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Curiosidades

Desaparecimentos, a avó robótica, o livreiro abduzido, e o fotógrafo confrontado com o ufo

Um post repleto de histórias curiosas. Dá um confere.

Escrito por Philipe Kling David · 33 Minutos de leitura >

Como hoje eu fiz dois posts de desaparecidos, vou falar um pouco mais sobre este intrigante assunto. No mundo todo, inclusive no Brasil, pessoas somem de maneiras inexplicáveis. Embora grande parte desses desaparecimentos possam ser explicados por “N” fatores, como queima de arquivo, sequestros ou problemas relacionados ao Alzheimer, é preciso uma grande dose de coragem para se debruçar sobre certos casos que desafiam completamente a lógica. Não só relacionado aos desaparecimentos, mas também relacionados a eventuais corpos desses desaparecidos que surgem em circunstâncias muito estranhas.

Se há alguém que tem essa coragem de se debruçar sobre esse tipo de caso, é David Paulides.

Paulides escreveu vários livros, um deles é “Missing 411”

 

O livro fala sobre jovens que desaparecem nas áreas urbanas perto da água. A maioria dos casos ocorre nos estados de Minnesota e Wisconsin. São tantos casos e alguns tão estranhos que não só Paulides escreveu sobre isso, como existe um punhado de escritores e dezenas de livros sobre este assunto específico.

David Paulides

David Paulides é um homem da polícia. Ele trabalhou na aplicação da lei por mais de 20 anos. O autor olhou para casos de pessoas desaparecidas na América do Norte e após investigar tantos casos, percebeu que ali havia padrões estranhos.
Muitas vezes, esses padrões eram tão estranhos que acabavam descartados como “elementos fora da curva da normalidade”, numa investigação de dia-a-dia.  No entanto, é justamente no acumulado de evidências intrigantes dos mais variados casos, que esses pequenos padrões fora da curva mostram não um mero desvio, não um mero ruído, mas uma estranha e misteriosa estrada alternativa, onde Paulides ousou viajar.

As autoridades locais metodologicamente, consideram cada caso isoladamente. Há também o fator tempo e espaço, onde um caso é investigado por um certo período, e sem novas informações ele acaba sendo arquivado. Casos novos dificilmente podem ser correlacionados com outros ocorridos há mais de um século antes, simplesmente porque não há ninguém vivo para fazer isso. Os investigadores se aposentam, novos casos corriqueiros vão chegando e assim casos estranhos acabam empoeirando em prateleiras e gavetas, sem nem sequer serem correlacionados com outros casos de outros estados, ou mesmo de países diferentes.

Diante desse problema,  Paulides tentou montar uma única imagem, com base numa série de casos emblemáticos e misteriosos que podem compartilhar elementos. A imagem se revelou misteriosa .

Era como os Arquivos X , disse Paulides na Universidade de Toronto em 21 de maio. Ele coletou 2.000 casos com detalhes, digamos…  “místicos “.

Paulides cita o caso em que o corpo de um menino foi encontrado no tronco de uma árvore caída. Esta árvore ficava ao longo do caminho, e foi pesquisada várias vezes. Como o menino apareceu lá DEPOIS da investigação? Ninguém explica.

Roupas estranhas

Algumas das roupas e sapatos muitas vezes faltavam. Os cães não puderam seguir o rastro do desaparecido, diz Paulides. Alguns dos cães de caça passavam a se comportar de modo estranho, arredios, caminharam em círculos, se esquivaram e depois se sentaram, quase como se “recusando o serviço”.

Os investigadores não encontraram vestígios. O desaparecimento das pessoas ocorreu em uma área onde não vivem animais selvagens perigosos. Não houve ferimentos físicos nos corpos encontrados. Os companheiros dos desaparecidos repetiam a frase: “Por alguma razão, aconteceu que nos separamos.”

Paulides estudou dezenas de casos detalhadamente, recebeu relatórios oficiais, alguns dos quais muito editados, conversou com investigadores locais, entrevistou testemunhas, conversou com legistas. Ele observou:

“Isso é apenas cerca de 2% dos 2.000 casos que estudei.”

Ele começou a investigar casos semelhantes em 2009, quando se aposentou do emprego na delegacia de polícia de San Jose. Dois guardas-florestais disseram-lhe que achavam que alguns dos casos de pessoas desaparecidas justificavam uma investigação mais aprofundada e esse foi o estopim de sua pesquisa.

Desde então, Paulides expandiu a área de pesquisa para áreas urbanas onde ocorreram incidentes semelhantes, e encontrou referências a desaparecimentos semelhantes no século XIX.

Corpos encontrados em lugares incomuns

Paulides falou sobre casos em que uma pessoa estava em um lugar e depois de um curto período – já em outro. Especialmente misterioso é o desaparecimento de duas crianças pequenas:

Em 13 de julho de 1957, David Allen Scott, de 2 anos. DOIS ANOS! Uma criança de dois anos é praticamente um bebê.

O menino desapareceu na região de Twin Lakes nas montanhas de Sierra Nevada. O pai observava a criança e algo chamou sua atenção dentro do carro. Ele olhou para dentro da van por um momento. Quando ele voltou ao olhar o filho… CADÊ? O menino não estava em lugar nenhum. Tinha evaporado.

Não era uma área muito grande e contava com boa visibilidade no dia. Mas mesmo assim, os pais não acharam o menino, a equipe de busca do parque foi acionada. Nada do garoto.

Apenas três dias depois, quando os membros da equipe de buscas superaram uma montanha próxima, desceram até o pé da mesma e escalaram o topo de outra montanha encontraram o garotinho.

“A criança não conseguia percorrer essa distância sozinha”, diz Paulides. É absolutamente óbvio que o menino não chegou a este lugar sozinho.

Outro menino de 2 anos, Keith Parkins, desapareceu de sua casa em Ritter em 10 de abril de 1952. O menino estava brincando e  correu para trás do galpão… E desapareceu. Ele foi encontrado 19 horas depois, a 24 km de casa, deitado de bruços em um lago coberto de gelo. Por sorte,  a criança estava viva.

 

Conexão da água

Os corpos de pessoas desaparecidas costumam ser encontrados na água, mas não parece que estão se afogando, diz Paulides. Muitos dos casos estudados pelo detetive ocorreram na região dos Grandes Lagos, bem como próximos aos canais ou corpos d’água da cidade.

Jelani Brison, um estudante e jogador de futebol de 24 anos, foi encontrado em um lago em um campo de golfe em Anoka, Minnesota. Ele foi visto pela última vez na casa de um amigo em 17 de abril de 2009 às 22h30. Os investigadores encontraram seu boné em um dos pátios próximos ao campo, mas estranhamente, seus sapatos apareceriam em outro pátio.

