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Indiano enfia a mão em óleo quente e não se queima
Conheça Ram Babu – o homem que não se queima! Ao que me parece, este é o típico caso de indiano fazendo coisa bizarra. Muito comuns em truques de faquires e coisas do tipo. Eu acho que o processo pelo qual ele não se queima é similar ao dos homens que caminham sobre brasas, um velho truque dos faquires. Só que no caso dos caras que caminham sobre brasas, eles se movem rapidamente, e isso somado ao cascão nas solas dos pés, baixa condutividade de calor do carbono(mais detalhes a seguir) mantém a pele imune a queimadura. É natural que algumas pessoas busquem justificar estes aparentes fenômenos bizarros por poderes sobre-humanos de algum tipo ou proteção de divindades espirituais. Mas tem explicação física e bem mundana. No caso da caminhada sobre o fogo, este site explica que:
Já no caso do cara que enfia as mãos no óleo, eu chutaria que o óleo é um bom condutor de calor (chutei isso) e o cara é rápido enfiando as mãos no óleo, pegando o salgadinho e derramando eles no recipiente, em seguida o cara agita as mãos, fazendo uma troca de calor com o ambiente de modo que não há tempo para que o óleo queime suas mãos. Eu queria ver se fosse no ácido. Você tem uma explicação melhor? Quero ler nos comentários. 23 CommentsLeave a Reply |
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Cara, acompanho o Mundo Gump a alguns meses e mando o link para todos os meus amigos aqui do RS desde então.
Sobre essa de colocar as mãos em óleo quente sem queimar, vi na faculdade em um daqueles livros malucos de física (faço Engenharia Elétrica) uma história parecida, e que também me interessou.
Olhando agora o MG lembrei do que eu li. Era um efeito causado por uma fina película de água em volta das mãos, que por um tempo acabava isolando a pele da altíssima temperatura externa. No caso, o físico colocava a mão em uma panela contendo chumbo líquido (!!!). Vou lhe mandar assim que puder um e-mail com a história completa.
Funciona assim: o cara molha levemente a mão, e ao colocar ela no chumbo quente, a água evapora imediatamente. Essa ebulição repentina cria uma camada de vapor entre a mão e o chumbo, servindo como um isolante, evitando assim que o cara se queime. Esse negócio tem até nome, Efeito Leidenfrost.
Dá pra ter noção disso ao se colocar uma gota de água em uma chapa quente; ela vai permanecer um tempo t, que depende da temperatura da chapa e tal.
Espero ter contribuído!
Parabéns pelo site Philipe! Sou membro da comunidade do MG no orkut, até já comentei em tópicos por lá.
Abraços!
a reação da agua com o óleo fervendo é mto violenta pra q isso dê certo…
ó esse video: http://www.youtube.com/watch?v=-V9gwRkMysk
Será q quando ele enfia a mão no óleo fervente, as bactérias presentes são mortas no processo? Porque aquela barraquinha dele não parece muito seguir rígidos padrões de higiene…
Concordo com o que o Daniel Krampe disse, já vi um esquema desse onde o cara coloca molha a mão antes de enfiar na panela com óleo quente, a agua não permite contato do óleo com a mão, ocorre devido a evaporação da água, formando uma “bolsa de ar” entre a mão e o óleo quente.
note aos 56 seg de filme, que existe uma panela com água bem ao lado da de óleo.
Essa explicação da água na mão até que é interessante, mas quando você pinga água no óleo fervente não começa a estralar/estourar e respinga óleo para todo lado? faça o teste com batata frita molhada e jogue no óleo quente (não façam isto em casa, crianças!). É óleo fervente para todo lado!
Acho que a explicação pode ser:
A pele do sujeito deve ser um cascão isotérmico e rapidez com que tira e põe não permite a transferência de calor para sua derme mais interna;
O cara é um robô, feito de tecido/fibra sintética tipo Terminator e não derrebe, só com aço derretido de uma matalúrgica.
Cara eu vi no beekman uma vez onde no “desafio de beekman” ele desafiava o Lester a pegar uma moeda num pote com agua sem se molhar, ele jogava talco ou farinha em cima da agua e tambem na mão, então enfiava a mão e pegava a moeda, e a camada de farinha, ou talco não lembro, era hidrofóbica e tambem porcausa da tensão superficial a mão não molhava…nao sei se isso se aplicaria com as propriedades dó óleo.
Ele coloca a mão muito rapidamente no óleo e ao que parece o fogo já devia estar desligado, portanto o óleo poderia estar menos quente… pode ser isso.
