Tão longe e tão perto: Os dilemas de um futuro que gostaríamos de ter

Eu não pretendo desperdiçar seu tempo precioso dizendo o que todo mundo já disse (até eu) no Facebook sobre aquela abertura da Copa do Mundo, que conseguiu a proeza de ser caríssima e pobre ao mesmo tempo. Nem vou me estender desnecessariamente sobre o baixo nível mundial refletido naquela papagaiada de Jennifer Lopez dançando rebolativamente ao lado de Claudia Leitte, numa disputinha tosca por quem sensualizava desnecessariamente mais numa musica feia e sem graça, acompanhadas de um careca que nem faço ideia quem seja, mas me lembro de ter visto ele no Harry Potter.

Marmota
Marmota

A melhor coisa de uma copa do mundo é sem dúvida o jogo, e creio que a Fifa deve pensar a mesma coisa, afinal ela CAGOU a abertura do mundial como ela SEMPRE CAGA em todos os países. Uma das justificativas seria o medo do show arruinar o gramado super ultra mega power – e caro – da Arena Corintians, Arena São Paulo, Itaquerão ou seja lá qual dos vinte nomes você queria dar para aquela trapizomba. De fato é um medo que se justifica. A galera pagou (caro – tô me repetindo de propósito) para ver JOGO, não carnaval, e seria mesmo um pecado se um carro alegórico afundasse naquela obra de qualidade (tirando um desabamento aqui e umas mortes ali) ainda mais quando a grama é tão especial que precisa de ar condicionado só pra ela. (Tô falando sério)

Segundo o noticiário da copa  (um saco!) o gramado especial foi escolhido pelo Corinthians, e ele é desenvolvido para países frios (!) e por isso, para operar nesse calor brasileiro, que não raro bate nos 40 graus, o gramado precisa ser resfriado artificialmente. Logicamente você vai me ver repetir o que já virou bordão: Não saem baratas essas modernidades:

O custo do projeto, considerado de ponta, é de aproximadamente R$ 7 milhões. Só a máquina que faz o resfriamento das raízes e a drenagem a vácuo custa R$ 1 milhão. fonte

Mas falar em milhões em uma festa do povo (onde o povão mesmo só pode ver pela Tv) que custou BILHÕES é só perder tempo. Melhor falar de coisa boa! Tecpix? Não, vamos falar da grande contribuição desta copa. Parte de seu Legado. Aliás, falando em legado, a palavra que os políticos deliram de prazer ao arrotar em todas as reportagens, o legado da Copa minguou horrivelmente, como num longínquo passado, eu previ que aconteceria neste mesmo blog aqui.

Estou falando Legado mas me refiro a pesquisa do exoesqueleto, que faria o paraplégico andar até o centro do gramado e dar um bico na bola, inaugurando não apenas o jogo, mas marcando uma nova era, onde a pesquisa e a tecnologia estariam – coisa inédita – no centro das atenções do mundo.

Infelizmente, a realidade é mais triste do que o sonho, e nada disso aconteceu. A FIFA CAGOU para a pesquisa de Nicolelis, e o que deveria ser a grande sensação dessa copa foi uma cena cortada que durou três segundos e nem sequer foi exibida por canais como o SportTv. A Globo, que ganhou audiência prometendo o sonho do paralítico andar antes da Copa, nem mostrou direito, a tela estava dividida entre a realização do feito científico e a chegada do ônibus da seleção.

O que foi prometido:

 

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O que foi entregue:

 

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Veja, o sonho científico foi engolfado por descaso e interesses diversos. Teve gente que criticou a pesquisa, dizendo que os 33 milhões do exoesqueleto desenvolvido por Miguel Nicolelis (professor da Universidade Duke, nos Estados Unidos, e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal – Edmond e Lily Safra (IINN-ELS).) e sua equipe era gasto de dinheiro e propaganda do governo.

Não me levem a mal os que adoram reclamar que o governo gasta dinheiro, mas se dependesse de mim eu gastava é a grana da metade desses estádios inúteis em pesquisa e desenvolvimento. As pessoas perderam a noção do que é um gasto inútil. Um gasto inútil pra mim é colocar dinheiro em uma coisa que não muda a vida das outras: Tipo grama americana que precisa de ar condicionado.

Porra, o futebol desde SEMPRE foi jogado em grama natural. Vivemos num país tropical, onde a grama deita e rola. Com gastos escrotos como este e como aquele show ridículo a um custo de 18 milhões de reais, (só o vestido da Claudia Leitte, aquela bosta que parece a fantasia da Galinha Pintadinha teria custado no total, com as jóias, 2,7 milhões de reais!) e nego vem querendo regular o dinheiro investido em PESQUISA? 

