O mistério do fogo sagrado

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Igreja do Santo Sepulcro, Jerusalém.

É o “Santo Sábado”, o dia que antecede a Páscoa na igreja Ortodoxa. Uma enorme multidão se aglomera no lugar afim de ver um dos fenômenos religiosos mais incríveis do mundo. Há canais de televisão transmitindo ao vivo, para diversos países como a Geórgia, Grécia, Ucrânia, Rússia, Romênia, Bielo-Rússia, Bulgária, Chipre, Líbano e para outros países de tradição ortodoxa, como o Egito. Há um clima de tensão no ar. Todos esperam que algo inimaginável ocorra a qualquer momento. E vai ocorrer!

Um sacerdote é revistado diante das testemunhas. Ele é despido de suas roupas religiosas e entra no sepulcro. Após recitar orações especiais, quase tão antigas quanto o lugar, uma misteriosa luz azul começa a surgir do nada, sobre a pedra. Ninguém sabe o que ela é exatamente nem de onde provém. Em algumas vezes, a luz azulada misteriosa lembra uma nuvem, em outras um poderoso fogo azul que ilumina todo o santo sepulcro. Nesse misterioso fogo, o sacerdote acende algumas velas. O fogo delas parece fogo comum, mas não é capaz de queimar a pele ou cabelos durante os primeiros trinta minutos em que a chama misteriosa arde ali. A sensação geral é de um milagre. Um milagre surpreendente que vem se repetindo ano após ano, por séculos, e é documentado desde 1106, com referências esporádicas antes disso.  De fato, é considerado o milagre mais constante no mundo. Ele ocorre da mesma forma, no mesmo lugar, todos os anos ao longo dos séculos. Nenhum outro milagre é tão regular e constante ao longo do tempo. Mas… Será isso tudo mesmo?

Segundo a Wikipedia, o Fogo sagrado é apenas o clímax de uma série de atividades religiosas que o precedem.

Um dia antes, o lugar é revistado minuciosamente.

As autoridades israelenses, juntamente com as autoridades das outras Igrejas, se dirigem ao sepulcro na Sexta-Feira Santa, após o Ofício das Exéquias de Cristo, para lacrar o túmulo com cera, colocando cada grupo o seu timbre. Antes disso, porém, apagam todas as lamparinas da igreja, e entram no local do sepulcro, para verificar a existência de qualquer fonte de fogo escondida, o que tornaria o milagre uma fraude. fonte

No dia apropriado, ao meio dia, o patriarca grego ortodoxo inicia uma procissão solene e grandiosa, juntamente com os membros do clero, cantando hinos.

As procissões
As procissões

O grupo marcha três vezes em volta do Santo Sepulcro. Uma vez terminada, o patriarca ou outro arcebispo ortodoxo recita uma oração específica, remove suas roupas litúrgicas e entra sozinho no sepulcro. Antes de entrar no túmulo de Jesus, o patriarca é examinado por autoridades israelenses judaicas para provar que ele não carrega consigo nenhum meio artificial para acender o fogo.

Esta investigação costumava ser executada por soldados turcos otomanos. Os arcebispos da Igreja Apostólica Armênia permanecem na ante-câmara, onde supostamente o anjo do Senhor estava sentado quando ele apareceu para Maria Madalena após a ressurreição de Jesus.

A congregação em seguida canta o Kyrie eleison (“Senhor tenha misericórdia”) até que o Fogo Sagrado espontaneamente desça sobre as trinta e três velas brancas amarradas juntas pelo patriarca no período que ele permaneceu sozinho dentro do túmulo de Jesus. O patriarca então sai do túmulo e recita algumas orações antes de acender ou as 33 ou as 12 velas e as distribui para a congregação.

O fogo é considerado pelos fiéis como sendo a chama do poder da ressurreição e também o da sarça ardente no Monte Sinai. As pessoas acendem maços de 33 velas, pois cada uma representa um ano que Jesus viveu aqui na Terra.

Parte do mistério do Fogo sagrado é que ele é “frio” por meia hora após ser aceso.

Parte do mistério do Fogo sagrado é que ele é "frio" por meia hora após ser aceso.
Parte do mistério do Fogo sagrado é que ele é “frio” por meia hora após ser aceso.

Talvez a descrição mais impressionante da cerimônia do fogo sagrado seja a atribuída ao patriarca Diodoro de Jerusalém. Ele conta a experiência transcendental:

Eu passei pela escuridão até a câmara interna e caí de joelhos. Lá, eu recitei algumas orações que nos foram passadas através dos séculos e, tendo-as dito, esperei. Algumas vezes, por alguns minutos, mas normalmente o milagre acontece imediatamente após eu ter recitado as orações. Do centro da pedra na qual Jesus esteve deitado uma luz indescritível aparece. Ela geralmente tem um tom azulado, mas a cor pode mudar e tomar diversas outros padrões. Ela não pode ser descrita em termos humanos. A luz sai da pedra como uma bruma que sobe de um lago, quase como se a pedra estivesse coberta por uma nuvem úmida, mas de luz. Esta luz se comporta de maneira diferente a cada ano. Algumas vezes, ela cobre apenas a pedra, enquanto que em outras, ela ilumina o sepulcro todo, de forma que as pessoas que estão do lado de fora do túmulo e olham para dentro deles o virão cheio de luz. A luz não queima. Eu jamais queimei a minha barba nos dezesseis anos que eu fui patriarca em Jerusalém e recebi o Fogo Sagrado. A luz é de uma consistência diferente do fogo normal que queima numa lâmpada de óleo.
A certo ponto, a luz sobe e forma uma coluna na qual o fogo é de uma natureza diferente, de tal forma que eu sou capaz de acender as minhas velas nele. Quando eu termino de receber a chama desta forma em minhas velas, eu saio e entrego o fogo primeiro para o patriarca armênio e depois para o copta. Depois, para todos os presentes na igreja

