Conheça Ram Babu – o homem que não se queima! Os irmãos lá da Irmandade do Véio rosa colocaram isso e me pediram para explicar. È difícil de arrumar uma explicação conveniente para justificar por que este indiano maluco consegue enfiar as mãos dentro do óleo fervente e não fica com nenhuma bolha nem queimadura. As mãos dele nem sequer ficam vermelhas.
Ao que me parece, este é o típico caso de indiano fazendo coisa bizarra. Muito comuns em truques de faquires e coisas do tipo. Eu acho que o processo pelo qual ele não se queima é similar ao dos homens que caminham sobre brasas, um velho truque dos faquires. Só que no caso dos caras que caminham sobre brasas, eles se movem rapidamente, e isso somado ao cascão nas solas dos pés, baixa condutividade de calor do carbono(mais detalhes a seguir) mantém a pele imune a queimadura. É natural que algumas pessoas busquem justificar estes aparentes fenômenos bizarros por poderes sobre-humanos de algum tipo ou proteção de divindades espirituais. Mas tem explicação física e bem mundana.
No caso da caminhada sobre o fogo, este site explica que:
O truque é sempre feito de noite.
As caminhadas sobre o fogo dependem de uma combinação de má condução, isolamento térmico e um curto intervalo de tempo.
As brasas começam como pedaços de madeira. A madeira consiste de muito carbono, algumas moléculas orgânicas voláteis e água.
Uma molécula orgânica volátil é uma molécula de carbono que evapora ao ser aquecida. Gasolina é um produto químico orgânico volátil. Encontramos estas moléculas orgânicas voláteis da madeira quando a fumaça sai do fogo. O calor do fogo evapora todos os orgânicos voláteis, assim como toda a água. Como elas já haviam sido acesas bem antes do espetáculo, as brasas já queimaram até quase chegar a carbono puro.
Se você pegar uma destas brasas de carbono puro, você vai perceber que é extremamente leve. Carbono é um elemento muito leve, é por isso que bicicletas e raquetes de tênis feitas de fibra de carbono não pesam muito. Uma brasa é quase toda feita de átomos de carbono leves e espaços de ar, ela contém outros elementos, como potássio e cálcio, que ficam nas cinzas.
A estrutura leve do carbono é um mau condutor de calor. Leva bastante tempo para o calor passar da brasa ardente para sua pele. Se a brasa fosse feita de metal ardente, a transferência de calor por condução seria quase instantânea, você sofreria uma queimadura grave.
Agora, acrescente a isso o fato de que as cinzas são ótimos isolantes térmicos. Cinzas eram usadas para isolar caixas de gelo. As brasas ardentes cobertas por cinzas transferem seu calor ainda mais lentamente, porque as cinzas agem como uma camada de isolante térmico.
Agora, chegamos ao curto intervalo de tempo. A transferência de calor de uma brasa ardente é lenta, mas acontece. Se você ficasse parado sobre as brasas por vários segundos, com certeza se queimaria. Andando rapidamente, seu contato com brasas individuais ocorre em um intervalo bem curto. E atravessando a cama de brasas rapidamente, você limita o tempo total de contato com as brasas. Desta forma, seu pé nunca fica quente o suficiente para queimar.
Já no caso do cara que enfia as mãos no óleo, eu chutaria que o óleo é um bom condutor de calor (chutei isso) e o cara é rápido enfiando as mãos no óleo, pegando o salgadinho e derramando eles no recipiente, em seguida o cara agita as mãos, fazendo uma troca de calor com o ambiente de modo que não há tempo para que o óleo queime suas mãos. Eu queria ver se fosse no ácido.
Eu achei um trabalho que diz que um óleo usado muitas vezes sofre alterações em sua estrutura molecular que influi diretamente em sua propriedade de condução calorífica.