A investigação do corpo revelou outra coisa estranha: Chovia constantemente e o campo de golfe estava salpicado de lama, mas as meias de Brinson estavam limpas. É óbvio que ele não foi andando até o lugar, mas foi trazido e jogado na lagoa por alguém.

“Ele não se afogou”, diz Paulides. A causa da morte não pôde ser determinada. Este é um dos muitos casos desse tipo na área.

Tudo acontece no mesmo cenário: jovens estão bebendo em um bar com amigos. Ninguém se lembra de como eles saíram. Poucos dias depois, eles são encontrados mortos na água. À primeira vista, a explicação mais lógica: eles se afogaram devido à intoxicação alcoólica. Mas Paulides diz que não é tão simples.

Frequentemente, um jovem é listado como desaparecido há vários dias. Então seu corpo é encontrado na água. Mas, de acordo com uma análise de patologistas, o corpo só ficou um ou dois dias na água. Isso geralmente acontece em parques ou áreas arborizadas.

Incidentes semelhantes ocorrem não apenas na América do Norte, mas também em outros países do mundo, mas Paulides não estudou em detalhes as relações exteriores.

O caso da morte no canal de Manchester atraiu recentemente a atenção no Reino Unido. Nos últimos anos, dezenas de corpos, a maioria homens, foram encontrados no canal de Manchester, de acordo com jornais britânicos. Os jornalistas sugeriram que se tratava de um assassino em série, apelidado de Dropper.

Mas, de acordo com Paulides, este é um canal raso e não está claro como homens podem se afogar nele.

 

Hipóteses

Muitas pessoas dão explicações sobrenaturais para as pesquisas de Paulides, como abduções por Pé Grande ou alienígenas.

O próprio Paulides tenta conter as especulações muito excessivas:

“Gente, nunca apresentei nenhuma teoria. Estou apenas descrevendo os fatos. O que acontece se eu apresentar alguma hipótese e, no dia seguinte, alguém provar que isso é impossível? A credibilidade do estudo será prejudicada. “

Mas ele deu a entender que não nega os fatores paranormais. Em uma carta ao Epoch Times, ele escreve:

“Claro, para muitos casos é fácil encontrar uma explicação racional, mas quando se trata de centenas de incidentes idênticos, a perspectiva muda.”

 

O caso da avó robô na caverna

Eu mesmo, no decorrer dos anos desse blog já li e pesquisei muitos casos estranhos e bizarro, mas o caso apelidado de “A avó robô”, é sem sombra de duvidas, um dos 30 mais estranhos.

Um menino de 3 anos, cujo nome não  foi revelado para proteção da criança e que é simplesmente referido como “John Doe” , desapareceu por várias horas e, quando foi encontrado, disse algo que era impossível de acreditar.

Isso aconteceu em 1º de outubro de 2010. A família, com “John Doe”, de 3 anos, veio passear e acampar na floresta perto do Monte Shasta, na Califórnia.

A propósito, muitas lendas são contadas sobre esta montanha, incluindo a hipótese de que há uma base alienígena dentro dela e relatos e ate mesmo surgiram registros em video de luzes misteriosas, que são frequentemente vistas em suas encostas.

A família montou suas barracas e começou a se preparar para pescar em um lago próximo. Em algum momento, eles se distraíram, “literalmente por um segundo”, e então descobriram que a criança tinha sumido. (note a similaridade com o caso que citei ali em cima)

Já eram seis horas da tarde e já escurecia quando isso aconteceu, por isso não é de estranhar que uma rápida busca no matagal não tenha rendido nada. Depois de algumas horas, eles finalmente decidiram chamar a polícia e relatar o desaparecimento do menino.

As equipes de resgate começaram a vasculhar a floresta na área do Monte Shasta. Cinco horas após o desaparecimento do menino, eles o encontraram caído nos arbustos muito perto do caminho, que eles haviam examinado repetidamente antes. Felizmente a criança estava viva e sem feridas no corpo, mas estava em um estado de estupor, como se tivesse sobrevivido a um forte choque.

Os pais da criança consideraram apenas “um susto forte” pelo fato de o menino se perder e vagar sozinho pela floresta por várias horas. Eles agradeceram aos socorristas e, após um breve exame da criança em um hospital próximo, voltaram para casa.

Várias semanas se passaram após esse incidente, e durante todo esse tempo o menino não falou sobre o que aconteceu com ele. Um dia os pais deixaram “John” na casa de sua avó Katie, a quem o menino chamava de “Kappi”, e a avó sentou-se para brincar com ele. Durante a brincadeira, o menino olhou para sua avó e disse que gostava mais dela do que “da OUTRA avó Kappi”.

Essa “avó” levou a criança para uma sala escura e fria, onde ele disse que viu aranhas e algo que chamou de “robôs humanos”. Esses robôs estavam imóveis, e no chão da sala estavam espalhadas muitas coisas diferentes como carteiras, pistolas e outras armas.

O menino detalhou que nesse lugar havia outro homem lá, que “John” inicialmente pensou ser seu avô. Mas quando, depois de olhar para os robôs, voltou a olhar para o “avô e a avó”, viu que a cabeça da “avó” brilhava. Naquele momento, ele percebeu que sua avó também não era real, mas um tipo de robô.

Então algo começou a acontecer que se tornou ainda mais difícil de dar qualquer definição lógica: A falsa avó entregou a “John” um pedaço de algo que parecia papel e pediu-lhe para fazer cocô naquele papel. O menino ficou constrangido e começou a recusar e resistir, enquanto a falsa avó insistia nisso.

Poucos minutos depois, a falsa avó parou de lhe pedir para fazer cocô no estranho material (o menino não é claro sobre isso, mas pode ser que tenha feito) e começou a lhe dizer que na verdade ele veio do espaço e foi transplantado para o ventre de sua mãe. Então a falsa avó o tirou da caverna da mesma maneira e o levou até um lugar na mata e disse a ele que ficasse ali e esperasse o aparecimento de gente.

Depois de ouvir essa história assustadora, a avó  Katie ligou para os pais do menino e começou a repreendê-los por permitir que seu jovem neto assistisse a todo tipo de lixo na TV. Quando o pai do menino perguntou o que ela queria dizer, ela contou o que a criança havia lhe contado.

Ao ouvir isso, o pai do menino recordou vagamente que tinha ouvido uma história semelhante em algum lugar, mas não conseguia se lembrar onde e em que circunstâncias. Então, ele e a avó  Katie decidiram que o menino tinha realmente assistido a algo na TV, e isso fez sua imaginação correr.

Foi aí que Katie se lembrou de uma história que já havia acontecido com ela, e apenas um ano antes do desaparecimento de “John Doe”.

Katie também adorava atividades ao ar livre e naquele ano ela foi com um amigo para a mesma floresta perto do Monte Shasta. E uma noite ela pareceu “desmaiar”. Quando recobrou os sentidos, na manhã seguinte estava caída de bruços na lama.