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O sacerdote divide o fogo sagrado com os demais membros das igrejas

O Fogo Santo não é apenas distribuído pelo Arcebispo, mas com base nos que acreditam neste milagre, ele também opera por si só.

O fogo é emitido a partir do Santo Sepulcro com uma tonalidade completamente diferente da luz natural. É brilhante, pisca como relâmpago, como uma pomba que voa em torno do tabernáculo do Santo Sepulcro, e acende sozinho a lamparina apagada de azeite pendurada em sua frente. O fogo gira de um lado da igreja para o outro. Ele adentra em algumas das capelas no interior da igreja, como, por exemplo, a Capela do Calvário (localizada um nível acima do Santo Sepulcro) e acende as lamparinas. Ele também acende as velas de alguns peregrinos. Na verdade, existem alguns peregrinos piedosos que, cada vez que participaram nesta cerimônia, notaram que suas velas acenderam sozinhas! Essa luz divina também apresenta algumas peculiaridades, pois parece ter uma tonalidade azulada e não queima. Por trinta e três minutos, desde sua manifestação, se o fogo sagrado tocar a face, ou a boca, ou mesmo as mãos dos peregrinos, não queima. Esta é a prova de sua origem divina e sobrenatural. E o fogo sagrado aparece apenas pela invocação de um Arcebispo Ortodoxo, e somente na Páscoa Ortodoxa.

Esta seria a evidência do fulgor misterioso que vaga pelo ambiente
Esta seria a evidência do fulgor misterioso que vaga pelo ambiente

O milagre não se limita apenas ao que acontece no interior do pequeno túmulo, onde o Patriarca reza. O que pode ser ainda mais significativo, é que a luz azul surge fora do túmulo. Todos os anos, muitos fiéis alegam que esta luz milagrosa acende, sozinho, as velas que os fiéis têm em mãos. Todos na igreja esperam com velas, na esperança de que elas possam inflamar espontaneamente. As lamparinas de azeite apagadas acendem por si só diante dos olhos dos peregrinos. A chama azul é vista se movendo em diferentes lugares na Igreja. Uma série de depoimentos foram assinados por peregrinos, cujas velas foram acesas espontaneamente, atestando a validade destas ignições. A pessoa que experimenta o milagre de perto, por ter o fogo sobre a vela ou vendo a luz azul, geralmente deixa Jerusalém transformada, e para todos que assistiram a cerimônia há sempre um “antes e depois” do milagre do Fogo Sagrado em Jerusalém. fonte

Tudo leva a crer que este seja um dos fenômenos mais transformadores do mundo. Há quem acredite que testemunhar algo assim poderia transformar até o mais incrédulo ateu num crente fervoroso. Não é sempre que a gente pode ver um milagre, que tem dia e hora para acontecer e vem acontecendo, ao que parece desde o ano 870. Uma descrição detalhada do fenômeno já aparece no diário de viagem do hegúmeno russo Daniel, que esteve presente na cerimônia em 1106. Ele menciona uma incandescência azulada descendo da cúpula da edícula onde o patriarca esperava pelo Fogo Sagrado. Alguns alegam ter testemunhado essa incandescência nos tempos modernos. Ninguém sabe direito o que é, embora o volume de testemunhas do misterioso fenômeno seja grande.
Um aspecto bem interessante deste milagre é que ele parece preferir ocorrer com representantes da igreja ortodoxa. Várias vezes na História, quando sacerdotes não-ortodoxos tentavam obtê-lo, o fogo simplesmente não vinha.

Uma outra coisa muito estranha e intrigante sobre o fogo sagrado é que ele tem um dia certo para “baixar” ali no templo. E este dia parece ser tão cronologicamente certo que certa vez, quando uma mudança no calendário ocorreu, ele não obedeceu à mudança de datas. Isso se deu na virada do ano de 1969 para 1970. Nesta época, o patriarca grego ortodoxo de Jerusalém Benedito introduziu um calendário juliano revisado a pedido do Concílio Mundial das Igrejas. Este novo calendário mudou o cômputo da data deste evento. Tudo parecia bem, mas ninguém avisou “o Fogo”, hahaha. E aí, o Fogo Sagrado não apareceu no Santo Sepulcro. Claro que diante dessa clara demonstração de que “o tempo dos homens pode não ser o mesmo tempo das divindades”, a cronologia eclesiástica original foi imediatamente restaurada e Fogo Sagrado voltou a aparecer no anos seguinte e desde então.

