40 Comentários

  1. João Krause

    Ótimo post, como sempre, Philipe!
    Só um detalhe: Carl Sagan (não Seagan).
    Grande abraço!
    João Krause

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    1. Hehehe pelo menos é uma baboseira bem completinha. Respeito o direito das pessoas de fecharem suas mentes para todo assunto que eventualmente venha a colocar em xeque suas crenças, durante décadas infundidas e moldadas.

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  2. Meus Deus, Philipe, pelo tamanho do texto, vejo que você é mesmo fascinado pelo assunto. Ainda não li, vou ler mais tarde, e se possível, deixar uns comentários. Abraços de Lisboa.

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    1. Cara nem sou fascinado exatamente, acho apenas interessante. É que eu quase sempre faço uns posts bem grandões. Neste caso, eu acho interessante porque eu tenho um primo (eu nem citei isso no texto) que desde pequenininho lembrava ter sido caçador de peles no Alasca.

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  3. chicobento

    magnifico o texto.e sempre um prazer acessar o site e ver novas postagems.

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  4. Me lembrei do relato que Swami Rama faz no livro dele, Vivendo com os Mestres do Himalaia, de um mestre yogue, usando uma técnica já conhecida, move seu fluxo vital para o corpo de um menino que morreu e foi deixado boiando no rio, um tempo depois, desse yogue ter se apossado do corpo, ele vem conversar com swami rama e ele explica com muita naturalidade aquele fato do yogue ter ressuscitado aquele corpo. E também acho até mais fácil essas histórias de reencaranção serem mais comuns na India por exemplo, como já é da cultura deles, um individuo por exemplo não será recriminado e nem sofrerá algum tipo de bloqueio por dizer que tem memórias de uma outra vida, numa outra cultura mais restritiva essas memórias seriam vistas apenas como lapsos de pensamento.
    Tem também umas das 6 yogas de Naropa que é focada em ter dominio sobre o fluxo vital de modo a fazer a conscência a sair do corpo livremente. Philipe, seria interessante você dar uma pesquisada também nos corpo do arco-iris, fenomeno que acontece na morte de alguns yogues relaizados.

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  5. Eduardo

    a maioria que acredita, queria ser rei, principe, princesa, etc, em suas vidas passadas. acho que eu era uma pessoa comum. talvez até um animal.
    Talvez isso explique alguns Deja-vú que tenho.

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    1. Cara pelo que eu pesquisei, há pouco (eu arriscaria dizer nenhum) caso de gente dizendo que foi rei, principe, etc.

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    2. Altyer Otoni

      Quem acredita sabe que ter sido um rei ou pessoa “importante” não é necessariamente uma vantagem.. pelo contrário, as chances são menores.

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  6. Altyer Otoni

    Excelente post, novamente!
    Eu, como espírita, fico feliz em ver que alguns cientistas se interessam em estudar esse fenômeno, e estou certo de que quando a Ciência estiver preparada para tal, pela descoberta de novas formas de energia, elementos e processos, poderá ratificar o que, agora – para parte da Ciência relacionada – não chega a ser uma teoria.

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    1. John Doe

      Saudações, Altyer.
      Confesso que não sou adepto da doutrina espírita, embora reconheça que seja um tema fascinante, que causa acaloradas discussões até hoje.
      Como espírita declarado, gostaria que você explicasse alguns questionamentos que existem sobre a questão, se souber, ou se estiver ao seu alcançe. São vários, mas destaco dez deles:

      1 – se a reencarnação presta-se a melhorar o que se fez em vidas anteriores, a vida seguinte sempre seria um “castigo” por uma má existência anterior?

      2 – ainda assim, porquê o “reencarnado” não trás consigo a recordação dos “erros” cometidos, para que não volte a repetí-los? Ademais, devo pagar neste corpo por algo errado que fiz em outro?

      3 – foi um ser humano quem cometeu o primeiro pecado que motivou a sucessão de reencarnações, ou o primeiro “erro” teria sido cometido por um ser incorpóreo, supostamente mais elevado, motivando-se assim a criação do primeiro “corpo” para o “aprendizado”?

      4 – com o passar do tempo, e das sucessivas reencarnações, espíritos “aperfeiçoados” deixariam de reencarnar, logo, haveria cada vez menos necessidade de corpos, e a humanidade caminharia para a extinção. Não é o que acontece atualmente, pois a humanidade cresce a cada ano.

