Passarinho azul

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Depois de tentar a todo custo não me envolver naquele troço, acabei aceitando o fato de que uma hora a mais ou a menos, eu teria que aderir ao tal do Twitter.

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Já tinha um monte de amigos e alguns leitores me pedindo o meu nome no twitter para me seguir. Um cara de uma agência me perguntou se eu tinha o tal do passarinho azul e foi aí, no meio da minha envergonhada negativa, que eu comecei a perceber que se a inserção midiática está associada ao seu poder de influência sob redes sociais, das duas uma: Ou o marketing anda mesmo uma merda e já estão “apelando”, ou o trço está dando sinais inequívocos que vai mesmo emplacar. Seja por um motivo ou outro, volta e meia aparece alguém querendo me seguir.

Esse lance de gente te “seguir” é horrível. Eu fico me sentido com delírios persecutórios, hehehe.

Eu assumo que tinha preconceito com o Twitter. A principal razão para isso é que eu sou contra um troço que limita o quanto você pode escrever. Me parecia à primeira vista,  algo limitante e opressor como as redações dos tempos da escola, que limitavam o número de linhas.

[mode aluno revoltado on] Como assim número de linhas? Quer dizer que a professora não está focada na idéia? No conteúdo? Ela está presa só na forma e nos erros? Que bosta! Então o que adianta fazer uma bela análise retórica sobre o cosmos e suas vississitudes quando a porra da professora, aquela velha decrépita, só quer saber se você sabe separar as sílabas direito e onde deve colocar a crase.  Grande merda de escola essa. [mode aluno revoltado off]

Professores não querem saber o que o aluno tem a dizer. Muito menos os de Português. Eles querem saber como o aluno escreve. O conteúdo é… Irrelevante.

Pensar sobre isso nos leva a questionar o mundo que temos hoje, não é mesmo? Mas deixando de lado o meu manifesto em prol da autonomia pensante no universo escolar e voltando ao Twitter:

Em segundo lugar, o marketing do troço focado na pergunta “o que você está fazendo agora?” Me parecia um ponto tão estúpido e exerido para se abordar numa rede social, que confesso, formei uma idéia de que o Twitter é um foco de inutilidades. Pessoas falando frasezinhas babacas e outros criticando a tudo e a todos. Todo um mundinho de “hénhénhé” limitado a parcos carcateres.

Mas uma coisa me fez mudar de idéia. E esta coisa foi um texto que li a partir de um post lá do site da Lu.

O texto em questão é este texto aqui.

Tão logo entrei na joça, comecei a ver que estava semi-errado (porque de fato é bastante gente falando merda) sobre o que eu considerava o Twitter. Acabei aderindo ao troço. Não sei vai dar certo porque a cada minuto eu vejo surgir uma baleia suspensa por passarinhos na minha tela.

Acho que parte do sucesso do twitter se deve ao fato de que a maioria das pessoas não gostam de ler. Deve ser por isso que o sistema limita o número de caracteres a uns parcos. Não sei se vou me adaptar a esta limitação. Como vocês sabem, eu tenho a tendência a exagerar em alguns posts (como aquele do longa metragem inteiro num único post).

Mas vai que dá, né?

15 comentários em “Passarinho azul”

  1. Eu tb tive essa impressao quando fiquei sabendo dessa merda, mas nao pude deixar de ver q nao era so isso, pelo simples fato dele ter crescido cerca de 1900% do ano passado pra cá, mas tb isso nao quer dizer muito, pq oq tem de gente q usa a internet apenas como forma de propagacao de inutilidade, principalmente no Brasil, nao é pouca coisa nao. Grande abraco philipe.

  2. Ainda não consigo entender a graça do Twitter. Para mim parece só um espaço para inserir pequenas piadas e frases. Se alguém admira o trabalho de alguma pessoa, em que esta pessoa reporte no Twitter suas atividades, o twitter pode vir a ter um uso interessante. Mas é só o que vejo.

    Já olhei o Twitter de vários humoristas e autores de blogs, e pouca coisa que li é realmente engraçada. Nenhum destes twitters foi suficiente para que eu me torne um visitante frequente, tal como ocorre com blogs.

    Funciona bem como uma “rede social”, em que você fica escrevendo para outras pessoas citando elas, e vice-versa. Tudo pelo bom ego, algo parecido com o que ocorre no Orkut. Inclusive o Orkut demorou em implementar uma ferramenta parecida com o Twitter no Orkut (se tem, falta só divulgar).

  3. A ideia do flickr é baseada no Broadcast de SMS do celular ( aquilo de mandas a mesma SMS para toda sua lista )

    assim como o sms e limitidado o twitter tambem, e como o limite de 140 caracteres serem, e facil se irritar com isso, mais e legal como ele te força a ser objetivo com suas ideias. cada vez menos sou obrigado a passar um segundo twitt para passar uma ideia mais complexa.

    vale lembrar que vc não é obrigado a seguir todo mundo que te segue no flickr, ai vira uma confusão, o ideal e seguir apenas pessoas que te informem de updates de sitesblogs e quem vc queria se comunicar rapidamente.

    de inicio e facil cofundir o twtter como uma rede social, mais pra mim o twitter é uma rede de rapida comunicação ( se vc usa um software para acompanhar os twitters )

  4. Olá Philipe tudo bem?
    Sou leitura do mundo de gump a 1 ano mais ou menos e é meu 1° comentário eheheh e olha que achei o blog por que queria procurar coisas do Forest…enfim não estou conseguindo te seguir no twitter a´te vejo a sua página mais dá erro não sei pq!!!

    Parábens amo este site.

  5. Confesso que você foi uma das primeiras pessoas q eu procurei quando entrei no Twitter!!!
    Fui toda feliz lá agora te ver e ai um amigo meu tinha acabado de dizer: “Celebridades não seguem…. são seguidas.” Constatei que isso é uma grande verdade: enquanto você segue 3 pessoas, sou sua 52ª seguidora!!! ADOREI!

    • Eu só sigo 3? Pra mim aparece mais. Mas sei lá. Eu temo que se seguir muita gente corro o risco de me perder entre milhões de frases, opiniões e pensamentos.
      Mas eu sou um cara de verdade. Eu não sou celebridade. É que eu acabei de entrar naquela parada. Daqui a um mês cê volta lá e olha a montanha de gente que eu vou seguir, hehehe. Assim que eu entender como aquilo funciona. (ainda estou café com leite no twitter)

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