Quem já trabalhou com P&D fica puto. Com razão.

Se você não é um cientista, se você nunca trabalhou num laboratório científico (eu já!) talvez você não imagine a VIA CRUCIS desgraçada que é para conseguir financiamento. Somos um país fadado a comprar soluções prontas. Quando alguém aqui resolve inovar, puta que pariu! É erro da Matrix! O cara é apelidado de “maluco”, de “Professor pardal” e etc. Sei o que é isso na pele, porque meu pai é inventor (ele inventou o Maglev Cobra o trem de levitação magnética – um dos muitos sonhos científicos que melhorariam a vida das pessoas que afundou por pura falta de interesse e investimento somado a canalhice atávica das instituições brasileiras) e passa por isso sempre.

 

Inovar no Brasil é quase um crime. O Brasil está na rabeira no ranking das inovações justo na era da inovação. Há muitas razões para isso, mas uma razão bem básica é: Tenta fazer uma patente aí e horrorize-se com a BUROCRACIA escrota que é!

É tão monstruosamente complicado que 90% das patentes nacionais são feitas por escritórios de advocacia especializados (e milionários). Para o governo, uma patente ainda significa “trabalho”. E convenhamos, trabalho é algo que não é muito interessante para uma maquina que acostumou a mamar muito dinheiro e retribuir com muito pouco além de discursos e presepadas de marketing.

 

Quem detém o dindim te olha como se você fosse um mendigo chato. O povo te olha como se você fosse um pirado, e os empresários olham pra você como se você fosse um cordeiro pronto para o abate.

O problema (um dos) do Brasil é que para obter financiamento, o sistema burocrático e hermético te obriga a vender o sonho. E há uma distância MONUMENTAL entre o que é ciência e o que é sonho. Quando um pesquisador tem a ideia de colocar seu projeto científico como sendo uma bandeira, uma propaganda de um país (criando o efeito chamado “cenourinha na frente”) e consegue a façanha de convencer todos os babacas engravatados e burocratas a apoiar sua pesquisa, ele vira alvo de ataques:

– A pesquisa é chapa branca!  

-A pesquisa é propaganda! 

Novamente, estamos diante de uma situação curiosa: Quem diz isso está certo e está errado ao mesmo tempo.

Primeiro de tudo: Não é crime um país usar o desenvolvimento científico como propaganda. Nós da Humanidade só fomos à Lua por causa disso. Era PROPAGANDA PURA. Do mesmo jeito milhares de invenções e avanços científicos em diversos graus surgem da necessidade de um país de fazer propaganda, ainda mais um país como o Brasil, que gera cérebros qualificados para vê-los fugir para outros países mais promissores (o caso do meu pai e tantos outros)

As pessoas que criticam a pesquisa do Nicolelis por ser parte da propaganda do Governo, estão errados porque acham que ciência não pode estar veiculada a política. Não só pode como DEVE! A política não é ruim, meu amigo. Política é o que fazemos no dia-a-dia. O que é escrotamente doentio no Brasil não é a política em si, são os políticos profissionais, é o clientelismo, é a ação entre amigos. É a falta de comprometimento e o descaso com a necessidade do povo, que é feito de otário dia após dia. Afinal, se política fosse ruim, a Suécia pareceria com o Brasil, afinal os Suecos, os Suíços, os Neruegueses e tantos outros tem a política como parte básica de sua estrutura social.

Usar a ciência como arma na era da inovação não pode ser visto como algo ruim. Esse é o jogo!  O que é ruim é MENTIR PARA O POVO. Né Dilma?

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Já devíamos estar acostumados com a qualidade de político que temos – e que refelete SIM característica de muitos brasileiros, como os caras que furam fila e trafegam pelo acostamento quando o trânsito engarrafa. Nossos políticos se vangloriam e  inauguram até obras inacabadas.

Vergonha na cara sempre foi algo que faltou aos nossos governantes, mas nas últimas décadas a coisa ficou crônica.

Se uma pesquisa científica tira proveito da necessidade de um governo de fazer propaganda, mas acrescenta resultado pratico, pra mim tá ótimo. Melhor que as propagandas que estamos acostumados, que não passam de “auê” e palavras ao vento. O dinheiro some e nada acontece no final. Fica o jogo de empurra entre governo e empreiteiras, e o povo (quem pagou)  que é bom, “se fode aí”!

TRansposição do São Francisco: Obras abandonadas e muito dinheiro jogado fora
Transposição do São Francisco: Obras abandonadas e muito dinheiro jogado fora. Enquanto isso, crianças morrem de sede no país da Copa.

 

E aqui está a questão deste post: Ficamos acostumados com as promessas escalafobéticas de um futuro que não veio. Poderia ter vindo, tinha tudo para vir, mas não veio. 