      5 – se o “espírito” nasce “com defeito” e precisa ser aperfeiçoado, seu “criador” não produz espíritos que não precisem de “escola”?

      6 – se o espírito carrega consigo a capacidade infinita de se aperfeiçoar, em algum momento será capaz de ser perfeito, logo ser Deus?

      7 – porquê os espíritos não se manifestam sozinhos neste plano, sempre dependendo de intermediários (médiuns), já que podem “aparecer” para algumas pessoas?

      8 – pode um “espírito ainda imperfeito” se rebelar e se recusar a reencarnar, sabendo que passará por uma existência de sofrimento? Sofrer por sofrer, deixa tudo como está.

      9 – de que modo uma existência terrena, num “corpo terreno” pode melhorar a situação de algo que, pode definição, ocupa um plano mais elevado de existência?

      10 – reencarnação só acontece no planeta Terra, ou espíritos poderiam “reencarnar” em seres de outros planetas, havendo assim uma espécie de intercâmbio intergalático de reencarnações?

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      1. Neo K.

        Me intrometendo no lugar do Altyer, vou dar a respostas das 10 questões no limite do meu conhecimento sobre o assunto, na ótica espírita:

        1 – se a reencarnação presta-se a melhorar o que se fez em vidas anteriores, a vida seguinte sempre seria um “castigo” por uma má existência anterior?
        R: Não. A reencarnação é um veículo de elevação do espírito, que por sua vez está sujeito a leis universais. Entre elas uma das mais citadas no meio espírita é a da “ação e reação”. O espírito tem liberdade para exercer as suas escolhas (livre-arbítrio), porém não pode fugir da responsabilidade e das consequências das escolhas que toma. Assim sendo, uma reencarnação pode sim ser uma reparação por algo de errado que se fez (eu particularmente prefiro falar em “consequência de uma escolha que se fez”). Mas não se limita a isso. Pode ser uma encarnação de provação (na qual o espírito é testado), de missão (a qual o espírito se destina a fazer grandes obras), de aprendizado, etc. Claro que, essas coisas acabam se misturando, mas de forma geral, não é um “castigo”, mesmo porque para muitos espíritos uma encarnação pode ser uma oportunidade, ou até mesmo uma conquista ou merecimento. Exemplo: Para nós viver no meio da sociedade terrena, cheia de crimes e falhas de caráter pode parecer um suplício, mas para um espírito que estava acostumado com um estado ainda mais bárbaro, com violência mais declarada e presente, a Terra pode representar um belo avanço.

        2 – ainda assim, porquê o “reencarnado” não trás consigo a recordação dos “erros” cometidos, para que não volte a repetí-los? Ademais, devo pagar neste corpo por algo errado que fiz em outro?
        R: O encarnado trás através de intuições e sentimentos a recordação dos erros cometidos. São ferramentas que auxiliam o espírito reencarnado a superar suas provas. São muitos casos para que eu consiga listar aqui e dependem de uma combinação de fatores, mas fortes pressentimentos, aversões anormais a determinados assuntos ou atitudes, entre outros, até mesmo acontecimentos presentes que desencadeiam determinada mudanças psicológicas no ser, são exemplos. Por que o encarnado não se lembra de tudo com clareza? Porque o ser humano não tem condições, psicológicas e mentais, de suportar isso. O peso da culpa, da mágoa, do ressentimento, do orgulho e outros mais é deveras pesado para a mente humana lidar muitas vezes. Imagine se a pessoa descobre que foi um genocida, e as outras pessoas lembrassem disso também, será que o genocida seria perdoado por todos? Será que ele mesmo se perdoaria? Um “reset” momentâneo é o mais adequado para dar condições do espírito lidar com os problemas e com as situações aos poucos. Mas não é apenas para situações penosas que isso acontece, suponha um grande artista, um grande músico ou compositor. Esse mesmo espírito pode querer, por n razões, avançar em outras áreas do conhecimento, como a ciência ou a medicina, porém a paixão ou a aptidão que ele possui pela música pode ser prejudicial, uma vez que ele invariavelmente poderia seguir pelo caminho que mais tem afinidade (e até paixão). Então o esquecimento (melhor, o “bloqueio”) dessas lembranças e conhecimentos também pode ser realizado, de forma a permitir que o encarnado não se desvie do objetivo traçado. Por fim, sobre a culpa do “corpo” remeto à resposta da primeira pergunta, não se pode esquivar da responsabilidade pelos seus atos. Não foi “o corpo” quem cometeu o erro, foi o espírito, afinal, ele que é a consciência, ele que é preexistente. O corpo é um veículo carnal (que interfere sim, mas isso é outro assunto), mas não é o corpo que toma as decisões. Seria o mesmo que ao bater com um carro por erro humano, você querer condenar o carro e não o motorista.

