Voltei das férias

Olá meus amigos. Estou de volta ao QG do Mundo Gump depois de umas merecidas férias na Europa, onde visitei meus pais e meu irmão que moram na Alemanha.

É incrível como uma viagem ao exterior pode ser uma experiência bastante enriquecedora, não é mesmo? Claro que do ponto de vista do dindim, é também uma experiência literalmente empobrecedora, ainda mais com o real desvalorizado em relação ao Euro, IOF e etc e tal…

A gente volta de viagem e a sensação é que uma parte da gente ficou lá. E uma parte de lá veio com a gente.  Após muito tempo na Alemanha, quando voltamos, estranhamos o transito, o lixo nas ruas, a rudeza no trato com o outro, as mazelas parecem ter se acentuado. Mas não, estava tudo ali, à vista, mas desgraçadamente (ou não)  eu estava dormente a tudo isso. A gente se acostuma com o ruim, e se acostuma com o que é bom muito mais rapidamente.
Meu medo neste post é parecer aqueles deslumbrados fanáticos que discorrem horas e horas sobre como tudo que é do exterior é melhor que o nosso. Claro que não. Exigir comparação da Alemanha com o Brasil, um país que nem resolveu o problema do Saneamento Básico ainda, é monguice. Mas é claro que uma coisa que temos de bom aqui é o clima, e em certos aspectos, o povo.
Hoje mesmo, ao fazer compras em Niterói me deparei com um senhor cantarolando alegremente (e meio alto) uma musica que pensei ser do Orlando Silva. Ele foi pegar umas beterrabas do meu lado e eu disse: – Olha o seresteiro aí gente!

Ele prontamente me estendeu a mão e disse que aquela não era do Orlando Silva. Era do Lupcínio. E aí desatamos a bater papo sobre musica, samba canção, dor de cotovelo, MPB das antigas e o conceito que ele chamou de “amódio”, o amor que vira ódio. E isso em plena seção de frutas. Ficamos amigos em o que? Dois minutos? Um?

Isso não sei se acontece fora do Brasil. Não sei mesmo, até porque talvez a língua seja um entrave e as pessoas mais fechadas, o que não quer, sob hipótese alguma dizer que são carrancudas e mal humoradas. Aliás, essa foi a viagem – como sempre me acontece no exterior- em que vi mais gentileza, simpatia e educação nas pessoas. A começar pelos alemães, simpáticos, atenciosos e prestativos.

Existem diferenças, e realmente, não sou de varrer o lixo para debaixo do tapete. Essa viagem foi um monte de 7 a 1 que arreganhavam explicitamente nosso atraso e subdesenvolvimento ante uma das maiores potências econômicas do mundo. É um choque.  Eu passava pelas ruas arborizadas e pensava nas motosserras das prefeituras que tornaram nossas cidades em buracos calorentos  e estéreis a troco de nada. Lá tem árvore pra caramba. O alemão tem uma obsessão quase patológica com o meio ambiente, ao ponto de ser proibido lavar o carro na rua. Você só pode lavar carro no posto, que tem o esgoto preparado para não contaminar o lençol freático com sujeiras, tipo óleo e etc.  Poste com aquela porrada de fio feio pra caralho com tênis de funkeiro pendurado? Não tem.
Nunca vi tanta árvore na vida, nem turbinas de energia eólica. Eu passava pelas ruas, cheias de flores lindas e não resistia a pensar em quanto aqueles belos canteiros, muitos na beira de autoestradas, durariam no Brasil: Horas ou dias?

Mas eles também dão a louca e alguns dirigem feito o Ayrton Senna nas autobahns. Isso é assustador, você esta la de boa, no seu carro a cem por hora e num segundo, não tem nada atrás de você. Você olha a estrada, olha de volta e tem um bólido vindo a 400 quilômetros por hora pra cima de você. Ele passa colado do seu lado, e a sensação é de estar parado na estrada. Há uma explosão do ar, um deslocamento brutal. É impossível resistir a imaginar o patê que resultaria numa colisão com um Laborghini, Porsche, Ferrari ou seja lá que merda for aquilo, que nem deu tempo de ver.
Os carros mais chiques, daqueles que a gente só vê em filme ou em instagram de filho de milionário árabe eu vi em Paris. Inclusive vi uns presepeiros batendo pega de Lamborguini e Porsche  em frente a Torre Eiffel, um perigo. (o Porsche ganhou)
Vi um Bentley de perto pela primeira vez e um Rolls Royce tão, mas tão mal parado que o dono só pode ser um principe árabe pra fazer aquela merda na calçada.
-Olha ele acha que é o dono do mundo. – Eu disse.
-Talvez seja. – Respondeu meu pai.

Falando nisso, o trânsito em Amsterdã e na França, puta merda! São Paulo é bem melhor hein? Já na Alemanha e seus corredores de estrada, entrou na cidade, o piloto some e fica apenas o motorista educado, que é quase um robô. Num mundo perfeito, só os Alemães deviam ter carteira de motorista.