A cerimonia do fogo sagrado se dá num espaço bastante apertado
A cerimonia do fogo sagrado se dá num espaço bastante apertado

Interessante é que em muitas vezes que o fogo veio, a porrada comeu feio la dentro da igreja. Nós sabemos que Israel é por si, desde sempre, um barril de pólvora religiosa sobre uma fogueira permanente. Qualquer merdinha ali é capaz de descambar para uma guerra santa.

Imagina um fogo mistico que desce dos céus para um e não para outro a merda que pode dar? Pois é!

Com tantas pessoas usando roupas inflamaveis segurando bolos de velas pegando fogo é estranho que a igreja não tenha se tornado uma grande fogueira ao longo de tantos anos.
Com tantas pessoas  (em media 10.000 ali dentro) usando roupas inflamáveis segurando bolos de velas pegando fogo é estranho que a igreja não tenha se tornado uma grande fogueira ao longo de tantos anos.

Parece que o pior evento desse naipe ocorrido lá foi no ano de 1856. Na ocasião, James Finn assistiu peregrinos gregos lutando contra os armênios com pedras e paus escondidos previamente. O paxá teve que ser carregado para fora, com sua escolta de soldados armados antes que seus soldados voltassem para o meio da confusão e atacassem os dois lados em conflitos com as baionetas. Imagina que coisa mais linda! Em outra ocasião, ocorrida em 1834, a igreja tava mais lotada que festa de casamento de traficante com boca livre no morro!
Neste dia, deu um quiproquó ferrado lá, e mais de 400 morreram. Com o pandemônio, os guardas do Paxá puxaram suas espadas e no melhor estilo “matadores de zumbi” saíram desferindo espadadas a torto e à direito para salvar a vida do governante.

Seja como for, nos últimos anos a coisa tem sido medianamente mais civilizada. Ainda é uma aglomeração desgraçada, com gente até não caber mais, todo mundo segurando velas. O som da multidão no espaço confinado do templo é misturado a sinos e cantoria. O cheiro das velas queimando torna o ar quase irrespirável. Um feixe de luz do sol brilha através do teto, simbolizando o poder de Deus.

O feixe luz desce dos céus
O feixe luz desce dos céus

Tradicionalmente, uma lâmpada de azeite também é iluminada e transferida o mais rápido possível para a cidade de Belém.

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A chama é então levada para outras cidades e aldeias cristãs e de lá levada para comunidades ortodoxas em todo o mundo. Um religioso grego leva uma tocha acesa pelo fogo em um jato particular fretado pelo Patriarcado Grego Ortodoxo, levando a chama sagrada para os crentes na Grécia, e de lá para o Chipre. Representantes de outras igrejas voam com tochas acesas para a Rússia, Romênia e outros países da Europa Oriental, onde há muitos fiéis ortodoxos.

Fatos curiosos sobre o fogo sagrado

Um conhecido historiador muçulmano, Al Biruni, escreveu: “… um governador colocou um fio de cobre no lugar de um pavio na lamparina do Santo Sepulcro, de modo que ela não poderia acender, mas o fogo santo queimou o fio de cobre e acendeu-a.”
Esta não foi a única tentativa de desmascarar o fenômeno. Um relatório escrito pelo cronista Inglês Gautier Vinisauf descreve o que aconteceu no ano de 1.192.

“Em 1.187 os sarracenos, sob a direção do Sultão Saladino tomaram Jerusalém. O Sultão quis, então, no mesmo ano, presenciar a celebração. Gautier Vinisauf diz-nos o que aconteceu:” Em sua chegada, o fogo sagrado desceu repentinamente, e os assistentes ficaram profundamente emocionados; os sarracenos disseram que o fogo que eles viram descer fora produzido por meios fraudulentos. Saladino, querendo expor o impostor, apagou a lamparina que o fogo celeste acendera, mas, uma vez feito isso, a lamparina imediatamente reacendeu. Ele a apagou uma segunda vez, e uma terceira, mas ela reacendeu sozinha. Então, o Sultão, confundido, chorou, dizendo, em tom profético: “Sim, morrerei ou perderei Jerusalém.”

Truque?

Há quem veja no fogo sagrado um simples misticismo construído sobre um truque de mágica antigo somado com um monte de mentiras.

Adamantios Korais,  condenou o que ele considera como uma fraude religiosa em seu tratado “On the Holy Light of Jerusalem” (“Sobre a Luz de Jerusalém”).

Ele se referiu ao evento como uma “maquinação de padres fraudulentos” e à “profana” luz de Jerusalém como o “milagre dos aproveitadores“.
Em 2005, numa demonstração ao vivo na televisão grega, Michael Kalopoulos, autor e historiador, mergulhou três velas em fósforo branco. As velas espontaneamente se acenderam após aproximadamente 20 minutos por conta das propriedades do material em contato com o ar. De acordo com o site de Kalopoulos:

“ Se o fósforo for dissolvido num solvente orgânico apropriado, a auto-ignição é atrasada até o ponto que o solvente tenha se evaporado completamente. Repetidos experimentos mostraram que a ignição pode ser atrasada por meia-hora ou mais, dependendo da densidade da solução e do solvente empregado. ”

Kalopoulos também nota que as reações químicas desta natureza já eram bem conhecidas nos tempos antigos, citando Estrabão, que relatou que

“Na Babilônia, havia dois tipos de nafta, a branca e a negra. A nafta branca é a que se acende em fogo” . Segundo Kalopoulos,  o fósforo teria sido utilizado pelos magos caldeus no início do século V a.C. e pelos antigos gregos, da mesma forma que ele é utilizado hoje pelo patriarca de Jerusalém.