Quando paramos para pensar num celular, toda essa maravilhosa tecnologia espremida em poucos centímetros e algumas gramas, na palma da nossa mão, podemos ter certeza que estamos na era do futuro. Um futuro alardeado, sonhado e acalantado por muita gente. Hoje temos carros que estacionam sozinhos! Imagina você contando como seria o mundo hoje, com televisões de sessenta polegadas 3D, finas coladas na parede, celulares que funcionam ate debaixo d´água, carros elétricos, geladeiras que falam e trens que levitam  para você mesmo em 1982.

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Sua versão do passado ficaria estupefata, mas por outro lado, ela provavelmente também ficaria escandalizada ao saber que naquele mesmo futuro das geladeiras falantes, teríamos racionamento de energia, teríamos mortes e barbárie nas ruas, teríamos pessoas botando fogo em ônibus porque estão insatisfeitos com a saúde e educação. Sua versão de 1982 talvez se chocasse mais com a ideia de crianças morrendo na porta de hospitais fechados por falta de médicos do que com carros que estacionam sozinhos.

A Tv, os filmes e os videogames em geral nos acostumaram mal. Esperamos sempre, presos num mecanismo quase ancestral, uma solução milagrosa. Quando no passado, o milagre vinha de uma divindade à sua escolha, e hoje ela vem da Ciência.

Assim, quando vemos um anuncio de que cientistas fizeram “sangue de plástico” ou que estão “imprimindo órgãos para transplante”, isso não nos impressiona tanto. É o que aprendemos a esperar. Soluções mágicas, que brotam do nada, provindos das obscuras e fantásticas mentes dos “Professores Pardais”.

Ontem vi um cara reclamando que o Exoesqueleto do Nicolelis era “trambolhudo” e estava sendo sustentado, não tinha todo aquele “elã” do cara levantar da cadeira de rodas, ir até o centro do campo e dar uma bica na bola controlando o exoesqueleto robô com chips implantados em seu cérebro.

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Os carinhas querem ver o show. E se a realidade não correspondeu com o “sonho” vendido para ele antes, ele vai criticar.  Não lhe interessa que  existem mais  de 156 pesquisadores de vários países integrando o consórcio responsável pela investigação científica, encabeçado pelo  Miguel Nicolelis.

O resultado disso é um gosto amargo na boca de todo mundo. Há toda uma geração que passou a acreditar que ciência é algo parecido com o que acontece nos filmes, onde o Tony Stark modela em holograma um braço robótico e na cena seguinte já tá lá o braço disparando raios de energia.
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Os críticos do “trambolho” ou ainda pior: “brinquedinho do Nicolelis” não querem saber que:

 O princípio envolvido no funcionamento do exoesqueleto é a chamada “interface cérebro-máquina”, que vem sendo explorada por Nicolelis desde 1999. Esse tipo de conexão prevê que a “força do pensamento” seja capaz de controlar de maneira direta um equipamento externo ao corpo humano. No caso do exoesqueleto do projeto “Andar de novo”, uma touca especial  capta as atividades elétricas do cérebro por eletroencefalografia. Quando o voluntário se imaginar caminhando por conta própria, os sinais produzidos por seu cérebro serão coletados pela touca e enviados a um computador que fica nas costas da veste robótica e controla a estrutura que comanda o movimento feito com servomotores.

A pior coisa disso tudo é imaginar que essa geração que aprendeu a esperar demais, acreditar demais nas promessas é a mesma que forma a base de eleitores dos “prometedores de plantão”.

Hoje mesmo vi muita gente comemorando a notícia – realmente boa – de que o milionário Elom Musk vai liberar a patente do carro da Tesla Motors para quem quiser:

Pelo fim da gasolina, Tesla Motors abre patente de carros elétricos

 

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A Tesla Motors vai liberar sua tecnologia patenteada em veículos elétricos para qualquer pessoa, numa tentativa de estimular a inovação. A informação foi divulgada em um post no blog da companhia por Elon Musk, CEO da Tesla.

Segundo ele, a empresa se compromete a não entrar com processos por patentes contra quem utilizar sua tecnologia, desde que seja “de boa fé”. A iniciativa pode aquecer o mercado de carros elétricos, que hoje representam menos de um por cento das vendas das montadoras. Musk afirma também que o sistema atual de patentes muitas vezes sufoca a inovação em si e apoia grandes empresas, em vez de ajudar pequenos inventores.

“A Tesla Motors foi criada para acelerar o advento do transporte sustentável”, declara, “se nós abrimos o caminho para a criação de veículos elétricos, mas, em seguida, inibirmos outros, estamos agindo de maneira contrária a esse objetivo”.

