Corrida pelo Et? China assume que está fazendo o maior radiotelescópio do mundo

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A China já começou a construir o maior radiotelescópio do mundo, que ocupará uma área de 30 campos de futebol.

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O Radiotelescópio FAST será localizado na província chinesa de Guizhou, de acordo com o jornal Sputnik. Seu diâmetro é de 500 metros!

Para este indicador, o observatório vai superar de longe o maior telescópio do mundo – o Observatório de Arecibo, em Porto Rico (com um diâmetro de 305 metros).

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O perímetro do telescópio chinês será 1,6 km. Espera-se que o radiotelescópio irá aumentar significativamente o potencial do país no domínio da exploração do espaço. Com ele, a China vai procurar vestígios de vida inteligente fora da galáxia, bem como estudar a origem do universo.70709_800

Cara é de tirar o chapéu para a China no que tange aos investimentos gigantescos em tecnologia do país. Poucas décadas atrás a China era um país atrasado, agrário e pobre. É impressionante!

Corrida pelo Et?

Parece no mínimo curioso um conjunto grande de notícias, que sempre são apresentadas separadamente, mas quando olhamos todas elas fica bem óbvio que começou uma nova corrida espacial. E isso parece ser a “corrida pelo Et”. Hoje agências espaciais dos EUA, da Russia, e China começaram a varrer o espaço em busca de planetas iguais a Terra, potencialmente habitados.

Veja por exemplo o caso do Stephen Hawking, que vivia dizendo que um encontro com extraterrestres provavelmente seria prejudicial para os humanos. Agora assume que vai fazer parte de uma pesquisa de busca port Ets… Estranho né?

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O mundialmente famoso cientista se uniu ao bilionário russo Yuri Milner e ambos anunciaram o “Breakthrough Initiatives”, programa que pretende vasculhar o espaço na busca por vida alienígena durante os próximos dez anos. Milner fez o investimento de US$ 100 milhões neste que é o mais audacioso projeto já idealizado do gênero. Hawking é o mentor intelectual da iniciativa.

“Em um universo infinito devem haver outros casos de vida. Pode ser que, em algum lugar do cosmos, talvez exista vida inteligente. Seja como for, não há maior pergunta. É hora de nos comprometermos a encontrar uma resposta e buscar vida além da Terra. Precisamos descobrir”, declarou o cientista em pronunciamento na Royal Society, em Londres, Inglaterra.

Geoff Marcy, astrônomo responsável por encontrar mais de cem exoplanetas, e Frank Drake, astrofísico e fundador, já na década de 1960, do programa norte-americano Pesquisa por Inteligência Extraterrestre (SETI) são alguns dos especialistas que farão parte da equipe de pesquisadores do Breakthrough Initiatives.

Junto do anúncio do projeto que visa encontrar sinais de vida alienígena inteligente, uma competição para a criação de mensagens que representam a humanidade destinadas a seres de outros planetas foi criada. O prêmio foi cravado em US$ 1 milhão. “Aprendemos muito nos últimos 50 anos sobre como procurar sinais no espaço. Com a Breakthrough Initiatives, vamos trabalhar com um ‘aprendizado dobrado’ [sobre as pesquisas]”, comentou Drake na cerimônia de lançamento da iniciativa.

Semana passada a Nasa achou um planeta bem similar à Terra.

Cientistas da Nasa divulgaram na quinta-feira (23 de julho) que descobriram um exoplaneta com características muito similares à Terra e que orbita uma estrela semelhante ao nosso Sol. O planeta Kepler-452b foi chamado pelos cientistas de “primo distante” da Terra. Ele é 60% maior e tem boa chance de ser rochoso, embora sua massa e composição ainda não tenham sido determinados.

Ele demora 385 dias para dar uma volta completa ao redor de sua estrela, chamada de Kepler-452, astro do sistema que está a 1.400 anos-luz de distância da Terra.