A opinião que o fogo sagrado é um truque barato também é compartilhada pelo cético russo Igor Dobrokhotov. O cara  analisou em profundidade as evidências em seu website, incluindo as fontes antigas,  fotos e também alguns vídeos modernos .

Ele e outros críticos, incluindo o pesquisador russo ortodoxo Nikolay Uspensky, Dr. Aleksandr Musin da Sorbonne e alguns Velhos Crentes citam trechos dos diários do bispo Porphyrius (Uspensky) (1804–1885) que afirma que o clero de Jerusalém sempre soube que o Fogo Sagrado seria fraudulento.

 

fonte fonte fonte fonte fonte

Ufos,mistérios,curiosidades e muito mais
Luminária Ufo

34 comentários em “O mistério do fogo sagrado”

  1. Tudo bem… vamos supor que o fogo seja proveniente de fosforo branco e tudo o mais, ainda assim paira uma dúvida… porque ele não queima as mãos e outras partes do corpo das pessoas que entram em contato com ele.
    Até onde sei, o fósforo branco é um produto químico com grandes propriedades inflamáveis, ao ponto de, pela própria inalação, causar graves ferimentos.
    Ainda fico com a explicação mais fácil e muito comumente utilizada a muitos anos: mistério!

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  2. A Igreja Ortodoxa tem uma veia mística fortíssima. Diferente da Católica Romana, onde os ritos e as prédicas são o ponto forte, os ortodoxos utilizam a mística como parte integrante de sua doutrina de fé e deixam seus fiéis livres para expressá-la. Participei por anos da Novena de São Miguel Arcanjo na Igreja Ortodoxa e a energia que rola ali é envolvente. Eu não dividaria do milagre, não.
    A propósito, Philipe, parabéns pelo blog. Seus posts estão cada vez mais interessantes e variados. Já se tornaram leitura obrigatória todas as noites.
    Grande abraço!

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  3. Já fui um católico fervoroso, a ponto de quase estudar para ser padre, aí em determinado momento da minha vida fui atingido por vários questionamentos e dúvidas que me transformaram num ateu até debaixo d’água, fiquei uns 5 anos me dedicando à leitura e pesquisa sobre ciência e refutando crenças, milagres, etc. Eis que de uns dois anos pra cá coisas que não podem ser mera coincidência ou acaso começam a acontecer na minha vida, mas foram acontecimentos que fariam até o mais incrédulo questionar-se, enfim, hoje estou me dedicando a estudar algumas ciências ocultas e crendices antigas que para muitos não fazem sentido, e noto que muitas vezes os argumentos que os céticos usam para refutar algumas coisas supostamente sobrenaturais que acontecem são muito mais absurdos que o próprio fenômeno que está acontecendo. É incrível como mudamos nosso ponto de vista sobre as coisas ao longo de nossa vida.

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    • Equilíbrio, bom senso e canja de galinha nunca fizeram mau 🙂 Extremismos cegam. Ter a cabeça aberta a argumentos , fatos e provas (senso crítico) é o que nos difere dos animais. Essa sua mudança de ponto de vista nada mais é que a evolução do seu pensamento lógico, mesmo que ele não tenha lógica! Exemplo de Einstein que apesar de ser físico teórico, disse : “Quanto mais me aprofundo nas ciências, mais perto chego a Deus”. Essa frase não tem tom religioso, e sim a conclusão lógica de um pensamento linear onde energia não surge do nada, ela se transforma, então ele busca uma fonte única e inicial de energia para o universo. Esse seria o Deus citado, e não um homem barbudo que vive nas nuvens. Ele pode estar errado? Pode. O importante é termos a cabeça aberta para considerar essa hipótese e nos questionarmos sempre para continuar evoluindo.

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  4. Bem, não é de hoje que igrejas lucram com exibições de “relíquias” aos peregrinos ávidos por manifestações sobrenaturais. Estão – os clérigos – mais de olho na bolsa dos visitantes, do que em sua fé, propriamente dita. Seria muita pretensão, ou mesmo desdém, ir atacando um evento que acontece há tanto tempo, e aclamado como divino. Mas a ciência progride com seu próprio tempo. Existe a chance de ser uma fraude? Bem, o simples questionamento e a possibilidade indicam que não se trata de um fenômeno completamente aceito. Muito embora a dúvida possa ser até mesquinha, se ela existe, precisa ser esclarecida.
    Sabe-se que produtos químicos, como o fósforo branco, pode produzir ignição espontânea; sabe-se de outros, como o hidrato de metano (o gelo que queima) que produz uma chama azulada, e que pode ser segurado com as mãos, enquanto queima, por um certo tempo. Tá, armazenar o hidrato é complicado, pois envolve nitrogênio líquido. Mas este é apenas um exemplo de “fogo que não queima”. Podem existir outros, que não são bem conhecidos.
    Enfim, olhando para a história religiosa, sabemos que muitos “interesses” envolvem os milagres e as relíquias religiosas, mais por interesses mundanos, do que espirituais.
    Certo seria se as “autoridades ortodoxas” (sei, vai parecer missão impossível) permitissem que o fenômeno fosse estudado, testado e analisado à luz do método científico. Afinal, toda fé deve e precisa ser testada: se for legítima, passará em qualquer teste conhecido pela ciência; se não puder – ou não resistir – à provação, bem pode não ser autêntica. Vamos ver se alguém consegue uma proeza destas. Por ora, sem conhecimento mais aprofundado do caso, qualquer afirmação a respeito pode bem ser mero palpite..

