Motos

Moto é aquele negócio que você acha maneiro, compra e sua mãe se desespera. Claro, ela está certa, afinal, a moto, por ter só duas rodas, se você deixar parada ela cai, assim, andar de moto é praticamente lutar contra a natureza da gravidade o tempo todo. Como diz o Jô Soares (que já se ferrou todo caindo de moto varias vezes) “um dia a gravidade vence”…

Ser burro é...
Ser burro é…

Segundo a Wikipedia, a história da moto começa em 1820, ainda no século XIX, quando o escocês Kirkpatrick McMillan obteve a tração da roda traseira. Foi a partir dessa invenção que os ciclistas puderam se movimentar sem colocar os pés no chão. Depois de muitos anos, em 1861, os franceses Pierre Michaux, um ferreiro, e seu filho Ernest Michaux, na época com apenas quatorze anos, construíram o velocípede, uma bicicleta com pedais (no formato da de McMillan) adaptados à roda dianteira, iniciando a produção para venda. Em 1866, Bin Chun chegou em Paris. O chinês, que já havia percorrido a Inglaterra e a Alemanha atrás de informações da bicicleta, levou suas anotações para casa e em apenas três décadas o veículo tornou-se a principal alternativa de transporte na China e na Índia . A partir disso, houve inovações como a do inglês James Starley. Batizada de Rover, essa bicicleta trazia rodas do mesmo diâmetro, chassi feito em tubos deaço, guidão integrado ao suporte da roda dianteira e os freios eram a tambor. Os pedais acoplados a uma engrenagem, movimentavam uma corrente de transmissão que gerava a força motriz da roda traseira. Era a tataravó da motocicleta moderna.

De lá pra cá, a moto só foi evoluindo e hoje há toda sorte de moto imaginável. Mas como eu ia dizendo, tenho medo de moto no Brasil, porque já tive um amigo que virou carne moída com sua moto.

No entanto, a moto pode ser um veículo seguro se você observar alguns itens:

  • Escolha uma moto confiável
  • SAIBA ANDAR DE MOTO (ter carteira não é luxo, é obrigação)
  • Não seja um babaca
  • Não faça nenhuma burrice
  • Use equipamento de segurança

Hoje, nas grandes cidades é comum vermos pessoas fazendo as maiores barbeiragens do mundo em motos, sobretudo as motos mais facas e baratas como as linhas populares da Yamaha e Honda. É comum (pelo menos onde eu moto) vermos motociclistas ficando assustados com o comportamento de motoqueiros (sim, motociclista é o cara que sabe o que está fazendo e motoqueiro é o zé ruela que costura pelo trânsito com aquela maldita buzininha, sem capacete, o famoso “morre fácil”) completamente inconsequentes, que não satisfeitos em arriscar a própria vida, colocam a dos outros em risco. O numero de óbitos causados pela inaptidão e inconsequência vem crescendo absurdamente desde que as motos caíram no gosto popular. Muitos compram motos justamente pela facilidade de se locomover em meio ao trânsito e se este é seu caso, você deveria saber que já começou “com o pé esquerdo”.[wp_ad_camp_5]
Pensar que a moto é uma boa solução para se movimentar numa cidade lotada de veículos já pressupõe que você vai andar no “corredor” que é o espaço que se forma entre as filas de carros, ônibus, vans e caminhões. O problema é que circular assim além de ilegal (não é mais ilegal) é ULTRA arriscado. Basta um motorista com você no ponto cego para colocar a ponta do carro dele obstruindo o corredor. Você vai colidir com o carro e vai sair voando até porrar em alguma coisa. Com sorte, será no chão. Com um pouco da mão do dêmo, você vai cair da ponte Rio Niterói direto na boca dos tubarões geneticamente modificados pela poluição.

moto honda barata
Todo dia morre um motociclista no Brasil

Ter moto na cidade grande é relativamente arriscado. Principalmente porque aqui é comum encontrarmos alguns motoristas de ônibus psicopatas que acham que quanto menos roda e potência o veículo à frente dele tiver, mais o cara que o pilota tem que morrer. Quem tem carro 1.0 sabe como é isso. Quando eu tinha um Corsa, cansava de ver os motoristas fazendo o corredor da morte de propósito, enquanto sorriam maquiavelicamente no retrovisor. Se com carro fazem isso, imagina com moto!

