.A.

Isso é uma obra ficcional.

Eu que fiz essa fada-múmia. Está à venda (sob encomenda) na www.obscura.art.br

O misterioso item de Petrópolis

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Uma ideia sobre “O misterioso item de Petrópolis

  • 23 de fevereiro de 2020 em 0:18
    Permalink

    Comigo está acontecendo algo muito pior do que este conto de fadas,a família real portuguesa estão vivas, reencarnados e eu tenho certeza absoluta disto, descobre a verdade dia 03/01/2020

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