Et de Roswell: Nem tudo que reluz é ouro

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Vários amigos me perguntaram se não vou escrever sobre o caso da “foto do Et de Roswell”, recentemente divulgada.

Pra quem está por fora da parada, tudo começa quando um diretor de cinema recebe uma caixa antiga de slides (conveniente?) e ao analisar cada um desses slides, descobre nos dois últimos da sequencia, fotos de um alien morto. As datas das fotos são coerentes com o período do caso Roswell, que dispensa comentários e envolve a suposta queda de um disco voador com captura de tripulantes em diferentes estados de saúde. Essas criaturas e os restos de sua espaçonave bastante danificada, teriam sido levadas para uma base militar, foram armazenados de modo bastante improvisado e posteriormente foram mudados para outra base mais segura, que é parte do complexo chamado área 51, que durante décadas o Governo negou existir, mas está lá no google earth para quem quiser ver. Entrar lá sem autorização é suicídio e os caras matam mesmo. Seja como for, dizem que não só as criaturas do primeiro famoso acidente a cair em fama mundial, que é o de Roswell como as de outros acidentes, também estão lá. Há rumores até de que havia criaturas vivas durante um período que foram posteriormente estudadas, examinadas e segundo dizem, esses corpos estão lá até hoje em exposição, numa área extremamente restrita.
Mas voltando ao que interessa aqui, alguns ufólogos em companhia do diretor, que aproveitou a parada para fazer um documentário (quem nunca?) divulgaram uma série de fotografias que retratam o “extraterrestre”. Todo mundo diz que é o alien de Roswell, o que eu acho uma afirmação no mínimo curiosa, uma vez que não há NADA na porra do negócio que estabeleça que aquilo, seja alien ou não, esteja relacionada com Roswell. Talvez a explicação para isso seja a pura ignorância, ou uma visão marketeira da parada de chamar de Roswell, porque na cabeça da população só existe o incidente de Roswell e de Varginha. Quem futuca o assunto, pode descobrir diversas outras quedas, pouco divulgadas, que até poderiam se relacionar com a queda de Roswell, como a queda de San Agostin, ocorrido no mesmo período, a míseros 240 Km da queda mais famosa, Roswell. A queda de San Agostin também envolve aliens e resgate de seres. Este caso tem quatro ocupantes e a maioria deles estavam feridos e deitados, mas um deles estava vivo, tentando ajudar os demais, segundo uma testemunha. A nave estava em grande parte intacta, mas com um pedaço partida, de onde saíam fios e pedaços quebrados.

Os casos se parecem muito, embora a queda de San Agostin seja pouco estudado, quase mantido à sombra de Roswell; tão à sombra que muitos chegam a duvidar de sua autenticidade, embora eu pense que esse seja um caso mais espetaculoso, na medida em que teve muitas testemunhas. No local da queda, afluíram algumas pessoas, como a principal testemunha, que na época tinha 5 anos e seu pai, moradores das redondezas e mais seis outras pessoas, que segundo contam, eram arqueólogos que ele pensou ser da Universidade da Pensilvânia que pesquisavam nas proximidades. Como muitos casos da ufologia, este é um emaranhado de versões, mentiras, contradições e confusões que deixa tudo bem nebuloso e baixa muito a credibilidade do caso, embora na parte que relata o que aconteceu depois seja bem similar ao Roswell. Os militares chegam, botam todo mundo para correr, fazem um isolamento da área e levam a porra toda para “algum lugar”, mas não sem antes ameaçar de matar todo mundo que viu se abrirem a boca, num papo bem reto e direto.
Seja isso parte de uma mitologia difusa que ganha contornos de uma lenda urbana no fim da década de 40 e início dos anos 50 ou não, o fato é que há um outro caso também do mesmo período, e também da mesma região, ao sul dos Estados Unidos. Este é um caso muito maneiro, e que eu gosto muito, porque ele é inovador num certo aspecto. è o caso Aztec.

