OCULTISMO PARTE 1 – O dia em que eu hipnotizei o Popozinho

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Popozinho era o apelido do irmão do… Isso mesmo, Popozão.

Oficialmente o nome dele era Antônio Carlos, mas todo mundo que gostava do cara chamava ele de Popozinho. O Popozinho era um amigão meu que também morava naquele prédio que eu morei, onde eu dei aquela festa e onde eu tive a casa assombrada por fantasmas e onde eu contava casos de assombração para a criançada à meia noite, no playground, junto com aquele meu amigo que morreu e depois apareceu pra mim (conforme combinamos na frente das testemunhas). Aquela foi a primeira vez que eu hipnotizei alguém.

O Popozinho era fã incondicional da banda  Faith no More. E paralelamente eu estava vivendo uma situação bastante peculiar na minha vida de psiconerd. E esta situação, ao qual não pretendo dedicar muitos detalhes por motivos alheios à minha vontade, envolviam pesquisas com ocultismo. Inclusive tenho que reconhecer que os fenômenos que vieram a acontecer na minha casa à posteriori tem ligação direta com a minha entrada neste universo de ordens secretas, invocações, espadas e coisas do tipo, que a grande maioria leva na gozação, mas que à vera, ali, in loco,  podem fazer até o Kojack se arrepiar.

Então naquela época eu estava estudando um livro de alta de magia do século XIX e no livro um grande mago chamado Papus ensinava alguma coisa sobre hipnose. Na verdade no tempo em que o livro fora escrito, os processos cerebrais envolvidos no ato de hipnotizar não estavam totalmente claros e estes fenômenos, hoje totalmente conhecidos pela ciência ainda estavam na casa do ocultismo. Papus citava aquilo como “magnetismo”. Óbvio que o “magnetismo” em questão, não é o mesmo dos ímãs.  Era um tipo de “poder” invísível que se acreditava emanar do mago, como um tipo de ecotoplasma, uma força invisível que permitia controlar a vontade alheia.

Então eu estava lendo aquelas coisas, e à medida em que eu me aprofundava nas pesquisas antigas do ocultismo, comecei a ter vontade de experimentá-las. Nesta época eu ainda não havia entrado para a faculdade e portanto não havia ainda estudado hipnose clínica. Pra mim, aquilo ali era só um monte de experiências. Eu desdenhei do desconhecido. Eu não sabia, mas o meu castigo estava vindo a cavalo. (pelo menos nisso eu me identifico com o Paulo Coelho)

Mas o fato é que nós (eu e os meus amigos do prédio) resolvemos que iríamos experimentar o “magnetismo”. Ante uma platéia formada por adolescentes, pré adolescentes e uma ou duas crianças, eu convidei o Popô – como o popozinho era chamado entre a gente, para ser a cobaia.

Ele topou na hora.

A experiência foi levada à cabo nos fundos do bloco B. Na parte antiga do playground, onde hoje existe um salão de festas. Seguindo à risca meu livro de magia (já posso imaginar os leitores da IURD se benzendo e dizendo “tá amarrado!”) coloquei uma vela na frente do Antônio Carlos, o Popô.  A vela tinha que ser posicionada em um ângulo de 45 graus acima da cabeça da cobaia.A função da vela era clara: Criar um ambiente escuro e funcionar como um ponto de luz. A iluminação produzida mais o balançar da chama e o ângulo desconfortável contribuíam para cansar a mente do sujeito, levando-o a um estado de sonambulismo.

Então, após avisar aos meus amigos da assistência que aquilo era coisa séria, que era para que todos se mantivessem em silêncio, (nem precisava avisar nada. Tava todo mundo meio que com cagaço) estabeleceu-se  um clima clássico de seriedade e sobriedade.

O ambiente foi escurecido e só a vela se manteve acesa. Eu via o fogo bruxuriante da vela iluminando os rostos das crianças, com olhos arregalados. Eu sei que grande parte daquela galera estava com medo. Sei porque eu também estava. Se por acaso minha experiência de magnetismo não funcionasse, seria vergonhoso. Mas se funcionasse como o livro dizia, seria igualmente assustador.

Colocamos o Antônio Carlos no banco de praça que tinha no play, de frente para a vela. Ele ficou olhando para ela, sem se mover, em uma posição totalmente confortável. Ficou assim por um tempo indefinido, mas que me pareceu -pelo menos nas minhas memórias – uns 40 minutos. Todos já estavam ficando cansados. Foi quando notei que o Popô estava começando a se comportar como dizia o livro. Ele estava ficando com sono…

Iniciei a leitura do capítulo de magnetismo. Gradualmente fui estabelecendo comandos e mais comandos. Popô foi gradualmente ficando mais e mais adormecido. Até que eu fiz o teste do livro. O teste consistia em levantar o braço dele dizendo que o braço estava ficando leve… Muito leve. Cada vez mais leve e… Meu Deus! Ele estava mesmo hipnotizado.  O braço do Popô não baixou mais.

Eu olhei satisfeito para o resto da galera. Todos estavam estupefatos com a cena. E então eu pensei… Calma. Mas e se o cara está me ownando? E se ele tá de sacanagem, tipo fingindo?

Então comecei a estabelecer comandos variados. E ele obedecia geral. Isso foi me dando segurança.

Em um determinado momento, o Popô me perguntou:

-Onde que eu estou?

Eu não sabia o que dizer e improvisei: -Você está no camarote do… Faith No More.

A reação do cara me fez crer que não era uma zoação. Ele estava mesmo hipnotizado.

O Popô começou a olhar em volta. Mas de olhos fechados. Alguns meninos da “platéia” começaram a querer rir. Mas eu fiz um sinal e o silêncio voltou.

-Nossa! Que foooda! -Ele dizia. Olhando de um lado para o outro, de olhos fechados. Era como se estivesse dormindo.

E eu continuei: – Tem uma porta ali está vendo?

-Tô.

-Vai até lá.