        3 – foi um ser humano quem cometeu o primeiro pecado que motivou a sucessão de reencarnações, ou o primeiro “erro” teria sido cometido por um ser incorpóreo, supostamente mais elevado, motivando-se assim a criação do primeiro “corpo” para o “aprendizado”?
        R: Não existe no espiritismo a mesma interpretação de “pecado original” como aparece no catolicismo. Nem muito menos a ideia de que as reencarnações são apenas para reparar erros (conforme respondi na primeira pergunta). O que existe é a ideia de que os espíritos quando criados, são simples e ignorantes, tal qual crianças. Assim cabe a eles, através dos mecanismos universais, evoluírem e aprenderem, desde o nascimento da consciência, do reconhecimento do “eu”, do despertar dos sentimentos, etc. Na ótica espírita, os habitantes que se encontram aqui na Terra hoje, apesar de serem na sua maioria, imensamente imperfeitos, não são espíritos “recém criados”. Já são espíritos que possuem vasta bagagem de vidas ainda mais primitivas. A escala de tempo humana é irrisória perto da escala de tempo dos acontecimentos universais e espirituais. A própria mente humana, devido à sua cultura e formação, tem dificuldades enormes de conceber como seria uma vida na casa de milhares de anos, então tende a interpretar tudo com a medida de tempo humana, mas a realidade universal é bem diferente disso. Em termos de tempo espiritual e evolução não devemos falar em anos, mas sim em, talvez, centenas de milhares de anos podendo ainda chegar até mais longe, o caminha varia de ser para ser.

        4 – com o passar do tempo, e das sucessivas reencarnações, espíritos “aperfeiçoados” deixariam de reencarnar, logo, haveria cada vez menos necessidade de corpos, e a humanidade caminharia para a extinção. Não é o que acontece atualmente, pois a humanidade cresce a cada ano.
        R: Existem vários pontos nessa mesma pergunta. Primeiro é que, até onde se sabe, a criação de espíritos não cessou. Digamos, não existem um número x de espíritos no universo. Esse número continua crescendo, então novos espíritos simples e ignorantes são criados a cada “dia”. Segundo ponto, a Terra não é o único mundo habitado no universo, assim sendo por mais que todos os humanos de uma geração evoluíssem a ponto de não precisar reencarnar na Terra, haveriam seres de outros mundos que tomariam o lugar desses que partiram. Terceiro ponto, a evolução espiritual é muito mais complexa do que o ser humano concebe, nem o melhor ser humano (no sentido literal da expressão, “ser humano = ser imperfeito”) da Terra está sequer perto do estágio conhecido como “espíritos puros” ou seja, espíritos sem necessidade de reencarnar. Como eu citei anteriormente, a escala de tempo é muito diferente, muito mais ampla. E tudo aquilo que o ser humano aqui considera como o ápice da evolução, ainda está muito distante da realidade. Quarto ponto, a população de desencarnados (espíritos) é muito maior do que a população de encarnados em torno do orbe terrestre. A última vez que li algo a respeito o número era de 10 vezes mais desencarnados do que encarnados. Então, por mais que todos os espíritos da Terra hoje não mais voltasse para a Terra, ainda teriam muitos desencarnados por perto, desconsiderando a migração de espíritos de outros orbes. Quinto ponto, remetendo a primeira pergunta novamente, até mesmos espíritos que não teriam mais “necessidade” de encarnar na Terra o pode fazer, seja por missão, por afeição ou por um compromisso moral de auxiliar a civilização terrena.

