férias, aleluia.

pois é… Antes mesmo de começar, já preciso ir me desculpando com vocês pelo fato de não ter conseguido manter minha meta de três posts diários aqui no blog. A principal razão disso é que eu finalmente entrei de férias. Entenda que quando eu digo férias, estou falando em passear por aí sem obrigações, e …

Leia maisférias, aleluia.

Bons momentos de Le parkour

Bons momentos de Le parkour

É inspirador ver estes caras correndo e saltando por aí. Eu sei que o video tá batido, mas sempre vale a pena. Meta a musiquinha do Rocky Balboa no Ipod e mande ver na sua vizinhança. (não esqueça de filmar!)

Como escolher uma câmera de video?

Como escolher uma câmera de video?

O natal está aí e este post, reconheço, está saindo meio tarde. Em todo caso, melhor tarde do que nunca. Um amigo meu me mandou email perguntando se eu achava uma boa idéia criar um post para ajudar as pessoas a escolher uma boa câmera de video.

Eu não sei se sou a pessoa mais indicada para falar sobre isso, mas pelo que me consta, com a profusão de possibilidades tecnológicas e modelos de equipamento disponíveis no mercado hoje, comprar um equipamento novo está se tornando uma decisão tão arbitrariamente técnica que chega a assustar. Algumas câmeras oferecem tantos recursos, esbanjam tamanha sofisticação que a ampla maioria dos potenciais compradores começa a se julgar incapaz de discernir corretamente qual seria o modelo mais indicado pra ele. Perguntar ao vendedor, seria a solução mais simples e banal, porém, em muitos casos, a sanha louca pela comissão sobre as vendas impede que muitos vendedores hajam eticamente e assim, eles vão dizer que a melhor é -adivinha? – A mais cara.

Isso sem falar no fato mais básico: O desconhecimento técnico sobre o produto.

Ainda não chegamos numa era em que as grandes empresas especializadas ou não em eletrônicos dão o treinamento necessário aos vendedores para agirem como consultores de venda e não como simples tiradores de nota.

O que está em jogo é não apenas a imagem da empresa, como também o dinheiro, o rico dinheirinho suado do comprador.

Um fato bem simpels sobre câmeras de video é este: A tecnologia das camcorders muda rapidamente e vem evoluindo numa tal velocidade que chega a ser difícil para as publicações especializadas estabelecerem um ranking de qualidade.

Como as câmeras são muitas com preços, estilos, características técnicas e tecnologias diferentes, vamos começar não pela câmera, mas pelo usuário, que chamaremos apenas de: “Você”.

Existem três tipos de usuários (é bem provável que você seja um deles):

1- O Videomaker

2- O Registrador

3-O misto

O videomaker é aquele cara que poderíamos chamar de “profissional”. Ele sabe o que sigifica ter 3CCds numa câmera, sabe que quer uma câmera que filme em 24 sabe que marcas deve comprar, o que é parasol, e muitas outras terminologias complexas, como DvCam, Hdv, beta digital, etc. Este cara provavelmente vai pegar o equipamento e usar o mesmo para ganhar dinheiro – Isso envolve desde filmar batizados e casamentos até fazer filmes de verdade, para concorrer a festivais, disputar selos de lei do audio-visual, etc.

Para este cara, uma câmera profissional é o ideal. Veja, é até possível que um profissional use uma câmera amadora com resultados incríveis, uma vez que a qualidade de um trabalho em vídeo não está limitada ao meio. Existem ótimos vídeos feitos em VHS. Porém, muitas vezes as câmeras voltadas para o segmento familiar de baixo custo não vão atender às necessidades específicas deste tipo de usuário, porque ele precisa de: RESOLUÇÃO ALTA + HOMOGENEIDADE CROMÁTICA + ADAPTAÇÕES PARA LENTES EXTERNAS e outras coisinhas mais que certamente vão jogar o preço desta câmera para algo bem acima dos 10 mil reais. Encarando pelo viés que a câmera para um profissional é um instrumento de trabalho, podemos encarar isso como algo bem viável, já que não é gasto, e sim investimento.

Uma câmera profissional parece com isso:

447098ox5 Como escolher uma câmera de video?

Este modelo acima é a Canon XH-A1 3CCD HDV Camcorder, 1080i, 16:9, 20x Lens, 24f Mode e custa na base de uns 3.000 dólares.