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  5. Philipe, não sei se este é o modo mais correto de divulgar curiosidades que encontro na web. Se for, tudo bem. Se não, me diga como proceder.
    Estado do Rio de Janeiro, município de Nova Iguaçu, sempre na vanguarda:

    “Ex- Big Brother nomeada secretária de cultura

    A Prefeitura da cidade de Nova Iguaçu, estado do Rio de Janeiro, nomeou a ex-BBB, Fani Pacheco para assumir a Secretaria da Cultura do município, com salário de R$ 8.500,00. A nova Secretária ficou conhecida pelo público ao utilizar no Reality Show o bordão “Uhu, Nova Iguaçu!”. A escolha foi feita pelo carisma da moça, que em sua primeira participação no programa manteve um triângulo amoroso com Iris e Alemão, e conquistando um ator argentino nesta última edição, saindo do paredão direto para o cargo no qual foi nomeada. Fani tem em seu currículo a formação em Direito, já foi capa da revista “Playboy” com outra BBB, e também participou do programa erótico “Malícia”, do canal fechado Multishow. Com tantos predicados, resta agora à população de Nova Iguaçu conhecer os atributos políticos da loira e verificar se faz jus ao cargo.”

    Fonte: http://www.tedioso.com/154726S-exbig-brother-nomeada-secretaria-de-cultura.html

    Vendo as fotos da “moçoila”, já dá para imaginar por qual tipo de “carisma” ela foi contratada… Mas justo na “cultura”???
    Aguardo os comentários da aline…

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  6. Philipe,

    Fósforo branco é altamente inflamável, sofre de ignição espontânea em contato com o ar, tem uma velocidade de queima rápida, alto poder calorífico (chega a temperaturas de até 800º C durante a queima), produz gas residual de alta toxidade e é inclusive utilizado como armamento, na forma de granadas e bombas, produzido efeitos terríveis nas vítimas.
    Abaixo, uma foto de indivíduo vitimado por uma bomba de fósforo branco na faixa de Gaza (discrição ao abrir, imagem forte):
    https://lh5.googleusercontent.com/-Z46wGNJQrz0/TYX9TQlKrsI/AAAAAAAABqY/rPER4oPFKrE/s1600/childgaza+%25284%2529.jpg

    Acho que se há qualquer fraude, o elemento utilizado dificilmente seria este. Mesmo que se utilizasse apenas para a ignição inicial, o efeito de permanência de uma chama de baixa temperatura não seria observado, muito pelo contrário.

    Entretanto, existem outras substâncias as quais proporcional o aparecimento de tal “chama fria”, dentre eles o próprio éter de petróleo em mistura com tetracloreto de carbono, que forma chama de aparência ordinária porém de baixa temperatura. Segue vídeo:

    http://www.mashpedia.com/videoplayer.php?q=YUNKIjrtZHg

    Porém, esta reação não é espontânea, necessitando de ignição.

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  7. Eu acredito em milagres, não em todo e qualquer milagre, mas no poder de conexão do ser humano com o divino. Ainda mais quando isso envolve tantas pessoas na mesma sintonia de fé.

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    • Bom tema para uma boa conversa. Não tenho nada contra a fé de cada um, desde que ela seja produto do livre-arbítrio. Não aceito o fanatismo cego e desmedido, que muita gente tenta enfiar “goela abaixo” dos outros. Prefiro que a pessoa demonstre em que acredita, e deixe que os demais formem suas opiniões. Nada pré concebido. Nada já “prontinho”. É como dizem: pensar dá trabalho, exige certo esforço; acreditar não custa quase nada. Deve ser por essa razão que temos muito mais crentes do que pensadores!

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  8. Acontece uma coisa destas parecida até hoje na Itália no tal dia de São Genaro, ou São Januário. Que consiste em um recipiente lacrado com algo que parece uma pedra. Mas o sacerdote pega e recipiente e a coisa se transforma em sangue.

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    • Jackie, o tema seria, por acaso, esse?

