Prova de amor ou atestado de burrice? Namorada e ex pulam num rio para ver quem seria salva pelo amado

Tenho certeza que existem momentos na vida de um homem em que ele se pergunta como diabos foi parar naquela situação. Nessas horas onde a vergonha ultrapassa os limites do tolerável, você se pega fazendo um percurso metal de erros que conduziram a até aquele momento vexatório e o próximo passo é pensar no que fazer para se livrar daquela merda, e depois sumir, se enterrar, mergulhar numa caverna e não sair de lá pelos próximos anos.

A coisa é bem pior quando o motivo de seu desconforto é a vergonha alheia. Veja só, meu caro amigo, que história sublimemente retardada essa que vou contar:

Para saber quem ele amava de verdade, as duas pularam no rio

Eu deixaria as duas mocréias afogarem, mas vamos aos detalhes:

Um chinês foi recentemente confrontado com o derradeiro teste de amor – ele foi forçado a escolher entre salvar suas namorada atual e a sua ex-namorada! As duas mulheres apaixonadas pularam em um rio juntas,  para ver qual ele iria salvar.

E o burro perdeu a chance de relegar ao mundo um Dawin Awards duplo!

O pobre homem em questão é um sujeito magricelo e sem graça, de 21 anos de idade, chamado Wu Hsia. Mas não se engane, esse cara deve ser um amante sensacional, afinal, ele assume que terminou com sua namorada de longa data Jun Tang, de 20 anos, depois de se apaixonar por Rong Tsao, de 22.

A ex-namorada não curtiu ter sido trocada e  (a louca) começou a assediar Wu na esperança de que ele iria deixar Rong e voltar para ela. [Já vi esse filme! Quem não?]

Cansado das mulheres brigando, Wu decidiu reunir-se com os as duas e deixar as coisas bem claras para elas. Baixou o macho alfa no sujeito:  “Eu estava cansado de ser importunado de ambos os lados”, disse ele.

Mas é claro, nosso amigo pica de ouro não conseguiu conter as feras. Começou um galinheiro dos diabos. Nas palavras dele:  “Infelizmente, a reunião acabou por ser uma má ideia. Rong Jun e entraram em uma discussão, que terminou com a Jun (a louca)  atirando-se no rio. Rong mão ficou atrás e pra mostrar que também era foda e amada pelo chinês gostosão, rapidamente pulou no vácuo da ex do cara!

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A polícia contou sua versão da cena, digna de novela:

“As meninas começaram a discutir e a ex-namorada do homem sentiu-se insultada por um comentário feito pela nova namorada, e por isso ela pulou no rio chamando por seu ex-amante para salvá-la. A nova namorada, temendo que ele poderia realmente saltar para salvar a sua ex-amante, em seguida, pulou também e assim as duas estavam chamando por ele para resgatá-las de se afogar.”

É impressionante o grau de competitividade dos chineses, né meu povo?

Wu pica de ouro diz que : “Eu estava completamente aturdido com o que estava acontecendo. Mas então eu percebi que eu tinha que fazer alguma coisa, e assim eu também pulei! Mas para salvar Rong. Eu estava em uma situação difícil e tive que fazer uma escolha entre o certo e o errado, e eu escolhi Rong.”

Bom, pelo menos ele escolheu uma, né? Wu, como não era bobo, deu aquela “força” e  chamou seu irmão (avulso) para vir buscar a ex (a louca).

“Nós encontramos uma mulher atolada até o peito na lama – cerca de 20 metros de distância da margem do rio”, disse um dos bombeiros que chegou ao local para fazer o resgate dessa marmota.  Segundo ele, foram necessários tratamentos hospitalares para ferimentos leves.

Se você pensa que acabou aí o rolo, errou. O bombeiro precisou separar as duas, que “viraram no samurai” bem na hora do resgate. “Nós terminamos há quatro meses. Por que você ainda me incomoda? “, Perguntou o cara. Aí a louca respondeu: “Eu quero incomodá-lo!”

RATINHÔÔÔÔ!

Claro que tamanha babaquice virou viral na mídia social chinesa. Em uma nação com uma falta crônica de mulheres solteiras, é terrivelmente  desconcertante que duas mulheres se arrisquem suas vidas para um zé ruela escolher quem ia salvar. Mas há um precedente histórico. No china existe uma história folclórica que envolve pedir homens que iriam resgatar de um rio – a sua mãe ou a sua namorada. Certamente para evitar o clássico problema conhecido como “mãe de judeu”.

Fonte

Enfim, é uma história escrota, mas ela fica ainda mais estranha quando consideramos o fato de que tem UM BILHÃO E TREZENTOS MILHÕES DE NEGO naquele país. Não é possível que esse cara seja tão pica de ouro a ponto de ter duas loucas se esbofeteando pelo amor dele nesse grau.  Parece até o Fábio Júnior-Jorge Tadeu, sô!

6 comentários em “Prova de amor ou atestado de burrice? Namorada e ex pulam num rio para ver quem seria salva pelo amado”

  1. “Amar também é bom: pois o amor é difícil. Ter amor, de uma pessoa por outra, talvez seja a coisa mais difícil que nos foi dada, a mais extrema, a derradeira prova e provação, o trabalho para o qual qualquer outro trabalho é apenas uma preparação. Por isso as pessoas jovens, iniciantes em tudo, ainda não podem amar: precisam aprender o amor. Com todo o seu ser, com todas as forças reunidas em seu coração solitário, receoso e acelerado, os jovens precisam aprender a amar. Mas o tempo de aprendizado é sempre um longo período de exclusão, de modo que o amor é por muito tempo, ao longo da vida, solidão, isolamento intenso e profundo para quem ama. A princípio o amor não é nada do que se chama ser absorvido, entregar-se e se unir com uma outra pessoa. (Pois o que seria uma união do que não é esclarecido, do inacabado, do desordenado?) O amor constitui uma oportunidade sublime para o indivíduo amadurecer, tornar-se algo, tornar-se um mundo, tornar-se um mundo para si mesmo por causa de uma outra pessoa; é uma grande exigência para o indivíduo, uma exigência irrestrita, algo que o destaca e o convoca para longe. Apenas neste sentido, como tarefa de trabalhar em si mesmos (“escutar e bater dia e noite”), as pessoas jovens deveriam fazer uso do amor que lhes é dado. A absorção e a entrega e todo tipo de comunhão não são para eles (que ainda precisam economizar e acumular por muito tempo); a comunhão é o passo final, talvez uma meta para a qual a vida humana quase não seja o bastante.”

    Cartas a um Jovem Poeta
    Rainer Maria Rilke
    1904

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