No caso Aztec, uma nave é reconhecida parada no ar em 25 de março de 1948. Essa nave estacionária é registrada em radar por três estações, duas no Colorado e uma na California. Eis que a nave subitamente perde sustentação e cai, lentamente, descendo de 3000 metros de altura, impressionante suavidade até bater no leito pedregoso do solo de uma área rural. A nave com nove metros parece intacta e os militares cercam a área.
O único detalhe: Uma das vigias ou escotilhas da nave esta quebrada.
Os militares se aproximam dessa nave, portando armas carregadas. Estão prestes a abrir fogo ao menor sinal de hostilidade dos tripulantes, quando vêem pelas janelas do Ufo que ali dentro todos estão mortos. São nada menos que 16 corpos caídos ao chão da nave, todos mortos, todos com menos de um metro de altura e descrição similar aos dos casos anteriores, e aparência levemente humana. A coloração azul da pele indicava morte por descompressão súbita do aparelho.
A nave não tinha porta visível e foi preciso trazer uma equipe para abrir um buraco na fuselagem com maçarico para que os corpos fossem retirados. Foi um problema para derreter o metal, que pareci alumínio ao toque, mas era bem mais resistente ao calor.
A nave era inteiriça, sem parafusos e nem rebites. Posteriormente, surgiu um militar chamado V. A. Postlewaith, que disse ter visto o documento detalhado do resgate, ainda secreto, onde dizia que eram 5 tripulantes apenas, e detalhava as dimensões da nave, a janela quebrada e a causa da morte da tripulação como o caso havia sido descrito pelo pesquisador Frank Scully.
Outros casos se seguiram. Vinte anos depois cairia uma coisa estranha em Las Vegas, diante do olhar assustado de milhares de testemunhas. Saiu no jornal e tudo. E na década posterior, outra suposta nave também cairia nos EUA.

Partindo do princípio do “E se…” se considerarmos que tudo isso realmente aconteceu como dizem pesquisadores, testemunhas e relatórios militares secretos, deve haver uma quantidade significativa de corpos de seres para serem analisados e fotografados. E isso só na pré-história ufologica. Nada, em absoluto, garante que outras naves não tenham caído antes mesmo do famoso caso Roswell.

De volta a questão dos slides do Et e seu documentário, a controvérsia impera (como era de se imaginar) dividindo opiniões.
Aqui está o trailer da parada:

Como podemos ver pelo trailer, temos um casal influente, que viaja pelo mundo, conhece gente muito importante e tem grande acesso a muita informação. A perícia fotografia mostra que os slides são mesmo de época e tudo está certo na parte física do material obtido. São mesmo recordações do passado. Assim, o que é a estranha criaturinha do slide final?

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Nessa foto, com o balanço de  branco corrigido
Nessa foto, com o balanço de branco corrigido

Estas fotografias teriam sido feitas por um geólogo e mostram os restos de um ET que teria sido encontrado morto no Novo México. A criatura teria por volta de 1 metro de altura mas infelizmente, são poucos os detalhes podem ser vistos na imagem que foi divulgada.

Há uma discussão sem fim para determinar se essa criaturinha morta aí é um Et ou não. Há quem sustente que isso é só uma fraude para vender mais um documentário.
Pessoalmente, se eu tivesse que apostar fichas aqui eu apostaria com certeza em que isso aí é uma foto real, não é fraude e é perfeitamente explicável. O casal vai a um museu e com pouco filme na máquina (lembre-se nos anos 40 não era igual hoje) fazem a foto de uma simples mumia de museu.
Então, quando um perito diz que é uma foto autêntica do período, feito por pessoas que eram influentes e tal… Ninguém tem como provar que aquilo seja alien.

Não pretendo me estender muito na análise dessa imagem, já que me parece muito claramente que se trata de um objeto de museu, colocado numa prateleira de vidro com tabuletas explicativas e tudo mais! Por que diabos um alien dentro de base militar seria fotografado numa sequência de fotos de férias, e teria tabuletas explicativas como as dos museus?

Você pode ver uma analise detalhada aqui no site da Burn.

Como sempre fazem nesses documentários, para dar um gás na parada, fizeram “reconstituição forense do alien” com base nas dimensões das imagens, resultando, como era de se esperar num alien de tipologia alfa.

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Sou mais o Juca!
Sou mais o Juca!

Diferente da fraude da autópsia do Et feita pelo Ray Santili nos anos 90, eu não creio muito em uma fraude deliberada aqui, mas um misto de engano somado ao interesse de mídia do diretor do documentário, e alguns ufólatras doidos para jogar água fora da bacia.

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Não resta dúvidas de que uma múmia de criança parecerá um alien de tipologia alfa morto, porque os alfas são justamente idênticos a fetos humanos de cinco meses super desenvolvidos. Não por acaso, talvez, os casos envolvendo mulheres que tem sua gravidez interrompida de modo tão misterioso quanto surge, ocorra por volta do quarto ou quinto mês de gestação… Mas aí já é outro papo, uma seara que se eu fosse entrar, o post ficaria longo demais para a paciência do brasileiro.

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Seja como for, acho que vai ser divertido ver esse documentário.

Você pode se sentir livre para pensar nisso como um alien. É direito seu. Pra mim, é uma múmia. Até porque não consigo imaginar algo tão especial como um cadáver alienígena sendo colocado numa prateleira com plaquinha.

Note que considerar que essa merdinha aí é gente morta, não significa dizer que estou condenando o caso Roswell à inexistência.