-Tem alguém aqui comigo. Quem é? – Ele perguntou.

Eu fiquei meio bolado. Achei que ele tava querendo acordar e se referia a galera da “platéia”. E então eu disse:

– É o Mike Patton (o cantor da banda.)

-Mike? É você? – Ele perguntou olhando fixamente para a parede. Eu tive medo da situação e respondi como se fosse o cara.

Novamente Popô teve uma reação interessante. Ele começou a conversar como se estivesse mesmo com o cara. Começou a fazer aquelas perguntas de fã… Eu comecei a responder algumas perguntas. E então ele falou:

-Espera aí você está falando em… Português? -Hahaha. Fui ownado pelo cara hipnotizado. Mas eu não deixei a peteca cair:

-Sim, eu estou aprendendo português. Obrigado por visitar nosso camarote. Agora você precisa ir embora que nós vamos ensaiar.

O Popo ainda quis ir ao “ensaio”, mas eu “o cantor” não deixei. Seguindo os procedimentos de magnetismo do meu livro, eu gradualmente tirei o Popô do transe e ele acordou como se nada tivesse acontecido. Ele não lembrava de nada e o pessoal ficou muito impressionado pelo fato de que o Popô realmente pensava que não havia acontecido nada além de olhar para uma vela. Quando a gente falava pra ele ele simplesmente dizia que era mentira que era impossível. Ele não acreditava mesmo. ele pensava que a gente tinha combinado de mentir pra ele.

Mas ninguém ali estava mais impressionado do que eu. Apesar de achar interessante o que estava naquele livro – Que veio parar em minhas mãos numa situação bastante incomum e que não cabe contar aqui. – Eu não estava levando muita fé. Quando a coisa funcionou exatamente como o livro descrevia, eu realmente fiquei bolado.

De um certa forma, aquela experiência desencadeou em mim um processo de interesse que eu nem imaginava que teria. Mergulhei com tudo naqueles assuntos.

Em outras situações eu hipnotizei outros amigos. Um deles foi o Raul. No dia do Raul, foi tudo bem parecido com o dia do Popozinho, só que com o Raul eu resolvi ousar. Levei o Raul a um estágio de transe mais profundo. O mais profundo que eu havia conseguido até então. E dali em diante, comecei a brincar com a parada.

Uma das experiências – coitado – foi dizer para o Raul que ele estava levitando. Sem peso. Eu joguei o Raul pra cima (não na vera, mas no universo hipnótico) e ele subiu como um foguete. Deu pra ver na expressão dele que ele estava desfrutando de um grande prazer no início, mas que logo depois se tornou medo. Eu ia dizendo para o Raul que ele estava subindo, subindo, subindo cada vez mais alto. E ele começou a sentir frio. Raul me dizia que sentia muito frio. Que estava acabando o ar.

Eu não tinha idéia do que poderia acontecer e então fiz o Raul cair. A galera foi ao delírio. Todos tentandos e manter em silêncio.  O Raul gritava e se sacudia na poltrona, como se realmente estivesse despencando. Imagino que nada cabeça dele era como se aproximar rápido no Google Earth. Pela expressão do cara, devia ser uma das experiências mais aterrorizantes que uma pessoa pode vivenciar.

Meu objetivo era estourar o Raul no chão e ver se ele morreria de verdade (PQp! Olha como eu era mongol!) ou se iria acordar. Mas o pânico do meu amigo foi tamanho que eu não tive coragem. Eu fiz com que ele recuperasse o poder de voar perto do chão. Fiz o Raul voar por alguns lugares bonitos antes de acordá-lo.

Embora a coisa fosse levada a cabo no play como um grande show para a garotada, eu estava usando os meninos do prédio como cobaias dos meus estudos de ocultismo. A experiência com o Raul me deixou intrigado. Eu nao tive coragem de fazer o que pretendia… E se realmente o coração dele parasse? E se ele realmente morresse ali? O que eu ia dizer? Olha a merda que poderia dar!

Então, parei de hipnotizar por alguns dias (até porque depois da hipnose do Raul ficou bem difícil de arrumar cobaias) e resolvi estudar um pouco mais. Meses depois, eu voltei a fazer experiências deste tipo. A mais estranha e constrangedora experiência de hipnose se deu com uma moça. Eu a hipnotizei e meu objetivo era obter a famosa regressão. Eu queria ver se conseguia fazer alguém lembrar de uma vida passada.

O problema é que nada havia me preparado para o que aconteceu.

Ela voltou e estagnou numa determinada idade. Era idade de criança, porque ela falava errado, meio tati-bitati. Por mais que eu tentasse fazer com que ela voltasse ela não voltava. Ela travou ali. E gradualmnete começou a reviver um momento extremamente traumático pra ela. Basicamente, aquela sessão, eu mais assiti do que atuei. A moça voltou a uma idade na infância e reviveu um abuso sexual por parte do pai.

Ela chorava e pedia socorro. Tremia, suava… Se debatia em pleno horror. Eu me senti impotente. Aquele troço ruim de ver e de sentir foi foda. Foi barra pesada. Aquilo mexeu tanto comigo que eu só consegui fazer a moça esquecer tudo que ela viu. Felizmente neste dia, estavam poucas pessoas no play. Nenhuma criança viu aquela cena. E ficou aquela sensação de ter feito uma coisa errada. De ter mexido numa caixa de marimbondos.  Eu nunca mais me esqueci daquela noite.

Eu resolvi não fazer mais experiências com meus amigos. Mas não estava disposto a abandonar o ocultismo.

Decidi comprar novos livros. Num sebo, eu descobri alguns livros interessantes. Um deles ensinava controlar algumas coisas, produzir pequenos fenômenos. E havia o que eu considero o pior e mais assustador de todos. Era impresso com linotipo. Este era um livro sem capa. Com páginas amareladas e ressecadas. Comprei por uma mixaria.  No livro havia muita coisa escrita em hebraico, anotações apagadas a lápis e outras com caneta de tinta, aquelas canetas antigas de tinteiro. Algumas passagens que me pareciam completamente inócuas estavam sublinhadas.

