Grunt – Pintura

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Conforme eu disse que faria, aqui está o Gunt pintado. Levei pintando quase o mesmo tempo que levei para esculpir. Vamos as etapas.

Primeiro eu meto um pretão generalizado na peça inteira, incluindo a base. Faço isso pra dar uma unificada nela. A printura preta serve também para isolar a peça. é como um primer, só que aplico a pincel.

Em seguida, eu faço uma técnica do pincel seco (que consiste em sujar o pincel com um poco de tinta de tom mais claro e passar rápido sobre a peça, para ressaltar os detalhes) e isso faz emergir os detalhes da peça.

Agora eu preparo uma tinta (acrilica) cujo tom é basicamente amarelo Nápoles com um pouco de marrom claro. Este tom serve apenas para cobrir o preto base. Eu preciso fazer isso porque o acrílico da transparência, e se eu der mole, o preto de baixo aparece. Então, o segredo é ir trabalhando camada a camada, tirando proveito da transparência própria da tinta.

Em seguida eu faço uma cor de pele com um pouco de verde e aplico sobre a mada anterior.

Depois eu retorno com um tom mais escuro, que é aplicado com camadas de transparência sobre essa esverdeada. Leva um tempão do caramba para acertar o tom legal. Mas é porque eu sou meio cabeça dura e me recuso a usar aerógrafo. Então eu faço tudo no pincel mesmo.

O passo seguinte é aplicar um tom avermelhado em certas áreas da peça. Isso serve para simular a transmissão da luz e imitar uma pele levemente mais fina.

Daí eu continuo a fazer o que já falei. Vou aplicando camadas sucessivas de tinta e ajustando com outras usando uma técnica de pintura chamada pincel fresco. Então, cerca de uma hora depois, ele está assim:

Então eu pinto os olhos e os detalhes miúdos, como o brinquinho e a ombreira.

E o capacete…

O acabamento se resume a aplicar uma camada de verniz fosco sobre a peça inteira. Na boca e nos olhos uso verniz ultra-brilho.

E então está pronto.

Aqui tem outros ângulos do Grunt:

E aqui uma imagem que dá pra ver bem a escala da peça.

E é isso aí. Espero que você tenha gostado. Até a próxima.

Comments

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10 respostas

  1. Mais uma vez, parabéns! Que trabalho!
    Até a mucosa do nariz você fez no tom correto, os olhos estão perfeitos.
    As sardas no ombro e o cuidado na transição da pele da face e os lábios, pode-se ver tudo com clareza.

  2. Beleza de escultura Philipe!!! Parabéns!
    Eu nunca usei esses clays importados. Eu só trabalho com epoxi e porcelana fria (bisqui), mas já percebi que a maioria dos escultures usam essas massas. Qual é a vantagem delas em relação ao epoxi?
    um abraço
    Durva

  3. Salve Philipe.
    No outro post você falou sobre filmar o processo.
    Eu sei que é um trabalho demorado, que filmar deve ser complicado, transpor para um iútúbe da vida deve ser um saco, mas….
    Esse teu trabalho pede – não, não pede – EXIGE, GRITA ALUCINADAMENTE para ser publicado em vídeo (também).

    Muito legal, mesmo!

  4. Parabéns pelo trabalho. Ficou muito bom.

    Eu admiro muito as pessoas que têm esses dons: esculpir, pintar, desenhar… Eu sou da área de informática e fico admirado também com layouts e templates de sites bem feitos.
    Pra mim estão todos em um mesmo grupo de admiração: fazer coisas bonitas e bem feitas.

    Até.

  5. caramba… eu quero ser igual a voce quando crescer!!! nossa cara sério mesmo eu queria muito poder fazer esculturas assim, deve ser muito legal o foda é que deve ser caro os materiais :S um dia eu faço um curso pra ter uma noção básica e começarei as minhas esculturas, eu me interesso mais por réplicas de espadas em miniatura, eu fazia isso quando pequeno com pregos, martelo, lixas e várias horas lixando, claro, sem técnica alguma e muitos dedos cortados martelados mas valia muito a pena no final, ruim era que enferrujavam muito fácil, como eu disse, não tinha conhecimento algum, mas era uma coisa que eu fazia e gostava, vendo suas esculturas me deu saudades daquele tempo *-*

    Obrigado Philipe! Vc me fez lembrar de coisas que eu havia esquecido!!! ^^

    1. Cara acho que eu não tenho uma favorita. Eu gosto de todas de uma certa forma. Eu costumo ter um certo carinho com as que dão muito trabalho. O Viking Warrior, por exemplo, me deu muito trabalho. O Aquarex também. O processo de esculpir muitas vezes é frustrante, porque não conseguimos o que esperávamos ou algo que na mente parecia fácil prova ser quase impossível. Daí que peças complexas com muito trabalho costumam gerar uma certa sensação de alívio por chegar ao fim.

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