        5 – se o “espírito” nasce “com defeito” e precisa ser aperfeiçoado, seu “criador” não produz espíritos que não precisem de “escola”?
        R: Ele o poderia, se assim o quisesse. Mas qual seria um mérito de um ser que “já nasce perfeito”? Como a própria filosofia humana costuma pontuar, o que importa de verdade não é o chegar num lugar, mas sim o caminho que você toma até chegar nesse lugar. A própria felicidade, segundo alguns pensadores, segue essa mesma ideia, ela não é um fim, ela é um meio. Seria o mesmo, numa pobre e ridiculamente simplificada analogia humana, de um pai rico que quer que seus herdeiros façam por merecer as suas conquistas, e não simplesmente as ganhem porque nasceram filhos do fulano x. Como eu falei, é uma analogia pobre e ridiculamente simplificada, não se trata apenas de receber uma herança ou recompensa, mas sim o próprio processo evolutivo do ser, que vai definir o que ele é, o que vai fazer e por que.

        6 – se o espírito carrega consigo a capacidade infinita de se aperfeiçoar, em algum momento será capaz de ser perfeito, logo ser Deus?
        R: Não. O ser humano não consegue sequer conceber o que seria “Deus”. Portanto o que o ser humano sabe são características de Deus como “perfeito, onisciente, onipotente, justo, etc, etc, etc”, mas isso não é Deus. É o mesmo que eu falar que um quadro é “colorido, pintado à óleo, com moldura dourada”, isso são características do quadro, mas não o quadro em si. Então o “ser perfeito” não é igual a “ser Deus”. E mesmo assim a classificação de “perfeição”, no conceito humano, é relativa. Aquilo que é perfeito é aquilo que não possui falhas, no entanto para isso é necessário uma comparação com algo que é falho. Na ótica espírita o “aperfeiçoamento” é citado nos campos moral e de conhecimento, já as características de Deus ultrapassam esses campos. Digamos, um espírito pode se tornar o mais moral possível, perfeito nesse aspecto, nas isso não o tornará onipotente.

        7 – porquê os espíritos não se manifestam sozinhos neste plano, sempre dependendo de intermediários (médiuns), já que podem “aparecer” para algumas pessoas?
        R: Como eu citei em outro post, espíritos também estão sujeitos a leis físicas (de outra dimensão). Não é tão simples quanto parece, o sujeito virou espírito, ele pode fazer o que quiser. O espiritismo tem mais elementos de “ficção científica” do que as pessoas costumam imaginar. Os espíritos estão em outra dimensão, não tem mais largo domínio pela matéria como os encarnados possuem, então mudar essa faixa de frequência vibratória e “rasgar” o tecido entre dimensões não é algo trivial. Espíritos podem sim se materializar, bem como existem fenômenos que envolvem essa mudança dimensional, mas isso não é simples. Geralmente é necessário a utilização de energias densas de encarnados, conhecida como ectoplasma, para gerar essa intervenção no físico. Existem outras formas, mas isso inclui a manipulação de forças, energias e conhecimentos que a ciência humana está longe de imaginar. Quanto ao “aparecer” para certas pessoas, isso só acontece com maior frequência porque essas “certas pessoas” são “diferentes”. Elas possuem uma facilidade em perceber essa outra frequência, outra dimensão, onde os espíritos se encontram. É uma ilusão pensar que os espíritos que habitam a orbe terrestre são na sua maioria seres extraordinários. Eles são humanos, despidos da roupagem carnal. E assim como os humanos em sua maioria carecem de conhecimentos para fazer as coisas mais complexas, assim acontece com os espíritos. O lado de cá é reflexo do lado de lá.