Eu comecei a seguir o estudo do antigo dono daquele livro. Fosse ele quem fosse. E lá no meio, havia algumas páginas que estavam enrugadas e com marcas marrons. Eu presumi que aquilo fosse sangue antigo. Qualquer um ser humano normal olharia para aquela porra e largaria na hora na primeira lata de lixo. Mas o babaca aqui não. O babaca aqui achou maneiro “comprar um livro sem capa num sebo, cheio de pentagramas, escrituras em hebraico ou coisa do tipo, e com marcas de sangue e invocações em latim”. O melhor de tudo era o final do livro. Ele não tinha final. O livro estava apenas despencado, ou seja, era um pedaço de um livro maior. Sendo que as últimas páginas estavam com visíveis marcas de que pegou fogo.

Então eu peguei aquela merda e fiz a pior coisa que eu poderia fazer. Eu comecei a estudar e seguir aquilo. Eu lia fora da ordem -BUUURROOOO! BURRO PRA CARALHO!

E o pior: Eu invoquei uma porra lá que eu nem sabia o que era.

E… Funcionou. (infelizmente)

Esta parte fica para um outro dia.

Ufos,mistérios,curiosidades e muito mais
Luminária Ufo

104 comentários em “OCULTISMO PARTE 1 – O dia em que eu hipnotizei o Popozinho”

  1. Cara, na melhor parte tu parasse. Ta parecendo seriado, quando o episódio começa a ficar bom mesmo, acaba: to be continued…
    Espero que você poste brevemente o final dessa história. Grande abraço.

    Ah sim!!! Continuo sendo da opinião que vc deveria lançar um livro com essas suas histórias.

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  2. e era essa a historia que eu queria ouvir. desde aquela dos espiritos, quando você disse num dos comentarios “e isso não é nada. tem coisa bem mais forte, só que isso fica pra um outro dia…”

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  3. PArece que vivemos a mesma vida separados…rs

    INfencia/adolescencia nerd, rodeada de ocultimos, ufologia…e fenomenos inexplicáveis…

    GOstaria de entender ate mesmo hoje…

    SOmos cardume..

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  4. Que doideira meu!… Eu tb tive uma fase dedicada ao ocultismo, mas quando era moleque (começou com onze anos). Já ouviu falar do “livro das clavículas de Salomão”, “O livro do feiticeiro” e o “Despertar dos mágicos”? Pois é, foi o começo. Lembro até de algumas receitas de pacto com demo que envolviam conjurarações, ovos de galinha e caixas com ouro em pó. Pulei fora antes de fazer alguma merda- parti para assuntos mais atraentes como o telepisiquismo (do Dr. Joseph Murphy)- a projeção astral (era um projetor consciente) e a hipnose, visando a regressão. Ainda mantenho alguns livros sobre hipnose. Sendo espírita, hoje sei que tem coisas com as quais definitivamente não se deve brincar. Pôxa a história parou na melhor parte- fica aquela ansiedade de sempre, comum entre os “Gumpers” eh-eh…

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  5. K ralho, que história Gumpesca. Putz, muito bizarro. Imagine se você tivesse matado seu amigo? O que ia dizer no tribunal? Qual foi a arma do crime? kkkkkkkkkkkkkk Dahora, muito bom mesmo. 😎

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  6. Philipie, vc é muito mau. Como assim deixar pra outro dia? Tá achando que isso aqui é novela?:lol2:
    Vc tá cada dia mais maquiavélico. Tá seguindo a cartinha direitinho.
    Na verdade isso é muito bom, tá prendendo a atenção de geral.
    Legal.:)

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  7. Olha Philipe, sinceramente, antes de você contar essa história eu não acreditava em nada dessas coisas. Mas agora, com seu relato, já posso dizer que sim. GUMP!

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    • Todo mundo tem direito de não acreditar em alguma coisa.
      Mas no caso da Hipnose, (graças aos shows, e coisas como aquele tal Puentes que faz demonstrações na Tv) Muita gente confunde com truques de mágica. Só que hipnose é uma coisa real e que funciona de verdade. Pra se ter uma idéia, em 1999, o Conselho Federal de Medicina emitiu um parecer (nº 42/99) reconhecendo a hipnose como “uma valiosa prática médica”, que pode ser utilizada em diagnóstico e tratamento. E, em 20 de dezembro de 2000, o Conselho Federal de Psicologia reconheceu a hipnose como um recurso terapêutico (resolução 013/00).
      Hoje a hipnose é usada até em investigações criminais. Os truques e demonstrações quase circenses com a hipnose ainda existem, e não vão acabar tão cedo. Inclusive, os tais misteriosos “poderes” da hipnose tiveram uma profunda influência sobre a técnica da associação livre, de onde surgiu a Psicanálise. (Freud foi assistir a uma dessas demonstrações e… É uma longa história)

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  8. Caaaaraaaa!!! Vai dizer que vc nunca comeu ninguém com essa parada de hipnose e tals??? kkkkkkkkkkk

    Brincadeira, cara. Sei que estupro mediante fraude não é tua praia. 😉

    Abração e sucesso.

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  9. Resta saber se este é um conto estilo MIB ou se aconteceu mesmo. Philip, acredito pra caralho nessas coisas. Se tu fez mesmo isso, realmente vc foi burro pra caralho.

    Estou aguardando a próxima parte.

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    • Eu fui burro pra caralho.
      Este não é um conto. Contos são marcados na categoria conto, e aventuras são fatos que eu vivi, geralmente contados pela ótica de quem se fudeu, hehehe.

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      • fascinante… e ai vc vai contar o que aconteceu?
        Coisa boa nao foi?
        Porra na minha vida nada disso aconteceu… nunca vi espectros, nunca vi ovnis, nunca vi nada diferente… oh vidinha mais ou menos. Por isso leio mundo gump!

