Ratos: O maior matador de ratos da Índia?

Ratos: O maior matador de ratos da Índia?

Binoy Kumar Karmakar é o nome do homem de 40 anos que pode ser considerado o maior ratocida da índia. O cara vive em Bangaladesh e ganhou recentemente do governo da Índia uma TV a cores 14 polegadas em agradecimento por ter dado cabo da vida de nada menos que 39.650 roedores no período de um ano.

O cara foi engenhoso em sua missão assassina e usou veneno, armadilhas e até inundações controladas para matar os quase quarenta mil ratões. Para provar seu feito ele coleciona os rabinhos. Segundo as autoridades, a taxa de matança que o sujeito obteve equivale a um rato morto a cada 13 minutos.

A competição de matadores de ratos foi uma iniciativa do governo porque os ratos são uma praga violenta que detonam os alimentos. Ao todo, os fazendeiros mataram 25 milhões de ratos.O problema dos ratos lá é tão sério que as estatísticas apontam para a absurda marca de 10% total de perda para os roedores em toda a produção agrícola da Índia!

Chegou ao ponto da Índia precisar de ajuda para alimentar 120.000 pessoas que ficaram sem ter o que comer porque os ratos comeram tudo.fonte

Em alguns lugares na África e na própria Ìndia, a solução é comer os ratos. Em alguns lugares ratos são considerados uma iguaria. Se tiver estômago, veja isso.

O problema é que na Índia, os ratos nem sempre são considerados pragas. Em um templo em Deshnok, os ratos são considerados divindades, reencarnações de monges e pessoas queridas, e por isso são tratados a pão-de-ló. São milhões deles a infestar o templo e são mantidos em paz. Pisar no rabo de um deles pode gerar multa ao turista incauto.Todos os dias comida e leite são colocados para os mesmos, que só vão aumentando e ploriferando.

Se bem que sabe-se que isso não é um grande problema sanitário agora, mas sim potencial, porque os ratos não saem do templo, e não deixam ratos de fora entrar. Pelo cheiro eles conhecem o invasor e o matam rapidamente, mas ainda estão a mercê de tornarem-se vitimas de pragas trazidas por estes últimos do mundo exterior, como as pulgas.

O Brasil não está numa situação tão calamitosa quanto a Índia, mas também sofre com o problema dos ratos.
Os Roedores pertencem à ordem Rodentia que se constitui de mais de 3.000 espécies, sendo três delas consideradas como pragas urbanas no Brasil:
• Rattus norvegicus (ratazana ou rato de esgoto) Com características extradomiciliar, dotado de habilidades para escavar, nadar e roer, com estimativa de vida de três anos. Aloja-se em tocas, galerias no subsolo, beira de riachos, esgotos e lixões. Consome cerca de 30g/dia de alimentos, lixo orgânico, raízes, cereais, carnes e consome água até 30ml/dia.

• Rattus rattus (rato de telhado ou rato preto) Características intra e extradomiciliar. Dotado de habilidades para escalar, equilibrar-se e roer, podendo girar em torno do seu ninho até 60 metros. Habitam nos fôrros das casas, depósitos e armazéns. Alimenta-se de até 30g/dia de cereais, legumes, frutas, raízes, pequenos insetos e consome água até 30ml/dia.

• Mus musculus (camundongo) É um pequeno roedor com olhos e orelhas proeminentes, vivendo em pequenas famílias dominadas por um macho e composta por algumas fêmeas e suas crias. Habita em residências, casas comerciais, depósitos e estão presentes em áreas rurais e urbanas. Alimenta-se de 3g/dia de cereais, sementes, pão, queijo e seu consumo de água é baixo. Este é o rato de maior distribuição mundial.

Sabemos que os ratos são vetores de inúmeras doenças. Seja pela contaminação de alimentos, seja pela transmissão de doenças inerentes ao seu ambiente. Vivendo em ambientes propícios à contaminação, como dentro do sistema de esgotos, servem de elo de transmissão de doenças para o homem. Essas doenças são chamadas de zoonoses.