Philip J. Corso (22 de maio de 1915 – 16 de julho de 1998) foi um oficial do Exército americano que serviu no Exército dos Estados Unidos a partir de 23 de fevereiro de 1942, a primeiro de Março de 1963 e ganhou o posto de tenente-coronel.

Corso publicou um livro chamado  The Day After Roswell, contando detalhes sobre como ele estava envolvido na pesquisa de tecnologia extraterrestre recuperado no incidente com o ufo de 1947, que deu origem ao caso Roswell.

Em 23 de julho de 1997, Corso foi um dos convidados no popular programa de rádio Art Bell onde falou ao vivo sobre sua história em Roswell. Contou como ele teve acesso aos artefatos extraterrestres recuperados a partir de um acidente de Roswell, ocorrido na cidade que dá nome ao caso, no Novo México, em 1947. Segundo Corso, um grupo secreto do governo foi montado sob a liderança do primeiro diretor da CIA, Roscoe H. Hillenkoetter (procure sobre o MJ-12). Entre as suas tarefas era recolher todas as informações sobre a tecnologia que fosse por ventura de “fora do nosso planeta”.

A administração dos EUA começava simultaneamente a trabalhar num enorme programa de descrédito do assunto, produzindo nuvens de desinformação com relação à existência de discos voadores diante dos olhos do público, diz Corso. Ele conta também que a engenharia reversa desses artefatos indiretamente levou ao desenvolvimento de dispositivos de feixe de partículas aceleradas, fibra ótica, lasers, chips de circuitos integrados e de material compósito que daria origem ao Kevlar.

No livro, Corso afirma que a Iniciativa de Defesa Estratégica (SDI), ou “Star Wars”, foi concebido não apenas para atingir a capacidade destrutiva dos sistemas eletrônicos de orientação em ogivas inimigas (da União Soviética) , bem como a desativação de naves inimigas, incluindo as de origem extraterrestre. Talvez isso explique porque um significativo numero de cientistas envolvidos nos meandros do projeto guerra nas estrelas foi posteriormente assassinado, e inclusive uma das principais pesquisadoras chegou a ir a público alegando que estavam tentando matar ela. Louca? Sei lá, essas coisas são bem estranhas, e a julgar pelo desfecho trágico do caso Phillip Marshall (porra tem Phillip pra caralho nesse post, né? Pior é que todos morreram.) eu não duvido de nada.

Explicações sobre o que realmente aconteceu no caso Roswell, são baseados em comunicações oficiais e não oficiais. A teoria mais popular do que aconteceu é que o objeto era uma nave espacial contendo vida extraterrestre. Desde o final dos anos 1970, o incidente de Roswell tem sido objeto de muita controvérsia, e teorias conspiratórias surgiram aos borbotões sobre o evento. Natural e até compreensível diante da capacidade dos militares norte americanos de aprontarem conspirações loucas.

As Forças Armadas dos Estados Unidos afirma que o que foi recuperado perto de Roswell era detritos da “queda de um balão experimental de vigilância de grande altitude” , que seria pertencente ao que era então um programa classificado de top secret, chamado Mogul.

Em contraste, muitos proponentes do lado UFO sustentam que o Mogul foi a cortina de fumaça para disfarçar o acidente com o ufo, que teria sido causado por testes com frequências especiais de radar… Se essa teoria tivesse um pé na realidade, ela poderia até ser correlacionada com a “derrubada” de outras naves nos anos seguintes, ligando o caso Roswell aos demais incidentes.

É inegável também que o incidente de Roswell se transformou em um fenômeno da cultura pop amplamente conhecido, tornando o nome de “Roswell” sinônimo de UFOs. Com documentos secretos, relatos de aliens, videos falsos de autópsias, testemunhas que quebram o silêncio no leito de morte, pessoas que alegam ter estado dentro dos ufos na área 51, e muita gente querendo saber a verdade num emaranhado de versões, mentiras e intrigas, Roswell tornou-se o mais divulgado e controverso de todos os alegados incidentes de OVNIs do planeta.

Em 1978, o físico e autor nuclear Stanton Friedman entrevistou T. Jesse Marcel, a única pessoa conhecida por ter acompanhado os destroços de Roswell de onde foi recuperado até Fort Worth, onde repórteres viram material que foi reivindicada a ser parte do objeto recuperado.

Foram os relatos feitos por Friedman e outros nos anos seguintes , que elevaram o um incidente de Roswell aos píncaros da glória. Do contrario ele já estaria esquecido, repousando na semi-inexistência que só as brumas do tempo dão às verdades que incomodam.

 

Et de Roswell: Nem tudo que reluz é ouro

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