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  10. Você continua estudando ocultismo até hoje? Tô pensando em entrar pra esse meio.Acho muito interessante, e me parece uma ” religião ” mais lógica e mais profunda que as religiões mais comuns no ocidente.

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  11. Estava com saudades das histórias. Os posts são ótimos mas o melhor do mundo gump são as histórias!

    E claro aguardando o livro…

    Conta logo o que aconteceu vai!! Inclusivem tem outro post desses que vc disse que ia contar uma história e iria deixar para a próxima. Isso já faz tempo e não lembro o que é agora de cabeça…

    Seja piedoso, conta vai 🙂

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  12. Hhahah
    Lembrei da minha adolescência… Eu desde sempre fui espírita kardecista, mas quando eu tinha lá os meus 13 anos cismei de procurar saber mais sobre espíritos, inclusive sobre os malignos rs
    Eu queria ver os dois lados da moeda, pois se havia um lado bom, sobre espíritos de luz e tudo mais, deveria existir um lado ruim. Daí que entrei para um grupo de wicca da escola em que eu estudava, e como na época eu era roqueira, gostava de me vestir de preto e a galerinha da wicca fazia isso também, eu comecei a pensar que tudo aquilo era pra mim.
    Eu ia às reuniões e ficava impressionada com os relatos, lia os livros que me indicavam, procurava mais e mais informações sobre ocultismo, até que um dia a minha amiga Karen me mostrou um livro muito sinistro… Ele tinha uns símbolos estranhos na capa e era muito pesado, ela falou que o livro era tão poderoso que ela conhecia uma menina que havia conseguido modificar a cor de seus olhos (balela mode on) através do livro. E lembro de que a Karen me avisou que eu não levasse o livro pra casa, nem o lesse à noite. Sabe o que eu fiz?! rs Levei o bendito pra casa e comecei a ler pouco antes de dormir.
    Cara! Sabe o que é chegar ao mais alto nível de cagaço humano?! rs Foi assim que me senti naquele dia. Eu simplesmente não conseguia dormir, pois toda vez em que eu fechava os olhos, eu ouvia alguém me chamando. E eu ouvia MESMO! :omg:
    No dia seguinte eu contei tudo pra Karen e ela ficou putíssima, ameaçou até me tirar do grupinho de estudos. Eu devolvi o livro, que ela deixava escondido lá na escola, e comecei a pensar que os meus problemas haviam terminado. Mas, para minha surpresa naquela noite eu escutei de novo alguém me chamando.
    Daí, o cagaço já era total e eu tive que contar a minha mãe o que estava acontecendo. Como sempre fomos espíritas ela sugeriu que as reuniões do grupo de estudos do evangelho no lar fossem feitas lá em nossa casa, para ver se “o problema” ia embora.
    Passado um tempo eu voltei a conseguir dormir! Até hoje não sei ao certo o que aconteceu, nem sei o que eu evoquei com o livro. Mas, não parei com os meus estudos, pq acho interessantíssimo, só aprendi a ouvir mais os conselhos que me davam, pq sabe como é, né? Se é “oculto”, a gente nunca vai saber por completo o que há por trás disso tudo. GUMP!!!

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  13. Aaaaaaaaaaah Philippe, seu infeliz! quando eu to ficando absorto na leitura, você para. Maldito! uhahuahuahuahuauhahu

    E com a guria, ela chegou a comentar algo, você pergunto ou deixou do jeito que tava?

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    • Na verdade eu parei porque estava chegando perto de um assunto delicado, uma parda da qual eu não gosto de falar. (muito menos de escrever)
      Eu larguei do jeito que tava mesmo. Eu nem era psicologo, eu tava no segundo ano da escola ainda nessa época.

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  14. Esse é o MG que nós gostamos (minha mulher e eu), com ótimas histórias e casos bem interessantes.

    Parabéns Philipe!!!!!!!!

    Conta das suas experiencias em matar e ressucitar pintinhos, e também o seu encontro com um mago nada amigavel no metro. Tão boas quanto essas. Eu li o livro “tratado de ciencias ocultas 1” do Papus e o cara é bem sinistro mesmo e é muito conceituado dentro do ocultismo.

    Estamos no aguardo da segunda parte…

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  15. Já não é um saco lidar com as bostas do mundo físico, o cara ainda vai procurar problemas mais “insubstanciais”! Hehe…
    Agora, sério mesmo, já li que esse lance de hipnotismo pode ferrar com o humor do hipnotizado, que terapias de regressão à infância podem piorar quadros de depressão, e em situações extremas isso pode ser um gatilho para o suicídio… Se bem que não sou nenhum clínico, só tenho um pouco conhecimento de causa, mas me interesso por esse lance de traumas e formação de caráter.
    Putz, deu dó desta moça que vc contou, cara. Ela ficou bem depois disso?

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    • Como ela não lembrava de nada depois da parada, só estranhou o fato de ter chorado. Mas a experiência nunca pareceu ter feito qualquer tipo de alteração no comportamento dela.
      Eu não sei dizer se terapias de regressão podem agravar quadros depressivos. Acho isso depende muito de podis fatores: A história pessoal do paciente e o processo terapeutico.
      Na pratica, dizer isso é como dizer que cirurgia cardíaca mata porque alguns morrem durante ela, saca?

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  16. Esse negócio de hipnose tem que ser tratado com cuidado. Vi com meus próprios olhos o que uma sessão mal conduzida pode trazer.

    Eu estava na 7a série, acho, e o pessoal da escola levou um cara especialista nisso pra dar uma palestra. Sei lá o motivo. Todas as 7as séries se reuniram no salão e o cara começou com uma “brincadeira” de fazer as pessoas ficarem com as mãos presas – entre aspas porque, na verdade, ele faz isso pra identificar os mais suscetíveis. A minhão não prendeu, mas quatro ou cinco pessoas que não conseguiam separar as mãos foram chamadas no palco.