      “São Januário (San Gennaro).
      São Januário, ou San Gennaro, é o santo padroeiro de Nápoles, na Itália. Acredita-se que seu sangue se liquefaça milagrosamente duas vezes por ano: na festa do seu dia em 19 de setembro, e no primeiro sábado de maio. Nessas ocasiões, uma ampola, que supostamente conteria o sangue seco do santo, é retirada da catedral de Nápoles e levada em procissão pelas ruas da cidade. O ritual costumava ser realizado no dia 16 de dezembro, “mas a ocorrência da liquefação era relativamente rara nessas ocasiões –aparentemente devido às temperaturas mais baixas– e esse costume foi descontinuado” (Nickell, 81). Quando o sangue não se liquefaz, a superstição local diz que um desastre se aproxima.
      Esse assim chamado milagre tem ocorrido por cerca de 600 anos sem falhar, segundo os fiéis. Crentes e repórteres acríticos repetidamente confirmam que a substância na forma de um pó guardada na ampola é sangue, e que os cientistas não podem explicar por que ela se liquefaz. No entanto, cientistas italianos que examinaram a ampola de sangue em 1902 e em anos recentes não tiveram permissão para levar uma amostra do material para o laboratório. Permitiu-se que eles lançassem luz através da ampola e, com base numa análise espectroscópica, concluíram que a substância era sangue (Nickell, 78). Não é verdade, porém, que os cientistas não possam explicar por que o material na ampola se liquefaça regularmente. Um professor de química orgânica da Universidade de Pavia, Luigi Garlaschelli, e dois colegas de Milão, ofereceram a tixotropia como explicação. Fabricaram seu próprio “sangue”, que se liquefazia e cristalizava, usando giz, cloreto de ferro hidratado e água salgada. Joe Nickell fez o mesmo com óleo, cera e “sangue de dragão” [produto vegetal vermelho escuro].
      Os napolitanos são um povo supersticioso. Existem mais ou menos 20 ampolas milagrosas de sangue de vários santos, e quase todas elas estão na região de Nápoles, “sinal de algum segredo regional” (Nickell, 79). Acreditam que se o sangue deixar de se liquefazer o desastre estará próximo. Afirmam que, em pelo menos cinco ocasiões em que o sangue deixou de se tornar líquido, houve acontecimentos terríveis, como a peste em 1.527, e um terremoto no sul da Itália que matou 3.000 pessoas em 1.980. Os proponentes desse suposto milagre não mencionam quantas vezes os desastres não aconteceram depois que o sangue não se liquefez, nem quantas vezes os desastres aconteceram assim mesmo depois que o sangue se liquefez. Embora a apola seja levada em procissão apenas duas vezes ao ano, aparentemente o pó se torna líquido mais que 12 vezes anualmente.* Um pouco de pensamento seletivo parece estar agindo aqui.
      Segundo a hagiografia tradicional católica, São Januário foi um bispo decapitado durante o reino do imperador Diocleciano (284-305). No entanto, não há nenhum registro histórico de sua suposta relíquia sangüínea antes de 1.389, mais de mil anos após seu martírio. Alguns duvidam que São Januário tenha sequer existido (Nickell, 79).
      A maioria dos céticos está convencida de que o que quer que esteja dentro da ampola está reagindo a algum fenômeno natural, como a mudança da temperatura ou o movimento. Mesmo alguns pensadores religiosos consideram tais ‘milagres’ fúteis e indignos de Deus”.

      Fonte: http://brazil.skepdic.com/saojanuario.html

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  9. Acredito que em épocas como agora, na qual quase todo mundo tem uma câmera na mão, eventos milagrosos desaparecem cada vez mais rápido (assim como UFOs), a ponto de terem que se trancar num recinto para que o “milagre” aconteça sem que ninguém veja. Muitos creditam como milagre algo que não sabemos explicar, mas se esquecem que a química, física, biologia, não são matérias exatas e o homem se aprofunda aos poucos nelas, buscando respostas que estão por vir ainda. Por fim, na minha opinião, milagres não existem. A gente que não sabe ainda explicar.

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  10. Em minha convicção religiosa não acredito em milagres porque acho que Deus não tem necessidade de subverter sua criação para que tenhamos fé. Fé é acreditar sem necessidade de prova.
    A sua criação é perfeita e o que chamamos de milagres são apenas acontecimentos que ainda não temos conhecimento suficiente para entender.
    Acredito que Deus criou o universo apenas criando leis imutáveis das quais a ciência só conhece uma pequena parte devido a sua pouca evolução. Ele libera o conhecimento dependendo da nossa capacidade de compreenção. É lógico que todo conhecimento pode ser usado para o bem ou para o mau. Vai da conciência de cada um como utilizar.
    Este caso é somente mais um que ainda não sabemos como acontece. Saberemos, um dia.
    Como já disse William Shakespeare: “Existem mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia.”

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    • Você tem toda razão, Carlos. Muitas pessoas tem uma necessidade instintiva de acreditar em alguma coisa, seja lá o que for. Se algum acontecimento escapa ao entendimento mais rasteiro, essas pessoas precisam jogar para o evento para outro nível, seja místico, seja exótico (ETs). E essa crença nem precisa se basear na verdade <> para ser aceita. A pessoa decide acreditar e pronto. Mesmo que não faça sentido, que seja absurdo (aí é melhor ainda, “pega” que nem cola), que possa ser demonstrado de outra forma, nada vai adiantar.
      Exemplo maior disso são os “pastores-picaretas” que são a todo momento desmascarados quanto a seus “atos de fé”, mas mesmo assim tem aquele bando de infelizes que continuam aceitando, acreditando… e doando!
      Fazer o quê? É da naturaza de certas pessoas acreditar sem procurar fundamentos, razões ou o que quer que seja. Assim também prosperam os golpes e “correntes” na internet, pois as pessoas parecem acreditar em tudo. Mesmo que se prove para o “crente” (no sentido mais amplo da palavra) que o objeto de sua crença é falso, ele ainda vai preferir continuar acrditando, pois seria pior – para ele – que durante boa parte de sua vida aceitou uma mentira. Então, nega-se a realidade e apega-se ao sonho. É o mais eficiente métido de lavagem cerebral que existe.