Ela não havia ingerido álcool ou drogas, mas não se lembrava de nada que pudesse tirá-la do saco de dormir e levá-la para longe de sua tenda. Ao mesmo tempo, ela sentiu uma dor aguda no pescoço e, ao ser examinada, viu dois pequenos furos ali, em torno dos quais a pele estava avermelhada e inflamada.

Uma amiga de Katie teve os mesmos furos no pescoço e ambas inicialmente pensaram que estavam sendo atacadas por aranhas. Um tempo depois, elas se sentiram mal, como se tivessem pegado uma gripe. Eles estavam tão doentes que ficaram muitas horas na tenda, sem conseguir nem mesmo pegar suas coisas e sair da floresta.

Quando estava na tenda totalmente indisposta, ela teve um sonho estranho com algumas criaturas que a cercavam e olhavam para ela com olhos vermelhos brilhantes. Mais uma vez, ela se convenceu de que nada de especial havia acontecido. Logo que se recuperaram um pouco as duas deixaram a floresta, mas só depois de alguns meses Katie realmente se recuperou de algo que a traumatizou tanto. Estranhamente, esse fato foi logo esquecido, como que num estranho “amortecimento” das memórias.  Katie disse que ela teria esquecido completamente o que aconteceu com ela se não fosse pela história contada por seu neto.

Entre os elementos mais estranhos desse caso estão o fato de que a “avó fake” que apareceu para o menino estava no que parece ser uma missão científica afim de obter amostras corporais do menino. Uma criança de 3 anos não elabora uma metodologia de coleta nem ferrando, de modo que eu acho que se essa história não é inventada, isso ocorreu como o menino conta.
O menino diz que viu carteiras, e até armas pelo chão. Eu imagino que esse menino pode ter sido levado a algum lugar de coleta, oculto no subsolo, onde ouros desaparecidos já estiveram e acabaram largando objetos pessoais ali.
Eu não estranharia que se numa regressão Katie se visse sendo levada para o mesmo lugar. Há uma coisa que pode parecer coincidência, que é: A avó passar por algo estranho no mesmo parque que o neto some. Isso me leva a questionar: Até que ponto a “idéia” de ir acampar naquele lugar foi uma ideia original e não uma programação mental?
O contexto das abduções parece correto com o caso, com a avó sendo abduzida e posteriormente seu neto. Há muitos casos assim, onde famílias vão sendo abduzidas de maneira sistemática.  Não seria espantoso se eles estivesse sendo “compelidos” a ir para o lugar onde seus captores pretendiam.
O menino diz ter visto pessoas-robôs, como um tipo de “clone”. Está obvio pra mim que caso isso seja real, a abdução do menino foi planejada, após a abdução da avó e o material genético dela foi coletado talvez para que fizessem sua réplica. Eu sei que é estranho, mas por mais estranho que pareça, há pelo menos um caso ufológico clássico que envolve exatamente Pessoas robôs!

CASO ONÍLSON PÁTERO

Onílson Pátero era um comerciante brasileiro que teve sua primeira abdução em 1973.  Os detalhes do caso estão aqui no portal Fenomenum. 

Onílson Pátero

Em sua primeira abdução, Onílson viajava de carro na estrada de Itajobi, ao norte do Estado de São Paulo, voltando para casa em Catanduva.  Ele voltava da cidade de Oswaldo Cruz, onde tinha ido à trabalho.  Sabe-se que Onílson iniciou sua viagem por volta das 23:00 horas, e viajaria 280 Km até Catanduvas, em seu carro, um Opala, de cor azul em plena madrugada.

Ao passar pela ponte do “Salto” de Avanhadava, a aproximadamente 150 km de Catanduva, deparou-se com um carro forte parado na rodovia e um rapaz pedindo carona, na proximidades.

Seu primeiro pensamento foi de que o moço fosse conhecido do posto policial rodoviário perto de Avadanhava, situado ali próximo. Onilson se apresentou, seguido pelo rapaz, que disse se chamar “Alex”. Onílson ofereceu um cigarro ao carona, mas o rapaz recusou, dizendo que “não fumava quando estava viajando”. Onílson achou estranho até pq acreditava que o rapaz estava segurando uma carteira de cigarros metálica do qual não se desgrudava.  Hoje esse objeto talvez fosse interpretado como algum dispositivo tecnológico, como uma arma ou mesmo um celular, mas em 73 o mais perto que a mente de Onílson chegou foi uma carteira metálica de cigarros.

O estranho da “carona”

Ao que parece, Onílson não era de dar caronas, ainda mais no meio da madrugada na estrada, mas após a estranha “ideia” de dar carona a um sujeito louro alto, atlético, muito bem vestido e boa pinta no meio da estrada, ele se divertiu. Durante a viagem, ambos conversaram animadamente, apesar de que de vez em quando Onílson achou que o carona parecia esquisito.

O estranho fez várias perguntas sobre Onílson, sobre seu grau de instrução e seu modo de vida, quanto tempo ele morava em Catanduva, ramo de atividade, entre outras coisas. Ele parecia extremamente interessado e Onílson respondia a todas as perguntas e ocasionalmente perguntava uma coisa ou outra também, recebendo quase sempre respostas genéricas e evasivas. Uma destas perguntas foi sobre o ramo de atividade de Alex. O rapaz respondeu que seu ramo era de “negócios”.

Ao longo da conversa, o rapaz demonstrou ter uma ótima memória, pois lembrava tudo o que Onílson falara. Ao dar carona ao rapaz, Onílson falou onde morava, citando até o nome da rua e número de sua casa. Ao final da carona, cerca de uma hora e meia depois, o rapaz agradeceu a carona e declarou:

“- Qualquer dia destes vou lhe fazer uma visita em sua casa, lá na Rua tal, número tal”, repetindo exatamente o mesmo endereço. Que memória, hein?

Inicialmente, o destino de Alex era Catanduva, cidade para onde Onilson se dirigia. Em dado momento da viagem, na rodovia Washington Luis, já na entrada de Catanduva, o estranho afirmou  que “lembrou que seu destino não era Catanduva, e sim Itajobi”. Obs: o lugar situava-se a 18 Km de distância.

Qualquer pessoa pararia e pensaria: Peraí, o cara “lembrou” que vai pra outro lugar? Mas Onílson parecia inocente o suficiente para não notar os sinais, ou o que eu acredito, já estava sendo sutilmente manipulado desde a “ideia” de dar uma carona a um tipo de “Ken da Barbie” no meio da estrada.

Naquele horário, de madrugada, não havia transporte disponível até aquela localidade. Além disso, chovia, razão pela qual Onilson de bom coração (ou leia: manipulado mentalmente) resolveu levá-lo até seu destino final. Ao chegar na localidade, deixou-o na praça central e recusou o dinheiro que o estranho lhe oferecera. Mesmo com essa oposição, o estranho colocou uma nota de 50 cruzeiros no bolso da blusa que ele vestia. Um ato de cortesia, talvez? Ou a nota estaria funcionando com algum tipo de rastreamento?