Outros radiotelescópios na corrida pelo ET

Quando se fala em busca de vida fora da terra, todo mundo lembra do projeto SETI.

Hoje praticamente ninguém duvida que possa existir vida em algum local do universo. A própria NASA parece empenhada e chegaram a cravar que em uma década faremos “contato”. Há quem veja nisso uma agenda de dessensibilização para uma hora em que não vai ter mais como tampar o sol com a peneira e vão ter que assumir que aliens não apenas existem la fora como alguns já estão morando aqui no mesmo planeta que a gente faz tempo.

Apesar dessas possibilidades, assumidas em publico por pessoas ligadas ao governo dos EUA, e dita com todas as letras pelo ex-ministro da defesa do Canadá, há muita gente procurando no espaço.

UFOs são tão reais quanto os aviões que voam sobre sua cabeça. - Paul Hellyer
UFOs são tão reais quanto os aviões que voam sobre sua cabeça.
– Paul Hellyer

 

É curioso que sempre que se fala em SETI, fazem questão de reforçar que até agora nada foi achado. Isso nos levaria ao paradoxo de Fermi:

“Se aliens existem, deveríamos poder escutá-los”. 

Entretanto, é no mínimo curioso que se ninguém conseguiu nada até agora, e tanta gente esta gastando os tubos para tentar. Por que será? Os esforços para tentar detectar algum sinal emitido de algum local do espaço não param e têm consumido o tempo de diversos pesquisadores, e por que não dizer, muitos milhões de dólares também. Na tentativa de aumentar a capacidade de busca de sinais extraterrestres, recentemente começou a operar na Califórnia, EUA, o Radiotelescópio Allen, também chamado de ATA, que deverá ajudar os cientistas do projeto SETI nesta hercúlea tarefa.

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Em vez de uma antenona monstra como de Arecibo, o radiotelescópio entrou em operação com 42 antenas de seis metros de diâmetro cada uma, mas quando completamente construído formará um gigantesco arranjo de 350 antenas parabólicas apontadas para o céu.
O ATA é o primeiro radiotelescópio dedicado exclusivamente ao Projeto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence ou Busca por inteligência Extraterrestre) e leva o nome de Radiotelescópio Allen em homenagem ao maior financiador de sua construção, o co-fundador da Microsoft, Paul Allen.

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Na busca por sinais extraterrestres o Projeto SETI tem usado o tempo ocioso de diversos radiotelescópios espalhados pelo mundo, como Arecibo, em Porto Rico. Isso não permite uma observação sistemática, já que os equipamentos também são usados com outras finalidades.

Com a entrada em operação do ATA as coisas devem mudar, permitindo monitoramento dos sinais que chegam do espaço durante 24 horas por dia. “Esta é a primeira vez que teremos um radiotelescópio só para nós e principalmente, com as características que determinamos”, disse Jill Tarter, um dos diretores do Projeto SETI.
O ATA vai monitorar freqüências entre 1 e 10 gigahertz, uma região do espectro eletromagnético praticamente livre da interferência de outras fontes de ruído, como as emissões vindas de elétrons em movimento ao redor dos campos magnéticos das galáxias.

Segundo Tarter, “a única fonte de ruído será a radiação cósmica de fundo”, se referindo à radiação remanescente do Big Bang, cujo sinal vem sendo continuamente estudado.Apesar de ser desenvolvido na tentativa de estudo de sinais inteligentes, o ATA também será usado para pesquisas em astrofísica, já que possui largo campo de visão, tornando-o ideal para observações do céu em larga escala.