O Registrador é aquele cara que quer uma câmera porque pra ele apenas tirar fotos de seus filhos brincando, um passeio ou viagem de família não basta. Ele quer vídeos, de preferência longos -já que as câmeras fotográficas digitais de hoje fazem videozinhos curtos – com qualidade aceitável para ver na televisão. O Registrador não está nem aí se a câmera filma com resolução 2K, se ela filma em 24p, nada disso. Ele quer uma câmera que você aponta, aperta o botão e pronto.O registrador difere fundamentalmente do videomaker não só no aspecto do conhecimento acerca do universo das possibilidades técnicas neste segmento, mas também porque ele não faz investimento. Ele tem gasto.

O que eu quero dizer com isso, é que o registrador não compra a câmera para ganhar dinheiro com ela. Ele compra para ter algo com que possa registrar momentos de sua vida atual que verá anos depois. No mundo de hoje, usar a palavra “gasto” pode soar pejorativo, mas a verdade é esta. A menos que ele filme uma celebridade transando pelada numa praia semi-deserta, ele não vai conseguir vender videos de seus filhos ou daquela tia gorda e transformar a grana colocada na câmera em mais grana. (excetuando-se as videocassetadas ou os registros de sorte, como um incêndio, um assassinato, um assalto vendidos com direitos de exclusividade para o Jornal Nacional por uma bela grana. Mas isso é raro como ganhar na loteria.)

O Misto é o cara que está entre a leiguice do registrador e tem as ambições de faturar algum com seu equipamento novinho como o videomaker. O Misto está -não raro, pensando em colocar videos seus no you tube e talvez alçar ao estrelato, como a Malu Magalhães, os Melhores do mundo, o dançarino e tantos outros. Provavelmente o Misto é um cara que não vai ter receio de adquirir uma câmera que tenha um preço bom quando a ela estão somados recursos que transformem o equipamento na melhor maquina que o dinheiro pode pagar sem ser uma câmera pró (quero dizer, com o custo de uma câmera pró).

Enquanto o videomaker precisa de uma câmera realmente cabulosa -e cara – até mesmo para impressionar quem o contrata e fazer jus ao valor que cobra para filmar casamentos, o registrador quer uma câmera de custo bom que ele possa registrar o netinho comendo papinha e se esgormitando todo, o misto quer algo barato, bom e principalmente, algo que resista a obsolescência inerente à tecnologia.

Eu digo isso porque rapidamente equipamentos eletrônicos se tornam obsoletos. basta surgir uma sigla nova para outra cair no esquecimento. Duvida? VHS já foi sinônimo de alta qualidade. E SVHS já foi sinônimo de mais qualidade ainda. Bem como o Betamax.

Como a tecnologia avança rápido, as 4 dicas importantes para se saber na hora de escolher uma boa câmera são:

1- Saiba qual seu perfil. A pior burrice que você pode cometer é negligenciar a si mesmo e as suas necessidades e comprar algo empurrado por um vendedor canalha focado em faturar apenas a comissão.

2- Compre a câmera na categoria indicada para seu perfil com a MELHOR QUALIDADE DE IMAGEM QUE VOCÊ PUDER PAGAR.

3- Fuja de formatos bizarros, proprietários de determinada marca e coisas pouco conhecidas. Neste setor arriscar é um perigo. Para ter mais chances de conseguir ver seu material daqui a 20 ou 30 anos, quando as câmeras de hoje estiverem em museus, capture num formato largamente difundido.

4- Não faça economia porca justamente na mídia. Use mídias de qualidade comprovada. O mercado está inundado de mídias piratas de baixíssimo custo. Pode parecer uma boa idéia logo de cara, mas o risco de se estrepar e perder seu material é tão grande ou talvez até maior que o beneficio do baixo custo. Isso porque as mídias de baixa qualidade usam materiais mais baratos para poder ter preço menor, não oferecem um controle de qualidade e em alguns casos são tão safados que praticam a pirataria, que é tentar fazer um produto de origem paralela passar como um “original”.