A carona acaba

Após isso, despediram-se e Onílson  retomou a estrada para sua casa. Ele consultou o relógio, verificando que eram aproximadamente 3 horas da manhã.

Quando faltavam 7 quilômetros para chegar ao seu destino, fatos insólitos começaram a ocorrer. Inicialmente, Onílson percebeu uma interferência no rádio de seu carro. Ele foi diminuindo o volume do som. Além disso, o motor do carro começou a falhar, perdendo rendimento. O carro estava engasgando. Pouco depois, ele percebeu o surgimento de um foco de luz azul, com uns 20 cm de diâmetro, que desceu diretamente do céu e atingiu o painel à sua frente.

O carro fraquíssimo já praticamente se arrastava pela estrada conforme era atingido pelo raio azul misterioso.

Aquele foco de luz deslocou-se para a direita, posicionando-se no banco vazio ao seu lado. Em seguida, o foco desceu, passando para o lado esquerdo, em um movimento ondulatório, colocando-se sobre os pedais, onde desapareceu. O mais estranho era que onde este facho de luz incidia, a área iluminada ficava transparente, o que permitiu à Onilson, completamente chocado, ver o motor funcionando e até o asfalto passando por baixo do veículo.

Intrigado, olhou o céu, através do pára-brisa, tentando descobrir de onde vinha o raio, mas chovia muito e ele não conseguiu ver.

A luz poderosa surgiu

O que se segue é uma cena das mais clichês de abdução:

O motor do Opala azul continuava a apresentar problemas, obrigando Onilson a reduzir a marcha. Passados 500 metros após uma subida, Onílson viu brotar luz intensa, logo à frente. Desta luz, um feixe luminoso vinha em sua direção. Ao se aproximar do objeto, pela estrada, a luz foi ficando tão intensa e cegante, que Onilson teve que proteger seus olhos. Imaginando que era um caminhão vindo para colidir com o carro ele jogou pro acostamento totalmente de qualquer jeito, largando o carro atravessado.

Neste momento, percebeu que todo o sistema elétrico do veículo já estava inoperante. Motor, faróis, rádio e painel… Tudo em pane. Ele retirou os óculos e temeu que seria atingido pelo tal caminhão. Mas o caminhão não veio.   Ele então resolveu arriscar olhar a origem de tal luz. Para sua surpresa, observou um objeto suspenso no céu diante dele. O UFO tinha formato circular, como duas abóbodas superpostas.

Ainda sentado no banco do motorista, sentiu forte calor. Ele abriu a porta, e colocou o pé direito no chão, ocasião em que notou que do objeto surgiu uma espécie de campo de força, ao mesmo tempo em que sentiu a temperatura amenizar. Onilson permaneceu observando o objeto que emitia um misterioso zumbido.

Do aparelho ele viu surgir uma espécie de cilindro, que desceu ao solo, aproximando-se cada vez mais, e assustado ele pensou: -Que merda é essa? Vou dar o fora daqui!

Ele pensou em fugir em direção à Itajobi, entrando em um bosque e em seguida tentar chegar à Catanduva correndo. De fato, Onílson saiu correndo desesperado e após avançar uns 30 metros, sentiu  que algo o prendeu. Ele descreveu o mecanismo como sendo uma espécie de laço borracha fina. Ele se virou, em direção ao carro, e percebeu que o objeto encontrava-se próximo deste, iluminando-o com o raio de luz. Espantado, percebeu que seu carro já estava todo transparente, como vidro. Em seguida, desmaiou.

Onílson foi encontrado na manhã seguinte caído ao lado do carro. Sua pasta dentro do veículo havia sido aberta (embora as chaves da maleta estivessem com Onílson) e os documentos estavam espalhados no carro. O policial que o encontrou relata que Onílson acordou de um tipo de transe, e estava muito nervoso, repetindo “Eles querem me pegar…”.

Pouco depois, o guarda rodoviário levou Onilson para a emergência da Santa Casa de Catanduva, onde ele foi atendido pelo médico Dr. Elias Azis Chediak, que o submeteu a exames clínicos, à testes neurológicos e psicológicos, não encontrando nada de anormal. Um fato estranho constatado por todos os envolvidos é o fato de Onilson ter estar sob a chuva da madrugada, estando assim todo encharcado, com exceção das costas de sua blusa, que encontrava-se seca.

A esposa de Onilson, ao receber a notícia de que seu marido estava no Hospital, apanhou roupas limpas e dirigiu-se para a Santa Casa. Ao chegar encontrou o marido e constatou, espantada, que os cabelos de Onilson tinham mudado de cor!
Estavam pretos, ao invés de castanho, sua cor natural. A cor natural só reapareceu 3 ou 4 dias após o contato.

Outro distúrbio fisiológico apresentado por Onilson foi uma estranha coceira surgida logo após o caso. O Dr. Chediak prescreveu um medicamento, recomendando-lhe que voltasse no dia seguinte, para complementação dos exames e acompanhamento.

Onilson tentou seguir com sua vida, achando que o aspecto mais bizarro e aterrorizante havia finalmente ficado para trás… Mas ele estava errado.

A SEGUNDA ABDUÇÃO

No dia 26 de abril de 1974, Onilson avisou sua esposa D. Lourdes, que ia almoçar mais cedo, pois sairia a negócios para a cidade Julio de Mesquita (aproximadamente 160 Km de Catanduva). E assim partiu às 12:30 hs.

Chegando em Júlio de Mesquita às 15 horas, não encontrou o prefeito com quem, conforme combinação prévia trataria. O prefeitos Antônio Soares, só chegou às 17:30 hs e não finalizou a compra, alegando que primeiro teria que escutar a opinião do fiscal de ensino, na cidade vizinha (Marília). Ele resolveu então seguir até Marília (a 30 km), mas o fiscal de ensino estava ausente. Então ele fez um lanche rápido e iniciou a viagem de volta para casa às 22:30 hs.

Ele havia vendido seu carro Opala, pouco tempo após sua abdução e agora viajavam em um fusca azulado. Por volta das 23:30 hs, ele se encontrava a 15 km de Guarantã, e a 120 km de Catanduva. A cerca de 200 metros da linha de alta tensão da Cia. Elétrica de São Paulo, Onilson observou uma luminosidade azulada correndo paralelamente ao longo dos fios.

Nesse momento, o motor do carro começou a falhar ao mesmo tempo em que ele observou um filete de luz intensa, azulada aparecer.

Lembrando dos fatos envolvendo sua primeira experiência, Onilson resolveu seguir adiante e fugir do local, para evitar outro trauma. Claro que não adiantou nada e tal qual com o Opala, o motor do Fusca morreu, obrigando Onilson a conduzir o carro, ainda embalado, para o acostamento.