Há um outro aspecto não observável no vídeo mas que poderia ajudar a explicar isso é que a panela está com muito óleo, é uma panela grande e talvez o ponto de aquecimento seja central. Isso provoca um efeito de convecção do óleo subindo do centro fazendo uma volta e saindo para os lados, como se fosse um tipo de flor. Este deslocamento poderia provocar um diferencial de temperatura em diferentes partes da panela. Como existem muitos bolinhos ou sei lá que merda é essa fritando, talvez eles liberem água nesse processo. O paper é claro que a liberação de água afeta diretamente as características de condução térmica do óleo alimentar.
Você tem uma explicação melhor? Quero ler nos comentários.
Cara, acompanho o Mundo Gump a alguns meses e mando o link para todos os meus amigos aqui do RS desde então.
Sobre essa de colocar as mãos em óleo quente sem queimar, vi na faculdade em um daqueles livros malucos de física (faço Engenharia Elétrica) uma história parecida, e que também me interessou.
Olhando agora o MG lembrei do que eu li. Era um efeito causado por uma fina película de água em volta das mãos, que por um tempo acabava isolando a pele da altíssima temperatura externa. No caso, o físico colocava a mão em uma panela contendo chumbo líquido (!!!). Vou lhe mandar assim que puder um e-mail com a história completa.
Funciona assim: o cara molha levemente a mão, e ao colocar ela no chumbo quente, a água evapora imediatamente. Essa ebulição repentina cria uma camada de vapor entre a mão e o chumbo, servindo como um isolante, evitando assim que o cara se queime. Esse negócio tem até nome, Efeito Leidenfrost.
Dá pra ter noção disso ao se colocar uma gota de água em uma chapa quente; ela vai permanecer um tempo t, que depende da temperatura da chapa e tal.
Espero ter contribuído!
Parabéns pelo site Philipe! Sou membro da comunidade do MG no orkut, até já comentei em tópicos por lá.
Abraços!
Será q quando ele enfia a mão no óleo fervente, as bactérias presentes são mortas no processo? Porque aquela barraquinha dele não parece muito seguir rígidos padrões de higiene…
Concordo com o que o Daniel Krampe disse, já vi um esquema desse onde o cara coloca molha a mão antes de enfiar na panela com óleo quente, a agua não permite contato do óleo com a mão, ocorre devido a evaporação da água, formando uma “bolsa de ar” entre a mão e o óleo quente.
note aos 56 seg de filme, que existe uma panela com água bem ao lado da de óleo.
Essa explicação da água na mão até que é interessante, mas quando você pinga água no óleo fervente não começa a estralar/estourar e respinga óleo para todo lado? faça o teste com batata frita molhada e jogue no óleo quente (não façam isto em casa, crianças!). É óleo fervente para todo lado!
Acho que a explicação pode ser:
A pele do sujeito deve ser um cascão isotérmico e rapidez com que tira e põe não permite a transferência de calor para sua derme mais interna;
O cara é um robô, feito de tecido/fibra sintética tipo Terminator e não derrebe, só com aço derretido de uma matalúrgica.
Cara eu vi no beekman uma vez onde no “desafio de beekman” ele desafiava o Lester a pegar uma moeda num pote com agua sem se molhar, ele jogava talco ou farinha em cima da agua e tambem na mão, então enfiava a mão e pegava a moeda, e a camada de farinha, ou talco não lembro, era hidrofóbica e tambem porcausa da tensão superficial a mão não molhava…nao sei se isso se aplicaria com as propriedades dó óleo.
de qualquer jeito, se fosse isso mesmo a mão dele ficaria ao menos vermelha por causa do calor, e em determinada parte do filme o óleo aparece fervendo…
sobre a teoria da camada de agua, também já li sobre, sobre a agua estalar em contato com a água, eu acho que nesse caso isso não acontece por causa do movimento da mão do maluco aí…
vou testar isso em casa e depois conto… hahahahhaha até parece…
Queria ver alguem explicar como os antigos xamãs que viviam na polinésia caminhavam sobre a LAVA.
Hoje em dia até caminham sobre brasas lá, mas antigamente os xamãs que hoje já nem existem mais, caminhavam na lava, só esperavam ela esfriar o suficiente pra aguentar o peso de um homem e davam uma voltinha na rocha quente.