    O cara começou a fazer várias demonstrações. Falou pro pessoal do palco que eles estavam vendo Jesus e a galera se acabava em chorar. Aí ele disse pra abraçarem Jesus e deu um travesseiro pra cada. Engraçado que faltou um travesseiro e ficou uma guria agarrada num cabo de vassoura, toda emocionada.

    Fizeram regressão. Uma das meninas tocou air piano, porque alegadamente a vida passada dela sabia tocar, e outra entrou numa casa antiga da Itália e descreveu a mobília. Achei bem migué essa parte, porque a pessoa descrever uma casa velha não prova ligação nenhuma com vida passada. Mas enfim…

    Aí no final, como o único homem entre os selecionados ainda não tinha participado de nada, o cara resolveu dar uma atenção a ele. Começou “você está num baile, dançando”. E o cara dançando sozinho. “Chega a menina que você gosta e começa a dançar com você” e o cara lá, dançando. “A menina mais bonita do colégio! A mais linda de todas!”. E na frente das turmas da 7a série e dos professores, o cara ficou de pau duro, dançando sozinho.

    Porra, foi engraçado pra caralho.

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  17. Poxa, cara, então você pegou um livro de algum bruxo que comandava uma hoste de espíritos, gênios ou demônios, ou como prefira chamar. É por isso que as coisas que você faz atraem tanta gente, a hoste agora está trabalhando com você, inclusive o espírito do dono do antigo livro de magia está dando uma força. Pode ser que isso já tenha sido combinado com ele no astral antes de você nascer, ou mais longe ainda – você mesmo pode ter sido um bruxo da escola clássica que reencarnou para buscar antigas anotações.
    É por isso que os seus escritos são tão carregados de força – você não está trabalhando sózinho, os invisíveis estão juntos aí.
    Um dos motivos desse site ter tanta gente acessando…Eliphas Levy e Madame Blavatsky por trás das estantes…talvez até Aleister Crowley…

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  18. Outra coisa: não lembro se eu já cheguei a te perguntar, Philipe, mas tu conhece o livro de São Cipriano? Foi muito badalado durante algum tempo entre meu grupo de amigos, na 7a série.

    Tinha umas receitas do caralho lá, ensinava a ficar invisível e até tinha a transcrição de um esporro que o São Cipriano deu no diabo.

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        • Puta merda, como é exatamente esse livro “capa de aço” do São Cipriano? Acho que eu já trouxe ele pra casa também.

          Um amigo emprestou. Li parte dele, mas falava mais da história do São Cipriano e da conversão dele. Tinham várias ilustrações, uma delas era de um negão carregando uma velhinha bruxa nas costas, correndo: é que a velha tinha feito um feitiço pra amarrar o negão, e no momento da ilustração ele tava empolgado levando ela pro quarto ou o que fosse.

          E agora?

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  19. A minha parte preferida no Mundo Gump são as Aventuras e os Contos. As merdas que a gente faz sempre rendem muita história e acho que o legal da vida é isso: ter muita história pra contar!

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  20. Nem sei como começar essa resposta, que tal… ME LIGA QUE PRECISO FALAR COM VC!!!!

    Mensagem passada, vamos lá…

    Depois de um bom tempo batendo cabeça na Umbanda com meu pai, e indo levar passe com minha mãe no Kardecismo, eu resolvi que era a minha vez de “descobrir”, sobre a espiritualidade. Eu devia ter entre 13 e 14 anos, quando um amigo levou para casa um livro que não devia, e por isso escondeu no pátio do prédio dele, sendo que, ele nos contou a história, de que não devia levar o livro para casa, e que havia guardado o mesmo, e aonde…

    Claro que nunca perguntamos à ele o porque de não poder levar o livro para dentro de casa. Apenas achamos que a mãe tinha-o pego no flagra com um livro proibido, tipo uma daquelas revistas suecas, que o dono da banca fingia que você adolescente espinhento e onanista, não tinha comprado com ele e que mostrava casais, trios, grupos ou o que fosse, comemorando as belezas do hedonismo carnal.

    Bem, o otário aqui, foi lá no esconderijo, e surrupiou o bendito livro. Era de um tal de São Cipriano… e não era o light, o capa preta não, era o capa de couro!

    O resto dos detalhes, e como eu quase mandei um centro de macumba para a UTI, em coma, para tirar o que eu puxei… só com permissão do Philipe, e ao vivo!

    Quem nunca viu o encerramento de Spectreman???

    http://www.youtube.com/watch?v=VWcwXYIWBDA

    Run Forrest!

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  21. caralho nunca comentei aqui, primeira vez
    to de cara com essas histórias heauiheaiuheauihea
    conta mais aí cara, seu blog é muito irado acompanho faz uns 2 anos por aí! muito legal haha
    grande abraço, sou seu fã!

    Responder
  22. Philipe…caraca cara…faz tempo que leio seu blog e suas historias, mas essas foram demais, muito bom qnd vc compartilha esse tipo de coisa com todos os visitantes do blog…escreve OCULTISMO PARTE 2 logo que eu ja to ansioso…rsrs
    abraco!!

    Responder
  23. Olha, eu entrei pra comentar que há tempos quero ser hipnotizada e fazer regressão,mas minhas experiências sempre foram inférteis (aliás, vc tem algum colega psicólogo que trabalha com isso?)…
    Mas porra, veja bem, vc escreve tão bem que me convenceu de tudo, e eu já tava adorando imaginar que um dia ia te conhecer… (sim,como uma fã!)… Aí, eu lembrei … já acreditei no que tava escrito aqui, já defendi e passei papel de idiota…
    O conto é ótimo, e eu ia amar saber escrever assim…
    Pronto, como é mentira mesmo, eu nem quero ser hipnotizada mais!!!
    Mas prometo comprar o livro quando sair…

    Responder
  24. O QUE É QUE TU INVOCOU!?????
    O QUE É QUE TU INVOCOU!!???
    CONTA ESSA HISTÓRIA!!