A nave ressurge

Assim que parou o carro, ele observou o que poderia ser o mesmo UFO da primeira ocasião.

Assustado, Onilson resolveu fugir a pé (de novo). Ele abriu a porta do carro, e percebeu que uma espécie de esteira se aproximava. Não se sabe bem como ele foi capturado e arrastado para a nave por tal “esteira”.  Repentinamente ele viu-se em uma sala ovalada a bordo do objeto. Esse lapso temporal entre ser capturado lá fora e aparecer dentro da nave é super comum em relatos de abdução e minha interpretação é que o “paciente” é induzido a um estado de estupor. Imagino que esse estado opere como um amortecimento histérico e seja produzido através de um campo eletromagnético direcionado causando uma letargia chamada “obnubilação da consciência”.  Nem sempre esse processo é usado, e ele já aparece no caso Betty & Barney Hill, quando Barney foi desligado e Betty não. Ela mesma perguntou ao alien pq disso e o ser explicou que ela era inofensiva, mas o homem estava disposto a lutar.

De volta ao caso, Onílson se dá conta que está dentro da nave, e nesta sala, uma surpresa: Quem estava ali a esperar por ele?  Isso mesmo, Alex, o “Ken da Barbie”, o mesmo rapaz louro bonitão e atlético à quem dera carona. Ele vestia a mesma roupa que usava naquela noite e aproximou-se sorrindo e dizendo que era pra se acalmar, que nada de mal aconteceria à Onilson. Essa comunicação foi ouvida perfeitamente por Onilson, mas quando este tentou responder, lembra-se de que não ouviu suas próprias palavras. (talvez um reflexo do amortecimento psíquico na captura)

Onílson seria levado em diferentes compartimentos do Ufo.

O ambiente da primeira sala

No meio da sala havia uma grande luminosidade azul, que aparentemente vinha do teto (a uns 3,5 m de altura), em forma de cúpula, onde se viam muitos fios cruzando-se, conforme teias de aranha, em 3 a 4 camadas.

Ao longo da parede da sala, à altura aproximada de 1 metro do piso, deslocava-se, em circunferência, uma luz azulada.

O moço pediu a Onilson para que sentasse numa cadeira de costas altas e que tinha assento fofo, parecendo borracha.

Na 2ª Sala

Não sabe quanto tempo teria ficado na primeira sala, pois ali só teve consciência durante 1 a 2 minutos. É possível que enquanto estava “desligado” tenha passado por exames, talvez implantes.

A lembrança lhe voltou de novo quando já se achava em outra sala, semelhante à primeira. Nessa sala também havia fios no teto, porém pela parede se dispunha em circunferência um tubo de metal brilhante, de uns 30 cm de espessura. Também havia luzes dispostas em circunferência, paralelamente à do referido tubo e aproximadamente a 1 palmo acima deste. Além disso, havia na parede uns 3 a 4 pontos luminosos que costumavam apagar-se (tipo em fade in).

Nesta sala estava Alex, que lhe pediu para tirar a roupa e vestir outra e por ele foi ajudado. A roupa era de um tecido que parecia ser feito de fios metálicos, com aspectos de nylon de brilho fosco, e que o cobria até os pés. Onilson ouvia as explicações de Alex, porém não podia ouvir as suas próprias perguntas. A roupa ajustava-se ao seu corpo e por dentro sentia-a macia. Não sabe se havia fios que ligassem a roupa à parede.

Viu ainda, que na parede havia uma janela de aproximadamente 1,5 m de comprimento por 60 cm de largura e através dela notou à distância de 5 a 6 m, no compartimento contíguo, o movimento de pessoas que pareciam sentadas em cadeiras, pois só as via até a cintura. As cadeiras pareciam motorizadas ou então seriam carrinhos, pois essas pessoas se movimentavam conservando seus corpos imóveis, o que já não aconteceria se estivessem andando com seus próprios pés. As pessoas, que no máximo eram três juntas para seu campo visual, estavam ora de frente, ora de lado, e cobertos por capuzes que se constituíam num prolongamento da própria roupa que vestiam.

Uma estranha manobra

Alex, ao dizer “você vai ver uma manobra”, passou a sua mão em um local da parede, onde, em seguida, apareceu um visor de uns 40 cm de largura, permitindo visão para fora do Disco Voador. Onilson recebeu então um capacete para colocar na cabeça, fechado na parte do pescoço mas sem provocar falta de ar. O capacete possuía um visor na frente e Onilson teve a impressão de que quando este lhe foi colocado na cabeça acabou por ver melhor e para mais longe, distinguindo perfeitamente a paisagem. Não sabia se era dia ou noite lá fora, mas distinguiu um vale, onde havia uma cidade que lhe parecia do tipo europeu, pois consistia de casas com telhados altos e bem inclinados e também pareciam haver torres de igrejas.

Distante da cidade a, talvez a uns  2km dela, viu surgir do solo uma formação em forma de ovo, de 4 a 5 metros de largura que, acompanhada de uma nuvem branca, elevou-se nos ares e aproximou-se do local onde estava Onilson. Se esse ovo entrou no mesmo local onde estava, devia ter sido em outra sala, pois na sua sala nada viu entrar.

Alex explicou que eles estavam empenhados em retirar da terra certa substância, a qual facilmente manipulada seria fatal para os discos voadores. Essa substância existiria na Terra e forçosamente seria descoberta pelos seus habitantes, mais cedo ou mais tarde. Entretanto, “eles” estavam estudando o assunto, para achar uma defesa, para o futuro, contra a aplicação desta substância, e que neste intento, forçosamente, seriam bem sucedidos.

Este diálogo talvez seja um dos aspectos mais intrigantes e interessantes do caso Onílson, uma vez que é raríssimo que alienígenas deem explicações dos seus “planos”. Quase sempre uma abdução passa por uma sequência de etapas que lembra um grande teatro de acontecimentos similares. A captura, o desligamento, o procedimento, eventualmente pode rolar uma ameaça de porrada  (como nos casos Travis Walton/ caso Paciência ) ou até um sexo e porradas (caso Villas Boas)  e depois, o abduzido é jogado pra fora e largado em qq lugar.
Há poucos casos que os aliens parecem professorais, mas embora poucos, eles existem, como o caso Karran, e o caso Baependi, onde até um tipo de multimídia foi passado para seu Arlindo mostrando num audiovisual de onde os aliens vieram, como a nave funcionava e tudo mais. Infelizmente, ele tinha uma formação cultural precária demais para entender as coisas e só pode reconhecer a Terra e a Lua no video.

Uma estranha explicação

Alex ainda explicou que, no futuro, esperavam chegar a um entendimento com os terrestres, mas se tal não se realizasse, seria lançado um pó fino, semelhante à uma fumaça, que não faria mal nem a uma borboleta (não sei o que ele quis dizer com isso, talvez chemtrails?) . Se necessário trariam Onilson outra vez… mas desta vez junto com uma pessoa de certo nível hierárquico da Terra.