[quote comment="24163"]vi na faculdade em um daqueles livros malucos de física uma história parecida, e que também me interessou.[/quote]
Este livro é do Halliday&Resnick, eu também usei!
O próprio Halliday conta, no livro, que estudou o andar sobre brasas. Ele notou que as pessoas que faziam isso, sempre esfregavam os pés na grama antes (para umedecer a sola dos pés). Essa água, em contato com o calor, se vaporizava e funcionava como isolante térmico, impedindo que a pessoa se queimasse.
A primeira vez que Halliday tentou caminhar sobre brasas, carregou um livro de física debaixo do braço , para que sua fé na ciência o ajudasse! E ele conseguiu! Essa história está em “Fundamentos da Física – Vol.2 – Halliday&Resnick”.
É esse livro aí mesmo, Thiago!
Mas se você ler a matéria, foi o Walker que fez isso… O que não vem ao caso, né…
Que gente louca, eu não colocaria a mão em chumbo derretido nem que me pagassem… Hehehe…
Bom, vejo três tipos de crenças aqui: a cética, que propõe tratar-se de algum tipo de farsa. Recurso: “fé na ciência e numa explicação lógica”. A outra é a relacionada à místico-religiosa. Recurso: “se é farsa, tente fazer você mesmo. Ou você nunca se queimou com óleo?” Pois é, penso que ambas as posições, embora antagônicas no objetivo, são baseadas num único fator comum: fé. Por isso, provavelmente, o cientista (físico) que vocês mencionam conseguiu a “proeza” justamente por ter fé na bíblia que carregava debaixo do braço: um livro de física. É para vocês pensarem, não para eu dar um veredicto. Copérnico é um grande herói da humanidade ao nos ensinar isso: talvez seja o oposto do que parece ser e a verdade, embora exista, pode não ser o que e como percebemos as coisas. Já pensaram que, na verdade, a noção de infinito é a condição suprema do universo? Não, não pensaram, e nem têm como pensar sobre isso, de fato, simplesmente porque não têm como referência o próprio infinito, mas sim, começo e fim. Mas, necessariamente, começo e fim são apenas reduções, criações de intervalos naquilo que não é intervalar. É simplesmente contínuo e perene. Nossos verbos ainda por cima atrapalham tudo, pois se baseiam na ação, que necessariamente depende de uma referência, digamos, “temporal”.
Ah, sim, tem o terceiro tipo de crença que nem valeria a pena mencionar, mas, por motivos didáticos, vamos lá: trata-se do escárnio, que é a crença típica de quem simplesmente não pretende pensar sobre nada e vive no lugar comum. A esse basta apenas chamar a atenção (acredita que isso é “divertir-se”. Recurso: “descompromisso”. Contentam-se em ser apenas organismos vivos.
Bem, a explicação para esse fenômeno está realmente no livro do Halliday, citado mais acima. Trata-se do fenômeno descoberto por um físico-médico chamado Johan Leidenfrost.
Esse fenômeno ficou conhecido com Efeito Leidenfrost.
Ele precisa está com as mãos umidificada. Ocorre que, na temperatura de Leidenfrost essa água evapora instantaneamente formando uma camada de vapor de água. Como o gás (vapor) é um péssimo condutor de energia, não permite que ele se queime.
Isso também explica o andar sobre brasas, também.
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Sobre essa de colocar as mãos em óleo quente sem queimar, vi na faculdade em um daqueles livros malucos de física (faço Engenharia Elétrica) uma história parecida, e que também me interessou.
Olhando agora o MG lembrei do que eu li. Era um efeito causado por uma fina película de água em volta das mãos, que por um tempo acabava isolando a pele da altíssima temperatura externa. No caso, o físico colocava a mão em uma panela contendo chumbo líquido (!!!). Vou lhe mandar assim que puder um e-mail com a história completa.