“Enquanto o ATA estiver sendo usado na pesquisa astronômica, poderá, simultaneamente, captar os sinais das estrelas naquela direção”, disse Jack Welch, professor da Universidade da Califórnia e projetista do sistema de recepção do ATA.Cada uma das antenas que compõe o radiotelescópio tem um custo aproximado de 100 mil dólares. “Ainda estamos buscando outros investidores para construir mais antenas. Quem estiver interessado poderá doar uma ou duas e colocar o próprio nome nelas” disse Welch. Paul Allen, co-fundador da Microsoft, doou US$ 25 milhões para a construção da fase inicial do projeto e outros patrocinadores estão sendo cogitados para contribuir com outros US$ 25 milhões para a finalização do projeto.
O ATA será capaz de cobrir uma área do céu 17 vezes maior do que é possível com o Very Large Array, um dos maiores observatórios radioastronômicos do mundo, no Estado do Novo México.
Espera-se que o ATA ainda contribua na pesquisa de outros fenômenos astronômicos, como supernovas e buracos negros.

 

Os caras que estão fazendo isso o fazem porque as chances de ter planetas habitáveis lá em cima são muito grandes. Gigantes. Tão gigantes que não há uma palavra ideal para isso.

Nossa galáxia tem entre 100 bilhões e 400 bilhões de estrelas; no entanto, este é quase o mesmo número de galáxias no universo observável. Então, para cada estrela da imensa Via Láctea, há uma galáxia inteira lá fora. No total, existem entre 10^22 e 10^24 estrelas no universo. Isso significa que para cada grão de areia na Terra, há 10.000 estrelas no universo.

O mundo da ciência não está em total acordo sobre qual porcentagem dessas estrelas são parecidas com o Sol (similares em tamanho, temperatura e luminosidade). As opiniões tipicamente vão de 5% a 20%. Indo pela mais conservadora (5%) e o número mais baixo na estimativa total de estrelas (10^22), isso nos dá 500 quintilhões, ou 500 bilhões de bilhões de estrelas similares ao Sol.

Também há um debate sobre qual porcentagem dessas estrelas similares ao Sol poderiam ser orbitadas por planetas similares a Terra (com condições parecidas de temperatura, que poderiam ter água líquida e que poderia sustentar vida similar à da Terra). Alguns dizem que é até 50%, mas vamos ficar com os conservadores 22% que apareceram em um recente estudo no PNAS. Isso sugere que há um planeta similar à Terra, potencialmente habitável, orbitando pelo menos 1% do total de estrelas do universo: um total de 100 bilhões de bilhões de planetas similares à Terra.

Então existem 100 planetas parecidos com a Terra para cada grão de areia do mundo.

Mais uma coisa curiosa a respeito da busca da vida extraterrestre é um episódio fugaz dessa busca, que ficou conhecido como sinal WOW!

Em agosto de 1977, o astrofísico Jerry Ehman estava trabalhando no radiotelescópio Big Ear (grande ouvido), da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. No meio de um monte de letras e números cuspidos pelo computador, uma seqüência fisgou os olhos de Ehman. Era uma coisa tão descomunal que ele não conseguiu pensar em nada. Apenas circulou a seqüência e escreveu WOW!800px-Wow_signal

Não era para menos. Havia um nível mínimo de força para se considerar que algum sinal valia a pena ser mais bem analisado. O WOW era 50 vezes mais forte do que esse mínimo e durou 72 segundos. Pelo jeito, os ETs haviam pregado o dedo na campainha. O sinal foi tão significativo que até hoje há pessoas buscando pela sua confirmação.  Ao que parece, nenhuma obteve sucesso. Em 45 anos de escuta, essa foi a vez que chegamos mais perto de fazer contato. Se é que realmente havia alguma coisa lá fora. Ninguém sabe o que causou o WOW.

A busca de vida inteligente é muito mais difícil do que procurar uma agulha no palheiro. Os cientistas lembram que as dificuldades são enormes. Se alguém numa estrela distante apontasse radiotelescópios para o nosso Sol descobriria sinais de rádio, mas apenas se estivesse suficientemente perto. Há vida na Terra há 4 mil milhões de anos, mas os sinais de rádio da nossa civilização têm menos de 100 anos. Se eles tivessem feito isso quando ainda estávamos na idade média, pensariam que não havia vida inteligente na Terra.

É um assunto interessante para pensarmos…

fonte

 

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