        8 – pode um “espírito ainda imperfeito” se rebelar e se recusar a reencarnar, sabendo que passará por uma existência de sofrimento? Sofrer por sofrer, deixa tudo como está.
        R: Pode, mas isso gera graves consequências. É um assunto bem difícil de explicar, mas vou tentar mesmo assim. A reencarnação é uma das leis universais, um espírito rebelde pode se recusar a isso, porém ele começa a sofrer as consequências dessa escolha. Os espíritos que assim o fazem são de forma geral rebeldes e imperfeitos moralmente, como você mesmo colocou, assim sendo, habitam zonas compatíveis com seu estado espiritual. Essas zonas são altamente densas e tóxicas. E isso acaba gerando um impacto negativo no corpo espiritual desses seres. Tentando fazer um paralelo…imagine você vivendo numa zona que contém radiação nuclear, o seu corpo iria sofrer com isso, com o tempo ele começaria a sofrer degradações, deformações e outras consequências da radiação. Então esses espíritos começam aos poucos, a perder as forma espiritual humana, ficando deformados, podendo chegar ao ponto de perder completamente a forma humana. Isso que eu estou falando apenas do corpo espiritual e não estou falando dos danos psicológicos disso, nem da imersão em culpa, etc, etc, etc. Dava para escrever livros, literalmente falando, só sobre esse assunto e exemplos. Existem espíritos que, devido ao alto grau de conhecimento e outras habilidades adquiridas que conseguem forjar, numa analogia, trajes “anti radiação” (na verdade são uma espécie de campos magnéticos de alto poder que mantém as partículas do seu corpo espiritual coesas. Como eu disse, o espiritismo tem mais elementos de “ficção científica” do que se imagina), adiando assim a reencarnação por séculos, até milênios. Mas eles acabam sendo prisioneiros da sua própria escolha, sendo que a reencarnação é um pavor para eles, reféns da sua própria escolha e da condição que se encontram. Você pode perguntar “por que essas áreas são tóxicas”, a resposta é, consequência dos seres que habitam essa área. Fazendo um paralelo, uma área habitada por povos bélicos será mais destruída do que dos não bélicos, consequência das guerras que eles irão fazer naquela área. E por que os esses seres acabam lá? Eles vão para um lugar cuja frequência vibratória coincide com a deles próprios. Existem alguns parênteses sobre esse assunto, mas ele vai ficar cada vez maior se eu continuar.

        9 – de que modo uma existência terrena, num “corpo terreno” pode melhorar a situação de algo que, pode definição, ocupa um plano mais elevado de existência?
        R: Como eu citei na pergunta sobre perfeição, o aperfeiçoamento se dá nos campos morais e intelectuais. A experiência pode ser terrena, mas o aprendizado é espiritual. Vamos fazer um paralelo com viagens internacionais. Uma pessoa que vive no Brasil pode passar um período em outro país, aprender outra cultura, outros costumes, e retornar para o país de origem com mais conhecimentos do que tinha antes. O mesmo se dá com o espírito. As encarnações são oportunidades do espírito adquirir conhecimento, bem como se colocar a prova, reparar erros, ou outras coisas mais. Outros paralelos podem ser tratados, como por exemplo com filmes ou livros. Eles não “existem” no nosso mundo, mas numa imersão naquela história, nós, humanos, podemos aprender coisas novas. Esses são outros exemplos ridiculamente simples e pobres frente a realidade, mas a ideia é só passar o conceito e não fazer uma comparação fiel.

        10 – reencarnação só acontece no planeta Terra, ou espíritos poderiam “reencarnar” em seres de outros planetas, havendo assim uma espécie de intercâmbio intergalático de reencarnações?
        R: Acontece em diversos globos no universo. E portanto não só é possível como existe esse intercâmbio entre planetas. A própria raça humana já recebeu em várias ocasiões espíritos que provém de outras orbes. Como a escala evolutiva é imensa (conforme eu já citei nesse post) e cada qual caminha segundo sua própria velocidade, muitas vezes um ser “anda mais rápido” do que a média. Então, para ele não ficar acorrentado ao seu orbe, ele pode ir para um outro orbe mais condizente com o seu estado atual. Seria o mesmo que fazer um aluno adiantado pular uma série da escola, ao invés de mantê-lo junto com a turma original, que é mais devagar do que ele. O inverso também acontece, de seres de orbes melhores voltaram para os mais atrasados como forma de ajudar os que estão com dificuldades. E ainda existem os degredos, que é quando espíritos que perseveram em atitudes imperfeitas ficam atrasados demais para permanecerem num dado orbe, então eles são encaminhados para outros mais adequados, já que aquele lugar que eles habitam atualmente não mais pode ter a presença desses espíritos. Seria o equivalente a “repetir de ano” na escola e ser mudado de turma. Esse é outro assunto que só gera mais assuntos, ao começar a levar em conta as diferenças culturais e psicológicas inter raciais.

        Enfim, espero ter respondido ao menos um pedaço das suas dúvidas de forma satisfatória. Possivelmente eu devo ter gerado ainda mais dúvidas, mas esse é o caminho. Uma resposta gera duas novas perguntas.

        E Philipe, parabéns pelo blog, excelente!! As matérias são ótimas também, estou virando um leitor assíduo do Mundo Gump.