Uma questão que podemos levantar é se Alex estava apenas distraindo Onílson falando qualquer coisa pra ele de modo a não atrair sua atenção para o que realmente estaria fazendo. Digo isso porquê mesmo enquanto revelava seus “planos” no melhor estilo vilão de quadrinhos, o alien seguia instalando coisas no corpo de Onílson.

A Urna

Alex colocou então em Onilson, uns braceletes de aspecto metálico, amarelados e opacos, nos pulsos e nos tornozelos, que não o incomodaram. Certamente que esses objetos não eram decorativos. Suspeito que tinham alguma função de monitoramento de funções vitais. algum tipo e telemetria, como as dos atuais smartwatches, que também medem diversos dados corporais usando apenas a luz e sensores nos pulsos. Mas em 73 isso era impensável.
Depois de ter ficado uns 5 minutos nessa segunda sala, ele foi colocado no que foi descrito como “uma urna”, parecendo de isopor, embutida no piso e onde havia lugar para todo o corpo se acomodar anatomicamente.

Estariam medindo seu corpo num tipo de fôrma?
O abduzido não sabe quanto tempo ficou nessa urna, pois não se lembra de mais nada.  Certamente apagaram sua mente novamente durante o procedimento. Pra mim está clara a razão: Precisavam que ele não se movesse. Talvez seu corpo estivesse sendo escaneado profundamente nesse tipo de molde.

Quando a consciência voltou, já estava novamente vestido com a sua própria roupa e em outro compartimento mais espaçoso. Alex tinha sumido.

Aqui temos uma questão extra. As medidas descritas pelo tamanho dos ambientes e pelo tamanho do Ufo que ele viu não batem, o que levou ao grupo de pesquisa da SBEDV a hipótese de que Onilson já nem mesmo estaria na nave durante essa última fase. Isso talvez explique por que Alex sumira.

O 3º Compartimento

Esse ultimo salão que Onilson lembra ter avistado era em formato semi-cilíndrico, tendo 12 a 15 metros de diâmetro. Ele achava-se sentado numa cadeira, em fileira de 5 a 6 cadeiras colocadas no meio. Havia ainda à sua frente, no centro, um cilindro metálico brilhante, de uns 40 cm de diâmetro, que alcançava o teto do salão e que era de uma altura de uns 10 a 15 metros. No canto à sua esquerda, nada havia, mas à sua direita estavam em pé 3 pessoas encapuzadas, cujas roupas soltas estendiam-se até os pés. Deviam ter altura regular de 1,70 m. Onilson os denominava de “médicos”. Um deles estava sentado diante de uma tela. Outro olhava para Onilson e o terceiro observava alguns objetos presentes na sala.

Foi nesse momento que surgiu um novo personagem: um individuo humano, era uma réplica idêntica à Onilson, em seus mínimos detalhes. Ele vestia uma roupa idêntica à que Onilson trajava no dia de sua 1ª abdução, 11 meses antes.

Esse “clone”  permaneceu nesta sala por alguns instantes e saiu da sala. Pouco depois, três outras pessoas, também de aspecto humano, entraram na sala, partindo logo em seguida. Tudo isso não durou mais do que três minutos.

Onilson ficou absolutamente chocado de ver a si mesmo com ele ali.

Aqui as coisas começam a parecer ter algum sentido. Todo o procedimento parecia levar a um processo de “duplicar” Onílson. Isso explica o molde, a roupa metalizada colada em seu corpo, os sistemas presos em seus pulsos.

A sensação é que Onilson parcialmente consciente, acompanhou todo o processe de produção de uma “pessoa robô” relatado pelo menino de 3 anos no caso da “Avó robô”. Possivelmente, na abdução de Katie, os mesmos procedimentos foram usados para replicar sua aparência e essa réplica foi usada para atrair o menino para exames.

A lembrança seguinte de Onilson foi de estar sendo desembarcado do objeto através da mesma esteira que o capturou no início de sua experiência. Ele foi colocado de forma suave sobre a relva em algum lugar desconhecido. Ele sentou no chão e observou a partida do estranho objeto. Ele olhou seu relógio e viu que já eram 3:15 hs da madrugada. Olhando em volta, percebeu ao longe luzes de uma cidade, e luzes de veículos trafegando em uma rodovia, em um vale próximo. Ele iniciou a descida do que parecia ser uma colina, em direção à esta estrada. Estava um breu e a descida era muito perigosa e ele até se machucou.

A descida do morro e o encontro com o fazendeiro

Parece que a descida do morro, com ausência da Lua, em terreno de altos e baixos, pedras grandes e pequenas, deve ter desesperado Onilson. Isso foi confirmado pelos gritos de socorro que de vez em quando lançava ao ar, ao longo das 3 horas de descida. Mais tarde, Onilson desenhou um croqui com o caminho de descida do morro.

Quando alcançou uma pedra maior, já bem baixo, resolveu descansar pois tinha machucado um pé numa fenda e também estava com câimbra. Enquanto estava parado, para descansar por uns 15 a 20 minutos, começou a cair uma chuva fina, que lhe trouxe maior ânimo. Ele então se abrigou embaixo de uma pedra inclinada, onde assinalou sua passagem pelo local com um canivete, gravando as iniciais de seu nome.

Com o raiar do dia, ele chegava à base do morro, onde avistou um grupo de pessoas. Ele aproximou-se, identificou-se e pediu ajuda para chegar à uma Delegacia de Polícia, pois queria avisar seus parentes de que estava bem. Ele relatou à um dos fazendeiros, chamado Cesar Menelli, sua experiência. O fazendeiro o levou para sua casa, onde ele tomou um banho e fez um lanche.

Na quinta feira, 2 de maio, os familiares receberam uma ligação informando que Onilson Pátero, desaparecido em São Paulo,  havia reaparecido em Colatina, Espírito Santo, há mais de 1000km de distância.

Eles imediatamente iniciaram a viagem para buscar Onilson em Colatina. Ao encontrar Onilson, constaram que este estava um pouco pálido. Por volta das 13 horas de 4 de maio tomaram o caminho de volta. A esta altura, a história do desaparecimento e reaparecimento de Pátero já tinha chegado à imprensa e vários repórteres estavam empenhados em cobrir o fato. A 12 Km de Colatina, os repórteres aguardaram a passagem da família Pátero na entrada da fazenda Catuá, de propriedade do Sr. Menelli.

De acordo com o Diário da Região, o carro de Pátero foi descoberto abandonado na estrada, e o comerciante só foi encontrado seis dias depois.