    COOOOOONTA!!!

    sò pela descrição do semi-livro já fiquei todo aperreado!!!

    Responder
  25. Caralho, MUITO FODA!!
    Já estava sentindo falta das suas aventuras GUMP há muito tempo e essa é muito boa! Espero ansiosamente pela continuação.

    Ei Philipe, você estudou mais sobre isso(hipnose, regressão e tal) na faculdade de psicologia?

    Isso é algo deveras interessante.

    Abração

    Responder
    • Em geral esses assuntos são abordados na faculdade de uma perspectiva clínica. Aí quem se interessa mesmo em hipnoterapia, faz um outro curso específico, que em geral é feito em centros de treinamento na técnica. Na época, eu pensei em fazer, mas a grana estava curta e então deixei para depois.

      Responder
  26. Ei Philipe!ótima História!Adoro seu blog e seus contos/aventuras!
    Poderia me dizer o nome desse livro aí que vc aprendeu Hipnose?Tbm seria bom se me desse umas dicas de livros de Ocultismo!
    Espero a segunda parte!
    Pergunta: E esses livros seus?Onde foram parar?

    Responder
    • O livro que fala sobre a hipnose usando a vela (o início, a gênese da técnica) chama-se tratado elementar de magia prática.
      O outro, o que deu a merda, estava despencado e não sei o nome.
      O do Papus eu ainda tenho. Bem guardado, junto com outras coisas. O livro maldito foi entregue a uma pessoa que não posso dizer o nome. Ela destruiu o livro num ritual.

      Responder
  27. o para eu já conversei com um amigo meu.. pq vc n responde aos meus emails e nem dá valor em meus comennts…,. ele estudou c/ vc we falou q vc é o maior metidao em saber mais q todos… entendi d q ele falava….. e real… vc tava a gora se referino ao NECRONOMICOM ………………… para cara vc é ate legal mas,,,,,,,,,,,,,para!!
    x_x :gasp: :gasp: :gasp: :gasp: :gasp: :gasp:

    Responder
      • Esse livro é do Lovecraft, fantasia pura. Até hoje não consigo entender como as pessoas acreditam que esse livro esteja falando de verdades.

        E parabéns pelos contos, Philipe, são de grande qualidade. Bem que poderia concentrar seus esforços nos contos né? O site ficaria bem mais legal.

        P.S.: Senão perceberam sou cético até o osso. :B

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        • Nem todos entram aqui pelos contos, Lucas. Eu tento fazer um blog legal para todo mundo, não só para quem curte apenas os contos.
          E sobre o necronomicon, volto a falar o que eu falei. O livro não era o necronomicon.
          E eu também sou cético com relação a um monte de coisa.

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  28. philipe, acompanhando todas as aventuras e as respostas q vc dá nos comments, tenho algumas coisas pra comentar:
    – vc teve varias experiências pq foi atrás. mas é possível alguém q não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe sobre espíritos ser “atacada” por eles? bons ou maus, não importa. se sim, pq? e se a pessoa não quiser ver e falar com eles? é inevitável? tipo sexto sentido?
    – se vc foi tão a fundo nos experimentos, como conseguiu se livrar? aliás, pq? parece q do jeito q vc fala, aconteceram coisas muito cabreiras, do tipo morte, sei lá… mas se vc não é uma pessoa de má índole, (pq mesmo vc kerendo ver se o seu amigo morria na ‘queda’, era puramente por curiosidade, não por intenção de matar, tanto que não o fez) pq aconteceriam essas coisas? pq espíritos ruins se envolveriam com vc ou fariam mal a pessoas queridas por vc?
    – sobre vidas passadas: eu tenho muita agonia de ver asfixia (afogamento ou enforcamento, principalmente), em filmes e tal, mas nunca me aconteceu nada do tipo pra dizer q é trauma… só pode ser coisa de outra vida. somos culpados, nesta vida, por erros das vidas passadas? por exemplo, (chutando o pau da barraca já) é justo um espírito reencarnar ou materializar pra me fazer mal pq eu matei a família dele em uma vida passada? sendo q nessa vida eu nem sei do q se trata?

    eu tenho medo de mexer com essas coisas, philipe, pq quando criança – dizem que as crianças são hipersensíveis em relação a isso – vi a minha tia-avó que tinha acabado de falecer no hospital. eu tinha 6 anos, e foi normal, a vi sentada na poltrona como sempre, me pedindo pra eu mandar a empregada fazer um café. eu disse q ia chamar a empregada, e antes de eu ir pra cozinha, ela disse pra eu dizer pra minha mãe q ela estava bem e num lugar muito bonito. quando eu falei pra empregada q a titia estava pedindo um café, a mulher ficou branca (obviamente, todos sabiam q ela estava no hospital, internada) e perguntou quando eu tinha falado com ela; eu respondi ‘agora’. fomos pra sala, e claro, nada havia lá. a empregada em panico ligou pra minha mãe, q ligou pro hospital, e recebeu a notícia do óbito.

    de lá pra cá não vi mais nada, mas acredito (ou já pode ser coisa da minha cabeça, por influência de textos como os seus rç) que na casa da minha mãe (onde ocorreu esse fato da titia, e que é uma casa velha, carregada de más energias, inveja, brigas, enfim) eu sentia pequenas manifestações, pois numa época eu tinha um medo danado de ficar no escuro, não conseguia dormir… as vezes eu ligava o rádio pra relaxar, e quando sentia medo, fixava meus pensamentos em coisas do tipo “isso é besteira, imaginação” e tal… mas tinha vezes q o rádio começava a fazer ‘statics’, mudar de estação (não freneticamente, mas falhava, sendo q de dia e acompanhada, isso não acontecia.)
    me mudei de lá e não tem acontecido mais nada, aqui fico de boa. e eu não quero q aconteça. :/

    sei q vc anda super ocupado, mas se vc tiver um tempo qqr dia, gostaria de bater um papo com vc. meu msn é o email q eu usei pra comentar.