Outra coisa importante a se saber antes de chegarmos nas câmeras é que o material obtido por elas terá de ser visto em algum lugar e (salvo casos excepcionais) este lugar será numa TV. É importante saber que seu material de HD -Alta definição só será visto efetivamente em alta definição quando exibido numa TV capaz de exibir imagens de alta definição. Eu sei que parece óbvio, mas não duvide: Tem gente que é tão apatetada com tecnologias que situações como a da dona que ligou para o SAC do videocassete reclamando que não conseguia ver o filme. O atendente tentou tudo. O aparelho estava ligado na tomada. A fita estava dentro do videocassete. Mas quando ele perguntou se o video estava ligado corretamente na Tv…

-Televisão?

-Sim senhora. O video está ligado corretamente na televisão?

-Uai, sô… Eu vendi a televisão pra comprar o videocassete!

O pior é que isso não é uma piada. Então é bom lembrar que se você não tem, nem planeja ter uma Tv de alta definição, comprar uma câmera que só filma em HD não vai te trazer tanto benefício. Porém, como as tvs também não escapam da sina da obsolescência dos eletrônicos, é natural que em algum momento futuro sua nova tv ofereça este tipo de resolução.

Com relação as aspectos da alta definição (High definition/HD) são 2 os principais formatos de vídeo nas câmeras de uso familiar de preço mais acessível (conhecidas também como amadoras):

HDV – Formato que surgiu em 2004 e usa o mesmo tipo de fitinhas MiniDV do formato DV original; (uma tecnologia madura, bastante consolidada e segundo alguns, atualmente no final de sua era)

AVCHD – (Ou  Advanced Vídeo Codec High Definition), um formato ainda imaturo que surgiu em meados de 2006 e que pode ser gravado em mídias como DVD, disco rígido e memória flash.

Comparando as duas tecnologias, podemos ver que o AVCHD tem grandes vantagens sobre o sistema HDV. A maior delas está no algoritmo de compactação, que consegue guardar mais video em menos espaço. A transferência de arquivos da câmera para o PC através de arrastar e soltar e midia de acesso aleatório, o que significa nunca mais na vida ter que rebobinar uma fita.

Além disso, o sistema AVCHD usa a mesma compressão MPEG-4, que é também a usada no Blu-ray. Assim,  você poderá tocar os discos AVCHD em tocadores Blu-ray sem necessidade de recodificá-los, o que é uma mão na roda.

Considerando estes elementos o AVCHD parece extremamente promissor para o futuro, embora o formato HDV não tenha acabado e  ser considerado uma escolha mais adequada até agora pelos grandes escpecialistas. Isso porque o HDV tem mais qualidade.

Claro que o AVCHD está melhorando gradativamente e em algum tempo irá chegar na mesma qualidade – e então ultrapassar o HDV, mas não sabemos quando será isso. Pra se ter uma idéia, o sistema profissional ainda usa o HDV e câmeras profissionais no sistema AVCHD estão aparecendo só agora.

Além disso, a câmera HDV usa as fitas para armazenar os dados e as próprias fitas são os formatos ideais de aramazenamento de longo prazo. Além de serem midias baratas. Uma fita de 60 minutos custa cerca de 15 reais.

Em todo caso, a tecnologia do AVCHD exige que se use discos ópticos para armazenamento, o que não é uma má idéia. Em caso de guardar os arquivos em formato digital, prepare-se para sofrer, pois video – sobretudo descompactado – come MUITO espaço, tipo um Hd de 1 Tera vai guardar apenas 125horas de video em AVCHD.

Se você quer uma câmera para viajar, minha dica é ficar com o HDV, já que fitas são fáceis de achar, são baratas, ocupam pouco espaço e armazenam por anos a fio seu material numa boa, mas você passará o maior perrengue da sua vida tentando guardar o material da sua câmera AVCHD em cartões de memória durante a viagem.

Isso em falar que as câmeras AVCHD como ainda estão em uma escalada evolucionária em termos de tecnologia, mudam da noite para o dia.

Uma boa razão para adiar a compra de uma camcorder AVCHD, por enquanto – é a imaturidade do formato AVCHD. A maioria dos softwares de vídeo para amadores só agora começa a ser compatível com o AVCHD, e mesmo esses podem não tirar total proveito do potencial de sua câmera e dos modos de filmagem.

Por exemplo, um programa pode lidar com AVCHD a 1.440×1.080 pontos a 60 frames entrelaçados por segundo (60i), mas ignorar as variações, como a nova resolução de 1.920×1.080 pontos ou o frame rate de 24p (progressive scan).

