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Curiosidades, incrível

Eleição é decidida no cara ou coroa

Uma eleição para prefeito é decidida jogando-se uma moedinha para o alto. Pode isso, Arnaldo?

Escrito por Philipe Kling David · 3 Minutos de leitura >

Eu estava tomando café da manhã quando vi esta notícia bizarríssima:

ELEIÇÃO PARA PREFEITO É DECIDIDA NO CARA OU COROA

Segundo a matéria do G1, as autoridades eleitorais do Peru escolheram o prefeito de uma cidade andina no cara ou coroa, nesta quarta-feira, após o empate entre os dois principais candidatos na votação de 5 de outubro.
A “decisão” do Júri Eleitoral Especial de Cuzco favoreceu Wilbert Medina, que, contando com a sorte, tornou-se o novo prefeito do distrito de Pillpinto, na província de Paruro (sudeste do Peru).
Medina, da Força Inca Amazônica, escolheu cara, enquanto seu adversário José Cornejo Carpio, do partido Sempre Unidos, preferiu coroa – informou a agência estatal de notícias Andina, relatando a audiência pública realizada em Cuzco.
Ambos os candidatos tiveram 236 votos na eleição de 5 de outubro, levando as autoridades eleitorais a recorrer ao procedimento da moeda.
A legislação peruana contempla a modalidade de sorteios, em caso de empate entre os candidatos após a eleição.

É completamente gump a ideia de que dois candidatos consigam o feito inédito de ter exatamente o mesmo numero de votos. Mas achei o método de decisão um jeito realmente honesto, porque o cara ou coroa dá 50% de chance para cada um dos dois lados, e é infinitamente mais barato que uma nova eleição – que corria o risco de dar empate novamente caso ninguém mudasse seu voto.

Aqui no Brasil o critério de desempate de uma eleição não prevê o elemento “sorte” e por isso eu acho menos justo.

No caso de dois candidatos terminarem empatados na primeira colocação, o eleito será o mais velho, segundo a legislação eleitoral.

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Já aconteceu no Brasil

Eleições decididas pela idade, por sinal, não são algo impossível de acontecer. No último pleito municipal, em 2004, as cidades de Grão Pará (SC) e Embaúba (SP) tiveram empate entre dois candidatos. Nos dois casos, assumiu a prefeitura o candidato mais velho.

Em Grão Pará, que tinha 4.752 eleitores em 2004, Amilton Ascari, que concorria na época pelo PFL (atual DEM), e Valdir Dacoregio (PT) somaram 50% dos votos válidos – cada um teve exatamente  2.270 votos. Ascari acabou eleito porque era quase dois anos velho que o adversário – tinha 47 anos, contra 45 de Dacoregio.

No município paulista de Embaúba, que contava com 1.787 eleitores em 2004, os candidatos Luiz Finoto Neto, que concorria pelo PSDB, e Jesus Natalino Peres, pelo PFL (atual DEM), também terminaram iguais – cada um obteve 830 votos.

Na época da eleição, em 2004, Natalino tinha 45 anos e era 22 anos mais novo que seu adversário. Ele diz estar decepcionado com a política por ter perdido a eleição por causa da idade. “Se durar mais cem anos, não vou esquecer o que aconteceu”, comentou.

Nem todo mundo acha o critério injusto. Para o advogado Arthur Rollo, especialista em direito eleitoral, “a idade serve de critério de desempate constitucional”. “É utilizado, por exemplo, para concurso público. É um critério prévio, objetivo e criado previamente”, afirmou Rollo.

“É um critério, no meu entender, correto. Ninguém pode reclamar porque todo mundo já sabe a regra do jogo”, acrescentou o especialista.

Sob o aspecto de todo mundo saber a regra do jogo, acho correto. Mas isso não torna a decisão por alguém ter nascido primeiro que o outro correta. Veja, numa eleição, as pessoas são decididas pelo voto das outras. Se duas pessoas obtém o mesmo numero de votos, eles – pelo poder democrático dado pelo povo, tem os MESMOS DIREITOS AO CARGO. Logo, um critério de desempate, mesmo que estabelecido previamente que considere quem nasceu primeiro mais favorável, não me parece nada democrático, pois não dá chance igualitária a ambos como o sorteio pela moedinha dá.

