Empresa privada de lançamento de foguetes entra em operação


A SpaceX (apesar do nome não é do Eike Batista) é talvez a primeira empresa de lançamento de foguetes privada do mundo. Ela está desenvolvendo sua própria tecnologia de lançamento há alguns anos e ontem conseguiu efetuar seu primeiro lançamento bem sucedido. É uma operação caríssima.  Mas é igualmente lucrativo. De cara a Space X já tem um contrato com a NASA para o envio de material para a estação espacial orbital de 1,6 bilhão de dólares.

O lançamento de ontem foi um dos três primeiros que serão financiados pela NASA sob seu programa COTS – Commercial Orbital Transportation Services que visa estabelecer um nicho de mercado para empresas corajosas o suficiente para arriscar seu capital em foguetes. Empresas como a Space X, que, de acordo com as espectativas da NASA,  levará mais de 20.000 kg de equipamentos, mantimentos, peças e suprimentos diversos para a estação espacial orbital após o fim da era dos ônibus espaciais, que deverá ser encerrada no ano que vem.

Já se fala em extensão do contrato e aditivos para novos lançamentos, que somados, estenderiam o valor do repasse a Space X em 3,1 bilhões de dólares.

Não precisa ser muito esperto para perceber que o Brasil poderia entrar facilmente neste mercado, uma vez que estamos posicionados estrategicamente próximos à linha do Equador,  o que baratearia dramaticamente os custos energéticos de um lançamento se eles fossem feitos a partir do nosso território.

Tá aí um negócio pirotécnico o suficiente para atrair o Eike Batista. O problema é que se ele entrar nisso, como que vai batizar a companhia sem parecer um plágio da SpaceX?

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Philipe Kling David
Philipe Kling Davidhttps://www.philipekling.com
Artista, escritor, formado em Psicologia e interessado em assuntos estranhos e curiosos.

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Comentários

  1. No Brasil isso não daria certo. A gente aqui tem ojeriza de privatização, rs… Melhor deixar como está, assim todos os brasileiros têm a oportunidade igual de passear pelo espaço, independente de raça, cor, credo e classe social, ao invés de ser um privilégio elitista.

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