Um amigo meu me mostrou a câmera sensacional que ele comprou nos EUA. Realmente a câmera é uma linda AVCHD e segundo ele, filma em full Hd, ou 1080 pixels. O problema é que o cara não consegue usar NENHUM (eu disse NENHUM) programa de edição para abrir os videos dela e editar.  A situação decorre do fato de que ele comprou o estado da arte em HVCHD e o sistema dele é tão novo que os fabricantes de software ainda não atualizaram as versões para suporte ao formato. Daí eu digo: Cuidado, não pense só na câmera.

Para você poder usar o sistema AVCHD na versão atual do Windows Movie Maker, será preciso convertê-lo primeiro, o que resulta em perda de qualidade da imagem. E como já dissemos anteriormente, o formato AVCHD ainda não chegou em seu ápice de qualidade e talvez ainda leve alguns anos para chegar a tal. Com este panorama, talvez a opção mais sensata seja aderir à tecnologia madura do sistema HD e esperar um pouco até que o formato AVCHD esteja suficientemente difundido e amparado pela evolução tecnologica (Hds mais rapidos, mais espaçosos e mais baratos, cartões de memória de 1 TB ou mais).

Outra coisa, fique ligado com relação à Propaganda Enganosa.

Muitas câmeras AVCHD são oferecidas como capazes de executar taxas de bits de até 24 Mb/s porém, a verdade é que o máximo que você vai obter é 15 a 17 Mb/s e praticamente nenhuma câmera de video AVCHD vai te dar um verdadeiro sinal de 1080p que é a resolução de alta definição das Tvs modernas.

Para escolher uma boa câmera de video do formato HDV, que grava em fita e usa sistema de compactação MPEG 2, as escolhas são mais faceis. Isso porque o formato de arquivamento praticamente igual pra todo mundo, com as mesmas resoluções e bit rates, os recursos que devem ser levados em conta são aqueles que aumentam a qualidade da imagem em qualquer camcorder, tais como:

  • boas lentes
  • um potente zoom óptico
  • um (ou mais) grandes sensores de imagem (CCD),
  • recurso de estabilização de imagem
  • sensibilidade sob pouca luz.

Eu dispensaria da lista itens “papagaiados” como zoom digital (lixo feito com interpolação de imagem, o que significa uma ilusão de zoom) colocar bordinhas, inserir frescuragens como desenhinhos bonitinhos, efeitinhos de transição e aquelas babaquices de preto e branco, sépia, tons pastéis, cores vibrantes e todo este monte de merda criado para encher os olhos de leigos otários.

Tudo isso você faz facilmente em pós, quando for editar seu video. 90% dos programas mais safados oferecem recursos que superam qualquer efeitinho semi-pronto e “batido” de câmera. Além disso nada é mais amador, mais tosco, mais ridículo, do que usar estes recursos (sem falar no excesso de zoom)

Duas boas câmeras do tipo HDV é a Canon Vixia HV30 e a Sony HDR-HC9, lançadas recentemente. Elas lideram atualmente o ranking de qualidade  da revista PC world e prometem zoom óptico de 10x e portas HDMI para conexão e reprodução direta na HDTV.

Canon Vixia HV30:

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Sony HDR-HC9:

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Já na escolha do sistema AVCHD, o buraco é (bem) mais em baixo.

Com um monte de trique-trique, fica difícil saber que câmera comprar. Pra você ter uma idéia do rolo de tecnologias disponíveis, vamos pegar apenas um fabricante, a Sony. Ela tem ao seu dispor nada menos que dez modelos: quatro com disco rígido, cinco com DVD, e um que grava apenas em cartões Memory Stick.

Se seu objetivo é só fazer video para colocar no you tube e similares, talvez o AVCHD seja pra você. Digo isso porque o sistema HDV exige que você conecte a câmera numa porta firewire (algumas dizem suportar USB – mas o video raramente presta, ficando um lixo total em 99% dos casos) num computador minimamente bom  (ou perderá muito frame) com entrada firewire para poder capturar os videos gravados nas fitas em formato digital. Quer dizer, se seu foco é publicar on line os videos, a HDV, embora dê mais qualidade, vai gerar mais trabalho pra você.