@ Felipe Esteves:
de qualquer jeito, se fosse isso mesmo a mão dele ficaria ao menos vermelha por causa do calor, e em determinada parte do filme o óleo aparece fervendo…
sobre a teoria da camada de agua, também já li sobre, sobre a agua estalar em contato com a água, eu acho que nesse caso isso não acontece por causa do movimento da mão do maluco aí…
vou testar isso em casa e depois conto… hahahahhaha até parece…
O MO?O ? BEM LIGEIRO ahuHAuHAuHauA…
tipo assim… provavelmente eles comem aqueles bolinhos depois que ele coloca a m?o… povo doido…
Se tu acha que ? mole assim enfiar a m?o no ?leo quente, faz a experi?ncia e depois relata no blog.
Queria ver alguem explicar como os antigos xamãs que viviam na polinésia caminhavam sobre a LAVA.
Hoje em dia até caminham sobre brasas lá, mas antigamente os xamãs que hoje já nem existem mais, caminhavam na lava, só esperavam ela esfriar o suficiente pra aguentar o peso de um homem e davam uma voltinha na rocha quente.
Depois de muito analisar, cheguei a uma conclusão:
A mão dele e a superfície do óleo estão besuntadas com a massa do “petisco”, talvez dando um efeito parecido com que o Kaiser citou;
E também está molhada, então soma-se o efeito que o Daniel explicou;
O óleo, no momento que ele coloca a mão, já não está mais fervendo. Ainda deve estar quente, mas menos quente, como o Felipe disse;
E como o Irmão Fabiano falou, a pele do sujeito já deve estar calejada de ficar fazendo isso todo dia;
E ele coloca e tira rapidinho, não dando tempo do calor do óleo se sobrepor a esses 4 fatores citados.
Explicado?
[quote comment="24163"]vi na faculdade em um daqueles livros malucos de física uma história parecida, e que também me interessou.[/quote]
Este livro é do Halliday&Resnick, eu também usei!
O próprio Halliday conta, no livro, que estudou o andar sobre brasas. Ele notou que as pessoas que faziam isso, sempre esfregavam os pés na grama antes (para umedecer a sola dos pés). Essa água, em contato com o calor, se vaporizava e funcionava como isolante térmico, impedindo que a pessoa se queimasse.
A primeira vez que Halliday tentou caminhar sobre brasas, carregou um livro de física debaixo do braço
, para que sua fé na ciência o ajudasse! E ele conseguiu!
Essa história está em “Fundamentos da Física – Vol.2 – Halliday&Resnick”.
É esse livro aí mesmo, Thiago!
Mas se você ler a matéria, foi o Walker que fez isso… O que não vem ao caso, né…
Que gente louca, eu não colocaria a mão em chumbo derretido nem que me pagassem… Hehehe…
É que eu li já faz uns 5 anos…
Dá para ver o desespero dele na hora que abana as mãos….
ele nao se queima devido a sujidade das mãos
pois
rsrsrsr
so pode qual fisica qual que
indiano é porco
Bom, vejo três tipos de crenças aqui: a cética, que propõe tratar-se de algum tipo de farsa. Recurso: “fé na ciência e numa explicação lógica”. A outra é a relacionada à místico-religiosa. Recurso: “se é farsa, tente fazer você mesmo. Ou você nunca se queimou com óleo?” Pois é, penso que ambas as posições, embora antagônicas no objetivo, são baseadas num único fator comum: fé. Por isso, provavelmente, o cientista (físico) que vocês mencionam conseguiu a “proeza” justamente por ter fé na bíblia que carregava debaixo do braço: um livro de física. É para vocês pensarem, não para eu dar um veredicto. Copérnico é um grande herói da humanidade ao nos ensinar isso: talvez seja o oposto do que parece ser e a verdade, embora exista, pode não ser o que e como percebemos as coisas. Já pensaram que, na verdade, a noção de infinito é a condição suprema do universo? Não, não pensaram, e nem têm como pensar sobre isso, de fato, simplesmente porque não têm como referência o próprio infinito, mas sim, começo e fim. Mas, necessariamente, começo e fim são apenas reduções, criações de intervalos naquilo que não é intervalar. É simplesmente contínuo e perene. Nossos verbos ainda por cima atrapalham tudo, pois se baseiam na ação, que necessariamente depende de uma referência, digamos, “temporal”.
Ah, sim, tem o terceiro tipo de crença que nem valeria a pena mencionar, mas, por motivos didáticos, vamos lá: trata-se do escárnio, que é a crença típica de quem simplesmente não pretende pensar sobre nada e vive no lugar comum. A esse basta apenas chamar a atenção (acredita que isso é “divertir-se”. Recurso: “descompromisso”. Contentam-se em ser apenas organismos vivos.
O problema é saber: como que ele descobriu essa proeza!?
Será que essa tal de pakora é gostosa?
Acho q vc esta certo!Fhilipe.
Esse fenômeno ficou conhecido com Efeito Leidenfrost.
Ele precisa está com as mãos umidificada. Ocorre que, na temperatura de Leidenfrost essa água evapora instantaneamente formando uma camada de vapor de água. Como o gás (vapor) é um péssimo condutor de energia, não permite que ele se queime.
Isso também explica o andar sobre brasas, também.