A decisão de abertura das patentes pode tornar o mercado mais competitivo e, com isso, acelerar o crescimento no número de compras.

“Quando começamos, nos sentimos compelidos a criar patentes sem a preocupação de que grandes empresas de automóveis poderiam copiar nossa tecnologia e oprimir a Tesla. Não poderíamos estar mais errados”, afirma Elon Musk.

O executivo cita ainda o movimento open source para justificar a nova postura da companhia. Grandes empresas, como Google e Twitter, já seguem por esse caminho, liberando pequenas patentes, até agora. No futuro, a medida pode significar maior apoio para pequenos inventores e desenvolvedores. fonte

O carinha lê uma notícia dessas e já imagina um monte de gente criando carros elétricos para todo lado. Ele se esquece do fator Brasil, para o qual os carros elétricos se tornaram uma “pedra no sapato” à medida em que a ideia (outro sonho distante e complexo, vendido como realidade imediata para o povo) do pré-sal se tornou uma potencial fonte de dinheiro, sonho que convenceu o próprio governo, apesar dos desvios e má gestão da Petrobrás irem no sentido oposto dessa esperança de dinheiro rápido e fácil.

A verdade é que pelo menos aqui, o governo vai fazer todo o possível para boicotar qualquer solução de mobilidade que não envolva consumo de combustível fóssil. Com a descoberta do Pré-sal, o Brasil se aliou aos interesses da Opep. O fato da Petrobrás ser do governo, torna o interesse da Estatal um interesse nacional. E isso ENTERRA as esperanças de carros elétricos no país.
Não obstante, o carro elétrico é mais que uma pedra no sapato: É um caco de vidro num momento em que por falta de investimento e infraestrutura, a matriz energética do Brasil ficou comprometida e a ameaça de apagão e racionamento se tornou uma ameaça permanente.

Há também outras mentiras e inverdades dissimuladas espalhadas (novidade!) no que concerne à ideia de que carros elétricos não são poluidores. São. Os processos de produção desses veículos, suas baterias, tudo isso gera resíduos. O carro elétrico não é nem nunca foi uma solução mágica.

As pessoas deviam parar de esperar soluções magicas, rápidas e milagrosas. Ficamos mal acostumados com a evolução tecnológica em diversas áreas e nosso sonho é que tudo avançasse a passos largos, em saltos.
Enquanto em muitos aspectos estamos sim com o pé no futuro, crianças ainda morrem de sede e fome em lugares como Alagoas, e diversos municípios do Maranhão, onde se não há água nem esgoto, imagina Educação!

A cada 15 segundos, uma criança morre de doenças relacionadas à falta de água potável, saneamento e condições de higiene no mundo, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)
A cada 15 segundos, uma criança morre de doenças relacionadas à falta de água potável, saneamento e condições de higiene no mundo, segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef)

Quando confrontados com os problemas mais básicos do saneamento básico, os políticos costumam recorrer a estatísticas para alegar que o percentual de pessoas desassistidas “é muito baixo”.

Eu comparo isso com avisar ao dono de uma casa que o cachorro cagou bem no meio da sala e ele retrucar dizendo que “tudo bem, afinal o Pitoco só sujou um metro quadrado de cento e vinte”, e não limpar.

Ora, não pagamos impostos para que “a maioria tenha”. Pagamos impostos para que TODOS tenham. Se um não tiver, temos que brigar e exigir que ele tenha. No Brasil, dados divulgados pelo Ministério das Cidades e pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento Básico, mostram que, até 2010, 81% da população tinham acesso à água tratada e apenas 46% dos brasileiros contavam com coleta de esgotos. Do total de esgoto gerado no país, apenas 38% recebiam tratamento no período. – Acredite se puder, esse dado aí é de um texto do GOVERNO FEDERAL onde ele tira onda de que está trabalhando.

Um país que só trata 38% do esgoto que tem, jogando o resto in natura nos rios, lagos e no mar é muito primitivo. Ainda gastamos muito com propagandas, deixando de investir onde realmente precisa. Como se pintar a casa pro vizinho ver atenuasse a sujeira do Pitoco bem no meio da sala.

Hoje vivemos com um pé no futuro e outro na pré-história. O pior de tudo é saber como as coias poderiam ser e não são. De uma certa forma a decepção com o show de abertura da copa espelha essa realidade. Promessas demais, propaganda demais, gastos demais e a sensação permanente de que aquilo tudo ficou bem abaixo do que poderia e devia ser.

