O dia em que eu me caguei – 1

Poucas coisas na vida são tão constrangedoras quanto fazer cocô na calça. Eu me lembro de um dia em que estava na escola. Eu estava na segunda série. Lembro claramente da vontade de fazer cocô que me atacou subitamente numa aula de matemática. Mas eu era daquele tipo tão miseravelmente tímido que não tive coragem de falar com a professora (aquela) que eu queria ir no banheiro. E mesmo que na remota hipótese de criar tamanha galhardia, seria tão inútil quanto pedir que uma pedra recitasse Shakespeare.

Aquela professora maldita nunca deixava nada. Então eu apenas segurei a vontade, com todas as minhas forças. E milagrosamente, ela desapareceu. Quando bateu o sinal do recreio, eu saí para o pátio, e passando em frente ao banheiro, ainda me ocorreu uma vaga ideia de comparecer ao recinto e liberar a carga por lá. Mas a vontade havia desaparecido por completo, e ante a possibilidade de desperdiçar cada milionésimo do meu precioso tempo do recreio, onde eu fazia experimentos sociais (como ver quanto tempo eu conseguia ficar olhando para uma menina sem que ela se desse conta) ou experimentos físicos (olhar com uma lente de aumento na direção do Sol) e biológicas (passar todo o recreio de olhos fechados tentando imaginar o que se passava ao meu redor, e com uma esperança de desenvolver algum poder ninja para evitar pescotapas e petelecos na orelha) e ficava parado ao sol, tentando fazer fotossíntese, preferi largar mão de banheiros infectos e me dedicar ao que realmente era importante: Ficar sem fazer nada.

Quando o sinal tocou, todo mundo correu de volta para a sala. Eu fui na boleira. Ao tomar meu lugar, percebi que a sensação incômoda voltava a me assolar como um fantasma perverso.

A vontade de cagar voltava, abrupta e incontrolável. Implacável.

A situação tornava-se a cada segundo mais calamitosa. Eu já começava a escutar as pessoas na sala falando ao longe. Tive medo de fazer uma viagem astral ali mesmo. Assustado, percebi que não conseguiria conter a fúria da natureza que já profanava os meus esfíncteres. A merda formava um aríete que chocava-se com a portinhola do meu fiofó. O castelo estava prestes a ruir. Mentalizei a distância da sala de aula até o banheiro mais perto, que ficava no fim de um corredor que se assemelhava ao de um campo de concentração. Talvez não houvesse tempo hábil para evacuar o castelo e impedir o estupro reverso que já se mostrava iminente.

Levantei o braço, numa tentativa quase  desesperada de chamar a atenção da professora. Talvez fosse verdade que milagres realmente acontecessem. Talvez uma luz vinda diretamente do céu atingisse a professora e ela se transfigurasse do demônio que era para uma santa mulher de paz e amor, com absoluta paciência e compreensão.

Vendo que ela me vira e me ignorou, rompi o protocolo sagrado no qual um aluno jamais suplica além de levantar a mão.

-Tia? Tia?

-Que? – Ela disse de soslaio, com as pálpebras em posição semicerradas. A tia era impaciente, detestável e enfadonha, como se marcada por um terrível sono do qual desejava acordar todos os dias, sem sucesso.

-Posso ir ao banheiro? -Perguntei, desejoso de que algo nela se apercebesse de minha aflição, de meu suor frio, de meu súbito e improvável ato de coragem de levantar o braço e, inconcebível, chamá-la, atraindo sua implacável atenção para a minha completa insignificância. Fiz o pedido e vi a professora tirar os óculos. Houve um breve silêncio na sala e um vácuo que pareceu não ter mais fim se apoderou dos meus sentidos. ELa se ajeitou na cadeira e me olhou de cima, como um mastodonte que do alto de sua gigantesca magnitude contempla a fragilidade de uma formiga. E então disparou:

– Não!

Fudeu. Nessa hora a merda colidiu com os últimos e desesperados esforços para que meu furingo se trancasse.

Diecionei toda minha atenção. Precisei reunir todas as forças do meu corpo para impedir o parto natural que ja se avizinhava no interior da minha cueca do Zorro.  Droga, logo na cueca do Zorro!

Precisei de tanta atenção para controlar o incidente que nem pude perceber os detalhes do gigantesco monólogo que meu pedido havia desencadeado. A mulher recitava mecanicamente um esporro padrão aos que poderiam ter ido ao banheiro na hora do recreio, mas preferiram desperdiçar o tempo jogando uma bosta de um futebolzinho no pátio. Desgraçada. Se ao menos ela soubesse que meus motivos eram mais nobres que um ridículo futebol…

Cada segundo era um suplício terrível a me martirizar. Eu já imaginava a cena. A vergonha histórica que se abateria sobre mim. Os apelidos de cagão… Os dedos que seriam apontados para mim.