Eles então pediram a Onilson para subir com eles até a pedra onde ele gravara seu nome, marcando sua passagem pelo local. Os repórteres não só confirmaram a existência da gravura como também a fotografaram, publicando-a no jornal “O Vespertino”, de Vitória, no dia 6 de maio de 1974. Mais detalhes desse caso podem ser lidas no portal fenomenum. 

Um fator interessante desse caso reside na tal explicação de Alex de que os aliens estão removendo algum tipo de material da Terra. Isso parece fazer algum sentido, quando examinamos uma série de casos, muitos apenas de primeiro grau, onde naves são vistas fazendo verdadeiras “varreduras” de solo, disparando raios no chão. Há um volume gigante de casos que parece apontar para aliens realmente procurando coisas no solo, as vezes com naves jogando luzes, às vezes sondas disparando flashes e em alguns casos até figuras humanoides passando o que parecem ser detectores de metais no chão, como nesse emblemático caso do alienígena acrobata da Bélgica.

 

Outro caso curioso (um dos mais esquisitos da ufologia brasileira que já é MUITO doida) é o caso Antônio Alves Ferreira, onde durante uma longa abdução, um clone do próprio abduzido foi inserido em seu núcleo familiar, fato que foi reconhecido até por seus pais, que estranharam o comportamento do clone, que não só não falava, dormia muito e era mais pesado que o filho deles (o pai pegou o clone no colo e notou que aquilo não era o filho deles).

Clones de pessoas, aliens que parecem gente… Tudo parece um grande bololô de ficção cientifica, é verdade. Um aspecto interessante do caso de Onílson está justamente sobre a figura de Alex, o bonitão atlético bem vestido da estrada. O Alien foi implantado como um agente secreto no melhor estilo James “Blond”, hahaha. Curiosamente, eu conheço OUTRO caso muito parecido com esse, envolvendo um outro James “Blond” que atraiu sua vítima para uma abdução, e essa com evidências fotograficas de alta qualidade, meu chapa.

(Espero que meu post monstruosamente gigantesco não esteja te aborrecendo a essa altura, mas sabe como é, eu fico empolgado linkando casos ufológicos, e não consigo parar, hehehe.)

 

ALEX2 – Outro caso de um alienígena “James Blond”

 

Essa história aconteceu no México com um fotógrafo local comum que de repente se tornou objeto de um inesperado contato com alienígenas.

Em janeiro de 1981, o fotógrafo Carlos Diaz, por instrução de sua revista, estava a caminho de se encontrar com um jornalista no Parque Ajusco, próximo à Cidade do México, capital do México.  Notou aí a particularidade? Um Parque nacional.

Diaz chegou cedo para a reunião, então estacionou o carro e esperou pacientemente a chegada do jornalista. Minutos se passaram, o jornalista ainda estava ausente e o impaciente Diaz sentou-se em seu carro e olhou pela janela, impaciente e meio puto com o atraso do colega.

Surge o OVNI

Então Diaz saiu do carro e continuou suas tentativas de fotografar o OVNI do lado de fora. Mas assim que ele tirou algumas fotos, a misteriosa bola laranja voou alto no céu e desapareceu, deixando Diaz perplexo e com grande surpresa.

Carlos Diaz

 

 

No entanto, este foi apenas o começo deste estranho épico.

Após este incidente, Diaz se transformou em uma pessoa obcecada com o estranho fenômeno que viu. Vez após vez, ele repassou em sua cabeça como um OVNI laranja gigante voou sobre seu carro. Lembra da obsessão de Roy Neary em Contatos Imediatos do 3 grau? Foi mais ou menos essa obsessão que se apoderou de Diaz. Ao ponto de que ele também repetidamente voltou àquele lugar do contato, como uma espécie de peregrinação, para compreender melhor sua própria experiência insólita.

Mas mês após mês, ele voltava lá, lembrava dos fatos e não percebeu mais nada incomum.

Era março de 1981 e Diaz voltou ao Parque Ajusco, ainda na “ideia fixa” de relembrar o episódio com o OVNI.  Estaria Carlos Diaz realmente obcecado ou estava já sendo “compelido” a voltar ao local, como a família e a avó de John Doe no começo desse post e a carona ao desconhecido dada por Pátero?
Naquele dia, quando ele chegou, ele logo percebeu um brilho amarelo estranho, que era claramente visível no céu, apesar da chuva e do nevoeiro. Diaz saiu do carro e se aproximou do brilho, que logo se transformaria no familiar OVNI laranja pairando enorme, no céu.

Dessa vez, aquele OVNI parecia estar esperando por Diaz, e quando ele se aproximou, o objeto também  baixou sua altitude significativamente.  E agora, o homem podia vê-lo melhor. Ele descreveria o OVNI como “abobadado com um anel liso no centro e coberto com muitos hemisférios, cada um com cerca de um metro de diâmetro”.  A estrutura externa da nave poderia ser comparada ao ufo que Patero descreve, sendo que no caso de Diaz ela emitia luminosidade e no caso de Patero estava apagada. As formas de ambos são similares ao padrão disco voador clássico.

Olhando com espanto para a nave aparentemente extraterrestre, Diaz sentiu como se alguém o tivesse chegado por trás e o abraçado com força, após o que ele desmaiou. (uso da obnubilação da consciência)
Depois de recobrar a consciência ele descobriu que suas roupas estavam completamente secas, apesar do fato de que anteriormente haviam sido encharcadas na água da chuva, e o misterioso OVNI havia desaparecido. O aspecto da roupa seca é incrivelmente similar à primeira abdução de Pátero.

Confuso, Diaz voltou para o carro, tentando processar os acontecimentos.

Meu nome é Blond…

De repente, Carlos viu outro carro chegando e estacionando ao lado dele. Do carro saiu um homem alto e louro, que ele não conhecia. Era um sujeito “boa pinta”. Ele se aproximou bastante cortez e educado, estava bem vestido e perguntou ao jovem Diaz que se ele queria ver algo mais “interessante”. Diaz achou aquilo estranho, mas por impulso disse que sim. E o estranho então disse a ele para voltar ao lugar no dia seguinte. Diaz obedeceu e voltou à mesma hora no dia seguinte.

Lá estava ele. O estranho de cabelos louros já estava lá, esperando por ele. Quando Diaz chegou o estranho bonitão se desculpou e explicou que no dia anterior, foi ele quem agarrou Diaz. Assumiu que ele era um dos tripulantes do OVNI laranja. Além disso, o loiro disse misteriosamente que Diaz gradualmente se lembraria de todos os eventos subsequentes por conta própria e que isso provavelmente mudaria para sempre sua vida. Então o homem loiro entrou na floresta e desapareceu.  Diaz permaneceu perto do carro, sentindo solidão e medo intenso.

Conforme dito pelo estranho, ao longo dos próximos meses, a memória de Diaz começou a “manifestar” algumas memórias do que aconteceu com ele depois que o alienígena o “desligou”. Ele lembrou que em algum ponto um OVNI chegou muito perto dele, e então Diaz foi atraído e passou pela superfície do OVNI e pareceu se “fundir” com este objeto.