        Sobre a questão que você colocou no texto sobre um ser imaterial interferir no corpo material, na verdade não poderia ser de outra forma. A encarnação é engendrada para o espírito, tanto em acontecimentos quanto em recursos para que esses acontecimentos possam ocorrer. E o espírito pode sim, de forma consciente ou inconsciente, interferir na formação do novo corpo. O espírito já apresenta um estreitamento com o novo corpo desde a concepção deste, então o espírito vai, invariavelmente, influenciar na formação do corpo. Digamos, o corpo biológico não é um produto pronto, ele é formado com base no material genético dos pais, somado a influências externas, como mutações. E essas mutações não são “ao acaso”, elas obedecem suas leis. É só ver os recentes estudos que apontam cada vez mais que certas doenças fisiológicas tem fundo emocional ou psicológico. Não é apenas hábitos alimentares, atividades físicas e histórico genético, que também entram na balança, junto com estresse e estado emocional da pessoa. Se você considerar que um bebê ou uma criança, ou ainda um corpo em formação que já possui um espírito associado (não ligado definitivamente, apenas associado) e este já possui um estado emocional complexo, então dá para traçar um paralelo que essa consciência irá interferir nesse processo.

        Abraços.

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  7. Verônica

    Muito interessante Philipe! Eu estava ansiosa pela segunda parte! Como sempre você mandou muito bem! Texto rico, cheio de detalhes e muito bem escrito. Esse fenômeno é realmente estranho e merece ser pesquisado.

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  8. Yassushi

    Particularmente, não acredito em reencarnação. Mas como leitor assíduo, “fã de carteirinha” do Mundo Gump, não posso deixar de elogiar o texto, que é muito interessante sim. Mas para mim, em meu ceticismo, é apenas outro texto “gumpescamente mirabolante” do Philipe.

    Mas, como diz a patroa aqui: “Acreditar, não acredito. Mas pra que duvidar?” rs

    Abração, Philipe.

    Responder
      1. Yassushi

        Philipe, posso sugerir um tema? Dejavu. Acho que vem a calhar, já que você postou sobre lembranças de outra vida.

        Se bem que prefiro as bizarrices e contos kkkk.

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  9. José Barreira

    Existe um filme contando uma história dessas, chama-se Manika.
    Muito bom o post.

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  10. Roger

    Segundo a Doutrina Espírita, o espirito puro seria bastante imaterial, necessitando de um revestimento mais grosseiro, o perispírito, que faria a ponte com o corpo físico. Os dois, porém , seria de uma especie de matéria, ainda indetectável por nossos instrumentos. E o corpo seria moldado pelos dois (espirito e perispírito), que seriam sua matriz, por assim dizer. A influência seria também mutua.
    Uma analogia seria pensar em um programa de computador: o espirito puro seria o código-fonte, com perispírito seria o programa compilado, e com um corpo seria o programa instalado.

    Responder
  11. Hike

    Nossa!! ótimo texto.
    Meu primeiro comentário,
    Minha maior alegria, é quando meu reader atualiza e aparece uma atualização do mundo gump!
    Parabéns Philipe

    Responder
  12. Fábio Fuzari

    Mais uma vez, só posso dar-lhe os meus parabéns!

    Excelente post!

    Abraços!

    Responder
  13. Luciana

    Oi Philipe, te acompanho desde 2010, apreentei seus textos à minha irmã, q tb curte. Enfim sobre este assunto posso dar meu testemunho: desde meus 13 anos de idade mais ou menos não me dou bem com minha mãe, nossa relação é super difícil, hoje estou com 33 anos (ainda moro com meus pais), uns meses atrás eu tive um sonho estranho, era como se o meu eu de hoje estivesse enxergando o meu eu de 3 anos de idade, porém em outra vida, aconteceu que minha mãe me dava pra um casal, e eu chorava muito, pq sabia o q estava acontecendo, e q não veria mais minha família. Acordei chorando muito e isso realmente mexeu demais comigo. Nessa época eu já conhecia por contos e site o Dr Oswaldo Shimoda, que desenvolveu uma terapia chamada Terapia Regressiva Evolutiva, resumindo, me consultei com ele e descobrimos que sim, o sonho era de uma vida passada, que até hoje eu não perdoei minha mãe por ter me entregado à outra familia, por isso ainda temos problemas de relacionamento. Descobri outras coisas que não vêm ao caso.

    Responder

  14. Texto muito bom!! O tema é fascinante e você o abordou de uma forma que me deixou ainda mais curioso e inquieto com o assunto.