Levantei e saí correndo porta afora.

Me lembro da pequena comoção que se instalou na sala, quando eu realizei um dos mais históricos atos de desobediência civil já registrados naquele colégio.

Eu corria pelo corredor de um jeito estranho. Cada passada impelia a merda a sair mais um pouquinho. Ouvi a professora gritando no corredor. O caos instalado na sala. O clima de rebelião.

Outros professores ouvindo a balbúrdia surgiram nas portas das salas. Uma delas tentou me segurar, mas eu a driblei.

Quando virei a esquina, faltavam pouco menos de dez metros para a porta do banheiro.

Foi aí que o universo conspirou contra mim. As últimas barreiras se romperam. A merda explodiu dentro da minha cueca, dramaticamente perto do banheiro.

Eu não consegui.

Ainda corri de um modo estranho até o banheiro e me tranquei num daqueles cubículos. Baixei as calças para examinar as condições.

Era a visão do inferno. Imagina o que ocorre quando um capeta muito mal morre? Ele vai para aquele lugar. O inferno do inferno, ou “cueca do zorro”.

Droga, logo na cueca do Zorro!

Tirei as calças e meio apavorado e angustiado, me sentindo literal e figurativamente na maior merda que eu já havia me metido até então,  tentei desesperado remover a pasta de bosta de dentro da minha cueca. Não teve jeito de salvar a cueca do Zorro. Ela estava emplastrada. Eu tinha medo de apanhar. O único jeito seria me livrar da cueca.

E se minha mãe descobrisse que eu me caguei? E se ela desse pela falta da ceca do Zorro? E se a professora estivesse do lado de fora, esperando para me levar -cagado – de volta para a sala, onde uma inesquecível sessão de torturas psicológicas certamente me aguardava?

Pra piorar, não tinha papel.

Isso me obrigou a realizar uma verdadeira proeza cagática. Com cuidado removi a cueca borrocada e me livrei dela, jogando-a no vaso sanitário e dando descarga.

Obviamente que eu não poderia prever que aquela simples manobra de eliminação das provas ocasionaria um puta entupimento do banheiro. Assustado, vi a água subir até a boca do vaso. Fez uma piscininha.

Sem solução imediata, comecei a passar a mão no rabo e lavar a mão na aguinha do vaso sanitário, até me livrar da maior parte dos blocos de merda que ainda restavam.

Abri com cuidado uma greta para ver se havia alguém no banheiro. Nada, apenas o silêncio. Pelado, com as calças na mão e já sem a cueca, passei para a outra cabine, na esperança de que ali ainda existisse um papelzinho higiênico para me salvar. Mas não tinha. E dessa forma, eu fui obrigado a repetir aquela estranha manobra até a sexta porta, quando me deparei com o Santo Graal das causas cagáticas: Um rolo de papel higiênico já na capa. Contei duas voltas e meia até o tubo de papelão. Teria que bastar.

Embolei o papel num chumaço e fiz o melhor que pude para eliminar todos os vestígios da lama. Recoloquei as calças, lavei as mãos e saí do banheiro, pronto para enfrentar a merda figurada.

A merda figurada se resumia a uma pequena comissão de três pessoas, que estavam do lado de fora do banheiro. A diretora, a coordenadora e a professora. A professora parecia possuída. Era a personificação do ódio.

Não sei como que aconteceu exatamente, porque foi tudo muito rápido. Elas me pegaram pelo braço e iam me levar para a sala, mas algo em mim denunciou a situação pouco usual no qual eu me encontrava e por conta disso, fui levado para a diretoria, onde eles ligaram para chamar meus responsáveis pra me buscar.

Estranhamente não levei bronca, não apanhei e não precisei prestar contas pelo desaparecimento da minha querida cuequinha do Zorro naquele dia.

Depois daquele vexame na infância, já adulto, passei outros dois apertos históricos, que contarei a seguir.