Então ele se viu em uma caverna misteriosa (note a similaridade com o caso da Avó robótica):

“Estava cheio de estalagmites, algumas das quais esculpidas com padrões que lembram esculturas maias. Eu vi muitas pessoas na caverna, algumas acenaram para mim e em estado de choque eu acenei de volta. Em seguida, um humanóide de cabelos loiros  apareceu nas proximidades e me acompanhou até outra caverna que continha sete esferas brilhantes em forma de ovo. “

Diaz recebeu a ordem de entrar em um desses objetos e as coisas ficaram ainda mais surreais porque ele acabou em uma floresta estranha assim que atravessou um dos “ovos”.

“Pude ver todos os detalhes dessa floresta, como se estivesse caminhando por ela. Não pude tocar em nada, mas podia sentir sua temperatura e umidade. Pude ver e sentir tudo, mas fisicamente acho que não estava lá.”

Ele foi então devolvido à caverna original e, em seguida, voltou para seu carro, após o que o alienígena loiro disse a ele que agora Diaz tinha recebido algum conhecimento misterioso e depois foi embora.

Depois disso, Diaz afirmou que essas entidades passaram a contatá-lo com frequência, e que ele entrou repetidamente nas referidas esferas, viajando por elas por toda a Terra e mesmo no tempo, os alienígenas lhe ensinaram que tudo está interligado e informaram que sua missão era ajudar a ecologia da Terra.

 

O escritor de pesquisas alemão Michael Hesemann, que entrevistou Diaz, colocou desta forma:

“Ele não só contata essas criaturas por meio de encontros em suas naves, mas afirma conhecer essas criaturas socialmente, pois acredita que algumas delas vivem entre nós. Aparentemente, eles lhe disseram que estão visitando a Terra há milhares de anos e estão especialmente interessados ​​em nossa evolução, que, comparada à deles, ocorreu muito mais rápido. Eles estão tentando entender por quê. “

A ideia de conhecer aliens que vivem secretamente na Terra como sendo humanos também aparece nas entrevistas de Hermínio e Bianca, onde esse fato foi revelado por Karran. Essa ideia também era compartilhada por Paul Hellyer, ex-Ministro da Defesa do Canadá, que sempre dizia que você pode estar jantando no restaurante ao lado de um alien e não saber.

Quando a história dos encontros de Diaz com extraterrestres chegou à imprensa, incluindo algumas das fotografias de OVNIs que ele fez, essas imagens foram submetidas a uma análise e verificação rigorosas, e muitos ufologos mexicanos afirmaram que as fotos de Diaz eram uma das evidências mais marcantes da existência alienígena que eles viram.

Essas fotos também passaram por diversas análises, que apenas confirmaram sua autenticidade. O professor Victor Quesada do Instituto Politécnico da Universidade do México foi um dos que periciou estas fotos:

“Ficamos chocados ao descobrir que o espectro de luz do objeto era diferente de tudo que já havíamos visto, violava todos os parâmetros anteriores e não correspondia a nada em nossos bancos de dados. A luz estava excepcionalmente brilhante. Não havia evidência de sobreposição ou play-out. De acordo com nossas estimativas, o diâmetro do objeto está entre 30 e 50 metros. “

Duas das imagens de OVNIs de Carlos Diaz

 

Essas fotos parecem ter sido examinadas por outros especialistas também, incluindo até o Dr. Robert Nathan, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA na Califórnia, que também concluiu que elas eram genuínas.

Mais tarde, Diaz também produziu vídeos de OVNIs, e esses vídeos também foram examinados em detalhes em busca de traços de edição e falsificação. Eles também ainda causam muita controvérsia.

Enquanto isso, muito se tem falado sobre a confiabilidade de Diaz como testemunha ocular e que ele pareceu a todos ser uma testemunha honesta, clara e confiável dos eventos que descreveu. Um pesquisador de OVNIs e professor de psiquiatria na Harvard Medical School, John Mack, falou sobre Diaz:

“De todas as pessoas experientes com quem trabalhei, é Carlos Diaz quem parece ter desenvolvido a compreensão mais profunda da teia interconectada da natureza. A experiência de Diaz com coisas vivas é tão poderosa que parece que ele literalmente se tornou o que descreve. Diaz é o mais importante contato humano documentado com alienígenas que ocorreu em nosso tempo. “

Nos anos que se seguiram, Diaz continuou a insistir na realidade de suas fotos, vídeos e experiências, chamando a si mesmo de um mensageiro que trabalhava para salvar a Terra da destruição iminente que os alienígenas disseram que cairia sobre nós se não mudássemos nosso comportamento.

Bem, vou parar por aqui, já que este post ficou meio grande. Seja como for, sempre há muitos detalhes que parecem conectar todas essas histórias e isso é muito intrigante e estimulante.

Escrito por Philipe Kling David
Designer, blogueiro, escritor e escultor. Seu passatempo preferido é procurar coisas interessantes e curiosas para colocar neste espaço aqui. Tem uma grande atração por assuntos que envolvam mistérios, desconhecido e tecnologia. Gosta de conversar sobre qualquer coisa e sempre tem um caso bizarro e engraçado para contar. Saiba mais... Profile

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  1. Na moral, acho que essa parada de abdução se for real, não seria algo como abdução física e sim da consciência. Como se fosse um sequestro astral.

  2. Que post maravilhoso. Eu sentia falta desse tipo de material do Philipe. Acompanho o site desde o post sobre motos de 1 roda há uns 15 anos …

  3. os melhores posts são esses longos e com suas próprias opiniões, dá pra viajar muito imaginando como cada historia ocorreu, parabéns muito bom mesmo, até hoje o caso sobre o passo dyatlov que você escreveu é um dos melhores e mais bem detalhados todo ano volto para reler o caso.

  4. O caso do Nilson e esse do Carlos Diaz são muito interessantes. Já a história do Paulides sobre desparecimentos tem até documentário, mas é envolta em muita descrença. Esse caso da criança mesmo, me faz suspeitar. Como pai de uma menina de 3 anos, acho difícil que a descrição dela do que viu fosse tamanha como foi, com tantos detalhes e conhecimento pra descrever o que viu. De novo, como qualquer caso, temos o que algum adulto disse que a criança testemunhou, não temos o original da criança. Então dá pra jogar como suspeito.

  5. Nunca mais tinha visto esses posts. Era um dos que mais me atraíram para o blog anos atrás. Caramba já é mais de 10 anos acompanhando o blog.
    E o mundo está ainda mais estranho do que naquela época.

  6. Que saudade que eu tava desses posts gigantes sobre aliens! Faz tanto tempo que não entrava aqui (vida corrida) e hoje me deparo com esse deleite, rsrsrs. Obrigada Philipe, ótimo post!!!

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