    Abraços
    Dani

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    • Dani muitas perguntas, Mas vou tentar responder na ordem.

      1- Eu consigo separar na minha cabeça duas formas de interpretar as coisas. Não sei qual delas é a certa, então admito as duas e elas convivem em paz na minha caixola. Um lado da minha mente explica isso tudo racionalmente. Campos magnéticos, coincidências e a tendência humana para encontrar ordem no caos, somado com a precária capacidade humana de interpretar a realidade explicaria os casos de fantasmas, espíritos, magia e coisas envolvendo o oculto. Ao mesmo tempo, eu já vi ao vivo e à cores coisas MUITO estranhas. Minha família é marcada por situações bastante curiosas e sem boas explicações.
      POr exemplo, posso dizer que temos um fantasma há muitos anos vivendo com a família do meu pai. Quase todo mundo sabe dele. É estranho, mas o fantasma é quase um membro da família. Ninguém liga muito (tirando alguns casos bem assustadores que ainda contarei aqui qualquer dia).
      Há algum tempo atrás, a minha tia sonhou que estava deitada e a porta do quarto dela se abria. Ela viu uns vultos entrando e na escuridão do quarto, notou que ali estava minha tia Marilene -Que já morreu – cercada de varias pessoas de branco. Minha tia Malu ficou bolada com a visão. A Tia Marilene disse pra ela ir a um médico examinar o seio. (a tia Marilene morreu de câncer no seio) E depois sumiu, junto com o monte de gente de branco que ficaram mais atrás durante a visão.
      Tia Malu ficou muito impressionada com aquilo, que estava entre um sonho e uma visão.
      Qualquer cético poderia alegar que se tratava de uma alucinação. Que a referência ao câncer no seio da tia Malu – que estava bem se saúde – era uma clara conexão com a causa mortis da tia Marilene. Mas…
      Impressionada pela visão, tia Malu foi ao ginecologista e pediu para fazer uma mamografia. Quando fez… CÂNCER!
      Os médicos disseram que foi muita sorte, porque ela descobriu no início e pode se tratar. E aí? Como explicar?
      São casos assim que me impressionam. Eu penso que igual os casos assim, que acontecem para o bem, existe também uma força que muita gente (dependendo de sua formação conhecimento e convicções pessoais) interpretam como o mal.
      Por que as experiências são mais fortes para uns do que para outros eu não sei. Pode até ter uma razão fisiológica. Cada tradição (religião, filosofia, seita, ordem e etc) arruma suas próprias explicações. E de um estranho modo, talvez todas estejam certas ao mesmo tempo.

      2- Nunca matei ninguém (que bom). E nenhuma das experiência que já fiz envolveu o malefício. Na verdade eu nem levava muito a sério a parada. O que aconteceu felizmente não causou nenhuma morte humana nem prejuízo a amigos meus. Mas foi bem assustador. Eu consegui me safar, mas corri risco sim.

      3- Sobre vidas passadas, vamos abrir um parêntesis aqui: Há muitas potenciais explicações para a reencarnação além do básico reencarnar espiritual. Embora algumas evidências venham a sugerir que pode mesmo existir a reencarnação, é bom refletir que quando isso ocorre, você não volta lembrando a vida anterior. Isso é simples de entender. Simplesmente, a lembrança de uma vida passada não significa necessariamente que aquela pessoa esteve em outra existência. As pessoas costumam entender as reencarnações como sendo um tipo de miolo espiritual que só vai trocando de embalagem. E no meu entender (que pode está errado) não é isso. A vida passada é de outra pessoa, que teve toda uma experiência, uma formação e uma série de deformações morais ou não, que produziram aquele enredo. Seria injusto que numa encarnação posterior aquela pessoa venha a ser penalizada por algo produzido por aquela consciência em outro estado do tempo e espaço. Eu penso que se fui um assassino serial numa vida passada, e nesta sou um cara gente boa, como posso ser culpado de algo que quem fez não fui eu e sim o assassino. O problema do dilema está na idéia do “eu fui”. Não há isso, porque eu acredito que o tempo é apenas válido para este plano dimensional ao qual estamos. pode ser que não exista isso de “eu fui”, porque o certo seria dizer “eu sou” ou “estou sendo” em milhões de combinações possíveis. Como você pode ver, é bem estranho e confuso. Então, respondendo sua pergunta, eu acho que seria sim possível que uma alma desencarnada (considerando que ela exista) acabe por confundir as coisas e se vingar em alguém que não tem culpa de alguma coisa. Mas isso seria nada mais que uma prova da ignorância e da necessidade de evolução daquele espírito.

      4- Crianças muitas vezes são boas “antenas”. E antenas sem muito estudo e controle, não tem muita habilidade para saber o que devem captar. Daí ocorre que muitas crianças tem reações estranhas. Quem já não viu bebês reagirem de modo completamente estranho do nada? Tipo olhar para a parede assustados e chorar sem nenhum motivo aparente? Quem já vão viu bebês recusarem totalmente certas pessoas e agirem de modo totalmente simpático com outras que nunca viram antes? Pode ser o acaso? Sorte? Coincidência? Talvez sim… Mas talvez não.

      Meu msn é infinit [arroba]cruiser[ponto com ponto br], mas eu quase nunca entro. Me encontrar lá é como ver disco voador. Algo raro e improvável, mas acontece.

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  29. opa blz? curti muito o texto, sempre me interessei por essas coisas e até já li coisas a respeito, embora não tenha me aprofundado… quando sai a 2ª parte? abraço!