(continua)

 

 

 

 

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65 comentários em “O dia em que eu me caguei – 1”

  1. Essa me lembrou o famoso “Um dia de m*rda”, de “autoria” de Luiz Fernando Veríssimo e que publiquei em meu blog esses dias:

    http://boxixo.wordpress.com/2011/08/12/um-dia-de-merda/

      • Sim, por isso coloquei “autoria” entre aspas, em momento algum acreditei que era dele (mesmo na primeira vez que li). Mas que lembra o texto lembra hehe

  2. Puta que o pariu, esses professores de antigamente eram ruins pra KCT. Se algo assim acontece com um filho meu eu seria capaz de torcer o pescoço da professora…

  3. Esse “Um dia de merda” não é mais um clássico anônimo que empurraram pro LFV? Eu lembro dele uma vez comentando que existem dezenas de textos correndo na web que não são de autoria dele mas assinados como se fossem…

    Em todo caso, já que estamos falando de bosta (no sentido físico-químico da palavra) aqui vai uma bela história sobre o tema (Autoria de Izzynobre):
    http://hbdia.com/wordpress/geral/entao-eu-caguei-no-tapete-do-banheiro

  4. Já me aconteceu uma coisa parecida, mas eu fiz xixi nas calças… hehehe…  E disfarcei na sala fingindo que entornei guaraná!! huahuahua Eu acho muito errado proibir uma criança de ir ao banheiro…

    • Cara, eu já vi uma cena em que uma menina da minha sala foi chamada para ler um texto na frente da classe e de tão nervosa, ela fez xixi nas calças. A escola é phoda!

  5. É, como as coisas mudam! Acho que naquela épooca de balas softs que matava engasgado, o maldito quadro das crianças que choravam por causa do pintor satanico do Fantástico (acho que mereceria um post, nãoi acha?), e das professoras emissárias do Vingador, a educação do Brasil decaiu pra caralho! Quando que isso viria a se repetir hoje em dia? Neguinho abaixava as calças e cagava na bolsa do professora mesmo!
    Agora, o lance da cuequinha do Zorro é foda! Continua…, continua…!

  6. Genial demais, Philipe. Mais uma memória sua que eu leio e passo a imaginar como se eu tivesse vivido! “A merda formava um aríete que chocava-se com a portinhola do meu fiofó” foi demais. XD

  7. Cara, tava fazendo falta um post como esse. Estupro reverso?! Chorei de rir!!! Mais um para o seu memorável (preferia que não fosse?) panteão das histórias GUMP!
    Eu li em algum lugar uma história de alguém que veio pra Manaus e teve problemas  similares com o Mr. Hanky, é Gump também? Não lembro…
    Abraço!

  8. Bom… já aconteceu comigo na mesma série.
    Parecidissimo com o meu caso… a sala de leitura era longe dos banheiros… triste dia!
    Mas nada como o meu irmão que urinou na cauça de veludo azul, dentro da sala! No caso dele a professora era mais parecida com a sua, pois encheu a boca “se quiser fazer vai fazer na calça”, e foi o que ele ele fez.
    Alias uma vez em eduação artistica todos desenhavam um rosto humano, e eu com um brilhante insigt resolvi colocar uma lingua pra fora no meu desenho. Além de me dar Zero e rasgou meu desenho na frente da sala e chamou de lixo! E eu…. eu não fiz nada! Ué!…. ah se fosse hoje!

  9. hahahahaha,minha nossa ri pra caramba,o modo como você conta as suas historias e maravilhoso,toda a emoção na narrativa,me lembrou de um causo que um amigo meu me contou,também aconteceu a mesma merda com ele.
    obrigado

  10. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Cara, impressionante sua capacidade de narrar esses tipos de fatos da sua vida!
    Você consegue pegar um fato simples desse e contá-lo a parecer realmente um acontecimento estrondoso que prende nossa atenção! Passei mal de rir aqui no escritório!Sua capacidade de se meter em furadas involuntariamente é muito legal. Isso lembra muito minha infância também!

  11. mano, eu tbm já me caguei na 2ª série. Só q a diferença é que era dentro da sala. Eu tava com vontade mas nao sei pq eu naum pedia pra professora pra ir no banheiro(5x mais timido q vc). Aí a vontade de descer o barroso se revelou uma DIARREIA DOS INFERNO. Aí eu fui e tentei aguentar “pq eu so foda”. resultado: eu caguei muito totoso no meio da sala toda(que ficou fedendo a cu), a professora viu e tive q ser levado por duas faxineiras feias q só a porra (depois de esperar meia hora do lado da sala com a aborbora com leite descendo na perna)pra elas me darem banho no banheiro da escola. e a minha cadeira ainda ficou cheia de doce de leite ¬¬

  12. Ja aconteceu comigo… no pré. Depois de correr pra baralho até o banheiro, abri a porta, abaixei as calças. PLOFT
    por 1 seg eu poderia ter saido limpo dai. Caiu todo o bolo de chocolate na cueca. E para piorar na epoca eu ainda chamava minha mãe para me limpar, como na escola não tinha mãe, fiquei gritando pela minha professora. Até algum funcionario ouvir e chama-la. Me limpou ali mesmo, lavou a minha cuequinha no tanque e me xantageou até o fim do ano para eu me comportar hiuHAUIHUIA

  13. Como tu escreve bem, Philipe!

    Eu, adolescente num rodeio no RS, ganhei de um cara lindo, que iria participar do concurso de declamaçao, uma copia da sua poesia.  Fiquei nas nuvens, mas dai tive que ir no banheiro, e nao havia papel. Adivinha com o que tive que me limpar?