Funciona assim: o cara molha levemente a mão, e ao colocar ela no chumbo quente, a água evapora imediatamente. Essa ebulição repentina cria uma camada de vapor entre a mão e o chumbo, servindo como um isolante, evitando assim que o cara se queime. Esse negócio tem até nome, Efeito Leidenfrost.
Dá pra ter noção disso ao se colocar uma gota de água em uma chapa quente; ela vai permanecer um tempo t, que depende da temperatura da chapa e tal.
Espero ter contribuído!
Parabéns pelo site Philipe! Sou membro da comunidade do MG no orkut, até já comentei em tópicos por lá.
Abraços!
ó esse video: http://www.youtube.com/watch?v=-V9gwRkMysk
note aos 56 seg de filme, que existe uma panela com água bem ao lado da de óleo.
Acho que a explicação pode ser:
A pele do sujeito deve ser um cascão isotérmico e rapidez com que tira e põe não permite a transferência de calor para sua derme mais interna;
O cara é um robô, feito de tecido/fibra sintética tipo Terminator e não derrebe, só com aço derretido de uma matalúrgica.
de qualquer jeito, se fosse isso mesmo a mão dele ficaria ao menos vermelha por causa do calor, e em determinada parte do filme o óleo aparece fervendo…
sobre a teoria da camada de agua, também já li sobre, sobre a agua estalar em contato com a água, eu acho que nesse caso isso não acontece por causa do movimento da mão do maluco aí…
vou testar isso em casa e depois conto… hahahahhaha até parece…
tipo assim… provavelmente eles comem aqueles bolinhos depois que ele coloca a m?o… povo doido…
Hoje em dia até caminham sobre brasas lá, mas antigamente os xamãs que hoje já nem existem mais, caminhavam na lava, só esperavam ela esfriar o suficiente pra aguentar o peso de um homem e davam uma voltinha na rocha quente.
A mão dele e a superfície do óleo estão besuntadas com a massa do “petisco”, talvez dando um efeito parecido com que o Kaiser citou;
E também está molhada, então soma-se o efeito que o Daniel explicou;
O óleo, no momento que ele coloca a mão, já não está mais fervendo. Ainda deve estar quente, mas menos quente, como o Felipe disse;
E como o Irmão Fabiano falou, a pele do sujeito já deve estar calejada de ficar fazendo isso todo dia;
E ele coloca e tira rapidinho, não dando tempo do calor do óleo se sobrepor a esses 4 fatores citados.
Explicado?
Este livro é do Halliday&Resnick, eu também usei!
O próprio Halliday conta, no livro, que estudou o andar sobre brasas. Ele notou que as pessoas que faziam isso, sempre esfregavam os pés na grama antes (para umedecer a sola dos pés). Essa água, em contato com o calor, se vaporizava e funcionava como isolante térmico, impedindo que a pessoa se queimasse.
A primeira vez que Halliday tentou caminhar sobre brasas, carregou um livro de física debaixo do braço
, para que sua fé na ciência o ajudasse! E ele conseguiu!
Essa história está em “Fundamentos da Física – Vol.2 – Halliday&Resnick”.
Mas se você ler a matéria, foi o Walker que fez isso… O que não vem ao caso, né…
Que gente louca, eu não colocaria a mão em chumbo derretido nem que me pagassem… Hehehe…
pois
rsrsrsr
so pode qual fisica qual que
indiano é porco
Ah, sim, tem o terceiro tipo de crença que nem valeria a pena mencionar, mas, por motivos didáticos, vamos lá: trata-se do escárnio, que é a crença típica de quem simplesmente não pretende pensar sobre nada e vive no lugar comum. A esse basta apenas chamar a atenção (acredita que isso é “divertir-se”. Recurso: “descompromisso”. Contentam-se em ser apenas organismos vivos.
Esse fenômeno ficou conhecido com Efeito Leidenfrost.
Ele precisa está com as mãos umidificada. Ocorre que, na temperatura de Leidenfrost essa água evapora instantaneamente formando uma camada de vapor de água. Como o gás (vapor) é um péssimo condutor de energia, não permite que ele se queime.
Isso também explica o andar sobre brasas, também.