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32 comentários em “Tão longe e tão perto: Os dilemas de um futuro que gostaríamos de ter”

  1. Também fiz meio que um desabafo sobre as críticas cada vez maiores a tudo, principalmente ao Governo em geral, por serem os principais responsáveis pelos problemas das pessoas. A maioria sempre tende a jogar a responsabilidade pelo fracasso no colo de terceiros, sem refletir que o maior problema sempre é você mesmo. Coloquei o que tinha aqui nesse post, se quiser dar uma conferida, eu agradeço! http://migre.me/jP0uX
    Sou fã do Mundo Gump e continue com esses posts que são sempre muito bons! Abraços!

  2. Ótimo texto! Não sei se tem muito a ver mas esse vídeo do apresentador e comediante John Oliver sobre a Fifa e a copa no Brasil é tão bom que deveria ter viralizado: https://www.youtube.com/watch?v=DlJEt2KU33I

  3. Concordo em parte com vc. O que faltou dizer é que a FIFA é um braço da sacanagem mundial, uma empresa que lava fortunas em dinheiro ilícito, que transformou um dos esportes mais populares e bonitos ao redor do mundo em uma ciranda financeira e especulativa – como tudo o que os sionistas controlam costumam fazer. Não são erros bobos os que ocorreram na abertura da Copa. A FIFA deliberadamente quis ferrar com a imagem do país, reforçando a idílica e surrada visão que os estrangeiros tem de nós como seres incompetentes, bobos e sensuais. contrataram uma coreógrafa belga para fazer aquela merda. Ridículo aquilo. Depois, deliberadamente, sabotaram a pesquisa Brasileira do exoesqueleto. Aquilo foi sabotagem, não negligência. Sabotagem, pau-no-cuzice proposital. Daí vem aquela bocó da Claudia Leite fazer toda a merda que vc já falou mas o problema não foi ela e aquela gringa bunduda darem aquele showzinho de cabaré de Las Vegas ao ar livre. Não. O problema foi aquele ilustre desconhecido DG Pitbull ou Pitboy ou Pit à p.q.p. entrar com calça à pescador, como se fosse à praia, e começar a falar Espanhol com o público no meio da música. O que esse bando de f.d.p. desses gringos pensam? Que a capital do Brasil é Buenos Aires e aqui se fala Espanhol? É sempre a mesma merda! É sempre a mesma visão tacanha, mesquinha, idiota, sacana que esses afetados que vivem da pilhagem de riquezas de outros povos faz. Até em dia de festa. E principalmente quando a festa é na casa dos outros. É o cúmulo da falta de noção e de educação. E aliados a estes bestas internacionais estão os quadrúpedes tupiniquins da ala VIP que vaiaram a presidenta passando atestado de burrice para o mundo inteiro com direito a registro com o polegar para reconhecer firma. Esse momento foi emblemático. Os sanguessugas de fora, na sua pretensa superioridade e total ignorância do que é o país que lhes abre a porta para o evento máximo do futebol, se encontrando com a classe média alta do país, burra, semianalfabeta, sem educação, sem cultura, sem modos, sem patriotismo, sem vergonha na cara, ávida por descarregar seu ódio cego sem se tocar que o momento era o mais impróprio possível. Com uma classe “mérdia” destas, meu caro, esse país nunca vai para a frente. Porque ter grana e ostentação até um funkeiro barato da baixada Santista consegue. Fazer grana até o cara que era dono das carrocinhas do angu do Gomes no Rio fez. A questão aqui é cultura. Cultura de educação de valores que se traz do berço. Cultura de conhecimento que se deve aprender na escola e que não tem. Cultura de Humanismo, de solidariedade e de trabalho que, positivamente, essa classe desconhece porque o Humanismo deles é de fachada, de boutique, dura enquanto estiverem dentro da igreja. Solidariedade existe só se for para se juntar em bando e roubar e trabalho por estas bandas ainda é visto como algo vergonhoso porque a classe média ainda sonha o velho sonho lusitano de enricar, virar nobre e ter serviçais. Meu amigo, NUNCA um país que tem uma gentalha destas como referência vai deixar de ser uma grande vila do Chaves. Como ex professor vou te dizer uma coisa: talvez a melhor coisa que tenha ocorrido no Brasil nos últimos anos sejam os planos de educação que os governos do PT desenvolveram. Tem muita gente jovem indo para o exterior para estudar DE VERDADE e se aperfeiçoar tecnologicamente. À medida em que estes estudantes voltarem e se inserirem no mercado de trabalho e de pesquisa começaremos a ver mudanças de atitude, de trabalho e de de rumos. Recentemente um grupo de jovens Brasileiros ganhou uma premiação importante na Olimpíada internacional de Matemática mas ninguém nem ouviu falar. Técnicos Brasileiros desenvolveram uma maneira limpa de enriquecer o Urânio mas ninguém fala. Sabe por quê? Porque nossa mídia é podre e vendida aos interesses estrangeiros que não querem que nossa auto-estima seja valorizada. E, claro, falar de Urânio enriquecido para as antas da classe média é a mesma coisa que falar de Virgílio ou Sócrates, ou seja, não sabem de nada.
    Finalizando meu longo comentário a respeito da presepada da FIFA na abertura tenho a dizer que a última e pior das sacanagens – aquela onde cortaram nosso Hino Nacional no meio da estrofe – foi emblemática. O povo continuou cantando em alto e bom som, cada vez mais alto para abafar o som dos alto-falantes do estádio até que a estrofe estivesse completa. Aquilo foi emblemático, representa a maneira de dizer NÂO às cagadas homéricas deste bunch sionista que, infelizmente, tem nos dirigentes da CBF e no venalíssimo Ronaldo Fenômeno Demagógico, alguns de seus mais execráveis expoentes. Tomara que o Brasil consiga este título aqui em casa. Mas, acima de tudo, que o Brasileiro abra o olho com a corja que há sete anos incensou a vinda da Copa e hoje a demoniza por conta de interesses mesquinhos puramente eleitoreiros. O Brasil é maior que tudo isto e os estrangeiros que nos visitam estão descobrindo isto.