    Isso sim é tragedia!!!! rs rs rs

  14. isso me lembra minha infância, nas minhas diarreias escolares da vida, mas a ultima foi ano passado, mas o incrível foi q eu consegui segurar até chegar em casa. eu tava no 1º ano do EM, tava morrendo na sala com uma puta dor, parecia que eu tava tendo dor de parto de sêxtuplos que queriam nascer de uma vez só, e depois de meia hora sofrendo, resolvi falar com a professora (como eu amo essa professora), ela autorizou minha saída, e a diretora também. mas o pior é q pra ir do colégio pra casa, eu preciso pegar busão, além da demora e uma força sobrenatural pra segurar naquela espera, tive que trancar a flor de oriba pra não descer creminho marron, pq quando eu entrei no ônibus, só tinha um lugar livre lá atrás, como eu tava passando mal, eu tive q sentar. a cada quebra-mola era uma vitória. quando cheguei em casa, foi só o tempo de tirar a cueca e SPLASH!!! mijei litros pelo olho da goiaba, e foi muito.
    Mas a sua situação foi muito mais bizarra, professora ruim e ainda criança, pelo menos eu tava com 14 anos no dia.
    Morri de rir, até caí da cadeira aqui. Muito bom

  15. AHUAUHAUHAHUAUHAHAA Só é engraçado quando é com os outros… cara, se der depois dê uma lida nesse post, vale a pena.

    http://aleidooeste.blogspot.com/2009/05/intestino-parte-1.html

  16. Oh, putz… Eu com 14 anos operei a vesícula e ganhei de brinde uma linda colite, então sei muito bem o que é essa situação, ela me acompanhava diariamente no colegial, e ainda hoje me faz passar apuros.  Sorte que nunca cheguei a cagar nas calças por isso (quando era mais novo, bem antes da operação, isso aconteceu, mas eu estava em família, então o trauma foi menor, hahahaha!). Mas eu já cheguei a dar uma bela vomitada em sala de aula, acho que gorfei, sem brincadeira, um litro de sucrilhos com leite semidigerido… Caiu no chão, espirrando nas calças dos vizinhos de carteira,  e ficou lá fervilhando que nem guaraná derramado e fedendo a estômago do avesso. Na presença de umas três meninas da qual eu gostava, e dos babacas que fatalmente me dariam apelidos. Mas não teve grandes consequências, além de umas caras de nojo.

  17. Cara … aconteceu comigo, com dez anos, o capeta da colonia de ferias.

    Pedi pra ir ao banheiro, o besta deu aquela classica ignorada

    sai andando, mas antes que chegasse ao banheiro o filho da mãe me agarra a força,

    resultado, passei uma tarde linda… todo cagado !

  18. hauhauahuahuahuahuahauhauhauhau que foda!

    Já aconteceu também. Aliás, acho que aconteceu com todos que passaram pelas escolas-campos de concentração.

    Muito bom esse site! Parabéns!

  19. Cara… Você escreve absurdamente bem!!!!! Fiquei muito, mas muito, mas bota muito nisso impressionada com seu blog!!! Só pode ser um dom, rs… Devorei suas linhas uma a uma e só consegui parar no final. Muitas risadas e momentos empolgantes depois, claro rs… O texto desceu tão suave que apesar de ter tomado muito e de uma vez só nem me deu enjôo ou peso na mente,rs…

    Você simplesmente poderia ter enfiado essa história num buraco mental e nunca mais querer lembrá-la, mas você conseguiu torná-la num texto com ares de clássico da literatura brasileira! hauahauha

    Seu vocabulário me impressionou demais também! Oi? Eu li mesmo a palavra soslaio em um blog? Não quero ser etnocêntrica nem preconceituosa, até porque eu estou escrevendo um blog, mas não imaginava encontrar tamanha qualidade e habilidade em um blog. Eu sou jornalista, amo ler e escrever, mas meu blog terá apenas textos técnicos nada de literatura… Parabéns pelo seu texto! Com certeza vou voltar aqui mais vezes! Sucesso!