Graças ao meu trabalho, já usei todos estes tipos de câmera. Você não precisa seguir o meu conselho, mas caso esteja interessado em conhecer minha opinião pessoal sobre estas câmeras:

Câmera com HD embutido – Legal. Dentro das variações do sistema AVCHD é o mais promissor. Com o avanço da tecnologia, mais e mais espaço será oferecido. Porém, sabe como é. Lotou, acabou. Você vai ter que descarregar tudo do HD interno dela para voltar a filmar. Enquanto numa HDV qualquer você troca a fita e aperta o “rec”.  (eu tive muitos problemas com a questão de drivers pra usar isso aí. Não sei se foi só no meu caso)

Câmera que grava em mini discos de DVD – FURADAAAA! Cara, fuja disso. Esconda-se sob o balcão se o vendedor aparecer com isso pra cima de você. Em ultimo caso, finja um desmaio. câmera que grava em mini DVd é a maior merda do universo. Não sei como uma pessoa pode comprar algo deste tipo sem ser iludida com falsas promessas. O troço é um mar de problemas e aporrinhações. Perdi trabalho usando este monumental lixo tecnologico porque (olha a tosqueira): Você precisa queimar o disco todo antes de trocar o disco em uso. Caso não faça isso, caso esqueça ou esbarre no botão de abrir o compartimento, suas chances de se ferrar são em bem mais de 50%. Além disso, este bagulhinho desgraçado grava coisas (sobretudo trechos curtos) que não tocam NEM PELO CACETE no computador. (provavelmente por algum tipo de provblema de acesso ao disco ou cabeçalho de dados) Sem falar que um mini disco de DVD é mais difícil de achar, ocupa menos tempo e custa mais caro que a fita de mini Dv. Nenhum modelo de minidvd oferece bit rates máximos equivalentes aos modelos com memória flash e disco rígido. Além disso, para guardar os vídeos por longos períodos, você precisará copiá-los para outro drive ou usar o gravador Blu-ray ou DVD de seu PC para arquivá-los.

Câmera que grava em cartão memory Stick – Se eu fose o Homem Aranha, diria que meu “sentido aranha” toca quando penso neste treco. Me parece uma promessa muito frágil para algo tão caro. Isso funciona bem para câmeras fotográficas, mas não sei como reagirá com o tempo numa câmera de video. Com qualidade abaixo do padrão “ideal” de 1.920 x 1.080 pontos e bit rate máximo de 16 Mb/s. Geralmente este tipo de camera é meio “café com leite” entre seus pares, sendo focada num segmento de usuário iniciante/amador/entusaista-de-cosinhas-pequenas-com-acabamento-black-piano-escrito-made-in-japan-em-baixo. Em termos de custo-benefício ela perde (nos dois quesitos) para uma HDV.

Os seguintes modelos NÃO SÃO UMA RECOMENDAÇÃO. São apenas para ilustrar os modelos em AVCHD que atendem as qualidades de um padrão “ideal”.

SONY HD SR12

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CANON HF10

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PANASONIC HDC SD9

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Todas estas em sistema de Hd (padrão ou HD de estado sólido)

A questão da cor é o seguinte: Se você tiver uma TV moderna, poerá tirar proveito da tecnologia (lá vem mais siglas!) xvYCC.  Esta tecnologia permite 1,8 vezes mais vermelhos, verdes e azuis que as cores sRGB padrão. Com o xvYCC, as cores tornam-se mais fiéis e têm gradações mais suaves, ou seja, seu video sai mais bonito.

Como era de se esperar, os fabricantes deram apelidos diferentes para estas tecnologias. A Panasonic batizou esse padrão de Digital Cinema Color; a Sony, por sua vez, o chama de “x.v.Color”.

Como é um padrão, isso deveria independer de marca, mas os fabricantes (numa possível jogada de marketing ou não) dizem para você comprar câmera sony se tiver uma HDTV sony. E comprar camera panasonic se tiver uma HDTV Panasonic. Só assim eles garantem a qualidade. Mesmo que vc não tenha dindim para uma tv HDTV que aceite formatos e perdigotos do último arroto tecnológico, não tem galho. Sua Tv vagabunda dos tempos da brilhantina vai desconsiderar estes canais do xvYCC numa boa. Daí quando você ganhar finalmente na loteria, poderá finalmente ver todo o esplendor das cores xvYCC.

Tá aí a dica. Uma dica extra está aqui.

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