    • Suas palavras foram poesia aos meus ouvidos e agora sim, esse é o Mundo Gump que eu gosto. Parabéns pela matéria e amigo do post, novamente, suas palavras foram demais. O que eu e minha esposa temos feito para não fazer parte disso (se é que isso é possível, sendo brasileiro), é não assistir a nenhum jogo, nem nada relacionado a copa. Aliás, a gente não assiste tv tem alguns anos. Obrigado!

      • É, mas é esse tipo de extremismo que devemos evitar. Ao cont?ario. devemos participar intensamente e tentar de todas as maneira possíveis modificar essas atitudes e comportamento e maneira de encarar os problemas, interferindo e propondo soluções, afinal é para os nossos filhos e netos que queremos deixar um mundo melhor, mais organizado e humano!

        • A omissão é exatamente o combustível que esses “malandros” querem. Quanto mais omissos formos mais liberdades eles terão para nos “f….rem!

    • Olha só, quando eu digo que o que fizeram com a abertura da Copa foi proposital, principalmente com o exoesqueleto do prof. Nicolelis não foi à toa, que foi sabotagem, não é teoria da conspiração ou outra nóia qualquer. A Globo e a FIFA resolveram sabotar essa parte do evento porque o prof. Nicolelis é amigo do ex presidente Lula. Simples assim.
      No link abaixo aparece o Reinaldo Bosta Azevedo destilando seu veneno contra o professor mas levou um cruzado de direita no queixo que deve estar procurando até agora o caminhão que o atropelou.
      http://www.conversaafiada.com.br/pig/2014/06/14/nicolelis-joga-veja-onde-ela-se-rola/

    • Cara concordo com tudo que falou mas tem um pequeno problema referente ao csf, o programa atualmente está servindo para turismo. Eu prefiro enxergar que esses são alguns exemplares formados em meio a essa sociedade idiota da qual se tornou o Brasil e que muitos ainda usam para estudar e trazer um pouco de cultura para o nosso país

    • Eu estava concordando com você até começar a ofender quem xingou Dilma.

      Generalizar e ser extremista chamando a classe média de burra e outros xingamentos xulos só demonstra que você é tão ignorante quanto eles.

      Possuo diversos conhecidos que estavam lá e que passaram um bom tempo juntando dinheiro do trabalho suado para ir para a abertura (pois isso é um sonho de todo brasileiro). Quando falo um bom tempo, digo um ano ou mais, pois só nessas condições a classe média consegue juntar algo depois de se estuprada por esse desgoverno.

      Falta de patriotismo? Foi essa mesma classe média que cantou o hino até o fim, emocionando o mundo, antes de demonstrar a insatisfação com a roubalheira descarada instaurada sistematicamente por esse governo de falácias, mentiras e corrupção.

      Você fala de plano de educação que o PT desenvolveu. Esse mesmo que nos levou a 48ª posição de 50 no ranking? Faça-me o favor.

      Pessoas indo estudar lá fora pra se aperfeiçoar? O programa tem um índice de falha de mais de 60%. Estudantes voltam de fora antes do tempo sem saber falar 10 palavras do idioma de onde estavam. O gasto com a propaganda desse programa superou em 100% o gasto com o programa em si!