Da Alemanha fomos à Bélgica, Holanda, França, Bélgica novamente e voltamos para a Alemanha. O plano original incluía Itália e Espanha no roteiro, mas fez muito frio, estávamos cansados, e vinha o feriado de pascoa, que íamos passar com as crianças. Aí abortamos essa perna sul da viagem.
Europa tem muito lugar foda, e um deles é este aqui (foto minha):

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Esta é a fortaleza do Monte São Michel. Ele abriga uma abadia, mas formalmente é considerado um castelo. Aqui está um dos lugares mais maneiros do mundo. Vai por mim. Vale a visita!  E perto dele tem este outro aqui (foto minha tb)

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Nada mal hein? Você pode tomar um vinhozinho espetacular com este visual. Que tal? (estou pensando seriamente em organizar uma excursão Gump para o Monte São Michel. Serim! Mas isso é papo para outro post.)

De fato, eu aproveitei pra dedéu, e botei mais um tijolinho no meu muro da convicção de que terei uma vida melhor na Europa do que a que eu já tenho aqui, e mais que eu, meu filho!
Talvez eu ate esteja errado, mas nada me tira da cabeça que preciso descobrir isso com meus próprios olhos.

Infelizmente não deu pra visitar minha amiga Etel na França, pois cometemos a burrice de ir a Eurodisney  (que não chama mais Eurodisney embora todo mundo chame a porra da Disney Paris e de Eurodisney assim mesmo). E se você me permite, uma dica preciosa: FUJA dessa roubada. Quer Disney? Vai em Orlando. Ou na disneylândia da Califórnia, a original.
Achei caro, um saco e gastei uma nota para ficar em pé em filas intermináveis para diversões de 45 segundos com sabor de isopor pasteurizado. Achei a Eurodisney o passeio mais merda de todos.
Pode ser que eu esteja meio “passado” para esse tipo de programa, mas sei lá. Meu próprio filho de 4 anos curtiu mais essa atração aqui:

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Subi essa porra de escada e achei que ia morrer

De volta ao Brasil, corri para montar meu novo raio laser!

Eu tinha comprado uma nova gravadora laser, porque aquela da NEjE que eu tinha se mostrou útil, mas com área de 5X5cm era muito limitante. Assim, resolvi chutar o pau da barraca e comprei logo uma laser engraver tamanho A3, que foi a maior área que eu achei que cabia no meu orçamento semi-inexistente. Porra que troço maneiro! Se liga só:

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Ela tem um laser de 2500 MW e vem toda desmontada, numa caixona enorme. Eu comprei ela no bangood por cerca de 700 pratas neste link (todo mundo que vê me pede o link) e montei ela assim que voltei de viagem. A maquina chegou na véspera da minha viagem, uma sorte danada. E o melhor: A receita não tributou! Uhuuu!

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Montar não é difícil, mas também não é algo que se diga, “noooossa que fácil”! E ela tem um porém: Quando você monta e ela liga, você instala o software do fabricante e NÃO FUNCIONA. Não sei que tipo de programador merda fez aquele treco, mas é muito fail o bagulho. Então, depois de penar um pouco, eu descobri que se você mudar o seu sistema operacional para usar o padrão inglês (na casa decimal) o programa dos caras funfa. No site do fabricante tem um fórum onde tem um galerão enorme batendo cabeça com isso. Felizmente resolvi num só dia esse contratempo. E se você vai comprar uma, siga minha dica. Mude o windows para inglês (tem uma opção para ele ter mais de uma língua no painel de controle do sistema) antes de usar.
Essa gravadora corta e grava em material macio, como papel, EVA, isopor, espuma, tecidos, plásticos, madeiras, mas NÃO GRAVA EM METAL. Para metal, você tem que comprar um canhão adicional que custa cerca de mil pratas tb vende lá na bangood:

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http://www.banggood.com/EleksMaker-LA03-7000-445nm-7000mW-Blue-Laser-Module-With-Heatsink-For-DIY-Laser-Engraver-Machine-p-1127310.html?p=Q00720111493201301SJ

 

Mas ainda assim, esse canhão tem limitações. Pode gravar em aço inoxidável, alumínio anodizado, madeira, bambu, plástico, papel, couro, plastico, borracha e etc, mas não é possível gravar em ferro, alumínio, pedra, cerâmica, ou qualquer material que dê reflexão da luz, e claro, em material transparente. E não, isso não é uma cortadora laser de hidrogênio.

Agora vou fazer umas artes legais para gravar com o raio laser (me sinto no mundo dos Jetsons dizendo isso).

 

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5 comentários em “Voltei das férias”

  1. Subiu a Torre Eifel de escada???? Sempre achei que lá tinha elevador! Gostaria de ir, mas se tem que subir escada não dá mais pra mim…

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