Já aconteceu nos Estados Unidos Também

Wolfforth é uma cidade pequena que fica nas imediações de Lubbock, no Texas (EUA) e seu nome normalmente passa batido nos noticiários. Mas o pacato local chamou a atenção quando uma inédita solução ao pleito municipal entrou em jogo.  A eleição para prefeito caiu em um impasse e foi decidida no cara ou coroa.

Os dois candidatos ao cargo receberam o mesmo número de votos , totalizando 118 para cada um,  e para não dar um desfalque nos cofres públicos convocando uma nova eleição, Bruce MacNair e  Bryan Studer optaram por isso.

O presidente da câmara de Wolfforth disse que a atitude de ambos foi admirável.


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– O termo “cavalheirismo” me vem à cabeça. É uma atitude cavalheiresca esta que eles tomaram e eles estão agindo de acordo.

A cidade tem algo em torno de 3.700 residentes e os dois candidatos jamais ocuparam o cargo. A sorte foi decidida através de um dólar de prata, de 1974, com a imagem do presidente Dwight Einsenhower.

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fonte, fonte

Escrito por Philipe Kling David
Designer, blogueiro, escritor e escultor. Seu passatempo preferido é procurar coisas interessantes e curiosas para colocar neste espaço aqui. Tem uma grande atração por assuntos que envolvam mistérios, desconhecido e tecnologia. Gosta de conversar sobre qualquer coisa e sempre tem um caso bizarro e engraçado para contar. Saiba mais... Profile

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15 respostas para “Eleição é decidida no cara ou coroa”

        1. nunca ouviu falar em sarcasmo ou jeito de fala? bom..pq eu n ia querer ser amigo de um ser humano como vc, me desculpe mais de gente com vc eu quero distancia

          obs: a i como vc é um pouco lerdo o “me desculpe” n foi para te desculpa é so mais um jeito de falar otario

        1. é eu concordo com vc que agente ta fudido mesmo si votar ne qualquer um mais é melhor mudar do que continuar como ums certos ignorantes i votar em outro. se a merda da dilma n fez nada em 4 anos oq ela vai fazer em mais 4 oq? acabar com o brasil só pode

      1. haha acho q vc n conhece bem a politica essas urnas mesmo ja é um jeito de roubar na eleição i ja foi provado q uma pessoa pode mudar a quantidade de votos para um politico pq vc acha que as grades potencias mundiais n usa esse equipamento ? é ate bem obvio vc n acha ? simples e simples roubo!

  1. Acho democrático. Entende-se que o mais velho tem mais vivência, experiência, contribuirá mais para o cargo.
    E se for mais velho por 1 dia ou menos? A aquisição da experiência por idade não faria diferença por um dia. Como também o de menor idade pode ser mais experiente. Mas não temos como saber. Por isso, diante das limitações naturais, acredito no caráter democrático do desempate pela idade. Seria o mesmo quando em um concurso perde-se a vaga por um ponto. Provavelmente os dois são aptos, mas um candidato não poderá questionar o outro que conseguiu. Pode ter perdido o ponto por distração ou por falta de mérito. São limitações naturais que fazem parte da vida. E como bem disse, posto na regra, fica tudo bem entendido. Se houver empate por idade e nenhum jeito de ser justo, apela-se para o sorteio.

  2. No município onde eu moro houve empate voto a voto na eleição para prefeito no ano de 2012. Moro no município de Balsa Nova no Estado do Paraná e cada um dos concorrentes ao cargo de prefeito obteve 3.869 votos cada. Foi decidido então pela questão da idade, e o candidato mais velho ganhou. E ainda dizem que um voto não faz diferença… Sabe de nada inocente.

  3. Não sei se é democrático esse método. Não sei se li aqui no blog muito tempo atrás ou em outro lugar, mas o método do cara e coroa não é 50-50% de chance pra cada lado. Tem uma leve vantagem matemática dependendo do lado que está pra cima, não lembro bem. Enfim, só googlar que dá pra achar a conta

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