    Descobri esse blog depois do texto da rádio russa de números e já me tornei leitor assíduo. (entro todo dia e passei uma noite inteira lendo postagens antigas, rs).

    Responder
  15. Everson

    Não existe unanimidade nem em relação ao início da vida. Que dirá consenso no que diz respeito a desde quando a alma habita o corpo.
    Eu sou cristão, e não acredito em reencarnação.
    Para mim, no momento da fecundação, quando uma nova vida é formada, uma nova alma está já presente. Não preciso dizer que não tenho provas disso, e também ninguém tem provas ao contrário. A população mundial hoje é recorde, coisa que não combina com reencarnação.
    Qualquer um que acredite numa vida espiritual, em Deus e seu opositor, em Céu e Inferno, o que constitui imensa maioria da população, sabe como é possível uma pessoa “lembrar-se” de vidas passadas, sem que seja necessária a reencarnação.
    O post parece ser longo, mas o assunto ( as ramificações dele, o contraditório, todos os argumentos possíveis, com explicações, origens e interpretações de estudos, livros e ainda testemunhos e experiências de vida ) é de tal forma complexo, que quem se interessar terá um longo caminho de estudo.
    Diferente do Joaquim, não considero baboseira. É coisa séria. Nada relacionado à alma pode ser colocado como baboseira.

    Responder
  16. Lucas Aquino

    Compadre…meu amigo quer mexer com essas coisas de hipnose, eu levo fé nisso, menos nos programas de tevê e o meu amigo quer que eu seja a “cobaia” dele para o primeiro experimento de hipnose dele para me deixar em um estado de sono lúcido.
    Eu deixo ou não deixo??

    Responder

    1. Não há perigo. Um paciente hipnotizado jamais vai fazer algo que seja contra seus princípios. Se vc for hipnotizado e ele te largar assim, vc não fica preso para sempre na hipnose (tem gente que pensa isso) mas vai mudar de estado e passará a dormir. Aí acorda de boa.
      As hipnoses de programa de tv são hipnoses de verdade! Ocorre que a parte que eles não contam é que esses caras que estão na plateia ja foram hipnotizados antes, foram selecionados com base em sua predisposição natural (há pessoas mais sugestionáveis que outras) e foi gravado o signo-sinal. Isso é uma palavra que o hipnotizador grava na mente do hipnotizado que ao ser dita leva o cara direto para o transe. Então, eles parecem despertos no meio da plateia, só que já estão hipnotizados. Esse é o “segredo” do truque.

      Responder
      1. John Doe

        Cumpadre, você se antecipou à minha resposta. Tive oportunidade de conhecer profissionais que aplicam a hipnose como coadjuvante no tratamento de certas “perturbações psicológicas”, e me informaram que realmente não se pode “forçar” uma pessoa hipnotizada que faça coisas que ela não faria, estando fora do transe. O “super-ego” da pessoa funcionaria como um juiz e, dado um comando contrário, faria a pessoa despertar do sono hipnótico.
        Muitas são facilmente sugestionáveis; uma parcela são resistentes e uma minoria são totalmente “refratárias”, ou seja, noão podem ser hipnotizadas.
        E o signo-sinal é um comando que é implantado na mente do paciente, para facilitar a indução do transe, não sendo necessária a repetição do procedimento para se chegar no estado que é parecido com o sonambulico.
        Hipnotizadores de palco que não contam com pessoas previamente hipnotizadas, buscam participantes sugestionáveis, mediante testes como o das mãos que “grudam” entre sí, e outros. Selecionados estes, alguns entraram em transe, outros até que não.

        Responder
      1. John Doe

        Coloca junto daquele outro sujeito, não recordo o nome, no momento, que também jura que esteve em Marte, como parte de uma “experiência científica”…

        Responder
  17. Samuel

    Hernani Guimarães é um brasileiro, engenheiro que catalogou casos no Brasil

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Hernani_Guimar%C3%A3es_Andrade

    Um Caso que Sugere Reencarnação: Jacira & Ronaldo [Monografia] (1a. ed., 1976)
    Um Caso que Sugere Reencarnação: Simone & Angelina [Monografia] (1a. ed., 1979)

    p.s: desculpe repetir o comentário aqui… apenas queria informar para quem tiver interesse poder procurar mais…

    Responder

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