      O pessoal que estava lá era da classe média pra cima, que, no mínimo, conseguem ter um padrão de vida acima da média brasileira. Então por que xingar a presidente depois de cantar o hino nacional? Eu (assim como TODO MUNDO QUE CONHEÇO QUE É CONTRA ESSE GOVERNO) xingo e xingaria esses ladrões, faria boicotes e mais passeatas justamente POR QUEM NÃO TEM ESSAS CONDIÇÕES.

      Meu amigo, se pensar nos outros é ser egoísta, mal-educado, classe “merdia”, humanismo de fachada, de botique, de igreja ou como você julga, sinto muito. Reveja seus conceitos. Estamos todos no mesmo barco por um país melhor, e claramente você torce por um “time” (partido no Brasil é pior que time de futebol…) ao invés de um país melhor.

      Engraçado que (aí sim eu irei generalizar) todas essas pessoas que xingam a classe média possuem iPad, usam Nike, Ambercrombie, Ellus, iPhone, Samsung Galaxy, andam de Carro Novo (mas não são Classe Média…) e, em nenhuma ocasião, eu as vi fazendo doações dos seus pertencem para algum Bolsa-Qualquercoisa do governo. Nunca. Never. “Socialismo com o dinheiro dos outros”.

      Por falar nisso, você teve essa revolta quando Lula chamou o então presidente Itamar de Filho da Puta? Ou quando ele chamou Collor de Retardado Mental, Imbecil e Mongolóide (ofendendo tais pessoas, como se isso as ligasse à corrupção)? Não precisa responder, sabemos a resposta, pois, apesar dele usar Armani, ter um patrimônio declarado de milhões, ele não é classe média.

  4. Philipe, eu faço o 2º período de Psicologia e todos os professores já falavam desse exoesqueleto, principalmente o de neurociências. Imagine a nossa decepção na abertura.

    Muito lúcido o texto.

  5. Philipe, parabéns por mais um ótimo post e por muitas vezes tentar mostrar neles o lado bom onde sem um pouco de raciocínio só se pode enxergar atitudes e ações negativas. Gosto muito de suas publicações e a cada dia admiro mais a forma de transmitir informação do Mundo Gump! Agradeço.

  6. Os Teslas são excelentes automóveis em projeto, mas como elétricos não são senão um bom fruto do avanço independente na tecnologia de baterias (esta que sempre foi o único e verdadeiro gargalo do carro elétrico) – não são revolucionários em termo de tecnologia, mas são maravilhosos em termos de marketing para este nicho. Não nos esqueçamos que Elon Musk também é um gênio empreendedor, e soube de algo que a maioria dos propositores modernos da tecnologia elétrica automotiva nunca soube agregar aos seus produtos: só porque um carro é elétrico não significa que ele deva ser inatrativo e ter um aspecto propositalmente diferenciado dos carros tradicionais (e desejados).
    O Roadster da Tesla (que é praticamente idêntico a um Lotus Elise – belo e despojado esportivo inglês) foi o lançamento certo na hora certa. Além dos excelentes números de desempenho, era um carro que cativava aos olhos do público. Fez-se um bom projeto (a nível de qualquer fabricante prestigiosa tradicional), com uma boa estética, um bom marketing e aliou-se a isto o que de mais moderno havia na tecnologia de baterias e propulsores. Em termos de avanço tecnológico stricto sensu, não houve mudança.
    Apenas para citar, carros elétricos chegaram a dominar praticamente metade da frota dos centros urbanos americanos em finais de século XIX, mas foram minados pelo mais rápido desenvolvimento da tecnologia do motor a combustão interna.
    Com o passar do tempo, motores a pistão se tornaram mais potentes, mais econômicos, ganharam autonomia e velocidade nas estradas, enquanto que os elétricos dependiam de pesadas e limitadas bateriais, que por sua vez tolhiam autonomia e velocidade, sem contar as infindáveis horas de carregamento (enquanto que um automóvel podia ser reabastecido em poucos minutos). A gasolina era barata, quase de graça: o caminho do sucesso para o carro a motor de pistões estava pavimentado.

      • Idem!
        Pena que para a nossa realidade, em termos financeiros, ainda é impensável (ao menos para os reles mortais assalariados) pois só mediante importação independente e sem qualquer facilidade de assistência (já que a marca não pretende operações por aqui em futuro próximo). A título de curiosidade, um modelo S da Tesla foi flagrado ainda sem placas por aqui esta semana, o único de sua espécie em nosso solo.
        Aliás, Philipe, deves saber bem que carros 100% elétricos foram tentados por aqui também, de forma inclusive comercial. Valeria um bom post, até para valorizar esta faceta (igualmente) massacrada de nossa indústria da tecnologia.