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    • Os homens dão o nome de milagre aos factos que ainda não conseguem compreender , evidentemente a natureza tem leis que compreendemos apenas parcialmente e aos factos incomuns e peculiares que não sabemos explicar pelo nosso conhecimento atual alguns chamam de sobrenaturais , quando na realidade são naturais e apenas incomuns , prefiro o nome de paranormal , ou seja alem da ocorrência normal , analisemos os factos : quando da data calculada por um determinado método , em um local específico , um conjunto grande de pessoas que espera e deseja um determinado fenômeno que é da combustão de pequena chama ela ocorre há muitos seculos . Deus não precisa do admirável , assim como Jesus não precisava ser tocado em suas chagas por Tomé , Tomé é que precisava tocar para constatar , e a misericórdia de Deus assim o permitiu . A parapirogenia ou combustão “espontânea”que prefiro denominar de causa desconhecida já foi contatada em inúmeras vezes inclusive em corpos humanos que o FBI não conseguiu determinar a causa . Este fenômeno de parapirogenia que ocorre anualmente no santo sepulcro merece ser adequadamente investigado , e espero que o patriarca ortodoxo grego colabore neste estudo para que a misericórdia de Deus se estenda para toda humanidade , diferentemente de outros casos de parapirogenia descritos em inúmeros casos de poltergeist este do santo sepulcro ocorre de forma previsível com data e hora marcadas na presença de milhares de pessôas ao longo de séculos . Se ao longo destes séculos se puder comprovar centenas de fraudes com apenas uma ocorrência autentica ainda assim o resultado positivo é relevante , a fraude normalmente tenta reproduzir algo real por meio de artifícios , a falsificação de uma assinatura , uma folha de cheque clonada , um catão de crédito clonado , só existe a assinatura falsa pois existe a verdadeira …

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  11. ta,só uma coisa,e por que Deus faria isso? e com data marcada? já ouviram falar em foo figther? estava pesquisando e vi uma série no you tube,”Aliens são Demônios”,acontece coisas parecidas com essas foo figther.
    é no mínimo interessante o assunto,e não acredito que Deus ou algo divino esteja ali.Imaginem,uma coisa tão sem sentido esse “fogo sagrado”,qual seria o propósito de Deus se mostrar desta forma,acredito que nenhum,seria mais útil se ele aparecesse realmente.

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    • Tem um probleminha nessa hipótese, Rodolfo. As Foo Fighters, como ficaram conhecidas as esferas luminosas que incomodavam aviadores durante a Segunda Guerra, eram de cor alaranjada. Essa “manifestação” descrita no post seria uma chama, e azulada. De novo, a Vikipédia da vida:
      “Foo fighter é uma expressão em língua inglesa que surgiu durante a Segunda Guerra Mundial para descrever um fenômeno no qual uma ou mais esferas luminosas alaranjadas eram avistadas por pilotos, perseguindo ou acompanhando seus aviões. A partícula «foo» advém do termo em língua francesa «feu», que significa fogo.1 Todavia, com a ignorância dos aviadores estadunidenses acerca da língua francesa, o termo acabou por se corromper em «foo», fazendo surgir a expressão, cujo sentido é de um «caça (avião) de fogo».2 Alguns pilotos aliados criam que fosse uma espécie de arma psicológica dos alemães, que visava atordoar e confundir os pilotos.3 4

      Terminada a guerra, a hipótese de arma nazista foi descartada. Na verdade, os foo fighters também importunavam os alemães. O assunto era tratado com tanta seriedade pelo alto comando da Luftwaffe que em 1944 foi criada a “Base Especial nº 13” (Sonderbüro Nr. 13), um projeto secreto de investigações, que se ocultava sobre o nome de “Operação Uranus”, e tinha o objetivo de recolher, avaliar e estudar os relatórios de observações dos pilotos sobre estranhos objetos voadores que apareciam perto dos aviões alemães. Supõe-se que os alemães começaram a ver estes estranhos objetos desde 1943, onde os relatórios começaram a chegar no Estado Maior Superior do Exército do Ar da Alemanha. A criação deste projeto de pesquisa secreto pelo alto comando militar alemão prova que os Foo fighters eram um mistério a ser desvendado também para os nazistas. Um dos primeiros relatórios norte-americanos sobre o fenômeno, datado de outubro de 1943, relatou que quando B-17s (fortalezas-voadoras) estavam voando sobre Schweinfurt, Alemanha, durante vôos de bombardeio, dúzias de discos pequenos e prateados apareceram repentinamente; esses discos tinham cerca de 2,5 cm de espessura e 10 cm em diâmetro. Um dos tripulantes de uma aeronave viu um dos discos atingir a cauda de um dos aviões, mas não provocou nenhum efeito na aeronave.1 5

      Foram criadas várias teorias para o fenômeno, inclusive de supostas aparições extraterrestres. Um tipo de descarga elétrica das asas dos aviões (veja Fogo de São Telmo) tem sido sugerido como uma explicação. Outra teoria supõe que as esferas avistadas pelos pilotos eram Raios globulares, mas até hoje não foi encontrado nenhuma explicação satisfatória.”.

