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Segunda-feira foi comemorado o aniversário de 50 anos dos smurfs, aqueles bichinhos engraçados azuis com um chapeuzinho branco. Os smurfs foram criados na Bélgica por Peyo Culliford. Virou desenho animado e veio desembarcar no Show da Xuxa em plenos anos 80, marcando a memória de gerações de crianças.

Inicialmente só haviam smurfs masculinos, mas Gargamel, um humano que sempre desejou comer os smurfs (sentido literal!) inventou uma smurf fêmea, chamada smurfete. Ela tinha o cabelo preto e channel, mas depois de ser convertida para o lado do bem ela ficou loura com um penteado parecido com o da Farah Fawcett em “As panteras”. Nada anormal. Até minha mãe tinha “cabelão pantera” naquele tempo.

Posteriormente, com o sucesso do desenho, novos smurfs femininos foram adicionados, contando três no total. O resto dos 104 smurfs eram machos, sendo que um era boiola.

Em homenagem aos smurfs vou tirar da sepultura um texto bem antigo do Mundo Gump. Eu estava na aula de Psicopatologia quando tive este insight. Estudando sobre alucinações bizarras, eu percebi que na verdade os smurfs não existem.

Eu sei que você deve estar balançando a cabeça e pensando: “Ora bolas, grande conclusão.”

Mas eu me refiro a não existência dos smurfs no próprio desenho! Na verdade, eles são uma manifestação de problemas psíquicos do Gargamel. Veja se não parece:

ALUCINAÇÕES LILIPUTIANAS

De todas as alterações da mente, as alucinações são um prato cheio.
As alucinações liliputianas então, são sensacionais. Elas tem este nome, porque como você entenderá mais tarde, se baseiam na história de Gulliver, escrita por Swift. ( Vai, puxa pela memória aí. Gulliver era aquele garoto que sobreviveu a um naufrágio e foi parar numa ilha. Ao acordar, viu-se cercado de milhares de homenzinhos minúsculos que o amarraram, mas depois ele ficou amigo dos homenzinhos e foi tratado como um gigante…)
Uma alucinação liliputiana é basicamente assim:
O paciente acordou e ao olhar no canto da parede, viu estupefato, que ali estavam dois pequeninos homenzinhos a olhar para ele e acenar. O paciente acenou de volta pra eles, embora não entendesse como dois homens poderiam ser tão minúsculos, com dois centímetros de altura apenas. No decorrer dos dias, o paciente começa a desenvolver uma relação com os homenzinhos, que agora começam a trazer mais e mais pequenos seres para vê-lo. Em alguns casos, o paciente se alegra ao ver os homenzinhos fazerem acrobacias e palhaçadas. Com o tempo, o paceiente descobre que os homenzinhos saem de uma pequena fresta na parde, por onde uma tomada em curto havia sido arrancada. (os homenzinhos geralmente são descritos saindo de buracos, fendas, rachaduras ou portinholas minúsculas que simplesmente surgem do nada.)
As alterações liliputianas são dotadas de uma coloração intensa, como se a redução do tamanho dos seres implicasse em uma maior saturação dos tons, mas isso não impede a sensação de realismo, que é altíssima, com os homenzinhos obedecendo princípios de perspectiva, relevo, iluminação… O comportamento dos homenzinhos em geral é afetado, teatral. Com um certo ar cerimonial e circense.
Na grande maioria das vezes, a alucinação liliputiana não inclui um grau de interação alto entre o paciente e os homenzinhos da visão, sendo apenas limitado a observação e contemplação. Eventualmente um diálogo. Na maioria das vezes, não se entende o que os homenzinhos dizem por ser baixo demais ou em uma língua desconhecida. No geral, relacionam-se por sinais.
Se eu tivesse que sofrer uma alucinação sem dúvida eu gostaria que fosse esta.
Bom, você deve estar se perguntando que diabo de maluquice é essa que me deu de escrever sobre uma alteração mental. Explico: Eu estive pensando nos Smurfs.
E aí caiu a ficha! Gargamel é um portador de uma psicopatologia! Ele sofre das alucinações liliputianas e vê os Smurfs. Acredita tanto nas visões, que acha que pode comê-los. A obsessão de Gargamel – um velho idoso da idade média, que vive numa ruína decadente em meio a uma floresta, algo que já sugere algum tipo de demência ou patologia anti-social – pelas criaturas, pode se dever em parte pela característica de sobrecarregar cromaticamente a aparência dos seres, dando-lhes cores azuladas que pareceriam apetitosas como frutas a alguém que nunca comeu nada muito colorido.

Você poderia se perguntar como poderia o Cruel – o gato do gargamel – ver os smurfs. A explicação para isso é óbvia. O próprio gato é uma alucinação também. Gargamel praticamente não come e não tem amigos. Cruel surge como uma companhia para Gargamel. Como é um produto da mente dele, o gato consegue “ver” os smurfs. Gargamel deve ser um velho demente esquizofrênico. É por isso que ele vive afastado da sociedade. A razão por trás dos Smurfs e do Cruel é que são produtos fantásticos da mente doentia de um velho eremita.

Não deixe de ler este artigo bem legal sobre os smurfs , uma excelente dica do Gustavo.