  7. Tive vontade de chorar em varias partes do testo e do comentário do Fernando, amo tanto esse pais, queria muito que ele fosse um pais exemplar, um pais que todos quisessem se espelhar, mas infelizmente tá cada dia mais difícil acreditar que isso possa acontecer, não adianta culpar os políticos, é o povo que tem que acordar, já que ter governantes e não ter é a mesma coisa aqui no Brasil, que o povo aprenda que só vamos merecer algo melhor quando formos uma povo melhor!

  8. Texto excelente, como sempre.

    Bom, você tocou em um ponto que eu acho muito importante, que é a fantasia x realidade. Não vou usar o termo ficção científica, e sim fantasia mesmo, porque oque hollywood vende é isso, fantasia, e não ciência, ainda que ficcional.

    A galera vê nas pesquisas apenas magia, apenas ilusão, apenas essas soluções milagrosas dignas de Jesus ressuscitar 3 dias depois de crucificado, e tudo isso porque? Porque a ciência de verdade não chega as pessoas.

    Quando eu falo que trabalho em um laboratório, ninguém consegue imaginar oque eu faço, parece tudo bizarro, distante, longínquo da realidade das pessoas. E quando eu levo alguém pra visitar o laboratório, ninguém entende ou sequer assimila onde se encontra, tamanho é o distanciamento da ciência com as pessoas no dia a dia.

    Enfim…

    Deviam se preocupar mais em explicar oque é ciência de fato para crianças nos colégios, isso devia ficar mais claro.

    • Outra coisa… Neguinho não consegue entender umas coias básicas, como um experimento pode não dar certo como se projetava, e isso é um resultado válido para um pesquisador. O leigo pensa nisso como um fracasso, ou pior, um desperdício de dinheiro.

      • Ahhh rapaz uma vez eu caí na besteira de falar isso num grupo. Dá desespero você tentar explicar um coisa tão básica e uns aborígenes ficarem tirando sarro de você.

  9. Bom post, Philipe, mas não precisava zoar o Tony Stark, o cara criou um novo elemento na garagem de casa, nem precisou do CERN, kkkkkkkkkk

    Sobre a Copa, sem comentários, maldito PT.

    Sobre o Tesla, não é de hoje que se sabota a popularização dos carros elétricos. Já viram o documentário sobre a patifaria da GM com o seu bem sucedido EV-1? O link:

    http://www.youtube.com/watch?v=DB969BZ3sCw

  10. Philipe, ótimo texto!
    Quisera eu que o teu texto e o do Fernando fossem lidos (e entendidos) por todos os brasileiros e todos os gringos.
    Como brasileira que sou, ao ouvir o Hino Nacional, sinto vontade de chorar ao pensar que o nosso país poderia ser o primeiro do mundo, à frente inclusive de EUA e outros. Que, sabe, um dia…
    Abraço!

    • Eu acho que poderíamos estar mil anos luz à frente da posição que estamos, mas dificilmente superaríamos os EUA, porque eles estão estrategicamente posicionados, com saídas para dois oceanos. Isso dá uma vantagem MONSTRA do ponto de vista estratégico de importação/exportação.

  11. Nada tem me deixado mais p…. que ouvir aquela ladainha de “complexo de vira-latas”. Nós somos vira-latas sim. O brasileiro é um dos povos mais inteligentes e criativos desse planeta mas não produzimos quase nada de ciência e tecnologia (como insumo e não como “produção” no sentido de montagem de partes pensadas e construídas fora). E nem adianta vir me falar que “lá fora” também tem seus problemas, eu sei que tem. Mas tenta inovar, tenta criar algo. Compra uns componentes eletrônicos, procura um projeto e espalha na mesa e você vai começar ouvir “o que você está fazendo?” “que perda de tempo isso já existe, é só ir e comprar”. Grrrrrr.

  12. Phillip,

    Parabéns pelo post.

    Infelizmente vivemos numa cultura de inversão de valores, onde quem estuda ou se dedica a algo intelectual é “otário”. Quem faz gambiarras para se dar bem é o “esperto”.

    Existe um preconceito generalizado enraizado desestimular quem é melhor do você em algo. Fulano é melhor em matemática que você? É um mané. Cricrano gosta de ciências? É um virgem. Beltrano curte astronomia? É um doido. Sofri esse preconceito a vida toda (e ainda sofro), pois essas crianças que tinham esse preconceito, hoje possuem cargos que justamente decidem como e onde o dinheiro vai ser aplicado.

    Tentar fazer algo inovador nesse país é um martírio. Os órgãos tem raiva de quem tenta fazer algo novo, de quem deseja trabalhar, inventar, criar, mudar o mundo. Essa raiva só piora a cada dia, pois cada vez mais pessoas ignorantes chegam ao poder. Virou moda. Até lá seremos reféns.

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