Os maiores problemas de zoonoses ligadas aos ratos são a Leptospirose ou doença de Weil, que ocorre através do contato da pele humana com a bactéria leptospira, existente na urina de ratos contaminados, a
salmonelose, uma  doença infecciosa transmitida ao homem através do contato com bactérias do gênero Salmonella, o Tifo, que é uma infecção causada pela bactéria Ricketsia mooseri e é transmitida através das fezes da pulga do rato e a famosa peste bubônica, doença causada pelo bacilo Iersinia pestis, caracterizada pela inflamação dos gânglios linfáticos, septicemia, hemorragias e, em alguns casos, invasão secundária dos pulmões. A peste bubônica é talvez a mais conhecida zoonose do mundo, com o nome de “peste negra”. Ela é transmitida pela pulga do rato e constituiu-se na maior epidemia que já atingiu a Europa, matando um terço de sua população durante a Idade Média. Alguns leigos podem pensar que isso é doença do passado, mas acredite ou não, aqui mesmo no Brasil, em Feira de Santana foram registrados 38 casos de peste negra nos últimos 04 anos.

É por este motivo que nós devemos sempre ficar atentos ao ambiente em que vivemos, pois as cidades estão cheias de ratos. Lembro que vi um especialista de ratos comentar certa vez que a cidade do Rio de Janeiro contabilizava uma população de roedores que equivalia a SEIS RATOS POR PESSOA!

A presença sistemática de ratos em um ambiente indica a existência de condições sanitárias precárias. Onde há boa manutenção da construção, armazenamento e manuseio correto dos alimentos, destino correto do lixo e eliminação de abrigos, não há infestação de ratos. Assim, algumas medidas devem ser tomadas para evitar a proliferação dessas pragas no ambiente:

• Evitar o acúmulo de lixo e sobras de alimentos em locais de fácil acesso para ratos;
• O lixo deverá ser acondicionado em sacos plásticos dentro de baldes tampados;
• Evitar entulhos ou materiais de construção por longos períodos no ambiente;
• Manter jardins, quintais e terrenos baldios sempre capinados e limpos;
• Evitar a existência de frestas, buracos e outras passagens para os ratos;
• Não deixar alimentos e água de cães e gatos na área de serviço durante a noite;
• Em fazendas, o problema maior é o armazenamento incorreto de cereais e forragens.

fonte: O fim das pragas

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8 comentários em “Ratos: O maior matador de ratos da Índia?”

  1. O único modo de diminuir a população de ratos seria mexer na genética deles, como fazem com algumas pragas de insetos.
    Ou criar algum vírus que acabasse com o rato e não pegasse em humanos, tipo a hepatite viral que só pega em cachorros e não passa para o homem.
    O rato é um bicho com um sistema imunológico blindado, realmente é muito difícil de matar, o maldito.
    Aqui em casa durante 2 anos uma ratazana enorme fazia barulho a noite tentando abrir o ralo. Precisei colocar um paralelepípedo em cima para impedir a entrada, juro. Mas um dia o bicho entrou. Estava tão infectado que eu passei mal de cama durante metade do dia, até que o vi.
    Não perdi tempo. Tranquei todas as portas, peguei uma lança de portão parecendo aqueles filmes da idade média. Consegui encurralar o danado no banheiro, fechando o ralo de novo com a pedra – fechei a porta do banheiro com ele dentro e o matei a golpes de kung-fu. Chegou a gritar quando levou uma pezada do meu pé 41 e morreu mesmo, de espinha quebrada.
    Tinha uns 30 centímetros de cabo a rabo. Depois desse, nenhum outro quis me encher o saco. Ficaram com medo, acho.

  2. Meu…
    Estava conversando sobre isso com uns amigos, outro dia, hehehe.

    A minha vantagem (recente) é que demos uma gata pro moleque, e agora nem as pobres lagartixas têm mais vez lá em casa.

    Não sei o que é pior: rato ou barata. Nesta antiga matéria da Superinteressante ( http://super.abril.com.br/superarquivo/2000/conteudo_140933.shtml) eles calculam cerca de 200 baratas para cada paulista. Imagine a população de ratos, hehehe.

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