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  12. Não é apenas a “religião” que dá seus tropeços. A ciência também. Mas, ao contrário da primeira, a segunda se reavalia, se refaz e continua evoluindo. Não exige fé absoluta; ao contrário, aceita que duvidem dela e apontem erros, para serem corrigidos. É um bom caminho para o pessoal do “acredite sem questionar”.

    30/10/2013 – 03h25
    Cresce número de artigos científicos ‘despublicados’ por fraude ou erro.

    REINALDO JOSÉ LOPES
    COLABORAÇÃO PARA A FOLHA.

    Nunca tantos artigos científicos foram publicados e nunca foi tão fácil ter acesso a eles de graça. São notícias aparentemente ótimas, mas dois levantamentos recentes indicam que o efeito colateral desses avanços é uma explosão no número de estudos fraudados, plagiados ou simplesmente muito ruins.

    Uma das maneiras de medir isso é a análise das “retratações”, nome dado às pesquisas “despublicadas” por problemas éticos ou erros.

    Em artigo na revista científica “PLoS ONE”, pesquisadores nos EUA apontam que, de 2003 a 2012, o número de artigos retratados (1.333 numa das principais bases de dados do setor, a PubMed) foi quase o dobro do que se viu entre 1973 e 2002 (só 714).

    Dos anos 1970 para cá, a produção científica cadastrada na PubMed praticamente quadruplicou, mas os artigos “retratados” cresceram em ritmo ainda mais forte, chegando perto de ficar seis vezes mais comuns.

    O outro levantamento foi feito de forma mais rocambolesca. O jornalista americano John Bohannon, da “Science” (um dos periódicos científicos mais respeitados do mundo), enviou diversas versões de um estudo fajuto para mais de 300 revistas de acesso livre (que não cobram pela leitura de seus artigos).

    Resultado: metade delas topou publicar a pseudopesquisa. Entre essas revistas está uma publicação brasileira, a “Genetics and Molecular Research”, cujo editor-chefe diz ter havido erro de interpretação.

    FÓRMULA

    Os estudos enviados por Bohannon seguiam uma fórmula simples, mas crível: a molécula X, extraída de um líquen Y, inibe o crescimento de células de câncer do tipo Z (um programa de computador foi usado para criar variações desse tema).

    O objetivo do “trote”, segundo a “Science”, foi mostrar que existe um submundo de revistas científicas de acesso livre “predatórias”. Em geral sediadas fora da Europa e dos EUA, essas revistas usariam o pretexto do acesso livre para ganhar dinheiro. Nesse tipo de publicação, o cientista paga os custos de impressão do artigo, diferentemente das revistas tradicionais, que cobram assinatura dos leitores.

    Além de identificar o crescimento dos artigos “despublicados”, a pesquisa na “PLoS ONE”, liderada pelo neurofisiologista americano Grant Steen, identificou outras tendências significativas.

    O perfil de quem tem artigos retratados mudou. Até os anos 1990, a maioria era gente que fazia isso várias vezes, espécie de mentirosos contumazes. Hoje, mais de 60% das “retratações” está ligada a pesquisadores que nunca tinham sofrido isso antes.

    “Cientistas mais jovens podem não ter sido integrados corretamente à maneira como a ciência funciona, seja por falta de mentores cuidadosos, seja por excesso de pressão para publicar. Mas não conseguiria provar essa ideia”, ressalta ele.

    Um ponto que pode ser positivo, segundo ele, é que o tempo para que um artigo seja retratado encolheu: de mais de quatro anos antes de 2002 para dois anos hoje.

    “Isso pode ser visto como um sinal de saúde do sistema científico. Temos de esperar para ver se a taxa de retratações vai aumentar mais. Se isso acontecer, é o caso de ficarmos mais preocupados.”

    Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2013/10/1364120-cresce-numero-de-artigos-cientificos-despublicados-por-fraude-ou-erro.shtml

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  13. Também poderia ser algum material conhecido ou não e que ficasse bem em segredo todo esse tempo, mas a hipótese também pode ser frágil haja visto que ao longo dos anos essa informação deveria ter sido passada para uns cem números de pessoas diferentes e de diferentes carácter e convenhamos que diante das inúmeras possibilidade de se “descolar uns trocados algúen já não teria dado-com-a-alíngua-nos-dentes”.
    Mas, para fechar esse cometário eu citaría (mais uma vez) aquela máxima; “HÁ MAIS MISTÉRIOS ENTRE O CÉU E A TERRA DO QUE JULGA NOSSA VÃ FILOSOFIA”

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O mistério do fogo sagrado

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