    • Nossa, é uma honra saber que você gostou tanto assim, Jessica. Muito obrigado.

      Uma parente sua já foi minha chefe, sabia? O nome dela era Flavia Pastura. Você conhece?

      • meu deus  parabens pelo dia da merda
        antigamente os professores sem razao algume me puchavao o cabelo e ja me cortarao com gilete mais quando fiz 18 anos eu foi bater no professor e na professora que fizerao isso comigo

  20. KKKKKK…Caramba, fazia tempo que não ria tanto assim… você é demais, não consegui parar de rir com o ”estupro reverso”, que talento você tem cara…Parabéns, ganhou um fã!!!

  21. eu estava na quinta serie e um colega de classe meu começo a chora dentro da sala, eu e um outro do fundão perguntamos porque ele chorava e ele não respondia só chorava, ai começamos a sentir  o cheiro e comentar sobre o cheiro e ele falou então pra mim e pro outro colega, ……. eu fiz coco ! mais não ri não….  antes dele terminar eu ja quase cai da carteira de tanto ri ai sim ele chorava mais ainda chamamos a professora o menino andando todo  duro cagado coitado, no outro dia pensa nos  milhoes de apelidos que a escola inteira colocou nele de cagão pra la ele si chamava willian  e era meu colega .   

  22. Aconteceu uma coisa “meio” igual, eu fiquei com tanta vontade…mas tanta…pedi para a professora…adivinha:um sim milagroso!Eu fui correndo para o único banheiro do colégio, que estava ocupado, eu esperei, quase me cagando, aí a pessoa saiu e eu entrei ali, mas não era que o cara tinha acabado com o último rolo de papel higiênico da escola?!Plim!Tive uma ideia, soltei o barro ali mesmo, depois, me limpei sabe com o que?O papel do lixo…ahh criança burra que eu era!Nem sei porque eu não peguei verme!Depois eu cheguei todo orgulhoso para a professora…
     -Tia!Não tinha papel higiênico e sabe o que eu fiz?
     -O que….?
     -Me limpei com o do lixo!
    Silêncio…
    (Nota:eu era do maternal)

  23. Meus amigos isso não é tudo ainda, eu quando jovem gostava mesmo de barba aparada e andar por aí de macacão jeans, até aí tudo certo só que na escola em Bhte deu aquela vontade de ir ao WC e lá fui arriei o macacão e tudo de direito, para aliviar o perfume mandei mesmo ainda de cima do vazo a descarga… foi quando percebi algo me puxando p ara baixo … as alças do macacão tentaram seguir o líquido bombardeado… ali só tinha uma torneira e sem sabão tive que virar para não perceberem a minha própria cagada!

  24. Ola, sou professora, rsrs…e sempre travalhei com educacao infantil…bem, o que tenho a comentar , e que sempre observei que as criancas (de 3 a 4  anos de idade) nao tem nem malicia, quando eles querem ir ao banheiro nao e para passear, mas ja presenciei casos de professores que proibiram, dizendo que as criancas estavam querendo ludibria-los e tal…por isto sempre criei uma estrategia, um combinado com as criancas, de so irem ao banheiro logo apos o intervalo se tivessem muita,mas muita vontade mesmo, e sempre deu certo. Principalmente porque tem aquela cobranca do diretor, sabe, que alias, eu nao concordo, acho muita inflexibilidade, de nao ver criancas transitando pelos arredores da escola. bem, ri muito com sua historia, e com certeza, situacoes como esta ainda se repetem, rsrs, mas ca para nos, sua historia foi estimulante, e preciso rapidinho ir ao banheiro!

  25. Cara, você vai fazer eu ter um treco de tanto rir dessa bosta toda (literalmente)! Como eu leio isso no trabalho da minha mãe (eu só tenho 9 anos), o cara que fica do lado da mesa dela acha MAIS AINDA que eu doida de tanto que eu ri! Confesso que tive uma hora que ele saiu eu falei: Puta qui pariu meu! E, sem querer, eu caí da cadeira, me espocando de rir!

  26. caraca vou contar um negorcio a seguir:”outro dia eu tava na escola ai eu pedi a professora para ir ao banheiro ai nem inha papel sabe oque eu fiz?minha cueca do spide man estava toda cagada eu a lambi.merda é ruim eca!

  27. ahahahahahah que treta. Escola é um período mágico e trágico.

    Na quinta série, o Hugo, um amigo rechonchudo de tanto rir mijou nas calças. Sorte que salvei a pele dele quando foi chamado para apresentar um trabalho na frente da sala e eu me dispus a ir.

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