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  30. Então, cara.
    Muito foda seu blog. Acesso todos os dias pra ler suas histórias. E confesso que, quando li essa (durante a noite) não dormi depois.
    Então, já tentei praticar ocultismo e também arranjava uns bem estranhos. Escritos por nomes Árabes. E alguns deles, como o que você descreveu, também tinham sinai beeeeeem estranhos (lembro até um com uma possivel mancha de, sim, esperma…).
    Mas sempre fui cagão demais para testar o que lia nos livros (até porque, a única vez que tentei foi medonha. Tentei conjurar um que estava numa página arrancada (não rasgada, arrancada mesmo. Se nãp me engando ela tinha uns cortes que pareciam ser feitos por uma faca, sei lá), que evocava um mensageiro de Satanás (sim, eu fui muito burro) nem lembro pra quê. E apareceu… Eu tava saindo do banheiro e ví um cara pálido, careca e enorme olhando para mim. Eu levei um puta susto e ele saiu correndo e entrou no quarto dos meus pais, batendo a porta. Achei que era um ladrão e chamei (eu morava num condom;inio) os seguranças. Toda a casa estava trancada e não havia ninguém…
    Assim, vendi todos os livros pro mesmo sebo em que os comprei e (felizmente) nunca mais vi o carecoso…

    Então, vim pedir para que você poste a parte dois!
    Ah, e além disso, eu queria que, se você puder, me mandasse um e-mail com um tutorial bem básico da teoria do Papus de hipnotismo (eu sei que posso comprar o livro tratado elementar de magia prática, mas sou cagão demais por causa do meu incidente relatado acima)…

    Responder
  31. Desculpa, Philipe, mas eu tenho que dizer que estou esperando há 6 meses pela continuação desse post. Acho que se eu pensar que você é SÁDICO por ter deixado os seus leitores na mão por todo esse tempo, você vai entender, né? 😀

    Sério… Posta a segunda parte! 6 meses é crueldade.

    Abraço!

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      • Sério? Eu confesso que estava esperando mesmo. Venho sempre olhar.

        Mas não tem como você omitir o que for muito pessoal? Ou o mais é a dificuldade de contar apenas com texto? Mais eis o desafio! 😛 Enfim, seria só pra fechar a conta desse post que começou como um “Parte 1″… 🙁

        Responder
  32. Meu primeiro comentario (em mais de 2 anos que acompanho o mundogump!)
    Eu me interesso por telecinese e outras coisas do tipo mas não saio do campo teórico, e o medooo de fazer kgada :B ?????
    Espero que você conte a segunda parte , enquanto isso vou esperando…

    O blog é sensacional!

    Responder
  33. Que história bizarra mano eu até queria aprender esse truque da hipnose pra eu hipnotizar meus pais e eles me deixarem eu jogar d novo um jogo que eles deletaram mais a história é muito boa msm
    Aguardo pela segunda parte da historia 😆

    Responder
  34. Esse post foi a grande promessa não cumprida do Philipe… Faz 2 anos que eu venho ver se ele continua essa série, mas ele só diz que não pode continuar porque envolve gente próxima em assuntos pessoais… Mas em outros casos ele já lidou bem com esse tipo de coisa, omitindo o nome ou mesmo omitindo detalhes pessoais demais.

    Lamentável, Philipe!

    Responder
      • Qual a diferença em escrever então?

        Sei que você não precisa se importar com isso, mas sério mesmo: me sinto enganado com esse “Parte I” cuja continuação eu já espero há D O I S   A N O S.

        Responder
        • A parte dois envolve pessoas que não querem que eu escreva sobre elas, e não tem como fazer mudando o nome, pois as pessoas envolvidas indiretamente saberão quem é o o que foi feito. Logo, pra não sacanear alguns grandes amigos, prefiro não fazê-lo até que o panorama mude.

          Responder
          • A verdade tem que ser revelada! Talvez haja o que contar antes da intervenção dessas pessoas. Mas mesmo no caso dessa intervenção delas, tenho certeza de que foi algo importante e que solucionou um problema pelo qual você passou. Então só pode ficar o bom exemplo.

            Tem que ver aí, é Mundo Gump e seu compromisso com o amor dos leitores fiéis!

  35. Aproveitando as férias para reler alguns posts antigos daqui… e reforçando o comentário da xará aqui em cima:
    ainda não dá pra contar a parte 2? a curiosidade me consome!!!

    Responder
  36. Caramba meu, já estamos em 2014 e nada da parte 2… hehehe
    Pelos comentários da pra saber que não vai rolar mesmo. Mas se você ja sabia que não ia rolar, porque botar “PARTE 1”?

    Responder
  37. Eai Philipe, já que você não pode escrever aqui a história, apenas contar pessoalmente, porque você não faz uma live?
    Uma guerra mundial vai dizimar a população até o fim desse ano (2014), e eu vou morrer muito infeliz sem saber de toda a história. ='(

    Responder
  38. Esperando que este texto possa ser útil a todos, deixarei o link logo abaixo, ele foi feito dentro das regras da Associação Brasileira de Normas Técnicas, muito interessante que aborda justamente muitos pontos críticos sobre o asatru e o odinismo, e ataca as tradições que são inimigas destes nobres caminhos, assim como ataca todos os inimigos dos praticantes de sérios de magia.

    http://www.academia.edu/14956819/Regras_da_Magia_O_Livro_da_Ordem_e_da_Verdade

    Responder
  39. Philipe, eu tenho um ritual de ler este post todo ano desde que ele foi feito (lá vai mais de uma década) rsrsrs

    Tenho muita curiosidade em saber da parte 2, 3, 4… das histórias paralelas e decorrentes.

    Identifico-me muito com seus interesses. Literatura, cultura pop, ufologia, “gumpices” e, apesar de não ter ido “tão longe” quanto você, ocultismo.

    Se algum dia você estiver se sentindo muuuuito benevolente, por favor conta, nem que seja por e-mail, mudando o nome de todos os envolvidos (que eu não conheço mesmo). Prometo sigilo total.

    Abraço e sucesso, vc é o cara!

    Responder

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OCULTISMO PARTE 1 - O dia em que eu hipnotizei o Popozinho

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