O prazer de pilotar uma moto

Por outro lado, há poucas coisas na vida que podem dar o prazer de pilotar uma moto num cenário de propaganda. Tenho amigos que costumam viajar para os Estados Unidos unicamente para viajar de moto naqueles estradões sensacionais e também nas estradas vicinais, sobretudo nos estados que parecem ter sido feitos para isso, como o Texas.

viajar de moto

No Brasil existem boas estradas e rotas que são legais de fazer de moto. Quer ver uma estrada que de moto deve ser sensacional demais? A estrada que vai de Ilhéus a Itacaré, que é uma das mais bonitas do mundo… Com a vantagem de dar de cara com praias inesquecíveis ao fim da jornada.

O vento no rosto, a sensação de liberdade, a adrenalina de estar ali, pertinho do asfalto… Tudo isso se soma para fazer de uma viagem de moto uma experiência fantástica.

Moto Vintage

Eu não tenho moto, mas curto muito o design de motocicletas. Das motos que existem, destacam-se diversas linhas, como choppers, as esportivas, as clássicas, as de uso urbano, as de cross, enfim. Eu realmente curto muito as motos vintage, as antigonas mais clássicas e as motos novas que tem design retrô.

Neste post vou mostrar algumas motos que eu curto o design.


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E aí gostou? Esqueci de falar alguma coisa neste post sobre motos? Tem alguma ideia legal de moto? Mande aí nos comentários.

 

 

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13 comentários em “Motos”

  1. Bom dia Philipe, como sempre matérias espetaculares, todos os dias estou por aqui, sou fanático por motocicletas possuo uma CB 450 DX 1989, gostaria que vc conhecesse o meu sonho de consumo que é a Honda CBX 1050,. observe que “escultura” é o motor dela. abrçs.
    Off.( Já leu o artigo sobre as montanhas de Bucegi na Romenia? esta no ovinihoje.)

  2. Eu tenho moto desde 1983 e estou vivo, eheheheheh… Mas sempre tomei cuidado, com a minha mãe em cima de mim, não tinha como. Mas foi a velha que evitou que eu fizesse merda na rua.

    Belas fotos. Tem umas aí no estilo “cafe racer”, uma subcultura dos mundo das motos que tem até um programa no canal Discovery Turbo. Tenho pensado em fazer uma motos dessas com uma CB 450 ou a 750. Tipo achar uma bem feia, mas com bons documentos e boa mecânica.

    Hoje tenho duas motos, uma CB 450 DX (que tá no jeito pra Cafe Racer, rs…) e uma Montesa H6 360 1981, uma trail que era moda nos anos 80, podia usar em pista ou fazer trilhas pesadas, enduro, etc.

    Não caí muito de moto. A ultima foi em Niterói. Estava indo para um encontro de carros e motos promovido pelo Biela Quente, ali entre Charitas e São Francisco. Era terça ou quarta à noite, não lembro bem. Ia passar na minha mãe em Icaraí e dar um tiro lá. Mas escorreguei numa curva da Praia das Fechas cheia de areia. Estava com uma Vulcan 750, ela caiu e me jogou de frente, tipo um peixinho de volei. Minha sorte foi o colete de couro que ralou no lugar do meu peito e do capacete que absorveu a porrada da minha cara no asfalto. Sem ele, tinha ficado sem o maxilar, rs…

    Hoje se tivesse grana, comprava a nova V-Max, tá linda e mais braba ainda com um motor 1.7. Um caixão com duas rodas, ahahah..

  3. Philipe, motos não são a minha praia mas, por osmose (já que me ligo em automóveis), um pouco disto eu entendo. Muitas das motos que você colocou como suas favoritas são de um estilo chamado Cafe Racer, que nada mais são do que “hot rods” sobre duas rodas, urbanos e surgidos lá na Europa, fruto de grupos de jovens meio rebeldes que faziam suas muvuquinhas em cafés para marcar corridas clandestinas com suas motocicletas envenenadas e aparência espartana.
    Se tiver interesse, dê uma pesquisada. Além de legais e passíveis de “faça você mesmo” (pressupondo que dentre suas predileções lhe tenha surgido certa intimidade com equipamentos mecânicos), são extremamente baratas de montar e têm um estilo matador.
    Fica a informação.

  4. Fala Philipe!
    Curti bastante o post!
    Tenho uma atração foda por café races. Sempre tive moto esportiva mas ainda monto minha cafézinha qdo sobrar uma grana.
    E perca o medo de motos, o ventinho no rosto te dá uma sensação muito gostosa de liberdade…

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