50 anos dos Smurfs – As Alucinações de Gargamel

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Segunda-feira foi comemorado o aniversário de 50 anos dos smurfs, aqueles bichinhos engraçados azuis com um chapeuzinho branco. Os smurfs foram criados na Bélgica por Peyo Culliford. Virou desenho animado e veio desembarcar no Show da Xuxa em plenos anos 80, marcando a memória de gerações de crianças.

Inicialmente só haviam smurfs masculinos, mas Gargamel, um humano que sempre desejou comer os smurfs (sentido literal!) inventou uma smurf fêmea, chamada smurfete. Ela tinha o cabelo preto e channel, mas depois de ser convertida para o lado do bem ela ficou loura com um penteado parecido com o da Farah Fawcett em “As panteras”. Nada anormal. Até minha mãe tinha “cabelão pantera” naquele tempo.

Posteriormente, com o sucesso do desenho, novos smurfs femininos foram adicionados, contando três no total. O resto dos 104 smurfs eram machos, sendo que um era boiola.

Em homenagem aos smurfs vou tirar da sepultura um texto bem antigo do Mundo Gump. Eu estava na aula de Psicopatologia quando tive este insight. Estudando sobre alucinações bizarras, eu percebi que na verdade os smurfs não existem.

Eu sei que você deve estar balançando a cabeça e pensando: “Ora bolas, grande conclusão.”

Mas eu me refiro a não existência dos smurfs no próprio desenho! Na verdade, eles são uma manifestação de problemas psíquicos do Gargamel. Veja se não parece:

ALUCINAÇÕES LILIPUTIANAS

De todas as alterações da mente, as alucinações são um prato cheio.
As alucinações liliputianas então, são sensacionais. Elas tem este nome, porque como você entenderá mais tarde, se baseiam na história de Gulliver, escrita por Swift. ( Vai, puxa pela memória aí. Gulliver era aquele garoto que sobreviveu a um naufrágio e foi parar numa ilha. Ao acordar, viu-se cercado de milhares de homenzinhos minúsculos que o amarraram, mas depois ele ficou amigo dos homenzinhos e foi tratado como um gigante…)
Uma alucinação liliputiana é basicamente assim:
O paciente acordou e ao olhar no canto da parede, viu estupefato, que ali estavam dois pequeninos homenzinhos a olhar para ele e acenar. O paciente acenou de volta pra eles, embora não entendesse como dois homens poderiam ser tão minúsculos, com dois centímetros de altura apenas. No decorrer dos dias, o paciente começa a desenvolver uma relação com os homenzinhos, que agora começam a trazer mais e mais pequenos seres para vê-lo. Em alguns casos, o paciente se alegra ao ver os homenzinhos fazerem acrobacias e palhaçadas. Com o tempo, o paceiente descobre que os homenzinhos saem de uma pequena fresta na parde, por onde uma tomada em curto havia sido arrancada. (os homenzinhos geralmente são descritos saindo de buracos, fendas, rachaduras ou portinholas minúsculas que simplesmente surgem do nada.)
As alterações liliputianas são dotadas de uma coloração intensa, como se a redução do tamanho dos seres implicasse em uma maior saturação dos tons, mas isso não impede a sensação de realismo, que é altíssima, com os homenzinhos obedecendo princípios de perspectiva, relevo, iluminação… O comportamento dos homenzinhos em geral é afetado, teatral. Com um certo ar cerimonial e circense.
Na grande maioria das vezes, a alucinação liliputiana não inclui um grau de interação alto entre o paciente e os homenzinhos da visão, sendo apenas limitado a observação e contemplação. Eventualmente um diálogo. Na maioria das vezes, não se entende o que os homenzinhos dizem por ser baixo demais ou em uma língua desconhecida. No geral, relacionam-se por sinais.
Se eu tivesse que sofrer uma alucinação sem dúvida eu gostaria que fosse esta.
Bom, você deve estar se perguntando que diabo de maluquice é essa que me deu de escrever sobre uma alteração mental. Explico: Eu estive pensando nos Smurfs.
E aí caiu a ficha! Gargamel é um portador de uma psicopatologia! Ele sofre das alucinações liliputianas e vê os Smurfs. Acredita tanto nas visões, que acha que pode comê-los. A obsessão de Gargamel – um velho idoso da idade média, que vive numa ruína decadente em meio a uma floresta, algo que já sugere algum tipo de demência ou patologia anti-social – pelas criaturas, pode se dever em parte pela característica de sobrecarregar cromaticamente a aparência dos seres, dando-lhes cores azuladas que pareceriam apetitosas como frutas a alguém que nunca comeu nada muito colorido.

Você poderia se perguntar como poderia o Cruel – o gato do gargamel – ver os smurfs. A explicação para isso é óbvia. O próprio gato é uma alucinação também. Gargamel praticamente não come e não tem amigos. Cruel surge como uma companhia para Gargamel. Como é um produto da mente dele, o gato consegue “ver” os smurfs. Gargamel deve ser um velho demente esquizofrênico. É por isso que ele vive afastado da sociedade. A razão por trás dos Smurfs e do Cruel é que são produtos fantásticos da mente doentia de um velho eremita.

Não deixe de ler este artigo bem legal sobre os smurfs , uma excelente dica do Gustavo.

50 anos dos Smurfs – As Alucinações de Gargamel

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